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quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Fim da Janela Europeia. Hora dos Pitacos!

Galera apaixonada, está fechada a janela de negociações para os clubes europeus. A partir de hoje, e dividido em 3 partes, faremos um balançete do que houve de mudança nas equipes dos principais campeonatos do Velho Continente. Começaremos pela Inglaterra, depois vamos à Itália e finalizaremos, de uma vez só, com Espanha, Portugal, França e Alemanha. Não percam!

Vamos à Terra da Rainha:

- O Arsenal, depois da histórica Bordoada de 8 a 2 para o Man Utd, resolveu gastar. Não muito, mas reforçou todos os setores. Começou pelo sul-coreano Park Chu-Young (quem?), capitão da seleção e oriundo do Mônaco. No último dia, veio o pacotaço: o lateral André Santos, também conhecido como filhão do Mano, aproveitou a vergonhosa enxurrada de denúncias inescrupulosas sobre o Fenerbahce e se mandou para o Emirates Stadium. O zagueiro Per Mertesacker, da seleção alemã, também já posou com a camisa dos Gunners. E, por último, dois meias, ambos do futebol inglês: Mikel Arteta, ex- Everton, e o israelense Benayoun, com passagens apagadas por Chelsea e Liverpool. Se serão suficientes para tirar o Arsenal da draga em que se encontra após as saídas de Fabregas e Nasri, não sabemos. Mas o elenco agora tem mais volume e opções. A ver.

- Falando em Chelsea e Liverpool, o primeiro alfinetou o rival e trouxe, de última hora, o volante Raul Meireles, contratado ano passado e que vinha se destacando com a camisa dos Reds. Antes, já haviam levado o jovem atacante Lukaku, que na Bélgica era conhecido como novo Drogba (são vários por aí), e o meia espanhol Juan Mata, ex-Valencia. Já o segundo frustrou os planos do São Paulo e levou o jovem - e excelente - zagueiro Coates, de 20 anos, destaque da seleção uruguaia campeã da América. Outro contratado foi Craig Bellamy, galês marrento que andava pela segunda divisão. De cara, cravo: péssima investida.

- Fim do mistério em City of Manchester. Os Citizens seguraram Carlitos Tevez. E foi na marra, já que o argentino deu inúmeras declarações dizendo que queria partir da Inglaterra. Mas agora, com Kun Aguero ao seu lado no comando de ataque, e Samir Nasri na meiúca, temos um time candidatíssimo ao título inglês, se Roberto Mancini não inventar e degringolar. Vale lembrar que a equipe já havia trazido Clichy, lateral esquerdo do Arsenal, e resgatou o volante Hargreaves, eleito melhor jogador inglês em 2006, mas que desde então andou às voltas com lesões eternas. Olho nesse timaço!

- O Manchester United manteve a base campeã inglesa e vice da Champions, acrescentou o jovem e excelente goleiro De Gea, que veio do Atletico de Madrid, e o meia atacante Ashley Young, do Aston Villa. Duas boas tacadas dos Red Devils, sempre candidatos devido ao ótimo elenco e ao grande Sir Alex Ferguson.

- No mais, o Tottenham trouxe o togolês Adebayor, de passagem pouco produtiva pelo Real Madrid, e o volante da Seleção Inglesa Scott Parker, que veio do West Ham, num troca-troca que mandou Bentley para os Hammers. O grandalhão Peter Crouch foi para o Stoke City, na maior transferência da história da pequena equipe. O Bolton levou duas jovens promessas por empréstimo: N’Gog, do Liverpool, e Gael Kakuta, do Chelsea.

Amanhã vamos à Terra da Bota. Abraços!

Corinthians deixou de morder

Depois de pintar como rolo compressor e se lançar como franco favorito ao título do Brasileirão, o Corinthians travou. E o pior, todo mundo já percebeu isso. O líder está amarrado, sem sorte, sem explicação. Na verdade, razões aparecem aos montes, cada um com a sua teoria, cada qual com seu cada qual.

A minha – pois eu não poderia deixar de elaborar uma – aponta para o setor defensivo. A de Tite também, tanto que Edenilson pode pintar no lugar de Jorge Henrique nesta quarta-feira, contra o Grêmio.

Cansei de ver (durante as vitórias corintianas) as estatísticas apontarem uma diferença avassaladora no quesito “roubadas de bola”. O Corinthians mordia. “Ralf, Ralf, Ralf”, latia na entrada da área. O elogiado volante, no entanto, foi mais um alvo da maldição da amarelinha e caiu de desempenho depois de servir à Seleção.
Chicão, por sua vez, vai de mal a pior. Falhas consecutivas me levaram a perguntar se não vale a pena promover Wallace a titular. Com o baiano em campo, a defesa do Corinthians sempre teve partidas sólidas. E, a bem da verdade, todos vinham muito bem no começo, com apenas 4 gols sofridos em 10 jogos. Pois é, vinham.
Júlio quebrou o dedo e Renan estreou determinado a entregar a paçoca. Depois vieram os problemas nas laterais: Fábio Santos, Ramon, Welder e Alessandro – um quarteto que volta e meia gosta de dar uma encostada no departamento médico. E o buraco das laterais não para de crescer.
Ninguém imaginava que uma equipe comandada por Tite, constantemente criticado por sua predisposição pela retranca, iria sofrer com uma defesa exposta. Mas ocorreu. O Corinthians, aliás, teve sua rede balançada duas vezes em cada um dos últimos 4 jogos: 2 a 2 com o Ceará (c), 3 a 2 com o Galo (f), 0 a 2 com o Figueirense (c) e 1 a 2 com o Palmeiras (f) – sempre com falhas da zaga.
Tite falou muito com a diretoria, muito com a imprensa e, se sobrasse tempo, teria falado muito com a torcida, que apareceu para pressionar no treino de terça-feira. Mas está na hora de dar atenção à defesa, falar menos e fazer o Timão jogar mais, antes que o bonde passe e o Corinthians fique dormindo no ponto.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Cerveja não é a culpada pela violência nos estádios

O torcedor brasileiro quer a volta da cerveja com álcool aos estádios
Uma rápida pesquisa com torcedores que realmente frequentam os estádios iria mostrar que a maioria esmagadora quer a volta da cerveja com álcool aos estádios brasileiros. A enquete pode ser feita do Oiapoque ao Chuí. Não tenho dúvidas de que todas as torcidas preferem assistir ao jogo com a latinha na mão, vibrando e curtindo.

A proibição começou para evitar o vandalismo, a selvageria e a violência dentro dos estádios. A lei foi aprovada em 1995 após forte campanha do então promotor (agora parlamentar) Fernando Capez (PSDB-SP), numa clara oportunidade de se autopromover. 

E o que se vê é que o torcedor continua apreciando a "loira gelada" antes e depois dos jogos. Não é isso que incita ou colabora com o terror dentro (ou fora) das arenas. Quem quer brigar briga, com ou sem cerveja. Posso afirmar isso porque frequento estádios, inclusive em clássicos, e nunca me envolvi em nenhuma luta. As organizadas brigam porque querem isso. A culpa não é da breja!

Além disso, é preciso ver a cerva como um conjunto da vida social. Em se tratando de futebol, a coisa vai mais longe ainda. Nas peladas de domingo, o que você faz depois? Bebe uma! Seu time vai jogar fora de casa. Vamos tomar uma num bar? Fora aquela boa e velha conversa jogada fora, dando os prognósticos, antes de entrar no estádio, ao lado de sanduíches de pernil. Enfim, a cerveja faz parte da cultura futebolística. 

Para coibir a violência, precisamos de uma polícia bem preparada e bem equipada, bom senso dos torcedores e, principalmente, educação. O adversário não é inimigo! Fora que as últimas brigas aconteceram em lugares distantes dos locais dos jogos. Hoje, as organizadas marcam brigas pela internet. E por que o torcedor comum é quem tem que pagar o pato? Futebol e cerveja rimam!

Futebol democrático

Ainda em pré-temporada, a National Footbaal League não se importa muito com os resultados finais de cada partida. E nem deve, pois nessa semana o New England Patriots, time do astro e marido de Gisele Bündchen, Tom Brady, perdeu para o Detroit Lions. Os assuntos mais comentados pelos americanos são os últimos acordos milionários, como do WR do Arizona Cardinals Larry Fitzgerald e do QB Michael Vick, do Eagles, além das famosas previsões, algo que os comentaristas mais fazem na vida!   

