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segunda-feira, 4 de março de 2013

Nada como o futebol...

Mazembe faz mandinga antes de entrar para a história do futebol 

Por Tuca Veiga

Somente neste esporte que mexe com nossas vidas de domingo a domingo, de janeiro a janeiro, não se pode afirmar que o favorito vai sair vitorioso.

As semifinais do carioca são um ótimo exemplo de como o futebol nos reserva surpresas em cada um dos 90 minutos de bola rolando.

Quem poderia dizer que o atual campeão brasileiro, tido como um dos principais elencos do país, sucumbiria para um Vasco ainda em frangalhos, que busca no horizonte a esperança de dias menores?

E quem afirmaria que o Flamengo, em estado de graça, em pleno aniversário de 60 anos de seu ídolo maior, invicto no ano, tropeçaria justo no Botafogo, freguês eterno do rubro-negro, que pouco tem empolgado o seu torcedor?

Em outros esportes, situações como essa são raras de se ver.

Na atual fase do tênis, a taça tem poucos destinos. As mãos de Djokovic, Federer e Nadal se revezam para levantá-las na temporada do esporte.

Na Fórmula 1, só uma corrida na chuva, repleta de batidas pode fazer com que os favoritos não deem lugar aos coadjuvantes no pódio.

E o basquete? Como é raro ver uma zebra no esporte da bola laranja.

Bolt sempre chega na frente, Phelps bate (ou batia) antes, Izinbayeva salta mais alto, e por aí vai.

Por essas e outras, sentar à frente da tv para acompanhar um belo jogo de futebol é uma das maiores paixões mundiais.

Afinal, o Imponderável de Almeida – personagem criado pelo eterno Nelson Rodrigues – pode entrar em campo a qualquer momento.

É uma bola que desvia aqui e acolá e morre lá dentro. É um goleiro que acordou pronto para fechar a meta. É um treinador que resolveu dar um nó tático. Uma preleção que mexeu com os brios do time.

Pode ser de tudo.

Por isso o futebol é fascinante. Não é um baralho de cartas marcadas.

Ele permite que um time com menos investimento, com menos repertório, menos craques e menos oportunidades de gol tenha muito mais motivos para comemorar do que o adversário.
Nada como o futebol... 

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Informação não combina com circo




Felipe Pugliese


Ouvir, checar e informar. Qualquer estudante de jornalismo, por mais alienado que seja, ao menos ouviu a importâncias das três ações na apuração de uma notícia. Para quem trabalha com futebol a responsabilidade é maior. Muita gente usa a mídia como carapuça para aumentar uma proposta, ter o aumento tão aguardado pelo jogador.... e por aí vai. 


Fiz a introdução para dizer que algo tem deixado este que vos escreve muito inquieto. 


Ex-jogadores ganham cada vez mais espaço na mídia. Aprovo a iniciativa de vê-los comentando jogos, até porque já viveram dentro daquela magia  Contudo, alguns têm passado dos limites na "liberdade" que é vos dada. 


O compromisso com a informação não existe. São usados como "papagaios" e divulgam especulações como informações certeiras. ENGANAM O TORCEDOR! 


Neste semana, na Fox Sports, o ex-lateral Athirson cravou Felipe no Fluminense. "Já está certo". Por enquanto nada. No dia seguinte veio Ronaldo Giovanelli, na Band, dizer que Kaká já é jogador das Laranjeiras. Por enquanto também nada. E aí?


A negociações podem acontecer, claro. Todavia, o que indigna é o fato que - se estiverem equivocados - nada acontecerá. Quem não lembra do dia que Neto  exibiu uma camisa do Corinthians com o nome de Seedorf? 


A tendência é piorar. Certo estão os programas que ignoram especulações. Informação não combina com circo. 

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Camisa nove




Felipe Pugliese

São poucos os que têm vocação para vesti-lá. O número nove nas costas tem o peso calculado em arrobas. Quem não tem cacife, mas ousa tentar pode cair de quatro na grama e não levantar nunca mais. A pergunta que faço é: os clubes brasileiros estão bem servidos quando o assunto é o "matador"?

Em São Paulo, o Corinthians vai contra a realidade. Alexandre Pato vestirá a sete, mas tem bala para ser o dono da nove, hoje nas costas de Paolo Guerrero. Dois jogadores de altíssimo nível. O Tricolor tem o bom, velho e sempre eficiente Luís Fabiano. Barcos calou a todos e, para alguns palmeirenses, supera inclusive o ídolo Evair. No Santos, a aposta é no goleador André. Todos estão muitíssimo bem servidos. 

Contudo, o melhor do Brasil está no Rio de Janeiro. Fred é unanimidade. E paramos por aí. O Flamengo não tem mais Vágner Love e Liédson é um ex-jogador em atividade. Botafogo perdeu Elkson (que mesmo usando nove nunca foi digno da numeração) e aposta no garoto Bruno Mendes. Não consigo entender como dispensou Loco Abreu. O Vasco deixou Alecsandro sair e agora vive sem o centroavante. O quadro preocupa. 

Em Minas Gerais, Jô mostrou não ser apenas aquele cara irresponsável e baladeiro. Dentro da área sabe se virar bem, tanto pelo alto quanto no pivô. Já o Cruzeiro ainda acredita em Borges. Perda de tempo. 

No Sul, o cardápio oferece atrações saborosas. Marcelos Moreno e Leandro Damião cheiram gol. Enquanto isso no Norte e Nordeste o nível cai: Souza, Roger, William... enquanto isso Deivid irá fazer muitos gols pelo Coxa, ainda mais com Alex de garçom. 

Quem tem, tem. Quem não tem precisa correr atrás. Atrás de quem?

Diego Tardelli é "o cara", mas também "o caro". Reinteria... por que não? Recorrer a algum argentino, como Viatri, pode ser uma boa solução. Ricardo Oliveira ainda dá caldo. 

Não precisa ser de placa, o que o brasileiro quer é ver gol...

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Os acertos e erros do mercado do futebol


Por Tuca Veiga

Janeiro é época de ir às compras. Uns acertam mais, outros menos. Vamos ao balanço...

