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domingo, 10 de março de 2013

O valor do clássico




Por Luiz Felipe Fogaça

Como a maioria dos meus textos, este nasceu em uma boa e animada conversa na mesa do bar, cujo assunto que transcorremos sobre foi o verdadeiro valor do clássico hoje em dia. Assunto que indago o amigo leitor a refletir e concordar ou discordar comigo.

O ponto defendido pelo meu amigo corintiano é que o famoso clássico não tem mais o mesmo valor e é cada vez mais coisa de torcedor saudosista, a prova segundo ele, foi à opção de Ney Franco ao entrar com um São Paulo reserva no último jogo do Brasileirão ano passado, contra o Corinthians. Como se fosse um time qualquer e o resultado pouco importasse.

É bem verdade que o torcedor tricolor pode argumentar que na mesma semana tinha uma final e que no Brasileirão tudo já estava decidido. O que em tese comprova seu argumento, até onde me lembro, clássico é clássico até no futebol de botão.

Salve raras exceções, como por exemplo, um confronto decisivo, o clássico leva cada vez menos pessoas ao estádio e já não para mais cidade chegando inclusive a ser o confronto secundário em uma semana com Libertadores.

Se antigamente o fanático queria saber até mais de ganhar os clássicos do que o título, hoje em dia hoje é muito raro esse tipo de comportamento.

Talvez isso tudo seja verdade, mais eu sou muito apaixonado e saudosista para concordar com isso e ainda acho que não tem jogo igual, que clássico é diferente.  Mesmo sem valer nada, deixa tenso, dá ansiedade, frio na barriga, adrenalina lá em cima do começo ao fim.

O sarro do amigo ou a vontade de sumir, é impossível ser indiferente a um clássico, é o jogo que muda patamares, deixa um time oscilante confiante, e um confiante em princípio de crise.

Já dizia a velha máxima ,clássico é clássico e o resto você já sabe.

terça-feira, 5 de março de 2013

Neymar apático



Por Luiz Felipe Fogaça

Mais repetitivo do que pergunta lá no posto Ipiranga é o assunto Neymar na Europa, como bem disse outro dia o querido amigo Felipe Pugliesi. É bem verdade que o assunto já encheu o saco e, tirando os santistas, a grande maioria acha que o prodígio deveria ir logo para o velho continente amadurecer e melhorar ainda mais o seu futebol. O que é consenso entre todos é que o atacante não atravessa um bom momento.

Para os mais maldosos a equação é simples: Neymar + Marquezine = pouco futebol. Relacionamento a parte, o palpite desse que vos escreve é de que Neymar atingiu um status muito alto e muito rapidamente e já não se vê mais com desafios pela frente. Em outras palavras, perdeu o tesão.

Se antes acompanhávamos um jovem com alegria de jogar e querendo provar a toda hora que era o melhor, a cara do jovem jogador agora reflete a apatia que passa seu futebol e por consequência a equipe do Santos.

Obviamente que lampejos, bons momentos e um jogo aqui, outro ali ele sempre vai decidir, até por que ele continua tendo grande qualidade técnica, só parece não querer mais desfilar isso nos gramados.

O craque parece mais motivado em viver sua vida fora das quatro linhas, do que fazer seu trabalho dentro dela, o que é perfeitamente normal, mesmo com toda blindagem, suporte e assessoria existente em torno dele.

Mais do que o eventual amadurecimento, a Europa traria o TESÃO de volta à vida do jogador, que é inquestionável desses lados e ganhou tudo o que podia vestindo a camisa do peixe.

Talvez a crítica seja muito ríspida e em parte injusta para alguns, tudo de acordo com a esperança que botamos no jogador para desempenharmos um bom papel na Copa do ano que vem. O que não dá mais é para passar a mão na cabeça e botar a culpa de tudo que acontece com Neymar nos outros. Por mais difícil que seja estar sempre no auge, Messi e Cristiano estão a muito mais tempo que o santista entre os tops.

sexta-feira, 1 de março de 2013

Uma tentação irresistível



Por Felipe Pugliese

Neymar na Europa. Um assunto que já torrou a paciência, rendeu o que tinha que render. Falando uma linguagem mais popular: já encheu o saco! O garoto é rei no Brasil e nem ele mesmo tem a certeza que pode reinar no outro continente.


Contudo, quando ninguém mais quer ouvir do assunto, surgi uma possiblidade irrecusável. O Bayern de Munique, de Pepe Guardiola, é uma tentação irresistível.


O clube alemão tem um time de cair o queixo. Um treinador revolucionário, talvez o maior da última década. Porém, ainda falta uma grande estrela.  Pepe vai fazer o Bayern jogar como jogava o Barcelona, mas quem será o Messi desse time? Neymar!

A porcentagem de fracasso é muito pequena.

Jogando no futebol alemão Neymar vai amadurecer dentro de campo. Vai chegar na Copa sem medo de cara feia. Hoje é evidente que a baba raivosa dos marcadores  europeus amedronta o craque em jogos do Brasil.

Vai, Neymar! 

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Muricy não é mais o mesmo

Por Gabriel Duque

Apesar do currículo recheado de conquistas, Muricy Ramalho é cada vez mais questionado no Santos. Com o clube da Baixada, venceu a Libertadores de 2011, a Recopa de 2012 e os Paulistas de 2011 e 2012. No entanto, o técnico tem sido criticado por conselheiros e torcedores por conta das fracas atuações da equipe neste ano e pelo excesso de dependência de Neymar.



