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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Pezão, o cara do Fim de semana!


Por Luiz Felipe Fogaça

Em um fim de semana repleto de programas para o apaixonado por esporte, com direito a UFC, clássicos Brasil a fora, reabertura do Mineirão, jogão no inglês e no alemão, uma quase zebra na Davis o meu destaque vai para Pezão.

O brasileiro viu quieto, todos falarem e criticarem seu trabalho, principalmente seu rival.  Não se abalou nem depois de ser castigado em dois rounds. Ele aguentou firme e no melhor estilo Rocky 4 , até pelo rival que como o russo do filme é para muitos fruto de laboratório, soube esperar sua hora e lembrou Stalone quando começou a bater  em Overeem. Ao holandês nada restou a não ser beijar a lona e procurar o trator que o atropelou, sem nada entender quando recuperou a consciência.


Nesse momento em que explodia na balada com meus amigos, a única coisa que vinha na minha cabeça entre os milhões de chupa proferidos por todos, era o seguinte verso musical “falador passa mal rapaz, falador passa mal” . Até agora toda vez que vejo esse nocaute acima, eu me arrepio.

A raiva era tanta, que o brasileiro queria que o holandês levantasse para apanhar mais e teve de ser contido pelo juiz. Depois da luta Pezão ainda deu uma alfineta “bate como leão, mas apanha como gatinho”.

Merece de nós todos os parabéns, assim como Aldo que foi extremamente superior a Frank Edgar, basta ver o número de golpes conectados dos dois. Tamanha foi à superioridade que nem Dana White, nem o próprio oponente questionaram a decisão unanime dos árbitros.

Parabéns também para o Baltimore Ravens, que mostrou todo seu arsenal seja de defesa ou de ataque, passando inclusive por uma decisão do técnico de dar dois pontos para o oponente e venceu o Supebowl. Como é bonito ver a paixão dos americanos por esse esporte. Praticamente não se notou o apagão.

Bonito foi a quase reação do Brasil na Davis, não faltou garra aos nossos jogadores.

O ponto ruim fica por conta da falta de água no Mineirão e a chuva de moedas na Vila Belmiro, criticada até pelo craque Neymar. Sorte que tanto em São Paulo, como em Minas, os jogos foram bons e empolgantes.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Vai se aposentar Sonnen?


Por Luiz Felipe Fogaça

Quando Sonnen ganhou em uma decisão um tanto quanto discutível de Bisping no último UFC, a primeira coisa que me veio na cabeça foi aquele filme clássico que vira e mexe passa na sessão da tarde “Te pego lá fora”, em que a história gira em torno de um garoto que tem hora marcada para apanhar do valentão da escola. A alusão ao filme, não se deve tanto pelo valentão e o garoto, e sim ao fato do falastrão Chael Sonnen ter hora e lugar marcado para apanhar.

Não falo isso pela torcida óbvia pelo Spider, mas sim pelo nível do embate entre o americano e seu oponente no último fim de semana. Quem saísse vitorioso dali estaria fadado a apanhar de Anderson Silva. Sem considerar a máxima da caixinha de surpresas, o brasileiro deve se impor até com certa facilidade no combate, caso isso não aconteça, o fim do mundo deve mesmo estar perto.


O fato é que de longe esta será a luta do ano, em que o UFC deve atingir o maior ibope já visto em todos os tempos. Dana White que vem fazendo marketing como ninguém, sorri, mas no fundo do seu sorriso, até ele sabe que Anderson deve massacrar Sonnen.

Na minha opinião, só restam algumas dúvidas: se será nocaute, em que round, e a principal: se Chael Sonnen vai ter caráter de cumprir com sua promessa e se aposentar do UFC.

domingo, 15 de janeiro de 2012

O UFC nunca mais será o mesmo



Por Fausto Monteiro, convidado da semana.


“Faltando segundos para acabar a partida, o zagueiro ganha tempo segurando José Aldo, que procura uma brecha para agir. Em um movimento rápido, José Aldo faz um jogo de corpo e cria uma ótima oportunidade! Com uma agilidade impressionante, acerta um chute incrível, mas não marca! A bola ainda está viva, o tempo não acabou. José Aldo se joga com tudo e a bola entra! É Goooooool!!! No último segundo José Aldo marca e é campeão! O atleta perde a cabeça, tira toda a roupa, fica só de cueca e corre para o meio da galera!”

