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sexta-feira, 17 de maio de 2013

Onde foi parar o favoritismo?

Por Gabriel Duque

Para os torcedores brasileiros mais entusiastas, havia boas chances de as semifinais da Taça Libertadores deste ano terem apenas clubes do nosso país. No entanto, mais uma vez, os times canarinhos não souberam fazer valer seu favoritismo e impor seu melhor futebol e sua superioridade técnica. Vale até citar os erros de arbitragem nos duelos do Palmeiras e do Corinthians, mas o fato é que as equipes daqui continuam a não saber como ganhar a competição continental.

Apesar da recente onda de títulos brasileiros no torneio - com Inter em 2010, Santos em 2011 e Corinthians em 2012 -, nossos clubes costumeiramente não surpreendidos pelos rivais. Em pouco mais de uma semana, o confronto brasileiro viu a queda do São Paulo, o Palmeiras foi eliminado pelo estreante e mediano time mexicano do Tijuana, o Timão foi derrubado pelo Boca, do veterano Riquelme, e o Grêmio não conseguiu superar o Santa Fé, da Colômbia.



Restaram apenas o Fluminense, ainda com desempenho irregular que deixa o seu futuro na Libertadores incerto, e o Atlético-MG, que tem tudo para avançar pelo menos até as semifinais caso não vacile. O detalhe é que ambos nunca foram campeões da competição, diferentemente dos quatro brasileiros que caíram.

Sobre os eliminados, fica a impressão que poderiam ir mais longe. O Tricolor fez uma péssima primeira fase e deu azar de enfrentar o melhor time do continente. O time alviverde tinha a vantagem, mas o erro de seu goleiro no primeiro gol prejudicou o andamento da equipe. O alvinegro do Parque São Jorge, após empatar o jogo no Pacaembu, passou a se desesperar e abusar das jogadas aéreas vindas da intermediária, algo raramente visto na equipe de Tite. E a equipe gaúcha, que gastou muito com contratações de peso visando o título, não correspondeu às expectativas.

As desclassificações, desta vez, lembram a quarta-feira negra de 2011, quando também quatro clubes brasileiros foram superados nas oitavas de final. Inter, Fluminense, Grêmio e Cruzeiro caíram na ocasião. De brasuca, só sobrou o Santos, que faturou o caneco. Que fiquem as lições para a próxima edição da Liberta.

Confira como ficaram as quartas de final:
Atlético-MG x Tijuana
Boca Juniors x Newell's Old Boys
Santa Fé x Garcisalo
Olimpia x Fluminense

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Matar ou morrer


Por Tuca Veiga

Trio de Ferro entra na semana mais decisiva do ano – ao menos até então. Libertadores no meio e semifinais do Paulistão no final. Jogos que prometem rivalidade acirrada, confrontos disputados e com roteiros completamente imprevisíveis.

O Verdão é o primeiro a entrar em campo nesta semana. Com a eliminação no Paulistão para o Santos, nos penais, o time do Palestra Itália pode entrar numa dura realidade em pouco tempo. Mais exatamente no dia 14 de maio. Se for eliminado pelo duro Tijuana do México – que deu trabalho para o Corinthians na 1ª fase – o Palmeiras cairá de paraquedas em um pesadelo daqueles: a Série B. E se não subir, meu amigo, a encrenca estará armada.

Já o Tricolor vai trabalhar em duas frentes. Primeiro viverá a recente rivalidade com o Galo, que aqueceu após os duelos na Liberta. Na primeira partida, Ronaldinho armou uma malandragem bem para cima do capitão do São Paulo, que resultou no gol alvinegro. Na segunda, foi uma declaração de R10 que pegou mal, dizendo que estavam apenas treinando. E ainda deixou a promessa:  “Agora vai ser diferente. Eles sabem que vai ser diferente”.

Pelo que fez na primeira fase, o time de Minas Gerais entra, teoricamente, como favorito para o duelo. No entanto, do outro lado está um time que já levantou três vezes a taça da competição e está mais do que acostumado a participar dela. Situação oposta à do Atlético. Jogos duros, imperdíveis e impossíveis de se cravar o resultado. E, para dificultar, entre os dois jogos, o time do Morumbi ainda tem o seu grande rival pela frente, em partida que poderia ser jogada com time reserva – algo pouco provável em um Majestoso que vale vaga na final estadual.

O campeão do mundo também terá uma semana agitada. Longe de casa, eliminou a Ponte de maneira avassaladora e, agora, terá de encarar dois grandes rivais. Ambos os jogos longes de seu domínio. Na Bombonera, terá pela frente um meia-Boca. Mas se engana quem espera um confronto mole para o Timão. Apesar da má fase, o time comandado por Riquelme transborda tradição no torneio e tem sede de vingança pela final do ano passado. Soma-se a isso a dificuldade tradicional de se jogar no estado que pulsa e a presença de Carlos Bianchi, um exterminador de times brasileiros.

Depois vem o estadual. Nesse ponto o Corinthians foi beneficiado pela agenda. Joga na quarta enquanto o Tricolor entra em campo um dia depois. Mas como joga na Argentina, esse ponto se exclui. Entretanto, o Timão não terá que se preocupar com a Liberta, pois folgará no meio de semana, enquanto o São Paulo vai à Minas decidir sua vida na competição sul-americana.

