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quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Uma vida sem limites



Por Arthur Quezada


Imagine passar dificuldades na infância em uma favela carioca, imagine alimentar o sonho de ser um dia jogador de futebol, imagine realizar esse sonho, imagine jogar na nos principais clubes do Brasil e atuar em alto nível na Europa, imagine ser ídolo com a camisa verde e amarela da seleção, imagine ganhar tanto dinheiro e poder fazer o que bem entender de sua vida...

Pois é, caro leitor do Paixão Clubistica, essa é a situação do atacante Adriano.

Não gosto de criticar atletas que extravasam em seu dia de folga. Acho que é direito de qualquer pessoa sair um pouco da rotina, beber com os amigos, dançar e se divertir. Mas o caso de Adriano é diferente, o jogador coloca à prova a confiança dos que apostam nele a todo momento.

Não é de hoje que Adriano é capa dos jornais por problemas extracampo. O jogador que outrora foi apelidado de Imperador conseguiu ser tachado, de maneira definitiva, como garoto problema.
Precisamos ser sensatos e admitir: Adriano conseguiu transformar uma carreira brilhante em pó. Fico me perguntando se outros meninos que passaram dificuldades na infância desperdiçariam uma chance na vida como a que Adriano está tendo.


As cifras milionárias e a bajulação de “amigos” fazem com que o ex-Imperador sinta uma sensação de poder absoluto. A farra dentro do carro que acabou com uma mulher baleada é fruto desta sensação. Adriano não se preocupa com a lei, nem com as pessoas que pagam seu salário e até mesmo com o próprio futuro.

Uma pena. Uma vida sem limites que não tem hora para acabar.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Pelos lados do Tricolor, ousadia é a palavra correta


Por Felipe Pugliese


É todo ano a mesma coisa. Há quem critica, mas a verdade é que a grande maioria adora. O período de especulações do mercado da bola é fundamental. Neste final de ano poucos clubes do Brasil acertaram boas contratações antes da virada do ano. Grêmio e Internacional saíram na frente com os “melhores” reforços.

Pelos lados do Tricolor, ousadia é a palavra correta. Altos investimentos em nomes que dificilmente não darão certo. Kleber “Gladiador” é a cara do novo clube. Marcelo Moreno é um centroavante de nível internacional e de excelente presença de área. Se o fechar com o zagueiro Henrique o Grêmio terá um elenco para brigar por títulos em 2012. A Copa do Brasil é o alvo.

O Internacional gastou menos, até porque já tem uma base montada. Dagoberto é titular em qualquer clube do Brasil. No São Paulo foi muito bem, contudo a torcida do time paulista é uma das mais ingratas do Brasil. O atacante chega ao clube gaúcho para formar um quarteto que promete... D’Alessandro, Oscar, Dagoberto e Leandro Damião.

Enquanto isso no Rio de Janeiro o Botafogo trata a chegada de Andrezinho como se fosse o novo Gerson. É bom jogador, mas ao mesmo tempo extremamente irregular. O Flamengo perdeu Thiago Neves, seu melhor jogador da temporada. Fluminense e Vasco estão no caminho que parece mais seguro.

Em São Paulo o Palmeiras ilude seu torcedor. Diz que grandes reforços chegarão e sofre para fechar com o “craque” Ariel. No Tricolor paulista nomes desconhecidos e no Corinthians nada de novo.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Futebol brasileiro no divã?

Por Guilherme Reis

Já faz quase uma semana, mas vamos voltar ao assunto Barça x Santos. A maioria dos textos que li sobre o tema falava a mesma coisa: aula de futebol; reivenção do esporte; qualidade brasileira em xeque.

É incrível como as pessoas gostam de generalizar as coisas colocando tudo em dois lados opostos, o certo e o errado.

De repente, tudo que foi feito pelos times de futebol até agora foi errado, ou menor, em comparação com o que é feito pelo Barcelona. Calma lá.

Os catalães realmente encantam, não dá pra negar, mas a formula deles não é infalível. Quem não se lembra da heróica classificação da Inter de Milão em pleno Camp Nou na semifinal da Champions de 2010?

O ponto é que não adianta olhar os caras e pensar: nossa, temos que fazer igual. Isso é burrice. Assim como acho uma tremenda estupidez dizer que, depois de 1982, o futebol brasileiro, no que diz respeito à Seleção, entrou em uma crise de identidade sem volta e, agora, mais do que nunca, encontra-se no divã.

Em qual mundo essas pessoas vivem? Disputamos três finais de Copa seguidas depois de 82; e ganhamos duas! Ah!, vão dizer, mas ganhamos com um futebol burocrático, dependente de um ou dois nomes...

Que idiotice! Não aceito quem fala mal da geração que viu, entre outros, craques como Romário, Ronaldo, Rivaldo, Roberto Carlos, Cafu, Bebeto e, por que não?, Ronaldinho Gaúcho.

Acho que o futebol brasileiro precisa aprender muitas lições para melhorar, principalmente no que diz respeito a planejamento e estrutura. Mas discordo que temos que nos espelhar na maneira de jogar do Barcelona para sermos vencedores.

Considero que temos bons e ótimos jogadores na Seleção, ao contrário dos que acreditam que a "safra não é boa".

O que precisamos, no meu ponto de vista, é de um grupo que tenha identificação com a camisa amarela e se acostume a jogar junto, desenvolvendo um estilo de jogo que se encaixe com as peças do tabuleiro e que tenha gana para vencer.

Esse papo de copiar o Barcelona é totalmente furado.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Será que vale tudo isso?


Por Arthur Quezada


Fim de temporada, momento complicado para os clubes brasileiros. Limpar o elenco, contratar reforços, estudar propostas por jogadores... enfim, muito trabalho para os bastidores do mundo da bola. Para os torcedores cabe a missão de abrir os jornais, sites, ver programas esportivos e se informar, para poder imaginar o elenco de seu clube no próximo ano. As conversas futebolísticas nos bares, praças, padarias e escritórios são direcionadas para as novidades dos elencos em 2012.

Pois bem, em São Paulo, a principal conversa gira em torno de um nome: Walter Damián Montillo. O meia Argentino que atua no Cruzeiro se tornou, nos últimos tempos, objeto de desejo de dois grandes clubes do Brasil. Corinthians e São Paulo entraram em um combate de especulação e valores altíssimos para contar com o futebol de Montillo na próxima temporada.

Habilidoso, destro, eficiente, com experiência em competições intercontinentais, Montillo realmente tem qualidades para atuar em qualquer grande clube nacional, mas a pergunta é: Será que vale tudo isso?

O leilão do argentino mostra valores que assustam. Os dois rivais paulistas chegaram a um montante incomum, a bolada de 10 milhões de euros (o equivalente a R$ 24 milhões). Para mim, um ABSURDO.

Veja bem torcedor, não é minha intenção jogar água no chopp de vocês, mas não estamos falando de um garoto de 19 anos e sim de um jogador rodado de 27 anos. E a idade não é o único empecilho. Com o mesmo valor, ou menos, os clubes poderiam contratar nomes como Thiago Neves (Flamengo), Diego Souza (Vasco), Fred (Fluminense), dentre outros.

Além disso, Montillo só começou a se destacar dois anos atrás, quando ainda jogava no Universidad de Chile. Ou seja, não estava na Europa, muito menos era ídolo de algum time argentino. Portanto, os dirigentes corintianos e são paulinos não deveriam incentivar esse leilão feito pelo Cruzeiro e repensar o valor desta contratação, afinal 10 milhões de euros não é dinheiro de pinga.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

“O.O”

Por Felipe Pugliese



O nome dele é Oswaldo de Oliveira, para os críticos mais íntimos simplesmente “O.O”. Foi campeão do mundo, bicampeão brasileiro, além de outras conquistas importantes. O currículo não deixa dúvida: é bom treinador! Porém, temo em não acreditar que tem todo este potencial que seu passado no futebol brasileiro insiste em mostrar.