Caso o UFC fosse futebol, provavelmente a luta principal do evento deste sábado, o UFC 142, que aconteceu no Rio de Janeiro, teria sido narrada desta forma. Mas, apesar de José Aldo ter conseguido uma vitória impressionante e ter mantido o cinturão dos pesos pena, o que marcou este embate foi a irreverência na comemoração do lutador amazonense (criado no Rio de Janeiro).

Com uma concentração de praticamente um serial killer, José Aldo entrou pelo HSBC Arena perturbado. Não parou quieto nem quando foram lhe preparar para a luta, colocando vaselina em seu rosto. Já dentro do octógono, manteve sua tradição e não olhou para o adversário. Na luta, se esforçava para não ser levado para o chão pelo lutador de wrestling, o americano Chad Mendes. Após a vitória, extravasou. Encontrou um portãozinho aberto e correu para a galera.

A quebra de protocolo causou uma cena inédita no evento que tem como característica a ótima organização. Seguranças desesperados e homens importantes de terno tentavam trazer José Aldo de volta ao octógono. E ele só queria curtir, só queria abraçar toda a galera que gritou desde o início, queria abraçar aqueles que o ajudaram de alguma forma. Na verdade, se pudesse, ele abraçaria o mundo.

José Aldo é um daqueles lutadores que você torce com o coração, que você vê o sofrimento que ele deve ter passado para chegar ali. Que você vê, que me perdoe o jargão a la Galvão Bueno, que ele luta com o coração na ponta da luva. Não por menos, ele vem caindo nas graças da torcida, desbancando lutadores pop stars, que adoram fazer média com o público. Fazer média e falar bonito é fácil. Quero ver ir comemorar lá no meio.

CARD PRINCIPAL

Vitor Belfort honrou seu nome. Ok, ele não é mais o mesmo de quando derrotou Wanderlei Silva nos primórdios do UFC. Mas continua avassalador. Deu alguns sustos, mas nada que comprometesse a sua incontestável vitória com um mata-leão sobre o enorme Anthony Johnson ainda no R1 (quero ver o resultado do exame antidoping deste cara).

Toquinho levou mais um calcanhar para sua coleção, desta vez do americano Mike Massenzio no R1. E um dos destaques da noite ficou para o incrível nocaute de Edson Barboza sobre Terry Etim, no R3, com um chute giratório na cara do americano.

E teve gente que achava que o UFC 142 teria um fraco nível técnico e que as lutas seriam ruins. Nunca duvide de um UFC. Nunca duvide de um José Aldo. Nunca duvide de um Vitor Belfort. Nunca duvide que este UFC 142 fez história. Vamos ver como serão os próximos! Eu quero ver é se o Spider tem a moral de ir para a galera!

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Todo mundo espera alguma coisa de um UFC sábado à noite


Por Luiz Felipe Fogaça

Se a música já dizia “todo mundo espera alguma coisa de um sábado à noite”, sem dúvida o que muitos esperaram foram as lutas de mais um evento do UFC.
Posso ser leigo no assunto, nunca cheguei perto de um tatame, mas com o passar do tempo virei um admirador do UFC, a tal ponto de deixar as baladas e bares de lado para me reunir com os amigos e ver muita pancadaria de qualidade.

Neste domingo, tivemos mais um evento impressionante, com saldo negativo para os atletas brazucas. Em três lutas conseguimos apenas uma vitória, aquela que já era esperada, de Minotouro sobre o já velho, porém adorado Tito Ortiz. Contra toda a torcida, o que se viu foi um verdadeiro atropelo do brasileiro, que tinha tudo para iniciar uma ótima noite.


