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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

E o Ganso?



Por Rafael Hornblas

A pergunta que os torcedores do São Paulo sempre se fazem a cada jogo é : E o Ganso vai? Pra mim uma hora vai, mas para isso acontecer o time paulista e o próprio jogador ainda precisam acertar muitas coisas dentro das quatro linhas.

Que Paulo Henrique Ganso é craque todos sabem, mas o meia ainda mostrou pouco do que sabe no tricolor. Talvez por falta de entrosamento, talvez por não ter a mesma liberdade que tinha no Santos , talvez pelo estilo tático do time, enfim, existem diversas justificativas para o meia não render o que rendeu no time da baixada, mas isso é questão de tempo para se acertar.

Ney Franco vem tentando achar um substituto para Lucas sem sucesso. Ano passado o time da capital jogava em função do jovem craque, o que fez com que ele mostrasse seu excelente futebol, rendendo um título internacional e uma fortuna para os cofres tricolores. 

É claro que Lucas e Ganso tem estilos completamente diferentes, mas e se o time do Morumbi tentasse jogar em função de Ganso? Será que o desempenho da grande esperança tricolor em 2013 não seria melhor? Ney Franco fez algo parecido com isso no jogo contra o São Caetano, todas as bolas no meio de campo passaram por Paulo Henrique, ele foi a saída e a armação do time paulista, ele não fez gols maravilhosos nem assistências de “Zidane” como na época de Santos, mas o meia muitas horas como dizem os boleiros “clareou o jogo, deu passes rápidos, invertidas, fez o famoso um dois, ora com os laterais, ora com os volantes, ora com os atacantes, e além disso ajudou na marcação, correu atrás dos adversários, até carrinho na marcação ele deu. 

Os torcedores querem ver jogadas de mestre, gols de placa, momentos para ficar gravados memória, mas para isso acontecer precisam dar tempo a Paulo Henrique.

O jogo foi uma prévia do que Ganso pode fazer pelo São Paulo e na minha opinião o jogador ainda dará muito alegria para o time do Morumbi.

Para os torcedores que tem a memória boa Dario Pereira chegou como promessa de ser um grande camisa 10, porém não se acertou no time, com o tempo virou volante e posteriormente um dos melhores zagueiros de sua geração, sendo titular do Uruguai em uma Copa do Mundo. Raí também chegou do Botafogo de Ribeirão Preto como promessa, demorou a render, mais de um ano, e depois fez o que fez pelo São Paulo. Um caso mais recente é o zagueiro Lugano, quando chegou era motivo de piada entre ostorcedores e comentaristas, logo depois foi campeão do mundo sendo uma das peças mais importante daquele time, portanto, os torcedores são paulinos devem esperar, pois a hora que Paulo Henrique Ganso se entrosar e achar seu lugar no time do Morumbi com certeza ele vai fazer a diferença.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

A cereja que pode fazer toda diferença

Por Luiz Felipe Fogaça

Depois de alguns anos na seca, nem tantos assim, mas muito para os são-paulinos que se acostumaram a ver o time ganhar tudo na última década, o torcedor do Tricolor comemorou o título da Sul-americana como o de uma grande conquista. Não quero discutir o mérito e tamanho do torneio e sim o ano de 2013.

Sabe-se que o exigente torcedor do Morumbi quer mais - muito mais - nesse ano. As contratações somadas ao fim de ano empolgam e fazem nascer muita esperança. A certeza de conquistas e de um bom ano norteia o bate-papo com amigos que dividem o amor pelo time.

Lúcio pra lá, Aloisio, Wallyson, pra cá. Além de Ganso e Cañete, de quem os tricolores esperam muito, qualificam o elenco, mas ainda falta, e o torcedor sabe disso e espera o diferencial. Afinal, quantos jogos não ganhamos pelo  fator desequilibrante Lucas.

As atuações ruins sem Lucas deixam uma certa preocupação e uma pulga atrás da orelha. Será possível ser vitorioso sem a principal peça do último ano? Logo em 2013?