Ou seja, em suma, é jogo bom atrás de jogo bom. Rivalidades acirradas. Sangue nos olhos. Coração na garganta. Suadeira. Bombonera. Grama Sintética. Provocações. Vinganças. Libertadores, Paulistão e emoções garantidas.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Duelo histórico - Galo quer calar o Morumbi para evitar tricolor nas oitavas



Por Luiz Fernando Módolo

Morumbi lotado, jogo de libertadores, de um lado os donos da casa precisando de uma vitória para se classificar e de outro o atual vice campeão brasileiro e líder do grupo. Parece o jogo dessa quarta-feira entre o São Paulo e o Atlético-MG, certo? Contudo não é.

No domingo nove de abril de 1978 essas duas equipes entraram em campo na capital paulista pela competição continental, em jogo a classificação. Na época só um clube passava para a próxima fase, o tricolor e o galo jogavam para abrir distancia do rival e encaminhar a vaga para a fase seguinte. Deu Atlético Mineiro, com gols de Serginho e Paulo Isidoro o time mineiro calou o Morumbi lotado. Mirandinha ainda descontou para a equipe paulista.

Coincidentemente o Galo também era vice-campeão nacional, assim como hoje, contudo na época o campeão era o São Paulo. Um ano antes do confronto na competição continental o São Paulo entrava no Mineirão como desafiante e desacreditado.

O Atlético era o time do momento, o grande favorito. Liderados por Toninho Cerezo os mineiros jogavam em casa a final, que na época era em partida única. Entretanto o São Paulo levou o caneco nos pênaltis e surpreendeu a todos que esperavam o bi do Galo.

De lá para cá muita coisa mudou, o São Paulo ganhou três Libertadores e três Mundiais e se tornou uma camisa temida em todo o continente. Já o Galo disputa esse ano somente sua terceira libertadores desde 1978 e em nenhuma das outras ocasiões conseguiu chegar se quer em semifinais. 

Pela camisa e força são paulina na competição o Galo vem para o jogo hoje querendo ganhar de qualquer forma. Deixar o tricolor sair vitorioso e ter que fazer as oitavas contra os paulistas pode ressuscitar a equipe mais acostumada com a Libertadores dos últimos 20 anos.

Desde o presidente Kalil, até o roupeiro todos em Minas sabem que eliminar o rival agora é fundamental para os planos de Ronaldinho e companhia.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Galo e Ronaldinho Gaúcho - Os melhores do Brasil




Por Luiz Felipe Fogaça

Com 15 ponto em 15 possíveis , media de 3 gols por partida, nove de saldo e um futebol de dar gosto, o time do Galo é o time a ser batido nessa Libertadores. 

Ronaldinho Gaúcho joga fácil, distribui o jogo, dá seus dribles, marca seus gols e comanda o Atlético. Do truque da água na primeira rodada, ao golaço feito neste último confronto, o meia tem sido o destaque em todos os jogos e já conta com 3 gols e 6 assistências.

O sorriso sempre presente no seu rosto mostra que o craque tem jogado com a velha alegria de sempre e o resultado não podia ser outro, o futebol de Gaúcho contagia o resto do time. A fase do camisa 10 é tão boa que não é exagero dizer que é o melhor jogador em atividade no futebol brasileiro no atual momento.

O time ainda conta com uma defesa sólida com Réver e Leonardo Silva, um meio de pegada com Pierre e Leandro Donizete, bons laterais e um trio de ataque onde até Jó se destaca ao lado de Diego e Tardelli e Bernard que só são coadjuvantes por que Gaúcho está jogando o fino da bola.

Além disso, tem a torcida que faz sua parte e empurra o time que ostenta grande invencibilidade em seus domínios. Com a vitória sobre o time argentino garantiu o direito de decidir todos os mata-matas que vierem pela frente no Independência.

No banco Cuca joga para acabar com o estigma de que arma bons times que falham na hora H e exterminar o rótulo de eterno vice. O treinador faz excelente trabalho na frente do Galo e hoje só esta atrás de Tite, mas usa tão bem suas armas como o treinador do Corinthians.

Quem poderá parar o Galo? 

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Cruzeiro, Altético-MG e a rivalidade das Minas Gerais




Por Luiz Felipe Fogaça

Nos últimos anos Atlético-MG e Cruzeiro vem fazendo os clássicos mais equilibrados do Brasil, ambos, porém sem ganhar títulos de destaque. A ausência de conquistas, não quer dizer que os times venham fazendo feio, pelo contrário, além de sempre começarem como protagonistas, caso do Galo em 2013, ano após ano, uma das duas equipe sempre chega no pelotão de frente e belisca uma vaguinha na Libertadores pelo menos.

Desde o Brasileiro de 2007, em que vi um dos jogos mais impressionantes da minha vida, em que teve duas viradas, jogador expulso, golaço, todos os ingredientes de um belo clássico e o time azul bateu o alvinegro por 4x3, que eu assisto a todos os clássicos entre os mineiros, nem que seja na reprise.


