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terça-feira, 2 de abril de 2013
Uma lesão, um gol ilegal, dois craques e os acasos do futebol

quarta-feira, 13 de março de 2013
Barça: a volta do melhor futebol
Diziam que o Barcelona estava acabado, que o time tinha se tornado burocrático, desinteressado e cheio de toques de lado, que a ofensividade e a verticalidade da equipe estava se perdendo, que os atletas se tornaram previsíveis e fáceis de serem marcados, que Messi, Xavi e Iniesta perderam a capacidade de decidir os jogos. No entanto, ontem, a constelação catalã mostrou todo o seu poder e pulverizou o Milan.

O craque argentino, mesmo com pouco espaço, marcou um golaço para abrir a contagem. Xavi e Iniesta criaram chances com ótimos chutes, mas o goleiro defendeu. Aí veio um erro fatal. Em raro contra-ataque, o jovem Niang perdeu a oportunidade que colocaria o clube rossonero perto da vaga. Messi, comandando o Barça, balançou as redes de novo, Villa, jogando como centroavante, deixou o seu e Alba completou a goleada.
O Barcelona voltou a ser Barcelona, demonstrou sua superioridade, jogou com velocidade, intensidade, fome de gol e vontade de mostrar a todos o seu verdadeiro valor. Na parte tática, a novidade foi a entrada de Villa como homem de área, fazendo uma função extinta no time, já que Messi atuava como falso 9. Parece que a mudança de posicionamento confundiu o time do Milan, que, sem conseguir encaixar a marcação, retornou ao seu futebol mediano.
E agora superada a sequência de derrotas para Milan e Real Madrid, o Barcelona é novamente o time a ser batido e o principal candidato ao título da Liga dos Campeões.
Se no Camp Nou tivemos o show catalão, na Alemanha não faltou emoção e gols. O jogo esquecido da rodada de terça teve a classificação do Galatasaray em cima do Schalke 04 com vitória por 3 a 2, com direito a gol aos 49 minutos do segundo tempo. O time turco volta às quartas de final da Champions após 12 anos e conta com dois campeões do torneio - Sneijder pela Inter de Milão e Drogba pelo Chelsea - para sonhar mais alto.
A sorte dos turcos, que têm o artilheiro da competição - Burak Yilmaz -, será lançada na sexta-feira com o sorteio da fase decisiva do torneio. Dependendo dos adversários a enfrentar, a equipe pode chegar mais longe.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
Que se passa?

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013
Quem diria Milan!

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
Messi é tão melhor assim?
Por Tuca Veiga

terça-feira, 30 de outubro de 2012
Futebol e Tecnologia
A história lembra um pouco o que aconteceu com o Palmeiras neste final de semana. Diferente dos mexicanos, que ficaram putos pelo gol ilegal validado, os também alviverdes, só que brasileiros, ficaram loucos que o gol de mão foi invalidado pelo quarto árbitro. Eis outra diferença entre as histórias. Na Copa, foi o próprio bandeira que sacou a besteira que fez.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
Messi ainda não ultrapassou sequer Romário
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Esse é o cara |

terça-feira, 10 de janeiro de 2012
Neymaradona, Neymessi, Nei Pelé
Feliz da bola quando chegou aos pés do menino.
domingo, 18 de dezembro de 2011
“Ai se eu te pego, ai ai se eu te pego”. Barcelona 4x0 Peixe

