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segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Os rivais que se fazem bem

Por Lucas Bueno

Esta pré-temporada evidencia que os dois melhores ataques do futebol brasileiro estão em formação no Rio Grande do Sul. Artilharia pesada! Pela metade vermelha do estado, o artilheiro do Brasil em 2011 Leandro Damião, com 38 gols, recebe a companhia de Dagoberto, 22 gols na última temporada. Já a metade azul tem o bom Marcelo Moreno (quem não se lembra do golaço que o boliviano marcou contra os hermanos na Copa América ano passado?!) e o polêmico e gladiador Kléber. Quem leva a melhor nesse Grenal dos goleadores? 

Os atacantes colorados municiados por Oscar e D´Alessandro têm todas as condições de aumentarem o já elevado número de tentos anotados ano passado. No total foram 60 gols em 2011. Por isso, hoje no papel, a linha de frente do Inter é a melhor do país.

Reportagem do Sportv sobre a rivalidade Grenal

Mas uma coisa é certa e pouco notada no "nosso" eixo segregador Rio-SP. Como a rivalidade Grenal faz bem a ambos os clubes! O Grêmio que fez a última temporada bem abaixo da sua grandeza, parece que acordou em 2012. Antes de estourar as champagnes do novo ano contratou de maneira ousada, como o companheiro Felipe Pugliese já escreveu aqui no Paixão, além do recém chegado treinador Caio Júnior. No início desse mês, escancarou para quem quisesse ver, que sua novíssima arena cresce à todo vapor. A impressão é que ficará pronta antes que a reforma do Beira-Rio, estádio gaúcho para a Copa 2014.

É evidente que gremistas e colorados não vivem um sem o outro. E melhor, desenvolvem-se conforme o rival cresce. Um puxa o outro sempre pra cima. Vejamos mais algumas "coincidências" que confirmam minha afirmação.

Na década de 90, a equipe em evidência era o Grêmio de Felipão, Arce, Paulo Nunes... bicampeão da Libertadores em 95 e Brasileiro em 96. E o Internacional? Na época, o Inter tentava voltar a seus anos dourados, de Falcão e cia da década de 70, conquistando a Copa São Paulo em 1998, com o zagueiro e capitão Lúcio.


Um projeto a médio/longo prazo que rendeu doces e belos frutos "vermelhos", menos de dez anos depois da conquista dos juniores. Tornando-se também bicampeão da Libertadores e campeão Mundial como o Grêmio.

Outra curiosidade, em 2011, enquanto os tricolores faziam sucesso com seu maior ídolo, Renato Gaúcho, no comando do time, o Internacional apostou na volta do rei de Roma e do Beira-Rio, Paulo Roberto Falcão na função de treinador.

São acontecimentos como esses e muitos outros ainda por vir, que comprovam que a melhor rivalidade do futebol brasileiro se encontra nos pampas gaúchos. 

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Sentimentos e Palpites para o Gran FInale


por Mateus Lessa

Caros apaixonados, pouco dias para o fim da temporada. Para nós, que acompanhamos a saga de mais um Brasileirão, não existe outro assunto neste momento. Domingo, as 17h, o país vai parar na Rodada mais esperada dos últimos tempos. O Gran Finale, Rodada dos Clássicos! E cada torcedor do país vive um sentimento até o soar dos apitos- "abençoai os Senhores de Preto, Deuses do Futebol".

No Rio temos um Vasco suando as últimas gotas de sangue do ano da temporada mais eletrizante que viveu nos últimos 10 anos. Tensão e adrenalina na Colina! O Fla de R10 e Pofessô Luxa lutando para dar sequência no "Pojeto Libêtadores". Encrenca braba. Palpite: Vasco 2 a 1. Flu e Bota se enfrentam lamentando os pontos perdidos que os fizeram perder a chance de título e Vaga na Libertadores, respectivamente. Vantagem para o Flu, pela fase de Deco e Fred. Palpite: 3 a 1 Tricolor.

Em São Paulo, o Corinthians luta pra desatar o nó e soltar o grito que está engasgado. Desde o gol de Bernardo, no último minuto da rodada passada. Ou, mais adiante, desde o ano passado, no empate com o Vitória no Barradão. Tite resistiu e agora posa de f...dão! É Brincadeira! Mas o adversário é ninguém menos que o Co-Irmão-Verde, comandado por Luiz Felipe "Fala Muito" Scolari., embalado pela vitória sobre o SPFC e pelo Bichão do Tirone. Sentindo um Protagonismo que não teve em toda temporada. "Seria um título tirar dos galinhas" virou clichê. O bicho vai pegar no Pacaembu! Palpite: 1 a 1 e festa sofrida!
Os torcedores do São Paulo contrastam com os do Santos no duelo de Mogi. Melancolia e Desconfiança do lado Tricolor, com as despedidas-sem-despedida de Dagoberto- vai jogar muito no Inter- e de Rivaldo- que pode ir parar na Lusa, segundo o Craque Neto. E Professor Lion renovou. Quem não sabia? O retrospecto de 33% e o futebol apresentados convenceram JJ & Cia. Ninguém confia na pequena % da Libertadores por um fato simples: não merece. O Peixe vai com os reservas, de olho na viagem, dicionário japonês na mão, e a chance de ganhar o Mundo logo ali, no que já vem sendo chamado de Jogo do Século. Olho no Monterrey!! Palpite: 2 a 1 SPFC, pelo faro do Fabuloso.

