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sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Quem sabe do Pan?

Alguém aí sabe que faltam apenas treze dias para começar os Jogos Panamericanos? Depois do Rio de Janeiro é a vez de Guadalajara, no México, sediar o evento. Mas quem sabe disso? O principal estádio do Pan 2011 ainda não está totalmente pronto... e daí? A impressão que tenho é que poucas pessoas se lembram que acontecerá, este ano, o principal evento das Américas. Mas por quê?

Porque, infelizmente o sinônimo de televisão no Brasil é Rede Globo. A questão é cultural, hegemônica, de dificil mudança. Entretanto, a Record com esses muitos milhões de reais tem a grande chance de mudar essa situação televisiva no país. Muitos jornalistas experientes acreditam que os próximos três anos serão decisivos nessa disputa.


Mas a Record, que possui estratégias agressivas no setor financeiro, peca quando o assunto é novos formatos do jornalismo. Ela faz de tudo para ser uma nova Globo, quando o caminho não é esse. Voltemos ao Pan de Guadalajara. Com tanto dinheiro assim ela deveria inovar, lançar novos talentos para essa cobertura exclusiva e não trazer medalhões como, Oscar Schmidt, Robson Caetano, Paula, que já trabalharam na Globo em outros tempos. Com esse cenário se construindo, acredito que esse Panamericano não emplacará.

Record, é hora de arriscar. Voltemos aos cifrões. Esse é o maior obstáculo (que você não tem) para uma inovação jamais vista no esporte brasileiro, depois que o modelo global se enraizou. Os jovens estão à postos. Muito mais completos e high-techs, com conhecimentos do futebol brasileiro aos esportes americanos. Vamos sair da zona de conforto. Londres 2012 é algo muito maior, que também está nas suas mãos. O povo brasileiro não precisa de uma nova Platinada.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Um Campeonato a Parte nas Minas Gerais

Caros colegas apaixonados pelo esporte bretão, estamos em reta final do Brasileirão mais disputado da história dos pontos corridos. Certamente, as brigas por título, por vagas Libertadoras da América, por Sul-Americana e A Fuga da Degola do Z-4 irão perdurar até a última rodada, com muitas emoções a cada rodada, estádios cheios, polêmicas, golaços e tudo mais, do jeito que o povo gosta! E ainda tem engravatado defendendo volta de mata-mata....

Deixando a briga na parte de cima da tabela pra coluna pós-rodada de fim de semana, reservo nosso espacinho de hoje pra falar da verdadeira Guerra a ser travada em MG até o fim do ano. Já cotidiana nas discussões em bares e nas piadas entre amigos, a rivalidade mineira promete acirrar-se ainda mais com o que está por vir no Brasileirão.

De um lado, o Cruzeiro, apontado por muitos- incluindo este que vos fala- como a grande decepção do campeonato. Ocupa a 16a posição, 29 pontos, quatro à frente da Zona dos Afogados. Após um primeiro semestre em que encheu os olhos do torcedor, com Mestre Cuca no comando, Roger, Gilberto e Montillo comendo a bola, Wallyson fazendo gols de tudo quanto é jeito, Fábio pegando tudo....a equipe naufragou após o duro golpe sofrido na Libertadores contra o Once Caldas. Cuca caiu, Papai Joel assumiu. Chegou feliz, grande chance na carreira, salários em dia, elenco grande, boa estrutura, sem a pressão RJ-SP. A vitória contra o então líder Corinthians em pleno Pacaembu trouxe esperança. Mas bastou uma série de maus resultados pra uma coletiva ser convocada, e lá está Joel, abatido, desnorteado com a demissão ainda sem explicação para ele. A "diretoria" não tardou e anunciou que Emerson Ávila assumia como comandante, não interino. Péssimos resultados, brigas internas, lesões, expulsões. E ele volta a ter um cargo na comissão técnica. E quem assume é Vagner Mancini...

 Bagunça total, que pode ser resumida numa única palavra, forte: Abandono. Desde que assumiu como senador e anunciou que sairia da Toca da Raposa, o Sr. Zezé Perrela abandonou o clube que diz que ama. Daí vem a verdadeira dança dos técnicos vestidos de azul, o desmanche com as vendas de Henrique, Thiago Ribeiro, Gil...até Dudu, promessa que brilhou pela Amarelinha sub-20, saiu na primeira proposta rumo a Kiev. Gilberto pediu dispensa. Perrela está rapelando, mal aparece, está ocupado demais em Brasília, envolvido em "grandes negócios" visando a Copa do Mundo. De longe, até vai torcer pra Vagner Conde Drácula Mancini arrumar a casa e almejar algo. Mas no fundo tanto faz, ele vai embora mesmo...

Do outro lado da moeda está o Galo Mineiro. Quando tudo indicava que seria motivo de chacota por mais um ano, com luta suada contra a Degola até a última rodada, eis que o futebol da equipe começa a crescer. Comandado por...Mestre Cuca!! Futebol é maluco mesmo. O Atlético ocupa a 17a posição, com 25 pontos, quatro atrás do co-irmão Azul. O bicho vai pegar!

O Galo tem uma dupla de ataque fortíssima, Guilherme e André, Daniel Carvalho voltando a jogar bola, Rever e Leonardo Silva seguros atrás, Dudu Cearense e Ricky na contenção...e enfrenta nas próximas rodadas Ceará e América-MG, enquanto a Raposa tem pela frente Grêmio no Olímpico e São Paulo em BH.

O campeonato a Parte em Minas está só começando. A luta será ponto a ponto no ringue mineiro!

Quem diria, depois de tantos anos marcados por rixas, Alexandre Kalil, o presidente Tuiteiro, está feliz demaaaais da conta com....Zezé Perrela, o Senador, responsável pela derrocada azul.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Brasil em Belém: R$ 90. Brasil em Londres: R$ 70


"O jogo é contra a Argentina, um grande clássico", podem dizer os pelegos de Ricardo Teixeira na CBF.

Mas colocar o preço do ingresso para o jogo de hoje da Seleção entre R$ 90 e R$ 190 é sacanagem.

No começo do mês, o Brasil jogou em Londres contra Gana e a entrada custava entre R$ 70 e R$ 85.

Na moeda local, custou 25 libras. Para quem trabalha aqui, um preço bem acessível.

O que a CBF pretende com esses preços altos? Só penso em uma explicação: torcedores, preparem-se, quem quiser ver jogo da Copa vai ter que meter a mão no bolso sem dó.

A Copa na África do Sul não foi para os africanos verem. A Copa no Brasil também não será para os brasileiros.

Ou melhor: no que se refere a assistir aos jogos nos estádios, será para uma pequena parcela de nós.

Corda bamba

A clássico de hoje entre Brasil e Argentina é encarado como uma decisão por... ele, óbvio, Mano Menezes.