No Corinthians Oswaldo pegou uma máquina em mãos. Vanderlei Luxemburgo montou um dos melhores times da história do Timão (Gamarra, Rincón, Vampeta, Marcelinho, Ricardinho, Edílson, Luizão...) e seu interino na época deu sequencia ao trabalho. Aquele time não precisava de treinador.


No Vasco pegou um time com Romário, JuninhoS e outros craques. Papou a João Havelange sobrando em campo. E mesmo assim Oswaldo sempre foi contestado pelo seu estilo medroso.
Pois bem, caros leitores, eu acredito que o profissional muda e evolui, mas jamais perde suas manias. Osvaldo foi para o Japão e virou ícone para orientais. Tem até biografia. Chegou a hora de voltar para o Brasil e acredito ter escolhido o clube errado, assim como fez Caio Jr.

Talvez o treinador precise de um tempo para se adaptar e colocar em prática o que aprendeu no exterior. A diretoria do Botafogo já demonstrou que paciência não faz parte do seu “planejamento”.

Resta aguardar para ver se O.O realmente voltou diferente e terá capacidade de diferenciar um clube que todos os anos parece igual.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

O Santos não foi o Santos diante do Barcelona

A ousadia do Santos sumiu no Mundial. Time, que nunca
 jogou com três zagueiros, estava perdido em campo
Por Alessandro Lefevre

O tão temido e sonhado jogo contra o Barcelona, em partida única, na final do Mundial de Clubes, enfim chegou. E o Santos não sabia o que fazer. Mal escalado por Muricy, o Peixe não soube se organizar e tomou o famoso vareio. Uma das opiniões que publiquei no Facebook dava conta de que o que aconteceu no Japão foi mesmo um massacre. Um Santos covarde entrou em campo sem pegada e viu o Barcelona passear. Futebol objetivo e pragmático. Futebol de resultados. Até aqui, nenhuma novidade.

Mas falar em show, espetáculo, aula? Talvez para os torcedores do próprio Barça. Se fosse meu time de coração humilhando o adversário com um 4 a 0 em plena final do Mundial de Clubes, ia adorar. Mas como telespectador de futebol, diferentemente do que falaram os analistas da bola, ainda prefiro a firula, o rolinho, o chapéu, o drible da vaca, o chute no vácuo, o circo a toques incessantes que culminam num gol. É isso mesmo: o Barcelona é o time mais chato do mundo. E viva Neymar!

Num dos comentários do meu post no Face, minha amiga Natália Pesciotta foi enfática. "Time mais chato do mundo! Fato. E triste um dos times mais legais do mundo achar que tem que copiar...". 

É exatamente isso. O Santos não viu a cor da bola porque não foi o Santos que conhecemos. Tinha que marcar forte. Os atacantes tinham que complicar a saída de bola dos catalães. O time de Muricy precisava também fazer marcação individual em três jogadores: Messi, Iniesta e Xavi. Os caras não podiam respirar. Outra coisa: falta faz parte do jogo. Só vi o Edu Dracena chegando mais firme. Era muito respeito.

E numa das roubadas de bola de Neymar em cima do Piqué ou do Puyol era a hora de achar um gol. 

Na revista Placar deste mês, na reportagem de Breiller Pires e Daniel Setti, um resumo do que era pra ser feito e que o Santos não fez. Talvez por medo, talvez porque Muricy não preparou a equipe pra isso.

"A estrutura tática do Barcelona parte do princípio de não admitir jogar sem a bola. Quando um jogador a deixa escapar, corre incansalvelmente até recuperá-la, seja Busquets, seja Messi. 'O que mais me impressionou é a entrega do Barcelona na marcação. Todos os jogadores chegam forte para retomar a bola. Resolvemos utilizar a estratégia deles, de pressionar a saída, para dificultar o jogo', diz o atacante Jonas, rememorando a partida em Valencia"

Jonas, ex-Grêmio, estava no jogo em que o Barça apenas empatou com o Valencia neste ano jogando fora de casa. A partida terminou em 2 a 2. Mas, se o Santos fosse o Santos, e agredisse o time da Catalunha, quem garante que não se sairia melhor do que o atual time de Jonas? O medo de perder tira a vontade de ganhar, já dizia Luxemburgo. Faltou ousadia, adjetivo que mais perfeitamente definiu o Peixe nos dois últimos anos.

domingo, 18 de dezembro de 2011

“Ai se eu te pego, ai ai se eu te pego”. Barcelona 4x0 Peixe

Por Arthur Quezada




Acordar cedo em um domingo de dezembro para assistir a final do Mundial de Clubes já se tornou rotina para mim. Sempre é bom acompanhar um duelo entre sul-americanos e europeus. Esse tipo de confronto costuma ser disputado e cheio de “catimba”. Enfim, jogos emocionantes que definem o melhor time do mundo.

Confesso que acordar cedo no domingo para ver Barcelona X Santos me animou um pouco mais. Não sou santista, mas antes da partida estava torcendo pelo peixe...Pelo menos até os 10 primeiros minutos de jogo...Porque, para ser honesto e sincero, não tem como não torcer admirar, idolatrar, vibrar e se encantar com esse time do Barcelona.


O placar de 4x0 para os catalães ficou barato para o Santos. O que aconteceu no estádio de Yokohama ficará na memória de todos os torcedores brasileiros, aliás deveria servir de lição. Depois deste domingo, o conceito do futebol que vem sendo jogado nos gramados nacionais e sul-americanos deveria mudar.

Quem esperava ver Messi X Neymar caiu do cavalo. Antes da partida, o técnico Guardiola disse uma frase que refletiu o futebol de Neymar durante a decisão: “Não existe craque sem bola”. O Santos não jogou, não viu a cor da bola.

E quanto a esse Barcelona, fica difícil tecer qualquer elogio, porque qualquer coisa que eu escrever aqui tenho certeza que já foi dita em algum canto do planeta. De fato um dia falaremos para os nossos netos: “Eu vi aquele Barcelona jogar, e como jogava”.

Desta vez quem dançou de verdade foi Neymar, que viu o incomparável Messi jantar a bola e levar o caneco de melhor jogador da competição. Para o craque canarinho só restou mesmo levar como souvenir a camisa de Messi para o Brasil.

sábado, 17 de dezembro de 2011

Falastrão passa mal, rapaz



Por Felipe Pugliese


Não há algo mais triste no futebol atual do que ser torcedor do Atlético Mineiro. A humilhante derrota para o Cruzeiro já passou, o fanático e injustiçado amante do Galo já saiu da U.T. I e mesmo assim o falastrão presidente Alexandre Kalil continua iludindo o coitado da arquibancada.

Eleito mais uma vez para o cargo máximo na agremiação mineira, o mandatário (que por sinal tem mais pinta de apresentador de programa policial do que de presidente) soltou mais uma de suas anedotas. Disse que o Galo é o clube mais organizado do Brasil. Ah, faça-me o favor, alucinado cidadão mineiro. O senhor acha que engana quem? Organização reflete em campo, e isso o seu clube não tem mostrado há anos.

O que deixa evidente que há algo de muito errado no Atlético é o simples fato de nenhum jogador vingar com a camisa do Galo. E olha que são nomes que encaixariam em qualquer time do Brasil. Os atacantes Guilherme e André, além do zagueiro Rever, são alguns dos exemplos que não me deixam mentir.

É hora de trabalhar em silêncio, Kalil. Expor o clube da forma que o senhor adora fazer só gera uma expectativa falsa e enganosa no torcedor do Galo. Guarde o seus comentários no twitter para o dia que o seu time voltar a ser campeão, não apenas para comemorar uma contratação como se fosse um título. Passar bem.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Desabafo pós-temporada

Por Guilherme Reis

Acabou a temporada
Que perfeita desgraça
Natal sem bola rolando
Champagne sem arquibancada

Ainda tem o jogo do ano
Você pode argumentar
De um lado o Deus Messi
De outro o menino Neymar
Mas às quatro da tarde
Onde você vai estar?
Batendo uma bola
Ou tomando uma num bar?

