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terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Neymaradona, Neymessi, Nei Pelé


Por Tuca Veiga

Feliz da bola quando chegou aos pés do menino.

Como a tinta disposta na paleta do pintor, estava pronta para virar obra de arte.

Ele a acolheu.

Ao estilo R10, deixou os marcadores atordoados com o suingue de seus pés.

Só na saudade.

Na meia cancha, os carregadores de piano estavam prontos para desafinar a sinfonia.

Esperto, ergueu a cabeça, chamou a tabela.

Quem piscou, perdeu o garoto sair do cerco na lateral e bater nas portas do gol numa fração de segundo.

Mão na cara do marcador.

Do jeito que o Rei mandou.

Ali, nem o garoto vestido de branco sabia o que iria fazer.

E como ele gosta de improvisar!

Puxou por entre as pernas, deu a vaca no João e viu a trave ficar grande.

Três dedos.

Macia.

Com requintes de crueldade.

Foi assinar a obra de arte, correr pro abraço e ficar na eternidade.

O mais bonito de 2011.

E xô complexo de vira-lata.

terça-feira, 21 de junho de 2011

O duelo que incendeia a América do Sul

Há quem diga que a maior rivalidade mundial de seleções é entre Brasil e Argentina. Todo o debate - por mais lunático que pareça - envolvendo Pelé e Maradona, e a grande quantidade de craques que brotam por metro quadrado nos dois países botam lenhas e mais lenhas para queimar nesta fogueira.


Desde garoto, gosto da frase que diz que o argentino odeia amar o brasileiro, enquanto o brasileiro, ama odiar o argentino. Faz tanto tempo que escutei que nem lembro quem falou. Mas é a pura verdade.


O clássico Brasil e Argentina faz parte do folclore do futebol. Mas rivalidade, história e admiração é uma coisa. Só que eu estou aqui para falar de outro papo. Vou falar do futebol que sangra, que joga grama pro alto, que tem cotovelada no peito, empurrão e xingamento. Este texto é sobre a guerra envolvendo Brasil e Uruguai.


O pega pra capar vem de longa data. Quando a Celeste Olímpica - apelido histórico da Seleção Uruguaia - entrou no Maracanã para estragar a nossa festa, muita água já tinha passado debaixo da ponte. Os confrontos sempre foram marcados pelo excesso de jogadas ríspidas, muita catimba e, diversas vezes, chegou às vias de fato. Um jogo histórico é este no Maracanã, em 1976, (veja o vídeo), quando Roberto Rivellino protagonizou cenas de pancadaria. Isso que era só um amistoso.



Tantos foram os capítulos desta rivalidade escritos por clubes dos dois países. Nesta quarta-feira teremos mais um. O Santos entra em campo louco para fazer com que o jogo não descambe para a violência, o que beneficiaria somente os uruguaios. Com um time técnico, o Peixe só tem a perder se o jogo ficar quente e físico. Neymar certamente será muito marcado e pode até ser alvo de um rodízio de faltas. Cabe ao garoto mostrar que tem sangue frio e partir para dentro dos zagueiros.


Para que sirva de inspiração para o Santos e para Neymar, coloco abaixo uma das maiores vitórias do nosso futebol em cima deles: Brasil x Uruguai, semifinal da Copa do Mundo de 1970, no México. No duelo, o Rei apresentou outro ingrediente do seu futebol, um pouco diferente das jogadas geniais. Reparem na cotovelada que ele acerta no zagueiro no segundo vídeo. O homem do apito ainda deu falta nele e cartão para o zagueiro. Essa é a malandragem do futebol brasileiro. Boa sorte ao Santos.






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