Uma vitória contra os hermanos alivia a pressão sobre o treinador, que até agora não conseguiu resultados positivos contra seleções de ponta.

A equipe deverá entrar em campo com Lucas, Ronaldinho Gaúcho, Neymar e Borges na linha ofensiva. Formação interessante. Será um bom teste para o meia do São Paulo e para o goleador santista.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Impedimento, empurrão, cabeçada... Veja o que é falta no futebol americano

Apesar dos esportes terem o mesmo nome, qualquer jogada que você assista percebe que as faltas do nosso futebol e do americano são bem diferentes. Parece que no deles pode tudo. Empurrar, agarrar, derrubar, dar cabeçada. E algumas até pode, mas tudo no seu devido tempo.
No futebol americano temos nove faltas principais. Vamos a elas.

Saída Falsa: Ocorre quando algum jogador do ataque que esteja com a mão no chão (normalmente a linha ofensiva que tem os mais fortes) se mexa antes que a bola seja colocada em jogo. O time recua cinco jardas.
Atraso de jogo: Como disse no texto anterior, o ataque tem 40 segundos para colocar a bola em jogo. Se o tempo exceder, eles recuam cinco jardas e o quarterback (QB) leva toda a culpa. 
Impedimento: Falta cometida pela defesa é marcada se antes do início da jogada a linha de scrimmage (onde a bola está parada) é invadida. Neste caso a defesa recua cinco jardas.
Intentional Grounding: Ocorre quando o QB se livra da bola propositalmente para não receber o sack (o mesmo que tackle, mas apenas no QB), sendo que ele esteja no pocket (área de proteção dos seus bloqueadores). Neste caso, o ataque volta dez jardas, além de perder uma das quatro chances de chegar ao first down.
Contato ilegal: Quando os recebedores passam cinco jardas contando da linha de scrimmage eles não podem ser mais tocados pela defesa até que algum deles peguem na bola. Se houver um empurrão antes do QB lançar, os juízes penalizam a defesa com cinco jardas.
Interferência: É parecida com o contato ilegal, a diferença é que ela ocorre após o passe. E nesse caso a punição é maior. A linha de scrimmage será feita no local da falta. Mas os defensores também não precisam ficar esperando os recebedores pegarem a bola, eles podem interceptá-la ou apenas desviá-la para o passe ser incompleto.
Facemask: A falta mais perigosa do futebol americano, pois pode causar sérias lesões na região do pescoço. Ocorre quando qualquer jogador segura a grade da máscara do adversário. O time é punido em 15 jardas. (Veja a foto ao lado)
Segurada (Holding): O único jogador que pode ser segurado é aquele que esta com a bola. De resto é apenas empurra-empurra senão é falta. A diferença é que o ataque recua dez jardas quando comete o holding e a defesa apenas cinco.
Falta pessoal: Relacionada com a conduta dos jogadores. Sempre que os juízes acharem o uso de força excessiva na jogada a penalidade é dada. Socos, chutes e cabeçadas nem com a mínima força. Essa é a falta que vai mais da interpretação de cada juiz e o time perde 15 jardas.

Na NFL são sete juízes em campo sendo um principal com o boné branco. Sempre que eles virem uma falta jogam um pano amarelo para o alto. Os árbitros podem rever a jogada quando acharem necessário, além dos técnicos terem em cada tempo dois pedidos de revisão. Porém eles não podem usá-los nos dois minutos finais dos tempos, chamado de two minute warning.

SPFC segurou a estreia do Fabuloso pensando no marketing


Nada me faz acreditar que Luís Fabiano não poderia ter estreado contra o Botafogo, no Rio.

No entanto, mesmo diante de um rival que luta pelo título com o Tricolor, o São Paulo tomou uma decisão estranha e segurou o atacante.

Na minha opinião, a opção de não colocar o Fabuloso na partida não foi do técnico Adilson Baptista, tampouco do Departamento Médico, mas sim do Marketing.

Seguraram a estreia do matador, que poderia ter sido fundamental no confronto, pensando única e exclusivamente no dinheiro que a estreia dele no Morumbi pode gerar.

Esse tem sido um erro recorrente dos clubes, desde a descoberta da mina de ouro que era o investimento no marketing.

O Corinthians, por exemplo, trouxe jogadores como Roberto Carlos, com passagem razoável, e Adriano, que sequer estreou, pensando mais em vender camisas do que em qualificar o elenco.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Touradas em Madri

A nossa seção "Jogando por música" volta a campo hoje.

Tudo para lembrar de momentos gloriosos da nossa Seleção Brasileira. Gloriosos?

Bem... Mais ou menos. Mas neste dia, sem dúvida, rolou muita festa pelo País afora.

Foi em 13 de julho de 1950. O Brasil surrou a Espanha no Rio de Janeiro: 6 a 1.

Foi o último jogo antes da derrota final no Mundial daquele ano, diante do Uruguai, em pleno Maracanã.

A vitória brasileira contra a Espanha deixou jogadores, imprensa, comissão técnica e todo e qualquer cidadão terrestre (menos os uruguaios) - até mesmo alienígenas - confiantes no título.

Os gols brasileiros foram anotados por Ademir Menezes (2), Jair, Chico (2) e Zizinho.

O gol de honra espanhol foi de Silvestre Igoa.

A partida ficou marcada porque, enquanto o Brasil passava o trator por cima da Espanha, a torcida cantava a marchinha "Touradas em Madri", composta em 1939 por João de Barro, o Braguinha.

Bons tempos em que éramos, no mínimo, o segundo melhor time do planeta.

O Trio Irakitan, famoso na época, interpretou a canção carnavalesca no filme "Garota Enxuta", de 1959. A produção do longa foi do mitológico Herbert Richers. Veja:


Para o bem e para o mal, Rivaldo!


Recentemente o amigo e companheiro de time e blog, Mateus Lessa, escreveu sobre Dagoberto, respeito a opinião dele, mas sou a favor da saída do atacante desde 2009. Outro ponto divergente que eu carrego com meus amigos e talvez com 90% da torcida Tricolor é Rivaldo, e esse é o assunto que vou abordar.

A maioria dos torcedores já abraçou Rivaldo e, se não o quer como titular, não hesita duas vezes para pedir a entrada do veterano quando o time não agrada. Com os gols e qualidade no passe, crescem cada vez mais os pedidos pelo pentacampeão do mundo.

Concordo que o jogador mostrou seu valor para o time, já fez até mais do que eu imaginei. Ainda assim, não é o craque de outrora e algumas coisas fundamentais precisam mudar. Primeiramente, todos os tricolores precisam entender que com Rivaldo em campo o São Paulo fica mais lento, perde poder na marcação e no contra-ataque, que são as principais armas do time. Não sou contra a escalação do veterano, uma vez que ele seja escalado no ataque, assim o time ganha a referência, a finalização apurada e não perde nos fatores acima citados.