Quando a sede é muita
Mas a água é pouca
Dá-se um jeito de se aliviar
Por isso sem vergonha
Torço pra Copa São Paulo chegar
O nível é de doer
Não dá pra negar
Mas a redonda rolando
Depois de mês esperando
Chega a emocionar

É bom descansar
Alguns podem falar
E com certeza as mulheres
Irão concordar
Mas quando chega ao fim
Mais um campeonato
Só quero o próximo
Se não fica chato

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Salários astronômicos ou trabalhos duradouros. Afinal, o que querem os técnicos brasileiros?

Por Arthur Quezada

Após o apito do árbitro Wilson Luiz Seneme, na 38ª rodada do Campeonato Brasileiro, que sagrou o Corinthians campeão, pudemos observar uma cena emocionante. No meio do gramado enquanto os jogadores comemoravam, o técnico Tite, empunhando uma bandeira do Timão, corria com lágrimas nos olhos em direção ao Tobogã do Pacaembu para comemorar fervorosamente o 1º Brasileiro de sua carreira.


Naquele momento, toda a desconfiança do torcedor corintiano quanto ao trabalho de Tite em 2011 havia acabado. Apesar de muitos não gostarem dos métodos do gaúcho, a imensa maioria cravou Tite como o técnico da Libertadores para 2012. Mas na contramão do título nacional, da consagração de um trabalho e da “continuabilidade”, o treinador não aceitou, no primeiro momento, a proposta de renovação contratual, e pior, por meio de seu empresário fez um pedido surreal de aumento salarial - que girava em torno de 700 mil reais.

É torcedor, não caia da cadeira!

A situação de renovação de Tite no Corinthians reflete um problema crônico no futebol brasileiro que vem piorando durante as últimas décadas. Obviamente, um técnico de futebol no Brasil não merece, e nem pode, ganhar um valor tão alto - mas como todos sabem isso acontece. Esse distúrbio salarial não é apenas culpa da ambição dos treinadores, mas é também reflexo das más gestões esportivas dos cartolas canarinhos.

O troca-troca de técnicos durante o ano é intenso, a situação dos treinadores no país é extremamente instável. Isso faz com que a pedida salarial dos treinadores seja alta na hora de acertar o contrato com os grandes clubes.

O Palmeiras, a pouco tempo atrás, apostou alto. Em um curto período de tempo, demitiu o técnico Antonio Carlos. Contratou Luxemburgo, que após a queda na Libertadores de 2009 foi demitido. Para o seu lugar, Muricy Ramalho foi contratado, mas a diretoria não bancou o treinador por muito tempo, e no mesmo ano o mandou embora após uma má sequência no Brasileirão. O resultado desta brincadeira foram três multas rescisórias altíssimas sendo pagas em 2010 para os treinadores que já não eram mais empregados do clube. Hoje Felipão, que ganha cerca de 700 mil mensais, balança no cargo...ou seja, o erro continua.

Outros casos poderiam ser lembrados. Mas o caso Tite revela que tanto o clube, quanto os treinadores, tem culpa nessa situação. Claro que o técnico precisa ser valorizado após um título Brasileiro, mas pedir um valor surreal e criar rusgas na relação com a direção do clube não é bom negócio para ambas as partes. Afinal, Andrés bancou Tite no comando do time quando a maioria dos corintianos pediu sua saída.

Hoje, dia 15 de dezembro, o presidente do Corinthians sinalizou que o técnico permanece no clube. Portanto, entre receber um salário astronômico e a possibilidade de realizar um trabalho duradouro, Tite parece ter escolhido a segunda opção. Melhor para ele, melhor para o clube e melhor para o futebol brasileiro!

Poucas certezas e muitas dúvidas sobre o 2012 Tricolor!


Por Luiz Felipe Fogaça

O amigo Lucas Bueno já publicou aqui uma análise primorosa do ano que o SPFC viveu. Um ano, até então, um tanto atípico, pois se vendeu uma imagem de vencedor, ou “soberano”. O que mais vimos, entretanto, foram erros após erros da diretoria, tida por muitos anos como exemplo. Não vou me alongar neste tema abordado por ele, caso queira ler, só clicar aqui.

A questão que quero abordar hoje é sobre o elenco, fazer um raio-X das carências e das peças que o time conta hoje. Óbvio que é uma opinião minha, da qual alguns dos meus melhores amigos e companheiros de estádio irão discordar e concordar em pontos.

Vamos começar: Goleiro estamos bem servidos, Rogério e Dênis dão conta do recado. Nas laterais, ter que confiar nos limitados Piris, que até marca bem, e Juan, é complicado. Talvez Henrique Miranda mereça uma chance pela esquerda, mas sem dúvidas precisamos de nomes para os dois lados. Não considero Jean lateral, o jogador pode render muito mais como volante, eu o manteria no elenco, afinal ele se destacou em sua antiga posição, mesmo em alta aceitou ser lateral, parece ser dedicado ao time.

Quanta à zaga, depois de ver grandes atletas e excelentes defesas, só Rhodolfo me inspira confiança. Ele precisa de alguém a sua altura para o setor, reservas melhores que Xandão também são necessários.

No meio de campo, temos volantes de sobra, nenhum com grandes características de marcação, alguns metidos a armadores. Fabrício, caso chegue, pode suprir esse problema. Wellington precisa de alguém para jogar ao seu lado. Denílson não foi esse jogador - eu mandaria ele de volta para Inglaterra - e aproveitaria Carlinhos Paraíba como moeda de troca, e apostaria na manutenção de Cícero, mas como um bom reserva.

Casemiro é um caso a parte, futebol ele tem, mas já se acha melhor do que realmente é. Precisa se colocar em seu lugar, caso contrário, que saia.

Problema crônico do SPFC desde a saída do morto muito louco (Danilo), a camisa 10 segue a espera de uma certeza, não dá mais para confiar em apostas como maestro do Tricolor. Já no ataque, Luis Fabiano terminou o ano em alta e parece ser mesmo o 9 matador que queríamos, mas precisa de mais do que Fernandinho ao seu lado, Lucas merece sem dúvidas ficar.

Com muitas promessas e poucas certezas, o São Paulo só espera ter um 2012 melhor, em que o time ao invés de por a mão na cintura, corra até o fim.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

E hoje o dia amanheceu mais branco!

Por Fausto Monteiro, convidado apaixonado da semana.

Por volta das seis horas da manhã, o tempo amanhecia chuvoso nesta quarta-feira na capital paulista. Gotas começavam a cair e o torcedor santista saía de sua cama para se preparar para assistir/ouvir/acompanhar o jogo, seja por qual meio de comunicação ou transporte.

A tensão era grande e o medo da repetição do mico do Internacional contra o Mazembe em 2010 pairava no ar. Afinal, o Kashiwa Reysol tem um time melhor que o congolês que derrotou o Inter.

Todos preparados para partida e eis que por volta das oito horas, raios solares começam a surgir e a chuva dá lugar para o sol neste escaldante verão de final de ano. E o jogo começa. O Santos, um pouco nervoso no início da partida, deixou o time japonês com maior posse de bola.

Mas foi apenas para dar um apetite e uma sensação de que o jogo poderia se complicar.
Antes dos 25 minutos, Neymar (sempre ele) e Borges deram o ar da graça, com dois verdadeiros golaços em chutes de fora da grande área.

A torcida se acalmou e o Brasil respirou mais tranquilo, afinal, muitos podem torcer contra o Santos, mas a grande maioria queria ver um show de Neymar. E ele fez questão de se mostrar para o mundo inteiro.

Os mais apaixonados começaram a cogitar um troco do Santos em cima de Nelsinho Baptista, hoje técnico do time japonês, que foi apontado como principal culpado da goleada sofrida por 7 a 1 contra o Corinthians em 2005. Mas, o clube paulista acabou tirando um pouco o pé no final do primeiro tempo e acabou levando um gol de cabeça logo no início da etapa final, em uma falha da zaga santista.

