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terça-feira, 2 de abril de 2013

Uma lesão, um gol ilegal, dois craques e os acasos do futebol



Por Luiz Felipe Fogaça

Talvez o jogo em Munique tenha sido melhor, mas no fundo a emoção ficou por conta do duelo entre PSG e Barça em Paris.

Na Baviera o Bayern contou com a sorte e em chute desviado abriu o marcador aos 25 segundos do primeiro tempo, um daqueles acasos que acabam com qualquer planejamento anterior.  É bem verdade que depois o time soube marcar bem a Juve e acelerar o jogo com ótima atuação de Robben e principalmente Ribery. 

Com muita autoridade o time alemão soube comandar oe ditar o ritmo, marcar o segundo e praticamente definir o confronto. Vale lembrar que nas oitavas os alemães também contavam com placar bem favorável e quase foram surpreendidos pelo Arsenal.

Resta saber se o maestro Pirlo vai conseguir conduzir a Juve nessa empreitada, sem o bom coadjuvante Vidal que está suspenso. Na ida o meio campo do time italiano foi dominado e não viu a cor da bola no jogo.

Na cidade da luz o jogo que parecia mais um confronto comum com o time catalão impondo seu jogo e sua maior posse de bola mudou após uma contusão muscular de Messi. Se muitos criticam o Santos pela dependência de Neymar, nesse jogo ficou nítida a falta do craque para o Barcelona.

Se para muitos o futebol é feito de acasos, a lesão muscular de Lionel Messi, é um desses capaz de mudar qualquer partida e foi o que aconteceu.

O jogo teve de tudo para apimentar as discussões dos amigos nas mesas de bares e nas redes sociais, pênalti, gol ilegal, gols no final e boas atuações de Messi e Ibrahimovic. E tudo terminou em um 2 a 2 de dar gosto ao torcedor, placar esse que deixa tudo aberto para partida de volta.  O catalão reza para que não seja nada sério com Messi, enquanto o mundo ainda acredita que seja possível parar o Barça.

quarta-feira, 13 de março de 2013

Barça: a volta do melhor futebol

Por Gabriel Duque

Diziam que o Barcelona estava acabado, que o time tinha se tornado burocrático, desinteressado e cheio de toques de lado, que a ofensividade e a verticalidade da equipe estava se perdendo, que os atletas se tornaram previsíveis e fáceis de serem marcados, que Messi, Xavi e Iniesta perderam a capacidade de decidir os jogos. No entanto, ontem, a constelação catalã mostrou todo o seu poder e pulverizou o Milan.



O craque argentino, mesmo com pouco espaço, marcou um golaço para abrir a contagem. Xavi e Iniesta criaram chances com ótimos chutes, mas o goleiro defendeu. Aí veio um erro fatal. Em raro contra-ataque, o jovem Niang perdeu a oportunidade que colocaria o clube rossonero perto da vaga. Messi, comandando o Barça, balançou as redes de novo, Villa, jogando como centroavante, deixou o seu e Alba completou a goleada.

O Barcelona voltou a ser Barcelona, demonstrou sua superioridade, jogou com velocidade, intensidade, fome de gol e vontade de mostrar a todos o seu verdadeiro valor. Na parte tática, a novidade foi a entrada de Villa como homem de área, fazendo uma função extinta no time, já que Messi atuava como falso 9. Parece que a mudança de posicionamento confundiu o time do Milan, que, sem conseguir encaixar a marcação, retornou ao seu futebol mediano.

E agora superada a sequência de derrotas para Milan e Real Madrid, o Barcelona é novamente o time a ser batido e o principal candidato ao título da Liga dos Campeões.

Se no Camp Nou tivemos o show catalão, na Alemanha não faltou emoção e gols. O jogo esquecido da rodada de terça teve a classificação do Galatasaray em cima do Schalke 04 com vitória por 3 a 2, com direito a gol aos 49 minutos do segundo tempo. O time turco volta às quartas de final da Champions após 12 anos e conta com dois campeões do torneio - Sneijder pela Inter de Milão e Drogba pelo Chelsea - para sonhar mais alto.

A sorte dos turcos, que têm o artilheiro da competição - Burak Yilmaz -, será lançada na sexta-feira com o sorteio da fase decisiva do torneio. Dependendo dos adversários a enfrentar, a equipe pode chegar mais longe.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Que se passa?




