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segunda-feira, 12 de setembro de 2011
Leandrinho, Nenê e mais 10.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011
Chegou a hora de torcer pela Seleção de basquete
Para terminar a segunda fase, enfrentaremos a Argentina – que joga em casa – hoje, às 18 horas, e Porto Rico amanhã. Se quiser ter um pouco mais de chance, o Brasil tem que evitar a Argentina nas semifinais, momento em que se decide quem vai para Londres e quem fica pelo caminho.

segunda-feira, 13 de junho de 2011
A Tropa do Alemão dá o primeiro título ao Mavericks

A festa texana não tem hora para acabar. O primeiro título da história do Dallas Mavericks e cada gole de cerveja bebido na comemoração são um oferecimento do gigante chamado Dirk Nowitzk.
Nada foi capaz de segurar o alemão nas finais da NBA. Nem o trio de craques do Heat, tampouco a febre de 39 graus no quarto jogo fizeram a montanha gelada derreter. Nowitzk foi decisivo. Quando o jogo apertava, a bola rodava de mão em mão até chegar ao homem. Do alto dos seus 2,13 cm, Dirk flutuava em quadra e fazia chover. Longe de ser desajeitado, com uma precisão de poucos, o alemão fez o aro parecer grande na série decisiva.
Bem diferente de Dirk Nowitzk, considerado com sobras o jogador das finais, o astro Lebron James se apagou. Depois da primeira partida, Lebron decaiu jogo pós jogo. O primeiro sintoma foi o crescimento vertiginoso do parceiro Dwyane Wade – até aí beleza –, depois vieram a falta de pontos e do protagonismo. Com um volume menor de jogo, a bola passou a ficar pouco em suas mãos e quando ela chegava parecia queimar. Depois de largar os Cavalliers por conta da sede por uma conquista, o peso da responsabilidade começou a pesar. Ele parecia que precisava provar a cada bola, e provou. Provou com diversos erros infantis que ainda não está no patamar dos maiores da história.
Outro diferencial da Tropa do Alemão foi justamente o seu poder coletivo. Dallas tem dois armadores extremamente qualificados. J.J. Barea e Jason Kidd sabem colocar a bola debaixo do braço e dar ritmo ao jogo. Os raçudos Shaun Marion e Tyson Chandler brigam por cada lance, por cada palmo de quadra e são o termômetro do garrafão.
E por último, Jason Terry. Junto com Dirk, perdeu a outra final da franquia, cinco anos atrás, também contra o Miami. A vontade de comer o prato frio era tanta, que chegou a tatuar o troféu da NBA no braço antes mesmo da temporada começar, com a promessa de apagar caso não fosse campeão. Não será necessário. Irregular nos três primeiros jogos, o neguinho marrento não afinou e pontuou bastante nos últimos duelos. Na marcação, anulou James. No ataque, o repertório era maior: infiltrações, dribles, cestas de três e uma desenvoltura em quadra típica do basquete de rua.
Parabéns Dallas Mavericks, campeão da temporada 10/11.

quinta-feira, 9 de junho de 2011
O dia em que conheci Michael Jordan

Do outro lado da quadra, os números dois e três não se invertiam. Ficavam em ordem e, unidos, formavam o vinte e três. Mas o menino, ainda com doze anos, não sabia claramente quem era o camisa vinte e três do Chicago Bulls. O que ele percebeu, já naquela noite, é que humano aquele sujeito não era. Negro de cem quilos, com um metro e noventa e oito centímetros de altura, vestido em vermelho e, às costas e em preto, os números dois e três. Espantava.

PS. Hoje à noite - outros tempos, com a camisa vinte e três do Bulls já devidamente aposentada -, jogam Miami Heat e Dallas Mavericks. Será o quinto jogo da série, que está empatada em dois a dois. Mais uma chance para nascer história. Tomara.

