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sexta-feira, 5 de abril de 2013

Castigo, revolta, vergonha e vexame

Por Gabriel Duque

Só há dois sentimentos para o são-paulino após a derrota para The Strongest na altitude de La Paz: revolta e vergonha. O time tricolor conseguiu somar seu quarto revés nesta edição da Libertadores da América, todos fora de casa. Perdeu para Bolívar, Atlético-MG, Arsenal e para o rival de ontem. A classificação para as oitavas de final virou tarefa quase impossível para o clube tricampeão continental.

Com a equipe em situação delicada, vem o inconformismo. Boa parte do elenco não demonstra aquela garra essencial para vencer uma competição tão dura quanto a Libertadores. A revolta é ainda maior pelos vacilos nos momentos cruciais da partida. Denilson perde de forma incrível uma dividida, que origina o primeiro gol. Osvaldo tenta diversos chutes, mas peca na pontaria. Ganso desperdiça oportunidade de ouro com o gol praticamente aberto. Aloísio também têm várias chances e não converte.



Ah que falta fez o Luis Fabiano. Se estivesse em campo com o número de chances que tiveram os atacantes tricolores, o artilheiro deixaria sua marca com certeza. Mas ele também vacilou e foi expulso né. Pois é, um dos atletas mais experientes prejudicou o grupo. Por falar nisso, até o Mito Rogério Ceni voltou a falhar na finalização meia boca do segundo gol boliviano. Faltam explicações para tantos erros.

O pior é que o São Paulo teve boa atuação, criou as jogadas e poderia ter vencido o confronto. É o segundo castigo que o Tricolor recebe na semana, pois também havia sido superior ao Corinthians no clássico de domingo, mas foi derrotado. A vergonha e o vexame de cair na fase de grupos, podendo ter a pior campanha da história do clube na Libertadores, pairam na cabeça de atletas e torcedores.

Na última rodada, a obrigação é vencer o Atlético no Morumbi com os desfalques de Luis Fabiano e Jadson, suspensos. Se ganhar do time que apresenta o melhor futebol do país no momento já é problema, ter que torcer para o Arsenal de Sarandí derrotar o The Strongest na Argentina só deixa a situação mais apreensiva. Fato é que o futuro de Ney Franco estará relacionado a estes resultados. Apesar do treinador ter sua parcela de culpa na demora para encontrar o melhor esquema de jogo, o grupo vem errando demais e deixa o clube perto da eliminação vexatória.

quinta-feira, 14 de março de 2013

A derrota que dói




Por Luiz Felipe 

Muitos motivos podem ser apontados para derrota do São Paulo para o Arsenal, que vão da falta de sorte, passam pelo péssimo momento vivido por alguns jogadores e chegam ao técnico Ney Franco.

Motivos a parte, o São Paulo não mereceu em nenhum momento vencer esse jogo, mesmo a partida tendo sido franca e o time tendo chances de matar a partida depois de ter empatado.

Em nenhum momento o time tricolor soube se impor e quando chegou foi por conta dos lampejos individuais de seus jogadores que são melhores tecnicamente. A derrota talvez tenha sido injusta, sendo o empate o resultado mais justo, mas os deuses do futebol nem sempre pregam a justiça.

Faz tempo que o São Paulo não lembra o que é um time em campo, a equipe não tem senso de coletividade, não jogam uns pelos outros, não funcionam juntos. Engrenagens operando sozinhas não fazem a máquina funcionar.

Ney Franco já não tem mais o time na mão. Independente da tática que escolha, é sempre um sufoco defensivamente falando. A má fase dos volantes e principalmente dos laterais é uma coisa impressionante, Cortez não jogou nenhuma partida regular no ano, foi péssimo em todas.

Difícil explicar o que acontece com o time do Morumbi.  A menor das culpas é do treinador. Fato que o time bem ou mal vinha ganhando, até a crítica infeliz de João Paulo de Jesus Lopes após a vitória contra o The Strongest. Na ocasião o vice-presidente disse que deu vergonha ver o time jogando.

Para quem há anos vinha se gabando como exemplo de planejamento, de administração, a declaração foi um tremendo retrocesso e desde a lavagem pública de roupa suja, o time não joga bem.  Por mais que tente esconder a pressão sobre Ney Franco é nítida, maior ou igual do que a interferência em seu trabalho.