Em São Paulo, o Tricolor é quem mais adquiriu jogadores para a nova temporada.

A contratação de Lúcio é o carro-chefe. Wallyson, pouco comentado e festejado, tem bola para ocupar a vaga deixada por Lucas.

A venda do craque deixa uma lacuna, mas com a grana que chegou esperávamos jogadores mais top de linha. Vargas, se fechar, coloca o time em outro patamar.

Já a grande contratação do futebol brasileiro foi feita pelo campeão mundial.

O Corinthians aposta em seu departamento médico para deixar o craque Alexandre Pato em ponto de bala para deitar e rolar.

Renato Augusto e Gil também são boas aquisições. No entanto, não sei se a diretoria acertou em colocar tanta grana (3 milhões de euros) na chegada de um zagueiro que vai brigar por posição.

Na Baixada, Montillo assumirá a camisa eternizada pela magia do rei do futebol. Uma cartada e tanto.

Montillo, Neymar e André vão fazer um belo trio.

Sorte de Marcos Assunção, que saiu do naufrágio alviverde para bater muitas faltas sofridas pelo craque do nosso futebol.

Porém, ai porém, a novela Nenê teve um final triste. Após quase parar na Vila, optou pelas verdinhas dos sheiks do Qatar. Ruim para o Santos, pior para Nenê.

No Palestra, o caso Assunção ainda causa debates entre os palmeirenses. E aí, quem errou?

Acho que os dois. O Palmeiras por oferecer menos do que já havia proposto meses antes. O jogador por querer ganhar quase meio milhão de um time recém-rebaixado.

Mas o goleiro Fernando Prass é um belo nome, assim como o lateral Ayrton.

No Rio, o campeão brasileiro Fluminense optou pela manutenção do elenco. Não perdeu ninguém e só contratou jogadores para composição de elenco.

Quem tem se movimentado bastante, recentemente, é o Flamengo.

Eu vinha aqui elogiar o clube. Primeiro por não entrar em aventuras como a contratação de Robinho. Segundo pelas aquisições de Elias e Gabriel – ótimos jogadores.

Mas a perda do artilheiro do amor foi um balde de água fria para os rubro-negros.

Já na nau vascaína, só Dedé ainda não abandonou o barco. Time sem grana e sem contratações que animem o torcedor.

O zagueiro e ídolo é visto como o pilar da reconstrução do time. Contudo, uma boa venda de Dedé poderia render em contratações de peso. Timão está de olho.

No Botafogo, muita movimentação e a incógnita de sempre. Ano novo, vida nova? É esperar para ver.

O time trocou de lateral-esquerdo e saiu ganhando. Julio Cesar é melhor que o M. Azevedo.
 Na zaga, trocou F. Ferreira por Bolívar. Seis por meia dúzia.

No ataque, perdeu Elkeson e contratou Henrique. Creio que perdeu.

Em Minas, vimos o único time que optou pelo velho e duvidoso pacotão: o Cruzeiro.

Após perder Montillo, o time foi com tudo ao mercado. Diego Souza é o principal nome. 

Bruno Rodrigo é um zagueiro médio. Éverton Ribeiro pode dar caldo, foi bem no Coxa. Nilton é um volante esforçado, Henrique voltou, Lucca – machucado – é uma promessa e Dagoberto quer reeditar dupla de algum sucesso com Borges.

Time celeste contrata para dar esperanças ao torcedor, que viu um time fraquíssimo em 2012 e ainda por cima tem acompanhou a franca ascensão de seu rival.

Pelos lados do Galo, o que mais animou o pessoal foi o regresso do veterano Gilberto Silva. Alecsandro e Rosinei também são nomes interessantes para formação de elenco.

Mas bom mesmo foi a manutenção da joia Bernard e do craque Ronaldinho.

No Sul, o Grêmio, que vai para a Libertadores com um time envelhecido, não optou por rejuvenescer o grupo. Os veteranos Dida e Cris chegam para ajudar o “pojeto do pofexô Luxa”.

Já o Inter, diferente de outros anos, pouco se mexeu no mercado.

Contratou Caio (ex-Fogo), Vitor Junior, Willians e só falta assinar com Felipe Bastos, do Vasco. Muito trabalho para Dunga, provavelmente o maior reforço do Colorado.

No mais, fica a expectativa para o futebol que Alex vai mostrar no Coxa. 

O jogador que foi a menina dos olhos de todos os times em tempos de transferências voltou para casa e vai reencontrar Deivid, com quem brilhou no Cruzeiro e na Turquia.

Já Riquelme, palmeirenses, atleticanos e tricolores do Rio, desencanem vai, tá velho, é caro e ruim de grupo. Acho que não tem mais lenha pra queimar.

Ainda nesta semana analisaremos o mercado dos times nordestinos.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Bem ou mal os clubes brasileiros estão se reforçando

Por Gabriel Duque

Fluminense campeão brasileiro, São Paulo campeão da Sul-Americana e Corinthians campeão mundial. O ano acabou repleto de conquistas para os clubes nacionais e agora chegou a hora de reforçar o elenco para 2013. As negociações e o mercado da bola estão fervendo. As especulações, então, nem se fala.

A maioria dos times já conseguiu fechar a contratação de pelo menos um jogador para o ano que vem, mas o que será que se pode esperar de cada reforço? A torcida vai cobrar, porém precisa saber do que eles são capazes.

No Palmeiras, Fernando Prass chega, aos 34 anos, credenciado por boas temporadas no Vasco, para suprir a carência de um goleiro de confiança para o time e para a torcida. Tem tudo para corresponder dentro de campo. Já o Cruzmaltino perdeu seu arqueiro e trouxe para o seu lugar Michel Alves, que se destacou com o Criciúma na Série B.

No entanto, a equipe da Colina também ficou sem o ídolo Juninho Pernambucano, de saída para o New York Red Bulls, dos EUA, e sofreu importantes baixas neste fim de ano devido aos atrasos salariais. Além disso, viu crescer o assédio ao zagueiro Dedé e ao atacante Eder Luis.

