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segunda-feira, 18 de março de 2013

Zé Roberto - Técnica, Vigor, experiência fora da Seleção



Por Luiz Felipe Fogaça

Quando Felipão assumiu a seleção todos sabiam que a mescla de jogadores jovens com experientes seria feita, a volta de Ronaldinho Gaúcho na primeira lista e agora de Kaká não deixou nenhuma dúvida de que o treinador quer um meia experiente para assumir a responsabilidade e ser o maestro da seleção.

R49 passa grande fase no Atlético, mas não correspondeu na Seleção em sua primeira oportunidade, além de aparentemente ter intimidado Neymar. Agora a aposta de Scolari para esta função é em Kaká, que nem titular de seu time é.  Pode ser que o jogador do Real Madrid seja uma boa opção para seleção, mas não confio mais em sua capacidade de decisão, tão pouco em sua regularidade, até por não ser titular em seu time.

Vendo Zé Roberto em campo, me pergunto, por que não ele? Zé Roberto parece um menino jogando, corre o jogo todo, no auge do vigor físico, ocupa mais de uma posição, organiza bem o jogo, chuta bem, aparece na área para decidir e tem qualidade técnica indiscutível.

Peça fundamental no esquema de Vanderlei Luxemburgo, além de sua experiência, pode agregar muita qualidade no jogo da seleção e ocupar muitas faixas no campo durante o mesmo jogo.  Sem contar que dificilmente o meia joga uma partida mal, Zé Roberto é extremamente regular e pouco deixou a desejar desde que assumiu o meio campo do Grêmio.

Quem é que hoje não gostaria de ter Zé Roberto no seu time? 

Seu histórico na amarelinha também é impecável, inclusive no fiasco de 2006, foi o único que se salvou chegando a integrar a seleção da FIFA daquele mundial.

Gaúchos mais entusiasmados, não conseguem entender como um jogador com sua qualidade técnica, vigor físico e experiência pode estar de fora da Seleção. Tá na hora de Felipão olhar com mais carinho para Zé Roberto.

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Quem segura o "novo" Imortal?

Por Lucas Bueno


Barcos é o novo homem gol do Grêmio! É isso mesmo torcedor palmeirense...

A notícia caiu como uma bomba no começo da tarde de sexta-feira. Um dia depois da diretoria do Verdão divulgar uma nota oficial divulgando que o "Pirata" não sairia do clube.

A transferência de Barcos para o tricolor gaúcho envolve 5 jogadores e 7,5 milhões de euros. O zagueiro Vilson chega em definitivo, o volante Léo Gago, o meio-campo Rondinelly e o jovem Leandro, promessa gremista que atuou no último sulamericano sub-20 pelo Brasil, chegam por empréstimo de um ano. Além do Palmeiras lucrar 4 milhões de reais com o negócio.

O torcedor do Verdão fica triste, claro, com a saída de um ídolo e principal jogador do time. Mas essa oportunidade não poderia ser deixada de lado. O Palmeiras está montando um time para voltar à primeira divisão e não para ser campeão da Libertadores. Isso é fato!

Mas e o Grêmio? De onde está surgindo tanto dinheiro para contratações?


Depois da inauguração da nova arena, que custou 600 milhões de reais, o tricolor gaúcho se reforçou para a temporada 2013. Trouxe o goleiro Dida e o zagueiro Cris, o lateral-esquerdo Alex Telles e o atacante Willian José. Nada que empolgasse. Mas depois entrou "pesado" nas negociações e atravessou o São Paulo na contratação do chileno Vargas, superou o Flamengo no acerto com o atacante Welliton, artilheiro do campeonato russo nas temporadas 2009 e 2010 pelo Spartak Moscou e buscou no Santos o bom "cão de guarda" Adriano. 

Agora, acerta com Barcos, desfalcando um rival na Libertadores. E se der tempo de inscrição na fase de grupos da Libertadores, vem mais surpresa por aí. O lateral-esquerdo do Arsenal André Santos, ex-Corinthians, também pode estar desembarcando em Porto Alegre.

E o dinheiro seu presidente Fábio Koff está vindo de onde? Só a lábia do pôfexo Luxa não traz tanto jogador cobiçado e caro para o clube

Para o torcedor gremista pouco importa. O time que suou muito para entrar na fase de grupos da Libertadores monta um elenco experiente e que sabe jogar um torneio continental.

Com Zé Roberto, Elano, Vargas, Kléber e Barcos aliado à tradição copeira e reforços de peso, é bom abrirem o olho para esse novo Grêmio!

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

E o Barcos velejou...


Por Marcelo Marino, convidado especial

Maior ídolo da torcida do Palmeiras nos últimos anos, depois de São Marcos, claro, o atacante argentino Hernán Barcos deixa o Verdão.

Como palestrino, vejo a saída de Barcos até com bons olhos. O “Pirata” já tinha demonstrado insatisfação em continuar no clube após a queda para a Série B e fez jogo duro na hora de renovar o contrato.

Paulo Nobre e Brunoro, novos comandantes do Palmeiras, parecem ter uma filosofia simples de administrar o clube. Fica quem quer, nada de jogador insatisfeito. Um exemplo foi a saída de Luan.

Além da insatisfação do argentino em ficar na equipe, o jogador falou um pouco além da conta. Se disse “incomodado” com o fato de um dos pagamentos de sua contratação junto a LDU estar atrasado.