Eis que no primeiro jogo do ano entre as duas equipes, quem brilhou foi o Cruzeiro sem seu principal jogador das últimas temporadas. Se o Mineirão deixou a desejar e apresentou problemas, que vão da venda de ingressos à ausência de água, inclusive para comprar. Fato o que não é surpresa para ninguém, deve se repetir em muitos estádios e parece estar bom só para Ronaldo e sua trupe.

O mesmo não se pode dizer do jogo, que foi bom. O time da Raposa, sem contar com Montillo e sem nenhum grande reforço viu o novo técnico Marcelo Oliveira armar bem o time, que marcou bem, foi veloz e conseguiu vencer o rival. Como no Coritiba, o técnico pode fazer sucesso nas Minas Gerais, mas dificilmente terá hesito em um campeonato de tiro longo como o Brasileiro, na Copa do Brasil, já são outros 500 e mesmo sendo disputada pelos principais times neste ano, o Cruzeiro tem tudo para incomodar. A aposta é pelo conjunto, já que  aparentemente o clube não tem ninguém que possa decidir individualmente.


Se o Atlético-MG esta em alta com Ronaldinho ditando bem o jogo e sem se esconder, com Bernard incomodando por todos os cantos do campo, nem a derrota para o Cruzeiro vai ser capaz de mudar isso. A chegada de Tardelli, ídolo recente do Galo tem tudo para resolver os problemas do time e alçar a equipe ao degrau mais alto do pódio.  Entre os torcedores e qualquer bom observador é nítido que o que faltava no time é alguém para empurrar a bola para o gol. No ano passado e já no clássico desse ano, Jô se cansou de perder gols e não tem condição de ser protagonista neste time, já como suplente é uma excelente opção.


Agora resta saber, qual metade vai terminar o ano comemorando e tripudiando da outra. A certeza é de grandes clássicos e bons jogos envolvendo as duas equipes, que sempre buscam o ataque.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Os acertos e erros do mercado do futebol


Por Tuca Veiga

Janeiro é época de ir às compras. Uns acertam mais, outros menos. Vamos ao balanço...

Em São Paulo, o Tricolor é quem mais adquiriu jogadores para a nova temporada.

A contratação de Lúcio é o carro-chefe. Wallyson, pouco comentado e festejado, tem bola para ocupar a vaga deixada por Lucas.

A venda do craque deixa uma lacuna, mas com a grana que chegou esperávamos jogadores mais top de linha. Vargas, se fechar, coloca o time em outro patamar.

Já a grande contratação do futebol brasileiro foi feita pelo campeão mundial.

O Corinthians aposta em seu departamento médico para deixar o craque Alexandre Pato em ponto de bala para deitar e rolar.

Renato Augusto e Gil também são boas aquisições. No entanto, não sei se a diretoria acertou em colocar tanta grana (3 milhões de euros) na chegada de um zagueiro que vai brigar por posição.

Na Baixada, Montillo assumirá a camisa eternizada pela magia do rei do futebol. Uma cartada e tanto.

Montillo, Neymar e André vão fazer um belo trio.

Sorte de Marcos Assunção, que saiu do naufrágio alviverde para bater muitas faltas sofridas pelo craque do nosso futebol.

Porém, ai porém, a novela Nenê teve um final triste. Após quase parar na Vila, optou pelas verdinhas dos sheiks do Qatar. Ruim para o Santos, pior para Nenê.

No Palestra, o caso Assunção ainda causa debates entre os palmeirenses. E aí, quem errou?

Acho que os dois. O Palmeiras por oferecer menos do que já havia proposto meses antes. O jogador por querer ganhar quase meio milhão de um time recém-rebaixado.

Mas o goleiro Fernando Prass é um belo nome, assim como o lateral Ayrton.

No Rio, o campeão brasileiro Fluminense optou pela manutenção do elenco. Não perdeu ninguém e só contratou jogadores para composição de elenco.

Quem tem se movimentado bastante, recentemente, é o Flamengo.

Eu vinha aqui elogiar o clube. Primeiro por não entrar em aventuras como a contratação de Robinho. Segundo pelas aquisições de Elias e Gabriel – ótimos jogadores.

Mas a perda do artilheiro do amor foi um balde de água fria para os rubro-negros.

Já na nau vascaína, só Dedé ainda não abandonou o barco. Time sem grana e sem contratações que animem o torcedor.

O zagueiro e ídolo é visto como o pilar da reconstrução do time. Contudo, uma boa venda de Dedé poderia render em contratações de peso. Timão está de olho.

No Botafogo, muita movimentação e a incógnita de sempre. Ano novo, vida nova? É esperar para ver.

O time trocou de lateral-esquerdo e saiu ganhando. Julio Cesar é melhor que o M. Azevedo.
 Na zaga, trocou F. Ferreira por Bolívar. Seis por meia dúzia.

No ataque, perdeu Elkeson e contratou Henrique. Creio que perdeu.

Em Minas, vimos o único time que optou pelo velho e duvidoso pacotão: o Cruzeiro.

Após perder Montillo, o time foi com tudo ao mercado. Diego Souza é o principal nome. 

Bruno Rodrigo é um zagueiro médio. Éverton Ribeiro pode dar caldo, foi bem no Coxa. Nilton é um volante esforçado, Henrique voltou, Lucca – machucado – é uma promessa e Dagoberto quer reeditar dupla de algum sucesso com Borges.