Outro que deixou o Vasco foi o atacante Alecsandro, que vai jogar com o irmão Richarlyson no Atlético-MG. Além dele, o Galo acertou com o volante Rosinei, que estava no México. Não há muito o que se esperar deles. São nomes sem tanta qualidade, que vão compor elenco. Para quem vai disputar a Libertadores, precisava de mais.

Ainda em Minas, o Cruzeiro fechou com Diego Souza e com o técnico Marcelo Oliveira. A Raposa tenta retomar seu bom momento, aposta num treinador jovem e no rodado meia e começará o ano como uma incógnita. Voltando para o Rio, Flamengo e Botafogo seguem só nos rumores e sem confirmar ninguém. Já o Flu, apesar de contar com um elenco recheado de opções, trouxe mais um meia. Trata-se de Rhayner, ex-Náutico.

Em Porto Alegre

O Internacional terá Dunga no comando em 2013, mas ainda trabalha na reformulação do seu grupo, tentando envolver jogadores em troca como foi o caso da negociação de Dátolo por Eder Luis. O time tenta renovar com o lateral Kléber e tem sondagens do Botafogo por Dagoberto.

O Grêmio, por sua vez, anunciou o atacante Willian José, do São Paulo, e o experiente goleiro Dida, que teve ótimo desempenho na Portuguesa. O arqueiro chega para brigar pela titularidade e o avante deve seguir na reserva e será mais um ao lado de Kleber Gladiador, Marcelo Moreno e André Lima.

Em São Paulo

Se o Palmeiras luta para trazer reforços para a disputa da Libertadores e da Série B, o Santos tem que lidar com as críticas de Muricy pela demora para contratar. Só Neto, ex-Guarani, está acertado. O time da Baixada sonha com os atacantes Nenê, do PSG, e Robinho, do Milan, e com Cícero, do São Paulo. No atual momento em que a equipe depende exclusivamente de Neymar, esses atletas têm condições de serem titulares e poderiam formar um bom esquema ofensivo com a joia da Vila.

Mesmo comemorando a conquista do mundo, o Corinthians fechou com Renato Augusto, do Bayer Leverkusen. Mas o torcedor que abra o olho. O meia não é tudo que esperam dele. É uma versão melhorada do Douglas e sua chegada é parecida com a de Jadson, no São Paulo. Cotado para ser o grande maestro do Tricolor, o armador sofreu com a adaptação e com a pegação no pé da torcida.

E a bola da vez no Parque São Jorge é Alexandre Pato, que vive lesionado e não consegue mostrar o futebol que o credenciou para jogar no Milan e na seleção brasileira. Por outro lado, quem mais se reforçou foi o São Paulo, com a contratação do experiente zagueiro Lúcio e a chegada acertada de Breno, ainda preso na Alemanha.

O Tricolor tem tudo encaminhado também com os atacantes Negueba, do Flamengo, e Aloísio, ex-Figueirense, e o goleiro Renan Ribeiro, do Atlético-MG. Os três vêm para serem reservas como apostas para o ano cheio de competições. Só que a preocupação do torcedor é com o substituto de Lucas. Falta um nome de peso para manter a força e a velocidade do ataque.

Improváveis

Quatro jogadores foram muito especulados nesta janela e seriam grandes opções para quaisquer times, mas não devem sair de onde estão. Montillo teve propostas do Santos e do São Paulo, mas o Cruzeiro não quer liberá-lo. Já Tardelli, Conca e Lugano foram procurados respectivamente por Atlético-MG, Fluminense e Cruzeiro, porém seus clubes dificultam as negociações.

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Trocar ou não de técnico: eis a questão?

Por Gabriel Duque

Há muito tempo, se discute no futebol brasileiro a necessidade de dar mais tempo para o treinador trabalhar no clube, desenvolver um projeto, aprimorar a parte tática, criar um grupo e dar uma cara para o time. No entanto, a nossa mentalidade sempre era de que é melhor demitir 1 ao invés de 11. E 2012 chegou para mudar um pouco este panorama.

O Campeonato Brasileiro estava acostumado a ver quase uma troca de técnico por rodada, mas, neste ano, nove equipes conseguiram manter seus comandantes durante toda a competição. Fluminense, que vem com Abel desde junho de 2011, foi o campeão e renovou com o treinador até o fim de 2013.

Atlético-MG e Grêmio também seguraram Cuca e Luxemburgo, respectivamente, e brigam pelo vice-campeonato. Corinthians, com Tite desde outubro de 2010, conquistou a Libertadores e se prepara para o Mundial de Clubes. Muricy é outro que segue no Santos, onde faturou o Paulistão e a Recopa. O fato é que todos eles estão confirmados nas mesmas casas para o ano que vem.

Além deles, o Botafogo, com Oswaldo de Oliveira, o Cruzeiro, com Celso Roth, o Náutico, com Gallo, e a Portuguesa, com Geninho, disputaram todo o campeonato sem mudar o comando. Será essa a nova tendência? Será que os dirigentes estão entendendo um pouco mais de planejamento? Ou será que às vezes ainda é melhor trocar de técnico?

O São Paulo, por exemplo, só cresceu na temporada após defenestrar Leão, que não conseguia encontrar um padrão e uma formação ideal e o time vivia em altos e baixos. Com Ney Franco, a equipe ainda patinou, mas o treinador descobriu a melhor combinação, impôs um estilo de jogo e trabalhou o posicionamento em campo. O Tricolor, em quarto no Brasileiro e na final da Sul-Americana, foi a exceção à regra.

De resto, todas as decepções do ano tiveram suas trocas, como Flamengo, Inter, Vasco e Palmeiras. Agora, para 2013, vamos ver quem conseguirá sobreviver no comando de seus clubes.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

O Brasil é do Fluminense

Abel Braga no banco e Fred em campo. Dupla da pesada //  Foto: Tom Dib



Por Felipe Pugliese


“Sou do clube tantas vezes campeão”. O início do hino é verdadeiro, é vivido com alegria e êxtase pelo tricolor mais folclórico do Brasil. Não tem, não teve e não terá para ninguém em 2012. O Brasil é do Fluminense. O Brasil é de Chico Buarque, Nelson Rodrigues e todos os cariocas que vestem branco, verde e grená.