Na sequência, foi a vez do irmão Minotauro desafiar Frank Mir, em uma das revanches mais esperadas pelos fãs da modalide. No melhor estilo Galvão Bueno, esquerda, direita, esquerda, direita, o brazuca foi para cima, mas o queixo de aço Frank Mir, não se abalou com os golpes desferidos e num vacilo de Minotauro, grudou que nem carrapato no brasileiro e deu uma das chaves mais impressionantes que já vi, para quebrar o braço do oponente, que nada pôde fazer. A cena que fez a maioria virar a cara e sentir dor, encerrou o combate e colocou mais uma vez em xeque a carreira de Minotauro dentro do UFC.


Como já virou tradição, em seguida foi a vez de Bruce Buffer anunciar, aquela frase, que dá arrepios nos amantes do UFC “ And now it’s time....the main event of the evening” . A luta principal, reunia o principal nome da categoria no ano, que bateu Anderson Silva no oscar da modalidade, o cara a ser batido, Jon “Bones” Jones contra Lyoto Mashida. Os brasileiros, insistiam em acreditar que nosso Daniel Son era capaz de derrotar o americano, de fato ele começou muito bem, mas aos poucos Jon Jones impôs seu estilo e finalizou, ou melhor desmaiou Lyoto de pé! Sensacional.


E assim, o UFC vai se firmando cada vez mais no Brasil, com a receita de lutas emocionantes, muita pancadaria e técnica, a modalidade vai consagrando cada vez mais.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

UFC, o novo esporte do Brasil



Por Luiz Felipe Fogaça

País do Futebol? Se nunca existiu dúvida de que nós somos o país do futebol, eu coloco essa prerrogativa e aproveito para afirmar, nós somos o país do UFC! Isso mesmo caro leitor, se dentro das quatro linhas não estamos justificando o rótulo, dentro do octógono estamos cada vez mais mostrando nossa força.

Cada vez mais, os brasileiros vem se acostumando sábado após sábado a trocar a balada para torcer por nossos lutadores. E o Brasil não poderia estar em melhor momento no UFC, com a vitória de Cigano contundido sobre Cain Velazquez em menos de um minuto de luta, estamos com três cinturões (Anderson Silva e Aldo também tem). Salvo isso ainda temos Lyoto, Befort, Shogun, Minotouro, Minotauro, sem contar os novos talentos como o Pitbull, parece que somos o celeiro de craques também nessa modalidade.

Neste fim de semana, a maior emissora do Brasil, talvez da América Latina, uma das maiores do mundo, mexeu em sua “sagrada” grade de programação para passar ao vivo, com narração de Galvão Bueno, o principal da casa, que não narrou a Seleção contra o Gabão, a luta principal do UFC. Com certeza, isso contribuirá ainda mais para o crescimento, até por que, a Globo não ditará os horários do evento.

O interesse da Globo, ilustra a crescente da modalidade. Depois de menosprezar o UFC RIO e dividir a audiência com a RedeTV que transmitiu o evento, a emissora entendeu que o esporte veio para ficar.

Se os campos de várzea são cada vez mais escassos, as academias e lutadores vem aumentando dia após dia.

Com certeza o futebol não irá perder o seu espaço, mas definitivamente o UFC veio para ficar.

domingo, 28 de agosto de 2011

Nunca serão!


Anderson Silva disse que iria imortalizar esta frase ao fim do UFC Rio. Na verdade, a cidade do Rio de Janeiro foi imortalizada com este evento sem precedentes. Eu pelo menos não me lembro de um UFC tão empolgante com quatro das cinco lutas do card principal terminando em nocaute.

Precisamos começar falando da lenda. Sem palavras. Anderson Silva transforma o octógono em um playground, levando-se em consideração a liberdade que ele tem naquele lugar. Seguro e confiante, Anderson brincou com Yushin Okami e fez o que sabe fazer com maestria. Após um knockdown, no qual ele não terminou a luta por vaidade, Anderson voltou a derrubar o japonês e, sem dó, acabou com a luta.

Agora necessito confessar algo. Anderson Silva é um cara fora do normal, mas um lutador que me emociona é Mauricio Shogun Rua. Sua humildade e garra me comovem e toda vez que ele entra no octógono, eu torço com todas as minhas forças. E desta vez ele não me decepcionou.