sexta-feira, 3 de junho de 2011
Quem não gosta de esporte, bom sujeito não é
Ruim da cabeça, dos pés ou das mãos, é impossível não ficar grudado na TV com tanta decisão rolando ao mesmo tempo. O Paixão Clubística, como o prometido, está em todas as canchas, quadras e momentos de aflição. Seja na Libertadores, na NBA ou em Rolland Garros, o esporte e as suas reviravoltas são garantias de emoção.
Em Buenos Aires, o Vélez Sarsfield entrou em campo com a difícil missão de superar a retranca do Peñarol. Desafio ampliado com o gol dos uruguaios ao 33 do primeiro tempo. O Vélez empatou ainda na etapa inicial e voltou a mil, atacando e pressionando ao som da sua torcida inflamada.
Com tanto ímpeto, os argentinos cederam o contra-ataque – uma das principais armas do Peñarol – e por muito pouco não pagaram por isso. Após um gol perdido pelos uruguaios, El Tanque Silva virou o jogo e fez valer a máxima do futebol: quem não faz, toma. Foi aí que o futebol mostrou a sua faceta irônica. Logo após o gol, o Vélez fica com um a menos, no entanto, pouco depois, o atacante Martínez brigou pela bola e arrumou um pênalti. Tudo resolvido? Que nada. O uruguaio El Tanque, ídolo da torcida, escorregou e jogou o sonho do bi para fora do gol. Peñarol na final contra o Santos.
Acompanhei toda a tensão da segunda etapa quando troquei de canal. Havia perdido o primeiro tempo do futebol, mas em troca acompanhava a final da NBA. Para onde voltei logo que os argentinos começaram a chorar.
Em Miami, o Dallas começou mostrando que o meu palpite de 4 a 1 para o Heat tinha sido um tanto precipitado. Os donos da casa, nesta quinta, tinham Wade mais inspirado que Lebron James. Com toda a sua frieza, Wade colocou o Heat em vantagem na segunda etapa. A quatro minutos do final, a diferença era de 9 pontos para o Miami Heat. Foi quando Jason Kidd e o craque Dirk Nowitzk entraram em ação, afinal, como fala o narrador da ESPN, Everaldo Marques, na hora da decisão, é bola para o alemão. Não deu outra, 95 a 93 Dallas, e final empatada em 1 a 1.
Fui dormir pilhado. Acordei já no clima de Rolland Garros. Em Paris, Nadal passou com tranquilidade por Murray, 3 a 0, parciais de 6/4, 7/5 e 6/4. Mas o clímax era mesmo a outra semifinal, entre o rei deposto Roger Federer e Novak 'the Joker' Djokovic.
O sérvio entrou em quadra com o objetivo de sair dela número 1 do ranking. Mas a grande ambição dele era outra. Invicto no ano e com a sequência de 43 jogos sem perder, Djoko vislumbrava bater o recorde de Guillermo Villas, de 46 partidas invictas. Pois é, camarada do Paixão Clubística, como você deve ter reparado, citei as pretensões de Djokovic no passado.
Federer foi para o duelo ciente do que devia fazer. Seu rival cresceu muito nos últimos tempos quando conseguiu controlar a irregularidade de seu forehand. Apesar de ser destro, o lado direito era o mapa da mina para os rivais. Federer sabia muito bem disso. Testou a direita de Djoko, que errou muito. No primeiro set, Federer soube reverter um 4/2, levou para o tie-break e foi soberano. A frieza no momento do desempate foi a chave para Federer. Depois de ampliar a diferença no segundo set, Federer caiu de produção e viu Djokovic voltar ao jogo. Parecia que o sérvio ia levar. Quebrou o serviço de Federer e teve o saque nas mãos para vencer o quarto set. Nao conseguiu. Permitiu mais uma reviravolta e acabou eliminado do torneio francês. Mais uma vez, teremos uma final entre Nadal e Federer. Aposto no suíço.

quinta-feira, 2 de junho de 2011
Finais da NBA começam a todo vapor

Bola para o alto e as finais da NBA iniciaram alucinantes. Miami Heat e Dallas Mavericks entraram em quadra para a segunda final da história de ambos - a anterior, em 2006, quando também se enfrentaram, deu Miami. O primeiro jogo da melhor de sete terminou com vitória do Heat, por 92 a 84.
Impressiona como os americanos sabem fazer do esporte um show. O horário, os ginásios lotados, a transmissão e, é claro, a constelação de feras da liga. O Miami conta com o 'Big Three', formado por Lebron James, Dwane Wade e Chris Bosh, enquanto do lado do Dallas estão a experiência e os tiros certeiros de Dirk Nowitzk e Jason Kidd - o armador mais velho a disputar uma decisão, com 38 anos.
Acredito que o Miami tenha um leve favoritismo, pois o seu trio, além de talentoso, tem dividido muito bem a responsabilidade. Nos playoffs, eles fizeram mais de 70% dos pontos do time. Segurar a trupe é o maior desafio do Dallas, que não tem marcadores suficientes para tanto talento. Quando fecham o cerco no Lebron, o Wade vai pra cesta. Tenho acompanhado grandes jogos do Miami e a distribuição dos pontos realmente impressiona.
No primeiro jogo, a adrenalina fez com que as equipes errassem demais. Tanta preocupação com o setor defensivo deixou o jogo muito brigado. O aro ficou estreito no duelo. Aposto em vitória por 4 a 1 para o Miami, pois Lebron tem feito chover. Depois de dois títulos individuais, ele trocou de time babando por um título, que deve pintar logo logo. Vale a pena ficar de olho nas finais.
Veja abaixo a data das finais:
Jogo 1 – Miami Heat 92 x 84 Dallas Mavericks – 31/05
Jogo 2 – Miami Heat 93 x 95 Dallas Mavericks – 02/06
Jogo 3 – Dallas Mavericks 86 x 88 Miami Heat – 05/06
Jogo 4 – Dallas Mavericks x Miami Heat – 07/06
Jogo 5 – Dallas Mavericks x Miami Heat – 09/ 06
Jogo 6 – Miami Heat x Dallas Mavericks – 12/06
Jogo 7 – Miami Heat x Dallas Mavericks – 14/06