E se tem alguma coisa complexa no futebol americano é chutar um palpite. Na NFL não existe categorias de base nem empresários comprando passes de meninos com 12 anos para depois fazer acordos com os cartolas mais chegados. A grande maioria dos jogadores que vão para o Draft (processo de escolha dos jogadores para os times da NFL) está no último ano da faculdade e precisa mostrar muito serviço nas ligas universitárias. E não é como no Brasil, onde o clube que tem mais dinheiro leva. A equipe pior colocada do ano passado é a primeira a escolher um atleta no Draft, a penúltima a segunda e por ai vai.
Outro motivo que dificulta um comentário sobre qual é o melhor time é o número de jogadores titulares. Com 11 no ataque, 11 na defesa, 1 kicker e 1 punter, cada equipe tem, no mínimo, 24 atletas de primeiro time. Ou seja, é mais fácil analisar e palpitar o melhor clube de vôlei ou de basquete do que um de futebol americano.

E por fim, mas não menos importante, é a questão da grana. Sempre que Santos, ou Flamengo (apenas dois exemplos) vão enfrentar um clube de pequeno porte, os comentaristas que adoram números fazem as contas e falam: Mesmo se juntar toda a folha salarial desse time, não chega à recompensa de Neymar ou Ronaldinho Gaúcho. Pra variar, a NFL tem outro método. Com o último acordo realizado, cada equipe pode gastar até 120,4 milhões em salários aos seus atletas. Claro que eles tem mais grana, mas a questão aqui é que a NFL é umas das ligas mais democráticas do mundo. Sendo assim, a disputa do campeonato é mais dividida e não fica apenas entre dois ou três clubes como ocorre no futebol europeu.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Elkeson e mais 10!

Elkeson é a estrela que mais brilha no elenco do Botafogo
Por Igor Caitano

Após 19 rodadas, podemos avaliar os times e tirar algumas conclusões. Por exemplo: quais foram as melhores contratações da primeira parte do Campeonato Brasileiro? Sem sombra de dúvidas, para mim, foi Elkeson, muito bem em todos os jogos do Botafogo. A maioria dos gols do time tem saído dos pés desse meia nascido no Maranhão, mas revelado pelo Vitória-BA. Ao todo, já marcou oito gols, além de fazer muitas assistências para Loco Abreu e Herrera.    

Hoje o Elkeson é o cara do Botafogo, mesmo em um time que tem Jefferson, Herrera, Maicosuel e Renato, outra boa contratação do clube carioca. E não é que esses jogadores citados estejam mal, não. O time todo tem mostrado um bom desempenho e, no Botafogo do técnico Caio Júnior, Elkeson não é a estrela solitária, mas apenas a que mais tem brilhado.

E olha que o meia só fechou com o Botafogo após duas negociações frustradas com Palmeiras (Felipão o queria a qualquer custo na Copa do Brasil e mostra que estava certo!) e Fluminense. Mas assim como na repatriação de Renato, que contava com forte concorrência de São Paulo e Santos, o Bota levou a melhor. Resultado de um bom planejamento da diretoria. Por isso, não é à toa que o time finalizou o turno numa sólida 4ª posição, a apenas três pontos do líder Corinthians e à frente de times como Palmeiras, Internacional, Cruzeiro, Grêmio e Fluminense.

Acredito seriamente que o Botafogo seja forte candidato a uma das vagas para a Copa Santander Libertadores. Para isso, precisa manter esse planejamento sério, com confiança em seu técnico e melhorando o desempenho fora de casa, já que como mandante tem um rendimento exemplar, sem perder nenhuma partida no Engenhão (sua única derrota no Rio foi em São Januário, e ainda para o Corinthians). E para finalizar, em uma Seleção Brasileira que dá chances para Fernandinhos, Jádsons, Renatos Augustos e outros "ilustres perebas", seria precipitado dar uma oportunidade a Elkeson?

PC escala a seleção do primeiro turno

Terminado o primeiro turno do Brasileirão, hora de escalar a seleção da primeira metade do campeonato. O técnico PC pega sua prancheta para colocar em campo os 11 melhores e, para isso, contou com a ajuda dos votos de seus colaboradores.

Logo no começo da apuração foi necessário estabelecer um critério de desempate, pois o botafoguense Jefferson, mesmo servindo à Seleção, terminou com os mesmos votos de Fernando Prass, do Vasco. O goleiro de nosso time, pois o Vasco está na frente do Botafogo. Felipe e Marcos também foram lembrados.

Nas laterais temos Cicinho, do Palmeiras, e Ávine, do Bahia. Léo Moura e Egídio esquentam o banco. Na zaga Dedé foi barbada. O que confesso não entender é a presença de Chicão, mas já que ele está lá, fica com a braçadeira de capitão pela experiência. No meio-campo Ralf carrega o piano junto com Casemiro, que conseguiu desmanchar por um voto a dupla de volantes do líder do campeonato.

Para articular as ações ofensivas, PC colocou o garoto Elkeson, em grande fase no Fogão. Ao seu lado o jogador mais votado de todos: Ronaldinho. R10 permite à PC solucionar um impasse proposto por seus conselheiros, que não souberam decidir se o time joga no 4-3-3 ou no 4-4-2. Na frente, nada de Neymar. Dois centroavantes típicos terão a função de fazer a festa da rapaziada: Leandro Damião, o melhor centroavante do Brasil, e CyBorges – programado para marcar.

Todos os técnicos terminaram empatados, então escolhemos Ricardo Gomes, em forma de homenagem e energia positiva.

Paixão na gringa: Londrinos são humilhados

Cheguei em Londres na última quinta-feira. Vou passar um ano por essas bandas. Na sexta, depois de merecidas 12 horas de sono (o espaço minúsculo entre os assentos da Air France me matou), pensei: como farei minha estreia londrina no Paixão? Faltaram ideias.

Até que, no sábado à noite, vi que o Tottenham receberia o Manchester City, no domingo, em seu estádio, o White Hart Lane, que fica a poucos minutos a pé da minha nova casa. Decidi então que iria até lá para sentir o clima do jogo, vendo de fora o que rolava.

Chegando lá, porém, não resisti. Negociei com um cambista (sim, aqui também tem disso) e comprei meu ingresso. Estava decidida minha pauta: seria sobre minha primeira experiência em um estádio fora do Brasil. E, observando tudo ao meu redor, vários tópicos me vieram à cabeça:

Os torcedores que, fora do estádio, se deliciam em barracas de lanches duvidosos antes do jogo – como no Brasil.

A proximidade absurda que os torcedores ficam do campo – eu estava na terceira fileira, a poucos metros do pau da bandeirinha; a cada escanteio, não conseguia conter a euforia, pegava minha máquina e disparava uma foto atrás da outra, sem nem saber muito o porquê.

Os aplausos a cada lance certo do time – seja uma invertida de bola, um chute a gol ou até mesmo um lateral após evitar o escanteio.

A rapidez com que a torcida sai do estádio – sem brincadeira, demorei menos de um minuto para ir da cadeira onde estava até a rua.

Mas, como além de apaixonado por futebol, também sou jornalista, tenho que mudar aqui o rumo do meu relato. Isso porque, após o Tottenham ter levado 5 a 1 do Manchester City (dei puta sorte para os caras, como vocês podem ver), foi a vez do Arsenal, também de Londres, levar um inesperado 8 a 2 do Manchester United.

Foi um domingo difícil para os torcedores londrinos.

No jogo em que eu estive o destaque foi o atacante bósnio Dzeko, que balançou a rede quatro vezes. Nunca tinha ouvido falar nesse cara. Foi o Tuca Veiga quem me disse que ele jogou junto com o Grafite no Wolfsburg.

O melhor em campo, porém, acho que foi Nasri, ex-Arsenal. Vaiado a todo instante pela torcida do Tottenham, ele infernizou a defesa adversária e deu duas assistências. Carlitos Tevez, infelizmente, não entrou em campo. Agüero foi titular e meteu um dos gols. O Manchester City está com um time legal, pode dar trabalho nesta temporada.

Quanto a goleada do outro jogo, fica claro que o Manchester United vem para mais um bom campeonato. Com três rodadas, os Red Devils lideram o Campeonato Inglês ao lado do City, ambos com nove pontos.

Já o Arsenal vai ter que trabalhar muito para engrenar sem Nasri e Fábregas (este último foi para o Barcelona). O time de Arsène Wenger tem apenas um ponto (perdeu duas e empatou uma).

#ForçaRicardoGomes




domingo, 28 de agosto de 2011

Nunca serão!


Anderson Silva disse que iria imortalizar esta frase ao fim do UFC Rio. Na verdade, a cidade do Rio de Janeiro foi imortalizada com este evento sem precedentes. Eu pelo menos não me lembro de um UFC tão empolgante com quatro das cinco lutas do card principal terminando em nocaute.