Em forma e confiante, Shogun não deu chances para Forrest Griffin e vingou a derrota que havia ocorrido há quatro anos (como lutador de MMA guarda rancor!). Ao ver ele se aproximando do octógono na HSBC Arena, fiquei pensando o que poderia estar passando na cabeça dele. Com uma feição apreensiva, todo o peso do mundo parecia estar em suas costas após a derrota para Jon Jones. E pela sua comemoração e sorriso sincero ao fim da luta (nocaute no R1), deu para perceber que “o campeão voltoooou” e vai buscar o cinturão do seu último algoz!

Em uma noite que já parecia estar fadada para o sucesso brasileiro, foi Minotauro quem abriu a porteira para o massacre tupiniquim no card principal. O legendário lutador do UFC não entrava no octógono desde fevereiro de 2010. O suficiente para todos desconfiarem dele. Ele aparecia como zebra na bolsa de apostas e era assim considerado até por este que vos escreve.

No entanto, parece que algumas pessoas (inclusive eu, justiça seja feita), esqueceram quem é o Minotauro. Ele é um dos maiores nomes de toda a história do UFC e reza a lenda de que quanto mais ele apanha, mais forte ele fica. Na luta de hoje, esqueci disto. No início, ele sofreu uma série de golpes que me fez torcer para ele não ser humilhado. Mas ele reverteu, acertou com sua pesada mão uma sequência em Brendan Schaub e o nocauteou ainda no R1. Ao fim da luta, pude ver o baiano olhando para mim, cheio da marra carioca e recitando Jorge Aragão: “Respeite quem pode chegar onde a gente chegou…”. Ele é um mito.

Agora preciso puxar a sardinha para este blog. Ontem, no post dos palpites, foi publicado que o confronto do Barboza seria uma das melhores em pé do evento. E de fato foi. Ele e Ross Pearson mostraram estar muito bem preparados e fizeram uma bela exibição, vencendo como melhor luta da noite. Nos pontos, o brasileiro ganhou.

Em tempo, a noite não foi apenas de vitórias brasileiras no card principal. Luiz “Banha” Cane foi derrotado por nocaute no R1 pelo búlgaro Stanislav Nedkov. Por fim, ganhamos de goleada dos gringos por 4 a 1. Mas no fundo acredito que o Banha tenha perdido do mesmo jeito que fazemos quando vamos jogar videogame com algum amigo em casa. Você até deixa o cara ganhar uma partida só para ele voltar outro dia.

Voltem sempre, gringos. Apenas lembrando: NUNCA SERÃO, JAMAIS SERÃO!

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Façam suas apostas!


O UFC Rio está prestes a começar. Provalvemente neste mesmo horário amanhã (27/08) já teremos o nome do vencedor de grande parte das lutas, senão de todas. Por isso, decidi abrir este espaço para pitacos e palpites das lutas do Card Principal. Vamos lá!

Banha x Nedkov
Vitória de Banha por nocaute no R2
Enquanto o brasileiro Banha vem de uma vitória no último UFC após amargar duas derrotas seguidas, o búlgaro faz sua estreia no evento com um invejável cartel de 11 lutas e 11 vitórias. O confronto é válido pela categoria meio-pesado.

Barboza x Ross Pearson
Vitória de Barboza por nocaute no R1
A expectativa é que esta seja uma das melhores lutas em pé do UFC Rio. Ambos são ótimos strikers, mas acredito que Barboza possa levar uma vantagem, sem desmerecer o Pearson que é reconhecido como uma grande promessa. Luta em aberto.

Minotauro x Shaub
Vitória de Shaub na decisão dos juízes
O Minotauro sempre vai ser ser aquela lenda que conhecemos, mas não acredito em uma vitória sua no UFC Rio. O brasileiro não atua desde fevereiro de 2010 e neste intervalo de tempo ainda precisou passar por duas cirurgias. Ao contrário de seu oponente norte-americano que vem de quatro vitórias consecutivas sendo a última delas contra o Mirko Cro Cop, em março deste ano.