No ano passado, surgiram as primeiras reclamações, inclusive com queixas em relação aos métodos utilizados nos treinos comandados por Muricy. Na ocasião, a diretoria tratou de abafar o caso. Chegou o fim da temporada e o treinador resolveu bater de frente com os seus superiores, exigindo reforços o tempo todo e justificando os maus resultados com a frequente ausência de Neymar, convocado para compromissos da seleção brasileira.

O clima ficou pesado. Além disso, o desempenho oscilante em 2012 e o não aproveitamento de jovens da base o colocaram na berlinda. O clássico contra o Corinthians neste domingo é tido como decisivo para o futuro do treinador. Se vencer, Muricy ganha uma sobrevida, mas, se perder, o risco de demissão fica maior.

O primeiro nome a aparecer como possível substituto é o de Paulo Autuori, atualmente na seleção do Qatar. Até uma troca por Ney Franco, hoje no São Paulo, foi ventilada. Para os defensores da permanência do técnico, pesam o alto valor da multa rescisória e a política de não trocar de comando durante a temporada.

Mas a verdade é que Muricy não é mais o mesmo. Desde o convite para dirigir a seleção e a não liberação do Fluminense, ele deixou o patamar de melhor treinador do Brasil e hoje é apenas um dos mais caros.



Muricy nunca foi o treinador que primou pelo futebol vistoso nos seus times, porém sempre colocou em campo equipes bastante competitivas. No Santos, em nenhum momento isso aconteceu. Talvez por acreditar demais no talento de Neymar. Ele armou um esquema para proteger a defesa e deixar o poder de decisão com o craque. Às vezes, funciona. Às vezes, não. Muitas vezes vemos os companheiros procurarem insistentemente pelo astro.

Resta saber se Neymar vai conseguir salvar a pele do seu comandante.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Cristiano Ronaldo, Neymar ou Tevez?





Por Alessandro Lefevre

Os deuses da bola escolheram o dia 5 de fevereiro. Cristiano Ronaldo, Carlitos Tevez e Neymar fazem aniversário na data. Por isso, o Paixão Clubística quer saber: quem você contrataria para o seu time do coração?

Geralmente as comparações são entre Cristiano Ronaldo e Messi. Ou entre Messi e Neymar. Embora Tevez, 29, esteja alguns degraus abaixo do trio, a identificação com a camisa do Corinthians pode pesar no momento da escolha entre os jogadores -- para o bem e para o mal. Afinal, não acredito que algum palmeirense queira o argentino com o manto.

Cristiano Ronaldo, 28, é melhor do que o Neymar? É raro alguém fazer essa pergunta. Mas ela tem resposta. Atualmente, com certeza! O atacante português decide jogos e, a cada dia, aprimora a técnica. CR7 é o atleta que mais treina no Real Madrid. É o típico jogador completo. Faz gols de cabeça, com a perna direita, com a perna esquerda, de falta, de pênalti...

Neymar é também um ótimo garoto-propaganda (Crédito: Divulgação)
Neymar, 21, é diferente. O brasileiro nasceu para jogar bola. A facilidade que o jovem santista tem com a bola impressiona. O narrador Deva Pascovicci falou com precisão sobre o tema na Rádio CBN. "Neymar vai para a balada, não faz pré-temporada e mesmo assim está muito acima dos outros", disse.

Antes de escolher quem você quer no seu clube, lembre-se: Neymar é o mais novo e ainda gera boa grana com marketing. Cristiano Ronaldo também traz bom retorno financeiro ao clube por conta de sua imagem. Com uma boa estratégia, o jeito guerreiro de Tevez também pode render uma grana. Vote pelo Facebook do Paixão.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Famoso quem?



Por Luiz Felipe Fogaça

Todo mundo que acompanha diariamente os noticiários do mundo futebolístico sabe quantos craques fabricamos por ano. 

Não que estejamos produzindo tantos jogadores bons, mas virou clichê chamar de craque.

Um golzinho já é motivo de consagração, participação em todos os programas esportivos, destaque em todos os jornais, exaltação nos quatro cantos.

Basta ser atacante, fazer gols e dar carinho, que será um ídolo, um craque, pedirão sua convocação em determinado momento.  Exageros a parte, é mais ou menos isso que fazem os comentaristas que já vulgarizaram o termo craque.

Essa cultura de demasiado enaltecimento de todos e qualquer jogador precisa terminar, principalmente dos jogadores de frente.

Esses dias foi a vez do atacante dos juniores do Santos, que fez um golaço contra o Palmeiras na Copa São Paulo, só se fala nele. Há quem já peça a dupla com Neymar.

Pior que isso, só a falta de personalidade de alguns jogadores, que querem ser outro. Se espelhar e ter como ídolo é uma coisa, mas hoje em dia parece que eles querem mesmo é ser o outro.

De bom nisso tudo, só o Santos que se mostra cada vez mais como uma fábrica de talentos. Não falo pelo jogador Neilton em si, mas pelo conjunto que chegou à final da Copa São Paulo. Olho nos meninos da Vila.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Camisa nove




Felipe Pugliese

São poucos os que têm vocação para vesti-lá. O número nove nas costas tem o peso calculado em arrobas. Quem não tem cacife, mas ousa tentar pode cair de quatro na grama e não levantar nunca mais. A pergunta que faço é: os clubes brasileiros estão bem servidos quando o assunto é o "matador"?

Em São Paulo, o Corinthians vai contra a realidade. Alexandre Pato vestirá a sete, mas tem bala para ser o dono da nove, hoje nas costas de Paolo Guerrero. Dois jogadores de altíssimo nível. O Tricolor tem o bom, velho e sempre eficiente Luís Fabiano. Barcos calou a todos e, para alguns palmeirenses, supera inclusive o ídolo Evair. No Santos, a aposta é no goleador André. Todos estão muitíssimo bem servidos. 