Emoções à flor da pele também em MG, com o Galo podendo fazer sua maior festa desde o longínquo Primeiro Brasileirão, em 1971: rebaixar o maior rival! Tensão na Toca da Raposa com o Fantasma da Segundona, e Farra no Galinheiro, com a grande fase do Atlético de Mest

re Cuca. Palpite: 3 a 2 Atlético-MG.

No Paraná, Agonia do Furacão e a forte Esperança do Coxa pela Vaga na Liberta no Atletiba. Palpite: 1 a 1.

No Gre-Nal em que o Grêmio se despede de Roth, sonha com Kléber, e com a chande de enfrentar o rival na Copa do Brasil, e o Inter de Dorival jogando suas últimas fichas pela América, muita luta esperada como sempre. No Beira-Rio, o Colorado deve prevalecer. Palpite: 2 a 0 Inter.

Em SC, o já rebaixado Avaí enfrenta o Figueira como mais um Vilão do Rival na luta pela Libertadores, e o Figueira tenta repetir o bom futebol para confirmar a surpresa e o Passaporte para o principal torneio do continente. Palpite: 2 a 1 Figueira.

No Nordeste, a possível irmandade do Bahia já Réélaxado para com o Ceará a todo vapor deve prevalecer por "vontade dos Santos" e desespero cruzeirense. Palpite: 2 a 0 Ceará.

Atlético-GO e América devem ficar no 0 a 0 por já estarem de férias. Em cada canto, todos estarão assistindo, torcendo por suas combinações de resultados. As últimas 10 finais de campeonato vão começar. Vitória dos pontos corridos!!

Mortal


Por Felipe Pugliese

Acordei nesta sexta-feira pensando em futebol. Como é bom quando isso acontece. Vivo a véspera de um final de semana que será lembrado por muitos anos, por isso tenho a obrigação de ter um dia diferente. Logo começo a refletir nos clubes que brigam por uma vaga na Libertadores e concluo que o Internacional é o que menos merece alcançar tal conquista. Tem um qualificado elenco e um bom treinador, mas em nenhum momento do campeonato o colorado empolgou, ao contrário de seus concorrentes.

Porém, educado leitor do Paixão Clubística, refleti sobre o futebol gaúcho em geral e pensei que não era justo criticar um time se seu maior rival vive uma mediocridade inigualável. Vou falar é do mais do que mortal Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense.

Há anos que o Grêmio não é o Grêmio. Sim, o imortal tricolor que todos conheciam da tal batalha dos aflitos, na verdade, morreu em Recife em 26 de novembro de 2005. Aquele dia, ao contrário do que todos pensam, o clube se apequenou.

Falaremos dos dias atuais. Menosprezar o trabalho do técnico Celso Roth foi mais um sinal de que a entidade não evoluiu em questão de planejamento. Agora querem Caio Jr.. Qual a diferença? Não há. São do mesmo nível que Tite, que está prestes a ser campeão nacional, por exemplo. A diferença é que o gaúcho teve tempo no Corinthians.

A falta de títulos é extremamente preocupante. A última conquista à altura do Grêmio foi a Copa do Brasil de 2001. Faz mais de dez anos que uma das torcidas mais bonitas do Brasil não grita “É campeão” para o país todo ouvir.

E nesta reta final o grande objetivo é tirar a vaga na Libertadores do maior rival. É muito pouco Grêmio, muito pouco. Reage tricolor, você faz muita, muita falta mesmo entre os grandes.

domingo, 28 de agosto de 2011

O Tal do GRENAL!!!!




Grêmio e Inter realizam na tarde deste domingo, no estádio Olímpico, em Porto Alegre, mais um clássico apelidado de Gre-Nal, o duelo das duas forças do RS, sul do país.

Sempre fortes candidatos ao título de qualquer torneio que entram para disputar, conhecidos pelo seu excesso de brio, os gaúchos se enfrentam pela 388ª vez. Se o Inter leva vantagem no confronto geral com 145 vitórias contra 122 do rival, o Grêmio joga em sua casa, onde de 120 jogos venceu 40 e perdeu 33.

Imortalizada por Jardel, atacante que defendia o Grêmio, após uma derrota para o rival Inter, a frase “ Clássico é clássico e vice-versa” parece combinar com o espírito do embate, que não tem favoritos, a única certeza é de muita luta, muita garra.

Em melhor momento no brasileiro, o time colorado aposta na força de Damião, e em Dorival Júnior que ainda não perdeu no comando do time. Já o time tricolor, com Celso Roth a frente da equipe, confia na força de Douglas e Marquinhos no meio de campo do time.