Foi o suficiente para o argentino cair do posto de intocável para negociável. Se junta ao fato a proposta “indecente” do Grêmio pelo jogador.

Serão dois milhões de dólares, mais Vilson, Rondinelli, Léo Gago, Leando (este por empréstimo) além de assumir a dívida com a LDU e possivelmente mais um jogador.

Claro, assim como todo palmeirense, vou sentir - e como - a falta do Pirata. Mas temos que ver o que está sendo colocado na mesa aqui. Os jogadores oferecidos pelo Grêmio são de qualidade e em posições carentes no Verdão.

Vilson começaria o ano como titular ao lado de Cris, caso não fosse seu conflito com Luxemburgo. Rondinelli e Leandro são jovens promessas e até já foram titulares da equipe. Podem ajudar, sim, o Palmeiras ao longo da temporada.

Portanto, acho que vale a pena perder o “Pirata”, que parece já ter ido embora no final do ano passado...

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Os acertos e erros do mercado do futebol


Por Tuca Veiga

Janeiro é época de ir às compras. Uns acertam mais, outros menos. Vamos ao balanço...

Em São Paulo, o Tricolor é quem mais adquiriu jogadores para a nova temporada.

A contratação de Lúcio é o carro-chefe. Wallyson, pouco comentado e festejado, tem bola para ocupar a vaga deixada por Lucas.

A venda do craque deixa uma lacuna, mas com a grana que chegou esperávamos jogadores mais top de linha. Vargas, se fechar, coloca o time em outro patamar.

Já a grande contratação do futebol brasileiro foi feita pelo campeão mundial.

O Corinthians aposta em seu departamento médico para deixar o craque Alexandre Pato em ponto de bala para deitar e rolar.

Renato Augusto e Gil também são boas aquisições. No entanto, não sei se a diretoria acertou em colocar tanta grana (3 milhões de euros) na chegada de um zagueiro que vai brigar por posição.

Na Baixada, Montillo assumirá a camisa eternizada pela magia do rei do futebol. Uma cartada e tanto.

Montillo, Neymar e André vão fazer um belo trio.

Sorte de Marcos Assunção, que saiu do naufrágio alviverde para bater muitas faltas sofridas pelo craque do nosso futebol.

Porém, ai porém, a novela Nenê teve um final triste. Após quase parar na Vila, optou pelas verdinhas dos sheiks do Qatar. Ruim para o Santos, pior para Nenê.

No Palestra, o caso Assunção ainda causa debates entre os palmeirenses. E aí, quem errou?

Acho que os dois. O Palmeiras por oferecer menos do que já havia proposto meses antes. O jogador por querer ganhar quase meio milhão de um time recém-rebaixado.

Mas o goleiro Fernando Prass é um belo nome, assim como o lateral Ayrton.

No Rio, o campeão brasileiro Fluminense optou pela manutenção do elenco. Não perdeu ninguém e só contratou jogadores para composição de elenco.

Quem tem se movimentado bastante, recentemente, é o Flamengo.

Eu vinha aqui elogiar o clube. Primeiro por não entrar em aventuras como a contratação de Robinho. Segundo pelas aquisições de Elias e Gabriel – ótimos jogadores.

Mas a perda do artilheiro do amor foi um balde de água fria para os rubro-negros.

Já na nau vascaína, só Dedé ainda não abandonou o barco. Time sem grana e sem contratações que animem o torcedor.

O zagueiro e ídolo é visto como o pilar da reconstrução do time. Contudo, uma boa venda de Dedé poderia render em contratações de peso. Timão está de olho.

No Botafogo, muita movimentação e a incógnita de sempre. Ano novo, vida nova? É esperar para ver.

O time trocou de lateral-esquerdo e saiu ganhando. Julio Cesar é melhor que o M. Azevedo.
 Na zaga, trocou F. Ferreira por Bolívar. Seis por meia dúzia.

No ataque, perdeu Elkeson e contratou Henrique. Creio que perdeu.

Em Minas, vimos o único time que optou pelo velho e duvidoso pacotão: o Cruzeiro.

Após perder Montillo, o time foi com tudo ao mercado. Diego Souza é o principal nome. 

Bruno Rodrigo é um zagueiro médio. Éverton Ribeiro pode dar caldo, foi bem no Coxa. Nilton é um volante esforçado, Henrique voltou, Lucca – machucado – é uma promessa e Dagoberto quer reeditar dupla de algum sucesso com Borges.

Time celeste contrata para dar esperanças ao torcedor, que viu um time fraquíssimo em 2012 e ainda por cima tem acompanhou a franca ascensão de seu rival.

Pelos lados do Galo, o que mais animou o pessoal foi o regresso do veterano Gilberto Silva. Alecsandro e Rosinei também são nomes interessantes para formação de elenco.

Mas bom mesmo foi a manutenção da joia Bernard e do craque Ronaldinho.

No Sul, o Grêmio, que vai para a Libertadores com um time envelhecido, não optou por rejuvenescer o grupo. Os veteranos Dida e Cris chegam para ajudar o “pojeto do pofexô Luxa”.

Já o Inter, diferente de outros anos, pouco se mexeu no mercado.

Contratou Caio (ex-Fogo), Vitor Junior, Willians e só falta assinar com Felipe Bastos, do Vasco. Muito trabalho para Dunga, provavelmente o maior reforço do Colorado.