Precisamos começar falando da lenda. Sem palavras. Anderson Silva transforma o octógono em um playground, levando-se em consideração a liberdade que ele tem naquele lugar. Seguro e confiante, Anderson brincou com Yushin Okami e fez o que sabe fazer com maestria. Após um knockdown, no qual ele não terminou a luta por vaidade, Anderson voltou a derrubar o japonês e, sem dó, acabou com a luta.

Agora necessito confessar algo. Anderson Silva é um cara fora do normal, mas um lutador que me emociona é Mauricio Shogun Rua. Sua humildade e garra me comovem e toda vez que ele entra no octógono, eu torço com todas as minhas forças. E desta vez ele não me decepcionou.

Em forma e confiante, Shogun não deu chances para Forrest Griffin e vingou a derrota que havia ocorrido há quatro anos (como lutador de MMA guarda rancor!). Ao ver ele se aproximando do octógono na HSBC Arena, fiquei pensando o que poderia estar passando na cabeça dele. Com uma feição apreensiva, todo o peso do mundo parecia estar em suas costas após a derrota para Jon Jones. E pela sua comemoração e sorriso sincero ao fim da luta (nocaute no R1), deu para perceber que “o campeão voltoooou” e vai buscar o cinturão do seu último algoz!

Em uma noite que já parecia estar fadada para o sucesso brasileiro, foi Minotauro quem abriu a porteira para o massacre tupiniquim no card principal. O legendário lutador do UFC não entrava no octógono desde fevereiro de 2010. O suficiente para todos desconfiarem dele. Ele aparecia como zebra na bolsa de apostas e era assim considerado até por este que vos escreve.

No entanto, parece que algumas pessoas (inclusive eu, justiça seja feita), esqueceram quem é o Minotauro. Ele é um dos maiores nomes de toda a história do UFC e reza a lenda de que quanto mais ele apanha, mais forte ele fica. Na luta de hoje, esqueci disto. No início, ele sofreu uma série de golpes que me fez torcer para ele não ser humilhado. Mas ele reverteu, acertou com sua pesada mão uma sequência em Brendan Schaub e o nocauteou ainda no R1. Ao fim da luta, pude ver o baiano olhando para mim, cheio da marra carioca e recitando Jorge Aragão: “Respeite quem pode chegar onde a gente chegou…”. Ele é um mito.

Agora preciso puxar a sardinha para este blog. Ontem, no post dos palpites, foi publicado que o confronto do Barboza seria uma das melhores em pé do evento. E de fato foi. Ele e Ross Pearson mostraram estar muito bem preparados e fizeram uma bela exibição, vencendo como melhor luta da noite. Nos pontos, o brasileiro ganhou.

Em tempo, a noite não foi apenas de vitórias brasileiras no card principal. Luiz “Banha” Cane foi derrotado por nocaute no R1 pelo búlgaro Stanislav Nedkov. Por fim, ganhamos de goleada dos gringos por 4 a 1. Mas no fundo acredito que o Banha tenha perdido do mesmo jeito que fazemos quando vamos jogar videogame com algum amigo em casa. Você até deixa o cara ganhar uma partida só para ele voltar outro dia.

Voltem sempre, gringos. Apenas lembrando: NUNCA SERÃO, JAMAIS SERÃO!

Grandes clássicos são os outros. Palmeiras e Corinthians é enorme...

Para CNN, Derby é o 9º clássico mais importante do planeta
Por Igor Caitano, novo membro do Paixão

Para o título do meu primeiro texto para o Paixão Clubística, fui buscar inspiração no mestre Nelson Rodrigues, que um dia fez o mesmo comentário, só que falando do seu Fluminense em relação aos outros times do Rio. Porém, vamos direto ao assunto: Palmeiras e Corinthians, o maior e mais antigo de todos os clássicos paulistas. 

Nos últimos tempos, cresce na imprensa a tese absurda de que a maior rivalidade da paulicéia é Corinthians e São Paulo, o que contrario frontalmente. Basta uma simples pesquisa ao Wikipedia para saber que "O Derby" é considerado pela CNN o 9º maior clássico do mundo (único brasileiro na lista), o 4º mais importante pelo site especializado Football Derbies, e o 2º mais importante do Brasil na relação da revista Trivela. 

Mas o que nem os dados, nem as listas de especialistas e muitos menos a mídia esportiva conseguem explicar é a capacidade que um Palmeiras e Corinthians tem de emocionar, de mobilizar, de incendiar os ânimos de todos os palestrinos e corintianos, estejam eles na torcida ou dentro de campo. 

Quem está na faixa dos 26 anos para cima deve se lembrar bem da final do Brasileiro de 94 (3x1 para o Palmeiras na ida e 1x1 no jogo de volta). Por isso não vou nem entrar nos detalhes dos lances, mas apenas relembrar uma expulsão inusitada. Ou melhor, duas. 

Assistindo ao jogo na época pela Globo, lembro-me do Galvão Bueno a todo momento falando dos jogadores participantes da campanha brasileira nos EUA, especialmente Branco, que recém tinha chegado ao Corinthians, e Zinho. O repórter Roberto Tomé entrevistou os dois, que se abraçaram, falaram da amizade adquirida na Copa e ameninades. O jogo estava 1x0 para o Corinthians, gol feito por Marques  aos três minutos de jogo. Quando, já no segundo tempo, Branco dá uma entrada feia no volante Amaral e, por irônia do destino, Zinho toma as dores do colega e quase sai na mão com o "amigo" lateral. Márcio Rezende de Freitas não titubeou: os dois tetracampeões foram para o chuveiro mais cedo e saíram se xingando nos microfones dos repórteres.

Amizade, campanha vencedora na Copa, fair play. Tudo por água abaixo em um Palmeiras e Corinthians, o maior de todos os clássicos paulistas, sem nenhuma dúvida. O que temos que discutir é se não seria o maior do Brasil. Mas isso é assunto para depois.

O Tal do GRENAL!!!!




Grêmio e Inter realizam na tarde deste domingo, no estádio Olímpico, em Porto Alegre, mais um clássico apelidado de Gre-Nal, o duelo das duas forças do RS, sul do país.

Sempre fortes candidatos ao título de qualquer torneio que entram para disputar, conhecidos pelo seu excesso de brio, os gaúchos se enfrentam pela 388ª vez. Se o Inter leva vantagem no confronto geral com 145 vitórias contra 122 do rival, o Grêmio joga em sua casa, onde de 120 jogos venceu 40 e perdeu 33.

Imortalizada por Jardel, atacante que defendia o Grêmio, após uma derrota para o rival Inter, a frase “ Clássico é clássico e vice-versa” parece combinar com o espírito do embate, que não tem favoritos, a única certeza é de muita luta, muita garra.

Em melhor momento no brasileiro, o time colorado aposta na força de Damião, e em Dorival Júnior que ainda não perdeu no comando do time. Já o time tricolor, com Celso Roth a frente da equipe, confia na força de Douglas e Marquinhos no meio de campo do time.

Que vença o melhor!

sábado, 27 de agosto de 2011

Ah, os clássicos cariocas...

Flamengo e Vasco é o clássico mais importante do Rio
Por Michel Sousa, o convidado da semana

A rodada de clássicos que marca o fim do primeiro turno do Campeonato Brasileiro remete às origens do nosso futebol. E não dá pra negar: os clássicos cariocas são os mais tradicionais do País. Cheios de charme, apelidos, muita história e emoção. Mas qual deles será o mais importante? Vejamos...

O "clássico dos milhões" entre Flamengo e Vasco recebeu esse nome por agregar duas das maiores torcidas do Brasil. A rivalidade, que começou ainda na época do remo, ganhou os gramados e atraiu a atenção de todo o País. No momento atual, com Flamengo campeão carioca (2º lugar no Brasileiro) e Vasco campeão da Copa do Brasil (4º no Brasileiro), este é, sem dúvida, o clássico mais importante do estado.

Mas como é difícil deixar o Fla x Flu em segundo lugar. Esse é, possivelmente, o clássico mais charmoso de todos no Brasil. Nelson Rodrigues costumava dizer que o Fla x Flu surgiu "45 minutos antes do nada". A conhecida debandada de tricolores para jogar futebol no Flamengo virou um marco na história do futebol nacional. O charme do Fla x Flu é eterno e hoje a importância continua enorme, até porque são os dois últimos campeões brasileiros.