Os principais problemas são as atitudes e a postura de Rivaldo. O jogador parece ter chegado ao clube do Morumbi com a ambição de mostrar para todos que ainda é um craque e pode ajudar, colocando-se desde o início à frente do time. Sua individualidade e sede pela re-consagração ficaram claras nos dois últimos jogos. Contra o Corinthians, o experiente atleta quis cobrar uma falta da lateral da área direto, sendo que era o útlimo lance e todos estavam na área, o time alvinegro pressionado e com sua zaga reserva. Ontem, contra o time da estrela solitária, depois de empatar um jogo impressionante nos últimos minutos, o ex-melhor do mundo teve a chance da virada e, ao invés de estufar as redes, optou pela encoberta e errou.

Em cada entrevista que dá após os jogos, o veterano mal fala do time, leva sempre em primeira pessoa, fala de como ele ajudou ou pode ajudar mais. Em uma dessas declarações, começou a derrubar Carpegiani.

Não bastasse isso, o veterano veio a público falando que se fosse jovem ia logo para Europa, indicando esse caminho para as jóias do Tricolor. É inadmissível que um jogador experiente como Rivaldo, espelho para muitos, declare isso em um time cuja maior aposta é a categoria de base.

Para seguir no São Paulo, o veterano deve botar a cabeça no lugar e recuperar o espírito de equipe. Com uma mudança de mentalidade, o veterano tem tudo para se tornar uma grande arma, já que em campo vem mostrando que pode ser decisivo.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

A bomba estourou no colo do Chicão

Afinal, quem está certo nesta história?
A barraca desarmou no Timão.

O time perdeu a liderança e agora ocupa apenas a quarta colocação do Brasileiro.

Quem pagou o pato? Desta vez não foi o treinador. Foi o capitão.

Chicão foi sacado do time e parece que os problemas na defesa do Corinthians não existem mais.

Mentira. Mentira porque no clássico da última quarta-feira, diante do São Paulo, o Alvinegro inteiro se propôs apenas a defender.

Além disso, com todo o respeito, o ataque do São Paulo não é lá essas coisas. Sem um Lucas inspirado e com Rivaldo e Henrique no banco, o Tricolor pouco cria.

Mas o assunto aqui é Chicão. E o técnico Tite tirou do seu colo a bomba, que estava quase explodindo.

Com o empate contra o São Paulo, jogando fora de casa, ele conseguiu diminuir a pressão.

Mas Chicão não volta pro time tão cedo. Mesmo que ele queira.

Porque agora o torcedor foi condicionado a pensar que o zagueiro é o culpado pela crise em Parque São Jorge.

Evidentemente, o (ex) capitão não vinha atuando bem. Mas que fosse sacado do time enquanto as vitórias apareciam.

Deixar para tirá-lo agora, em meio a uma crise?! Ahhh, Tite. Não gostei. Faltou caráter ou a decisão foi puramente técnica?

Quem joga bola sabe.

Sabe também que as vitórias escondem/camuflam os erros. Foi por isso que Chicão não foi sacado antes?

Mas uma coisa é certa. O camisa 3 do Corinthians vinha mal na defesa. E não acertava sequer faltas nesses últimos tempos.

E pra manter a coerência, Tite não deveria relacionar Chicão de novo para o duelo do fim de semana contra o Bahia.

Aliás, Chicão só deve voltar ao time quando realmente estiver bem. E ponto final.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Ranking da Fifa pela primeira vez mostra a realidade

Para Mano Menezes, ranking de seleções da Fifa é justo. E pra você?
Pela primeira vez na história um ranking da Fifa mostra em ordem coerente quais são as dez principais seleções do mundo.

Nas dez primeiras colocações temos:

1. Espanha 1605 pontos
2. Holanda 1571
3. Alemanha 1290
4. Uruguai 1184
5. Portugal 1158
6. Itália 1142
7. Brasil 1132
8. Inglaterra 1089
9. Croácia 1057
10. Argentina 1024

Ou você realmente acha que uma equipe com Fernandinho, do Shakhtar, na meia é capaz de ganhar de Portugal, do astro Cristiano Ronaldo?

Lembro você, leitor, que está com a pulga já entrando pra dentro do ouvido, que os portugueses aplicaram um sonoro 4 a 0 na Espanha não tem nem um ano.

E o Brasil só tomou pau diante dos grandes: perdeu pra Alemanha, Argentina e França (12ª no ranking) e empatou em casa com a Holanda.

A maior polêmica, sem dúvida, é em relação à posição da Itália. Talvez ainda estejamos melhor do que eles. Mas nada de absurdo também. Até o nosso técnico concorda.

"Vejo quatro equipes que estão à nossa frente: Holanda, Espanha, Uruguai e Alemanha. As outras duas, Portugal e Itália, estão no mesmo nível de desenvolvimento que nós, aquém das outras. Por isso, temos que ter as maiores seleções como parâmetro. Precisamos seguir para superá-las", declarou nesta quinta-feira o treinador da Seleção Brasileira, Mano Menezes.

Diagnosticado o Problema de Adílsão Batista: VCV



Sim, amigos apaixonados, não é de hoje que venho investigando o nome do mal que assombra o técnico, professor, inventor e lutador de MMA Adílson Batista. Desde os tempos em que ele dirigia o Cruzeiro que acabou finalista da Copa do Brasil, tenho conversas com um amigo Rapozo que dizia: " O Adílson é viciado em volantes". Sempre desconfiei, as passagens relâmpagos por Corinthians e Santos não me deixaram fazer uma análise mais profunda, mas agora que está no SPFC já temos o diagnóstico: VCV, Vício Compulsivo em Volantes. E é grave.

O clássico de ontem foi a gota d'água. Contra uma equipe que se propôs apenas em lutar na defesa, muitas vezes com os 10 homens atrás da linha da bola, e contragolpear se possível, Adílson, como um Judeu de Piada (sou judeu, não levem a mal), NÃO ABRE MÃO dos 4 volantes entre os 11. Começou com Wellington, Casemiro, Carlinhos PB e Cícero- Adílsão, não tente convencer o torcedor que Cícero é meia-atacante. Deslocando um pra lateral, outro pra outra, outro pra meia, e outro cabeça de área em campo, e o SP esteve com os mesmos 4 + Rodrigo Caio em campo. 50% do time feito de volantes, e o time precisando do resultado, querendo a arrancada, podendo abrir frente na liderança, pressionar o Vasco...e Rivaldo entra pra jogar 15 minutos, Marlos nem isso-pra entrar no lugar do único q busca a finalizaçao, Dagoberto. Alguém na área para fazer os gols?? Não, Henrique no banco.