Quem achou que uma nuvem negra iria pairar novamente sobre o Brasil e o Toyota Stadium estava muito enganado, pois após cerca de dez minutos Danilo ampliou o placar para 3 a 1, em uma cobrança de falta muito bem batida e, é claro, de fora da grande área. E o Brasil respirou aliviado apesar das tentativas sem sucesso (com erros grotescos) do time japonês de diminuir o placar.

Agora? Que venha o Barcelona. Amanhã (quinta-feira), eles jogam contra o Al Sadd do Qatar. Se nenhuma zebra acontecer (o que seria talvez a maior da história), no domingo o time catalão e o Santos se enfrentarão valendo o título mundial. E aí amigo, parafraseando nosso querido (?!) Galvão Bueno, haja coração! É Santos x Barcelona! É Brasil x Espanha! É América do Sul x Europa! E é, claro, Neymar x Messi! Que vença o melhor, mas o show não pode parar!

Seleção do Brasileirão do "Paixão Clubística"

                                         Dedé e Neymar foram os grandes destaques do Brasileirão 2011
Por Fábio Votu

Com o final do Campeonato Brasileiro de 2011, colocamos no blog uma enquete para os leitores elegerem aqui os melhores do Brasileirão. Sem pressão, e com muita coragem, os internautas escolheram uma seleção diferente daquela supostamente oficial, ou seja, a escolhida pela própria CBF na segunda-feira seguinte ao término da competição. Ou poderíamos falar que a nossa é a oficial? Afinal, somos nós caros torcedores que acompanhamos e sofremos em cada rodada com o desempenho de nossos times. Sendo assim, por que não apontarmos os melhores segundo nossa visão?
Substituições
As mudanças em relação a lista da CBF foram em 5 categorias. Na seleção do "Paixão Clubística" entra o goleiro do Vasco, Fernando Prass, e sai Jefferson do Botafogo. Na zaga, Réver dá lugar a Leandro Castán. No meio, Ronaldinho Gaúcho foi preterido por nossos leitores, e o argentino bom de bola do Cruzeiro, Montillo toma sua vaga. No comando da equipe também teve alteração, no "Paixão Clubística" Tite foi o eleito na enquete, e não a dupla Ricardo Gomes e Cristóvão Buarque como na lista da CBF. Por fim, a disputa no blog pela revelação do campeonato foi acirrada, mas diferentemente da CBF que apontou Wellington Nem do Figuerense, por aqui deu o atacante Osvaldo do Ceará.
Escalação
 Mas vamos lá botar o time do "Paixão Clubística" em campo.
Goleiro: Fernando Prass (Vasco)
Lateral-Direito: Fágner (Vasco)
Zagueiro Central: Dedé (Vasco)
4º Zagueiro: Leandro Castán (Corinthians)
Lateral-Esquerdo: Cortês (Botafogo)
Volante 1: Ralf (Corinthians)
Volante 2: Paulinho (Corinthians)
Meia 1: Diego Souza (Vasco)
Meia 2: Montillo (Cruzeiro)
Segundo Atacante: Neymar (Santos)
Centroavante: Fred (Fluminense)
Técnico: Tite (Corinthians)

Prêmios individuais do "Paixão Clubística"
Craque do Brasileirão: Neymar (Santos)
Revelação: Osvaldo (Ceará)
Melhor Veterano: Liedson (Corinthians)

Considerações
-Fernando Prass merece a vaga, apesar do destaque de Jefferson como titular da seleção brasileiro, Prass se saiu muito bem, salvando o Vasco em muitos jogos.
- O lateral-direito Fágner não fez lá um graaaaande campeonato, foi bem, regular, e por falta de melhores, acabou levando.
-Na zaga central quase unanimidade, Dedé foi o melhor e pronto, acabou!
-O 4º zagueiro eleito foi Leandro Castán, acompanhado de perto por Rhodolfo (São Paulo) e Réver (Atlético Mineiro), mas o título de campeão ajudou o corintiano que fez um excelente campeonato, surpreendendo muitos torcedores que não botavam muita fé no zagueirão.
-Na Lateral-esquerda Cortês fez um excelente Brasileirão, caiu de rendimento no final, é verdade, mas no geral se saiu bem, até na seleção foi bem quando jogou.
-A dupla de volantes não foi muito difícil definir, Paulinho e Ralf levaram. Marcos Assunção até que apareceu bem na votação, quase cavou uma vaguinha, afinal salvou o Palmeiras no ano, mas nada que tirasse a posição da dupla corintiana.
-Os meias também representam bem o campeonato, Diego Souza foi a alma e o maestro do Vasco, e Montillo apesar do Cruzeiro não ter feito um bom campeonato acabou se destacando, prova disso é a disputa atual dos clubes por sua contratação. 
-De segundo atacante, Neymar não se discute, arrebentou, jogou muito e fez lances incríveis durante a competição, sem contar a grande sequência de jogos que disputou e sem nenhuma lesão.
-Para centroavante Fred levou, mas poderia ter sido Borges e mesmo Leandro Damião. Realmente tivemos bons centroavantes no Brasileirão de 2011. Fred se destacou no final, fez  gols de tudo quanto é jeito, até de bicicleta, por isso podemos dizer que merece tanto quanto os outros.
- Para fechar, a escolha de Tite no comando é mais do que justa. Ninguém têm mais parcela no título do Corinthians do que o treinador, que soube aguentar a pressão e sempre teve o grupo na mão, promovendo e tirando jogadores na base da justiça de "o que estiver melhor joga".
- Liedson, com 33 anos,eleito melhor veterano,  foi esforçado e decisivo ao longo da competição. Foi eficiente no Corinthians, principalmente jogando no Pacaembu, parecia incansável mesmo com uma contusão que o perturbava a todo tempo, e inclusive o comprometeu no final da temporada.
Eai caros leitores, vocês concordam com a seleção da maioria? Quais mudanças fariam?

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Há 30 anos Flamengo conquistava o mundo

Zico levanta o caneco do Mundial de Clubes em Tóquio
Por Michel Sousa

13 de dezembro de 1981. Era madrugada aqui no Brasil, início da tarde em Tóquio. O Flamengo deu um show, venceu o poderoso Liverpool, tricampeão europeu, por 3 a 0 e o mundo conheceu o time que jogava por música, que fazia mágica em campo: Raul, Leandro, Marinho, Mozer, Júnior, Adílio, Andrade, Zico, Tita, Lico e Nunes.

Não tenho vergonha nenhuma em dizer que sou Flamengo por causa desse time! Eu ainda era criança de tudo, sabia pouco de futebol, mas me encantei quando vi esse time jogar e ganhar tudo no final da década de 70 e início dos anos 80. Era uma equipe que enchia os olhos, que emocionava, que jogava com alegria, que tinha prazer no que fazia. E era muito fácil perceber isso dentro e fora de campo.

Entre 1978 e 1983, o Flamengo venceu quatro estaduais, três brasileiros, uma Libertadores e o Mundial que na época ainda reunia apenas o campeão da Libertadores e o campeão europeu. Nove títulos em cinco anos, sempre com a mesma base na equipe.

Além da vitória contra o Liverpool, o ano de 1981 foi marcado por jogos inesquecíveis daquele time notável.

Como não lembrar da batalha campal com o Atlético-MG na primeira fase da Libertadores, que acabou na Justiça Esportiva...

Como esquecer da vingança dos 6 a 0 contra o Botafogo, devolvendo a goleada sofrida em 1972...
E como não citar os três jogos da decisão do título sul-americano contra o Cobreloa, do Chile, marcado pela superação da violência e pelo episódio de Ancelmo em Mario Soto...

Mas não era simplesmente um time que ganhava títulos e jogava bonito. Era uma equipe unida que colocava a alma em campo, que sabia que levava alegria e felicidade para milhões de brasileiros.

Muitos desses jogadores fizeram parte do timaço da seleção brasileira de 1982. Pra mim, até hoje, o melhor time que vi jogar, independentemente do que aconteceu na Copa do Mundo. Muitos deles estão vivos e deram dezenas de depoimentos para tv's, rádios, jornais e agências de notícias. Aquele Flamengo de 1981 foi tema de quatro livros recém lançados. Não é pouca coisa!