Analisar a campanha do campeão é besteira, pois beira a margem da perfeição. A regularidade do time comandado pelo cobiçado Abelão fez o torcedor acompanhar o campeonato por pontos corridos mais sem emoção de todos os tempos. Foi chato, porém justo. Não é isso que defendem? Então que fiquem com o sistema.


Quero, no entanto, falar sobre dois temas. Um grupo vencedor precisa, fundamentalmente, de um líder. Fred é o cara do Flu. O cara que esculacha os adversários ao ponto de fazer gol até com os meiões abaixados. O camisa nove claramente não queria mais jogar e mesmo assim fez o gol do título.


Peço que a diretoria Tricolor faça, com urgência, um busto do matador. Ao melhor estilo Napoleão Bonaparte.


Outra ressalva que faço vai aos engravatados da bola, àqueles que precisam de holofotes. Restam três rodadas para o término do campeonato e já temos um campeão. Por favor, deem a taça ao Fluminense no próximo jogo no Enganhão. Não há o mínimo senso entregar a conquista materializada naquele teatro sem graça, sem cara de título e sem torcida. 


Voltando ao Flu. 2013 já está aí. Mantendo a base e trazendo mais um ou outro bom jogador, o time carioca tem tudo para repetir o que fez o Corinthians. Primeiro o Brasil, depois a América. 

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Bahia vence a Portuguesa e rebaixa o Palmeiras. Entenda!

Só eleições diretas para presidente e a nova Arena podem tirar o Palmeiras das trevas

Por Alessandro Lefevre

O clima no Palmeiras é de enterro. O motivo não é o empate com o Botafogo no domingo (4), mas a vitória do Bahia, em pleno Canindé. Além disso, observe os quatro próximos jogos da equipe de Salvador no Brasileirão: 

Cruzeiro em Minas: saco de pancadas, a Raposa não coloca medo em ninguém. Empate!
Ponte Preta em Salvador: vitória do Bahia.
Náutico em Salvador: vitória do Bahia.
Atlético-GO em Goiás: vitória do Bahia

Mesmo que o Palmeiras ganhe as quatro partidas que restam, o Bahia tem um caminho muito mais fácil, além da diferença de sete pontos para o time paulista.

Ao palmeirense, resta torcer. E esquecer um pouco o que é dito na grande mídia. Oportunistas, comentaristas dizem que o problema do Palmeiras é fácil de resolver: achar um candidato único para as eleições presidenciais de janeiro do ano que vem e começar agora o planejamento para a Série B. A proposta é ótima, mas a política do clube não é tão simples assim. Quem vive o dia a dia das alamedas do Palestra Itália sabe que unir situação, oposição e mais um monte de grupos com pensamentos conflitantes é uma missão impossível. 

Um dos principais pontos de discórdia é quanto à associação de torcedores uniformizados ao clube. Enquanto a situação é contra, alguns grupos da oposição querem que a arquibancada passe a decidir os rumos do Alviverde. Por isso, a pressão por eleições presidenciais diretas. O projeto deve mesmo sair do papel com o virtual rebaixamento. E, com a entrega da Arena, o Palmeiras talvez volte aos dias de glória. 

Outra tese bastante defendida para a queda do Verdão diz que os cartolas não aprenderam absolutamente nada com a parceria com a Parmalat na década de 90. Pode até ser verdade. Mas com todo aquele dinheiro, não é preciso ser tão profissional assim. É evidente que a turma da Parmalat era profissional. Só que a empresa italiana tinha MUITO dinheiro para montar esquadrões. Hoje, tempos em que a torcida bate em treinador e esculhamba jogador, quem quer atuar no Palmeiras? 

A parceria entre Fluminense e Unimed não tem nada a ver com a do Palmeiras com a Parmalat, que era de co-gestão. No Flu, a Unimed entra apenas como investidora. Mas dá para ver o que o dinheiro pode fazer com um clube...

O que o Palmeiras precisa é de uma revolução! Eleições diretas para presidente e a nova Arena podem ser o primeiro passo rumo à profissionalização de um clube com mais de 13 milhões de torcedores espalhados pelos quatro cantos do planeta. Por enquanto, é pensar se o correto é montar um time para a Libertadores ou para a Segunda Divisão.

sábado, 3 de novembro de 2012

São Paulo e Fluminense duelos históricos

Por Luiz Felipe Fogaça

Com promessa de casa cheia, São Paulo e Fluminense fazem o jogo mais esperado da 34ª rodada do Brasileirão. O duelo de tricolores vale o título antecipado para o carioca e praticamente garante a volta para Libertadores para o paulista.

Enquanto as equipes não entram em campo, o Paixão relembra dois grandes confrontos, que com certeza não saem da cabeça dos torcedores de ambos os times.

O primeiro jogo, que como são paulino não consigo esquecer e me traz ótimas lembranças é a vitória do São Paulo sobre o Fluminense no Rio São Paulo de 20 02 por 4 x 3. Depois de abrir 3 a 0 o time do Morumbi parecia que ia conseguir uma vitória tranquila, mas o Flu foi buscar e conseguiu fazer 3 x 2.

Depois disso aconteceu um dos lances que certamente esta na memória de muitos torcedores e não só dos tricolores. Rogério Ceni fez de falta e parecia que tinha dado números finais ao jogo. Eis que Roger Galisteu, aproveitou da comemoração do goleiro, pegou a bola, deu a saída e fez um golaço do meio de campo.

A partida terminou mesmo 4 a 3, mas o jogo marcou pelos sete gols, além do lance antagônico do meia.Veja os gols abaixo:



Agora um duelo que muito me entristece, e alegra os cariocas foi o válido pela Libertadores de 2008. 

Depois de ganhar por 1 a 0 no Morumbi o São Paulo podia perder por um gol de diferença, desde que marcasse no Rio.

Estava na arquibancada do Maracanã, quando vi Washington, que muito dizem ter sido contratado pela diretoria paulista, após essa exibição, abrir o placar para o Fluminense logo aos 12 minutos do primeiro tempo.