A doença parece não ter tratamento se lembrarmos times dele no Cruzeiro com Henrique, Fabrício, Fabinho, Marquinhos Paraná... ou o Santos com Arouca, Adriano, Pará, Elano...uma verdadeira compulsão, que irrita a torcida, os dirigentes, mas parece que não irrita os jogadores.

E aí está o lado positivo de Adílson Batista. Ele realmente agrega os jogadores, com seu papo manso, linguagem de boleiro, cuidado com os reservas, com os jovens, com os veteranos... cada gol é comemorado com o comandante.

Mas isso não parece ser suficiente pro time arrancar nessa reta final e ser campeão. Pra isso, precisará melhorar do VCV, sacar um Carlinhos pra colocar o 9. E o 9, ninguém duvida, pode resolver e dar a alma que está faltando ao time, a segurança que está faltando para Lucas brilhar, a referência para Dagoberto se movimentar... Força Adílsão, melhore desse mal e traga luz à reta final desse baita campeonato!!

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Clássico Majestoso: rivalidade entre Corinthians e São Paulo cresce a cada dia




Embora os palmeirenses façam questão de frisar, sempre que possível, que são os maiores rivais do Corinthians, é inegável que o Clássico Majestoso cresce a cada dia. Um dos motivos pode ser a ligeira queda da equipe alviverde, o outro pode ser o número maior de são-paulinos, que acabam sendo mais presentes naquela rivalidadedo dia a dia.

Depois de cair frente ao Corinthians em seguidas decisões, o Tricolor emplacou uma série de 13 jogos sem perder para o alvinegro do Parque São Jorge. Com o gol de Betão Eterno, o Corinthians quebrou o tabu e emendou uma sequência de 11 jogos sem perder para o São Paulo. Os tabus podem ter sido outro ingrediente fundamental para a rivalidade.

No entanto, a última decisão de campeonato entre as duas equipes ocorreu oito anos atrás, na final do Paulistão de 2003. De um lado Liedson, do outro Luís Fabiano. Dois camisas 9 de peso – mesmo de um lado estando o levezinho. Dois 3 a 2 para o Corinthians e a taça foi parar no Parque São Jorge. Convido todos a assistirem aos gols das partidas, mesmo os são-paulinos, que sabem que foram derrotados. O nível das partidas foi muito alto. Mais um duelo para a históriado Clássico Majestoso.

Que pasa, Carlitos?



Artilheiro da temporada 2010/2011 do Campeonato Inglês com 21 gols, braçadeira de capitão e time classificado para a Liga dos Campeões.

Motivos não faltavam para o argentino Carlos Tevez começar a temporada 2011/2012 como titular absoluto do Manchester City.

Mas, após as cinco primeiras rodadas da Premier League e a estreia na Champions, Tevez segue apenas como uma opção para o técnico italiano Roberto Mancini no banco de reservas.

“No momento há jogadores jogando melhor do que ele [Tevez] e Carlos está aqui treinando. Quando Carlos estiver bem, provavelmente ele terá uma chance de jogar”, disse o comandante do City durante a semana passada.

Mancicni tem razão.

Apesar de a última temporada ter sido muito boa para Tevez, o argentino desanimou. Disse que não estava feliz na Inglaterra e chegou até a flertar com uma possível volta ao Corinthians. Resultado: o descontentamento afetou seu futebol.

Esta temporada é importante para o City. O time está na Liga dos Campeões e não poupou dinheiro para reforçar a equipe. O posicionamento de Carlitos dentro e fora dos campos não é compatível com o momento do clube. Então nada mais justo que ele esquente o banco.


Além disso, o também argentino Sergio Aguero, que custou 35 milhões de libras ao Manchester City, está formando uma ótima dupla de ataque com o bósnio Edin Dzeko. O primeiro é o vice-artilheiro da Premier League, com 8 gols, enquanto o segundo já balançou as redes seis vezes em cinco rodadas.

Mesmo assim, Mancini não é louco. Sabe do potencial de Carlitos e conta com ele para a sequência da temporada, que está apenas no começo.

“Nós sabemos que Carlos pode marcar 20 gols em uma temporada. E se nós marcarmos muitos gols com todos nossos atacantes vai ver muito bom”, disse o italiano.

Só falta o Tevez voltar a jogar bola para que o forte ataque do Manchester City fique ainda mais poderoso.

(Clique aqui para conferir a classificação do Campeonato Inglês).

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Um grande beijo ao leitor

Beijoca. Nome sugestivo. Personagem eternizado pelo torcedor do Bahia, grande Tricolor de Aço. Há alguns dias vasculhei diversos blogs relacionados ao clube a procura de informações sobre Jobson. Encontrei muitas opiniões, mas uma comparação despertou uma atenção maior em minha leitura. Um homem (não recordo sua graça) diz que o comportamento do jovem atacante era muito parecido justamente com o do Beijoca que, apesar do nome romântico, era um verdadeiro “mau-caráter” dentro das quatro linhas. Uma definição ainda melhor: era um verdadeiro “canalha” em campo.

Os dias passaram e confesso que me esqueci quem era o tal do beijoca. Até que acompanhando uma reportagem do Esporte Fantástico, programa veiculado sábado na Rede Record, me deparei com um homem aparentemente velho e com um bigode inquestionável. Quem era? Beijoca, claro.

Me senti o mais ignorante entre os ignorantes por não conhecer tal personagem. Imagens mostram que, na arte de ser um “cafajeste” em campo, Edmundo Animal era estagiário se comparado a Beijoca.

O ídolo do torcedor baiano conta que, quando jogador, usava muitas drogas e álcool. As brigas eram o seu maior prazer. Hoje é um homem livre, sem vícios. Dá palestras a jovens que um dia sonham em vestir a camisa do Bahia. Beijoca se arrependeu do que foi um dia. Mesmo depois de velho é exemplo.

E você, torcedor do Tricolor de Aço, tem alguma história marcante para contar sobre Beijoca? Um grande beijo ao leitor.

Touchdown? Endzone?

Acredito que várias pessoas assistem futebol americano, mas não entendem muita coisa quando a partida começa. Quando eu comecei a ver, por exemplo, só torcia para ter grandes lançamentos e depois para algum jogador do outro time derrubar o cara com a bola. E confesso que também achava cansativo ficar três horas em frente à TV sendo que mais da metade do tempo a bola estava parada e passando comerciais. Sendo assim, aqui vai uma ajudinha para você não ficar entediado da próxima vez que assistir algum jogo.