No mais, fica a expectativa para o futebol que Alex vai mostrar no Coxa. 

O jogador que foi a menina dos olhos de todos os times em tempos de transferências voltou para casa e vai reencontrar Deivid, com quem brilhou no Cruzeiro e na Turquia.

Já Riquelme, palmeirenses, atleticanos e tricolores do Rio, desencanem vai, tá velho, é caro e ruim de grupo. Acho que não tem mais lenha pra queimar.

Ainda nesta semana analisaremos o mercado dos times nordestinos.

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

A corrida por Montillo



Por Luiz Fernando Módolo

No primeiro semestre de 2010 a Universidad de Chile, a popular La U, e o Flamengo fizeram uma série de quatro jogos pela Copa Libertadores da América. A La U eliminou o time brasileiro e mostrou um futebol envolvente, moderno e regido por um meia argentino, até então desconhecido . Surgia ai, Walter Montillo.

O time da cidade maravilhosa bem que tentou, mas não conseguiu trazer o “hermano”.  O Destino do jogador, foi o Cruzeiro.

Hoje, mais de dois anos depois e com contrato renovado até 2015, as especulações, mais uma vez voltam sobre a troca de clube de Montillo, só que dessa vez seria interna, sem cruzar fronteiras, pelo menos as nacionais. A corrida pelo maestro argentino coloca frente a frente São Paulo, Santos, Grêmio e próprio Cruzeiro que quer manter o jogador.

Definitivamente, esse não foi um dos melhores anos do atleta. Talvez seu desempenho nesse ano não justifique toda cobiça em torno de seu nome. Se nessa temporada foi discreto, em 2010 e 2011, ele jogou o fino da bola e ainda seria uma boa aposta a qualquer clube brasileiro.

Dentre os candidatos a levarem o argentino, o São Paulo tem a principal carta na manga, dinheiro,. Com o deposito do PSG em janeiro do restante da venda de Lucas, o time tricolor terá caixa para convencer o Cruzeiro a liberá-lo.

Por sinal o time do Morumbi quer argentino para ocupar a lacuna deixada por Lucas e já cobrir uma eventual saída de Osvaldo. Entretanto Montillo não tem a mesma característica do camisa sete, ele gosta de ocupar uma faixa mais central do campo, e não o lado direito como faz o meia da seleção no 4-2-3-1 montado por Ney Franco.

Para complicar ainda mais o São Paulo já possui Jadson, Ganso e Canete que atuam mais centralizados. Será que vale gastar essa grana para trazer mais um jogador com as mesmas características e tentar improvisá-lo pelo lado do campo? Para o tricolor seria melhor procurar um jogador que já é acostumado a fazer essa função e com as características necessárias para tal.

No Santos o encaixe é perfeito, com a saída de Paulo Henrique Ganso, o meia argentino ocuparia a posição com naturalidade, já que não se deve deixar essa responsabilidade nos pés de Felipe Anderson, que ainda precisa amadurecer para tal. 

A questão na baixada é financeira, o a pedida pelo jogador ainda é alta, cerca de 15 milhões de Euros e o Santos, não parece disposto a arcar.

Já no Grêmio, Montillo serviria de duas maneiras no elenco. Uma delas é jogando ao lado de Zé Roberto e Elano, com o camisa sete fazendo um papel de segundo volante de Luxemburgo.

Outra função do argentino seria jogar no lugar do experiente camisa dez, que com 38 anos não deve jogar quarta e domingo, sendo preservado para os jogos mais importantes do time gaúcho  Novamente a barreira é financeira, o Grêmio já declarou que não tem o dinheiro que o Cruzeiro pede, mas tenta convencer os mineiros com jogadores como moeda de troca.

O certo é que o time azul celeste já contratou Diego Souza para o ano que vem. Não se sabe se para substituir Montillo ou jogar ao lado dele. A permanência do argentino e a criação da dupla enchem a torcida da raposa de esperança de que 2013 será melhor que os dois anos anteriores. 


quinta-feira, 25 de outubro de 2012

O imortal não pode jamais voltar ao cemitério

Ousaram a dizer que Luxemburgo estava morto para o futebol. Ele renasceu junto com o imortal.

Por Felipe Pugliese

Comecei a escrever sobre o desastroso segundo semestre do Santos. Parei. Faltaram argumentos. Se contra fatos não há esse tal de argumento, contra Neymar ele também desaparece. Me veio na cabeça, então, dedicar minhas palavras aos gringos Seedorf e Forlán, decisivos na quarta-feira. Será mesmo que merecem confetes?

Depois de muito pensar, chego a um destino final: vou escrever sobre um time que passou perto da fila do velório, mas se recusou a entrar no caixão. O Grêmio é imortal! O Grêmio acordou para vida!

Ah, como é bom escrever sobre o Grêmio. Sei que a maioria daqueles que vão ler é possuída por um fanatismo sádico.

O Tricolor não ressuscitou sozinho, trouxe com ele Vanderlei Luxemburgo. Ninguém dava mais um tostão ao “profexô”. “É ultrapassado”, diziam os mais lunáticos. Quem sabe, sabe... e Luxa sabe muito.