Contudo, o melhor do Brasil está no Rio de Janeiro. Fred é unanimidade. E paramos por aí. O Flamengo não tem mais Vágner Love e Liédson é um ex-jogador em atividade. Botafogo perdeu Elkson (que mesmo usando nove nunca foi digno da numeração) e aposta no garoto Bruno Mendes. Não consigo entender como dispensou Loco Abreu. O Vasco deixou Alecsandro sair e agora vive sem o centroavante. O quadro preocupa. 

Em Minas Gerais, Jô mostrou não ser apenas aquele cara irresponsável e baladeiro. Dentro da área sabe se virar bem, tanto pelo alto quanto no pivô. Já o Cruzeiro ainda acredita em Borges. Perda de tempo. 

No Sul, o cardápio oferece atrações saborosas. Marcelos Moreno e Leandro Damião cheiram gol. Enquanto isso no Norte e Nordeste o nível cai: Souza, Roger, William... enquanto isso Deivid irá fazer muitos gols pelo Coxa, ainda mais com Alex de garçom. 

Quem tem, tem. Quem não tem precisa correr atrás. Atrás de quem?

Diego Tardelli é "o cara", mas também "o caro". Reinteria... por que não? Recorrer a algum argentino, como Viatri, pode ser uma boa solução. Ricardo Oliveira ainda dá caldo. 

Não precisa ser de placa, o que o brasileiro quer é ver gol...

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Os acertos e erros do mercado do futebol


Por Tuca Veiga

Janeiro é época de ir às compras. Uns acertam mais, outros menos. Vamos ao balanço...

Em São Paulo, o Tricolor é quem mais adquiriu jogadores para a nova temporada.

A contratação de Lúcio é o carro-chefe. Wallyson, pouco comentado e festejado, tem bola para ocupar a vaga deixada por Lucas.

A venda do craque deixa uma lacuna, mas com a grana que chegou esperávamos jogadores mais top de linha. Vargas, se fechar, coloca o time em outro patamar.

Já a grande contratação do futebol brasileiro foi feita pelo campeão mundial.

O Corinthians aposta em seu departamento médico para deixar o craque Alexandre Pato em ponto de bala para deitar e rolar.

Renato Augusto e Gil também são boas aquisições. No entanto, não sei se a diretoria acertou em colocar tanta grana (3 milhões de euros) na chegada de um zagueiro que vai brigar por posição.

Na Baixada, Montillo assumirá a camisa eternizada pela magia do rei do futebol. Uma cartada e tanto.

Montillo, Neymar e André vão fazer um belo trio.

Sorte de Marcos Assunção, que saiu do naufrágio alviverde para bater muitas faltas sofridas pelo craque do nosso futebol.

Porém, ai porém, a novela Nenê teve um final triste. Após quase parar na Vila, optou pelas verdinhas dos sheiks do Qatar. Ruim para o Santos, pior para Nenê.

No Palestra, o caso Assunção ainda causa debates entre os palmeirenses. E aí, quem errou?

Acho que os dois. O Palmeiras por oferecer menos do que já havia proposto meses antes. O jogador por querer ganhar quase meio milhão de um time recém-rebaixado.

Mas o goleiro Fernando Prass é um belo nome, assim como o lateral Ayrton.

No Rio, o campeão brasileiro Fluminense optou pela manutenção do elenco. Não perdeu ninguém e só contratou jogadores para composição de elenco.

Quem tem se movimentado bastante, recentemente, é o Flamengo.

Eu vinha aqui elogiar o clube. Primeiro por não entrar em aventuras como a contratação de Robinho. Segundo pelas aquisições de Elias e Gabriel – ótimos jogadores.

Mas a perda do artilheiro do amor foi um balde de água fria para os rubro-negros.

Já na nau vascaína, só Dedé ainda não abandonou o barco. Time sem grana e sem contratações que animem o torcedor.

O zagueiro e ídolo é visto como o pilar da reconstrução do time. Contudo, uma boa venda de Dedé poderia render em contratações de peso. Timão está de olho.

No Botafogo, muita movimentação e a incógnita de sempre. Ano novo, vida nova? É esperar para ver.

O time trocou de lateral-esquerdo e saiu ganhando. Julio Cesar é melhor que o M. Azevedo.
 Na zaga, trocou F. Ferreira por Bolívar. Seis por meia dúzia.

No ataque, perdeu Elkeson e contratou Henrique. Creio que perdeu.

Em Minas, vimos o único time que optou pelo velho e duvidoso pacotão: o Cruzeiro.

Após perder Montillo, o time foi com tudo ao mercado. Diego Souza é o principal nome. 

Bruno Rodrigo é um zagueiro médio. Éverton Ribeiro pode dar caldo, foi bem no Coxa. Nilton é um volante esforçado, Henrique voltou, Lucca – machucado – é uma promessa e Dagoberto quer reeditar dupla de algum sucesso com Borges.

Time celeste contrata para dar esperanças ao torcedor, que viu um time fraquíssimo em 2012 e ainda por cima tem acompanhou a franca ascensão de seu rival.

Pelos lados do Galo, o que mais animou o pessoal foi o regresso do veterano Gilberto Silva. Alecsandro e Rosinei também são nomes interessantes para formação de elenco.

Mas bom mesmo foi a manutenção da joia Bernard e do craque Ronaldinho.