A falta de oposição a Juvenal Juvêncio dão seus primeiros frutos pelos lados do Morumbi que se contratou bem, não trouxe um jogador para substituir seu principal craque, motivo que faz Ney Franco não conseguir acertar o time de forma nenhuma.

Muito se mudou, muito se tentou para voltar aos caminhos das vitórias, a única coisa que continua igual e intacta é a alta cúpula, que esta sempre passando a culpa para alguém.

Após essa derrota, treinador, jogadores, diretoria, tem duas semanas para mudar muita coisa e fazer o time jogar bola para evitar uma catástrofe. 

sexta-feira, 8 de março de 2013

Bom futebol passa longe do Morumbi em 2013



por Luiz Felipe Fogaça

No fundo o são paulino sabia que cedo ou tarde ia chegar essa hora. As atuações do clube desde o começo do ano não são convincentes e o tropeço por assim dizer, era nítido. Jogos ganhos por um gol de diferença, muito sofrimento contra todo e qualquer adversário (salvo o Bolívar).

Mesmo que tivesse ganhado ontem - e teve oportunidade, uma vez que acertou três bolas na trave -, a atuação ainda deixaria a desejar e seria mais uma daquelas vitórias que enganam, ou enquanto ganha tá tudo certo.

Hoje, por mais que tente, Ney Franco não consegue dar um padrão de jogo para sua equipe, ou ao menos o time não rende o esperado no padrão desejado. O São Paulo de 2013 depende exclusivamente de Jadson e, principalmente, Osvaldo. 

Para o lugar de Lucas, já testou tudo que podia e ninguém se encaixa. Ganso que era a principal esperança para conduzir o time não corresponde e pouco tem agregado quando entra, ontem (quinta-feira) foram possíveis ouvir as primeiras críticas ao meia.

Welington que era o grande trunfo da equipe do Morumbi, responsável por acertar o meio-campo e dar equilíbrio à equipe passa por uma fase que eu chamo de "fase Casemiro", não se encontra em campo, tem deixado a desejar até na marcação, não solta a bola, e devido às limitações do plantel, segue absoluto.

Os laterais outrora festejados são alvo de críticas constantes e se antes marcavam mal, parecem ter desaprendido a atacar e são quase peças nulas no time.

A zaga que terminou bem o ano recebeu um grande reforço, o que pareceu que desestabilizou o time e nem Tolói, nem Rodolfo conseguem se acertar ao lado de Lúcio. Por baixo e por cima, qualquer ataque tem dado calafrio aos torcedores tricolores.

Ney Franco, assim como o torcedor, coça a cabeça e por mais que tente não consegue entender o que acontece, já que no papel tem sim um bom elenco.

Menos mal que o time ainda é líder do Paulista e tem totais condições de se classificar na Libertadores, o difícil é fazer o time voltar a apresentar um bom futebol. Aí que mora o desafio.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

E o Ganso?



Por Rafael Hornblas

A pergunta que os torcedores do São Paulo sempre se fazem a cada jogo é : E o Ganso vai? Pra mim uma hora vai, mas para isso acontecer o time paulista e o próprio jogador ainda precisam acertar muitas coisas dentro das quatro linhas.

Que Paulo Henrique Ganso é craque todos sabem, mas o meia ainda mostrou pouco do que sabe no tricolor. Talvez por falta de entrosamento, talvez por não ter a mesma liberdade que tinha no Santos , talvez pelo estilo tático do time, enfim, existem diversas justificativas para o meia não render o que rendeu no time da baixada, mas isso é questão de tempo para se acertar.

Ney Franco vem tentando achar um substituto para Lucas sem sucesso. Ano passado o time da capital jogava em função do jovem craque, o que fez com que ele mostrasse seu excelente futebol, rendendo um título internacional e uma fortuna para os cofres tricolores. 

É claro que Lucas e Ganso tem estilos completamente diferentes, mas e se o time do Morumbi tentasse jogar em função de Ganso? Será que o desempenho da grande esperança tricolor em 2013 não seria melhor? Ney Franco fez algo parecido com isso no jogo contra o São Caetano, todas as bolas no meio de campo passaram por Paulo Henrique, ele foi a saída e a armação do time paulista, ele não fez gols maravilhosos nem assistências de “Zidane” como na época de Santos, mas o meia muitas horas como dizem os boleiros “clareou o jogo, deu passes rápidos, invertidas, fez o famoso um dois, ora com os laterais, ora com os volantes, ora com os atacantes, e além disso ajudou na marcação, correu atrás dos adversários, até carrinho na marcação ele deu. 