Acredito que esses dois clássicos estejam acima dos outros pelo momento vivido por esses três times. Afinal, nos últimos dois anos e meio, apenas o Botafogo não conquistou um título nacional. 

Mas não vamos esquecer dos outros confrontos que também têm seu valor. Como esquecer do "clássico vovô", disputado entre Fluminense e Botafogo, a rivalidade mais antiga do Brasil? Nota: o primeiro jogo entre os dois times foi disputado em 22 de outubro de 1905 e vencido pelo Flu de goleada: 6 a 0. Como não citar o "clássico das emoções", entre Flamengo e Botafogo? Quem não se lembra do recente chororô da torcida alvinegra em 2008? Como não falar do "clássico dos gigantes" entre Vasco e Fluminense? Lembram-se daquela final do Brasileiro de 1984 entre o Vasco de Dinamite e o Flu de Washington e Assis? Como não deixar a história mais colorida com o "clássico em preto e branco", disputado sempre com muita vontade pelos jogadores de Vasco e Botafogo?

Fato é que os quatro clubes cariocas ainda têm condições de brigar pelo título brasileiro. É fato também que todos eles entraram em competições internacionais neste ano (Flu na Libertadores e os outros três ainda na Sul-americana). Que a rodada de clássicos reflita esse bom momento e seja de paz e emoção para todas as torcidas no Rio. Já a alegria da vitória, esta não será para todas.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Façam suas apostas!


O UFC Rio está prestes a começar. Provalvemente neste mesmo horário amanhã (27/08) já teremos o nome do vencedor de grande parte das lutas, senão de todas. Por isso, decidi abrir este espaço para pitacos e palpites das lutas do Card Principal. Vamos lá!

Banha x Nedkov
Vitória de Banha por nocaute no R2
Enquanto o brasileiro Banha vem de uma vitória no último UFC após amargar duas derrotas seguidas, o búlgaro faz sua estreia no evento com um invejável cartel de 11 lutas e 11 vitórias. O confronto é válido pela categoria meio-pesado.

Barboza x Ross Pearson
Vitória de Barboza por nocaute no R1
A expectativa é que esta seja uma das melhores lutas em pé do UFC Rio. Ambos são ótimos strikers, mas acredito que Barboza possa levar uma vantagem, sem desmerecer o Pearson que é reconhecido como uma grande promessa. Luta em aberto.

Minotauro x Shaub
Vitória de Shaub na decisão dos juízes
O Minotauro sempre vai ser ser aquela lenda que conhecemos, mas não acredito em uma vitória sua no UFC Rio. O brasileiro não atua desde fevereiro de 2010 e neste intervalo de tempo ainda precisou passar por duas cirurgias. Ao contrário de seu oponente norte-americano que vem de quatro vitórias consecutivas sendo a última delas contra o Mirko Cro Cop, em março deste ano.

Shogun x Griffin
Vitória de Shogun por nocaute no R2
Acredito muito no potencial de Shogun. Apesar dele ter feito uma luta muito ruim contra o Jon Jones, na qual demonstrou estar sem preparo físico algum, confio na sua recuperação. E o Griffin não convenceu na sua última exibição, mesmo tendo vencido o Rich Franklin.

Anderson Silva x Yushin Okami
Vitória do Aranha por finalização no R2
Será questão de honra. O Anderson precisa vencer o seu último algoz e fará de tudo para realizar este "acerto de contas". Okami entra como azarão e não acredito que tentará vencer na trocação, por isso deve tentar levar a luta para o chão. Neste cenário, acredito que o Anderson Silva encaixará algum golpe e finalizará.

Bom, estes são meus palpites. E você? Qual sua expectativa para o UFC Rio?

Corinthians nunca venceu o Palmeiras em Prudente

Palmeiras joga "em casa" no Prudentão?
A explicação para o Prudentão trazer boas memórias para o palmeirense é fácil. Nunca na história do Derby o Corinthians saiu vitorioso de Presidente Prudente. Foram seis jogos entre os arquirrivais na cidade, com três vitórias do Verdão e três empates. Mas cuidado! Apesar do retrospecto positivo do Alviverde, tabus foram feitos para serem quebrados. Além disso, estatística não entra em campo.

História Apaixonada
Nas seis partidas disputadas em Prudente, o Palmeiras marcou 15 gols e sofreu oito (clique sobre os resultados para ver os gols). O primeiro clássico da cidade foi em 1996, pelo Paulistão. 50 mil torcedores viram a maiúscula vitória por 3 a 1 da equipe de Palestra Itália. Após um ano, de novo pelo Paulista, empate por 2 a 2. Em 1998, na estreia de Arce (o maior lateral de todos os tempos do futebol mundial), o Palmeiras bateu o rival por 4 a 2, em partida válida pelo extinto e horroroso Rio-São Paulo.

O Derby voltou para Prudente depois de 11 anos. No primeiro semestre de 2009, pelo Paulista, o empate por 1 a 1 entrou para a história do clube alvinegro. O confronto marcou a volta de Ronaldo aos gramados brasileiros. O centroavante guardou nas redes palestrinas um dos seus raríssimos gols de cabeça, já nos acréscimos. Foi o primeiro gol do Fenômeno com a camisa do time do Parque São Jorge.

Já no segundo semestre de 2009, no Brasileiro, o Palmeiras contou com três gols do mito Obina para fazer 3 a 0 no Timão. No returno do mesmo Brasileiro, o clássico terminou em 2 a 2. Ronaldo marcou os dois tentos do Corinthians.

Palpite - tabu será mantido!
O empate é bom para os dois. Com a igualdade, mesmo que não quebre o tabu, o Corinthians conquista o título simbólico de campeão do primeiro turno do Brasileirão, ganha moral na corrida pela taça e ainda afasta ainda mais o Palmeiras da ponta. Já para o Verde um empate pode significar a permanência do sargento Luiz Felipe Scolari no comando da equipe. Como argumento favorável, Felipão poderá dizer que não perdeu nenhum clássico na primeira parte do Nacional. É jogo para 1 a 1.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Tudo velho se fez

Um jovem que aparentava sinais de mais um recomeço no futebol. Sinais de arrependimento e mudança, principalmente mudança.

110 dias se passaram e o tempo mostrou que tudo nada mais era que apenas mais uma tentativa fracassada. As palavras são fortes, mas demonstram a indignação de um daqueles que acreditavam em um novo Jobson em sua chegada ao Bahia. Contudo, tudo velho se fez.

Uma curta volta ao tempo: Ele despontou no Botafogo. Fez o torcedor alvinegro relembrar a época de Donizete Pantera e Túlio Maravilha. Os gols no Fogão levaram Jobson ao Cruzeiro, porém as drogas o impediram de estrear pela raposa. Jobson ficou afastado do futebol por seis mês após ser pego no antidoping no Brasileirão de 2009.

O futebol não guarda rancor e tem um coração bondoso e, como um amigo que confia na recuperação do necessitado, o Botafogo novamente abriu as portas a Jobson. Mais uma vez a indisciplina venceu, o “garoto encrenca” arrumou as malas e partiu para o Atlético Mineiro. A recíproca de gratidão com os mineiros não foi verdadeira e o atacante deixou clube alegando não estar contente.

Foi então que surgiu mais um personagem neste dramático enredo envolvendo o, até então, desorientado jovem atacante. Com fama de matador Jobson chegou ao Bahia. Lembro ter formado a seguinte opinião: Será algo maravilhoso para as duas partes. Não foi!

Jobson agora foi afastado também do Bahia. Há quem diga que ainda não podemos crucificá-lo, pois é jovem. Sim, mas até quando o futebol será generoso com este moço? O problema, desta vez, não são as drogas, mas bebidas, mulheres e atrasos. A diretoria do Bahia agiu corretamente. Abrir exceções a jogadores como Romário, Ronaldo e outros deste mesmo cacife é uma coisa, porém Jobson nunca provou nada no futebol.

O mais triste é abrir os jornais e ver que já há vários clubes das Séries B e C atrás desta grande encrenca, mesmo ele podendo atuar apenas por alguns clubes do Rio de Janeiro. Vale lembrar que o resultado de seu julgamento pelo caso de doping em 2009 sai no próximo dia cinco de setembro.

As bandeiras voltam a tremular nos estádios paulistas



O apego por um time – aquele que dizem começar no berço – pinta muito antes da criança entender o que é futebol. O primeiro contato é com o símbolo, as cores. A identidade da pessoa com uma equipe desponta com o reconhecimento da bandeira, da tribo à qual você pertence.

