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quarta-feira, 29 de junho de 2011

Peñarol e Santos nas lentes de Rafael Vitta

O Paixão Clubística abre agora um novo espaço e dá lugar para uma outra visão do esporte: sob o olhar dos fotógrafos.

Como são muitos os amigos que apreciam a arte da fotografia e a exercem como hobby ou profissão, o PC está aberto para que vocês exponham suas fotos. Sejam elas de arquibancada, na beira do gramado, quadra, piscina, um bate bola na praia, debaixo de chuva, iluminado pela luz de carro, sei lá, o que o horizonte e a critividade permitirem. Sintam-se em casa.



E para estrear, o amigo Rafael Vitta manda - com exclusividade para o Paixão - fotos da primeira final entre Peñarol e Santos, no Uruguai.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

O jogo de uma geração

Exposição no Shopping Eldorado, em S. Paulo
Por Michel Sousa, o Apaixonado Convidado da semana

O troféu que aparece aí junto com esse texto é o mais cobiçado pelos times da América do Sul. Ele será erguido por Santos ou Peñarol nessa quarta-feira no Pacaembu. Para o Peixe, ele significa o sucesso ou não de uma geração de craques, simbolizada por Neymar e Ganso.

Dois jovens que se tornaram promessas, conquistaram dois Campeonatos Paulistas e uma Copa do Brasil, alcançaram a seleção e são apontados por muitos como os possíveis salvadores da pátria na Copa do Mundo de 2014.

Mas ainda falta alguma coisa para Neymar e Ganso! Falta um título internacional! Uma conquista que dê respeito e reconhecimento em nível continental! Falta uma Libertadores que nem a geração Diego/Robinho conseguiu (derrota para o Boca Juniors em 2003). Falta a disputa de um título mundial, encarando o Barcelona de Messi, melhor time/jogador da atualidade!

A quarta-feira é o dia do tudo ou nada para a geração Neymar/Ganso! É hora dos “meninos da Vila” virarem gente grande, entrarem na vida adulta e provarem que podem, sim, ter o voto de confiança para a Copa.

Com eles, além de quase 40 mil torcedores, estará o espírito daquele Santos de quase 50 anos atrás, de Pelé, Coutinho, Pepe, Zito, Mengalvio e outros. Se tudo isso vai pesar ou não nos ombros dos jovens craques? Ao final dessa quarta-feira, saberemos...

terça-feira, 21 de junho de 2011

O duelo que incendeia a América do Sul

Há quem diga que a maior rivalidade mundial de seleções é entre Brasil e Argentina. Todo o debate - por mais lunático que pareça - envolvendo Pelé e Maradona, e a grande quantidade de craques que brotam por metro quadrado nos dois países botam lenhas e mais lenhas para queimar nesta fogueira.


Desde garoto, gosto da frase que diz que o argentino odeia amar o brasileiro, enquanto o brasileiro, ama odiar o argentino. Faz tanto tempo que escutei que nem lembro quem falou. Mas é a pura verdade.


O clássico Brasil e Argentina faz parte do folclore do futebol. Mas rivalidade, história e admiração é uma coisa. Só que eu estou aqui para falar de outro papo. Vou falar do futebol que sangra, que joga grama pro alto, que tem cotovelada no peito, empurrão e xingamento. Este texto é sobre a guerra envolvendo Brasil e Uruguai.


O pega pra capar vem de longa data. Quando a Celeste Olímpica - apelido histórico da Seleção Uruguaia - entrou no Maracanã para estragar a nossa festa, muita água já tinha passado debaixo da ponte. Os confrontos sempre foram marcados pelo excesso de jogadas ríspidas, muita catimba e, diversas vezes, chegou às vias de fato. Um jogo histórico é este no Maracanã, em 1976, (veja o vídeo), quando Roberto Rivellino protagonizou cenas de pancadaria. Isso que era só um amistoso.



Tantos foram os capítulos desta rivalidade escritos por clubes dos dois países. Nesta quarta-feira teremos mais um. O Santos entra em campo louco para fazer com que o jogo não descambe para a violência, o que beneficiaria somente os uruguaios. Com um time técnico, o Peixe só tem a perder se o jogo ficar quente e físico. Neymar certamente será muito marcado e pode até ser alvo de um rodízio de faltas. Cabe ao garoto mostrar que tem sangue frio e partir para dentro dos zagueiros.