Os torcedores querem ver jogadas de mestre, gols de placa, momentos para ficar gravados memória, mas para isso acontecer precisam dar tempo a Paulo Henrique.

O jogo foi uma prévia do que Ganso pode fazer pelo São Paulo e na minha opinião o jogador ainda dará muito alegria para o time do Morumbi.

Para os torcedores que tem a memória boa Dario Pereira chegou como promessa de ser um grande camisa 10, porém não se acertou no time, com o tempo virou volante e posteriormente um dos melhores zagueiros de sua geração, sendo titular do Uruguai em uma Copa do Mundo. Raí também chegou do Botafogo de Ribeirão Preto como promessa, demorou a render, mais de um ano, e depois fez o que fez pelo São Paulo. Um caso mais recente é o zagueiro Lugano, quando chegou era motivo de piada entre ostorcedores e comentaristas, logo depois foi campeão do mundo sendo uma das peças mais importante daquele time, portanto, os torcedores são paulinos devem esperar, pois a hora que Paulo Henrique Ganso se entrosar e achar seu lugar no time do Morumbi com certeza ele vai fazer a diferença.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Chegou a hora de ver quem é homem

                                                                               Foto: Ivan Storti



Por Felipe Pugliese


Dois resultados. Dois resultados que mostram que o São Paulo ainda não é um time pronto. Dois resultados que evidenciam a falta de “atitude” (citada pelo maior ídolo) e personalidade de uma equipe que planeja voltar ao caminho dos títulos.



Perder para o Bolívar por 4 a 3 (mesmo após abrir 3 a 0) foi um vexame, mas não deixou cicatrizes. Veio o clássico contra o Santos, o bandeira errou feio e o São Paulo foi derrotado de novo. O que mais inquieta é a falta de tesão dessa equipe.


Ney Franco já é um grande treinador. Mudou o São Paulo. Montou um time tecnicamente forte. Chegou a hora de mexer no emocional. Chegou a hora de ver quem é homem.  O treinador parece muito pacato... talvez esteja aí o problema.


A figura do São Paulo na derrota para o rival é Paulo Henrique Ganso. Como irrita vê-lo em campo. Parece que passeia pela orla de Santos. Na dá um pique o jogo todo. Passa os 90 minutos com a camisa seca. Desconfio que o camisa oito seja alérgico ao suor.


Retiro da minha crítica quatro atletas: Rogério Ceni, Cañete, Oswaldo e Jadson. O restante precisa afiar o facão e coloca-lo entre os dentes.  

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

A cereja que pode fazer toda diferença

Por Luiz Felipe Fogaça

Depois de alguns anos na seca, nem tantos assim, mas muito para os são-paulinos que se acostumaram a ver o time ganhar tudo na última década, o torcedor do Tricolor comemorou o título da Sul-americana como o de uma grande conquista. Não quero discutir o mérito e tamanho do torneio e sim o ano de 2013.

Sabe-se que o exigente torcedor do Morumbi quer mais - muito mais - nesse ano. As contratações somadas ao fim de ano empolgam e fazem nascer muita esperança. A certeza de conquistas e de um bom ano norteia o bate-papo com amigos que dividem o amor pelo time.

Lúcio pra lá, Aloisio, Wallyson, pra cá. Além de Ganso e Cañete, de quem os tricolores esperam muito, qualificam o elenco, mas ainda falta, e o torcedor sabe disso e espera o diferencial. Afinal, quantos jogos não ganhamos pelo  fator desequilibrante Lucas.

As atuações ruins sem Lucas deixam uma certa preocupação e uma pulga atrás da orelha. Será possível ser vitorioso sem a principal peça do último ano? Logo em 2013?

Até um fanático corintiano, com quem andei conversando sabe que o São Paulo tem um bom time, um bom elenco e no papel talvez, veja bem, talvez, seja pior apenas do que Fluminense e Corinthians. Ainda assim dentro de campo, faz frente a qualquer equipe. Mas a ausência de um substituto à altura para o meia, pode pesar.