Por Luiz Felipe Fogaça

Acho engraçado pensar como as coisas mudam rapidamente no futebol. Toda semana temos uma crise, um time imbatível, que na semana seguinte podem trocar de lugar. Basta pegar o Fluminense e o Grêmio na Libertadores, um era lanterna o outro líder, um era festejado e o outro cobrado, passado uma semana e eis que os clubes trocaram de lugar.

Um time que parecia incontestável, a mercê de tudo isso, o tal time da moda, a referência, senhor de tudo e absoluto era o Barcelona. É bem verdade que o time vai ser campeão espanhol com sobras e ainda tem chance de passar sobre o Milan na Champions e literalmente calar os críticos. Mas a derrota para o time italiano, por dois gols de diferença e mais recentemente a eliminação para o Real Madrid na Copa do Rei, em seus domínios, levando três gols, começam a fazer o torcedor se questionar sobre uma eventual queda do império catalão.

Depois de ver o clube somando recordes e quebrando tabus, seja no coletivo, ou através de sua maior estrela o clube catalão viu dois tabus negativos serem quebrados. Perdeu de dois gols de diferença e tomou 3 gols no Camp Nou e para sonho de todos os secadores profissionais que vão sempre contra a maré, mesmo com tamanho absolutismo inquestionável parece o fim de uma era.

A grande pergunta que não quer calar é: O que levou o clube a tal momento ruim? A formula de sucesso usada durante tantos anos parece não dar mais certo e os torcedores apontam alguns motivos. Entre os principais, está a ausência de Pep Guardiola, para todos que dizem que o treinador não faz tanta diferença, a ausência de Guardiola parece fazer muita , principalmente por que seu substituto, Tito Villanova passou por maus bocados e pouco comandou o time do banco.

Guardiola além de implementar o atual modelo de jogo idolatrado pelo mundo afora, tinha o grupo na mão e parecia muito mais motivador do que Tito, que sofre com a ausência de carisma.

A ausência do antigo treinador parece desencadear todos os outros motivos como a apatia do time e de Messi, que parecem sofrer com a falta de objetivos e não demonstram mais vontade de jogar. Não tem mais a mesma penetração e ofensividade de outrora.

Resta saber se ainda estaremos falando isso na semana que vem.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Quem diria Milan!


Fim de mais uma rodada das oitavas de final da Champions League e um confronto já definido, dois em que tudo pode acontecer e uma grande surpresa. 


O Porto confirmou seu favoritismo e fez valer sua experiência. Jogando no estádio do Dragão o time português acabou com a invencibilidade do Málaga, com um magro 1 a 0 (gol impedido) , boa vantagem, mas nada definido.

Outro confronto que segue em aberto é Galatasaray e Schalke 04 , que empataram jogando na Turquia. Em tese a vantagem é do time alemão que joga a volta em casa e é forte em seus domínios.


O outro alemão, o Bayern de Munique, praticamente garantiu sua classificação, ao fazer 3 a 1 no Arsenal em Londres. A menos que a zebra apronte e muito na volta, os bávaros não terão a menor dificuldade em selar a classificação para fase seguinte. Destaque para a sorte de Mandzukic que logo após o Arsenal descontar, fez o terceiro gol em bola dividida e matou os ingleses.


Agora meu amigo, falando em zebra, o que aconteceu na Itália?  Nem o torcedor mais otimista do Milan acreditava nesse resultado antes do jogo. Digo mais, nem os secadores de plantão que sempre torcem para o “menor” time, pela zebra, pela zica (culpado) poderia esperar.

Lembrando os melhores dias de Franco Baresi, Paolo Maldini, entre outros, Mexés conduziu a zaga italiana, que no melhor estilo Ferrolho, retranca, 11 atrás do meio de campo exerceu forte e belíssima marcação contra o Barça. Somado a marcação, o futebol apático dos catalães, reflexo do craque Messi em campo, de longe a pior atuação recente do jogador e do time. Com no máximo dois, talvez três chutes ao gol durante todo jogo. Melhor para o Milan que não tem nada a ver com isso e se aproveitou de suas chances e fez 2 a 0.  