Depois disso o jogo começou a se equivaler, o time da casa pressionava, mas o São Paulo levava muito perigo nos contra-ataques. Foi ai que brilhou a figura do Imperador Adriano que empatou tudo aos 25 minutos do segundo tempo.

Quando o jogo parecia definido, já que o Flu precisava de dois gols para se classificar, um minuto depois (nem vi o gol no estádio, ainda comemorava) Dodô apareceu e colocou novamente o Fluminense na frente.

O Torcedor São Paulino, se calou e parecia que sabia que o pior estava por vir. Quando começava a ficar tranquilo e só esperava o apito final, Washington, aos 46 minutos do segundo tempo, subiu e deu número finais a partida, classificando o time das Laranjeiras e eliminando o do Morumbi. Veja os gols abaixo:


Agora é esperar outro jogão, neste domingo pelo Brasileirão. Lembrando que no confronto direto o São Paulo leva vantagem, são 37 vitórias, contra 26 do Fluminense e 16 empates. 

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

A chatice do chororô sem fim

Por Gabriel Duque

Que chatice as reclamações do Atlético-MG e de outros clubes em relação aos árbitros. Nesta quarta, Cuca veio de novo falar de pênalti não marcado, que o juiz deixou seus jogadores irritados e blá blá blá. Todos sabem da incapacidade, incompetência e falta de preparação dos árbitros, mas todos reconhecem também que os times são beneficiados em uma partida e prejudicados em outra.


Treinadores, é hora de mudar o discurso! Falem sobre o desempenho técnico de seus atletas, seus esquemas táticos e qualquer outra coisa. Chega de arbitragem! O que adianta chorar o leite derramado. Querem mudar o cenário patético dos apitos no Brasil? Peçam uma reunião na CBF para se discutir os critérios, a participação do juiz que fica no fundo do campo, o porquê de tantos erros de bandeirinhas em impedimentos, o uso da tecnologia...

É muito fácil colocar a culpa do resultado não satisfatório em seis homens do apito e se eximir de responsabilidade. Falta vontade não só à Confederação Brasileira, mas também aos clubes. Todos precisam ajudar para a melhora do nível da arbitragem e para a evolução do futebol no país. Se cada treinador orientar seus jogadores a não simularem faltas e pênaltis, a evitarem reclamações e pressões nos juízes, já ajudaria.

Todos os clubes querem levar vantagem, não importa como. Por isso tamanha pressão nos árbitros. Querem impugnar o resultado de um jogo por ter um gol de mão anulado. Reclamam de pênalti, mas, em toda partida em sua casa, um adversário é expulso de campo. “Campeonato do STJD, da arbitragem horrível”, diz Cuca. Ele tem razão nessa fala, mas não precisa reclamar todo santo jogo.

Nada contra o treinador atleticano - que é o exemplo do dia -, mas do outro lado também houve reclamação pelas expulsões de Wellington Silva e de Dorival Jr. O comandante do Flamengo detonou o árbitro da vez Sandro Meira Ricci, o excesso de autoridade dos juízes que não dialogam e nem explicam o motivo de certas decisões. Ótimo, mais um ponto para a reunião entre clubes e CBF. Vamos pensar em como melhorar e não em reclamar. Razão tem o Fred, que, após o jogo entre Fluminense e Atlético-MG, mandou um recado para o Cuca: "Tá chato para c......"

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Brasileirão sim senhor! Flu líder e Coxa na luta para não cair.


Por Luiz Felipe Fogaça

Fluminense e Coritiba se enfrentaram no Engenhão, na noite desta quinta-feira (25) e deram inicio à 33ª rodada do Brasileirão. 

O jogo foi eletrizante do começo ao fim e o 2 a 1 no placar, para o time carioca, confirmou o Flu por mais duas rodadas em primeiro e botou fogo na parte debaixo da tabela.

A partida começou em ritmo alucinante, com o Fluminense indo para cima do Coxa, e logo aos 14 minutos Wellington Nem aproveitou vacilo da zaga paranaense e começou os trabalhos.

Em grande atuação Nem fez um e deu assistência para o outro Foto: Márcio Mercante / Agência O Dia
Se a impressão era de que o time das Laranjeiras podia aplicar uma goleada, o Coritiba acertou sua marcação e passou a jogar de igual para igual com o líder, o problema é que esbarrava muito no erro de passes no ataque.

Na segunda etapa o Flu voltou melhor e depois de nova pressão inicial, o Coritiba começou a dominar o jogo. Mas em contra ataque viu Thiago Neves aparecer na segundo trave e marcar de cabeça após cruzamento do inspirado Nem.

Thiago Neves fez o segundo gol do Flu e garantiu a vitória/Foto: Márcio Mercante / Agência O Dia

Para quem achava que o gol pudesse ser a ducha de água fria, se enganou de novo e viu o time paranaense mandar no jogo enquanto a equipe carioca se defendia. Eis que dez minutos depois, aos 35, Everton Ribeiro, aproveitou rebote e marcou para os visitantes e incendiou o jogo.

Diego Cavalieri mais uma vez fechou o gol e foi decisivo

A partir daí o que se viu foi ataque contra defesa. Talvez o Coxa até merecesse melhor sorte, mas com Diego Cavalieri (o grande herói do time) confirmando a excelente fase que vive no Brasileirão, o alviverde nada conseguiu fazer e o jogo terminou mesmo 2 a 1.

Se na liderança o Flu abriu 9 pontos de vantagem, embaixo o Coritiba estacionou nos 42 e segue com o perigo do rebaixamento.

Nos outros jogos da noite, Santos e Naútico ficaram no zero a zero, enquanto a Ponte bateu o Cruzeiro e chegou aos 43 pontos, respirando por enquanto, mais aliviada.

Que campeonato é esse que todos até o 11º colocado podem cair? Que reta final é essa que é um jogo melhor que o outro? É a reta final do Brasileirão e uns dizem que tem campeonato melhor que esse.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Melhor preparo e menos punição


Por Luiz Felipe Fogaça

Na contramão da luta de milhões de brasileiros pelo direito à liberdade de expressão, o STJD parece não tolerar nenhum tipo de manifestação contra o órgão, arbitragens e os profissionais envolvidos nessa esfera.