Ney Franco se mostra confiante com o material que tem em mãos, mas faz coro para chegada de um novo jogador para substituir Lucas.

A diretoria, que disse faltar a cereja do bolo, investe em Vargas e é justamente a chegada do chileno que pode ser um divisor no ano do São Paulo. Caso Vargas não venha, o técnico terá que jogar com Jadson, que já se mostrou desconfortável em entrevista, ou Douglas, na posição de Lucas.

Mudar de esquema seria um tanto pior e requer um tempo de adaptação que não existe em nosso puxado calendário, o que pode acarretar em uma desgraça contra o Bolivar.

Ainda assim, a esperança veste vermelho preto e branco e a confiança está estampada no semblante dos tricolores.

Além do mais, o jogo é jogado e o lambari é pescado.


quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Tudo certo na cozinha, mas e lá na frente?


Confirmando a crescente do futebol brasileiro, o retorno de medalhões e times cada vez mais fortes. O São Paulo anunciou o zagueiro Lúcio, por duas temporadas.


O defensor que foi um dos homens fortes e destaque na Seleção pentacampeã do mundo, chega para ser titular do time tricolor e dar experiência ao atual elenco em sua volta à Libertadores.

Enquanto Ney Franco, quebra a cabeça, para saber se escala o veterano no lugar de Tolói, que vem jogando melhor, mas ocupa o mesmo lado da defesa do reforço, ou de Rhodolfo, que terminou bem a temporada, já esta há mais tempo no time e joga do outro lado.

O torcedor comemora o excelente reforço, mas como de praxe no Brasil, quer saber é do ataque, quer saber é quem chega para o lugar de Lucas. Especulações a parte, hoje essa vaga seria de Douglas, que foi bem quando substituiu Lucas, sem a responsabilidade de marcar, ou de Jadson, que se deslocaria e deixaria a armação por conta de PH Ganso, principal reforço Tricolor.

Passa na cabeça dos tricolores, uma volta para o 3-5-2, com Lúcio, Tolói e Rodolpho, Douglas e Cortez de alas, Wellington e Denilson de volantes, Jadson ou Ganso, Fabuloso e Osvaldo. Esquema esse, usado na maioria dos últimos títulos do São Paulo, que deixa saudade em alguns torcedores e foi abandonado por Lucas, que não se encaixava.

Ainda assim, Luis Fabiano deixou em dúvida muitos torcedores com sua infantil expulsão diante do Tigre e também não poderá jogar todos os jogos. Aloísio e Negueba são ingócnitas, falta um reforço de peso que chegue para o vestir a 7, que está orfã.

Reforços e esquemas para lá, o que parece é que teremos um 2013 de muita disputa, de times cada vez melhores e um abismo ainda maior, para os que não conseguem se estruturar como manda o figurino.

Além do São Paulo, Fluminense, Atlético-MG e Grêmio, parecem sair na frente para tentar acabar com a hegemonia do Timão, que fez bonito em 2012 e ganhou o que quis e planejou.

Que o Corinthians sirva de exemplo, como certamente o São Paulo foi para o mesmo Corinthians, quando construiu sua hegemonia recente.

Que venha 2013!!!

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Desrespeito, Visão de jogo ou Vontade Extrema?