A festa rola solta em Milão, vide Balotelli e Robinho que comemoraram como crianças na arquibancada do San Siro. Melhor para o Milan, para os secadores de Plantão, pior para o Barça e para o futebol moderno, tão odiado por alguns, principalmente pelos lados da Rua Javari em São Paulo.

Parada indigesta para o Barça no Camp Nou, mas quem dúvida? 

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Messi é tão melhor assim?


Por Tuca Veiga


Esta segunda-feira deve consagrar Messi como o maior jogador do novo milênio. O quarto troféu de melhor do mundo colocará o craque argentino no olimpo do esporte e abrirá brecha, inclusive, para que o astro se torne Hors Concours, devido à sequência e ao amplo domínio recente na premiação.

Por isso mesmo perguntei no título do texto: Messi é tão melhor assim? Calma, leitor do Paixão, antes que você ache este que vos escreve um lunático, explico a minha questão. Dois dos maiores craques que vi jogar – Ronaldo e Zidane – conquistaram três vezes o prêmio. Portanto, hoje, Messi provavelmente será alçado a um patamar acima que essas duas lendas recentes do futebol.

Acho sim que Lionel seja o maior da atualidade, mas não tenho tanta certeza se em 2012 ele foi tão acima dos demais como em outras oportunidades. Com a 10 do Barcelona ficou pelo caminho na Champions e foi vice do Espanhol. Título que é bom, somente o da Copa do Rei, um prêmio de consolação, algo como uma Sulamericana, bem diferente dos feitos de outrora.

Individualmente ele brilhou, é óbvio. Com a fome que tem por recordes, jogou muito, balançou a rede até não poder mais, fez golaços atrás de golaços, deu assistências, show, foi o Messi de sempre, o Messi eleito três vezes o maior do mundo, um dos maiores craques de todos os tempos. Mas acredito que essa seria uma boa oportunidade para premiar outro jogador – e acho que alguns fizeram por merecer.

A sombra do argentino todos sabem quem é: Cristiano Ronaldo. Visto por muitos como marrento, o gajo só faltou fazer chover na temporada 2011-2012. Diferente de Lionel, o portuga praticamente carrega o Real nas costas, isso que o time é repleto de grandes jogadores. Mas é fato que Cristiano alcança seus feitos mais sozinho do que Messi, muito pelo futebol coletivo desempenhado pelo Barça e bastante, também, pelo excesso de individualismo do astro merengue. Mas os candidatados não param por aí.

Iniesta, outro postulante à bola de ouro, foi um dos principais responsáveis do bicampeonato da Espanha na Eurocopa e há quem considere que se por um acaso Messi não levar desta vez, o troféu irá para a estante do seu companheiro de clube. Reconheço Iniesta como um grande jogador, mas não acho que ele tenha a dimensão de um melhor do mundo.

Ibra também encantou pelos golaços que fez este ano. Dentre algumas obras-primas, a bike de fora da área foi, certamente, a que mais encantou – e por dias ficou de fora da disputa do gol mais bonito de 2012. Mas o sueco ainda precisa de uma conquista como protagonista para realmente alcançar o outro grupo.

Quem acho mesmo que fez um ano acima da média, encantou o mundo – mesmo jogando por um time que não está no primeiro escalão europeu– fez gol atrás de gol, muitos deles golaços, decidiu finais, como a da Europa League e a da Supercopa da Europa é o colombiano Falcao Garcia. Gostaria de ver o goleador premiado, ele fez por merecer.

Falcao sim teve um ano acima da média, talvez mais do que Messi, que foi genial como sempre, mas que talvez ainda seja cedo para superar senhores de bola, como Zinedine Zidane e Ronaldo Fenômeno. Infelizmente, Falcao tá fora da disputa que, provavelmente, ficará de novo no colo do craque sem carisma Lionel Messi. 

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Futebol e Tecnologia

Por Tuca Veiga

O dia era 27 de junho de 2010, oitavas-de-final da Copa do Mundo. Argentina e México se digladiavam na Cidade do Cabo. Jogo duro. Eis que Carlitos Tevez recebe uma bola cara a cara com o goleiro, que sai desesperado. Os dois dividem a rendonda, que sobra para Messi. O melhor do mundo dá um toque, devolve para Carlitos, que cutuca de cabeça para o filó e corre para o abraço. Festa Argentina.