Confesso que acordar cedo no domingo para ver Barcelona X Santos me animou um pouco mais. Não sou santista, mas antes da partida estava torcendo pelo peixe...Pelo menos até os 10 primeiros minutos de jogo...Porque, para ser honesto e sincero, não tem como não torcer admirar, idolatrar, vibrar e se encantar com esse time do Barcelona.
O placar de 4x0 para os catalães ficou barato para o Santos. O que aconteceu no estádio de Yokohama ficará na memória de todos os torcedores brasileiros, aliás deveria servir de lição. Depois deste domingo, o conceito do futebol que vem sendo jogado nos gramados nacionais e sul-americanos deveria mudar.
Quem esperava ver Messi X Neymar caiu do cavalo. Antes da partida, o técnico Guardiola disse uma frase que refletiu o futebol de Neymar durante a decisão: “Não existe craque sem bola”. O Santos não jogou, não viu a cor da bola.
E quanto a esse Barcelona, fica difícil tecer qualquer elogio, porque qualquer coisa que eu escrever aqui tenho certeza que já foi dita em algum canto do planeta. De fato um dia falaremos para os nossos netos: “Eu vi aquele Barcelona jogar, e como jogava”.
Desta vez quem dançou de verdade foi Neymar, que viu o incomparável Messi jantar a bola e levar o caneco de melhor jogador da competição. Para o craque canarinho só restou mesmo levar como souvenir a camisa de Messi para o Brasil.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011
Bipolarização: Messi x Cristiano Ronaldo
Há duas temporadas, Messi e Cristiano Ronaldo disputam gol a gol a artilharia dos campeonatos. A vocação que os dois melhores jogadores do mundo têm de balançar as redes adversárias causa inveja a qualquer camisa 9 nato.

sexta-feira, 1 de julho de 2011
Argentina estreia pressionada e favorita

Na semana em que celebra as bodas de prata, por conta dos 25 anos da conquista do bi-mundial, a Argentina estreia na Copa América dentro de seu lar, contra a fraca Bolívia, mas com um caminhão em cima das costas. Comemorar a conquista de trupe de ‘Dieguito’ é, ao mesmo tempo, constatar como as glórias da tradicional Seleção Argentina se tornaram assunto do passado, papo de tio ou peça de museu.
Como nem tudo é tango, tampouco drama, um certo camisa 10 (dos tempos atuais) ferve por dentro. Messi precisa provar para seu povo que é a ele que pertence, e ninguém duvida que ele esteja pronto para isso. Em dívida com a Seleção, o melhor do mundo sabe que agora é a hora. Com a torcida argentina enchendo os estádios, fazendo barulho, e um time aguerrido dentro da cancha, os ‘hermanos’ são – na minha opinião – os favoritos à conquista da Copa América.
Os escolhidos pelo treinador Sérgio Batista para companheiros de ataque de Messi são o figurão Lavezzi (do Napoli, assim como Maradona) e o ‘hombre del pueblo’ Carlitos Tevez – ídolo por onde passou. Juntos, formam um ataque de muita movimentação, velocidade e com bom relacionamento com as redes adversárias. Acho apenas que pode faltar um autêntico camisa 9 ao time. Milito e Higuaín estão no banco, mas quem cairia bem mesmo ao lado de Messi e Tevez é Gabriel Batistuta, o eterno ‘Batigol’.
Um dos três maiores centroavantes – camisa 9 – que vi jogar. Por cima, por baixo, com marcação, de tudo quanto é jeito a bola acabava estufando o filó. Batistuta foi responsável pelos dois gols do último título da Seleção Argentina principal, a Copa América de 93, disputada no Equador. Veja uma seleção de gols - boa parte com a camisa da Fiorentina - deste belo jogador, homem-gol, chamado Gabriel Batistuta.

terça-feira, 28 de junho de 2011
Neymar e a dura tarefa de superar Messi

A idéia inicial era intitular o texto como "Messi x Neymar" e desenvolvê-lo em cima do duelo. No entanto, é evidente que Lionel Messi é o melhor do mundo e o papo é quase favas contadas. Quase. O craque brasileiro terá ainda este ano duas oportunidades de superar as equipes lideradas por Messi: a Argentina, na Copa América, e o Barcelona, no Mundial de Clubes.
Duas partidas capazes de fazer o trabalhador bater o ponto mais cedo e correr para casa. Dentro das quatro linhas, o que há de melhor no futebol-arte, toda a magia de dois candidatos ao hall dos maiores de todos os tempos. Dois dribladores, cada um com seu estilo, um que gruda a bola no pé, o outro que troca de direção em extrema velocidade. Craques com imenso poder de decisão.
A verdade - e que o Cristiano Ronaldo não nos escute - é que Neymar e Messi têm tudo para virar o confronto de uma década. Os mais otimistas (e faço parte deste clube) têm a esperança de testemunhar jogos para entrar para a história. Partidas de Copa do Mundo, Champions League e de tantas outras disputas que eles vão se envolver.
Para isso, é importante que Neymar não se transfira para o Barcelona, por mais sedutora que pareça a ideia e a proposta. Se juntar ao principal adversário pode dificultar que Neymar supere o atual craque do planeta.
O Real Madri pinta como favorito na contratação e seria um bom time para que os jogos se tornassem mais freqüentes. No time merengue, porém, outros astros brasileiros foram boicotados, como Robinho e Kaká (mais recentemente) e Didi (na década de 50). Por isso, vejo o Manchester United como o lugar ideal. Nas mãos de Alex Ferguson, com Rooney como dupla de ataque, formando o ataque 'RooNeymar'.
E você, se fosse o Neymar, iria para qual time, independente de quando isso aconteça?