Por Rafael Hornblas
Na última 4ª feira, o São Paulo enfrentou o time da LDU de Loja pelas oitavas-de-final da Copa Sul-Americana. O primeiro jogo disputado no Equador e acabou em 1 a 1, o que garantiu a classificação tricolor com um empate sem gols no Morumbi. O time são-paulino jogou sem Luis Fabiano machucado. A ausência do camisa 9, vem prejudicando a atuação do time paulista, que não está sabendo jogar sem uma referência no ataque.
No lugar do Fabuloso jogou Ademilson, que pouco pôde ajudar com tantos cruzamentos feitos pelo alto.  Osvaldo se movimentou muito, mas mesmo assim não estava em suas melhores noites e Lucas foi mal - parecia um pouco desatento no jogo.
 A LDU não deu sequer um chute no gol do São Paulo, mas por sua vez, teve uma marcação eficiente que anulou o ataque tricolor e irritou todo o time e torcedores ali presentes.
O episódio mais marcante da partida ficou entre o ídolo Rogério Ceni e Ney Franco. No fim do jogo, cerca de 30 minutos no 2º tempo, o capitão queria a entrada de um homem alto na frente e Ney colocou Willian José o que incomodou muito o goleiro artilheiro, que gesticulou dizendo que era para o treinador ter colocado Cícero e não Willian.
Na minha opinião, Cícero já deveria ter saído jogando no lugar de Ademilson. O coringa tricolor já atou diversas vezes nessa posição, jogou muito bem e sempre deixou sua marca. Naquele momento estava evidente que não era jogo para o camisa 19 (WJ). O garoto não está em boa fase e sempre sente a pressão da torcida dentro do Morumbi. Ney deveria ter ouvido Rogério Ceni e colocado Cícero no jogo.
Entretanto, o goleiro, maior ídolo, não deveria se manifestar de tal forma e talvez naquele momento, deveria aceitar a alteração do técnico e deixar fazê-lo seu trabalho.
Após o jogo, Ney Franco reclamou de seu capitão, mas a diretoria e o arqueiro botaram panos quentes sobre a situação.
Que Rogério interfere e dá seus palpites há muito tempo no São Paulo, não é novidade. Entretanto, o Mito, como é chamado por seus torcedores, deve respeitar o comandante, a quem ele muito tem elogiado.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Capítulos Finais Prometem! E não é a novela...

por Mateus Lessa

Caros amigos apaixonados pela bola que rola,

Volto a escrever no querido Paixão nessa nova fase para abordar a reta final do campeonato mais equilibrado do mundo e os horizontes para cada equipe nas sete rodadas que ainda faltam. Enquanto a novela vai acabar (finalmente, adios Tufão e Carminha!) e saberemos quem matou quem, quem é o pai, quem casou- como sempre- o Brasileirão também pega fogo. Mas os mistérios só serão desvendados no dia 2 de dezembro.

Auditor torcedor fez um papelão
Até lá, uns agonizam, outros já querem comemorar, uns bocejam, outros arrumam forças pra lutar. Teorias conspiratórias, interferências exageradas e as eternas rivalidades serão temperos extras. A arbitragem é péssima? Claro que sim, não há novidade nisso- e não haverá até a Dona CBF tomar uma atitude e profissionalizar a classe das mães mais sofridas do país.

E as entregadas finais? Ah, de novo isso? Chatão, vamos falar de bola, de tática, de pinturas (obrigado, Neymar!). Duvido que Tite 'FalaMuito' vai entregar a paçoca pro Bahia pra prejudicar o Verdão ou qualquer outra coisa do gênero. Clássicos nas rodadas finais acabaram com isso. Passou da hora do profissionalismo falar mais alto dentro das grandes instituições esportivas do país.

Na parte de cima, o Flu segue incontestável. Como foi desde o começo. Não joga bonito, não dá show, mas é a cara do Abel, o mais competente do Brasil. Cavalieri, Deco, Nem, Thiago Neves, Fred e um baita elenco. Campeão. A não ser que aconteça uma catástrofe.

Grêmio, Galo e São Paulo irão lutar, mas a diferença é grande demais para ser tirada em tão pouco tempo e contra um time que dificilmente deixa escapar pontos. Belas campanhas fizeram as esquadras de Mestre Cuca e do Pofexô. Palmas para R49 pela redenção, para a revelação Bernard e também para Elano e Zé Roberto.

O São Paulo vem numa crescente impressionante, tem agora um padrão de jogo e um time titular bem definidos. Com LF9 fazendo muitos gols e RC motivado, o Tricolor é sério candidato ao título da Sul-Americana .O Vasco deixou cair e não parece mais ter forças pra reagir e voltar à briga pelo G-4. A demora pra trocar Cristóvão Borges pode ter sido um dos fatores. Juninho, ainda assim, deve estar na Seleção do Campeonato.

Fernandão ficou louco com seu time
O Inter, mais uma vez, ficou "no papel". Está fazendo perder os cabelos o cabeludo Fernandão e a torcida sente vergonha. Ficou pelo caminho, assim como Botafogo, Cruzeiro e Santos, que em algumas rodadas já estarão com a cabeça em 2013. O ano que vem já é pauta para o Coxa, que trouxe Alex e deve chegar com tudo na Copa do Brasil pelo terceiro ano seguido, e para o Náutico, impossível em casa, mas peneirão fora.