O juiz aponta para o centro, enquanto o bandeirinha Stefano Ayrold é cercado por mexicanos. Em um ato de desespero, ele olha para o telão, que repetia o lance e vê a besteira que fez. Ayrold chama o árbitro italiano Roberto Rosetti e informa que acabara de ver no telão que errou. E cá entre nós, errou muito. Ciente da maneira como seu assistente descobriu o equívoco, Rosetti não teve dúvidas, apontou para o meio e validou o gol, afinal, o replay não pode ser usado no futebol.

A Argentina classificou-se com uma vitória por 3 a 1, ainda não engolida pelos mexianos. Confira no vídeo abaixo os melhores momentos deste jogo e veja, logo de cara, o gol absurdo de Tevez.



A história lembra um pouco o que aconteceu com o Palmeiras neste final de semana. Diferente dos mexicanos, que ficaram putos pelo gol ilegal validado, os também alviverdes, só que brasileiros, ficaram loucos que o gol de mão foi invalidado pelo quarto árbitro. Eis outra diferença entre as histórias. Na Copa, foi o próprio bandeira que sacou a besteira que fez.

Lances como estes trazem à tona uma discussão que a Fifa ainda não descobriu como fazer: a inserção da tecnologia para ajudar os homens do apito. O jogo da Copa evidencia que o grande medo da Fifa, que a pausa para ver o replay deixe o jogo parado, é conversa pra boi dormir. Antes de chegar ao meio do campo, o bandeira viu que tinha errado. O replay, aliás, costuma ser gerado muito rápido, principalmente os que mostram lances de impedimento.

Perguntados nesta segunda-feira na página do Paixão no Facebook, 45 das 55 pessoas são favoráveis à entrada da tecnologia no esporte bretão. 31 delas em lances não interpretativos, como impedimentos ou bolas que entram ou não no gol. Outras 14 gostariam do uso do replay em todos os lances polêmicos. Já dez de nossos leitores acreditam que isso estragaria o bate papo sobre as polêmicas no dia seguinte.

E você, o que acha disso? Esportes como tênis e futebol americano desenvolveram métodos para inserir a tecnologia no auxílio de um jogo mais justo e com menos erros. Nos dois esportes, os times têm um limite de desafios à arbitragem, número mantido caso o time tenha razão. Passou da hora do futebol descobrir como melhorar isso. Afinal, colocar chip na bola, opção que será testada pela Fifa no Mundial de Clubes, me parece a ideia mais lunática.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Messi ainda não ultrapassou sequer Romário

Esse é o cara
Por Alessandro Lefevre

Depois que a Fifa divulgou o já óbvio resultado e terminou a cerimônia de premiação de melhor jogador do mundo, os cronistas esportivos já começaram a fazer comparações com craques de outrora.

Messi nunca teve uma atuação destacada pela seleção argentina. Nunca ganhou uma Copa. Nunca ganhou sequer uma Copa América.

Azar das Copas? Não acho que seja por aí.

Michael Jordan, um ícone no seu esporte, dizia que talento ganha jogos, mas trabalho em equipe e inteligência ganham campeonatos.

Por isso a comparação com Romário não cabe. O ex-camisa 11 da seleção brasileira está anos-luz à frente do argentino-prodígio. Por quê?

Porque Romário carregou um time fraco à conquista mais importante da sua época. Em 1994, o Brasil foi a campo na final do Mundial dos EUA com: Taffarel, Cafu, Marcio Santos, Aldair e Branco; Mazinho, Mauro Silva, Dunga, e Zinho (Viola); Bebeto e Romário.

Depois de 24 anos longe da taça, o futebol mundial tinha mudado. E o futebol brasileiro também.

Esse time de 1994, que adorava trocar passes laterais, que foi duramente criticado antes da Copa e que era bastante objetivo, foi um dos pilares para eu formar aquilo que vou chamar de meu "caráter" futebolístico.

Talvez venha daí a minha admiração por times guerreiros e que jogam por uma bola. Quando torço por um time, não importa a maneira, o que vale é a vitória. Na retranca, com futebol feio...