Até um fanático corintiano, com quem andei conversando sabe que o São Paulo tem um bom time, um bom elenco e no papel talvez, veja bem, talvez, seja pior apenas do que Fluminense e Corinthians. Ainda assim dentro de campo, faz frente a qualquer equipe. Mas a ausência de um substituto à altura para o meia, pode pesar.

Ney Franco se mostra confiante com o material que tem em mãos, mas faz coro para chegada de um novo jogador para substituir Lucas.

A diretoria, que disse faltar a cereja do bolo, investe em Vargas e é justamente a chegada do chileno que pode ser um divisor no ano do São Paulo. Caso Vargas não venha, o técnico terá que jogar com Jadson, que já se mostrou desconfortável em entrevista, ou Douglas, na posição de Lucas.

Mudar de esquema seria um tanto pior e requer um tempo de adaptação que não existe em nosso puxado calendário, o que pode acarretar em uma desgraça contra o Bolivar.

Ainda assim, a esperança veste vermelho preto e branco e a confiança está estampada no semblante dos tricolores.

Além do mais, o jogo é jogado e o lambari é pescado.


quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Tudo certo na cozinha, mas e lá na frente?


Confirmando a crescente do futebol brasileiro, o retorno de medalhões e times cada vez mais fortes. O São Paulo anunciou o zagueiro Lúcio, por duas temporadas.


O defensor que foi um dos homens fortes e destaque na Seleção pentacampeã do mundo, chega para ser titular do time tricolor e dar experiência ao atual elenco em sua volta à Libertadores.

Enquanto Ney Franco, quebra a cabeça, para saber se escala o veterano no lugar de Tolói, que vem jogando melhor, mas ocupa o mesmo lado da defesa do reforço, ou de Rhodolfo, que terminou bem a temporada, já esta há mais tempo no time e joga do outro lado.

O torcedor comemora o excelente reforço, mas como de praxe no Brasil, quer saber é do ataque, quer saber é quem chega para o lugar de Lucas. Especulações a parte, hoje essa vaga seria de Douglas, que foi bem quando substituiu Lucas, sem a responsabilidade de marcar, ou de Jadson, que se deslocaria e deixaria a armação por conta de PH Ganso, principal reforço Tricolor.

Passa na cabeça dos tricolores, uma volta para o 3-5-2, com Lúcio, Tolói e Rodolpho, Douglas e Cortez de alas, Wellington e Denilson de volantes, Jadson ou Ganso, Fabuloso e Osvaldo. Esquema esse, usado na maioria dos últimos títulos do São Paulo, que deixa saudade em alguns torcedores e foi abandonado por Lucas, que não se encaixava.

Ainda assim, Luis Fabiano deixou em dúvida muitos torcedores com sua infantil expulsão diante do Tigre e também não poderá jogar todos os jogos. Aloísio e Negueba são ingócnitas, falta um reforço de peso que chegue para o vestir a 7, que está orfã.

Reforços e esquemas para lá, o que parece é que teremos um 2013 de muita disputa, de times cada vez melhores e um abismo ainda maior, para os que não conseguem se estruturar como manda o figurino.

Além do São Paulo, Fluminense, Atlético-MG e Grêmio, parecem sair na frente para tentar acabar com a hegemonia do Timão, que fez bonito em 2012 e ganhou o que quis e planejou.

Que o Corinthians sirva de exemplo, como certamente o São Paulo foi para o mesmo Corinthians, quando construiu sua hegemonia recente.

Que venha 2013!!!

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Obrigado, Lucas! E volte logo

Por Gabriel Duque

Lucas é o nome da conquista do título da Copa Sul-Americana, no Morumbi lotado, nesta quarta. Talento puro da nova geração do futebol brasileiro, o meia-atacante, de 20 anos, se despede mostrando as verdadeiras qualidades de um ídolo. Emocionou-se com as últimas partidas e a chance de ser campeão, não tirou o pé de nenhuma dividida mesmo vendido para o PSG, brigou por cada bola, deu raça, mostrou vontade de fazer a torcida explodir em felicidade e retribuiu o carinho de toda a nação tricolor.