Time celeste contrata para dar esperanças ao torcedor, que viu um time fraquíssimo em 2012 e ainda por cima tem acompanhou a franca ascensão de seu rival.

Pelos lados do Galo, o que mais animou o pessoal foi o regresso do veterano Gilberto Silva. Alecsandro e Rosinei também são nomes interessantes para formação de elenco.

Mas bom mesmo foi a manutenção da joia Bernard e do craque Ronaldinho.

No Sul, o Grêmio, que vai para a Libertadores com um time envelhecido, não optou por rejuvenescer o grupo. Os veteranos Dida e Cris chegam para ajudar o “pojeto do pofexô Luxa”.

Já o Inter, diferente de outros anos, pouco se mexeu no mercado.

Contratou Caio (ex-Fogo), Vitor Junior, Willians e só falta assinar com Felipe Bastos, do Vasco. Muito trabalho para Dunga, provavelmente o maior reforço do Colorado.

No mais, fica a expectativa para o futebol que Alex vai mostrar no Coxa. 

O jogador que foi a menina dos olhos de todos os times em tempos de transferências voltou para casa e vai reencontrar Deivid, com quem brilhou no Cruzeiro e na Turquia.

Já Riquelme, palmeirenses, atleticanos e tricolores do Rio, desencanem vai, tá velho, é caro e ruim de grupo. Acho que não tem mais lenha pra queimar.

Ainda nesta semana analisaremos o mercado dos times nordestinos.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Kalil, acima de tudo, ama o Atlético assim como o torcedor da arquibancada

Alexandre Kalil, o dirigente que mudou a cara do Galo



O Atlético Mineiro voltará a ser grande. É questão de tempo. Antes que a senhora que me pariu seja insultada, refitico: - o Galo sempre foi grande, mas deixou de ser vencedor. O Atlético Mineiro voltará a ser vencedor.


Há muito tempo o Galo é motivo de piada nacional, assim como o Botafogo. Chega, mas não assusta nem um Cisne. Porém, o processo de profissionalização no futebol do clube é evidente e tem um responsável: Alexandre Kalil.


Quem não acompanha de perto (ou é cruzeirense) vê na figura do mandatário um fanfarrão de calça curta. O trabalho, contudo, mostra que Kalil entende de gestão. É ambicioso e pensa grande. 


O Galo acaba de fechar um acordo com uma marca de material esportivo por R$ 25 milhões. Dizem que o acordo teve o dedo de Ronaldo. Mais uma tacada certeira de Kalil em se aproximar do fenômeno dos negócios.


Um clube que assusta a todos com contratações ousadas poderá ousar ainda mais.


O elenco é altamente competitivo. Está na frente de todos no período do “Mercado da Bola” (contratou Gilberto Silva, está perto de Alecssandro e segurou a dupla Ronaldinho/Bernard) e o mais importante: manteve Cuca como treinador. Os mesmos que cornetavam o técnico são aqueles que pegavam no pé do Tite. Futebol é tempo, não tem mágica. 


Kalil, acima de tudo, ama o Atlético assim como o torcedor da arquibancada. Nos dias atuais serve de lição para muitos engravatados. Ou alguém acha que o presidente do Galo estaria se bronzeando no Leblon após uma catástrofe com sua equipe?

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

A chatice do chororô sem fim

Por Gabriel Duque

Que chatice as reclamações do Atlético-MG e de outros clubes em relação aos árbitros. Nesta quarta, Cuca veio de novo falar de pênalti não marcado, que o juiz deixou seus jogadores irritados e blá blá blá. Todos sabem da incapacidade, incompetência e falta de preparação dos árbitros, mas todos reconhecem também que os times são beneficiados em uma partida e prejudicados em outra.


Treinadores, é hora de mudar o discurso! Falem sobre o desempenho técnico de seus atletas, seus esquemas táticos e qualquer outra coisa. Chega de arbitragem! O que adianta chorar o leite derramado. Querem mudar o cenário patético dos apitos no Brasil? Peçam uma reunião na CBF para se discutir os critérios, a participação do juiz que fica no fundo do campo, o porquê de tantos erros de bandeirinhas em impedimentos, o uso da tecnologia...

É muito fácil colocar a culpa do resultado não satisfatório em seis homens do apito e se eximir de responsabilidade. Falta vontade não só à Confederação Brasileira, mas também aos clubes. Todos precisam ajudar para a melhora do nível da arbitragem e para a evolução do futebol no país. Se cada treinador orientar seus jogadores a não simularem faltas e pênaltis, a evitarem reclamações e pressões nos juízes, já ajudaria.

Todos os clubes querem levar vantagem, não importa como. Por isso tamanha pressão nos árbitros. Querem impugnar o resultado de um jogo por ter um gol de mão anulado. Reclamam de pênalti, mas, em toda partida em sua casa, um adversário é expulso de campo. “Campeonato do STJD, da arbitragem horrível”, diz Cuca. Ele tem razão nessa fala, mas não precisa reclamar todo santo jogo.