Para que sirva de inspiração para o Santos e para Neymar, coloco abaixo uma das maiores vitórias do nosso futebol em cima deles: Brasil x Uruguai, semifinal da Copa do Mundo de 1970, no México. No duelo, o Rei apresentou outro ingrediente do seu futebol, um pouco diferente das jogadas geniais. Reparem na cotovelada que ele acerta no zagueiro no segundo vídeo. O homem do apito ainda deu falta nele e cartão para o zagueiro. Essa é a malandragem do futebol brasileiro. Boa sorte ao Santos.






quarta-feira, 15 de junho de 2011

Tradicionais, Santos e Peñarol iniciam disputa por título


Cinzas vulcânicas a parte, começa nesta quarta-feira em Montevidéu no Uruguai a 52ª final da Copa Libertadores da América. Frente a frente, estarão Santos e Peñarol ou Brasil e Uruguai, países e times cuja rivalidade remonta os primórdios do futebol, e que atual e ultimamente, representam o ressurgimento de escolas vitoriosas.

Isso porque depois de mais de 20 anos, o Santos voltou a conquistar um título em 2002 e desde então vive uma sequência de conquistas jamais vivida desde a década dourada de 1960. Ao mesmo tempo, terceiro maior vencedor da história da competição com cinco títulos, o Peñarol volta a decidir a Libertadores depois de 24 anos e acompanha o ressurgimento do próprio Uruguai, quarto colocado na Copa do Mundo da África do Sul, tendo Forlán o maior jogador da competição e na partida contra Gana, o principal momento da Copa.

Mas, falar de história neste momento soa obsoleto, pois os craques históricos do passado não jogam mais. Por isso, discutir se historicamente leva vantagem quem joga a primeira em casa ou fora, é inútil. Melhor é olhar o presente para falar do jogo de logo mais.

Dentro de campo, e tecnicamente, o time do Santos é melhor e aparece como o principal favorito para a conquista do título. Apesar disso, e ao contrário do que muita gente disse, creio que o time uruguaio era realmente melhor que o argentino Vélez Sarsfield, derrotado na semifinal. No entanto, para o Santos, foi melhor enfrentar o Peñarol.

Isso porque o Vélez tinha um estilo de jogo completamente diferente do santista, com um futebol mais de força e especialmente calcado no jogo aéreo. Embora não tenha tanta qualidade individual, o Peñarol se aproxima mais do futebol praticado pelo time de Muricy, com eficiência e velocidade no ataque e boa postura defensiva, segurando bem os ataques adversários.

Por tudo isso, a partida no Uruguai requer muita atenção especialmente da defesa santista, que estará bastante desfalcada. Da considerada titular, sobrou apenas Durval. Jonathan e Léo, machucados, desfalcam as laterais e Edu Dracena, suspenso, é a ausência no miolo da zaga.

Se suportar bem a pressão geralmente eficiente do Peñarol, o time santista deve dar um bom passo à conquista da terceira Libertadores, já que o seu ataque, especialmente quando se utiliza dos contra golpes, é dos melhores, personificado na figura de Neymar, no esforço de Zé Eduardo, na experiência e qualidade de Elano e na velocidade dos meio-campistas Arouca e Danilo, além do avanço de Alex Sandro, bom lateral pela esquerda.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Quem não gosta de esporte, bom sujeito não é

Ruim da cabeça, dos pés ou das mãos, é impossível não ficar grudado na TV com tanta decisão rolando ao mesmo tempo. O Paixão Clubística, como o prometido, está em todas as canchas, quadras e momentos de aflição. Seja na Libertadores, na NBA ou em Rolland Garros, o esporte e as suas reviravoltas são garantias de emoção.

Em Buenos Aires, o Vélez Sarsfield entrou em campo com a difícil missão de superar a retranca do Peñarol. Desafio ampliado com o gol dos uruguaios ao 33 do primeiro tempo. O Vélez empatou ainda na etapa inicial e voltou a mil, atacando e pressionando ao som da sua torcida inflamada.

Com tanto ímpeto, os argentinos cederam o contra-ataque – uma das principais armas do Peñarol – e por muito pouco não pagaram por isso. Após um gol perdido pelos uruguaios, El Tanque Silva virou o jogo e fez valer a máxima do futebol: quem não faz, toma. Foi aí que o futebol mostrou a sua faceta irônica. Logo após o gol, o Vélez fica com um a menos, no entanto, pouco depois, o atacante Martínez brigou pela bola e arrumou um pênalti. Tudo resolvido? Que nada. O uruguaio El Tanque, ídolo da torcida, escorregou e jogou o sonho do bi para fora do gol. Peñarol na final contra o Santos.

Acompanhei toda a tensão da segunda etapa quando troquei de canal. Havia perdido o primeiro tempo do futebol, mas em troca acompanhava a final da NBA. Para onde voltei logo que os argentinos começaram a chorar.