Que vença o melhor!

segunda-feira, 16 de maio de 2011

A magia do futebol que sempre encantou o Brasil

Dentro e fora do alçapão, o Santos mostrou que o futebol arte além de agradar a todos pode sim ser vencedor. E não dá para negar que a Vila mais famosa do Brasil merecia há tempos a glória de uma final de campeonato, da conquista, da comemoração inflamada de mais uma geração de garotos que brilha à luz de seus holofotes.

A segunda conquista em três finais seguidas mostra que o Peixe sabe valorizar o Paulistão e tem feito dele combustível para outras conquistas. No caso, a Libertadores. O Santos segue forte na luta pela terceira estrela e muito em breve podemos acompanhar algo que se anuncia como a tônica dos próximos anos: Neymar dando show, levantando a taça e celebrando feito um moleque. Tomara que assim seja – principalmente com a camisa da Seleção.

Por não ser o maior rival de nenhuma equipe no país, o alvinegro da Vila Belmiro sempre contou com a simpatia do Brasil inteiro. O Santos de Pelé levava multidões aonde quer que fosse, tanto que preferiu ser campeão Mundial de 1963 no Maracanã lotado – feito igualado apenas por dois times, o Uruguai em 1950 e o Corinthians em 2000.

Primeiro nos tempos de Robinho e agora com Neymar, o Peixe está novamente nas graças do brasileiro, acostumado a ver brotar craques no solo fértil da baixada santista. Parabéns ao Santos, por alegrar os domingos de futebol e pelo bi campeonato Paulista, vencido com méritos.

Outros Estaduais

Enquanto muitos vão contra os estaduais, sigo sendo favorável a preservação dos campeonatos. Por fazer parte da cultura futebolística nacional e por colocar os rivais cara a cara. Os estaduais trazem para dentro de campo a rivalidade da padaria, da escola, do trabalho, aquela que faz a derrota ser amarga, a segunda-feira ser ainda mais difícil de acordar.

E como doeu o timbre do despertador na manhã dos atleticanos e dos tricolores gaúchos, ambos com a vantagem na mão após a primeira partida. No Sul, o Gre-Nal dos desesperados terminou com festa colorada em pleno Olímpico. Um pouco de ar para o técnico Falcão. Em Minas, a festa cruzeirense amenizou por ora a dor da queda precoce na Libertadores. Sorte do Roger, que festejou como se fosse um Copa do Mundo, esquecendo do cartão vermelho logo na primeira etapa do jogo da eliminação do Cruzeiro.

Em Goiás e na Bahia deu Davi contra Golias. Atlético-GO e Bahia de Feira derrubaram Goiás e Vitória, respectivamente. Mas nenhuma festa foi tão bonita quanto a do Santa Cruz. Na Série D há algum tempo, o torcedor do Santa contou as horas para o grito de campeão, e ele dentro do Arruda lotado. Festa inesquecível para os tricolores comandada pelo técnico Zé Teodoro, ex-jogador do São Paulo, e pelo centroavante Gilberto, que chegou a falar no canal Sportv como reforço corintiano, mas que está próximo de acertar com o Internacional.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Gre-Nal dos desesperados

Não havia cobertor algum para aconchegar a gelada noite de quarta-feira em Porto Alegre. A dupla Gre-Nal caiu junta - mas não ousarei dizer que os rivais morreram abraçados. O clássico tão esperado na competição mais desejada virou pó. Ficou na imaginação. Futebol é papo proibido nesta quinta-feira.

A identificação dos gaúchos com a cultura portenha é de longa data. No futebol, torcem como argentinos, cantam em espanhol (ou melhor, em portunhol) e enchem seus elencos com jogadores sul-americanos. A Libertadores, como não poderia ser diferente, é obsessão lá pelos pampas. Dois títulos para cada lado e uma rivalidade mais quente do que nunca. Certo?

Errado. Ao contrário do que cantava Adoniran Barbosa, Deus deu um frio maior do que o cobertor e a rivalidade poderia aquecer. Eis que ambos fugiram da luta. O Grêmio já havia deixado transparecer que não estava disposto a submeter seu séquito a tanto sofrimento. Mas o Colorado parecia que ia seguir seu caminho. No entanto, como percebemos, nem tudo que parece é.

Agora, os ídolos Renato Gaúcho e Falcão terão de usar e abusar da lábia dos técnicos de futebol para deixar seus comandados em ponto de bala. Os tais professores sabem que o Gauchão - que tinha tudo para ser o que a Copa do Rei foi para os tão rivais quanto Barcelona e Real Madrid - se tornou um duelo de sobrevivência.

A festa do título estadual que provavelmente seria apreciada com moderação, numa espécie de antepasto, será a redenção para o vencedor e o calvário para o derrotado. A comemoração será garantida pela cerveja e os rojões que vinham sendo estocados para o que poderia ser o "Gre-Nal do Século". Mas até lá, dá-lhe chimarrão para curar a ressaca.

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