Shogun x Griffin
Vitória de Shogun por nocaute no R2
Acredito muito no potencial de Shogun. Apesar dele ter feito uma luta muito ruim contra o Jon Jones, na qual demonstrou estar sem preparo físico algum, confio na sua recuperação. E o Griffin não convenceu na sua última exibição, mesmo tendo vencido o Rich Franklin.

Anderson Silva x Yushin Okami
Vitória do Aranha por finalização no R2
Será questão de honra. O Anderson precisa vencer o seu último algoz e fará de tudo para realizar este "acerto de contas". Okami entra como azarão e não acredito que tentará vencer na trocação, por isso deve tentar levar a luta para o chão. Neste cenário, acredito que o Anderson Silva encaixará algum golpe e finalizará.

Bom, estes são meus palpites. E você? Qual sua expectativa para o UFC Rio?

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Rinha de Galo de luxo


Esporte em expansão. Já ouvimos esta expressão de praticamente todos as modalidades que não são o futebol no Brasil nos últimos anos. O vôlei cresce desde a Geração de Prata. O basquete, desde que me conheço por gente. E neste período vimos inúmeros esportes chegarem ao seu auge no Brasil, como o tênis com o Guga, o boxe com Maguila e Popó e até o hipismo com Rodrigo Pessoa.

A verdade é que nenhum destes esportes (que não fosse o futebol) de fato juntou a massa brasileira para serem acompanhados, a não ser no caso de Jogos Olímpicos. Mas isto está com os dias contados. Vitor Belfort, o atleta mais novo a ser o campeão do UFC, já deu uma polêmica declaração dizendo que o MMA ultrapassaria o futebol em popularidade no Brasil em pouco tempo.

Claro que a declaração foi exagerada, mas precisa ser analisada. Vitor Belfort foi escolhido por Dana White (o poderoso chefão do UFC) como embaixador do esporte no Brasil. Logo, faz parte de sua nova função promover o esporte. O UFC foi criado em 1993, mas só deslanchou novamente no início dos anos 2000 com a compra do evento pela Zuffa, presidida por Dana White.

Atualmente, o UFC vale ao menos U$ 2 bi e o mercado brasileiro é considerado estratégico para o esporte. Tanto que grandes campeões vem daqui e a marca em si foi criada pelos Gracie. O evento é transmitido em 145 países e tornou-se a galinha dos ovos de ouro dos anunciantes.

Para o UFC Rio, que acontecerá neste final de semana, entre inúmeras marcas que concorreram, seis terão suas marcas estampadas no octógono, exposição pela qual tiveram que desembolsar de 300k a 2,5 mi de reais. Os salgados 15 mil ingressos, que custavam de 275 a 1.600 reais, se esgotaram em cerca de 6 horas. A Rede TV, que irá transmitir o evento, comercializou cotas no valor de 5,180 mi de reais.

Tudo isto por uma noite. Um evento. Uma edição. Não sei se um dia o UFC se tornará mais popular que o futebol no Brasil. Mas em termos de organização e marketing, o esporte da massa já foi ultrapassado. Com Ricardo Teixeira no comando então, a goleada é quase certa.


domingo, 3 de julho de 2011

Será o fim do Cachorro Louco?

27 segundos. Foi esse o tempo necessário para Chris Leben acabar com uma das maiores lendas do UFC no evento de número 132. O mundo do MMA está mais triste neste domingo estranho, nublado e sombrio que grande parte do Brasil, especialmente Curitiba, está se deparando.

Wanderlei Silva entrou no octógono depois de 16 meses sem lutar. Visivelmente emocionado, a multidão estava esperançosa pelo retorno daquela lenda, do Cachorro Louco, famoso por seus nocautes e lutas eletrizantes. Talvez isso o tenha atrapalhado. Na verdade ninguém pode explicar o que aconteceu em Las Vegas nesta fatídica noite de 02 de julho, véspera de seu aniversário de 35 anos.

A luta começou movimentada, com Wanderlei Silva indo para cima e tentando impor uma sequência de golpes em Leben. Mas logo em seguida foi atingido por um despretensioso cruzado de esquerda, suficiente para fazê-lo ajoelhar e esperar os golpes finais. Ao fim da luta, recebeu uma honra que poucos lutadores já receberam.