Jogar no Barcelona é fácil. Um time talentoso e que sabe o que faz com a pelota nos pés. Treinado, entrosado.

E por que Messi não rende a mesma coisa na Argentina?

Falta levar um time nas costas. Como Romário fez em 1994.

E como Zico não fez em 1986. 

Na galeria dos grandes, Messi pode ser comparado com Zico. E apenas com ele.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Neymaradona, Neymessi, Nei Pelé


Por Tuca Veiga

Feliz da bola quando chegou aos pés do menino.

Como a tinta disposta na paleta do pintor, estava pronta para virar obra de arte.

Ele a acolheu.

Ao estilo R10, deixou os marcadores atordoados com o suingue de seus pés.

Só na saudade.

Na meia cancha, os carregadores de piano estavam prontos para desafinar a sinfonia.

Esperto, ergueu a cabeça, chamou a tabela.

Quem piscou, perdeu o garoto sair do cerco na lateral e bater nas portas do gol numa fração de segundo.

Mão na cara do marcador.

Do jeito que o Rei mandou.

Ali, nem o garoto vestido de branco sabia o que iria fazer.

E como ele gosta de improvisar!

Puxou por entre as pernas, deu a vaca no João e viu a trave ficar grande.

Três dedos.

Macia.

Com requintes de crueldade.

Foi assinar a obra de arte, correr pro abraço e ficar na eternidade.

O mais bonito de 2011.

E xô complexo de vira-lata.

domingo, 18 de dezembro de 2011

“Ai se eu te pego, ai ai se eu te pego”. Barcelona 4x0 Peixe

Por Arthur Quezada




Acordar cedo em um domingo de dezembro para assistir a final do Mundial de Clubes já se tornou rotina para mim. Sempre é bom acompanhar um duelo entre sul-americanos e europeus. Esse tipo de confronto costuma ser disputado e cheio de “catimba”. Enfim, jogos emocionantes que definem o melhor time do mundo.

Confesso que acordar cedo no domingo para ver Barcelona X Santos me animou um pouco mais. Não sou santista, mas antes da partida estava torcendo pelo peixe...Pelo menos até os 10 primeiros minutos de jogo...Porque, para ser honesto e sincero, não tem como não torcer admirar, idolatrar, vibrar e se encantar com esse time do Barcelona.


O placar de 4x0 para os catalães ficou barato para o Santos. O que aconteceu no estádio de Yokohama ficará na memória de todos os torcedores brasileiros, aliás deveria servir de lição. Depois deste domingo, o conceito do futebol que vem sendo jogado nos gramados nacionais e sul-americanos deveria mudar.

Quem esperava ver Messi X Neymar caiu do cavalo. Antes da partida, o técnico Guardiola disse uma frase que refletiu o futebol de Neymar durante a decisão: “Não existe craque sem bola”. O Santos não jogou, não viu a cor da bola.

E quanto a esse Barcelona, fica difícil tecer qualquer elogio, porque qualquer coisa que eu escrever aqui tenho certeza que já foi dita em algum canto do planeta. De fato um dia falaremos para os nossos netos: “Eu vi aquele Barcelona jogar, e como jogava”.

Desta vez quem dançou de verdade foi Neymar, que viu o incomparável Messi jantar a bola e levar o caneco de melhor jogador da competição. Para o craque canarinho só restou mesmo levar como souvenir a camisa de Messi para o Brasil.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Bipolarização: Messi x Cristiano Ronaldo

Por Lucas Bueno

Há duas temporadas, Messi e Cristiano Ronaldo disputam gol a gol a artilharia dos campeonatos. A vocação que os dois melhores jogadores do mundo têm de balançar as redes adversárias causa inveja a qualquer camisa 9 nato.

A cada jogo esperamos o hermano e o gajo balançarem as redes, e quase nunca nos desapontam. Somam tentos de 3 em 3, 2 em 2, quando raro marcam apenas um gol, causando certo estranhamento para os torcedores.