Se o título da Sul-Americana não era de tanta importância, considerado inclusive de segundo escalão pelos rivais paulistas, o troféu teve sabor especial para esse craque de coração tricolor. Teve gostinho de conquista inédita para o clube do Morumbi, o segundo time brasileiro a ganhar o torneio desde que houve a mudança de nome e de formato. Foi a primeira taça de muitos jogadores que integram hoje o time do São Paulo e mais uma na galeria de Rogério Ceni.

Falando no M1to, a atitude dele de entregar a braçadeira de capitão para o Lucas foi brilhante. O menino mais do que ninguém no elenco merecia levantar aquele caneco. Desde a passagem de Raí, que foi bicampeão mundial e depois se transferiu também para o PSG, que o São Paulo não tem um ídolo tão genuíno como o Lucas. Exceção feita claro ao maior goleiro artilheiro da história do futebol, que é um capítulo a parte no Tricolor.

Por mais que falem de Kaká e Luis Fabiano, os torcedores sempre tiveram alguma restrição em relação a eles. O primeiro saiu meio brigado, sendo hostilizado, e sem se consagrar totalmente. Já o segundo, apesar de sua tarimba de artilheiro, de cativar o público e de sua importância, não consegue estar em campo quando o São Paulo precisa dele, como nesta decisão.

Recopa

O título da Sul-Americana serviu de preparação para o Tricolor para a Libertadores de 2013, mas também credenciou o time para a disputa da Recopa do ano que vem contra o Corinthians, atual campeão da Liberta. E uma das primeiras partidas que me lembro de assistir foi o único encontro entre ambos em competições continentais.

Os clubes se enfrentaram em 1994 pelas semifinais da Copa Conmebol e a decisão do classificado saiu nos pênaltis, com vitória do expressinho do Morumbi que tinha nomes como Caio, Denilson, Ceni e Juninho Paulista.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

“Coadjuvante”, Fabuloso não tem jeito

Por Gabriel Duque

Se o São Paulo for campeão da Copa Sul-Americana, não será por causa de Luis Fabiano. Artilheiro do time, referência no ataque, exemplo para os jovens, o cara experiente. Essas designações não servem para o camisa 9 na noite de ontem. Com uma atitude infantil, perdeu a cabeça, tentou agredir o adversário e acabou expulso.

O pior é que o início da confusão nem envolvia o goleador. Lucas estava sendo intimidado pelo jogador do Tigre e o Fabuloso veio ajudar o companheiro e acalmar o rival. Mas bastaram dois tapas no braço para o atacante se irritar e chutar o argentino. Pronto, cartão vermelho para ambos e chuveiro.

Fabiano percebeu a bobagem que fez. Deu para ver no seu semblante ao sair de campo, como se já soubesse que o mundo ia cair em suas costas e que as críticas pelo temperamento explosivo voltariam à tona. A imagem da voadora de 2003 contra o River Plate também veio na cabeça do torcedor tricolor. Após a era dos cartões amarelo por reclamação, o atacante resolveu mostrar novamente seu destempero.

Como um atleta de 32 anos, com bagagem europeia e experiência de uma Copa do Mundo, pode cair numa armadilha tão boba do adversário. Parece que o problema dele é mesmo com argentinos, porque em clássicos paulistas ele é quem enerva o adversário, levando pancada e ficando no chão sem arrumar encrenca.

Na Bombonera, o time sentiu a falta de seu matador e não conseguiu criar boas chances no jogo. Agora, no Morumbi, com 65 mil torcedores, na próxima quarta, o Fabuloso, um dos principais nomes da equipe no ano e no Brasileirão, está fora. E o que fará o atacante, arrependido, falando em largar o futebol, em noite das mais tristes? Vai comemorar o título, mas será coadjuvante. Iniciou o torneio contra o Bahia e se machucou. Voltou na segunda partida contra a Universidad de Chile e fez um gol. Perdeu chances contra a Católica e foi expulso.