Nada contra o treinador atleticano - que é o exemplo do dia -, mas do outro lado também houve reclamação pelas expulsões de Wellington Silva e de Dorival Jr. O comandante do Flamengo detonou o árbitro da vez Sandro Meira Ricci, o excesso de autoridade dos juízes que não dialogam e nem explicam o motivo de certas decisões. Ótimo, mais um ponto para a reunião entre clubes e CBF. Vamos pensar em como melhorar e não em reclamar. Razão tem o Fred, que, após o jogo entre Fluminense e Atlético-MG, mandou um recado para o Cuca: "Tá chato para c......"

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Polêmica Histórica


Por Rafael Hornblas

Quarta-feira de clássico em Minas Gerais. Atético-MG e Flamengo se enfrentam em jogo importante para a pretensão de ambos no Brasileirão. Ronaldinho, que teve atuação apática no primeiro encontro com o ex-time, quer mostrar ao Mengo que acertou - e muito - na escolha de trocar o Rio de Janeiro por Belo Horizonte. Mas não é a atual conjuntura que faz deste duelo um clássico.


As duas equipes já decidiram um Brasileirão, em 1980, vencido pela equipe carioca, e têm grande equilíbrio em jogos válidos pela competição nacional, com 21 vitórias rubro-negras contra 20 atleticanas. Mas foi no ano seguinte da decisão do Brasileirão que aconteceu uma das histórias mais marcantes deste confronto.  

Hoje, o Paixão Clubística vai lembrar um dos maiores e mais polêmicos, confrontos do futebol nacional. A partida era válida pela Taça Libertadores da América de 1981. O jogo era de vida ou morte para o time mineiro, pois o Galo precisava ganhar para passar para a 2ª fase do torneio, enquanto o time carioca avançaria com um empate. 

O Galo contava com a grande fase de seu artilheiro Reinaldo (o Rei), principal jogador do time na época (muitos dizem, o melhor de todos os tempos do Galo). Já o Mengo tinha Zico em excelente fase, além de um esquadrão que seria base da Seleção de 82. O duelo aconteceu no estádio do Serra Dourada com cerca de 80.000 pessoas. 

Como era de se esperar, o jogo foi muito nervoso. O Galo atuava com sede de vitória, pois além de querer conquistar o principal torneio das Américas, desejava vingar a derrota no Brasileirão de 80. O árbitro da partida era José Roberto Wright - e foi ele mesmo o principal protagonista deste jogo.

Aos 30 minutos do 1º tempo o craque Reinaldo deu um carrinho em Zico e Wright expulso direto. Éder e Chicão ficaram extremamente irritados com o juiz e também foram mais cedo para o chuveiro. Logo após as 3 expulsões, o então técnico Carlos Aberto Silva mandou que os jogadores caíssem no chão alegando contusão para que o jogo terminasse e foi isso que aconteceu. O Galo "tirou" seu time de campo e o Mengão passou para a 2ª fase. O time carioca se tornaria campeão da Libertadores de 1981.

Aqui podemos lembrar um pouco do fato :





quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Melhor preparo e menos punição


Por Luiz Felipe Fogaça

Na contramão da luta de milhões de brasileiros pelo direito à liberdade de expressão, o STJD parece não tolerar nenhum tipo de manifestação contra o órgão, arbitragens e os profissionais envolvidos nessa esfera.

Se existia alguma dúvida, isso ficou claro com o simples fato do procurador Paulo Schimitt oferecer denúncia para o Atlético-MG pelo ato de sua torcida. No jogo contra o Fluminense a torcida do Galo fez um mural escrito CBF de cabeça para baixo e com as cores do clube carioca. Os atleticanos protestavam contra os erros da arbitragem, que beneficiaram o Flu na briga pelo título.


Para o procurador, que é o único do STJD inteiro com propriedades para exercer a função, já que realmente é formado em direito, diferente dos outros membros, o que acontece é que “esta manifestação, levantando a hipótese que existe corrupção na CBF, ela tem de ser levada ao Tribunal pelo menos. Não vou defender que tenha absolvição ou condenação, mas a Corregedoria tem de levar para o conhecimento do Tribunal”.

Não vou entrar nem no mérito se a arbitragem é tendenciosa ou não, mas que muitos erros vem acontecendo e o nível da arbitragem esta em franco declínio, isso é nítido para qualquer um dos apaixonados que acompanham o esporte.


Vale lembrar que rodadas antes o Naútico teve de obrigar sua torcida a tirar uma faixa com os dizeres “ Não irão nos derrubar no apito” para poder ver o jogo começar. Isso é um absurdo, pela lógica daqui a pouco não poderemos gritar no estádio mandando o juiz pra ou simplesmente xingando o homem de preto.

Prego sim o respeito por todos os profissionais, sem duvidar da honra de nenhum deles, mas as manifestações tem que ser livres, por que futebol é liberdade, arquibancada é democracia e assim tem que seguir o jogo.

Ao invés de coibir manifestações populares que prepare-se melhor os árbitros, profissionalize-os e prepare-se também os homens que manda na arbitragem.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Eletrizante


Por Tuca Veiga

Tarde quente, estádio lotado, o líder e seu caçador, um Ronaldinho inspirado e as traves encantadas são apenas alguns ingredientes da grande partida do Brasileirão 2012. Um jogo digno de final.

Os nove pontos de desvantagem levaram os mineiros ao ataque. Pressionado, o time de Abelão parecia cozinhar no caldeirão do belo e histórico Estádio Independência. Um primeiro tempo de ataque contra defesa.