Se existia alguma dúvida, isso ficou claro com o simples fato do procurador Paulo Schimitt oferecer denúncia para o Atlético-MG pelo ato de sua torcida. No jogo contra o Fluminense a torcida do Galo fez um mural escrito CBF de cabeça para baixo e com as cores do clube carioca. Os atleticanos protestavam contra os erros da arbitragem, que beneficiaram o Flu na briga pelo título.


Para o procurador, que é o único do STJD inteiro com propriedades para exercer a função, já que realmente é formado em direito, diferente dos outros membros, o que acontece é que “esta manifestação, levantando a hipótese que existe corrupção na CBF, ela tem de ser levada ao Tribunal pelo menos. Não vou defender que tenha absolvição ou condenação, mas a Corregedoria tem de levar para o conhecimento do Tribunal”.

Não vou entrar nem no mérito se a arbitragem é tendenciosa ou não, mas que muitos erros vem acontecendo e o nível da arbitragem esta em franco declínio, isso é nítido para qualquer um dos apaixonados que acompanham o esporte.


Vale lembrar que rodadas antes o Naútico teve de obrigar sua torcida a tirar uma faixa com os dizeres “ Não irão nos derrubar no apito” para poder ver o jogo começar. Isso é um absurdo, pela lógica daqui a pouco não poderemos gritar no estádio mandando o juiz pra ou simplesmente xingando o homem de preto.

Prego sim o respeito por todos os profissionais, sem duvidar da honra de nenhum deles, mas as manifestações tem que ser livres, por que futebol é liberdade, arquibancada é democracia e assim tem que seguir o jogo.

Ao invés de coibir manifestações populares que prepare-se melhor os árbitros, profissionalize-os e prepare-se também os homens que manda na arbitragem.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Eletrizante


Por Tuca Veiga

Tarde quente, estádio lotado, o líder e seu caçador, um Ronaldinho inspirado e as traves encantadas são apenas alguns ingredientes da grande partida do Brasileirão 2012. Um jogo digno de final.

Os nove pontos de desvantagem levaram os mineiros ao ataque. Pressionado, o time de Abelão parecia cozinhar no caldeirão do belo e histórico Estádio Independência. Um primeiro tempo de ataque contra defesa.

Ronaldinho, desde a corrente dentro de campo, dos abraços nos companheiros, mostrava querer jogo. Tinha sangue nos olhos. Apetite. Na primeira oportunidade que teve, estufou o filó. Torcida em êxtase. O gol, no entanto, foi bem anulado. A torcida atleticana, que desde antes do apito soar já chiava com a arbitragem, ficou maluca. Indignação em BH. Injusta.



O empate levado para o vestiário era outro exemplo de injustiça. Duas bolas beijaram a trave, muitas outras cruzaram a área tricolor. Um bombardeio. O líder estava acossado. Tudo passava pelos pés de Ronaldinho. Grande atuação do maestro alvinegro. Bernard também estava com a macaca, faltava somente Jô caprichar na pontaria.

A segunda etapa deu o ar de sua graça levando para campo a velha máxima do futebol. O grito de gol, tão esperado pela massa no Independência, quando surgiu, estava do lado da minoria – quem não faz, toma. Festa do líder. Doze pontos de diferença e o campeonato quase decidido. Quase!

“Lutar, lutar, lutar, com toda a nossa raça pra vencer”. O hino do Galo, entoado nas arquibancadas, levou o time para a batalha. Um tiro de Leandro Donizete explodiu na trave. Era a terceira vez que a sorte sorria para Cavalieri. O goleirão gastou ela todinha. Como três é demais, a bola seguinte,  que teve assinatura de Ronaldinho, ficou entre Bernard e Jô, mas foi o centroavante que fez a alegria da galera.

Como três é demais, Jô, que havia desperdiçado duas cabeçadas, testou a bola para virar o jogo. Festa em Minas Gerais, Cuca emocionado, virada merecida. Mas o jogo acaba somente quando termina. A famosa redundância do mundo da bola avisa que enquanto há jogo, há guerra. E Fred, sempre ele, cutucou de bico e empatou a parada. Um balde de água fria. Título na mão? Que nada!

Um jogo eletrizante como este merecia um vencedor. E como três é demais, foi fantástico o gol de Leonardo Silva. Quando o lançamento saiu dos pés de Ronaldinho, o estádio se calou, todos prenderam a respiração. Enquanto a bola voava, Leonardo subiu como Dadá, encarnou o espírito do homem-gol, parou no ar, como helicóptero, como beija-flor. Testa nela, festa do Galo e campeonato aberto. Que jogo. Quem não viu, perdeu. Parabéns aos líderes – pelo jogo, pela disputa e pela tarde de domingo que proporcionaram não apenas para as suas torcidas. 

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Capítulos Finais Prometem! E não é a novela...

por Mateus Lessa

Caros amigos apaixonados pela bola que rola,

Volto a escrever no querido Paixão nessa nova fase para abordar a reta final do campeonato mais equilibrado do mundo e os horizontes para cada equipe nas sete rodadas que ainda faltam. Enquanto a novela vai acabar (finalmente, adios Tufão e Carminha!) e saberemos quem matou quem, quem é o pai, quem casou- como sempre- o Brasileirão também pega fogo. Mas os mistérios só serão desvendados no dia 2 de dezembro.

Auditor torcedor fez um papelão
Até lá, uns agonizam, outros já querem comemorar, uns bocejam, outros arrumam forças pra lutar. Teorias conspiratórias, interferências exageradas e as eternas rivalidades serão temperos extras. A arbitragem é péssima? Claro que sim, não há novidade nisso- e não haverá até a Dona CBF tomar uma atitude e profissionalizar a classe das mães mais sofridas do país.

E as entregadas finais? Ah, de novo isso? Chatão, vamos falar de bola, de tática, de pinturas (obrigado, Neymar!). Duvido que Tite 'FalaMuito' vai entregar a paçoca pro Bahia pra prejudicar o Verdão ou qualquer outra coisa do gênero. Clássicos nas rodadas finais acabaram com isso. Passou da hora do profissionalismo falar mais alto dentro das grandes instituições esportivas do país.