Outro fato importante é que a diretoria percebeu que a grandeza do time gaúcho era digna que Marcelos Morenos, Kleberes, Zé Robertos, Elanos, Fernandos.... que timaço foi montado. E ainda tentaram PH Ganso.

Papar o Brasileirão vai ser difícil, diria impossível. Mas a Sul-Americana está aí, dando sopa ao time do Luxa. 

Vamos torcer para Fábio Koff, novo mandatário, seguir a cartilha adotada em 2012. O imortal não pode jamais voltar ao cemitério que hoje residem Botafogo, Cruzeiro...

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Será Que Dá Brasil?

Por Rafael Hornblas


Na última terça-feira (23), com o jogo entre Milionários da Colômbia x Palmeiras recomeçou a briga dos times brasileiros pelo título da Copa Sul Americana. O Verdão se despediu do campeonato após a derrota por 3x0 em Bogotá.

O time brasileiro que podia perder por até um gol de diferença, uma vez que venceu por 3x1 no Pacaembu há duas semanas. Não suportou a pressão do time colombiano, perdeu por 3 a 0 e foi eliminado. Agora o Palmeiras segue focado em se manter na série A do brasileiro de 2013. Vale lembrar que o time de Palestra Itália já está classificado para a Libertadores e  não tinha muita empolgação para busca deste título.   





Nesta quarta-feira (24) os três brasileiros que ainda estão na disputa entram em campo. São Paulo e Grêmio estão em situações mais confortáveis, o time paulista empatou em 1x1 contra o modesto time da LDU de Loja (Equador) fora de casa e um empate sem gols no Morumbi classifica o tricolor paulista.  Já o tricolor gaúcho ganhou de 1x0 do Barcelona de Equador fora de casa e qualquer empate no Olímpico garante a classificação.

A missão mais difícil fica por conta do Atlético Goianiense que em seu primeiro jogo em uma competição internacional, perdeu para a Universidad Católica do Chile e precisa buscar o resultado em Goiânia.  O objetivo fica mais complicado ainda levando em consideração que o Dragão precisa também lutar contra o rebaixamento do Brasileirão, o que parece inevitável, e além disso o tradicional time chileno está muito mau no seu campeonato nacional e joga todas suas fichas nesta competição para buscar uma vaga na Libertadores de 2013 e amenizar a pressão de seus torcedores.

Na minha opinião, apenas São Paulo e Grêmio devem seguir para as quartas de final da competição, já o Atlético precisa mostrar um futebol de muita pegada e alto nível para seguir em frente, o que ao contrário dos últimos anos não aconteceu em 2012, o Atlético deve cair para a séria B e deve se despedir da Sulamericana nesta fase.

É sempre bom lembrar que se um brasileiro for campeão da Sulamericana, o G4 do brasileirão vira G3 o que acirra mais ainda este "torneio" em paralelo dos tricolores, já que o gaúcho é o 3º colocado da competição nacional e o paulista é o 4º. 

Devemos aguardar ospróximos capítulos destas novelas, mas corações tricolores, sejam paulistas ou gaúchos, devem se preparar para jogos de extrema emoção.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Capítulos Finais Prometem! E não é a novela...

por Mateus Lessa

Caros amigos apaixonados pela bola que rola,

Volto a escrever no querido Paixão nessa nova fase para abordar a reta final do campeonato mais equilibrado do mundo e os horizontes para cada equipe nas sete rodadas que ainda faltam. Enquanto a novela vai acabar (finalmente, adios Tufão e Carminha!) e saberemos quem matou quem, quem é o pai, quem casou- como sempre- o Brasileirão também pega fogo. Mas os mistérios só serão desvendados no dia 2 de dezembro.

Auditor torcedor fez um papelão
Até lá, uns agonizam, outros já querem comemorar, uns bocejam, outros arrumam forças pra lutar. Teorias conspiratórias, interferências exageradas e as eternas rivalidades serão temperos extras. A arbitragem é péssima? Claro que sim, não há novidade nisso- e não haverá até a Dona CBF tomar uma atitude e profissionalizar a classe das mães mais sofridas do país.

E as entregadas finais? Ah, de novo isso? Chatão, vamos falar de bola, de tática, de pinturas (obrigado, Neymar!). Duvido que Tite 'FalaMuito' vai entregar a paçoca pro Bahia pra prejudicar o Verdão ou qualquer outra coisa do gênero. Clássicos nas rodadas finais acabaram com isso. Passou da hora do profissionalismo falar mais alto dentro das grandes instituições esportivas do país.

Na parte de cima, o Flu segue incontestável. Como foi desde o começo. Não joga bonito, não dá show, mas é a cara do Abel, o mais competente do Brasil. Cavalieri, Deco, Nem, Thiago Neves, Fred e um baita elenco. Campeão. A não ser que aconteça uma catástrofe.

Grêmio, Galo e São Paulo irão lutar, mas a diferença é grande demais para ser tirada em tão pouco tempo e contra um time que dificilmente deixa escapar pontos. Belas campanhas fizeram as esquadras de Mestre Cuca e do Pofexô. Palmas para R49 pela redenção, para a revelação Bernard e também para Elano e Zé Roberto.

O São Paulo vem numa crescente impressionante, tem agora um padrão de jogo e um time titular bem definidos. Com LF9 fazendo muitos gols e RC motivado, o Tricolor é sério candidato ao título da Sul-Americana .O Vasco deixou cair e não parece mais ter forças pra reagir e voltar à briga pelo G-4. A demora pra trocar Cristóvão Borges pode ter sido um dos fatores. Juninho, ainda assim, deve estar na Seleção do Campeonato.