Como escrevi antes, são 11 jogadores de cada lado e cada equipe tem o time de ataque, de defesa e os especialistas, quando ocorrem os chutes. O campo tem 100 jardas (91,44 metros) além de 10 jardas em cada lado onde fica endzones, a área onde os jogadores precisam chegar para pontuar. O jogo tem quatro períodos de 15 minutos, os times mudam de lado do 1º para o 2º e do 3º para o 4º, sendo que do 2º para o 3º as equipes vão para o vestiário e as televisões fazem o famoso show do intervalo. A disputa para ver quem começa com a bola é igual no futebol daqui. O juiz principal faz cara ou coroa e o time que ganhar escolhe se começa com a bola ou não. Na volta do intervalo, a bola vai para a outra equipe.

Após o chute inicial, um jogador do outro time pega a bola e corre em direção a endzone adversária até ser derrubado (tackle) por algum oponente. Em seguida entra o time de ataque, que tem quatro chances para avançar, no mínimo, 10 jardas. Caso ultrapasse a distância, ele ganha o first down

e a contagem recomeça. Assim que a bola para, os jogadores tem 40 segundos para começar uma nova jogada. Mas se ao final da terceira tentativa a equipe não conseguiu as 10 jardas, os especialistas voltam a campo para chutarem o punt (chutar a bola o mais longe possível da sua endzone) ou para tentar o field goal (chutar a bola entre as traves e ganhar três pontos). Apenas quando a distância é muito pequena ou o jogo está no fim e a equipe perdendo é que os treinadores optam por tentar cumprir as 10 jardas na quarta chance.

Agora o momento mais importante e mais falado do futebol americano, o touchdown. Para fazer um touchdown o jogador precisa colocar a bola, pelo menos, na linha da endzone ou estar com os dois pés dentro da mesma zona com total controle sobre a bola oval, mesmo que seja por menos de um segundo. Vale seis pontos. Após o touchdown os especialistas voltam a campo para chutar a bola entre as traves e conseguir um ponto extra, ou, em raras exceções, o ataque continua para tentar chegar mais uma vez à endzone e conseguir uma conversão de dois pontos, sendo que a bola está na linha de duas jardas da zona e eles terão apenas uma tentativa.

Outra forma de pontuar no futebol americano é o safety. Ele acontece quando o ataque está muito próximo da sua endzone e o jogador que está com a bola recebe o tackle dentro da sua zona. O time da defesa consegue dois pontos.

Para explicar tudo sobre o futebol americano é preciso uns 30 textos desses além de assistir várias jogadas para ver, na prática, como que é. Eu mesmo, que sou fã do esporte há cerca de 4 anos e sempre tento assistir qualquer partida que seja, não entendo algumas regras. Mas espero ter ajudado um pouco aqueles que estão começando a ver o esporte agora.

Lembre-se, escolha qualquer um dos 32 times da NFL - National Football League - para torcer, pois, assim, os 180 minutos de transmissão passarão bem mais rápidos.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

A CBF sabe o que acontece na Série C?

Terceira Divisão. Fortaleza joga para não cair. 

Em partida realizada no estádio Presidente Vargas, em Fortaleza, um absurdo! 

O Campinense, da Paraíba, vencia seu jogo, contra o Guarany do Ceará, por 1 a 0. Isso obrigava o Fortaleza, que jogava em casa, a ganhar do CRB, de Alagoas, por quatro gols de diferença. 

O CRB, com a derrota do Guarany, se garantia na próxima fase. E o Fortaleza aplicou a goleada. 

Com dois gols após os 40min da segunda etapa. Um nada sonoro 4 a 0.

E tem mais. O goleiro do CRB foi expulso após chutar uma bola no gandula. E o volante do time foi pro gol.

Fora os 29min de atraso do time do Fortaleza na volta do intervalo.

Neste vídeo, pra mim, Carlinhos Ballack, o algoz corintiano e atual camisa 10 do Fortaleza, diz para os jogadores do CRB, após o terceiro gol, que o time dele ainda precisa marcar mais um tento para se salvar do rebaixamento à Série D.

Veja e me responda: a CBF sabe o que acontece na Terceira Divisão do Campeonato Brasileiro?

O Majestoso


Eu juro que eu queria escrever sobre outra coisa, mas o Majestoso não sai da minha cabeça. Qualquer site que o leitor abra hoje, esportivo ou não, tem algum destaque para o clássico de quarta-feira.

O clássico que reúne mais espectadores no Brasil, já que são os times de segunda (Corinthians) e terceira (São Paulo) maiores torcida, ganhou o apelido de Majestoso do jornalista Thomaz Mazzoni.

Até a última rodada, o Corinthians era líder por 17 rodadas consecutivas, tomou a liderança na sexta rodada do primeiro turno, depois de massacrar o adversário de quarta-feira.

Verdade que o time contou com a ineficácia de seus adversários para se manter na ponta por tanto tempo , mas era líder. Acontece que depois de inúmeros tropeços, o alvinegro da capital perdeu para o Santos em casa, de virada, e o início de crise parece inevitável. Só que uma vitória sobre o São Paulo, fora de casa, pode encerrar de imediato essa ameaça.

O Tricolor, adversário de quarta-feira, é um time que não tem convencido todos seus torcedores, até pelas constantes oscilações dentro do campeonato, mas uma vitória, somada a uma possível estréia de Luis Fabiano pode ser o combustível necessário para o clube do Morumbi tentar seu quarto título em seis anos.

Se o momento no campeonato é outro e o Corinthians vem de uma série de insucessos, com muitos de seus jogadores não correspondendo dentro de campo, o São Paulo precisará ganhar em casa, o que tem sido uma tarefa árdua para o time.

Nesse clima de decisão com um misto de desconfiança, São Paulo e Corinthians entram em campo para mais uma vez realizar o clássico apelidado de Majestoso, sem dúvida o principal jogo da rodada.
Números:

Partidas: 308 (de 25 de maio de 1930 até 26 de junho de 2011)

Vitórias do São Paulo: 98

Vitórias do Corinthians: 114

Empates: 96

Gols do São Paulo: 430

Gols do Corinthians: 449

Grande notícia (!)

Por Felipe Pugliese

Salários absurdos, contratos fora da realidade do país e profissionais cada vez mais alienados ao universo paralelo que o mundo da bola proporciona. Este é o cenário do futebol atual. Aí, há alguns meses, vem Ronaldo Fenômeno e diz que mais de 90% da classe de jogadores de futebol no Brasil ganha menos de um salário mínimo por mês. Será?


Não tenho estes dados e não me interesso em pesquisá-los, pelo menos neste momento. O que quero discutir é uma notícia que li sobre a Federação Paulista de futebol que, acreditem, fiquei extremamente contente: “FPF vai tirar pontos de clubes que atrasarem salários em 2012” Que notícia meu amigo leitor, que notícia (!).