A bandeira é peça fundamental para a construção da atmosfera do futebol. Ela tremula bonita quando tudo vai bem, mas quando rola aquela ‘nhaca’, xi, não aparece nenhuma brisa para sacudir a bandeira e dar esperança para o torcedor. Em semana de título, dá-lhe bandeira na janela. Em dias de desonra, bonito é o que resiste à tentação de enrolá-la e guardá-la, mesmo que somente por um tempinho.

Exatamente pelo valor que as bandeiras têm para o esporte, que o futebol paulista comemora o retorno delas aos estádios do estado. E ficamos na expectativa para que elas façam parte apenas das festas das torcidas e não sejam usadas para violência. Pois sabemos que foi justamente por conta do mau uso do objeto que desde 1995, depois da batalha da Mancha Verde e da Independente, no Pacaembu, em um jogo de juniores, que elas deixaram de dar de sua beleza nos estádios.

A lei, proposta pelo deputado Ênio Tatto (PT), foi aprovada com noventa votos favor e dois contra, e agora deverá ser sancionada pelo governador Geraldo Alckmin. Depois disso, tem um prazo de 180 dias para entrar em vigor. A idéia é que seja feito um controle das bandeiras e de quem as tiver em posse, junto com as torcidas organizadas. Tomara que dê certo e que, mais para frente, todos possam levar as suas bandeiras aos estádios – e que todos façam festa, não guerra.


quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Rinha de Galo de luxo


Esporte em expansão. Já ouvimos esta expressão de praticamente todos as modalidades que não são o futebol no Brasil nos últimos anos. O vôlei cresce desde a Geração de Prata. O basquete, desde que me conheço por gente. E neste período vimos inúmeros esportes chegarem ao seu auge no Brasil, como o tênis com o Guga, o boxe com Maguila e Popó e até o hipismo com Rodrigo Pessoa.

A verdade é que nenhum destes esportes (que não fosse o futebol) de fato juntou a massa brasileira para serem acompanhados, a não ser no caso de Jogos Olímpicos. Mas isto está com os dias contados. Vitor Belfort, o atleta mais novo a ser o campeão do UFC, já deu uma polêmica declaração dizendo que o MMA ultrapassaria o futebol em popularidade no Brasil em pouco tempo.

Claro que a declaração foi exagerada, mas precisa ser analisada. Vitor Belfort foi escolhido por Dana White (o poderoso chefão do UFC) como embaixador do esporte no Brasil. Logo, faz parte de sua nova função promover o esporte. O UFC foi criado em 1993, mas só deslanchou novamente no início dos anos 2000 com a compra do evento pela Zuffa, presidida por Dana White.

Atualmente, o UFC vale ao menos U$ 2 bi e o mercado brasileiro é considerado estratégico para o esporte. Tanto que grandes campeões vem daqui e a marca em si foi criada pelos Gracie. O evento é transmitido em 145 países e tornou-se a galinha dos ovos de ouro dos anunciantes.

Para o UFC Rio, que acontecerá neste final de semana, entre inúmeras marcas que concorreram, seis terão suas marcas estampadas no octógono, exposição pela qual tiveram que desembolsar de 300k a 2,5 mi de reais. Os salgados 15 mil ingressos, que custavam de 275 a 1.600 reais, se esgotaram em cerca de 6 horas. A Rede TV, que irá transmitir o evento, comercializou cotas no valor de 5,180 mi de reais.

Tudo isto por uma noite. Um evento. Uma edição. Não sei se um dia o UFC se tornará mais popular que o futebol no Brasil. Mas em termos de organização e marketing, o esporte da massa já foi ultrapassado. Com Ricardo Teixeira no comando então, a goleada é quase certa.


O Fator Eto'o: Será o começo de uma era?

Nem Messi, nem Cristiano Ronaldo. O jogador mais bem pago do mundo é o camaronês Samuel Eto’o, que acertou sua transferência da gigante Internazionale para o modesto Anzhi da Rússia.

Os 47 milhões de reais que o jogador vai ganhar anualmente, para defender o time de Roberto Carlos, fazem com que o atacante releve jogar em um clube de grande porte do futebol europeu e, mais do que isso, ignore todos os conflitos existentes na região, assim como as manifestações constantes de racismo.

O certo é que fica cada vez mais difícil concorrer com novos ricos que estão tomando conta do futebol, e agora nem o fato de estar em uma das melhores equipes do mundo disputando além do italiano a UEFA Champions League são capazes de segurar um jogador. Se antes pelo menos os times grandes eram os donos do dinheiro, o camaronês inaugurou uma nova tendência, já que o atacante é extremamente consagrado e não apenas um jovem desconhecido do grande público, como os inúmeros brasileiros que somem pelos lados do leste europeu.

Será que em um futuro, breve ou não, veremos times tais como o da Rússia se tornarem grandes potências? Só o tempo irá dizer.

Gol de bicicleta

A foto que passaremos a utlizar em nosso logo foi tirada pelo amigo fotógrafo Rafael Luvizetto - na cidade de Paraty. A fotografia foi muito bem batizada pelo próprio Rafael de 'Gol de Bicicleta'.


terça-feira, 23 de agosto de 2011

Bola parada


Quem acompanha o noticiário esportivo sabe: o Campeonato Espanhol está em greve. A primeira rodada já foi adiada e agora é a segunda que periga não acontecer.

Os jogadores se recusam a entrar em campo antes de um acordo com a Liga de Futebol Profissional da Espanha (LFP) que lhes garanta mais segurança.

Trocando em miúdos:

A Associação de Futebolistas Profissionais (AFE) quer que seja criado um fundo de garantia para que os clubes devedores possam pagar salários atrasados.

Estima-se que, nas duas principais divisões do futebol espanhol, cerca de 200 jogadores estão sem receber salários (dívida de aproximadamente 50 milhões de euros).

O acordo proposto pela AFE prevê também que jogadores com salários atrasados poderão rescindir unilateralmente o contrato e aceitar ofertas de outros times.

O acordo não é fácil. Uma nova reunião que acontece hoje pode resolver o impasse ou prolongar a greve.

De qualquer maneira, a situação espanhola serve de exemplo para jogadores de todo o mundo. Na Itália, também há ameaça de paralisação.

Refletindo com meus botões, pensei: aqui no Brasil, o que poderia caber aos jogadores reivindicar?

Um calendário mais coerente

Uma CBF mais democrática

Melhores condições em CTs e estádios

Fim dos jogos às 21h50

Mais segurança para treinadores

Etc. etc. etc.

Não creio, todavia, que algum jogador tenha peito para tocar em algum desses assuntos.

Mais provável seria uma reunião de atletas para pedir mais privacidade nas baladas.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Safra de qualidade

Aqui no Brasil a realidade é a seguinte: títulos geram investimentos e não incentivos geram conquistas. Com essa mentalidade primitiva, o esporte olímpico brasileiro está fadado à miséria, salvo talentos individuais surgindo do nada, verdadeiros milagres! Escrevo isso para refletirmos sobre as possíveis consequências que esse pentacampeonato mundial sub-20 ganho pelo Brasil contra os jovens portugas pode trazer ao futebol tupiniquim.

Ressaltemos, primeiramente, o treinador da seleção principal Mano Menezes. Os leitores do Paixão Clubística podem se perguntar o motivo para a exaltação do contestado Mano dos manos. Eis a resposta! Foi ele, independentemente da CBF, que montou um projeto para "cuidar" das seleções de base do Brasil, nomeando Ney Franco como coordenador. O próximo passo a ser dado pela dupla Ney e Mano é aproveitar o máximo possível dessa safra campeã na seleção principal. E isso depende muito de cada jogador se firmar em suas equipes, porque se garantir em uma seleção de base é indiscutivelmente mais fácil que ser titular absoluto de um grande time brasileiro.


Antes da decisão de sábado entre antigas metrópole e colônia, a final de 1991 envolvendo lusos e brasileiros foi relembrada a torto e a direito. Lá, Portugal levou a melhor. Mas o importante é sabermos que só o lateral Roberto Carlos se firmou daquela Seleção. Isso demonstra que grupos que se aproximam das conquistas na base não necessariamente revelam jogadores de destaque.

Há dez anos, o Brasil fora eliminado precocemente por Gana nas quartas-de-finais. Daquela seleção cinco jogadores se destacaram no futuro: Maicon, Luizão, Júlio Baptista, Kaká e Adriano. Já no último título brasileiro, em 2003 contra os espanhois, o goleiro Jefferson, Daniel Alves, Nilmar e o então reserva e autor do gol daquele título, Fernandinho, foram lembrados por Mano Menezes.