Na parte de cima, o Flu segue incontestável. Como foi desde o começo. Não joga bonito, não dá show, mas é a cara do Abel, o mais competente do Brasil. Cavalieri, Deco, Nem, Thiago Neves, Fred e um baita elenco. Campeão. A não ser que aconteça uma catástrofe.

Grêmio, Galo e São Paulo irão lutar, mas a diferença é grande demais para ser tirada em tão pouco tempo e contra um time que dificilmente deixa escapar pontos. Belas campanhas fizeram as esquadras de Mestre Cuca e do Pofexô. Palmas para R49 pela redenção, para a revelação Bernard e também para Elano e Zé Roberto.

O São Paulo vem numa crescente impressionante, tem agora um padrão de jogo e um time titular bem definidos. Com LF9 fazendo muitos gols e RC motivado, o Tricolor é sério candidato ao título da Sul-Americana .O Vasco deixou cair e não parece mais ter forças pra reagir e voltar à briga pelo G-4. A demora pra trocar Cristóvão Borges pode ter sido um dos fatores. Juninho, ainda assim, deve estar na Seleção do Campeonato.

Fernandão ficou louco com seu time
O Inter, mais uma vez, ficou "no papel". Está fazendo perder os cabelos o cabeludo Fernandão e a torcida sente vergonha. Ficou pelo caminho, assim como Botafogo, Cruzeiro e Santos, que em algumas rodadas já estarão com a cabeça em 2013. O ano que vem já é pauta para o Coxa, que trouxe Alex e deve chegar com tudo na Copa do Brasil pelo terceiro ano seguido, e para o Náutico, impossível em casa, mas peneirão fora.

Lusa, Ponte e Flamengo ainda sentem calafrios à noite e sabem que uma sequência ruim agora pode fazer as últimas rodadas serem dramáticas. Lamentável a posição do clube de maior torcida do Brasil, e dá pena ver que alguns acham que o (ex) Imperador vai resolver.

Enquanto o Atlético-GO já declarou sua morte nas palavras do próprio goleiro e capitão Márcio, Figueirense, Sport, Palmeiras e Bahia travarão uma batalha épica: apenas um conseguirá a salvação e o Tricolor baiano tem cinco pontos de frente, que me parecem ser suficientes para, no fim das contas, estar livre. O Palmeiras esboçou reação mas está destroçado. Pela série de Cagadas, merece cair. O Figueira tem tabela complicada, e o Sport não teve em nenhum momento a regularidade necessária para escapar.

O Corinthians usará o fim do Brasileiro como preparação para o mais importante evento do ano: o Mundial no Japão, com provável jogaço na Final, contra os titulares absolutos da seleção David Luiz, Ramires e Oscar. Corinthians é Brasil? Piada do Galvão, né? Corinthians é Corinthians. E boa sorte.

O "Kuduro Oi Oi Oi" acaba hoje mas a Reta Final mais dramática que novela ainda terá sete capítulos para conhecermos heróis e vilões! Não dá pra perder.

Nota Zero: Interferência do STJD. Sempre querendo aparecer na reta final. Patético.

Nota Dez: Mais uma pintura de Neymar. Cada vez mais disposto a ir buscar Messi e CR7 e lutar pelo posto de melhor do mundo.

domingo, 14 de outubro de 2012

Um escândalo


Brilhante campanha do Fluminense pode ser manchada pela arbitragem
Por Felipe Pugliese



É muito difícil contestar uma liderança como a do Fluminense. 

Melhor campanha, melhor ataque, melhor defesa, artilheiro do campeonato... enfim, argumentos para qualificar o time de Abel Braga não faltam.

Se é ou não o melhor do Brasil é outra questão. O fato que me incomoda é a participação ativa dos erros de arbitragem nos jogos do tricolor carioca.  A vitória diante da Ponte Preta foi um escândalo. Um escândalo!


Já diante do Bahia, o trio de arbitragem comandado pelo paulistano Raphael Claus (alto nível) errou feio ao anular gol legal de Lulinha. No lance seguinte o Flu abriu o marcador e construiu mais uma vitória.


Sou daqueles que repudio e tenho nojo do discurso que no futebol “tudo é acertado. Marmelada pura”. Defendo a ideia que tal sujeito pare de acompanhar e vá pentear macaco com piolho.


Não existe algo mais irritante que o a pergunta “você não lembra da final da Copa de 98?”.


Trago tais exemplos porque não quero que uma campanha tão regular como a do Fluminense fique manchada, assim como a do Corinthians em 2005.


Porém, caro leitor, é inegável que 2012 fica marcado como o pior ano da arbitragem brasileira na história recente. Não me lembro de tantas críticas como as atuais. 


O que está acontecendo? O nível realmente é péssimo ou bater no homem do apito virou lei?


quinta-feira, 5 de abril de 2012

Qual é o melhor time do Brasil?