No momento em que vemos atletas brigando pelos seus direitos e até paralisando campeonatos no exterior, vem esta iniciativa em prol dos jogadores. Tudo isso conquistado pelo Sindicato dos Atletas de SP, presidido por Reinaldo Martorelli.


Sabemos que clubes do interior de São Paulo montam times de aluguel para a disputa do Paulistão e, mesmo não dando estabilidade ao profissional, ainda deixam de honrar seus compromissos não pagando em dia o funcionário.


Grande atitude da FPF. Não tenho dúvidas que o cenário de atrasos salariais, pelo menos em São Paulo, será diferente em 2012.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Hora da Verdade para Dagoberto!

É chegada a hora da verdade para Dagoberto. Em casode renovação, se firma como ídolo da torcida tricolor e vai buscar um número de jogos superior a 400, coisa raríssima hoje em dia. Se sair, sem render nada ao clube onde esteve por cinco anos, deve virar vilão, lembrado mais pelos momentos ruins do que pelos bons.

Em algumas semanas, Dagoberto estará a seis meses do fim de seu contrato de cinco anos, firmado em abril de 2007, após longa batalha judicial com o Atlético-PR. Isso significa que poderá firmar um contrato com qualquer equipe do mundo, sem que o São Paulo receba nada em troca. Momento delicadíssimo, a ser tratado com muita frieza por todas as partes envolvidas: empresário, atleta, diretoria. Da torcida é mais complicado exigir isso...

Dagol vive seu grande momento no clube. E não é de agora. Vem sendo decisivo nos clássicos, basta perguntar a qualquer torcedor rival quem é o jogador mais temido do SPFC. A resposta não é Lucas, tão ausente ultimamente. Vinte gols na temporada, artilheiro absoluto. A indisciplina faz parte do passado, até líder do elenco ele virou, desde a Era Carpegiani.

Mas este mesmo passado ainda reflete...jogos ruins em momentos importantes, como as semifinais da Libertadores, contra o Inter. Foi empurrado pra fora por membros da diretoria. Metalist da Ucrânia seria o destino, ou seja, a primeira proposta que aparecesse. Dagoberto bateu o pé. Ficou, quis cumprir contrato. disse que só sairia pela porta da frente...

Fica a pergunta: que jogador cumpre contratos longos no Brasil hoje em dia? Rogerio Ceni? Marcos? Novidade...Dagoberto cumpriu. E pra ficar, quer uma valorização. Justa. Chegou ao São Paulo como promessa, quase um menino mimado. Hoje é líder, artilheiro, temido pelos rivais. E merecia uma chance na (xôxa) Seleça Nacional que vai a Belém! Nem que fosse pra entrar e mudar um jogo, como o da última quarta feira, salvo pela Carretaça de Leandro Damião.

Novela imprevisível! Aguardemos os próximos capítulos...

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Pau que nasce torto se endireita?


Não é a primeira vez que o Paixão toca no assunto Jobson e, provavelmente, não será a última. O atleta foi suspenso mais uma vez por doping – desta, pela corte arbitral – e ficará seis meses fora de atividade.
A suspensão passou um pano na decisão do Bahia de dispensar o jogador, que vinha sendo o principal nome da equipe no campeonato. A queda de produção do tricolor baiano foi imediata, refletindo inclusive na demissão de Renê Simões, ex-treinador do clube. Vale lembrar que a decisão do time baiano foi tomada após uma votação envolvendo todo o elenco, que já estava farto de ver Jobson chegando atrasado e alcoolizado na concentração.
Jobson é um jogador talentoso, forte fisicamente e com a frieza inerente aos artilheiros. Não treme quando está na cara do gol. Se fosse um cara comprometido e percebesse que o bonde está passando, Jobson poderia ser destaque em tudo quanto é time do Brasil.
O Botafogo – clube que tem o passe do atacante – sabe muito bem disso. Suspenso por seis meses, Jobson receberá a última chance, a última mão estendida do alvinegro. O jogador escutará, em reunião que deve acontecer nesses dias, uma proposta de tratamento para que consiga se reabilitar. Agora resta saber de Jobson o que ele quer da vida e do futebol.
OUTRO LADO DA MOEDA
Outrora Animal, Edmundo recebeu, enfim, a notícia que tanto esperava: o ministro do Superior Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, concluiu que o caso do acidente sofrido pelo atleta, em 1995, e que resultou em três mortes, já prescreveu. O que acho justo, embora saiba – como o próprio jogador sabe – que a dor da família das vítimas jamais passará, e não passaria com ele atrás das grades.
Edmundo é uma prova de que o ser humano evolui, amadurece. Hoje ele está longe de ser aquele jogador intempestivo, de declarações fortes, jogadas violentas e atitudes típicas dos atletas ‘bad boys’, que sempre vão existir.
O ex-atacante está de parabéns, pois é um cara que se não tivesse sido salvo pelo futebol certamente teria caído no mundo do crime. Mas não caiu, não sucumbiu e, hoje, pode (e deve) servir de exemplo para Jobson.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Dia de Brasil e Argentina


Normalmente, acordar em um dia de clássico, tal qual Brasil e Argentina, é diferente, você já acorda ansioso, a espera do jogo. Hoje, entretanto, não existiu esse sentimento, nem parece dia de Brasil e Argentina.

Se a mística diz que até no par ou ímpar existe rivalidade entre Brasil e Argentina, os dois confrontos que reeditam o formato da antiga Copa Roca não chamam a atenção, pelo menos não a de amigos em mesas de bares, que continuam discutindo o Brasileirão.

A começar pelo fato de que o jogo hoje não opõe a primeira e a segunda força do continente, e sim a segunda e a terceira, já que o Uruguai passou ambas as seleções, no sempre contestado ranking da FIFA.

Não bastasse a queda de produção, evidente nos últimos anos, as esquadras nacionais só poderão contar com atletas que disputam seus campeonatos nacionais. Pelo lado do Brasil não há muito a que se lamentar, já que o Brasileirão tem aumentado seu nível técnico e jogadores como Neymar, Damião e Ronaldinho Gaúcho desfilarão com a amarelinha. Já pelo lado dos argentinos, a situação é outra, com um campeonato que não agrada nem aos próprios hermanos, parece difícil reunir jogadores para montar uma seleção.

Se o jogo não empolga, pelo menos fora das quatro linhas, tomará que em campo os jogadores honrem as camisas que vestem e protagonizem um grande espetáculo, sempre com os nervos à flor da pele e muita briga, como tudo que envolve Brasil e Argentina.

Desconfianças pra lá, ainda é dia de Brasil x Argentina e toda torcida vale. Quem sabe até 2018 (a Conmebol divulgou que pelos próximos sete anos acontecerão esses amistosos envolvendo as seleções) não nos acostumamos com a ideia. VAMO, BRASIL!