Fernandão ficou louco com seu time
O Inter, mais uma vez, ficou "no papel". Está fazendo perder os cabelos o cabeludo Fernandão e a torcida sente vergonha. Ficou pelo caminho, assim como Botafogo, Cruzeiro e Santos, que em algumas rodadas já estarão com a cabeça em 2013. O ano que vem já é pauta para o Coxa, que trouxe Alex e deve chegar com tudo na Copa do Brasil pelo terceiro ano seguido, e para o Náutico, impossível em casa, mas peneirão fora.

Lusa, Ponte e Flamengo ainda sentem calafrios à noite e sabem que uma sequência ruim agora pode fazer as últimas rodadas serem dramáticas. Lamentável a posição do clube de maior torcida do Brasil, e dá pena ver que alguns acham que o (ex) Imperador vai resolver.

Enquanto o Atlético-GO já declarou sua morte nas palavras do próprio goleiro e capitão Márcio, Figueirense, Sport, Palmeiras e Bahia travarão uma batalha épica: apenas um conseguirá a salvação e o Tricolor baiano tem cinco pontos de frente, que me parecem ser suficientes para, no fim das contas, estar livre. O Palmeiras esboçou reação mas está destroçado. Pela série de Cagadas, merece cair. O Figueira tem tabela complicada, e o Sport não teve em nenhum momento a regularidade necessária para escapar.

O Corinthians usará o fim do Brasileiro como preparação para o mais importante evento do ano: o Mundial no Japão, com provável jogaço na Final, contra os titulares absolutos da seleção David Luiz, Ramires e Oscar. Corinthians é Brasil? Piada do Galvão, né? Corinthians é Corinthians. E boa sorte.

O "Kuduro Oi Oi Oi" acaba hoje mas a Reta Final mais dramática que novela ainda terá sete capítulos para conhecermos heróis e vilões! Não dá pra perder.

Nota Zero: Interferência do STJD. Sempre querendo aparecer na reta final. Patético.

Nota Dez: Mais uma pintura de Neymar. Cada vez mais disposto a ir buscar Messi e CR7 e lutar pelo posto de melhor do mundo.

sábado, 13 de outubro de 2012

Todo mundo quer Alex



Por Luiz Felipe Fogaça

Certamente os camisas 10 já foram mais escassos no futebol brasileiro. Hoje no Brasileirão temos Montillo, D’ Alessandro, Ganso, Jadson, Seedorf, Zé Roberto, entre outros. Ainda assim, um legítimo maestro nunca é desprezado e a prova disso, é a volta de Alex.




O jogador que já fez história no Palmeiras e no Cruzeiro, recindiu seu contrato com o Fenerbahçe, onde ganhou até estátua, devido sua qualidade técnica, entrega e identificação.  Agora ele procura um time para jogar a partir de 2013 e possivelmente encerrar a carreira.

Em sua busca por um novo clube, o que não faltam é interessados. Com futebol de um legítimo meia clássico, Palmeiras, Cruzeiro, Grêmio e Coritiba estão na briga para contar com o futebol do jogador.

Nessa disputa de cachorro grande, todos têm seus trunfos para tentar a contratação de Alex. O Coritiba aposta na preferência do jogador e de sua família pela cidade paranaense, onde já tem casa. Alem disso o sogro de Alex já foi dirigente do Coxa Branca e  vale lembrar que  Alex apareceu para o futebol  justamente no Coritiba e ele considera que tem uma divida para com o clube.

Já o Cruzeiro, onde comandou o time na conquista do Brasileiro de 2003, conta com apoio maciço da torcida, que fez uma verdadeira homenagem para volta de Alex, o que emocionou o jogador e pode pesar em sua decisão. Pelo lado do Grêmio, a carta na manga  é o técnico Vanderlei Luxemburgo, com quem o meia tem ótimo relacionamento. O time gaúcho ainda conta com a possível melhor proposta financeira e um grande elenco.
No Palmeiras Alex viveu o melhor momento de sua carreira, conquistou seu título mais importante, marcou seu gol mais bonito e tem ótimo relacionamento com todos do Parque Antartica, mas se cair para segundona, dificilmente o clube vai conseguir seduzir o meia.

Qual será o desfecho de mais essa novela do futebol brasileiro, aguarde os próximos capítulos e descubra. O jogador prometeu anunciar seu futuro até o final da próxima semana. O certo é que mais um 10 legítimo estará desfilando seu futebol nos gramados brasileiros no próximo ano.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Os Famosos Jogos de Seis Pontos



Por Rafael Hornblas


Ontem, Vasco e São Paulo iniciaram a fase de jogos decisivos do campeonato e fizeram um jogo de seis pontos - como tanto se fala e espera desde o início dos campeonatos por pontos corridos.

O São Paulo entrou em campo muito mais disposto e motivado a ganhar essa "final" do que o Vasco, e pressionou o adversário desde o inicio assim como no clássico contra o Palmeiras.A tática deu resultado e em uma desatenção da zaga vascaína o Tricolor do Morumbi conseguiu seu 1º gol com o artilheiro Luis Fabiano em um belo arremate de esquerda de fora da área. O detalhe da desatenção do Vasco neste gol, foi que quem marcava o artilheiro são paulino era o camisa 9 do Vasco, Alecsandro. 