Chris Leben: - “Wanderlei, você é meu herói. Obrigado por ter me dado a honra de lutar contigo”.

Uma homenagem justa e merecida. Wanderlei Silva tornou-se um ícone e referência para muitos lutadores. Seu jeito durão e desafiador de ser talvez tenha atraído muitos inimigos, como Vitor Belfort e Chael Sonnen, que devem estar aliviados de terem assistido essa derrota.

O Cachorro Louco há tempos os desafiava, principalmente Vitor Belfort, que com certeza respirou fundo ao ler a declaração do chefão do UFC, Dana White. “As pessoas o adoram muito por conta da forma como ele luta, pelo seu estilo e pela pessoa que é. No entanto, provavelmente é o fim da linha para ele”.

Com um cartel de 33 vitórias (sendo 22 por nocaute), 11 derrotas, um empate e um “no contest”, Wanderlei Silva não esperava se despedir assim dos ringues, sua segunda casa, lugar que o viu levantar os braços tantas vezes, mas que pode ser imortalizado na vida dele com esta triste imagem.



domingo, 12 de junho de 2011

UFC 131: Cigano vence mais uma e na próxima leva o cinturão



No decorrer da última semana, clamei aos colaboradores do Paixão Clubística que torcessem incessantemente pelo nosso compatriota Junior do Santos, o Cigano, no UFC 131. Ele enfrentaria o americano Shane Carwin, outro peso pesado e, caso ganhasse, estaria cotado para enfrentar Cain Velásquez na disputa do cinturão da categoria.

Não foi à toa que joguei no lixo todas as lições do jornalismo ao escrever este primeiro parágrafo. UFC é show, espetáculo e muita emoção entra junto com o lutador no octógono. E pode ter certeza que a torcida brasileira entrou com o Cigano neste sábado. O atleta demonstrou muita maturidade e excelente preparo físico ao vencer Carwin na decisão unânime dos juízes e agora irá disputar o cinturão contra o casca-grossa Velásquez após chegar invicto à sétima vitória seguida no UFC.

Nesta noite, Cigano surgiu como a última esperança dos brasileiros. Demian Maia, pentacampeão mundial de Jiu-Jitsu e um dos grandes atletas brasileiros, vinha de duas vitórias seguidas após a derrota para Anderson Silva e entrou no octógono ao som de Cássia Eller interpretando Vida Bandida. A boa escolha da música de entrada não refletiu no seu desempenho no octógono. O brasileiro não conseguiu repetir suas últimas atuações e perdeu por decisão unânime dos juízes para Mark Munoz.

Já Diego Nunes, que preparou o octógono para a entrada de Cigano, fazia apenas sua segunda luta no UFC. Por isso, nada mal para o rapaz de 28 anos que representou bem o País diante do norte-americano Kenny Florian com um bom combate em pé no primeiro round. No entanto, Florian percebeu o ímpeto do brasileiro e nos rounds seguintes levou a luta para o chão, exercendo domínio. No fim, Diego ainda esboçou uma reação, mas foi insuficiente para lhe garantir a vitória.

Outro brasileiro a “por a cara a bater” fazia sua estreia no UFC. Vagner Rocha, além de enfrentar o experiente norte-americano Donald Serrano, também tinha contra ele uma luta interna que atinge 99% dos seres humanos: a ansiedade. Por isso, diante de tantos adversários, nosso compatriota não conseguiu impor o seu estilo de luta, demonstrando poucos recursos em pé e pouca eficácia para levar a luta ao chão e fazer valer sua faixa preta de jiu-jitsu.