Nessa semana, Messi marcou seu gol de número 200 pelo Barça, hoje com 203 e Cristiano Ronaldo seu centésimo pelo Real, hoje com 103 gols em 106 jogos. Que números são esses?! Algo de outro mundo, ou melhor, do planeta bola onde os dois maiores times espanhóis habitam, sem dar espaço para mais ninguém. E lendo a biografia de Garrincha, escrita por Ruy Castro, "Estrela Solitária" percebo que Pelé coloca as marcas somadas de Messi e CR7 no bolso. 1282 gols em 1367 jogos, impressionante média de 0,93 gols por partida em toda a carreira.

"Nos quatro anos entre as duas Copas (1958 e 1962), ele se tornara um fenômeno. Com Pelé, o Santos fora campeão paulista em 1958, 1960 e 1961, do torneio Rio-São Paulo em 1959 e da taça Brasil em 1961. Pelé fora o artilheiro de quase todas as competições que disputara e, no campeonato paulista de 1958, firmara um recorde de artilharia para todos os tempos: 58 gols. Ninguém ainda se preocupara em contar o total de seus gols, mas já marcara quase quinhentos.".


Deixando de lado análises saudosistas e pós-modernas do futebol, é inegável o talento que Pelé, Messi e Cristiano Ronaldo possuem de aliar rara habilidade com "instinto matador". Caros leitores do Paixão Clubística até onde os goleadores de Barça e Real podem chegar? Ultrapassarão Pelé na história? Ou algum Neymar, despontará tomando conta do pedaço?

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Argentina estreia pressionada e favorita



Na semana em que celebra as bodas de prata, por conta dos 25 anos da conquista do bi-mundial, a Argentina estreia na Copa América dentro de seu lar, contra a fraca Bolívia, mas com um caminhão em cima das costas. Comemorar a conquista de trupe de ‘Dieguito’ é, ao mesmo tempo, constatar como as glórias da tradicional Seleção Argentina se tornaram assunto do passado, papo de tio ou peça de museu.





Como nem tudo é tango, tampouco drama, um certo camisa 10 (dos tempos atuais) ferve por dentro. Messi precisa provar para seu povo que é a ele que pertence, e ninguém duvida que ele esteja pronto para isso. Em dívida com a Seleção, o melhor do mundo sabe que agora é a hora. Com a torcida argentina enchendo os estádios, fazendo barulho, e um time aguerrido dentro da cancha, os ‘hermanos’ são – na minha opinião – os favoritos à conquista da Copa América.





Os escolhidos pelo treinador Sérgio Batista para companheiros de ataque de Messi são o figurão Lavezzi (do Napoli, assim como Maradona) e o ‘hombre del pueblo’ Carlitos Tevez – ídolo por onde passou. Juntos, formam um ataque de muita movimentação, velocidade e com bom relacionamento com as redes adversárias. Acho apenas que pode faltar um autêntico camisa 9 ao time. Milito e Higuaín estão no banco, mas quem cairia bem mesmo ao lado de Messi e Tevez é Gabriel Batistuta, o eterno ‘Batigol’.





Um dos três maiores centroavantes – camisa 9 – que vi jogar. Por cima, por baixo, com marcação, de tudo quanto é jeito a bola acabava estufando o filó. Batistuta foi responsável pelos dois gols do último título da Seleção Argentina principal, a Copa América de 93, disputada no Equador. Veja uma seleção de gols - boa parte com a camisa da Fiorentina - deste belo jogador, homem-gol, chamado Gabriel Batistuta.








terça-feira, 28 de junho de 2011

Neymar e a dura tarefa de superar Messi



Embora já goze de todo o prestígio da torcida, mídia e apreciadores do futebol, poucos questionam que Neymar ainda está um patamar abaixo de Messi. Talvez pela história do santista ter começado a ser escrita há menos tempo e, certamente, por tudo que o argentino tem feito com a camisa azul-grená do Barcelona.

A idéia inicial era intitular o texto como "Messi x Neymar" e desenvolvê-lo em cima do duelo. No entanto, é evidente que Lionel Messi é o melhor do mundo e o papo é quase favas contadas. Quase. O craque brasileiro terá ainda este ano duas oportunidades de superar as equipes lideradas por Messi: a Argentina, na Copa América, e o Barcelona, no Mundial de Clubes.

Duas partidas capazes de fazer o trabalhador bater o ponto mais cedo e correr para casa. Dentro das quatro linhas, o que há de melhor no futebol-arte, toda a magia de dois candidatos ao hall dos maiores de todos os tempos. Dois dribladores, cada um com seu estilo, um que gruda a bola no pé, o outro que troca de direção em extrema velocidade. Craques com imenso poder de decisão.