quarta-feira, 1 de junho de 2011
A magia de Lionel 'Top 10' Messi

O garoto de pernas finas, miúdo, que saiu da Argentina em busca de tratamento por conta da dificuldade para crescer, bebeu demais da poção mágica e fica, a cada dia, mais monstruoso. Com aquele jeito de conduzir a bola sem que ela desgrude de seu pé e o dom dos maiores de crescer em decisões, Messi é mais que um encanto, é um abuso, um artista. É o assunto dos botequins.
Aos 23 anos, Lionel 'Pepe Legal' Messi ruma para o terceiro título seguido de melhor jogador do mundo - mesma quantidade de troféus da Champions League que já levantou. Cinco campeonatos espanhóis, uma Copa do Rei, um mundial de clubes e seis artilharias. Números que já justificam a sua presença no hall dos dez maiores de todos os tempos (Veja meu Top 10 lá embaixo). Mas o futebol é mais legal que os números.
No futebol, valem mais as fintas, os golaços, a visão de jogo, o toque diferenciado que todo camisa 10 do mundo deveria ter. Messi é mais que a cereja de um bolo saboroso. Com um time comparado com grandes esquadrões, o Barcelona, de Pep Guardiola, se dá ao luxo de não precisar atuar em função do craque, pois não tem que se preocupar em fazer Messi jogar. O argentino passa longe de ser um coadjuvante. Bate no peito e chama a responsa.
Para sorte do cotovelo brasileiro, que anda bem dolorido, o menino Lionel saiu cedo de seu país. Da terra de Gardel, herdou apenas a canhota certeira e afinada, mas não carregou a catimba dos hermanos. Aquela raça do jogador argentino não é um ingrediente na fórmula secreta de Messi. Talvez por isso - somado a falta de títulos com a camisa da seleção - ele ainda não tenha caído nas graças do seu torcedor. Compará-lo a Maradona é considerado mais que uma heresia pelos argentinos. É um desrespeito.
Antes de almejar uma candidatura ao patamar de Pelé, Maradona e Garrincha, o craque do Barça ainda terá de superar Zidane e Ronaldo na disputa para melhor jogador do século. Messi parece que vai chegar lá. Pelé e Maradona, na intimidade de seus lares, devem torcer contra o argentino. Parte dos brasileiros também. Mas a ala dos otimistas prefere aguardar o amadurecimento de Neymar, o 'Pequeno Deus', como diria o amigo Leandro Calixto. Nossa jóia terá um desafio e tanto pela frente: ser rival e desbancar Messi. Missão que Cristiano Ronaldo não conseguiu. Mas também, amigos do Paixão, que azar ter Messi e Barça como rivais.
Top 10: Pelé, Maradona, Garrincha, Cruijff, Rivellino, Beckenbauer, Romário, Ronaldo, Zidane e Messi.
sexta-feira, 27 de maio de 2011
Caminhando e encantando