E deste Mundial que acabamos de levar o caneco, quem se destaca? Neymar e Lucas nem precisaram do torneio para mostrarem seus enormes valores. Mas Danilo, Bruno Uvini, Casemiro, Oscar e Henrique (aritlheiro e bola de ouro) ganharam muitos créditos, para quem sabe, estarem a princípio, em Londres 2012.

Decepção

Não consigo encontrar outra palavra para as atuações de Philippe Coutinho a não ser essa do título. O jogador de maior destaque do grupo sub-20 seu futebol não apareceu na Colombia, sede do Mundial. O mais badalado da Seleção não resolveu, atuando na maioria do jogos apenas com o nome, ou por um resquício de esperança que Ney Franco depositava no camisa 10, para que em um lance resolvesse a partida, fato que não ocorreu em nenhum dos sete jogos.

Damião é o melhor centroavante do Brasil

Em uma rodada em que o Sobrenatural de Almeida – personagem criado por Nelson Rodrigues – entrou em campo para segurar os líderes e equilibrar o campeonato, o nome do final de semana não poderia ser outro: Leandro Damião.
Aliás, há quanto tempo Damião merecia um texto todo seu. Então aproveita, meu querido, pois o momento é, realmente, todo seu. Se a bola pinta na tela e é gol do Inter, todo mundo já sabe – é gol do melhor centroavante revelado no Brasil nos últimos anos.
E falo sem medo de errar, afinal, a primeira vez que vi a placa anunciar a entrada de Damião em campo, era a final da Libertadores do ano passado. E o que aconteceu? Rede, é claro. É lá que o Damigol curte estar: dentro da rede.
De canela, de direita, esquerda, em velocidade, de cabeça, aliás, geralmente de cabeça e, desta vez, de bicicleta. Impressionante o dom que este camisa 9 tem de estufar o filó. Então apresento a vocês a narração de Pedro Ernesto Denardin, o excelente narrador da Rádio Gaúcha, conhecido pelos seus exageros depois dos gols. Confere aí.


sábado, 20 de agosto de 2011

Vantagem em casa?

Neste domingo, o São Paulo enfrenta o Palmeiras pela 18ª rodada do Brasileirão. Será a partida de 298 entre os dois times, sendo que o Tricolor tem uma vantagem de seis vitórias sobre o Palestra. Uma diferença pequena comparada ao número de jogos.

Outro ponto que poderá ajudar ao São Paulo é que o clássico será realizado no Morumbi, uma vez que o time é o mandante do jogo. O problema é que nesse campeonato o Tricolor não está fazendo o dever de casa. Com oito partidas tendo sua torcida em maior número, foram quatro vitórias, dois empates para os Atléticos Paranaense e Goiano, times que não estão nem na zona da Sul-Americana, e duas derrotas para os cariocas Vasco e Botafogo.

Um número a favor do Tricolor está no texto do Alê, de ontem. Desde 2002 o Verdão não vence o São Paulo no Morumbi. Foram 17 jogos após aquele 4x2, no qual o meia Alex marcou um golaço e eu estava (in)felizmente presente na arquibancada. Mas se números do clássico são a favor, a realidade não coopera. Além de ter apenas 58% de aproveitamento como mandante, o time do Morumbi vem jogando com muita instabilidade. Na última partida, contra o lanterna América-MG, os jogadores estavam em ritmo de treino. O quarteto ofensivo com Rivaldo, Cícero, Lucas e Dagoberto, pouco fez do que se esperam deles. Foram precisos 86 minutos mais a entrada de Marlos para o gol sair. Sem contar que levaram o empate após menos de dois minutos.

E após esse jogo difícil de assistir, o Tricolor volta ao Morumbi para disputar o Choque-Rei, nome dado ao clássico contra o Palmeiras, e ver se a identidade com o estádio e sua torcida volta ao normal.

#ForçaDoutor





sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Palmeiras pode entrar em férias daqui a nove dias

Felipão será demitido se não vencer nenhum dos três próximos jogos
Torcedores apaixonados, não se assustem. A realidade do Palmeiras é esta: o time pode entrar em férias daqui a nove dias. Tudo isso porque os próximos confrontos do Verdão são diante do São Paulo, do Vasco e do Corinthians. São Paulo e Corinthians são arquirrivais e também lutam pelo título do Brasileirão. Já a partida contra o Vasco, pela Sul-Americana, será mais uma daquelas que Felipão adora. Derrota fora de casa no jogo de ida por 2 a 0 e necessidade de vitória na partida de volta por três gols de diferença. Preparem-se para uma epopeia! Ou não, como diria Cléber Machado.

No domingo, começa a semana mais importante (e tensa) do ano para Scolari e seus atletas. O Palmeiras encara o São Paulo fora de casa pelo Brasileiro. Uma vitória no mínimo mantém o time na sexta colocação. Uma derrota pode ser o começo do fim. E o Palestra não vence o Tricolor no Morumbi desde 2002 (ou 17 jogos).

Na quinta-feira, apesar de não ser um rival e jogar "em casa" (o confronto é no Pacaembu), o Verde de Palestra Itália tem seu maior desafio. Reverter um placar desastroso. Foi derrotado pelo Vasco em São Januário por dois gols de diferença na ida. No entanto, o Gigante da Colina não tem interesse nenhum na Sul-Americana. Já está classificado para a Libertadores e deve ir à campo com um time misto. Mesmo assim, em se tratando de Palmeiras, acredito que a equipe será eliminada.

E no dia 28 o jogo mais importante do ano. Como mandante, o Palmeiras recebe o Corinthians em Presidente Prudente. Além do Alvinegro ter nove pontos a mais na tabela neste momento, uma derrota do Palmeiras coloca o Timão de vez como favorito à conquista do Nacional e antecipa as férias do Verdão.

Com três derrotas, não tem diretoria que garanta Felipão no cargo. E para piorar as coisas, se realmente Scolari for demitido, no dia 31 o Palmeiras pega outro concorrente direto a uma vaga na Libertadores: o Botafogo. San Gennaro!

Tudo Segue Igual na Espanha

O Real Trem Branco e a Super Locomotiva Azul-Grená Trombam. O Melhor ainda vence...

Jogaço no Camp Nou pra iniciar de vez a temporada européia 2011/2012. Mais uma vez aconteceu de tudo. Do jeito que bom boleiro gosta. Gols, jogadas individuais, expulsões, discussões, heróis e palhaços. E sem fazer crônica do jogo (melhores momentos disponíveis, valem a pena demais!) o que se conclui é que tudo permanece como vimos nos vários duelos do fim da temporada passada.






O Barça segue encantando, e assim seguirá. Belíssimas contratações de Alexis Sanchez, jovem chileno eleito melhor jogador do italiano, e Cesc Fabregas, ídolo e (ex) capitão do Arsenal, mas já frustrado pela falta de títulos, ansioso por essa volta à casa de onde sabe que não devia ter saído. Mais alternativas para o Señor Pep Guardiola, condutor da Super Locomotiva Azul Grená, uma verdadeira seleção mundial, com aplicação tática, técnica apurada, controle absoluto da posse da bola e um pequeno Hermanito que veste a 10 e é simplesmente fantástico: festival de gols, assistências, tabelas e lances de efeito. Para delírio da torcida, decidiu no finzinho. (Muita calma aos que comparam Neymar à Pulga ).

O Tal Trem Branco segue com o freio de mão puxado, guiado pelo Maquinista mais mascarado da história do futebol. Sim, ele cheira a títulos, já ganhou diversos, em tudo quanto é lugar. Mas como pode a essa altura do campeonato, o sujeito enfiar O DEDO NO OLHO do auxiliar do Barça no meio da confusão generalizada que houve no fim do jogo? Vergonha alheia! Mourinho é o retrato de um Real violento e tonto depois de tantas pancadas recentes nos embates contra os amigos da Catalunha. A saber: para José Mou, Pepe é um exemplo! Ah tá! O Português havia sido suspenso na última Champions por ofensas à Comissão, Kaká segue tentaaando se recuperar e está envolvido em especulações - vai ser limado, 65 mi de euros depois? - Cristiano Ronaldo segue ofuscado por Lionel... sem novidades.

Marcelo é a grande incógnita. Se antes havia clamor pela sua presença na Seleção, pelas pernadas e deliverys do Filhaço do Mano, André Corinthians (ops, Santos), agora a situação mudou. A entrada estapafúrdia (também conhecida como Tesoura Voadora) em cima de Cesc , que lhe custou um cartão vermelho e originou toda a confusão do fim do jogo foram dignas de Terrão do Ibirapuera. Dá ZERO pra ele. Ou, como diria Denílson, dá uma seguradinha... O problema é quem chamar para essa latera, papo para uma outra coluna.