Willian José e Cícero, que estão perto de deixar o clube, podem ser titulares e se consagrarem com o gol do título. Sempre criticado pela torcida e favorito para a vaga, Willian José, que já foi decisivo contra La U, tem a oportunidade de ser o herói da final.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Para lavar a alma



Por Luiz Felipe Fogaça

O título deste texto não poderia ser outro. Bem que ele poderia retratar perfeitamente o jogo, devido à grande goleada - uma verdadeira surra - que o São Paulo aplicou sobre a La U. Mas não é disso que se trata. Neste caso, eu falo de minha volta aos estádios.

Por alguns motivos fiquei privado de ir ao estádio por quatro longos meses. Muitos podem pensar que isso não é muito, mas acreditem, é sim. O simples fato de você não poder ir aonde gosta, já é muito. Quisera eu fosse por apenas opção, mas não era.

Enfim, sem me alongar nesse assunto, gostaria de descrever o sentimento de um torcedor apaixonado, que voltou ao campo e pôde presenciar mais uma vez o seu time do coração jogando.

Me senti como uma criança que vai pela primeira vez ao jogo com seu pai - essa é a perfeita descrição. Quem é que não se lembra do seu primeiro jogo?

Só de ver de longe, de ver a rua tomada por pessoas que dividem uma mesma paixão, só de olhar para o lado e ver meus amigos, me arrepiei do cabelo ao dedinho do pé.

Acreditem que até da longa fila eu estava com saudades. Parecia que não ia chegar nunca, mas chegou. Ao entrar, o sinal da cruz, o pé direito, a superstição de sempre e o olhar deslumbrado por todos os cantos com a cara de quem ainda não conseguia acreditar.

Mesmas coisas, sob um novo olhar. A sensação de êxtase, a adrenalina, que não demorou a baixar.  
Jadson tratou de me fazer sentir um dos momentos mais prazerosos da vida, logo aos cinco minutos. Me fez sentir em casa, me sentir de volta, com a certeza de que algo muito bom estava por vir.

Com os dois a zero do primeiro jogo e o placar logo inaugurado, o Tricolor tomou conta do jogo. Eram jogados 21 minutos quando a torcida explodiu pela segunda vez. Golaço de Lucas, após grande jogada individual.

Se ainda tinha algum chileno que acreditava numa reação histórica, aos 29, Luis Fabiano, tocando por cima de Herrera, tratou de acabar de vez com qualquer esperança.

Melhor impossível, já estava de bom tamanho. Mais ainda faltava meio tempo.

No segundo tempo a superioridade do time paulista continuo prevalecendo. Dois golaços de Rafael Tolói e Jadson, de novo.

Com muita festa da torcida, casa cheia, SHOW de BOLA no campo, goleada, nem nos meus melhores sonhos. Não é a toa que muitos homens sempre se perguntam se tem futebol no céu. Tomara que sim!

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Um monstro chamado Lucas


Parece ontem, que eu vi a estreia de um menino, até então Marcelinho no time principal do São Paulo. Destaque e campeão na base em 2010, hoje mais conhecido como Lucas.


O jogador, em pouco mais de dois anos, mudou de coadjuvante e opção para, titular absoluto, um dos principais jogadores do elenco, ao lado de Rogério Ceni e Luis Fabiano, presença certa na Seleção Brasileira e, ao lado de Neymar, é tido como um dos melhores jogadores do país.

Jovem, logo mostrou serviço no time principal e em seu primeiro clássico, contra o Palmeiras, deixou seu cartão de visita. Fez o primeiro, construiu a jogada do segundo, foi o melhor em campo e, definitivamente, conquistou os torcedores. Confira no vídeo abaixo.


Tamanho foi o sucesso de Lucas, que fez o então presidente do Corinthians, Andrés Sanchez vir a público, se manifestar, falando que o São Paulo “roubou” o jogador do terrão do Parque São Jorge.

De lá pra cá, com estilo não tão ousado quanto o de Neymar, mas com muita velocidade, habilidade, arranque e eficiência, se tornou peça fundamental no esquema, mudou o modo do time jogar e foi comparado por Sir Alex Fergunson com ninguém mais ninguém menos que Cristiano Ronaldo.

Neste fim de semana, teve atuação destacada contra o Sport, fez 3 gols, pediu música, foi o melhor em campo e mostrou todas as qualidades que vêm encantando torcedores pelo Brasil afora, e que faz todos terem esperança de um futuro melhor com o time canarinho. Confira no vídeo abaixo.