No Sul, o Grêmio, que vai para a Libertadores com um time envelhecido, não optou por rejuvenescer o grupo. Os veteranos Dida e Cris chegam para ajudar o “pojeto do pofexô Luxa”.

Já o Inter, diferente de outros anos, pouco se mexeu no mercado.

Contratou Caio (ex-Fogo), Vitor Junior, Willians e só falta assinar com Felipe Bastos, do Vasco. Muito trabalho para Dunga, provavelmente o maior reforço do Colorado.

No mais, fica a expectativa para o futebol que Alex vai mostrar no Coxa. 

O jogador que foi a menina dos olhos de todos os times em tempos de transferências voltou para casa e vai reencontrar Deivid, com quem brilhou no Cruzeiro e na Turquia.

Já Riquelme, palmeirenses, atleticanos e tricolores do Rio, desencanem vai, tá velho, é caro e ruim de grupo. Acho que não tem mais lenha pra queimar.

Ainda nesta semana analisaremos o mercado dos times nordestinos.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Ídolo, Neymar só vai virar mito se ganhar a Copa aqui no Brasil

Foto: Divulgação/Kibon
Por Alessandro Lefevre

Como disse Marcos Cripa, orientador do melhor documentário já filmado sobre Neymar até aqui, este foi um trabalho de gente grande. Os recém-formados Rafael Reis e Eduardo Laiola produziram um filme fantástico, um Trabalho de Conclusão de Curso para entrar na história da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Toda a trajetória do jovem do Santos está no vídeo que vou postar logo abaixo.

Se você tem 40min para assistir, faça isso agora mesmo. O filme é sucesso na internet. Em quatro dias desde a publicação, foram mais de 7 mil visualizações.

E já aviso que não se trata apenas de um "poema" de ode ao Neymar. O filme é crítico. Afinal, até que ponto essa superexposição é boa para o craque? O atacante está pronto para isso?

Neymar é um fenômeno de vendas. Mas será que continuaria como fenômeno do marketing mesmo se o rendimento dentro de campo caísse? As respostas estão todas no documentário "Neymar, o caminho do mito".

Na minha opinião, Neymar é, por enquanto, apenas um ídolo. Talvez esteja alguns degraus acima para o torcedor do Santos. No entanto, caso o Brasil vença o Mundial de 2014, aí, sim, ele se tornará um mito mundial. E seu futebol, é claro, vai perdurar por todo o sempre. É a chance de ouro.

Afinal, o que acontece com o Neymar é semelhante ao que Ronaldinho Gaúcho viveu alguns anos atrás. E também sabemos o que aconteceu quando o atual atleta do Atlético-MG cansou de jogar bola. Os comerciais minguaram e agora o meia do Galo é apenas um bom jogador, que às vezes - ou só quando quer - brilha. Portanto, devagar com o andor porque o santo é de barro.

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

A corrida por Montillo



Por Luiz Fernando Módolo

No primeiro semestre de 2010 a Universidad de Chile, a popular La U, e o Flamengo fizeram uma série de quatro jogos pela Copa Libertadores da América. A La U eliminou o time brasileiro e mostrou um futebol envolvente, moderno e regido por um meia argentino, até então desconhecido . Surgia ai, Walter Montillo.

O time da cidade maravilhosa bem que tentou, mas não conseguiu trazer o “hermano”.  O Destino do jogador, foi o Cruzeiro.

Hoje, mais de dois anos depois e com contrato renovado até 2015, as especulações, mais uma vez voltam sobre a troca de clube de Montillo, só que dessa vez seria interna, sem cruzar fronteiras, pelo menos as nacionais. A corrida pelo maestro argentino coloca frente a frente São Paulo, Santos, Grêmio e próprio Cruzeiro que quer manter o jogador.

Definitivamente, esse não foi um dos melhores anos do atleta. Talvez seu desempenho nesse ano não justifique toda cobiça em torno de seu nome. Se nessa temporada foi discreto, em 2010 e 2011, ele jogou o fino da bola e ainda seria uma boa aposta a qualquer clube brasileiro.

Dentre os candidatos a levarem o argentino, o São Paulo tem a principal carta na manga, dinheiro,. Com o deposito do PSG em janeiro do restante da venda de Lucas, o time tricolor terá caixa para convencer o Cruzeiro a liberá-lo.

Por sinal o time do Morumbi quer argentino para ocupar a lacuna deixada por Lucas e já cobrir uma eventual saída de Osvaldo. Entretanto Montillo não tem a mesma característica do camisa sete, ele gosta de ocupar uma faixa mais central do campo, e não o lado direito como faz o meia da seleção no 4-2-3-1 montado por Ney Franco.

Para complicar ainda mais o São Paulo já possui Jadson, Ganso e Canete que atuam mais centralizados. Será que vale gastar essa grana para trazer mais um jogador com as mesmas características e tentar improvisá-lo pelo lado do campo? Para o tricolor seria melhor procurar um jogador que já é acostumado a fazer essa função e com as características necessárias para tal.

No Santos o encaixe é perfeito, com a saída de Paulo Henrique Ganso, o meia argentino ocuparia a posição com naturalidade, já que não se deve deixar essa responsabilidade nos pés de Felipe Anderson, que ainda precisa amadurecer para tal. 

A questão na baixada é financeira, o a pedida pelo jogador ainda é alta, cerca de 15 milhões de Euros e o Santos, não parece disposto a arcar.

Já no Grêmio, Montillo serviria de duas maneiras no elenco. Uma delas é jogando ao lado de Zé Roberto e Elano, com o camisa sete fazendo um papel de segundo volante de Luxemburgo.