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Está na Hora! O Torneio Mais Charmoso do Mundo vai Começar...

Amigos, chegou a hora. Nós, amantes do futebol, sempre aguardamos por esse momento. O início da fase de grupos da Euro Champions League. Hora de tentar conciliar aula, trabalho, trânsito pra estar na frente da TV às 15h45 pra assistir aos grandes jogos que estão por vir. De brinde, iniciamos hoje com um Barça e Milan em que 11 títulos de Champions estarão em jogo. Simplesmente imperdível o duelo! Mas vale lembrar que os outros adversários de grupo H para essas equipes não devem nem fazer cócegas (BATE e Victoria Plzen).

Da Morte- Este ano, algumas equipes que não participavam do torneio há muitos anos voltam à tona, como por exemplo o Napoli, que viveu dias de glória com Maradona e Careca e volta agora com um ataque sul-americano perigosíssimo, comandado pelo argentino Lavezzi e pelo uruguaio Cavani. Ao lado do Bayern Munchen de Robben e Ribery, do Manchester City de Aguero, Nasri e Tevez, e do Submarino Amarelo Villarreal do brasileiro Nilmar, temos no grupo A o chamado Grupo da Morte, em que todos os jogos merecem ser acompanhados.

Barbadas- A Inter de Milão se deu bem no sorteio e não deve ter problemas com Lille, Trabzonspor e CSKA Moscou. O ainda poderoso ataque, mesmo sem Eto´o, formado por Zarate e Forlan, deverá fazer muitos gols e confirmar a classificação em primeiro lugar. A segunda vaga deste grupo B está em aberto. Outra barbada está no Grupo C em que o Man Utd e o Benfica devem classificar-se e deixar Basel e Otelul Galati (QUEM??) lutando pela vaga na Liga Europa.

Velhos Conhecidos- Mais uma vez, o Real Madrid terá pela frente o Lyon. O jogo já virou um verdadeiro clássico dos últimos anos da Champions. Após apanhar seguidas vezes, em casa e fora, no ano passado os Merengues espantaram o tabu e eliminaram o Lyon antes de cair para o Barça naquela semifinal memorável. Se o Ajax não incomodar, as duas equipes devem passar à próxima fase.

Equilíbrio- No grupo E, Bayer Leverkusen, outra equipe que volta à Champions depois de anos, Valencia e Chelsea devem lutar até a última rodada pelas duas vagas na próxima fase. Problema do Genk, da Bélgica, que deve ficar de saco de pancadas nessa história. Outro grupo com muito equilíbrio e de difícil prognóstico é o F, em que o Arsenal, tentando juntar os cacos, Borussia Dortmund, embaladíssimo após o título alemão e Olympique Marselha devem lutar até o fim, com o grego Olympiacos correndo por fora, já que deve roubar pontos dos outros jogando em casa.

Estranho- O sorteio nos trouxe um grupo bem estranho, o G, em que o Porto de Hulk desponta como favorito ao enfrentar Shaktar Donetsk, Zenit e Apoel. Promessa de muitos brasileiros em campo, e de muita luta por essa outra vaga.

Craques- Robben, Cavani, Nilmar, Nasri, Aguero, Forlan, Sneijder, De Gea, Rooney, Cristiano Ronaldo, Lisandro, Drogba, Lucas Barrios, Van Persie, Hulk, Douglas Costa, Messi, Fabregas, Ibrahimovic e Robinho. Esses devem brilhar desde hoje até o ano que vem!

Estaremos juntos acompanhando as surpresas e emoções que estão por vir. É hora de preparar a cerveja verde e (não) cansar de ouvir o hino da Champions League. Boas emoções.

Um abraço!

Um nome, por favor


Desde que o estádio do Corinthians deixou de ser uma possibilidade lunática, a discussão a respeito do nome da arena tem sido pauta nos botequins – pelo menos para os corinthianos.

Nada de Itaquerão ou Filezão, por favor. Refiro-me ao nome oficial.

Uns defendem a ideia de que o estádio deveria chamar-se Luis Inácio Lula da Silva, talvez o corinthiano mais ilustre. Mas esta opção foi prontamente descartada pela diretoria alvinegra, afinal nem todo torcedor do Timão simpatiza com o ex-presidente.

Outros acham justo que a arena receba o nome de Andrés Sanchez, que, convenhamos, é o grande responsável por tirar o tão sonhado estádio do papel.

Porém, contudo, entretanto, o que importa para o Corinthians, desde que Dualib fez o favor de vazar, é arrecadar dinheiro. Sendo assim, o mais provável é que o clube venda para alguma empresa o direito sobre o nome do estádio.

É o tal do naming rights.

Exemplos bem sucedidos desse tipo de negócio são os estádios do Arsenal e do Bayern de Munique, chamados de Emirates Stadium e Allianz Arena.

Emirates, a companhia aérea. Allianz, a empresa de seguros.

Segundo o dono do marketing alvinegro, Luís Paulo Rosenberg, a ideia é arrecadar cerca de R$ 700 milhões vendendo o nome do estádio para alguma empresa – o contrato deve ter validade entre dez e 20 anos.

Rosenberg acredita que, pelo fato de ser um estádio novo, não haverá problema para o nome cair na boca dos torcedores – o que, afinal de contas, é o que interessa.

Até aí, tudo bem. Grana em caixa que bancaria quase 100% do valor do estádio, orçado em R$ 820 milhões.

Mas, sejamos sinceros, quem vai ficar feliz com um estádio que chame, sei lá, Nestlé Arena? Ou, quem sabe, Jontex Arena? Já pensou uma Avanço Arena?

Sou contra.

Quer ganhar dinheiro? Então lote os arredores do estádio com publicidade.

Mas não sacrifique o nome. Nome é coisa séria, é a identidade. E isso não se vende!

Assim como meu pai, defendo o nome Roberto Rivelino.