Ronaldinho, desde a corrente dentro de campo, dos abraços nos companheiros, mostrava querer jogo. Tinha sangue nos olhos. Apetite. Na primeira oportunidade que teve, estufou o filó. Torcida em êxtase. O gol, no entanto, foi bem anulado. A torcida atleticana, que desde antes do apito soar já chiava com a arbitragem, ficou maluca. Indignação em BH. Injusta.



O empate levado para o vestiário era outro exemplo de injustiça. Duas bolas beijaram a trave, muitas outras cruzaram a área tricolor. Um bombardeio. O líder estava acossado. Tudo passava pelos pés de Ronaldinho. Grande atuação do maestro alvinegro. Bernard também estava com a macaca, faltava somente Jô caprichar na pontaria.

A segunda etapa deu o ar de sua graça levando para campo a velha máxima do futebol. O grito de gol, tão esperado pela massa no Independência, quando surgiu, estava do lado da minoria – quem não faz, toma. Festa do líder. Doze pontos de diferença e o campeonato quase decidido. Quase!

“Lutar, lutar, lutar, com toda a nossa raça pra vencer”. O hino do Galo, entoado nas arquibancadas, levou o time para a batalha. Um tiro de Leandro Donizete explodiu na trave. Era a terceira vez que a sorte sorria para Cavalieri. O goleirão gastou ela todinha. Como três é demais, a bola seguinte,  que teve assinatura de Ronaldinho, ficou entre Bernard e Jô, mas foi o centroavante que fez a alegria da galera.

Como três é demais, Jô, que havia desperdiçado duas cabeçadas, testou a bola para virar o jogo. Festa em Minas Gerais, Cuca emocionado, virada merecida. Mas o jogo acaba somente quando termina. A famosa redundância do mundo da bola avisa que enquanto há jogo, há guerra. E Fred, sempre ele, cutucou de bico e empatou a parada. Um balde de água fria. Título na mão? Que nada!

Um jogo eletrizante como este merecia um vencedor. E como três é demais, foi fantástico o gol de Leonardo Silva. Quando o lançamento saiu dos pés de Ronaldinho, o estádio se calou, todos prenderam a respiração. Enquanto a bola voava, Leonardo subiu como Dadá, encarnou o espírito do homem-gol, parou no ar, como helicóptero, como beija-flor. Testa nela, festa do Galo e campeonato aberto. Que jogo. Quem não viu, perdeu. Parabéns aos líderes – pelo jogo, pela disputa e pela tarde de domingo que proporcionaram não apenas para as suas torcidas. 

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Capítulos Finais Prometem! E não é a novela...

por Mateus Lessa

Caros amigos apaixonados pela bola que rola,

Volto a escrever no querido Paixão nessa nova fase para abordar a reta final do campeonato mais equilibrado do mundo e os horizontes para cada equipe nas sete rodadas que ainda faltam. Enquanto a novela vai acabar (finalmente, adios Tufão e Carminha!) e saberemos quem matou quem, quem é o pai, quem casou- como sempre- o Brasileirão também pega fogo. Mas os mistérios só serão desvendados no dia 2 de dezembro.

Auditor torcedor fez um papelão
Até lá, uns agonizam, outros já querem comemorar, uns bocejam, outros arrumam forças pra lutar. Teorias conspiratórias, interferências exageradas e as eternas rivalidades serão temperos extras. A arbitragem é péssima? Claro que sim, não há novidade nisso- e não haverá até a Dona CBF tomar uma atitude e profissionalizar a classe das mães mais sofridas do país.

E as entregadas finais? Ah, de novo isso? Chatão, vamos falar de bola, de tática, de pinturas (obrigado, Neymar!). Duvido que Tite 'FalaMuito' vai entregar a paçoca pro Bahia pra prejudicar o Verdão ou qualquer outra coisa do gênero. Clássicos nas rodadas finais acabaram com isso. Passou da hora do profissionalismo falar mais alto dentro das grandes instituições esportivas do país.

Na parte de cima, o Flu segue incontestável. Como foi desde o começo. Não joga bonito, não dá show, mas é a cara do Abel, o mais competente do Brasil. Cavalieri, Deco, Nem, Thiago Neves, Fred e um baita elenco. Campeão. A não ser que aconteça uma catástrofe.

Grêmio, Galo e São Paulo irão lutar, mas a diferença é grande demais para ser tirada em tão pouco tempo e contra um time que dificilmente deixa escapar pontos. Belas campanhas fizeram as esquadras de Mestre Cuca e do Pofexô. Palmas para R49 pela redenção, para a revelação Bernard e também para Elano e Zé Roberto.

O São Paulo vem numa crescente impressionante, tem agora um padrão de jogo e um time titular bem definidos. Com LF9 fazendo muitos gols e RC motivado, o Tricolor é sério candidato ao título da Sul-Americana .O Vasco deixou cair e não parece mais ter forças pra reagir e voltar à briga pelo G-4. A demora pra trocar Cristóvão Borges pode ter sido um dos fatores. Juninho, ainda assim, deve estar na Seleção do Campeonato.