Outra função do argentino seria jogar no lugar do experiente camisa dez, que com 38 anos não deve jogar quarta e domingo, sendo preservado para os jogos mais importantes do time gaúcho  Novamente a barreira é financeira, o Grêmio já declarou que não tem o dinheiro que o Cruzeiro pede, mas tenta convencer os mineiros com jogadores como moeda de troca.

O certo é que o time azul celeste já contratou Diego Souza para o ano que vem. Não se sabe se para substituir Montillo ou jogar ao lado dele. A permanência do argentino e a criação da dupla enchem a torcida da raposa de esperança de que 2013 será melhor que os dois anos anteriores. 


quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Marketing e Futebol

Neymar e camisa azul fusquinha, duas forças do marketing santista



Por Felipe Pugliese


Marketing e Futebol. Duas palavras que parecem caminharem juntas e dependeram uma da outra quando o assunto é: aumento da receita de um clube. Exemplos não faltam, tanto para o lado que deu certo quanto para aquele que beira a margem do inadmissível.


Ouvindo especialistas da área, os casos de Corinthians e Santos são citados como aprendizado para quem quer entrar no setor.


O Timão mudou o jeito de pensar. Tirou o departamento da mão de terceiros e começou a agir por si só. Muitas estratégias deram certo, muitas mesmo. Contudo, algumas foram consideradas verdadeiros fracassos. Quem não lembra da camisa roxa? Pois é, as vezes é pago um preço alto por arriscar, faz parte.


O Corinthians acaba de fechar com a Caixa e muitos exaltam mais uma ação do Marketing. Este que vos escreve não. Pensando nos próximos anos foi excelente, mas e 2012? Quanto dinheiro o clube não deixou de ganhar...


O Santos é Neymar e Neymar é dinheiro. A agremiação sabe usar de forma impecável a imagem da jóia. A fidelidade do torcedor também colabora, basta ir a um jogo na Baixada para ver quantos aderiram à nova camisa azul fusquinha.


Por outro lado, outros clubes parecem ainda navegar no mais profundo dos sonos quando o assunto é este em questão.


Barcos disse que, dependendo da proposta, pode deixar o Palmeiras. Meu Papai do céu, cadê o departamento de marketing deste clube numa hora dessas? Façam algo para envolver o torcedor e a imagem deste suposto ídolo. Conquistem o coração de Barcos com uma campanha que demonstre o quanto ele é importante para a nação alviverde. Com a verba arrecadada segura o cara. Aliás, o Palmeiras tem um departamento capaz de pensar nisso?


Me recordo que na época do insultado Belluzzo o clube engatinhou, quando ao menos tentou explorar a imagem de Marcos, Kleber e Valdívia. 


Outro exemplo intolerável mora no Rio de Janeiro, mais precisamente na Gávea. Lembro-me quando estive em Guayaquil, cidade que o Flamengo e Ronaldinho Gaúcho estiveram na Libertadores. Mais de dois mil equatorianos – eu disse DOIS MIL -  foram ao aeroporto para ver o craque.


Uma imagem fortíssima de um ídolo como Ronaldinho certamente gera muita, mas muita receita se bem trabalhada. O Flamengo, dono do maior público do país, não soube aproveitar. Deram uma Ferrari nas mãos de um cego.


Em 2013, quem tem tudo para fazer um belo projeto é o Coritiba, com o produto Alex em mãos. É hora, também, do Fluminense ser mais criativo, assim como o Botafogo foi com Seedorf. 

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Qual é o melhor time do Brasil?

Por Felipe Pugliese

Ainda estamos no mês de abril, vivendo apenas a segunda estação do ano. O Campeonato Brasileiro ainda nem deu suas caras e, mesmo assim, uma pergunta já incomoda em busca de respostas: qual é o melhor time do Brasil?
Santos, Corinthians, Fluminense, Internacional e São Paulo (nessa ordem) estão à frente dos demais hoje, tanto em questão de elenco forte, quanto em entrosamento dentro de campo.
Falar do time da Vila Belmiro é falar de Neymar. Contudo, além do craque, ainda há um goleiro, um volante e um meia com nível para seleção. No banco de reservas um monstro chamado Muricy Ramalho. O que falta ao peixe? Um banco mais qualificado.
Justamente naquilo que o Santos peca está o grande diferencial do Corinthians. Além de um time que já tem um padrão tático muito bem definido (com uma dupla de volantes que faz a diferença), quando o adversário tenta surpreende o Timão o técnico Tite tem opções no banco de reservas que mudam os jogos. Emerson Shiek, Douglas, William e Paulo André talvez seriam titulares em qualquer time do Brasil.
O Fluminense talvez seja dono do elenco mais invejado. É o time que empolga a torcida. Thiago Neves, Deco e Fred...meu Deus! Abel Braga vai fazer esse time jogar ainda mais bonito que o futebol atual apresentado.
Já o Internacional tem a situação parecida com a do Flu. Um elenco extremamente qualificado, porém acredito que algumas posições precisam de renovação, a zaga e a lateral esquerda principalmente. É fato que Datolo e Dagoberto foram contratações certeiras, ideais para o colorado.
O São Paulo é um time ainda em formação. É pouco o tempo de trabalho do técnico Emerson
Leão. Confesso que não esperava que o comandante faria o tricolor jogar o que está jogando hoje. Não é aquele futebol que encanta, mas é competitivo. Cortez, Casemiro, Lucas, Cícero, Luís Fabiano...enfim, um plantel que promete vingar.
Palmeias e Grêmio são candidatos a entrarem na lista, mas ainda é cedo. O time paulista
trouxe dois grandes jogadores: Barcos e Wesley. Ainda falta elenco. A mesma situação vive o tricolor gaúcho. Contratou Kleber e Marcelo Moreno (dois craques), mas esqueceu de reforçar a armação após a saída de Douglas.
A resposta de quem é o melhor time do Brasil eu não tenho. Mas a certeza que 2012 será muito disputado no futebol brasileiro, ah isso sim eu tenho a certeza.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

O que não vi

Por Lucas Bueno

Sauna de pedras! A metrópole paulistana com mais de 30º C nesta semana. O calor vai minando nossa resistência diariamente. Porém, os apaixonados se lembram que terão um futebolzinho pela noite para confortá-los da exaustiva batalha climática.