No 2º tempo, o time cruz-maltino voltou melhor, mas Osvaldo, que vive grande fase e novamente teve atuação destacada ( fez cinco gols nos últimos seis jogos), fez belíssimo gol em contra-ataque e jogou um balde de água fria no time de São Januário. Comandados por Juninho, a equipe carioca parecia saber que uma derrota era um péssimo resultado e foi com tudo para cima do Tricolor, que com atuação sólida de Rogério Ceni, que fez ao menos cinco boas defesas segurou o resultado e ganhou muito fôlego na briga pela vaga na Libertadores, principal objetivo das duas equipes.

Hoje ainda tem mais um jogo de 6 pontos neste Brasileirão. O Palmeiras recebe o Coritiba no interior de São Paulo (o time palestrino perdeu o mando de campo devido a vandalismos no clássico contra o Corinthians). O Palmeiras tem 26 pontos e está a exatamente 6 pontos do Coxa que é o 1º time fora da zona de rebaixamento. Portanto, o jogo de hoje toma tons dramáticos para ambas as equipes, principalmente o Palmeiras, que joga com seis desfalques, entre eles Barcos e Valdívia. Se perder hoje, o Verdão praticamente se despede da Séria A do Brasileiro.

Outro destaque na rodada é Sport x Grêmio na Ilha do Retiro, que não podemos considerar um jogo de 6 pontos, pois as equipes não estão disputando um mesmo objetivo. Porém, este duelo influencia diretamente o G4 e o Z4, pois Grêmio é o 3º colocado sendo seguido muito de perto por Vasco e São Paulo e tentando chegar no Galo mineiro e o Sport está entre o Palmeiras e o Coxa, ocupando a 1ª vaga da zona de rebaixamento, portanto, poderemos esperar ótimos jogos nesta noite de véspera de feriado.

Agora é esperar e ver quem se sairá melhor nestes jogos de 6 pontos, quem ocupará o G4 e quem ficará na parte de baixo da tabela. O Brasileirão está na sua reta final e a hora de jogar bola é agora.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Como uma fênix, o gênio Felipão renasce das cinzas

Para o espanto geral, o gênio Felipão ressurgiu
Por Alessandro Lefevre

Luiz Felipe Scolari está mais vivo do que nunca. Muitos duvidaram da capacidade do treinador desde o momento em que ele chegou ao Palmeiras, em agosto de 2010. Recentemente, foi chamado pelos próprios torcedores de técnico decadente. Afinal, quando foi o último bom trabalho de Felipão?

Foi nesta quarta-feira, 13. Com uma atuação digna de Chelsea - campeão da Champions - o Palmeiras atropelou o Grêmio em pleno estádio Olímpico Monumental. Vanderlei Luxemburgo ficou a ver navios. Tudo por conta de um esquema tático muito bem armado pelo palmeirense, que resolveu, como em 2002, quando foi campeão mundial, armar a equipe com três zagueiros. 

Henrique foi o nome do jogo. Foi um monstro em campo. Atuou como líbero e ganhou todas de Kleber Gladiador e de qualquer outro gremista que se atravesse a andar com a bola na intermediária alviverde. Henrique jogou em Porto Alegre da mesma forma que Edmílson atuou na Coreia e no Japão.

E já no fim da partida, Cicinho deu um passe à la Ademir da Guia para Mazinho, o Black Messi, abrir o placar. O Verdão ainda teve tempo de ampliar com a melhor contratação do time nos últimos quatro anos: Didier DrogBarcos, el Pirata.

Se nada de anormal acontecer na volta - afinal, trata-se do Palmeiras - o Palestra chega forte para a decisão da Copa do Brasil, título que não conquista desde 1998.


segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Os rivais que se fazem bem

Por Lucas Bueno

Esta pré-temporada evidencia que os dois melhores ataques do futebol brasileiro estão em formação no Rio Grande do Sul. Artilharia pesada! Pela metade vermelha do estado, o artilheiro do Brasil em 2011 Leandro Damião, com 38 gols, recebe a companhia de Dagoberto, 22 gols na última temporada. Já a metade azul tem o bom Marcelo Moreno (quem não se lembra do golaço que o boliviano marcou contra os hermanos na Copa América ano passado?!) e o polêmico e gladiador Kléber. Quem leva a melhor nesse Grenal dos goleadores? 

Os atacantes colorados municiados por Oscar e D´Alessandro têm todas as condições de aumentarem o já elevado número de tentos anotados ano passado. No total foram 60 gols em 2011. Por isso, hoje no papel, a linha de frente do Inter é a melhor do país.

Reportagem do Sportv sobre a rivalidade Grenal

Mas uma coisa é certa e pouco notada no "nosso" eixo segregador Rio-SP. Como a rivalidade Grenal faz bem a ambos os clubes! O Grêmio que fez a última temporada bem abaixo da sua grandeza, parece que acordou em 2012. Antes de estourar as champagnes do novo ano contratou de maneira ousada, como o companheiro Felipe Pugliese já escreveu aqui no Paixão, além do recém chegado treinador Caio Júnior. No início desse mês, escancarou para quem quisesse ver, que sua novíssima arena cresce à todo vapor. A impressão é que ficará pronta antes que a reforma do Beira-Rio, estádio gaúcho para a Copa 2014.