Resultados do Card Principal:

Junior “Cigano” dos Santos derrotou Shane Carwin – decisão unânime dos juízes;
Kenny Florian derrotou Diego Nunes – decisão unânime dos juízes;
Dave Herman derrotou Jon Olav Einemo – TKO (nocaute técnico) no 2º round;
Mark Munoz derrotou Demian Maia – decisão unânime dos juízes;
Donald Cerrone derrotou Vagner Rocha – decisão unânime dos juízes.

domingo, 29 de maio de 2011

UFC 130 - Lyoto Machida perde sem entrar no octógono


Após vencer a lenda do MMA Randy Couture no último UFC com um histórico "chute do Steven Seagal" (o mesmo que Anderson Silva humilhou Vitor Belfort), o brasileiro Lyoto Machida nem teve tempo para comemorar pois sofreu uma grande derrota no UFC 130 sem nem pisar no octógono. Isto porque o ex-campeão dos meio-pesados estava cotado para disputar novamente o cinturão da categoria contra o "garoto" Jon Jones caso Quinton Rampage Jackson perdesse para Matt Hamill neste sábado. Mas, como se a Lei de Murphy estivesse em vigor, Rampage venceu o confronto e o brasileiro terá que aguardar para tentar vestir novamente o cinturão.

Na verdade, Rampage não conseguiu esta vitória por mera sorte. Antes mesmo de entrar no octógono, ele já era favorito para vencer. Com um bom combate em pé, o americano segurou bem o compatriota Hamill que insistia em levar a luta para o chão. Sem o rival obter muito sucesso em suas tentativas, restou ao astro de Hollywood (segunda profissão que, para mim, o atrapalhou em muitos confrontos) comemorar a esperada vitória. Agora, se Rampage não se preparar bem poderá sofrer uma derrota iminente contra o astro do MMA da vez, Jon Jones, que derrotou o brasileiro Maurício Shogun Rua e tomou-lhe o cinturão (tudo bem que Shogun parecia que tinha acabado de comer uma feijoada, tamanho o seu despreparo físico).

Como Rampage já havia me decepcionado há algum tempo, meu foco na noite era na luta entre o gorducho Roy Nelson e o ex-campeão dos pesos pesados Frank Mir. O início do confronto superou as minhas expectativas e foi muito bom, com Nelson indo para a trocação e Mir abusando do wrestling e causando tremores de terra em Las Vegas ao levar o gordinho ao chão. No entanto, parece que Frank Mir desaprendeu o jiu-jítsu, perdendo posições muito boas e chances incríveis, como se fosse um mero faixa branca. O confronto esfriou no segundo e terceiro round, com os pesados muito cansados. Por isso, após impor uma sequência de quedas em Roy Nelson, Frank Mir levou a melhor em uma decisão unânime dos juízes.

Mas, ao contrário do que muitos esperavam, a principal atração da noite não foi a luta dos pesados nem o main event entre Rampage e Hamill. Dois gigantes com mais de dois metros dentro de um octógono não podia sair coisa boa. E foi exatamente isso que aconteceu. Com um cruzado incrível em um contra-ataque, o americano Travis Browne derrubou o holandês Stefan Struve e fechou o caixão na base de marretadas no rosto do europeu ainda no primeiro round. Poucas vezes vi um lutador terminar uma luta com tanta raiva e ódio em seu olhar.

A decepção da noite ficou por conta dos brasileiros. Thiago Pitbull foi bem em sua luta e equilibrou o confronto diante do americano Rick Story. Mas seu oponente vinha motivado após cinco vitórias consecutivas e dominou praticamente o tempo todo, vencendo por decisão unânime dos juízes. Já no primeiro embate do card principal, o nosso compatriota Jorge Santiago foi nocauteado pelo americano Brian Stann no segundo round.

UFC 131

Depois do UFC 130 ter sido pouco badalado devido lesões de última hora e cancelamento do confronto de Frankie Edgar e Gray Maynard, as expectativas em torno no UFC 131 se multiplicaram. Na luta principal, um brasileiro entrará em cena no dia 11 de junho em Vancouver, Canadá. Junior dos Santos, o "Cigano", enfrentará o americano Shane Carwin, derrotado apenas uma vez em sua carreira. O paulistano Demian Maia, pentacampeão mundial de jiu-jitsu, também está confirmado no card principal contra o japonês Mark Munoz.

UFC no Brasil

Em tempo, o site do UFC já está disponibilizando uma espécie de cadastro para o usuário obter informações sobre a compra de ingressos para o evento que será hospedado no Rio de Janeiro, em agosto. Se eu fosse você não perderia esse evento histórico que contará com as grandes feras brasileiras e mundiais do MMA.


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