Chego em casa cansado, suando... tomo um banho, faço um lanche, deito no sofá e bola rolando! Na telona, Botafogo-SP e Santos, no computador, São Paulo e Comercial. Na tevê via um Botafogo mais solto e coisa rara, Neymar não conseguindo jogar o que sabe. Até que em bela jogada, o Fogão de Ribeirão Preto abriu o placar. E poucos instantes depois, com menos de um minuto, no Morumbi, Willian José balançou a rede pro tricolor.

Paramos por aqui. Final de jogo! Mas como, se os jogos ainda não acabaram? É... nessa meia hora, entre o sentar no sofá e o gol do São Paulo, o sono foi me ganhando, os olhos já não aguentava mais. Cada pálpebra pesava cem quilos. Durmo por duas horas e quando acordo meio perdido ainda, vejo que o São Paulo sofreu o empate do Comercial e o Santos virou a partida no interior paulista, com show de Neymar. Três gols e uma assistência!


Ciente dos resultados que "vi dormindo" fiquei pensando: será que se eu não tivesse dormido os jogos teriam um novo desfecho? Esse deve ser um pensamento besta, de quem acredita que pode mudar o mundo ou simplesmente ser uma superstição de boleiro. 

Nesta noite, o futebol e eu perdemos para o sono. Quando estava "acordado" vi um mundo ficcional, o "pequeno Deus", Neymar, jogando mal e errando dribles. E no momento em que peguei no sono, como nas melhores noites, tudo voltou ao normal. O menino do moicano desfilou seu talento mais uma vez no Paulistinha, fazendo os amantes do futebol sonharem, novamente, acordados. Boa noite pessoal e sempre busquem coisas que os fazem sonhar.

PS: e no Morumbi, nada fora do normal, início de temporada os tropeços são costumeiros. O segundo empate em casa do tricolor no Paulistão.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Principal torneio do continente, o carnaval da bola começou

Ronaldinho já não desfila mais como antes
Por Alessandro Lefevre

Libertadores: o carnaval da bola. E, como já era de se esperar, o Fluminense venceu ontem, em sua estreia, o fraco Arsenal de Sarandí, da Argentina. Um gol no começo da partida e muita confusão no segundo tempo. Parecia até encontro entre Mancha Verde e Gaviões da Fiel na apuração do carnaval de São Paulo. O técnico Abel Braga, do Tricolor Carioca, disse que Libertadores é isso: briga, raça, juiz que deixa o jogo correr.

E por que carnaval da bola? É por causa da bagunça que as torcidas fazem nas arquibancadas - bem parecida com a empolgação da festa mais popular do Brasil. Porque, quando a rede balança, é como se os corações dos torcedores se transformassem na bateria nota 10 do carnaval carioca, a bateria da Estação Primeira de Mangueira. Porque, quando seu time é eliminado, é como se fosse um rebaixamento da sua escola de samba preferida para o grupo de acesso. E, claro, porque quando o brasileiro entra em campo sempre dá samba, gingado e dribles espetaculares.

Dentre os brasileiros, que pela primeira vez na história são seis na fase de grupos da competição, o favorito, a Rosas de Ouro da Libertadores, é o Internacional. Com um time nota 8 - nota 10 do meio pra frente - (Muriel; Elton, Rodrigo Moledo, Índio e Kleber; Guiñazu, Tinga, Oscar, D’Alessandro; Dagoberto e Leandro Damião), o Inter tem tudo pra levar o caneco. A equipe ainda tem no banco os carros alegóricos argentinos Dátolo e Bolati, que sabem desfilar no principal torneio do continente.

Pior pra Corinthians (que não tem tradição), Fluminese (igualmente sem tradição), Flamengo (que passa por momento conturbado), Santos (que já não é mais o mesmo... parece que a derrota pro Barça abalou a equipe e a esperança ainda é o mestre-sala Neymar) e Vasco (o segundo principal brasileiro, que é o único que pode surpreender).

Agora é esperar a nota dos jurados. Quem será o campeão?

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Macaxeira e carne de sol


Por Felipe Pugliese


Com humildade e trabalho ele calou a minha boca. Também me fez cair na real e perceber que pouco entendo sobre futebol. Hoje posso dizer, com toda a convicção, que o termo “amor à camisa” não passa de uma utopia e que o profissionalismo é muito maior do que esta antiga expressão. O responsável por toda esta minha reflexão foi o técnico Narciso, atual campeão da Copa São Paulo de Futebol Junior.

Devido ao meu ofício, acompanho o trabalho do Narciso com a molecada do Timão desde antes do início da Copinha. Dizia por todos os cantos que “esse cara não tem nada a ver com o Corinthians”... “Esse cara tem história no Santos, não vai dar certo”... quebrei a cara!