Fernandão ficou louco com seu time
O Inter, mais uma vez, ficou "no papel". Está fazendo perder os cabelos o cabeludo Fernandão e a torcida sente vergonha. Ficou pelo caminho, assim como Botafogo, Cruzeiro e Santos, que em algumas rodadas já estarão com a cabeça em 2013. O ano que vem já é pauta para o Coxa, que trouxe Alex e deve chegar com tudo na Copa do Brasil pelo terceiro ano seguido, e para o Náutico, impossível em casa, mas peneirão fora.

Lusa, Ponte e Flamengo ainda sentem calafrios à noite e sabem que uma sequência ruim agora pode fazer as últimas rodadas serem dramáticas. Lamentável a posição do clube de maior torcida do Brasil, e dá pena ver que alguns acham que o (ex) Imperador vai resolver.

Enquanto o Atlético-GO já declarou sua morte nas palavras do próprio goleiro e capitão Márcio, Figueirense, Sport, Palmeiras e Bahia travarão uma batalha épica: apenas um conseguirá a salvação e o Tricolor baiano tem cinco pontos de frente, que me parecem ser suficientes para, no fim das contas, estar livre. O Palmeiras esboçou reação mas está destroçado. Pela série de Cagadas, merece cair. O Figueira tem tabela complicada, e o Sport não teve em nenhum momento a regularidade necessária para escapar.

O Corinthians usará o fim do Brasileiro como preparação para o mais importante evento do ano: o Mundial no Japão, com provável jogaço na Final, contra os titulares absolutos da seleção David Luiz, Ramires e Oscar. Corinthians é Brasil? Piada do Galvão, né? Corinthians é Corinthians. E boa sorte.

O "Kuduro Oi Oi Oi" acaba hoje mas a Reta Final mais dramática que novela ainda terá sete capítulos para conhecermos heróis e vilões! Não dá pra perder.

Nota Zero: Interferência do STJD. Sempre querendo aparecer na reta final. Patético.

Nota Dez: Mais uma pintura de Neymar. Cada vez mais disposto a ir buscar Messi e CR7 e lutar pelo posto de melhor do mundo.

sábado, 17 de dezembro de 2011

Falastrão passa mal, rapaz



Por Felipe Pugliese


Não há algo mais triste no futebol atual do que ser torcedor do Atlético Mineiro. A humilhante derrota para o Cruzeiro já passou, o fanático e injustiçado amante do Galo já saiu da U.T. I e mesmo assim o falastrão presidente Alexandre Kalil continua iludindo o coitado da arquibancada.

Eleito mais uma vez para o cargo máximo na agremiação mineira, o mandatário (que por sinal tem mais pinta de apresentador de programa policial do que de presidente) soltou mais uma de suas anedotas. Disse que o Galo é o clube mais organizado do Brasil. Ah, faça-me o favor, alucinado cidadão mineiro. O senhor acha que engana quem? Organização reflete em campo, e isso o seu clube não tem mostrado há anos.

O que deixa evidente que há algo de muito errado no Atlético é o simples fato de nenhum jogador vingar com a camisa do Galo. E olha que são nomes que encaixariam em qualquer time do Brasil. Os atacantes Guilherme e André, além do zagueiro Rever, são alguns dos exemplos que não me deixam mentir.

É hora de trabalhar em silêncio, Kalil. Expor o clube da forma que o senhor adora fazer só gera uma expectativa falsa e enganosa no torcedor do Galo. Guarde o seus comentários no twitter para o dia que o seu time voltar a ser campeão, não apenas para comemorar uma contratação como se fosse um título. Passar bem.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

V de Vingança!


Por Leandro Chaves

Amigo internauta, você se lembra do dia 27 de novembro de 2005? Certamente quem é mineiro não esqueceu jamais dessa data. Se não chorou, sorriu, se não estava alegre, estava triste. Assim era a mescla de sentimentos em Minas Gerais, naquela tarde de domingo, quando ao empatar sem gols com o Vasco da Gama, o Atlético-MG foi rebaixado para Série-B do campeonato nacional pela primeira vez em sua história.

Enquanto a massa alvinegra aplaudia o Galo em um Mineirão lotado e ia ás lagrimas com a frustração final, a parte azul de Minas sorria e comemorava o descenso do maior rival.


Ironia do destino, seis anos e sete dias depois, o Atlético tem a chance de voltar a ter paz nas discussões futebolísticas contra o seu algoz e se vingar de todos os deboches na Toca da Raposa. Caso leve a melhor no clássico e, Ceará ou Atlético-PR vençam seus confrontos, o Galo mineiro será o responsável direto por colocar a maior mancha negra na história do azulado Cruzeiro: a Série B!

A queda mais rígida e impiedosa que podemos ter. Uma hipótese jamais levantada na cabeça de comentaristas e torcedores para um time que ao ser a sensação da primeira fase da Libertadores se enganou dentro de suas próprias limitações. Pagou caro por sonhar tão alto, não assimilou a eliminação inesperada nas oitavas de final para o Once Caldas, perdeu a motivação e se perdeu no ano.

Cometeu o erro de todo grande que conheceu a “Segundona” ao achar que poderia se levantar na hora que bem entendesse e não conseguiu. Saiu Cuca, saiu Joel, veio Mancini e o Cruzeiro continuou nocauteado no Brasileirão.