A reverência deve, sim, ser feita! Os flamenguistas devem, sim, agradecer a esses caras! E todos que gostam de futebol também porque esse time aprendeu a superar dificuldades e deixou muitas lições. Foi criado num pacto depois de uma derrota no campeonato estadual para o Vasco. Nasceu na base do Flamengo. Quantos ensinamentos! União, sinceridade, humildade, dedicação, alma, coração e talento, muito talento!

Parabéns, heróis de 1981! Vocês escreveram uma página da história que jamais será apagada! Até hoje, 30 anos depois daquele 13 de dezembro, a página mais importante da história do time mais popular do Brasil.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Azarões, Kashiwa e Al-Sadd querem azedar o chopp no Mundial

Já imaginou ver Barça e Santos disputando o 3º lugar?
Por Alessandro Lefevre

É normal que a imprensa brasileira trate como evidentes os times que chegarão à final do Mundial de Clubes. Só se fala em Barcelona e Santos. É o óbvio. Num torneio que reúne o campeão local - neste caso um time japonês - e os melhores times da Oceania, da Ásia e da África, é natural que os sul-americanos e os europeus sejam os favoritos. Tanto é que já entram nas semifinais da competição. Mas o Mazembe, em 2010, mostrou que o óbvio não entra em campo. No futebol são onze contra onze.

E será que o Santos realmente conhece o Kashiwa Reysol, adversário da próxima quarta-feira? O Raio-X feito pelo Paixão Clubística mostra que a equipe japonesa, treinada pelo eternamente contestado Nelsinho Baptista, baseia seu jogo em dois pilares. O primeiro é o goleiro Takanori Sugeno, 27. Seguro, ele pode ser a esperança japonesa numa decisão por pênaltis. O arqueiro é o recordista em minutos sem sofrer gol na J-League: são 770min - feito que conquistou em 2006, pelo Yokohama. O outro pilar está no meia-atacante Leandro Domingues, 28. O brasileiro foi o artilheiro do Kashiwa no título de campeão japonês neste ano e já marcou um golaço, nas quartas-de-final, contra os mexicanos do Moterrey (veja no vídeo abaixo). Além disso, é bom lembrar que os japoneses podem se sentir mais à vontade por atuarem em casa.

Mas a maior zebra do torneio é mesmo o Al-Sadd, do Catar. O campeão asiático não desperta medo algum no Barcelona. Mas é aí que mora o perigo. Se o time catalão entrar de salto alto, pode ser surpreendido na bola aérea, especialidade do Al-Sadd e principal dificuldade dos comandados de Pepp Guardiola. Nada, nada, o Al-Sadd é o maior campeão da história no Catar, embora esteja em um jejum de quatro anos sem títulos nacionais. Com a conquista da Liga dos Campeões da Ásia, o técnico Jorge Fossati, ex-Inter, conseguiu continuar no cargo. Quando tinha sua permanência em xeque, o goleiro Saqer pegou duas cobranças na decisão por pênaltis diante do Jeonbuk Motors, da Coreia, e garantiu o título. Será que dá pra arrancar um empate contra o Barcelona e torcer pro goleirão brilhar de novo?

E aí, vamos ter zebras desfilando pelo Mundial?

Abram os olhos, Muricy e Guardiola... Os azarões querem azedar o chopp. Veja abaixo como foram as classificações dos dois times às semifinais do torneio:


Todo mundo espera alguma coisa de um UFC sábado à noite


Por Luiz Felipe Fogaça

Se a música já dizia “todo mundo espera alguma coisa de um sábado à noite”, sem dúvida o que muitos esperaram foram as lutas de mais um evento do UFC.
Posso ser leigo no assunto, nunca cheguei perto de um tatame, mas com o passar do tempo virei um admirador do UFC, a tal ponto de deixar as baladas e bares de lado para me reunir com os amigos e ver muita pancadaria de qualidade.

Neste domingo, tivemos mais um evento impressionante, com saldo negativo para os atletas brazucas. Em três lutas conseguimos apenas uma vitória, aquela que já era esperada, de Minotouro sobre o já velho, porém adorado Tito Ortiz. Contra toda a torcida, o que se viu foi um verdadeiro atropelo do brasileiro, que tinha tudo para iniciar uma ótima noite.


Na sequência, foi a vez do irmão Minotauro desafiar Frank Mir, em uma das revanches mais esperadas pelos fãs da modalide. No melhor estilo Galvão Bueno, esquerda, direita, esquerda, direita, o brazuca foi para cima, mas o queixo de aço Frank Mir, não se abalou com os golpes desferidos e num vacilo de Minotauro, grudou que nem carrapato no brasileiro e deu uma das chaves mais impressionantes que já vi, para quebrar o braço do oponente, que nada pôde fazer. A cena que fez a maioria virar a cara e sentir dor, encerrou o combate e colocou mais uma vez em xeque a carreira de Minotauro dentro do UFC.


Como já virou tradição, em seguida foi a vez de Bruce Buffer anunciar, aquela frase, que dá arrepios nos amantes do UFC “ And now it’s time....the main event of the evening” . A luta principal, reunia o principal nome da categoria no ano, que bateu Anderson Silva no oscar da modalidade, o cara a ser batido, Jon “Bones” Jones contra Lyoto Mashida. Os brasileiros, insistiam em acreditar que nosso Daniel Son era capaz de derrotar o americano, de fato ele começou muito bem, mas aos poucos Jon Jones impôs seu estilo e finalizou, ou melhor desmaiou Lyoto de pé! Sensacional.


E assim, o UFC vai se firmando cada vez mais no Brasil, com a receita de lutas emocionantes, muita pancadaria e técnica, a modalidade vai consagrando cada vez mais.

sábado, 10 de dezembro de 2011

Skate, uma nova velha moda


Por Lucas Boscariolli, convidado apaixonado da semana


Somos penta campeões mundiais no futebol, temos várias medalhas olímpicas

no vôlei, gostamos de basquete e temos grandes pilotos cravados na história

da Fórmula 1, mas, para surpresa geral da nação brasileira, uma nova – e

velha também, diga-se de passagem – moda está fazendo a cabeça dos

jovens. O skate está ganhando espaço entre os esportes mais praticados no

Brasil.


De alguns anos para cá, muito investimento já foi feito. Mas é unânime

entre os praticantes, que muito ainda precisa ser feito.

Italo Peñarrubia já foi campeão dos X-Games. Hoje, com 20 anos, tem um

belo currículo e bons patrocínios, sonho de todo skatista. A história de Italo

começou quase por acaso. “Ganhei um dinheiro de dia das crianças e resolvi

investir em um skate”, conta entre risos. “A cada momento que você pratica,

precisa se superar, e isso fez com que a minha paixão pelo esporte ficasse

cada vez maior”.

Apesar do reconhecimento, Peñarrubia nem sempre pensou em ter o skate

como sua profissão. Ele diz que a vontade de viver do esporte veio com o

tempo e com os patrocínios conseguiu se bancar, fazendo com que seu gosto

pelo skate aumentasse. Conta também que agora que consegue manter-se

pretende continuar seu esporte até os 70 anos. Italo ainda tem uma loja e

pretende montar uma pista de skate também, o que ajudaria outros skatistas.

Assim como no futebol, há também quem goste de praticar algumas manobras

aos fins de semana.

Como conta Victor Peixoto, jornalista há 2 anos, “Skate é uma arte de rua, e você começa a ver as pessoas praticando e isso aguça a curiosidade. Eu comecei a andar com 19 anos, quando um amigo meu me convidou para ir à uma pista”. O jornalista lamenta a falta de incentivo “Se você pegar dos anos 80 para cá, os brasileiros evoluíram muito e não devem nada para ninguém no mundo, só que ainda falta muito incentivo, como muitas outras coisas nesse país”.

Apesar da falta de estímulo, muita coisa mudou, e grandes eventos como a

Mega Rampa começam a ficar mais constantes em terras tupiniquins, e tem

atraído grande público para as competições. “A princípio a Mega Rampa é um

bom incentivo, porque as pessoas dão bastante audiência, mas é preciso fazer

mais”, garante Victor.