Com o tempo fui o conhecendo melhor e percebendo que o lado humano faz de Narciso um cara ideal para trabalhar com garotos. Por trás das lentes dos inseparáveis óculos de sol "tem um cara legal". Entende bastante de tática e sabe motivar um time. Após a vitória diante do Fluminense o treinador me disse, ainda no vestiário, que não tem ambição de trabalhar com profissionais. O seu prazer está no revelar talentos e nessa caminhada seguirá. Seria Narciso o novo Cilinho?

Após o caneco o comandante partiu em viagem a Recife. É hora de comer macaxeira e carne de sol.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Copinha pode render bons frutos para o Coringão

Por Tuca Veiga

Críticas à parte, a Copinha deste ano tem tudo para ter uma final eletrizante. Os dois maiores vencedores da Copa SP colocam frente a frente a tradição que têm na competição, o peso das suas camisas e a estrutura de suas categorias de base.

Faz algum tempo que o Fluminense é o principal clube revelador do Rio de Janeiro. A estrutura de Xerém, que já foi mais elogiada – diga-se de passagem – tem feito os tricolores colherem alguns frutos. Dedé e Thiago Silva, por exemplo, candidatos à dupla de zaga na Copa de 2014, foram lapidados nos campos de Xerém.

O Corinthians rivaliza com São Paulo e Santos na estrutura que apresenta aos seus garotos. Enquanto o time da baixada tem no DNA a descoberta de novos talentos, o Tricolor ainda luta para equilibrar o que é de fato necessário para a descoberta de craque com o que, na realidade, não é nada mais do que puro mimo. Faz um tempinho que Juvenal notou que a molecada da base é mimada demais.

Voltando ao maior vencedor da Copinha, ouvi da boca de Andrés que a base alvinegra só traria resultados positivos daqui 4 ou 5 anos. Ou ele não conhecia muito o elenco atual, ou este time é uma grata surpresa. Comandados pelo excelente técnico Narciso (que já merece mais oportunidades no mercado da bola), o Coringuinha mostra a cada partida que pode colaborar com o técnico Tite.



Quem aguardava em casa o horário da estreia no Paulistão, contra o Mirassol, pôde se esbaldar com a primeira etapa da semifinal contra o Atlético-PR. Os destaques foram muitos. Se desta vez o elogiado lateral-esquerdo Dener pouco apareceu, o mesmo não se pode dizer do meia Matheuzinho. Garoto inteligente, liso, que bate com as duas. Os mais animados aproveitaram para falar: “Que Montillo, que nada”.

Ouvi boas referências do volante Gomes. Pela falta de um reserva para o Ralf, aproveitei para ficar atento ao futebol do garoto, que irá receber uma oportunidade no profissional. Mas confesso que não me empolgou muito, não. É bom no jogo aéreo, tem noção de posicionamento à frente da zaga, mas ainda dá muito bote errado.

Nesta partida, outro destaque foi o centroavante Douglas. Ou como apelidamos lá em casa: Douglão Fubá. A criança já tem – nada mais nada menos – que 98 quilos. No duelo, anotou três gols, todos eles típicos de centroavante. Com o excesso de jogadores para a função, acredito que a oportunidade só apareça mais para frente. Portanto, emprestá-lo para algum time do interior me parece uma boa.

No mais, sempre gostei das atuações do lateral-direito Cristiano, que por conta de todo o burburinho em cima do canhoto Dener, não foi muito citado. Também me agradaram as participações do zagueiro Marquinhos, capitão da Seleção Sub 17, que já atuou em um ou outro treinamento com os profissionais.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Neymaradona, Neymessi, Nei Pelé


Por Tuca Veiga

Feliz da bola quando chegou aos pés do menino.

Como a tinta disposta na paleta do pintor, estava pronta para virar obra de arte.

Ele a acolheu.

Ao estilo R10, deixou os marcadores atordoados com o suingue de seus pés.

Só na saudade.

Na meia cancha, os carregadores de piano estavam prontos para desafinar a sinfonia.

Esperto, ergueu a cabeça, chamou a tabela.

Quem piscou, perdeu o garoto sair do cerco na lateral e bater nas portas do gol numa fração de segundo.

Mão na cara do marcador.

Do jeito que o Rei mandou.

Ali, nem o garoto vestido de branco sabia o que iria fazer.

E como ele gosta de improvisar!

Puxou por entre as pernas, deu a vaca no João e viu a trave ficar grande.

Três dedos.

Macia.

Com requintes de crueldade.

Foi assinar a obra de arte, correr pro abraço e ficar na eternidade.

O mais bonito de 2011.

E xô complexo de vira-lata.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Abram os olhos


Por Felipe Pugliese


Estou farto de ouvir que o Santos é o melhor time da América. É o campeão da Libertadores, por isso deve ser considerado o maior do continente. Na teoria, tudo lindo... mas na prática o futebol mais bem jogado não pertence ao futebol brasileiro e sim ao chileno. A Universidad de Chile vive o melhor momento da sua história.

Eduardo Vargas, craque do time, foi vendido por mais de 11 milhões de euros ao Napoli. Outro grande jogador do clube chileno é o lateral-esquerdo José Rojas que, pelo andar da carruagem, deve reforçar o Botafogo em 2012. E é aí que mora minha inquietação.

Onde estão os “dirigentes” dos clubes paulistas que não vão atrás de um jogador como esse. O cenário será o mesmo que o da novela Corinthians/Montillo. O cara arrebenta no time do Chile, aceita qualquer proposta brasileira e depois de um ano tem o seu passe estupidamente valorizado.

