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O camisa 2 do Bayern ainda não vingou na Europa |
Por Alessandro Lefevre
Fim de Brasileirão é época de transferências. Em tempos em que Neymar dá um passo na direção contrária do que se via até aqui e resolve permanecer no futebol brasileiro, uma análise precisa ser feita após o Caso Breno. Em depressão, o ex-zagueiro do São Paulo, após seguidas lesões e uma briga com a mulher, é acusado de atear fogo à própria casa. O sucesso repentino e a venda de atletas muito jovens para a Europa e a Ásia precisam ser discutidos.
Fim de Brasileirão é época de transferências. Em tempos em que Neymar dá um passo na direção contrária do que se via até aqui e resolve permanecer no futebol brasileiro, uma análise precisa ser feita após o Caso Breno. Em depressão, o ex-zagueiro do São Paulo, após seguidas lesões e uma briga com a mulher, é acusado de atear fogo à própria casa. O sucesso repentino e a venda de atletas muito jovens para a Europa e a Ásia precisam ser discutidos.
Em entrevista à revista Placar, Marco Aurélio Cunha, à época da transferência de Breno para o Bayern de Munique, era dirigente do São Paulo. Ele avalizou a venda de Breno para a Europa. Agora, depois de tudo o que aconteceu - inclusive a prisão do jogador na Alemanha - Marco Aurélio tece um comentário importante. "Está na hora de uma reflexão sobre esses meninos que saem hipervalorizados muito cedo".
A respota é fácil. Alguns pontos podem ser decisivos no sucesso do jovem brasileiro no Velho Continente:
- Em primeiro lugar, o cara precisa se integrar aos costumes do local onde vive. Não adianta querer dar uma de Viola e ficar pensando no feijão da mamãe;
- Precisa entender as tradições da cidade e começar a viver como se fosse um deles;
- Depois disso, é sempre bom levar alguém da família pra lá. Pai e mãe devem ser prioridade;
- Na Europa, é normal ser banco. Não pode ficar bravinho e querer voltar imediatamente. A adaptação vem com o tempo.
Mas o que pode levar a carreira às ruínas, além do pensamento fixo no Brasil, é a falta de estrutura familiar. Neymar tem o auxílio do pai, pessoa esclarecida no Planeta Bola e que mostra a trilha certa que o garoto deve percorrer.
Mas a maioria não tem essa assessoria. Quase todos vêm de uma classe menos favorecida e não puderam estudar. Com a fama repentina e o dinheiro entrando em caixa, o sucesso sobe à cabeça. Nesse momento é preciso calma. O papel do agente, nessa hora, é deixar o menino com os pés no chão. O problema é que os empresários brasileiros só pensam no dinheiro da venda. Nunca refletem se é fácil se adaptar a uma cidade como Munique, por exemplo. Afinal, as tradições alemãs são bem diferentes das paulistanas.
E um viva ao Brasil, que caminha a passos largos e mostra cada vez mais competência para manter um jogador. Outro viva ao Luiz Álvaro Ribeiro, presidente do Santos, que fez uma loucura financeira para manter o menino Neymar. A recompensa vem no Mundial.
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