Em Miami, o Dallas começou mostrando que o meu palpite de 4 a 1 para o Heat tinha sido um tanto precipitado. Os donos da casa, nesta quinta, tinham Wade mais inspirado que Lebron James. Com toda a sua frieza, Wade colocou o Heat em vantagem na segunda etapa. A quatro minutos do final, a diferença era de 9 pontos para o Miami Heat. Foi quando Jason Kidd e o craque Dirk Nowitzk entraram em ação, afinal, como fala o narrador da ESPN, Everaldo Marques, na hora da decisão, é bola para o alemão. Não deu outra, 95 a 93 Dallas, e final empatada em 1 a 1.

Fui dormir pilhado. Acordei já no clima de Rolland Garros. Em Paris, Nadal passou com tranquilidade por Murray, 3 a 0, parciais de 6/4, 7/5 e 6/4. Mas o clímax era mesmo a outra semifinal, entre o rei deposto Roger Federer e Novak 'the Joker' Djokovic.

O sérvio entrou em quadra com o objetivo de sair dela número 1 do ranking. Mas a grande ambição dele era outra. Invicto no ano e com a sequência de 43 jogos sem perder, Djoko vislumbrava bater o recorde de Guillermo Villas, de 46 partidas invictas. Pois é, camarada do Paixão Clubística, como você deve ter reparado, citei as pretensões de Djokovic no passado.

Federer foi para o duelo ciente do que devia fazer. Seu rival cresceu muito nos últimos tempos quando conseguiu controlar a irregularidade de seu forehand. Apesar de ser destro, o lado direito era o mapa da mina para os rivais. Federer sabia muito bem disso. Testou a direita de Djoko, que errou muito. No primeiro set, Federer soube reverter um 4/2, levou para o tie-break e foi soberano. A frieza no momento do desempate foi a chave para Federer. Depois de ampliar a diferença no segundo set, Federer caiu de produção e viu Djokovic voltar ao jogo. Parecia que o sérvio ia levar. Quebrou o serviço de Federer e teve o saque nas mãos para vencer o quarto set. Nao conseguiu. Permitiu mais uma reviravolta e acabou eliminado do torneio francês. Mais uma vez, teremos uma final entre Nadal e Federer. Aposto no suíço.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

As pedras no caminho santista


Quatro clubes de países diferentes começam a se degladiar em busca da tão cobiçada taça da Libertadores da América. Representando os quatro principais futebóis da América do Sul, Santos, Cerro Porteño, Peñarol e Vélez Sarsfield carregam para dentro de campo a identidade futebolística de suas nações.

O Santos dispensa apresentações. Um time técnico, com excelente toque de bola, que mescla muito bem experiência e juventude. Com o terceiro maior jogador do mundo em seu elenco, o alvinegro da Vila Belmiro é favorito ao título da principal competição do continente. Vamos ao raio-X dos candidatos a pedra no caminho do Peixe:

O primeiro candidato a carrasco santista é o Cerro Porteño. O time paraguaio tem sido um visitante indigesto nesta Libertadores. Até o momento segue invicto fora de suas divisas - a derrota para o Santos em casa, aliás, foi a única da equipe. O Cerro poderia muito bem ser treinado pelo Tite, pois é um time equilibrado e que empata muito.

Os paraguaios jogam com duas linhas de quatro, num sistema tático defensivo, explorando os dois atacantes grandalhões, Fabbro e Nanni. Com sete gols, um deles contra o Santos, Fernando Nanni é um dos artilheiros da competição ao lado do cruzeirense Wallyson. O jovem argentino Iturbe, no banco, é outra arma porteña. A equipe azul grená entra em campo também para mudar o curso da história, pois tenta avançar pela primeira vez à final.

Já o Peñarol é um time cascudo. Os uruguaios têm uma ótima jogada de linha de fundo, sempre procurando o centroavante Juan Oliveira, que já fez cinco gols na competição. Outra jogada característica do Peñarol é o contra-ataque. O time faz a conexão defesa-ataque com muita velocidade, geralmente comandado pelo outro atacante do time, Martinuccio, um canhoto de qualidade que dizem estar contratado pelo Palmeiras. O escanteio, cobrado ora por Albin, ora por Aguiar, costuma dar calafrios aos adversários.

O líder do campeonato argentino, Vélez Sarsfiel, é certamente o adversário mais qualificado. Um time rápido e encardido. Tipicamente argentino. Com aquele jeito de jogar que o Galvão tanto fala: o "toco e me voy". Com um ataque muito forte, comandado pelo Santiago 'El Tanque' Silva, o Vélez é daqueles times que joga e deixa jogar. As chegadas do meia Fernandez e a categoria do ligeiro Maxi Morales, goleador do time na competição, com cinco gols, são outras das armas do Vélez.

Apesar de tradicionais, os semifinalistas não vencem a Libertadores desde 94, quando o Vélez fez a festa em pleno Morumbi, sob o comando do polêmico goleiro Chilavert. O quarteto detém oito títulos da Libertadores, dois com o Santos e cinco com o Peñarol.

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