É evidente que gremistas e colorados não vivem um sem o outro. E melhor, desenvolvem-se conforme o rival cresce. Um puxa o outro sempre pra cima. Vejamos mais algumas "coincidências" que confirmam minha afirmação.

Na década de 90, a equipe em evidência era o Grêmio de Felipão, Arce, Paulo Nunes... bicampeão da Libertadores em 95 e Brasileiro em 96. E o Internacional? Na época, o Inter tentava voltar a seus anos dourados, de Falcão e cia da década de 70, conquistando a Copa São Paulo em 1998, com o zagueiro e capitão Lúcio.


Um projeto a médio/longo prazo que rendeu doces e belos frutos "vermelhos", menos de dez anos depois da conquista dos juniores. Tornando-se também bicampeão da Libertadores e campeão Mundial como o Grêmio.

Outra curiosidade, em 2011, enquanto os tricolores faziam sucesso com seu maior ídolo, Renato Gaúcho, no comando do time, o Internacional apostou na volta do rei de Roma e do Beira-Rio, Paulo Roberto Falcão na função de treinador.

São acontecimentos como esses e muitos outros ainda por vir, que comprovam que a melhor rivalidade do futebol brasileiro se encontra nos pampas gaúchos. 

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Pelos lados do Tricolor, ousadia é a palavra correta


Por Felipe Pugliese


É todo ano a mesma coisa. Há quem critica, mas a verdade é que a grande maioria adora. O período de especulações do mercado da bola é fundamental. Neste final de ano poucos clubes do Brasil acertaram boas contratações antes da virada do ano. Grêmio e Internacional saíram na frente com os “melhores” reforços.

Pelos lados do Tricolor, ousadia é a palavra correta. Altos investimentos em nomes que dificilmente não darão certo. Kleber “Gladiador” é a cara do novo clube. Marcelo Moreno é um centroavante de nível internacional e de excelente presença de área. Se o fechar com o zagueiro Henrique o Grêmio terá um elenco para brigar por títulos em 2012. A Copa do Brasil é o alvo.

O Internacional gastou menos, até porque já tem uma base montada. Dagoberto é titular em qualquer clube do Brasil. No São Paulo foi muito bem, contudo a torcida do time paulista é uma das mais ingratas do Brasil. O atacante chega ao clube gaúcho para formar um quarteto que promete... D’Alessandro, Oscar, Dagoberto e Leandro Damião.

Enquanto isso no Rio de Janeiro o Botafogo trata a chegada de Andrezinho como se fosse o novo Gerson. É bom jogador, mas ao mesmo tempo extremamente irregular. O Flamengo perdeu Thiago Neves, seu melhor jogador da temporada. Fluminense e Vasco estão no caminho que parece mais seguro.

Em São Paulo o Palmeiras ilude seu torcedor. Diz que grandes reforços chegarão e sofre para fechar com o “craque” Ariel. No Tricolor paulista nomes desconhecidos e no Corinthians nada de novo.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Mortal


Por Felipe Pugliese

Acordei nesta sexta-feira pensando em futebol. Como é bom quando isso acontece. Vivo a véspera de um final de semana que será lembrado por muitos anos, por isso tenho a obrigação de ter um dia diferente. Logo começo a refletir nos clubes que brigam por uma vaga na Libertadores e concluo que o Internacional é o que menos merece alcançar tal conquista. Tem um qualificado elenco e um bom treinador, mas em nenhum momento do campeonato o colorado empolgou, ao contrário de seus concorrentes.

Porém, educado leitor do Paixão Clubística, refleti sobre o futebol gaúcho em geral e pensei que não era justo criticar um time se seu maior rival vive uma mediocridade inigualável. Vou falar é do mais do que mortal Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense.

Há anos que o Grêmio não é o Grêmio. Sim, o imortal tricolor que todos conheciam da tal batalha dos aflitos, na verdade, morreu em Recife em 26 de novembro de 2005. Aquele dia, ao contrário do que todos pensam, o clube se apequenou.

Falaremos dos dias atuais. Menosprezar o trabalho do técnico Celso Roth foi mais um sinal de que a entidade não evoluiu em questão de planejamento. Agora querem Caio Jr.. Qual a diferença? Não há. São do mesmo nível que Tite, que está prestes a ser campeão nacional, por exemplo. A diferença é que o gaúcho teve tempo no Corinthians.

A falta de títulos é extremamente preocupante. A última conquista à altura do Grêmio foi a Copa do Brasil de 2001. Faz mais de dez anos que uma das torcidas mais bonitas do Brasil não grita “É campeão” para o país todo ouvir.

E nesta reta final o grande objetivo é tirar a vaga na Libertadores do maior rival. É muito pouco Grêmio, muito pouco. Reage tricolor, você faz muita, muita falta mesmo entre os grandes.

domingo, 28 de agosto de 2011

O Tal do GRENAL!!!!




Grêmio e Inter realizam na tarde deste domingo, no estádio Olímpico, em Porto Alegre, mais um clássico apelidado de Gre-Nal, o duelo das duas forças do RS, sul do país.

