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sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Mata ou Morre!

Por Lucas Bueno

Nesta reta final de Brasileirão, todas as equipes que brigam por algo: seja título, Libertadores ou zona de rebaixamento, duelam entre si. O campeonato poderá ser decidido no domingo. Corinthianos, vascaínos e tricolores cariocas vivenciam uma tensão boa pré-rodada. Já cruzeirenses e cearenses...

O Cruzeiro, no dia 13 de abril, veja só caro leitor, deste mesmo 2011, classificou-se às oitavas de finais da Libertadores como o melhor time da competição. Era a sensação do primeiro semestre, candidatíssimo ao triunfo continental e nacional. Só que a alegria promissora na temporada durou até a eliminação, em casa, para o Once Caldas ainda pelas oitavas.

Pelo lado nordestino, a história até aqui se assemelha e muito com a dos mineiros. Em maio, ganhou do Flamengo de Ronaldinho Gaúcho e Thiago Neves, em pleno Rio e avançou às semi-finais da Copa do Brasil, em Fortaleza, para enfrentar o Coritiba. Com todas as fichas apostadas nessa competição, o Vozão ficou sem rumo após ser eliminado pelo Coxa, na sequência do torneio.


Vozão na elite?

Após esses revezes, Cruzeiro e Ceará rolam juntos ladeira abaixo rumo ao precipício. Porém, neste domingo, apenas um sobreviverá. Vozão e Raposa guerrearão no Castelão. O Cruzeiro ganhando rebaixa os cearenses e se livra da degola. Vitória do Ceará praticamente coloca o time mineiro na segunda divisão. O empate ainda favorece os mineiros, mesmo eles tendo um clássico para decidir sua vida contra o maior rival, o Atlético-MG, na última rodada.

Os apaixonados torcedores cearenses e cruzeirenses, durante toda essa semana, devem estar desconversando ou fugindo dos assuntos envolvendo futebol. A tensão, o frio na barriga e o aperto no coração quando pensam que algo de pior pode acontecer com o timedo peito é horrível e recorrente. E esses pensamentos sempre vagam pelas mentes nesses momentos de desespero. Mas, o domingo chega e não tem mais pra onde correr. Não come-se direito, usa-se o banheiro umas desesseis vezes durante o jogo e quando marca-se um gol a euforia é enorme, como nunca fora antes. Choro, rouquidão e alegria se misturam sem distinção.

Ou o mar azul vai voltar a ser grande?

Nessas ocasiões, quando só a vitória nos interessa e estamos ganhando o jogo, o adversário pressiona sem cessar. Unhas não existem mais, controle está mordido, almofadas espalhadas pela sala. Faltando dez minutos para o término da partida não conseguimos mais vê-la. Mudamos o canal da televisão a todo momento, para que o tempo passe mais rápido. Mas ele teima em passar como a areia de uma ampulheta, leentaaameente. Voltamos a ver "direito" o jogo faltando trinta segundos para acabar. Queremos mesmo é ver o árbitro levantar os braços e nos despertar de um pesadelo que já dura seis meses. O êxtase é imenso! Não sentimos nossos pés no chão, flutuamos em estado de graça.

Esse é o lado bom da conquista. Mineiros e Cearenses, penso apenas positivamente, porque infelizmente já conhecemos as consequências do negativo, vide São Januário em 2008 e Couto Pereira em 2009, quando torcedores perdem a razão e agem como suicidas ou bárbaros com o descenso dos seus times. Então, para Ceará x Cruzeiro, será Matar ou Morrer!

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Meu jogo Esquecível


Todo mundo se lembra do pior jogo ao qual assistiu na vida. No meu caso, o pior foi no estádio. E, pasmem, no Castelão, em Fortaleza-CE. Em agosto do ano passado, fiz uma viagem para conhecer o melhor do forró brasileiro. Um dos meus planos, é claro, era assistir a uma partida do Ceará. Olhei o calendário e vi Ceará e Atlético Goianiense. Pô, jogo de Série A, domingo à tarde. E o Atlético Goianiense estava em má fase. Logo pensei que veria um verdadeiro espetáculo, uma goleada do Ceará.

A empolgação era total pro jogo. Assim que cheguei, fui à loja do Ceará, comprei uma camisa e comecei a imaginar atuações de destaque do meia Geraldo e de um certo centroavante que o torcedor do Palmeiras se lembra muito bem: Washington Orelinha, o Dumbo! Sem medo de errar, os torcedores do Santos, do Corinthians e do São Paulo também devem ter boas memórias dele.

Com ingressos em mãos, fomos aproveitar a cidade. Passeio nas dunas, drive thru do Mc Donald`s e cervejinha na praia de Iracema. Eis que conheci duas colombianas que faziam intercâmbio de arquitetura na Universidade Federal do estado.

Passados a sexta e o sábado de baladas no forró, fomos para a praia antes da peleja para aproveitar as últimas horas de sol. E não é que encontrei com as colombianas de novo. Disse que iríamos ao jogo e elas se animaram. O problema? As nossas amigas não tinham ingresso e estavam de biquíni. Emprestei a minha camisa pra uma delas e a outra foi de canga. É, meus caros, o jeitinho brasileiro também no Nordeste.

Compramos ingressos de cambistas para as moças (era o único jeito) e fomos pra partida. É... Do jogo não tem muito o que contar. Calor demais, toques laterais e a torcida Cearamor dando um apoio absurdo ao time. O verdadeiro espetáculo estava nas arquibancadas. Aliás, como o Castelão é bonito. Mas houve uma esperança. No fim do segundo tempo, o zagueiro do Atlético Goianiense falhou e a bola sobrou limpa para Washington Orelinha. Ele driblou o bom goleiro Márcio. A bola caiu na sua perna esquerda (que é a "boa"???) e ele bateu. A torcida inteira se levantou calada, como quem espera que as aves pintadas no teto de uma igreja piassem. E a bola tocou na rede pelo lado de fora.

Fim de jogo. Ceará 0 x 0 Atlético Goianiense. Pelo menos as colombianas gostaram de ir ao estádio...

E pra você? Qual foi a pior "pelada" da sua vida? Mas entenda: esse foi o pior tecnicamente. Não estou falando aqui de goleadas que o time do seu coração levou.

Nota final: procurei o clássico no YouTube. Para a minha surpresa, conseguiram fazer um vídeo de 4'30" de melhores momentos:
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