O camisa 7 do Morumbi tem transferência acertada com o PSG e já deixa saudades e preocupações nos torcedores do Tricolor.

Lucas tem potencial para ganhar o mundo, entretanto, deve saber ter calma, esperar sua oportunidade, estar preparado para a mudança cultural que vai sofrer e as saudades da terra natal. Enfim, todo tipo de fator que faz os jogadores não renderem e voltarem logo para a pátria amada ou rodarem no exterior por times secundários, para não dizer desaparecerem.

A grande diferença dele para Robinho e outros tantos que se não decepcionaram, renderam aquém do esperado é que, como Neymar, ele também parece estar bem amparado. Futebol ele tem, resta aguardar pelo futuro, que eu espero seja de glória para o futebol brasileiro.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Se toda Quarta fosse assim...

Admito. Enquanto muitos esperavam ansiosos o encontro dos ícones do plástico futebol brasileiro, Ronaldinho Gaúcho e Neymar, estava meio reticente ao confronto, porque vi diversos jogos com tamanha publicidade não corresponderem a tal.



Por isso, quando cheguei em casa, liguei a televisão para ver Coritiba e São Paulo. O confronto começa já com uma bola na trave do Coxa. Pressão caseira no Couto Pereira. Aí surge uma bolinha na tela, gol na Vila, Borges. Logo em seguida outra bolinha, segundo gol do camisa nove santista, CyBORGES, programado para marcar.



Percebi que estava vendo o jogo errado, por isso, liguei o computador no Santos e Flamengo. Dois jogos ao mesmo tempo. No televisor, Carlinhos Paraíba tratou de calar todas as vaias que os torcedores coxa-branca entoavam com um tirambaço de esquerda no ângulo de Edson Bastos. Lá na Baixada e no computador, o R10 fez um gol sem goleiro após falha de Edu Dracena e Rafael. Já Thiago Neves fez o segundo dos cariocas na sequencia.



Para não deixar por menos, Neymar, o pequeno Deus, fez um gol magnífico, o terceiro do Santos. Depois de abusar da habilidade no meio-campo, ele finalizou a jogada com um drible desconcertante no “pobre” Ronaldo Angelim, foi pra lá e pra cá, cadê o menino?! Bola na rede!





Se não bastasse a chuva de gols na Vila em 30 minutos, o São Paulo também fazia três gols em meia hora de partida, sendo o terceiro um gol muito bem trabalhado por Dagoberto e Wellington, esse a cada jogo se firma como titular absoluto do tricolor.



Em Curitiba, o duelo estava praticamente decidido, três a nada para os visitantes. Praticamente porque haveria surpresas no decorrer da noite. Mas vamos contá-las por ordem de importância. Vila Belmiro... e pênalti sobre Neymar. É a partir desse momento que o Peixe “morre afogado”.



Elano pede a bola e vai para a marca da cal, concentrado. Todas as críticas sobre o pênalti na Copa América deviam passar por sua cabeça e ele foi corajoso. Com uma cavadinha à Loco Abreu, Elano desperdício o penal e a chance de dar a volta por cima. As más línguas dizem que Elano bateu o pênalti cavado para pelo menos acertar o gol, coisa que não fez em gramados hermanos.



Assim que o goleiro Felipe defendeu a cobrança pensei, o castigo vem a galope e veio. O Mengo empata antes do fim do primeiro tempo.





Que aula do verdadeiro futebol brasileiro, mas ainda com só um protagonista, o jovem Neymar. Ainda, porque o segundo ato desse espetáculo começou com o onze santista fazendo o quarto gol do Peixe na noite. E lá do sul do país outra joia brasileira resolveu dar as caras nesse noite genial. Lucas antecipou a saída de bola do Coxa e com um toque sutil, encobriu o arqueiro adversário. (Coitado do Mano que não viu nada parecido na Argentina.)