Resta apenas uma chance para a Raposa sair da toca e ir pra caça em 2012. Domingo, 4 de novembro de 2011: o dia em que o Galo pode cacarejar alto, não com a intenção de acordar ninguém, mas sim de colocar o sonolento Cruzeiro para dormir de vez!

Que venha a última rodada mais emocionante da história do Campeonato Brasileiro!

terça-feira, 15 de novembro de 2011

A fabiocostanização do Gladiador

F. Costa não joga há 13 meses. Gladiador segue os passos do goleiro
Por Alessandro Lefevre

Para um ídolo, capitão do time, virar um traidor ele tem que fazer muita coisa errada. E não é só na esfera do futebol. É na esfera da vida. A revista Placar de novembro traz em uma das suas matérias o momento pelo qual passa o goleiro Fabio Costa, do Santos. O arqueiro foi um dos maiores responsáveis pela volta do Alvinegro Praiano ao mapa dos grandes times quando, em 2002, junto com a segunda geração dos meninos da Vila, levou o caneco do Brasileiro para o litoral paulista.

Mas há mais de um ano ele está encostado. Emprestado ao Atlético-MG,  Fábio Costa treina em horários diferentes inclusive de outros atletas afastados pela diretoria - os dirigentes entendem que ele é má influência para a equipe. Os principais motivos para o declínio do goleiro são o temperamento explosivo e o péssimo relacionamento com o elenco do qual faz parte, independentemente do clube.

Kleber, do Palmeiras, leu a cartilha do goleiro. Com seu gênero difícil e com suas cotoveladas em campo, o Gladiador não coleciona muitos amigos no planeta Bola. Depois de forçar a sua saída do Cruzeiro, dar declarações contra a torcida do São Paulo, falar mal da Ucrânia e se transformar em um Judas para o palmeirense, o ex-camisa 30 do Verdão possui desafetos por todos os lugares pelos quais passou.

Por isso, Kleber, desde o episódio em que tentou ganhar um aumento no salário ou uma transferência para o Flamengo, começou a se fabiocostanizar. Apesar de ser bom jogador, craques de difícil trato só conseguem se manter em clubes grandes quando os resultados aparecem. Mesmo que assine com o Grêmio e esqueça seu passado, a imprensa, os torcedores, os treinadores e os dirigentes já têm um novo olhar sobre o Gladiador. 

Escolhas erradas podem acabar com a carreira de um atleta. Toma jeito, Kleber!

sábado, 3 de setembro de 2011

Trilha para a salvação: Veja o que o Galo precisa para fugir da degola

Depois de tudo que já passou no Brasileirão deste ano, pensar em salvação do Atlético-MG é assunto única e exclusivamente para torcedores do Galo. Embora tenha jogadores de nome em seu elenco, o Galo não chegou a embalar em nenhum momento do campeonato. Então é chegada a hora.
O Paixão Clubística entra na onda da torcida atleticana e já faz as contas para a salvação. Segundo os matemáticos, 45 pontos salvam as equipes da degola – e esse não é nenhum trocadilho com o mascote do time mineiro. Neste momento, o time tem somente 18 pontos, então precisará ganhar nove jogos e somar 27 pontos.  
Separamos a escalada alvinegra em sete passos. Sete grupos de jogos. No primeiro, estão Avaí (c), São Paulo (f) e Bahia (c). Para começar bombando, o Atlético tem que buscar seis pontos nessas partidas, vencendo, inevitavelmente, o Avaí, que também luta para não cair. São Paulo – que tem sido uma mãe jogando no Morumbi –, e Bahia, são pratos cheios para ao menos mais uma vitória, e podem dar o embalo que o time tanto procura.
Depois vem um trio duro de roer: Atlético-GO (f), Flamengo (c) e Inter (f). O Paixão Clubística estipulou quatro pontos neste grupo. E mais quatro no grupo seguinte, com Ceará (c) e América-MG (f). Você, torcedor atleticano, deve estar achando que eu estou de sacanagem, pensando em só quatro pontinhos contra times de menos nome. Mas cá entre nós, a fase está complicada, não dá para sonhar sempre com sucessos.
Em seguida, dois jogos em que qualquer ponto é ponto. Santos, em casa, e Vasco, fora.  Neste momento, entramos na reta final, nos últimos oito jogos. As partidas tomam ainda mais tons de drama, com todos os times lutando por seus objetivos. Flu, fora, e dois jogos seguidos em Minas, contra Palmeiras e Grêmio, exigem ao menos duas vitórias do Galo.
Neste momento o time poderia estar com 39 pontos, enxergando a luz no fim do túnel e dando esperanças para seu torcedor: combustíveis ideais para quem deseja se salvar. Para encerrar a escalada gloriosa do alvinegro, teoricamente são necessários mais seis pontos – e como é difícil somar ponto nessa hora. Primeiro o trio Figueirense (f), Coxa (c) e Corinthians (f). Quatro pontinhos e muita vela acesa. A fé vai ser necessária nessa hora, pois as últimas duas partidas têm tudo para serem épicas. Contra dois algozes: Botafogo (c) e o arquirrival Cruzeiro, fora. É vencer um dos dois, fazer as contas e correr para o abraço.
Boa sorte ao Galo e à sua imensa torcida, que não merece estar na Série B novamente em menos de dez anos.
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