Por Felipe Pugliese

Ainda estamos no mês de abril, vivendo apenas a segunda estação do ano. O Campeonato Brasileiro ainda nem deu suas caras e, mesmo assim, uma pergunta já incomoda em busca de respostas: qual é o melhor time do Brasil?
Santos, Corinthians, Fluminense, Internacional e São Paulo (nessa ordem) estão à frente dos demais hoje, tanto em questão de elenco forte, quanto em entrosamento dentro de campo.
Falar do time da Vila Belmiro é falar de Neymar. Contudo, além do craque, ainda há um goleiro, um volante e um meia com nível para seleção. No banco de reservas um monstro chamado Muricy Ramalho. O que falta ao peixe? Um banco mais qualificado.
Justamente naquilo que o Santos peca está o grande diferencial do Corinthians. Além de um time que já tem um padrão tático muito bem definido (com uma dupla de volantes que faz a diferença), quando o adversário tenta surpreende o Timão o técnico Tite tem opções no banco de reservas que mudam os jogos. Emerson Shiek, Douglas, William e Paulo André talvez seriam titulares em qualquer time do Brasil.
O Fluminense talvez seja dono do elenco mais invejado. É o time que empolga a torcida. Thiago Neves, Deco e Fred...meu Deus! Abel Braga vai fazer esse time jogar ainda mais bonito que o futebol atual apresentado.
Já o Internacional tem a situação parecida com a do Flu. Um elenco extremamente qualificado, porém acredito que algumas posições precisam de renovação, a zaga e a lateral esquerda principalmente. É fato que Datolo e Dagoberto foram contratações certeiras, ideais para o colorado.
O São Paulo é um time ainda em formação. É pouco o tempo de trabalho do técnico Emerson
Leão. Confesso que não esperava que o comandante faria o tricolor jogar o que está jogando hoje. Não é aquele futebol que encanta, mas é competitivo. Cortez, Casemiro, Lucas, Cícero, Luís Fabiano...enfim, um plantel que promete vingar.
Palmeias e Grêmio são candidatos a entrarem na lista, mas ainda é cedo. O time paulista
trouxe dois grandes jogadores: Barcos e Wesley. Ainda falta elenco. A mesma situação vive o tricolor gaúcho. Contratou Kleber e Marcelo Moreno (dois craques), mas esqueceu de reforçar a armação após a saída de Douglas.
A resposta de quem é o melhor time do Brasil eu não tenho. Mas a certeza que 2012 será muito disputado no futebol brasileiro, ah isso sim eu tenho a certeza.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Principal torneio do continente, o carnaval da bola começou

Ronaldinho já não desfila mais como antes
Por Alessandro Lefevre

Libertadores: o carnaval da bola. E, como já era de se esperar, o Fluminense venceu ontem, em sua estreia, o fraco Arsenal de Sarandí, da Argentina. Um gol no começo da partida e muita confusão no segundo tempo. Parecia até encontro entre Mancha Verde e Gaviões da Fiel na apuração do carnaval de São Paulo. O técnico Abel Braga, do Tricolor Carioca, disse que Libertadores é isso: briga, raça, juiz que deixa o jogo correr.

E por que carnaval da bola? É por causa da bagunça que as torcidas fazem nas arquibancadas - bem parecida com a empolgação da festa mais popular do Brasil. Porque, quando a rede balança, é como se os corações dos torcedores se transformassem na bateria nota 10 do carnaval carioca, a bateria da Estação Primeira de Mangueira. Porque, quando seu time é eliminado, é como se fosse um rebaixamento da sua escola de samba preferida para o grupo de acesso. E, claro, porque quando o brasileiro entra em campo sempre dá samba, gingado e dribles espetaculares.

Dentre os brasileiros, que pela primeira vez na história são seis na fase de grupos da competição, o favorito, a Rosas de Ouro da Libertadores, é o Internacional. Com um time nota 8 - nota 10 do meio pra frente - (Muriel; Elton, Rodrigo Moledo, Índio e Kleber; Guiñazu, Tinga, Oscar, D’Alessandro; Dagoberto e Leandro Damião), o Inter tem tudo pra levar o caneco. A equipe ainda tem no banco os carros alegóricos argentinos Dátolo e Bolati, que sabem desfilar no principal torneio do continente.

Pior pra Corinthians (que não tem tradição), Fluminese (igualmente sem tradição), Flamengo (que passa por momento conturbado), Santos (que já não é mais o mesmo... parece que a derrota pro Barça abalou a equipe e a esperança ainda é o mestre-sala Neymar) e Vasco (o segundo principal brasileiro, que é o único que pode surpreender).

Agora é esperar a nota dos jurados. Quem será o campeão?

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

O melhor poder de fogo do Brasil

Por Lucas Bueno

Qual o melhor elenco do futebol brasileiro em 2012? É corriqueiro vermos essa pergunta ser indagada e debatida nas famosas mesas redondas de segunda-feira. Uma discussão subjetiva e interminável, que prende a atenção do espectador sabendo que nada será conclusivo. Pois bem, peço licença aos apaixonados leitores para dar o meu pitaco.

O elenco engloba todos, eu disse todos os jogadores do time. Isso porque, "nós" torcedores esquecemos de olhar lá pra trás e cuidamos apenas do nosso setor ofensivo. Quem vai ser o 10? Essa dupla de ataque promete, hein?! É... mas e a defesa? 

Capaz de nos salvar dos maiores apuros e nos colocar em grandes emboscadas é papel fundamental para a formação de um bom elenco. (Para entender melhor esse drama defensivo convido vocês a lerem o texto do meu amigo Alessandro Lefevre, "Após lambança, Leandro Amaro chegou ao nível de Darinta".)

Por isso, levando em consideração todos os setores do campo, o Corinthians possui o melhor elenco, até então, de 2012. Com Ralf, Paulinho, Castán, Paulo André e Chicão, sem contar as inúmeras alternativas pro ataque alvinegro.


Mas, a priori esse texto é reservado para falar do Fluminense e seu patrocínio das "Arábias", a Unimed, que formou um verdadeiro esquadrão nas Laranjeiras. O Flu não tem o melhor elenco do Brasil, entretanto possui o maior número de jogadores capazes de decidir uma partida. O futebol brasileiro prioriza, ou priorizava (agora já não sei mais) o ataque, a troca de passes, o drible e os gols. Numa Libertadores tiro curto, onde o gol fora de casa é critério de desempate, os cariocas estão um passo adiante na trajetória rumo ao inédito título continental.

Vejamos. No elenco do Fluminense existem três camisas 10. A seleção brasileira ainda procura o seu maestro e os tricolores têm: Deco, Wagner e Thiago Neves. Além da revelação do Brasileirão 2011, Wellington Nem, que pelos primeiros jogos deste ano, já obriga o Abelão a pensar um espaço pro garoto no time titular. E no ataque, quando um está em baixa os outros se tornam protagonistas e resolvem. Ora Fred, Sóbis, ora Rafael Moura ou Araújo, sem contar os gringos Lanzini e Martinuccio. O front tricolor possui pelo menos oito jogadores que podem mudar a história de uma partida.

O Fluminense está muito forte para esta temporada. Se a defesa, com o guerreiro Gum e o arqueiro Cavalieri segurarem as pontas no fundão, a constelação brilhará nas primeiras fileiras.

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