quinta-feira, 19 de maio de 2011
Bola ao alto para as finais da NBB

Já o Brasília é nada mais nada menos que o atual campeão da NBB (venceu o Flamengo na decisão de 2010). Assim como a equipe de São Paulo, o time da capital federal também conta com o apoio uma torcida fervorosa. Do plantel que levantou o caneco em 2010 há algumas mudanças e a principal delas está no comando técnico. Para o lugar do conhecido professor Lula Ferreira, chegou o não tão experiente José Carlos Vidal.
Apesar de o primeiro jogo ser em Brasília, Franca pode decidir em casa. Para saber um pouco mais do ambiente desta decisão, o Paixão Clubística procurou Lula Ferreira, o atual campeão da NBB e hoje gerente técnico da Liga Nacional de Basquete.

P.C: Lula, como está o clima em Brasília para o primeiro jogo desta decisão?
L.F: Como você disse, é de decisão. A imprensa tem feito uma cobertura muito ampla sobre o jogo. Não há mais ingressos para a primeira partida.
P.C: Como é para você, que no ano passado era o treinador do Brasília, acompanhar esta decisão hoje como um espectador?
L.F: Em primeiro lugar estou muito feliz no cargo de gerente técnico da LNB. Ao longo da competição eu fui a vários jogos do Brasília, então acho que já me acostumei com esta situação.
P.C: Na sua opinião, há um favorito para esta série?
L.F: Isso não existe. Ao longo do campeonato as duas equipes provaram serem muito iguais. Teremos dois ginásios lotados e as torcidas vão fazer a diferença. São dois times com características técnicas diferentes, mas um poder tático igual.
P.C: O fato de Franca poder decidir em casa não dá a ela uma certa vantagem?
L.F: Estrategicamente Brasília tem um lado mais arriscado. Se Franca ganhar o primeiro jogo já ganha uma vantagem gigantesca. Se Brasília ganhar faz a obrigação e não leva vantagem. É complicado.
P.C: O fator Hélio Rubens pode fazer a diferença?
L.F: Lógico que a experiência do Hélio e os títulos que tem é sacanagem de ser comparado com qualquer outro técnico brasileiro. Porém, os dois times estão muito acostumados a jogarem juntos, o técnico não tem um peso tão grande assim.
P.C: E qual é o trabalho do gerente técnico na Liga Nacional de Basquete nesta decisão?
L.F: Um dia antes do jogo reunimos integrantes das duas equipes e fazemos uma reunião juntamente com a arbitragem. Deixamos claro a todos quais são as normas de conduta de uma final como esta.

sábado, 14 de maio de 2011
Phil's good... bye

- Cara, tive uma ótima ideia.
- Manda – retruquei.
- Na verdade é uma ótima ideia pra você!
- Hahaha, fala Tony.
- Você podia fazer um texto pro PC sobre a aposentadoria do Phil Jackson.
- O que? – perguntei surpreso – Ele se aposentou?
- É cara. Os Lakers foram varridos nos playoffs e o Phil se aposentou.
De fato, eu estava bem mal informado. Afinal, o lendário treinador Phil Jackson já havia dado sinais de que iria pendurar a prancheta. E a previsão se consumou no domingo passado, quando os Lakers perderam para o Dallas Mavericks por
Delays de informação à parte, cabe aqui uma merecida homenagem ao mito Phil Jackson. Poucos nomes no mundo do esporte foram tão vencedores quanto ele. Em quase 22 anos de carreia como técnico, o estrategista foi campeão em nada mais nada menos que 11 temporadas da NBA. Foram seis títulos com o Chicago Bulls (1991, 1992, 1993, 1996, 1997 e 1998) e cinco com os Lakers (2000, 2001, 2002, 2009 e 2010).
Sua imagem ficará para sempre vinculada a dois monstros do basquete, Michael Jordan e Kobe Bryant, que, treinados por Phil Jackson, atingiram o auge em suas carreiras no Chicago Bulls e nos Lakers, respectivamente. "Eu cresci com ele", disse Bryant após a partida de domingo. "A minha maneira de ver as coisas, a maneira que eu penso, não só no basquete, mas na vida, em geral, vem dele. É um pouco estranho para mim pensar em como será no ano que vem", completou.
É verdade que Phil Jackson já anunciou sua aposentadoria uma vez e acabou voltando. Agora, porém, parece ser definitivo. Uma pena que tenha sido com uma derrota vexatória dos Lakers. Derrota que não mancha nem a borda de sua carreira vitoriosa. Na sua última coletiva de imprensa, seguro de seu papel fundamental para o basquete e para o esporte em geral, afirmou: “O Lakers vai sobreviver sem mim”.