A verdade - e que o Cristiano Ronaldo não nos escute - é que Neymar e Messi têm tudo para virar o confronto de uma década. Os mais otimistas (e faço parte deste clube) têm a esperança de testemunhar jogos para entrar para a história. Partidas de Copa do Mundo, Champions League e de tantas outras disputas que eles vão se envolver.

Para isso, é importante que Neymar não se transfira para o Barcelona, por mais sedutora que pareça a ideia e a proposta. Se juntar ao principal adversário pode dificultar que Neymar supere o atual craque do planeta.

O Real Madri pinta como favorito na contratação e seria um bom time para que os jogos se tornassem mais freqüentes. No time merengue, porém, outros astros brasileiros foram boicotados, como Robinho e Kaká (mais recentemente) e Didi (na década de 50). Por isso, vejo o Manchester United como o lugar ideal. Nas mãos de Alex Ferguson, com Rooney como dupla de ataque, formando o ataque 'RooNeymar'.

E você, se fosse o Neymar, iria para qual time, independente de quando isso aconteça?

quarta-feira, 1 de junho de 2011

A magia de Lionel 'Top 10' Messi

O garoto de pernas finas, miúdo, que saiu da Argentina em busca de tratamento por conta da dificuldade para crescer, bebeu demais da poção mágica e fica, a cada dia, mais monstruoso. Com aquele jeito de conduzir a bola sem que ela desgrude de seu pé e o dom dos maiores de crescer em decisões, Messi é mais que um encanto, é um abuso, um artista. É o assunto dos botequins.

Aos 23 anos, Lionel 'Pepe Legal' Messi ruma para o terceiro título seguido de melhor jogador do mundo - mesma quantidade de troféus da Champions League que já levantou. Cinco campeonatos espanhóis, uma Copa do Rei, um mundial de clubes e seis artilharias. Números que já justificam a sua presença no hall dos dez maiores de todos os tempos (Veja meu Top 10 lá embaixo). Mas o futebol é mais legal que os números.

No futebol, valem mais as fintas, os golaços, a visão de jogo, o toque diferenciado que todo camisa 10 do mundo deveria ter. Messi é mais que a cereja de um bolo saboroso. Com um time comparado com grandes esquadrões, o Barcelona, de Pep Guardiola, se dá ao luxo de não precisar atuar em função do craque, pois não tem que se preocupar em fazer Messi jogar. O argentino passa longe de ser um coadjuvante. Bate no peito e chama a responsa.

Para sorte do cotovelo brasileiro, que anda bem dolorido, o menino Lionel saiu cedo de seu país. Da terra de Gardel, herdou apenas a canhota certeira e afinada, mas não carregou a catimba dos hermanos. Aquela raça do jogador argentino não é um ingrediente na fórmula secreta de Messi. Talvez por isso - somado a falta de títulos com a camisa da seleção - ele ainda não tenha caído nas graças do seu torcedor. Compará-lo a Maradona é considerado mais que uma heresia pelos argentinos. É um desrespeito.

Antes de almejar uma candidatura ao patamar de Pelé, Maradona e Garrincha, o craque do Barça ainda terá de superar Zidane e Ronaldo na disputa para melhor jogador do século. Messi parece que vai chegar lá. Pelé e Maradona, na intimidade de seus lares, devem torcer contra o argentino. Parte dos brasileiros também. Mas a ala dos otimistas prefere aguardar o amadurecimento de Neymar, o 'Pequeno Deus', como diria o amigo Leandro Calixto. Nossa jóia terá um desafio e tanto pela frente: ser rival e desbancar Messi. Missão que Cristiano Ronaldo não conseguiu. Mas também, amigos do Paixão, que azar ter Messi e Barça como rivais.