Lusa, Ponte e Flamengo ainda sentem calafrios à noite e sabem que uma sequência ruim agora pode fazer as últimas rodadas serem dramáticas. Lamentável a posição do clube de maior torcida do Brasil, e dá pena ver que alguns acham que o (ex) Imperador vai resolver.

Enquanto o Atlético-GO já declarou sua morte nas palavras do próprio goleiro e capitão Márcio, Figueirense, Sport, Palmeiras e Bahia travarão uma batalha épica: apenas um conseguirá a salvação e o Tricolor baiano tem cinco pontos de frente, que me parecem ser suficientes para, no fim das contas, estar livre. O Palmeiras esboçou reação mas está destroçado. Pela série de Cagadas, merece cair. O Figueira tem tabela complicada, e o Sport não teve em nenhum momento a regularidade necessária para escapar.

O Corinthians usará o fim do Brasileiro como preparação para o mais importante evento do ano: o Mundial no Japão, com provável jogaço na Final, contra os titulares absolutos da seleção David Luiz, Ramires e Oscar. Corinthians é Brasil? Piada do Galvão, né? Corinthians é Corinthians. E boa sorte.

O "Kuduro Oi Oi Oi" acaba hoje mas a Reta Final mais dramática que novela ainda terá sete capítulos para conhecermos heróis e vilões! Não dá pra perder.

Nota Zero: Interferência do STJD. Sempre querendo aparecer na reta final. Patético.

Nota Dez: Mais uma pintura de Neymar. Cada vez mais disposto a ir buscar Messi e CR7 e lutar pelo posto de melhor do mundo.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Safra de qualidade

Aqui no Brasil a realidade é a seguinte: títulos geram investimentos e não incentivos geram conquistas. Com essa mentalidade primitiva, o esporte olímpico brasileiro está fadado à miséria, salvo talentos individuais surgindo do nada, verdadeiros milagres! Escrevo isso para refletirmos sobre as possíveis consequências que esse pentacampeonato mundial sub-20 ganho pelo Brasil contra os jovens portugas pode trazer ao futebol tupiniquim.

Ressaltemos, primeiramente, o treinador da seleção principal Mano Menezes. Os leitores do Paixão Clubística podem se perguntar o motivo para a exaltação do contestado Mano dos manos. Eis a resposta! Foi ele, independentemente da CBF, que montou um projeto para "cuidar" das seleções de base do Brasil, nomeando Ney Franco como coordenador. O próximo passo a ser dado pela dupla Ney e Mano é aproveitar o máximo possível dessa safra campeã na seleção principal. E isso depende muito de cada jogador se firmar em suas equipes, porque se garantir em uma seleção de base é indiscutivelmente mais fácil que ser titular absoluto de um grande time brasileiro.


Antes da decisão de sábado entre antigas metrópole e colônia, a final de 1991 envolvendo lusos e brasileiros foi relembrada a torto e a direito. Lá, Portugal levou a melhor. Mas o importante é sabermos que só o lateral Roberto Carlos se firmou daquela Seleção. Isso demonstra que grupos que se aproximam das conquistas na base não necessariamente revelam jogadores de destaque.

Há dez anos, o Brasil fora eliminado precocemente por Gana nas quartas-de-finais. Daquela seleção cinco jogadores se destacaram no futuro: Maicon, Luizão, Júlio Baptista, Kaká e Adriano. Já no último título brasileiro, em 2003 contra os espanhois, o goleiro Jefferson, Daniel Alves, Nilmar e o então reserva e autor do gol daquele título, Fernandinho, foram lembrados por Mano Menezes.


E deste Mundial que acabamos de levar o caneco, quem se destaca? Neymar e Lucas nem precisaram do torneio para mostrarem seus enormes valores. Mas Danilo, Bruno Uvini, Casemiro, Oscar e Henrique (aritlheiro e bola de ouro) ganharam muitos créditos, para quem sabe, estarem a princípio, em Londres 2012.

Decepção

Não consigo encontrar outra palavra para as atuações de Philippe Coutinho a não ser essa do título. O jogador de maior destaque do grupo sub-20 seu futebol não apareceu na Colombia, sede do Mundial. O mais badalado da Seleção não resolveu, atuando na maioria do jogos apenas com o nome, ou por um resquício de esperança que Ney Franco depositava no camisa 10, para que em um lance resolvesse a partida, fato que não ocorreu em nenhum dos sete jogos.

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