ESTÁDIO ROBERTO RIVELINO

Sem mais.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Sem limic para o apetic de Djoko

O sérvio Novak Djokovic está voando baixo nas quadras de tênis. Isso mesmo, nas quadras. Em tudo quanto é piso. Afinal, para o Joker, não tem tempo ruim. Seja no saibro, na grama, chão, carpete, ou até mesmo na lua, o homem está com a bola toda. Não tem dado a menor chance para os rivais. E no US Open vencido hoje não foi diferente.
A final contra o campeão de outrora, Rafael Nadal, mais freguês do que nunca, foi um banho. O Toro Nadal correu – e como correu – em quadra, mas não foi suficiente. Por mais que se esforçasse para compensar a superioridade técnica do sérvio sem freio, Rafa deixou escancarar para o mundo que, no momento, Djoko está a quilômetros de distância dele – que é o número dois do ranking. Imagina dos demais.
Neste ano, o Joker só deixou de abocanhar um Grand Slam, em Rolland Garros, quando foi derrotado nas semifinais pelo suíço Roger Federer. E olha que em Nova York a casca foi tão grossa quanto. Para chegar à decisão, o sérvio tinha uma pedra chamada Federer no caminho. E não foi nada mole bater o maio vencedor de Grand Slam da história. Foi uma virada daquelas, um jogo épico, o duelo do ano. Federer abriu 2 sets a 0, Djoko buscou. No set derradeiro, Federer sacou em 5 a 3 para avançar à decisão, e novamente o sérvio foi atrás, empatou e ganhou.
E tem sido sempre assim. Não importa o tamanho da dificuldade, Djoko tem superado uma a uma. Algum tempo atrás seria difícil imaginar que alguém ousasse se meter na rivalidade de Federer e Nadal. Pois é, agora a dupla se desdobra para derrubar o sérvio pelo caminho, o que tem sido em vão neste ano. Djokovic está com um apetite sem tamanho. Depois que descobriu que era alérgico a glúten, o número um mudou a dieta alimentar, eliminando de seu cardápio pães, biscoitos, cerveja e massa. E, desde então, Djoko dominou o mundo do tênis. 

Leandrinho, Nenê e mais 10.

Foram exatos 5858 dias de marasmo. Três ciclos olímpicos, Sydney, Atenas e Pequim, que o basquete masculino nacional não teve o gostinho de participar. Mas, os tempos ensolarados voltaram. O Brasil jogará as duas próximas Olimpíadas, Londres e Rio de Janeiro. Muito mais que a tão sonhada vaga, os brasileiros provaram que estão evoluindo e que novos talentos surgem no país.

A evolução atende pelo nome do argentino Rubén Magnano. O treinador da seleção dourada argentina deu um padrão, principalmente defensivo, que o Brasil não tinha até então. Já, Rafael Hettsheimer, o herói da vitória contra os ex-pupilos de Magnano, Benite, Augusto e Rafael Luz são a geração 2016.


Dá um grande alívio ver esse grupo de basqueteiros verde-amarelos com boas peças de reposição. Era doloroso ver em pelejas passadas, Tiago Splitter ser substituído por JP Batista. MEU DEUS! E com toda essa polêmica envolvendo Leandrinho e Nenê se devem ou não disputar o “file mignon” já que no momento de roer o osso alegaram contusões e problemas familiares.

A relação confusa entre o CBB (Confederação Brasileira de Basketball) e os jogadores da NBA prejudica muito a seleção nacional, vide os 15 anos sem disputar as Olimpíadas. Cravo aqui para os leitores do Paixão, Leandrinho e Nenê estarão entre os doze de Londres. Rubén Magnano é muito experiente e vitorioso. Conversará com ambos e saberá com quem poderá contar realmente ano que vem.


E já adianto o time do Brasil para Londres-2012. Marcelinho Huertas, Leandrinho, Alex/Marquinho, Anderson Varejão e Nenê/Spitter. Para suplentes teremos: Marcelinho Machado, Guilherme Giovannoni, Rafael Hettsheimer e Vitor Benite.

No próximo mês, com exclusividade, para o Paixão Clubística uma entrevista com Oscar Schimit. Ele repercute essa vaga às Olimpíadas, fala de sua carreira, suas glórias, seus erros como malufista e muito mais. Aguardem!!

domingo, 11 de setembro de 2011

A taça do Brasileiro? O Fluminense quer!


Se no final do primeiro turno, alguém dissesse que o Fluminense estava na briga pelo título, provavelmente seria chamado de louco. Talvez nem o torcedor mais fanático botasse muita fé.

Eis que em um brasileiro que o líder Corinthians perde, perde, perde e continua firme na primeira posição, o Tricolor Carioca aproveita-se dos tropeços e com quatro vitórias em quatro jogos no returno, passou dos 25 para os 37 pontos, ou seja, em quatro jogos fez metade dos pontos do primeiro turno.

Mais uma vez, com muito brio, comandado por Fred e com outro argentino começando a se destacar na armação de jogadas, Lanzini, o time de guerreiros passou por cima do São Paulo no primeiro confronto do returno e com muita autoridade ganhou do líder Corinthians neste domingo.

Se Abel teve seu trabalho questionado em algum momento, em menos de três meses completos desde sua volta, o técnico mostra toda sua força, ministrando o forte elenco, em que conta com Martinuccio, Rafael Moura, Ciro e Souza no banco.

Quatro rodadas foram suficientes para mudar muita coisa e dar ainda mais emoção para o campeonato. Se até então a impressão que dava era de que ninguém queria ganhar, agora o atual campeão aparece como forte candidato para o bi.

sábado, 10 de setembro de 2011

O líder cresce na hora do "vamo vê"


Nunca fui o maior fã dos pontos corridos, pois acho que falta aquele clima de final de campeonato, aquela ansiedade, o país todo voltado para o mesmo jogo, mesmo quando não é o seu time que está em campo. Reconheço os argumentos dos favoráveis, mesmo não concordando que justiça tenha muito a ver com futebol.
Uma frase que se tornou clichê na era dos pontos corridos é aquela que diz que “todo jogo é uma decisão”. E, de fato, os três pontos têm o mesmo peso aqui e acolá. Outro termo que faz parte dos jargões do esporte bretão é o dos tais “jogos de seis pontos”. Pegou concorrente direto, jogo de seis pontos.
Líder do campeonato desde a sétima rodada, o grupo do Corinthians mostra entender muito bem o que é o Brasileirão. Nas partidas realmente decisivas, contra adversários que disputam a ponta da tabela, o Timão tem entrado em campo disposto a fazer e acontecer. Não é a toa que todos os concorrentes ao título já perderam para o líder. Perderam não, foram atropelados.
O primeiro a sentir a força dos comandados de Tite foi o rival São Paulo, 5 a 0, no Pacaembu. O Vasco perdeu de virada, por 2 a 1, em um jogo em que a dupla de volantes do Corinthians – convocada por Mano – só faltou fazer chover. O líder também é o único time a bater o Fogão (melhor mandante da competição) no Rio de Janeiro, por 2 a 0, na partida que Júlio César luxou o dedo.
E, por último, o “Jogo da Massa”. O encontro do bonde com o bando. Uma vitória que ficará marcada se o Corinthians conquistar o pentacampeonato. Inter e Flu também já sucumbiram. Das equipes do andar de cima, a única a derrotar o Corinthians é o arquirrival Palmeiras. Se não encarnar o Robbin Hood novamente, o Timão tem tudo para levar a taça este ano. Mas, para isso, terá de fazer diferente do que fez no ano passado, quando deixou o título de mão beijada para o Fluminense.
(Clique nos links e assista aos melhores momentos)
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