(Havia escrito o texto antes da convocação. Mano desfez nossa dúvida. Chamou Marcelo, deixou o Filhão de castigo. Acredito que o lateral do Real é a melhor opção tecnicamente, mas não tenho dúvidas que a lista já estava pronta antes do jogo. Caso contrário, era mais geladeira nele. Vide o que Nosso Treinador fez com Hernanes, que segue preterido por Fernandinho...)

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Divagações

A divagação aqui proposta será sobre o primeiro turno que se encerra daqui a duas rodadas. Sim eu sei que isso no futebol é muito tempo e muita coisa pode mudar, mas não resisti e convido você a concordar ou discordar.

O Brasileirão deste ano começou com enorme expectativa, já que os times não mediram esforços para contratar e inclusive repatriar grandes jogadores. Entretanto o primeiro a se distanciar na liderança foi o São Paulo. Mesmo acabando de ser eliminado da Copa do Brasil e sem grandes reforços em meio a uma crise ganhou seus cinco primeiros jogos na competição e atualmente ocupa a terceira colocação e ostenta o índice de melhor visitante com seis vitórias em oitos jogos, aproveitamento de 75% dos pontos disputados fora de casa.




O clube do Morumbi perdeu a liderança para o rival Corinthians, que ocupa até então o primeiro posto na tabela. Logo colado ao time do Parque São Jorge está o Flamengo, único invicto da competição. Ambos devem brigar até o final pelo caneco.




No segundo batalhão, o Vasco, que mesmo campeão da Copa do Brasil e com vaga assegurada para a Libertadores faz bom papel e tem chances de título. Muito diferente do Santos, que não deve lutar para não cair, mas parece se contentar com o meio da tabela.




Botafogo e Palmeiras com seus times regulares, fazem papéis de coadjuvante e os torcedores de ambas as equipes parecem se contentar com a vaga para o torneio continental.



Entre as decepções do torneio, estão os times de MG e do RGS. Apontados como favoritos, Inter e Cruzeiro não conseguem encontrar o futebol vistoso de tempos atrás e sofrem para se impor no campeonato. Grêmio e Atlético-MG parecem consolidar o papel de segunda força do estado, e se o torcedor do tricolor gaúcho ainda quer acreditar em uma eventual arrancada, o do Galo reza para não cair de novo e não acompanhar o América-MG, lanterna da competição.



Os tricolores, carioca e baiano parecem não estarem felizes com seu time e esperam mais das equipes no restante do campeonato. O campeão do ano passado, pode ser apontado também como uma decepção até então, mas sem dúvida a falta de Conca é nítida. Com seus veteranos, o Bahia começou bem o certame, mas agora espera não fazer companhia para o Vitória no ano que vem, pelo menos não na série B.



Depois de um belo brasileiro em 2010, o Avaí não consegue repetir a campanha e parece fadado ao rebaixamento, como o Atlético-GO que escapou por pouco no último ano. Os alvinegros Figueirense e Ceará tem incomodado os grandes e devem permanecer por pelo menos um ano na Série A.



O Coritiba, assim como o Atlético-PR que parece estar encontrando seu futebol, devem ficar com uma vaga na Sulamericana.



O certo é que já se foi um turno e muitas coisas mudaram em relação ao começo do ano, o que será que irá acontecer até o final?


Teixeira está assando





Não queria escrever sobre o Ricardo Teixeira. Puta papo chato (confesso). Alguns fatos recentes, porém, me fazem voltar ao tema:



Na edição de sexta-feira (12/8) da Carta Capital, saiu uma longa entrevista com Dilma Rousseff. A Copa de 2014, é claro, foi um dos assuntos da conversa; e a presidenta, que de boba não tem nada, tratou o dono da bola com a frieza merecida.



“A Fifa é uma organização mafiosa e o nosso líder futebolístico fica muito bem dentro desse panorama”, ponderou a revista.



“Quem é o nosso chefe?”, ironizou Dilma.



“O Ricardo Teixeira”.



“Do governo ele não é”, ela respondeu.



Curto e grosso, como deve ser o tratamento dado ao Rick. Em seguida, a presidenta preferiu falar do andamento das obras, ignorando o cartola.



Já no sábado (13/8), duas coisas certamente deixaram Teixeira com a pulga atrás da orelha:



A primeira, menos significativa para o cartola e para a mídia, mas com maior apelo popular, foi o protesto contra o presidente da CBF na Avenida Paulista. O ato reuniu cerca de 350 pessoas. Pouca coisa. Mas algo extremamente válido, e que pode ganhar força.



A segunda foi a matéria que o Jornal Nacional colocou no ar. Trata-se de uma reportagem de três minutos sobre operações aparentemente irregulares no amistoso entre Brasil e Portugal, em 2008. No fim, uma nota da assessoria da CBF diz (não explicitamente) que Teixeira não tem nada a ver com isso. Mas a matéria em si, tratando-se da Globo, já é uma surpresa.



Pois bem, pensei eu: estamos vendo a batata do Ricardão assar? Ainda é cedo para dizer, mas outro protesto pode colocar mais lenha nessa fogueira.



Está prevista para a última rodada do primeiro turno do Brasileiro, recheada de clássicos, uma manifestação liderada pelas torcidas organizadas contra Teixeira. Pode ser o caldo que estava faltando para a brasa virar um incêndio. Torço por isso.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Carta aos “JOÕES BOBÕES”

Inspirado na ressurreição do futebol uruguaio fui buscar alguma explicação na literatura “celeste” para essas comemorações ridículas que são realizadas pelos jogadores JOÃO BOBOS. E encontrei-a. No livro, “Futebol ao Sol e à Sombra”, o escritor Eduardo Galeano resume com clareza a atual realidade do futebol mundial, excluindo, é claro, três casos especiais: o Barcelona (seleção espanhola), o Santos e a Alemanha.




Bonecão?



"Triste sinais dos tempos, o século XXI sacraliza a uniformidade em nome da eficiência e sacrifica a liberdade nos altares do sucesso. “A gente não ganha porque vale, a gente vale porque ganha”. Cada vez mais, como todo o resto, o futebol profissional parece regido pela UINBE (União de Inimigos da Beleza), poderosa organização que não existe mas manda. Fabrica-se, em série, um futebol mais frio que uma geladeira.".



Vocês não podem ser reféns de um padrão ou a ações de marketing realizadas por um meio de comunicação. Os atletas precisam entender que são maiores que isso. Vocês compõem o maior espetáculo da Terra. Levam alegria a quem a vida cotidianamente castiga, curam dores momentâneas, matam a fome, param guerras.






Quando a pelota balança o barbante, nos tornamos iguais. Então artilheiros, gritem, pulem, chorem, subam no alambrado, vão aos torcedores, sejam criativos, deixem a emoção tomar conta de vocês. E como Galeano escrevera:





"O gol, mesmo que seja um golzinho, é sempre goooooool na garganta dos locutores de rádio, um dó de peito capaz de deixar Caruso mudo para sempre, e a multidão delira e o estádio se esquece que é de cimento, se solta da terra e vai para o espaço.".

Recordar é viver: Corinthians campeão brasileiro em cima do Galo

Lembro como se fosse hoje da minha mãe chegando em casa cansada, suada e eufórica. Junto com o meu irmão, Chico, ela havia enfrentado horas de fila para comprar ingressos para a grande final do Brasileirão de 99: Corinthians e Atlético-MG, no Morumbi.

A expectativa era imensa. Para chegar à final, o Timão se classificou em primeiro, eliminou o Guarani em dois jogos, e repetiu a dose com o São Paulo – confronto marcado pelos pênaltis do Raí. Assim como o Corinthians, o Galo avançou à final derrotando o rival. No caso, o Cruzeiro.

Do lado paulista, um sexteto lembrado até hoje: Rincón, Vampeta, Marcelinho, Ricardinho, Edilson e Luisão. Pelos mineiros, a dupla de ataque Marques e Guilherme dava calafrios, e começaram a mostrar serviço cedo, com 15 segundos da primeira partida – das três decisivas.

Confira os dois primeiros jogos abaixo, o terceiro (que estive presente) foi 0 a 0, consagrando o Coringão tri campeão brasileiro. O melhor Corinthians que já vi contra o último grande time do Galo.





terça-feira, 16 de agosto de 2011

NFL - Temporada 2011 / 2012



A esperada temporada de 2011 para os fãs de futebol americano finalmente começou. Após diversas crises sobre como seria divido o dinheiro e discussões de regras, com até possibilidade de não haver temporada, jogadores, técnicos e a NFL entraram em acordo e os fãs do esporte mais rentável do mundo ficaram aliviados.