Top 10: Pelé, Maradona, Garrincha, Cruijff, Rivellino, Beckenbauer, Romário, Ronaldo, Zidane e Messi.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Caminhando e encantando


O que falar do Barcelona? A essa altura do campeonato, sendo o time catalão vencedor ou não da Liga dos Campeões, amanhã, contra o Manchester United, no lendário estádio de Wembley, qualquer coisa soaria como clichê. Melhor time das últimas duas décadas, Messi é brilhante, Xavi e Iniesta são monstros, time toca fácil, joga simples, mantém a bola como ninguém. Com ou sem o caneco, alguém arriscaria dizer que o Barça não é o melhor do mundo?


O fato é que o jogo é decidido dentro de campo e no futebol, ainda bem, nem sempre o melhor vence. A final de amanhã será um jogo histórico, assim como esse time do Barcelona. O estilo de jogo catalão veio para marcar uma fase importante desse esporte. A filosofia é simples: manter a bola nos pés. Desde que Pep Guardiola chegou, há três anos, o Barça não passou uma partida com menos posse de bola do que o adversário. É envolvente.


E foi assim que, jogando e encantando, o Barcelona caminhou até Wembley, onde colocará à prova seu talento. Na primeira fase, em seis jogos, o time catalão conquistou 14 pontos, com quatro vitórias e dois empates. Em seu grupo estavam Panathinaikos (GRE), Rubin Kazan (RUS) e Copenhague (DIN).


Na estréia, contra o time grego, no Camp Nou, o Barcelona logo mostrou a que veio: 5 a 1. Contra o mesmo adversário, fora de casa, Messi e companhia vencerem por 3 a 0. Jogando em casa o Barça venceu outras duas: 2 a 0 sobre o Rubin Kazan e Copenhague. Os resultados contra esses dois times também foram iguais fora de casa: empates por 1 a 1.


O verdadeiro teste para os comandados de Pep Guardiola veio nas oitavas de final, contra o Arsenal. No Emirates Stadium, jogo duro. Sem medo de jogar fora de casa, o Barcelona pressionou o Arsenal e podia ter feito dois ou três gols no primeiro tempo, se não fosse a falta de pontaria de Messi naquele dia. Mesmo assim, ainda na etapa inicial, David Villa abriu o placar para o time catalão. O time londrino, porém, não afinou: virou o jogo no segundo tempo com Van Persie e Arshavin, decretando a única derrota do Barça na Liga dos Campeões até aqui.


No jogo de volta, no Camp Nou, o Barcelona fez o jogo que considero fundamental em sua caminhada. É certo que ainda derrotariam o Real Madrid, com show de Messi; mas foi na vitória contra o Arsenal por 3 a 1, revertendo o placar da primeira partida, que o Barça mostrou toda sua força.



Foram 717 passes do time catalão contra 195 dos ingleses. Ao todo os donos da casa chutaram 19 vezes ao gol. Foi um massacre. Uma aula de futebol bem jogado, coletivamente, com toques curtos e objetividade. Messi ainda fez um gol antológico, dando um chapéu sensacional no goleiro adversário. Nas quartas de final, o Barcelona passeou contra o Shakhtar Donetsk. No Camp Nou, meteu logo 5 a 1 para no jogo de volta, na Ucrânia, vencer por 1 a 0.


Já na semifinal, um clássico para ser humano nenhum botar defeito. Barcelona contra Real Madrid. Messi contra Cristiano Ronaldo. Pep Guardiola contra José Mourinho. Foi realmente histórico. Os jogos em si, no Santiago Bernabéu e no Camp Nou, não foram grandes espetáculos. O nervosismo e a rivalidade à flor da pele tomaram conta do duelo.


Mas no primeiro jogo, em Madri, o mundo viu a melhor atuação individual de Messi na temporada. O argentino abriu o placar aproveitando cruzamento da direita, mostrando oportunismo nato, e decretou o 2 a 0 com um gol histórico, costurando a defesa merengue e tocando na saída do goleiro Casillas. No segundo jogo, empate por 1 a 1, com gols de Pedro e Marcelo. Mourinho chorou como uma criança por conta da arbitragem depois da partida, mas não teve jeito: o Barcelona, merecidamente, estava na final da Liga dos Campeões.


Até a decisão, o Barcelona jogou 12 jogos. Foram oito vitórias, três empates e uma derrota, com oito gols contra e 27 a favor (média de 2,25 gols por partida). Ganhando ou perdendo amanhã, esse time do Barça sem dúvida já entrou para a história do futebol mundial.


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