Para Ítalo Peñarrubia, skatista, o fundamental seria a construção de mais pistas

e locais adequados para a prática do skate. “Acho que falta um incentivo do

governo mesmo. Quanto mais pistas, mais pessoas saem das ruas para poder

praticar, e isso ajuda a todos, e não vai fazer mal para ninguém”.

Uma coisa é clara, a sociedade deixou de ver o skatista como um marginal, e

a partir disso, já podemos ver como o esporte evoluiu. “O crescimento do skate

no Brasil está cada vez maior, e a imagem dos skatistas cada vez melhor,

porque antes todo mundo falava que quem andava de skate era vagabundo,

ladrão, mas não é mais assim”, afirma Peñarrubia. “O skate é um esporte

normal como todos os outros, e tem que ser valorizado e respeitado como

todos eles”, garante Ítalo.

Se o skate deixou de ser um esporte de marginal, algumas pessoas foram

responsáveis por isso. Entre os brasileiros que carregaram o nome do país

para todo o mundo, um deles se destaca: o carioca Bob Burnquist. É filho de

uma brasileira e um americano da Califórnia,o berço do skate. Essa mistura

não poderia ter sido melhor. Morando atualmente na Califórnia, Burnquist é

um dos idealizadores da Mega Rampa, e o brasileiro que mais ganhou títulos

pelo mundo todo. “Infelizmente, eles têm um reconhecimento maior lá fora do

que aqui, mas logo esse cenário vai mudar”, diz o esperançoso Victor Peixoto.

Para o campeão dos X-Games, Bob é inspiração. “O Bob e o Lincoln Ueda não

são só meus ídolos pelo o que eles andam, mas também porque até hoje eles

vivem do skate e não desistiram dessa caminhada, que é tão pesada”.

A nova geração vem com força, e a cada dia que passa, novas promessas vão

surgindo. Promessas, que para a grande maioria, já é uma realidade. Além

dos veteranos que servem como exemplo para quem começa, para quem ama

e para quem acompanha de perto esse esporte, que cada vez mais está em

ascendência no Brasil.

O final feliz do Maracanaço


Por Leandro Chaves

Amigo internauta, o Paixão Clubística abre hoje uma série de textos em homenagem aos eleitos como melhores do Brasileirão 2011.

E lá vamos nós, com a difícil missão de falar sobre o que é ser o número UM, o primeiro de todos. Aquele que fica tão solitário com tamanha distância aos demais. O que vai de herói a vilão em alguns segundos e vice-versa. O estraga prazer da maior emoção do futebol. O guardião do lugar mais cobiçado entre todos os jogadores. Essa é a vida de um goleiro e certamente foi a vida de Jefferson ao longo do temporada.

Ainda que eu discorde e ache que Fernando Prass, do Vasco, é quem deveria ficar com o troféu. Acredito que a premiação da CBF acabou sendo, de certa forma, uma maneira de não contrariar as últimas convocações de Mano Menezes. Mas é exatamente neste ponto que brindo ao ótimo Jefferson.

O arqueiro do Botafogo, certamente, viveu sua melhor temporada embaixo das traves. Fez belíssimas defesas e chegou ao auge com três atuações impecáveis com a camisa da Seleção Brasileira. Em uma delas pegou até pênalti, contra o México e fez o Brasil sonhar em reescrever uma histórica trágica, com um final feliz. Como?

Novamente um goleiro negro, novamente uma Copa do Mundo em casa. Mais uma vez o Maracanã lotado, mais uma final. De novo o camisa um é carioca. Se Barbosa foi o maior injustiçado em 1950 e se tornou o vilão da tragédia brasileira, 2011 nos faz sonhar com Jefferson podendo ser mais um dos heróis do Hexa, em 2014.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

BOMBA VERDE! Tardelli e Tirone juntos na Vila Madalena!

Por Mateus Lessa

Sim, caros apaixonados, estamos ainda na primeira metade de dezembro, mas o Mercado de Contratações já está fervendo por todos os canto do país. E o Paixão Clubística presenciou ontem um encontro que pode acabar em casamento: Diego Tardelli e Arnaldo Tirone, presidente do Palmeiras, num encontro pra lá de amigável num famoso bar da Vila Madalena.

O interesse não é novo e pode finalmente ser concretizado. Atualmente no Anzhi, da Rússia e de Roberto Carlos, Tardelli, que já declarou que vai voltar ao Brasil este ano- alguém achou que ele ficaria curtindo -30 graus Celsius mais de um semestre?- chegaria pra resolver o problema da camisa 9 Verde. As atuais opções são tristes para o torcedor: Dinei, Ricardo Bueno, Fernandão...

Sem colocar em dúvida a (excelente) qualidade técnica do jogador, a pergunta que me intriga é a seguinte: Por que o Palmeiras se atrai tanto pelos chamados "Bad Boys"? E não duvido nada que apareça algum cadastro do Dieguinho Tardelli adolescente em alguma organizada corintiana....

E você, palmeirense, aprova a contratação?

O verdadeiro “gol do título” do Corinthians

Por Arthur Quezada

Já passava dos 40 minutos do segundo no Pacaembu, 36ª rodada do Brasileirão, a tensão era enorme, o Corinthians tinha acabado de empatar o jogo diante do Atlético de Minas, 1x1... A fiel empurra, desesperadamente, o Galo no ataque... Eis que surge Leandro Castan, em uma dividida do jeitão Corinthians de ser, rouba a bola, que sobra para Emerson Sheik... Malandro, ligeiro, sem perder tempo puxa um contra-ataque fulminante... 

Analisa as opções: Liédson pelo meio e Adriano pedindo bola na esquerda. Ele para, pensa pouco e em frações de segundos rola na medida exata para o “Imperador”... Lento, acima do peso, meio desajeitado, mas com faro de gol. Nem precisou dominar e já viu todo lance, batida precisa, canto direito do goleiro... Saiu pro abraço...


PODE PARAR POR AI!

Você deve estar pensando: é realmente este gol foi o do título, virada sobre o Atlético Mineiro, 2x1. Se engana caro leitor... Pelo menos na minha visão!


Realmente o gol do Adriano foi importante, talvez o mais emocionante, daqueles que você corre pra janela e xinga toda vizinhança...

Mas vamos analisar coerentemente. Na 37ª, Corinthians x Figueirense, penúltimo jogo do Brasileirão, fora de casa... Jogo truncado, 0x0 ... Time preocupado, Danilo num sono de dar dó... eis que no segundo tempo de partida entra Alex...Meia canhoto, habilidoso, contratado a status de craque, solucionador! Pegou na bola duas ou três vezes e nós já havíamos percebido que o jogo tinha mudado.

Em um lance genial fez uma jogadinha curta, de futebol de salão. Cabeça abaixada, nem precisava olhar. Veio cortando os adversários, como se fosse fácil... Um tapa na bola, da esquerda para a direita, na medida, na cabeça de Liédson... e como diriam os portugueses, torcedores do Sporting: LIÉDSON RESOLVE! Sem mais. Um ídolo REAL do Corinthians, marcando fora de casa, em um jogo decisivo, o último gol corintiano na competição. Esse foi o gol do PENTA.

Confira o gol com a narração emocionante de José Silvério:



quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Antes odiado, Vasco ressurge com Dinamite e Ricardo Gomes

Dinamite (foto) e Ricardo Gomes fizeram o Vasco voltar a ser grande
Por Alessandro Lefevre

Quando fui pautado para escrever sobre a ressurreição do Vasco da Gama, o segundo maior clube do Rio, logo pensei em dois fatores. 

O primeiro é evidente: depois que o técnico Ricardo Gomes sofreu um AVC, em agosto, o time cruzmaltino juntou forças do além para jogar em alto nível em duas competições (Sul-Americana e Brasileirão), até as rodadas finais. Aliás, na última quarta-feira, depois de cem dias de afastamento do futebol, Gomes voltou a falar de trabalho com o auxliar Cristovão Borges, que segurou as pontas durante a recuperação do treinador. Os dois falaram sobre o planejamento do clube para o ano que vem.