Com os jovens talentos dando as caras, Ronaldinho Gaúcho resolveu entrar e roubar a cena. Primeiramente, empatou a partida que não deveria ter fim, com uma cobrança de falta que mais parecia uma tacada de sinuca. Bola encaçapada nas redes santistas. Genial! (Lembrou-me o gol de Rogério Ceni no clássico contra o Palmeiras de Marcos). Depois fez o gol da vitória do Flamengo, o quinto sendo o terceiro dele. Noite épica na Vila!


Mas outro jogo rolava no meu televisor ao mesmo tempo que todos esses fatos já citados aconteciam em Santos. Quando menos se esperava, o Coritiba com um jogador a menos e com uma atuação sensacional do meio Rafinha, ex-São Paulo, no segundo tempo, o Coxa fez 3 gols. Faria o quarto, quinto... se a partida não tivesse que ser encerrada aos 48 minutos do segundo tempo.



Infelizmente a décima segunda rodada do Brasileirão teve fim, com isso termino meu texto com um comentário de um santista que reflete com exatidão o ideal deste blog, a paixão não só clubística, mas pelo Esporte!

Feliz por ter assistido a uma daquelas partidas que só conhecia pelas histórias do meu avô. Que derrota gostosa.”.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

A Lucas dependência

Não é demérito para time algum render menos na ausência de um de seus principais jogadores. Mas, na minha modesta opinião, sem paixão clubística, o São Paulo fica um time totalmente sem sal quando o seu motorzinho, Lucas, está fora das quatro linhas. O Tricolor continua vencendo e produzindo chances de gol, mas perdeu o brilho e o encanto que o fez ser comparado ao Santos, considerado quase por unanimidade o melhor time brasileiro.

Lucas já atraía o olhar dos torcedores desde a temporada passada, entretanto, foi com a camisa da Seleção Brasileira, no Sul-Americano sub 20 que todos tiveram certeza do jogador diferenciado que ele é. Afinal, somente o Paulo Henrique Ganso foi capaz de ser parceiro de Neymar e tão protagonista quanto o craque santista. E Lucas fez isso. Me arrisco a dizer que o são-paulino se destacou até mais que Neymar na competição.

Sem sua joia, o São Paulo começou 2011 com o freio de mão puxado e conquistou 15 dos 24 pontos que disputou, o suficiente para ficar entre os primeiros do Paulistão. Ao voltar do Peru, Lucas deu mais do que resultados ao São Paulo (16 pontos de 18), trouxe também a alegria, o improviso, aproximou o meio-campo do ataque e animou o torcedor. Humilde e com os pés no chão, Lucas não se influenciou pelo estrelismo de Neymar, diferentemente do seu companheiro Casemiro, jogador talentoso, mas que peca por se achar um atleta pronto, lapidado.

Em pouco tempo, o Tricolor virou um time empolgante, atraente e candidato aos títulos que disputava. Acostumado com a rotina de jogar a Libertadores, os são-paulinos demoraram, mas entenderam que a Copa do Brasil vale bastante e é mais do que somente uma competição que dá vaga na Libertadores. O time do Morumbi esperava vencer a competição nacional, o Paulistão e, desta maneira, ganhar o rótulo de melhor time do país, assim como aconteceu com o Corinthians, em 2009, e com o Santos, em 2010. Sonho que foi por água abaixo com a derrota para o Santos - sem a presença de sua grande revelação.

Com a ausência do meia nas últimas cinco partidas, o São Paulo apresentou um futebol extremamente burocrático. Avançou na Copa do Brasil com duas atuações razoáveis contra o Goiás e deixou transparecer a "Lucas dependência". Apenas Dagoberto tem feito o torcedor sorrir, pois com a insistência nos três zagueiros, sistema utilizado desde 2004, e o baixo aproveitamento nas finalizações, o São Paulo deixou de agradar como antes.

Mas esta quinta-feira, diante do Avaí, na Ressacada, Lucas volta e, provavelmente, o bom futebol do São Paulo também. Ou ao menos é isso que esperam o técnico Paulo César Carpegiani e a torcida tricolor. Fernandinho e Rhodolfo também retornam à equipe titular. Os criticados Marlos e Xandão devem perder posição.

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