Abram os olhos, o bom futebol pertence a La U e grandes jogadores estão dando sopa por lá.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Uma vergonha para o país do futebol



Por Arthur Quezada


O anúncio do fim da equipe feminina de futebol do Santos, feito esta semana pelo presidente do clube, Luis Álvaro de Oliveira, foi mais uma punhalada no peito das futebolistas brasileiras. As sereias da vila, como outrora foram apelidadas, não existem mais. Para a diretoria do Santos uma atitude que não significa muito, mas para o futebol feminino brasileiro foi mais um passo para trás rumo a profissionalização das equipes femininas nacionais.

Quando se fala em futebol feminino no Brasil sempre escutamos a mesma ladainha: “Falta investimento”, “falta apoio”, “falta comprometimento dos cartolas”... E de fato é de impressionar o descaso das entidades de futebol quanto às jogadoras nacionais. Creio que impressionar não é a palavra certa, mais apropriada mesmo seria “envergonhar”...

Sinto vergonha do que é o futebol feminino no Brasil.

Mesmo tendo uma das melhores seleções do mundo, mesmo tendo Marta (a melhor jogadora do mundo), mesmo estando presente nas finais dos principais campeonatos mundiais - não temos a capacidade de criar uma liga de futebol feminino no Brasil. Obviamente essas meninas, que insistem em suar a camisa pela seleção brasileira, estão cansadas deste descaso. É claro que elas fazem milagres chegando tão longe sem nenhum apoio.

No caso do Santos, mais uma vez presenciamos esse descaso. Respeito o trabalho que vem sendo feito pelo atual presidente santista, mas as alegações dele para encerar a história das sereias da vila são mesquinhas e repetitivas. Dizer que não consegue patrocínio e dizer que falta apoio é chover no molhado. Mas o pior foi envolver o futebol masculino nesta história e dizer que os custos o time principal do Santos é um dos responsáveis por tal situação. Pior ainda é citar o salário de Neymar como justificativa.

Foram desculpas e esquivas no mínimo estranhas que camuflam a incompetência da diretoria santista em manter vivo o futebol feminino dentro do clube. Foi incapacidade e um resultado do trabalho mal feito. Mas não é mérito apenas do Santos e sim de muitos clubes nacionais e da CBF.

Bater no peito e dizer: “Esse é o país do futebol” é fácil, mas se somos o país do futebol precisamos começar a agir como tal.




segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

O Santos não foi o Santos diante do Barcelona

A ousadia do Santos sumiu no Mundial. Time, que nunca
 jogou com três zagueiros, estava perdido em campo
Por Alessandro Lefevre

O tão temido e sonhado jogo contra o Barcelona, em partida única, na final do Mundial de Clubes, enfim chegou. E o Santos não sabia o que fazer. Mal escalado por Muricy, o Peixe não soube se organizar e tomou o famoso vareio. Uma das opiniões que publiquei no Facebook dava conta de que o que aconteceu no Japão foi mesmo um massacre. Um Santos covarde entrou em campo sem pegada e viu o Barcelona passear. Futebol objetivo e pragmático. Futebol de resultados. Até aqui, nenhuma novidade.

Mas falar em show, espetáculo, aula? Talvez para os torcedores do próprio Barça. Se fosse meu time de coração humilhando o adversário com um 4 a 0 em plena final do Mundial de Clubes, ia adorar. Mas como telespectador de futebol, diferentemente do que falaram os analistas da bola, ainda prefiro a firula, o rolinho, o chapéu, o drible da vaca, o chute no vácuo, o circo a toques incessantes que culminam num gol. É isso mesmo: o Barcelona é o time mais chato do mundo. E viva Neymar!

Num dos comentários do meu post no Face, minha amiga Natália Pesciotta foi enfática. "Time mais chato do mundo! Fato. E triste um dos times mais legais do mundo achar que tem que copiar...". 

É exatamente isso. O Santos não viu a cor da bola porque não foi o Santos que conhecemos. Tinha que marcar forte. Os atacantes tinham que complicar a saída de bola dos catalães. O time de Muricy precisava também fazer marcação individual em três jogadores: Messi, Iniesta e Xavi. Os caras não podiam respirar. Outra coisa: falta faz parte do jogo. Só vi o Edu Dracena chegando mais firme. Era muito respeito.

E numa das roubadas de bola de Neymar em cima do Piqué ou do Puyol era a hora de achar um gol. 

Na revista Placar deste mês, na reportagem de Breiller Pires e Daniel Setti, um resumo do que era pra ser feito e que o Santos não fez. Talvez por medo, talvez porque Muricy não preparou a equipe pra isso.

"A estrutura tática do Barcelona parte do princípio de não admitir jogar sem a bola. Quando um jogador a deixa escapar, corre incansalvelmente até recuperá-la, seja Busquets, seja Messi. 'O que mais me impressionou é a entrega do Barcelona na marcação. Todos os jogadores chegam forte para retomar a bola. Resolvemos utilizar a estratégia deles, de pressionar a saída, para dificultar o jogo', diz o atacante Jonas, rememorando a partida em Valencia"

Jonas, ex-Grêmio, estava no jogo em que o Barça apenas empatou com o Valencia neste ano jogando fora de casa. A partida terminou em 2 a 2. Mas, se o Santos fosse o Santos, e agredisse o time da Catalunha, quem garante que não se sairia melhor do que o atual time de Jonas? O medo de perder tira a vontade de ganhar, já dizia Luxemburgo. Faltou ousadia, adjetivo que mais perfeitamente definiu o Peixe nos dois últimos anos.
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