Já o segundo fator é mais sombrio e tende a cair no esquecimento. Após a saída de Eurico Miranda da presidência do Vasco, o time capengou. Houve a queda para a segunda divisão e anos desastrosos, sem nenhuma luz no fim do túnel. Mesmo depois de voltar à elite, o vascaíno não tinha muita esperança. Alguns cogitaram a volta do tão temido Eurico Miranda. Mestre dos bastidores, sem dúvida, era um câncer para o futebol profissional. Uma das acusações que o homem que mandava e desmandava no Vasco até 2008 recebeu dava conta de que ele teria desviado recursos na venda de jogadores. Como argumento dos euriquistas, veio o "rouba, mas vence".

Mas no começo deste ano, depois de um péssimo primeiro turno no Campeonato Carioca, Roberto Dinamite foi às compras. Contratou Ricardo Gomes e tudo deu certo. Nomes que geravam dúvidas no torcedor por causa de atuações apagadas em outros times começaram a render. Diego Souza, Eder Luis, Renato Silva, Alecsandro e Felipe atravessaram em 2011 a melhor fase de suas vidas.

Com a ausência de Ricardo Gomes, parecia que a equipe perderia força. Mas o que se viu foi o contrário. Resultados magníficos, viradas espetaculares e jogos surpreendentes. O Corinthians venceu o Brasileirão. Mas a maior história do torneio é a do Vasco, que deixou de ser um time odiado para ser admirado pelos outros torcedores.

E ninguém mais ouviu falar em Eurico Miranda em São Januário!

Engravatados querem estragar a festa do torcedor

Por Tuca Veiga
Há 16 anos atrás, após o quebra pau entre as torcidas de São Paulo e Palmeiras, no Pacaembu, as bandeiras de mastro foram banidas dos estádios paulistas.  Chegamos a celebrar o possível retorno delas, com o texto “As bandeiras voltam a tremular nos estádios paulistas”, que vale a pena ler, mas Alckmin, como deveríamos imaginar, vetou.
Em 2005, a festa no futebol recebeu outros dois golpes. O primeiro aconteceu após o título da Libertadores da América, ganha pelo São Paulo. Os torcedores se dirigiram à Avenida Paulista, onde enquanto uns comemoravam, outros cometiam atos de vandalismos, que se intensificaram após ação violenta da polícia, que revoltou inclusive os que estavam ali apenas comemorando o feito da equipe.
Depois desta noite, a Paulista deixou de ser o palco das comemorações. Não que os torcedores não passem por lá. Mas não há mais a liberdade para comemorar, nem a presença dos jogadores campeões, como em outros tempos.
Torcida corintiana improvisa comemoração na Av. Paulista
No final de 2005, o Corinthians ganhava o Brasileirão, mas só foi levantar a taça na festa da CBF. A volta olímpica deixou de ser com a taça nos braços. Sei que muitos devem responsabilizar a fórmula dos pontos corridos, pois geralmente chega-se à última rodada com diversos candidatos ao título. No entanto, eu acredito que seria possível fazer réplicas, para garantir ao torcedor àquela sensação de conquista. É isso que representa o ato de ver o time levantar a taça.
Citei as três circunstâncias, para mostrar como as autoridades estão querendo estragar a festa do torcedor. Primeiro com as bandeiras, depois sem a Avenida Paulista, que nesta quinta-feira, dia 08 ,completa 120 anos, e também sem a taça nas mãos. Isso para não falar na cervejinha, que só pode ser consumida fora dos estádios.
O que pode parecer simbólico para os engravatados é de suma importância para os amantes do esporte bretão. A bandeira é a primeira identidade criada pelas pessoas, é o que mostra a qual tribo você faz parte. O troféu é o que se disputa dentro das quatro linhas, a conquista, o objetivo. E a festa é a hora de extravasar, de correr sem rumo, de gritar sem pudor. E o torcedor está sentindo falta. Fiquei deprimido vendo o time do Corinthians levantar o troféu de terno e gravata, na cerimônia insossa realizada pela CBF.
Aproveito o texto para parabenizar a Avenida Paulista, que precisa urgentemente voltar a ser – oficialmente – o palco das festas paulistanas, e para divulgar o texto de um rapaz que diz ter apanhado de policiais enquanto celebrava o pentacampeonato corintiano.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Assim não pode, assim não dá!

Por Lucas Bueno

Nunca postei neste blog algum texto do São Paulo, meu time do coração, mas esperava ansiosamente este momento, desde a derrota tricolor para o rebaixado Atlético-PR, no dia 16 de novembro. A equipe do Morumbi não merecia a classificação para a Libertadores 2012. Na minha curta história de vida, pois nasci na década de 90, nunca vi os sãopaulinos tão desacreditados com a entidade SPFC como um todo.

Era uma vez um time, até então, bicampeão continental e mundial, que não contente em ser apenas uma equipe grande do futebol brasileiro, tomou as rédeas do esporte no país tornando-se pioneiro e principal referência em diversos aspectos pouco explorados na época. O centro de treinamento diferenciado, o Reffis (Núcleo de Reabilitação Esportiva Fisioterápica e Fisiológica) modelo mundial de medicina esportiva, ações de marketing eficazes e um projeto de contratações pontuais sem gastos de dinheiro. Todos esses aspectos somados transformaram o grande São Paulo, em Soberano, o Jason, como queiram chamar. Entre 2005 e 2008 foi campeão paulista, campeão continental e mundial, três vezes consecutivas campeão brasileiro. Mas... parece que essas conquistas estão distantes demais da atual realidade tricolor.

 Essa é a imagem que nos acostumaram a ver

Uma entidade que em 2011 viveu apenas da força do nome, como as poderosas famílias dos séculos passados, que insistem em fingir representar algo importante perante a sociedade, promovendo festas para o alto escalão, "comendo mortadela e arrotando peru". A equipe do Morumbi tentou esconder suas fragilidades com eventos glamurosos, tentando mostrar uma força que outrora era evidente. 

O centésimo gol do ídolo Rogério Ceni, a apresentação de Luís Fabiano e novamente com o ídolo arqueiro, o seu milésimo jogo com a camisa tricolor. Todos esses eventos realizados muito mais para inglês ver do que para os sãopaulinos se orgulharem. O time, em 2011, não empolgou ninguém! Além de jogadores mesquinhos que são valorizados muito mais pelo manto que vestem do que pelo que são.


Seu Juvenal Juvêncio, o que acontece com o nosso São Paulo? Onde estão aquelas contratações cirurgicas que o senhor fazia como diretor de futebol? Cadê aquela importante oposição que existia no setor político do tricolor? Será que o J.J acabou com todos? E seu presidente, que critica tanto o poder de Ricardo Teixeira, querendo o terceiro mandato seguido a frente da presidência? E os jogadores, o que acontecem com eles? Falta vontade? Nada dá certo ou é algo passageiro? Perguntas essas que todos nós sãopaulinos queremos urgentes respostas. É desagradável, incomodo, chegar ao final dos campeoanatos e não ver seu time lá brigando como antes. Os papos apaixonados de bares ficam sem graça. A vida por alguns momentos perde a alegria! Em 2012 tudo voltará ao normal. AMÉM!

Um encontro Histórico no Mundial

Santos treina na Alemanha antes de chegar ao Japão
Por Michel Sousa

O Mundial Interclubes que começa nesta semana no Japão está cercado de muita expectativa, principalmente pela possibilidade do duelo Barcelona x Santos na final. Se der a lógica, o que nem sempre acontece no futebol, e os dois times chegarem à decisão, esse será um jogo Histórico, assim mesmo, com “H” maiúsculo.

O primeiro motivo, claro, é o duelo Neymar x Messi: o melhor jogador brasileiro da atualidade contra o melhor do mundo. O jogador que nos encanta todas as semanas pode encarar o gênio argentino, que continua arrebentando no Barcelona, mas ainda deve na seleção de seu país. Se Messi jogar bem, terá a chance de garantir o tricampeonato como melhor jogador do mundo. Se Neymar vencer a ansiedade e o nervosismo e jogar como sempre tem feito neste ano, pode calar os especialistas europeus que se recusam a reconhecer o talento de quem atua fora do Velho Continente.