O que falar do Barcelona? A essa altura do campeonato, sendo o time catalão vencedor ou não da Liga dos Campeões, amanhã, contra o Manchester United, no lendário estádio de Wembley, qualquer coisa soaria como clichê. Melhor time das últimas duas décadas, Messi é brilhante, Xavi e Iniesta são monstros, time toca fácil, joga simples, mantém a bola como ninguém. Com ou sem o caneco, alguém arriscaria dizer que o Barça não é o melhor do mundo?
O fato é que o jogo é decidido dentro de campo e no futebol, ainda bem, nem sempre o melhor vence. A final de amanhã será um jogo histórico, assim como esse time do Barcelona. O estilo de jogo catalão veio para marcar uma fase importante desse esporte. A filosofia é simples: manter a bola nos pés. Desde que Pep Guardiola chegou, há três anos, o Barça não passou uma partida com menos posse de bola do que o adversário. É envolvente.
E foi assim que, jogando e encantando, o Barcelona caminhou até Wembley, onde colocará à prova seu talento. Na primeira fase, em seis jogos, o time catalão conquistou 14 pontos, com quatro vitórias e dois empates. Em seu grupo estavam Panathinaikos (GRE), Rubin Kazan (RUS) e Copenhague (DIN).
Na estréia, contra o time grego, no Camp Nou, o Barcelona logo mostrou a que veio: 5 a 1. Contra o mesmo adversário, fora de casa, Messi e companhia vencerem por 3 a 0. Jogando em casa o Barça venceu outras duas: 2 a 0 sobre o Rubin Kazan e Copenhague. Os resultados contra esses dois times também foram iguais fora de casa: empates por 1 a 1.
O verdadeiro teste para os comandados de Pep Guardiola veio nas oitavas de final, contra o Arsenal. No Emirates Stadium, jogo duro. Sem medo de jogar fora de casa, o Barcelona pressionou o Arsenal e podia ter feito dois ou três gols no primeiro tempo, se não fosse a falta de pontaria de Messi naquele dia. Mesmo assim, ainda na etapa inicial, David Villa abriu o placar para o time catalão. O time londrino, porém, não afinou: virou o jogo no segundo tempo com Van Persie e Arshavin, decretando a única derrota do Barça na Liga dos Campeões até aqui.
No jogo de volta, no Camp Nou, o Barcelona fez o jogo que considero fundamental em sua caminhada. É certo que ainda derrotariam o Real Madrid, com show de Messi; mas foi na vitória contra o Arsenal por 3 a 1, revertendo o placar da primeira partida, que o Barça mostrou toda sua força.
Foram 717 passes do time catalão contra 195 dos ingleses. Ao todo os donos da casa chutaram 19 vezes ao gol. Foi um massacre. Uma aula de futebol bem jogado, coletivamente, com toques curtos e objetividade. Messi ainda fez um gol antológico, dando um chapéu sensacional no goleiro adversário. Nas quartas de final, o Barcelona passeou contra o Shakhtar Donetsk. No Camp Nou, meteu logo 5 a 1 para no jogo de volta, na Ucrânia, vencer por 1 a 0.
Já na semifinal, um clássico para ser humano nenhum botar defeito. Barcelona contra Real Madrid. Messi contra Cristiano Ronaldo. Pep Guardiola contra José Mourinho. Foi realmente histórico. Os jogos em si, no Santiago Bernabéu e no Camp Nou, não foram grandes espetáculos. O nervosismo e a rivalidade à flor da pele tomaram conta do duelo.
Mas no primeiro jogo, em Madri, o mundo viu a melhor atuação individual de Messi na temporada. O argentino abriu o placar aproveitando cruzamento da direita, mostrando oportunismo nato, e decretou o 2 a 0 com um gol histórico, costurando a defesa merengue e tocando na saída do goleiro Casillas. No segundo jogo, empate por 1 a 1, com gols de Pedro e Marcelo. Mourinho chorou como uma criança por conta da arbitragem depois da partida, mas não teve jeito: o Barcelona, merecidamente, estava na final da Liga dos Campeões.
Até a decisão, o Barcelona jogou 12 jogos. Foram oito vitórias, três empates e uma derrota, com oito gols contra e 27 a favor (média de 2,25 gols por partida). Ganhando ou perdendo amanhã, esse time do Barça sem dúvida já entrou para a história do futebol mundial.