Sempre fortes candidatos ao título de qualquer torneio que entram para disputar, conhecidos pelo seu excesso de brio, os gaúchos se enfrentam pela 388ª vez. Se o Inter leva vantagem no confronto geral com 145 vitórias contra 122 do rival, o Grêmio joga em sua casa, onde de 120 jogos venceu 40 e perdeu 33.

Imortalizada por Jardel, atacante que defendia o Grêmio, após uma derrota para o rival Inter, a frase “ Clássico é clássico e vice-versa” parece combinar com o espírito do embate, que não tem favoritos, a única certeza é de muita luta, muita garra.

Em melhor momento no brasileiro, o time colorado aposta na força de Damião, e em Dorival Júnior que ainda não perdeu no comando do time. Já o time tricolor, com Celso Roth a frente da equipe, confia na força de Douglas e Marquinhos no meio de campo do time.

Que vença o melhor!

terça-feira, 17 de maio de 2011

Os campeões estaduais de 2011 e a boa música

A música entra em campo mais uma vez. Agora, viajando o Brasil para homenagear os campeões estaduais com belas composições ou interpretações de seus torcedores ilustres.



O Flamengo foi quem comemorou primeiro e, por isso, abre a lista musical. O Samba Rubro-Negro foi composto por Wilson Batista e Jorge de Castro nos anos 50 e embalou o tricampeonato do clube de 53/54/55. Em 1979, João Nogueira substituiu “Rubens, Dequinha e Pavão” por “Zico, Adílio e Adão” e regravou o samba exaltação ao clube de coração. Uma verdadeira Paixão Clubística do carioca.




Já que falei em Wilson Batista, não vou deixar Noel Rosa – seu adversário na polêmica musical- de fora. É que Paulo Miklos, torcedor do Santos, Campeão Paulista, está com um trabalho junto ao Quinteto em Branco e Preto revisitando a obra do gênio. Então, aos santistas, Paulo Miklos cantando o que restou da faculdade de medicina de Noel, o “Samba Anatômico – Coração” e “Feitio de Oração”, composto junto ao paulista Vadico.




Para fechar as homenagens aos campeões da região Sudeste, o cruzeirense deve se orgulhar por ter um torcedor como Milton Nascimento. Quando a grande mídia colocaria o Samuel Rosa com o Skank para cantar “Uma Partida de Futebol”, o Paixão Clubística vem com Bituca – apelido do compositor- e “Canção do Sal”, gravada por Elis Regina em 1966.




Lá nos pampas o campeão foi o Inter. Acontece que eu não gosto do Internacional e, para piorar, não achei nenhum compositor Colorado. A homenagem fica mesmo para o Grêmio com o grande Lupicínio Rodrigues, autor do hino tricolor, cantando “Nervos de Aço” no programa Sambão, em 1973.




Esse vídeo não estava no planejamento, mas confesso torcer para o Santa Cruz em Pernambuco e curtir bastante o som das alfaias do maracatu. A homenagem vem com essa gravação de Chico Science – torcedor Coral- e Nação Zumbi em 1994, interpretando “Monólogo ao pé do ouvido” e “Banditismo por uma questão de classe”.




Para finalizar, não tem como deixar de homenagear o Bahia de Feira de Santana e o campeonato baiano. Como não conheço nenhum compositor que seja torcedor do campeão do estado citado, mas gosto muito dos sambistas de lá, vamos com Riachão e o samba “Eu Vou Chegando” que, com certeza, agradará a todos.




Um abraço e até a próxima semana quando conheceremos o dia em que o mestre do samba de breque, Kid Morengueira salvou o rei Pelé!

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Gre-Nal dos desesperados

Não havia cobertor algum para aconchegar a gelada noite de quarta-feira em Porto Alegre. A dupla Gre-Nal caiu junta - mas não ousarei dizer que os rivais morreram abraçados. O clássico tão esperado na competição mais desejada virou pó. Ficou na imaginação. Futebol é papo proibido nesta quinta-feira.

A identificação dos gaúchos com a cultura portenha é de longa data. No futebol, torcem como argentinos, cantam em espanhol (ou melhor, em portunhol) e enchem seus elencos com jogadores sul-americanos. A Libertadores, como não poderia ser diferente, é obsessão lá pelos pampas. Dois títulos para cada lado e uma rivalidade mais quente do que nunca. Certo?

Errado. Ao contrário do que cantava Adoniran Barbosa, Deus deu um frio maior do que o cobertor e a rivalidade poderia aquecer. Eis que ambos fugiram da luta. O Grêmio já havia deixado transparecer que não estava disposto a submeter seu séquito a tanto sofrimento. Mas o Colorado parecia que ia seguir seu caminho. No entanto, como percebemos, nem tudo que parece é.

Agora, os ídolos Renato Gaúcho e Falcão terão de usar e abusar da lábia dos técnicos de futebol para deixar seus comandados em ponto de bala. Os tais professores sabem que o Gauchão - que tinha tudo para ser o que a Copa do Rei foi para os tão rivais quanto Barcelona e Real Madrid - se tornou um duelo de sobrevivência.

A festa do título estadual que provavelmente seria apreciada com moderação, numa espécie de antepasto, será a redenção para o vencedor e o calvário para o derrotado. A comemoração será garantida pela cerveja e os rojões que vinham sendo estocados para o que poderia ser o "Gre-Nal do Século". Mas até lá, dá-lhe chimarrão para curar a ressaca.

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