A segunda razão, que leva às outras, é que o Santos pode ser campeão mundial às vésperas do centenário comemorado em 2012. Seria a consagração dessa geração Neymar/Ganso, um título que o Peixe conquistou duas vezes na era Pelé, o último deles há 48 anos.

Feita a citação ao Rei do futebol, chegamos ao terceiro atrativo desse duelo. O time do melhor jogador de todos os tempos contra o melhor time da atualidade. É o encontro do passado com o presente. Se não tivemos a chance de ver um duelo Pelé x Maradona, agora poderemos ter a oportunidade de ver um encontro de dois craques ainda jovens atuando em plena forma por seus clubes, já que Neymar tem 19 anos e Messi, 24.

Por tudo isso, esse Santos x Barcelona seria pura diversão. Qualquer torcedor, amante do futebol e com mais ou menos paixão clubística, terá um grande prazer de sentar para se divertir com esse jogo, na esperança de ver a arte de volta aos gramados.

Claro que para os santistas será algo maior do que simplesmente prazer. Os milhares de torcedores do Santos que foram se despedir do time no Aeroporto de Cumbica provam isso. Para eles, será muito mais do que um jogo. Será a possibilidade de reescrever a história, de recuperar o passado, de mudar o presente e começar, quem sabe, uma nova ordem no futuro do futebol mundial.

A história está aí, prontinha para ter mais um capítulo escrito! Eu quero ver pra crer!

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Cartilha do jovem na Europa: como não levar a carreira às ruinas

O camisa 2 do Bayern ainda não vingou na Europa
Por Alessandro Lefevre

Fim de Brasileirão é época de transferências. Em tempos em que Neymar dá um passo na direção contrária do que se via até aqui e resolve permanecer no futebol brasileiro, uma análise precisa ser feita após o Caso Breno. Em depressão, o ex-zagueiro do São Paulo, após seguidas lesões e uma briga com a mulher, é acusado de atear fogo à própria casa. O sucesso repentino e a venda de atletas muito jovens para a Europa e a Ásia precisam ser discutidos.

Em entrevista à revista Placar, Marco Aurélio Cunha, à época da transferência de Breno para o Bayern de Munique, era dirigente do São Paulo. Ele avalizou a venda de Breno para a Europa. Agora, depois de tudo o que aconteceu - inclusive a prisão do jogador na Alemanha - Marco Aurélio tece um comentário importante. "Está na hora de uma reflexão sobre esses meninos que saem hipervalorizados muito cedo".

A respota é fácil. Alguns pontos podem ser decisivos no sucesso do jovem brasileiro no Velho Continente:

- Em primeiro lugar, o cara precisa se integrar aos costumes do local onde vive. Não adianta querer dar uma de Viola e ficar pensando no feijão da mamãe;
- Precisa entender as tradições da cidade e começar a viver como se fosse um deles;
- Depois disso, é sempre bom levar alguém da família pra lá. Pai e mãe devem ser prioridade;
- Na Europa, é normal ser banco. Não pode ficar bravinho e querer voltar imediatamente. A adaptação vem com o tempo.

Mas o que pode levar a carreira às ruínas, além do pensamento fixo no Brasil, é a falta de estrutura familiar. Neymar tem o auxílio do pai, pessoa esclarecida no Planeta Bola e que mostra a trilha certa que o garoto deve percorrer.

Mas a maioria não tem essa assessoria. Quase todos vêm de uma classe menos favorecida e não puderam estudar. Com a fama repentina e o dinheiro entrando em caixa, o sucesso sobe à cabeça. Nesse momento é preciso calma. O papel do agente, nessa hora, é deixar o menino com os pés no chão. O problema é que os empresários brasileiros só pensam no dinheiro da venda. Nunca refletem se é fácil se adaptar a uma cidade como Munique, por exemplo. Afinal, as tradições alemãs são bem diferentes das paulistanas.

E um viva ao Brasil, que caminha a passos largos e mostra cada vez mais competência para manter um jogador. Outro viva ao Luiz Álvaro Ribeiro, presidente do Santos, que fez uma loucura financeira para manter o menino Neymar. A recompensa vem no Mundial.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

04/12/2011 - o dia em que o Brasil acordou mais triste e menos inteligente


Homenagem ao Doutor (Foto: Eduardo Viana/Lance)
  
Por Tuca Veiga

De canto de ouvido, com o olho entreaberto, ouvi a notícia que me despertava para o domingo decisivo no Brasileirão: O Doutor Sócrates morreu.
Quem trouxe a triste notícia foi meu sogro, são-paulino, rival, vivendo a mesma dor que eu e muitos brasileiros sentiram ao receber a trágica notícia.
No domingo em que meu clube se sagrou pentacampeão, nada me comoveu mais do que as coisas relacionadas ao maior jogador da história do Sport Club Corinthians Paulista.
Muitas homenagens foram feitas. Os jogadores do Timão e a sua torcida ficaram com os braços levantados e o punho cerrado, como fazia o Magrão quando comemorava seus gols. Uma homenagem e tanto. Embora a maior tenha sido a conquista do campeonato: o penta do Magrão.
Li muitos comentários interessantes e selecionei um pouco do que vi por aí, principalmente dos amigos do Doutor. Vejam abaixo a repercussão desta perda irreparável.
“Nossa, que tristeza. Dr.Sócrates, meu grande ídolo, o maior jogador que vi jogar na história do Corinthians nos deixou! Não sei nem o que dizer”, comentou Benjamin Back. “O domingo pra mim perdeu a graça. o futebol ficou mais pobre. O Magrão fará uma falta incrível. Cresci com pôsteres dele no meu quarto”, completou.
“Doutor Sócrates não morreu, nem morrerá, deu só um calcanharzinho de adeus”, disse Xico Sá, companheiro de Cartão Verde, que também escreveu em sua coluna: “Choro, meu filósofo, choro um Rio São Francisco inteiro por ti, mas como não celebrar nossos tantos chorinhos na madruga da existência”.
Lula não deixou de dar o seu recado: “Esse título também é uma homenagem ao Dr. Sócrates. Ele fará muita falta. A contribuição de Sócrates para o futebol brasileiro e para o Corinthians jamais será esquecida”.
A exemplo do ex-presidente, Dilma também fez questão de tecer algumas palavras: “O Brasil perde um de seus filhos mais queridos, o Dr. Sócrates. Nos campos, com seu talento e seus toques sofisticados, foi um gênio do futebol. Fora dos campos, nunca se omitiu. Foi um brasileiro atuante politicamente, preocupado com o seu povo e o seu país”.
“Ele era uma figura extremamente agradável, amiga, que gostava muito de viver, de música, de discutir política, falar sobre tudo. E era esse lado que mais me conquistava, que mais me alegrava. O lado do ser humano preocupado com o povo brasileiro, com o cidadão. Dele, vou guardar sempre a alegria, a vontade de viver, a perseverança atrás de ideais”, escreveu Trajano, que chegou a morar com Sócrates na Itália.

Outro amigo de longa data, Juca Kfouri, prestou a sua homenagem entrelaçada ao penta corintiano. “O dia em que uma das maiores torcidas do mundo acordou chorando de dor e foi dormir chorando de alegria. (...) Às quatro e meia da manhã morria Sócrates Brasileiro, o Doutor, o Magrão, o Magro, o mago dos calcanhares geniais, o mais original de todos os jogadores da história centenária do Corinthians. (...) E ele que já era inesquecível, acrescentará à sua história ter morrido no dia em que seu time o homenageou sendo campeão. O que, convenhamos, é uma história bonita, linda mesmo. E triste, profundamente triste”.

Mas de todas as homenagens, uma que gostei muito foi a do jornalista Flávio Gomes: "Sócrates morreu de tanto viver, que é uma boa forma de morrer".

Obrigado, Doutor. Descanse em paz...
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