Dinheiro divido e logo em seguida veio a Free Agency, momento em que os times podem fazer acordos com jogadores de outras equipes que tenham o contrato expirado. Neste ano, o Philadelphia Eagles foi o time que mais investiu na free agency, trazendo Vince Young, bom quarterback (QB, em quase todos os times o jogador principal, pois ele que começa as jogadas) para a reserva de Michael Vick, dois cornerbacks (homens da defesa que marcam os jogadores que correm para receber a bola do QB), Nnamdi Asomugha e D. Rodgers-Cromartie, dois homens para linha defensiva (para os leigos, aqueles caras de 120 kg que ficam tentando derrubar outros caras de 120 kg para, então, derrubar o QB), Jason Babin e Cullen Jenkins, além de um Wide Receiver (jogador de ataque que recebe o passe do QB) Steve Smith e um Running Back (RB, jogador de ataque que corre com a bola) Ronnie Brown.


No momento, os 32 times da NFL estão jogando a Preseason, são quatro partidas com cara de amistoso. Os titulares jogam apenas o começo e depois os reservas entram em campo para mostrar serviço aos técnicos e conseguir uma vaguinha nos startes, como eles chamam os titulares. E no dia 8 de setembro, uma quinta-feira, os atuais campeões, Green Bay Packers, recebem o penúltimo campeão, New Orleans Saints, para dar o Kick Off, quando os jogos começam pra valer.


Como no futebol nacional e em qualquer esporte, dezenas de especialistas começam a temporada dizendo seus favoritos para chegar ao Super Bowl, final entre as duas divisões da NFL. Uma questão importante no esporte ianque é que as lesões são mais comuns devido ao maior contato e a falta de um jogador pode simplesmente acabar com a estratégia de defesa ou ataque de um time. Mas como ainda não cobram por palpite, aqui já vai o meu para a final: Eagles, pela Conferência Nacional, e New York Jets, do lado da Conferência Americana.


Não será fácil...

Líder de respeito(!). Não, caro leitor, o início deste texto não diz respeito ao Corinthians, até porque dizer isso seria uma hipocrisia de tamanho incalculável. Acreditem, a liderança mais merecida do futebol brasileiro hoje pertence à Portuguesa de Desportos. “Ora pois”, a Lusa tem jogado um futebol vistoso, que há muito tempo não se via pelos lados do Canindé.

O responsável pelas 11 vitórias em 16 jogos disputados pela Série B e a liderança com 36 pontos chama-se pelo nome de Jorginho. Sim, aquele mesmo que em pouco tempo conseguiu mostrar um grande potencial no Palmeiras e, mesmo assim, foi trocado por Muricy Ramalho. Jorginho conhece a linguagem dos atletas e, sobretudo, trata com respeito e igualdade cada peça do seu plantel. Não foi por acaso que o São Paulo tentou tirá-lo da Portuguesa antes de acertar com Adílson Batista. Resta saber se o comandante lusitanos resistirá a outras propostas que certamente receberá de clubes da Séria A.

Outro paulista que tem chamado a atenção na Série B é Ponte Preta, a gloriosa Macaca (Ininterruptamente o clube mais antigo da história do futebol brasileiro, sim.). E mais uma vez o segredo está no banco de reservas. O até então desconhecido Gilson Kleina em suas entrevistas tem se mostrado um profissional sensato. Assim como Jorginho, foi tentado por um tricolor, porém este do Rio de Janeiro. Dizendo não ao Fluminense o treinador fortificou o seu relacionamento com o time e o resultado temos visto dentro de campo. Hoje a Macaca é vice-líder.

Pelo o que tudo indica, teremos mais dois paulistas na Série A de 2012. Para isso acontecer, certamente Jorginho e Gilson Kleina devem permanecer onde estão. Não será fácil...

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Torcida do Santa Cruz dá mais uma prova de amor ao time

Embora pareça incompreensível para muitos de nós, há um pessoal que não se cativa pelo futebol, não fica envolvido por um jogo movimentado, por uma decisão eletrizante ou um gol no apagar das luzes. Mais estranho ainda é a turma que até curte um futzinho, mas só se importa mesmo se o time ganha títulos.

Pois é, caro leitor do Paixão Clubística, tem gente que não sabe o que realmente é o amor por um time.

Não é o caso da torcida fanática do Santa Cruz. O time pernambucano, neste final de semana, venceu o seu homônimo do Rio Grande de Norte (por 1 a 0), e colocou o maior número de torcedores dentro do estádio em todo o país – 35 mil – e segue mostrando, em plena série D, que a paixão clubística não tem divisão.

Abaixo, temos dois vídeos, o primeiro com a entrada do time em campo. Nele, o autor dá uma geral pelas arquibancadas, que mesmo não estando totalmente tomadas, estão cheias, coloridas e em festa (desculpem a qualidade do som). No segundo, que até vale mais a pena, o hit da torcida coral, no ritmo da música do Esporte Espetacular. Confere aí.



Olhar para um lado e tocar pro outro é marra demais?

O Paixão Clubística entra em tema polêmico! Jogador profissional precisa meter a mala? Eu sou completamente favorável. Achei sensacional o que o Rafinha, meia do Coritiba, fez após perder pênalti e aproveitar o rebote no jogo de domingo, contra o Atlético-MG, no Couto Pereira. Ele dá uma olhadinha pro lado e balança a rede. Foi marra ou ele olhou pro árbitro? Precisava meter essa mala? Veja e opine! 

domingo, 14 de agosto de 2011

Corinthians encarna o Robbin Hood

O começo de campeonato do líder Corinthians foi de deixar até o mais pessimista em estado de graça. Não somente pelos números - que estampavam nove vitórias e somente um empate na primeira dezena de jogos. Mas, principalmente, pelo futebol bem jogado e as vitórias em cima dos principais adversários, a se destacar a goleada de 5 a 0 sobre o São Paulo.

"Agora vai", pensava o fiel torcedor alvinegro ao olhar para a tabela. Corinthians líder e um final de turno contra equipes que figuram o lado de baixo da classificação. Avaí, América-MG, Atlético-PR, Santos e Ceará pareciam um prato cheio. Foi aí que baixou o Robin Hood no elenco corintiano.

Três empates e apenas uma vitória depois, o Corinthians percebe que perdeu uma excelente oportunidade de acumular gordura. Roubou dos ricos e distribuiu para os pobres. Contra os quatro times imediatamente abaixo foram 10 pontos, empatando somente com o Flamengo, vice-líder - que também deixou escapar a vitória que parecia nas mãos.

sábado, 13 de agosto de 2011

Gladiador é daqueles que seriam engolidos na arena

Gladiador?
Li no Twitter do excelente Erich Beting que Kleber é um gladiador "daqueles que, na Roma Antiga, deveria ser engolido pelo leão na arena". Em conversa com Thiago Comparini, jornalista do SBT, ele me disse que uma jaguatirica já dava conta. É... Pelo visto a paciência do torcedor alviverde com o camisa 30 acabou. E a fama de jogador que não decide também já chegou à imprensa.

Depois da novela em que o atacante forçou a barra para a diretoria aumentar o seu salário, já que tinha uma proposta melhor do Flamengo, parece que a magia em torno de Kleber também terminou. Ele teve um respiro na partida diante do mesmo Flamengo quando, em bola ao chão, dispensou o fair play, pegou a bola e mandou pro gol. Estava ali uma chance de reconquista da torcida. Mas durou pouco. Afinal, futebol é resultado. Ainda mais para o palmeirense, que está há anos carente de títulos e, principalmente, de ídolos.

"A bola nunca chegou fácil, fiz gols de pênaltis, gols em que fiz a jogada toda, já dei passe. Às vezes tem que jogar em função de um meia. Só vamos conseguir quando a bola chegar bem e tiver chances. Pelo que todo mundo está vendo, a bola não está chegando", desabafou Kleber após a derrota de quinta-feira, contra o Vasco, pela Copa Sul-Americana.

Declarações (ou seriam reclamações?) como essa não ajudam em nada. Alguém precisa avisar ao Gladiador que, para ganhar um aumento, em qualquer empresa séria, é necessário mostrar serviço. São seis jogos sem marcar gol. Um jejum absurdo para quem, até outro dia, se achava o último homem do Coliseu capaz de salvar uma nação inteira. Ele merece um aumento? E aí, Kleber, vamos jogar bola? Quem fala muito faz pouco. Feche a boca e comece a balançar a rede. Acabou a trégua.
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