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sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Testemunha da História



Por Tuca Veiga


Queridos amigos e leitores do Paixão, antes de começar a tentar descrever o que vivi do outro lado do mundo, peço sinceras desculpas pela demora para publicar este depoimento. A longa volta, o cansaço e os últimos dias de férias atrasaram este texto. Mas como antes da tarde do que nunca, vamos ao que interessa.

Ao longo das próximas semanas vou publicar fotos que fiz no Japão e vídeos do ponto de vista de quem estava na arquibancada. Portanto, diversos detalhes da invasão do bando de loucos vocês irão conhecendo aos poucos. Para começar, vamos à conquista do mundo.

A longa viagem – quase um dia e meio – para o Oriente, a presença da massa corintiana em todas as ruas de Tóquio, a energia que lá encontramos e as amizades que surgiram durante a estadia criavam uma atmosfera propícia ao título. Pintava o sentimento que merecíamos sair de lá com a taça.

Estar no Japão era um presente que o Corinthians havia nos dado. Afinal, muitas das pessoas que lá estavam jamais pisariam em Tóquio se não fosse o Coringão. Celebrávamos a conquista da Libertadores, pagávamos promessas, vivíamos dias que jamais serão esquecidos, mas acima de tudo, cultuávamos o nosso amor pelo Corinthians.

O orgulho de estar lá estava estampado no rosto de cada torcedor alvinegro. Ir aos templos, aos parques, às lojas de eletrônicos – onde éramos recebidos com o hino do Timão – era ter a noção de que havíamos invadido outra terra. Era “Vai Corinthians” pra lá, “Vai Corinthians” pra cá, parecia que estávamos em casa, e estávamos mesmo. Os japas devem achar que o time se chama “Vaicolinthians”, de tanto que escutaram e se aventuraram a falar. Pois é, eles também não vão esquecer esses dias.

Tudo estava perfeito, só faltava uma coisa para coroar todo o esforço. Só faltava a taça. A vitória suada contra os egípcios e a aparente tranquilidade do Chelsea para superar o Monterrey deixaram os corintianos ansiosos e apreensivos. Os boatos quanto às alterações do Mestre Tite também colaboravam para que os nervos ficassem aflorados.

Quando o sol raiou no domingo trazendo o dia mais bonito de todos os que vivemos no país, algo parecia indicar que era dia de festa corintiana. Para quem estava no Brasil, preço que se lembrem da final da Libertadores, daquele dia, daquela noite, da lua de São Jorge cheia à iluminar o Pacaembu. Pois é, lembrava muito o eterno 04 de julho. “É hoje”, diziam 11 a cada 10 torcedores que cruzávamos no hotel. O coração já começava a pensar em saltar do peito.

Por volta das 16h (5h da manhã no Brasil), chegamos ao estádio onde Ronaldo guardou dois e fez do Brasil pentacampeão mundial. Lá só se via duas cores, o preto e o branco, e nada de azul. Invadimos mesmo. Torcedores de todas as partes do mundo, Europa, EUA, Austrália e muitos corintianos que lá viviam somavam-se aos muitos que cruzaram o mundo. Não tinha como sairmos sem o troféu. Merecíamos aquilo e esse sentimento só crescia.

Entramos no estádio e começamos a entoar nossos cantos. Os japoneses que estavam predispostos a torcer pelo Chelsea começaram a ficar encantados com a festa. Muitos saíram para comprar cachecol ou outros artigos que os adicionassem ao bando de louco. Foram contagiados pela Locospirose. E aguenta coração.

Durante a partida, tudo foi entrando no eixo. O batimento cardíaco estabilizou. Nossos guerreiros mostravam não sentir o peso daquela final e passaram a desempenhar o futebol que tanto nos acostumamos a ver. Aquilo tranquilizou a todos. Diferente da semifinal, todos pareciam estar num bom dia, sensação que permanece intacta até hoje – e olha que já revi umas 5 vezes a decisão.

O gol de Guerrero, sofrido, que ainda cutucou a trave antes de fazer a nação explodir foi talvez o mais emocionante que já presenciei no estádio. Abracei meu pai com toda a minha força, as lágrimas brotaram rapidamente e a certeza do desfecho feliz tomou conta de mim. Mesmo assim eu olhava a todo instante para o telão, que nos mostrava o quanto ainda tínhamos que sofrer. Consegui ver o bandeira levantar seu instrumento de trabalho antes mesmo da cabeçada de Torres. Ali todos sabiam: o mundo era do Corinthians pela segunda vez.

O apito do juiz fez o bando ficar ainda mais louco. Agradeci meu pai por me fazer corintiano, chorei, gritei, lembrei da minha mãe (que me olha aonde eu vá), pensei nos amigos, cumprimentei todos os companheiros da invasão e deixei isso registrado para sempre na memória.



Afinal, o sentimento que tenho é que sou testemunha da história. Não estive na invasão de 76, não vivi o jejum, tampouco a Democracia. Dos anos 90 em diante vivenciei tudo. Mas para sempre contarei aos meus filhos e netos a aventura que vivi ao lado de meu pai, no Japão, com mais de 30 mil fiéis, na conquista do Bi.

Tenho muitas imagens da festa e muito a falar sobre esse momento. Mas vamos deixar isso para um próximo texto.


Bem ou mal os clubes brasileiros estão se reforçando

Por Gabriel Duque

Fluminense campeão brasileiro, São Paulo campeão da Sul-Americana e Corinthians campeão mundial. O ano acabou repleto de conquistas para os clubes nacionais e agora chegou a hora de reforçar o elenco para 2013. As negociações e o mercado da bola estão fervendo. As especulações, então, nem se fala.

A maioria dos times já conseguiu fechar a contratação de pelo menos um jogador para o ano que vem, mas o que será que se pode esperar de cada reforço? A torcida vai cobrar, porém precisa saber do que eles são capazes.

No Palmeiras, Fernando Prass chega, aos 34 anos, credenciado por boas temporadas no Vasco, para suprir a carência de um goleiro de confiança para o time e para a torcida. Tem tudo para corresponder dentro de campo. Já o Cruzmaltino perdeu seu arqueiro e trouxe para o seu lugar Michel Alves, que se destacou com o Criciúma na Série B.

No entanto, a equipe da Colina também ficou sem o ídolo Juninho Pernambucano, de saída para o New York Red Bulls, dos EUA, e sofreu importantes baixas neste fim de ano devido aos atrasos salariais. Além disso, viu crescer o assédio ao zagueiro Dedé e ao atacante Eder Luis.

Outro que deixou o Vasco foi o atacante Alecsandro, que vai jogar com o irmão Richarlyson no Atlético-MG. Além dele, o Galo acertou com o volante Rosinei, que estava no México. Não há muito o que se esperar deles. São nomes sem tanta qualidade, que vão compor elenco. Para quem vai disputar a Libertadores, precisava de mais.

Ainda em Minas, o Cruzeiro fechou com Diego Souza e com o técnico Marcelo Oliveira. A Raposa tenta retomar seu bom momento, aposta num treinador jovem e no rodado meia e começará o ano como uma incógnita. Voltando para o Rio, Flamengo e Botafogo seguem só nos rumores e sem confirmar ninguém. Já o Flu, apesar de contar com um elenco recheado de opções, trouxe mais um meia. Trata-se de Rhayner, ex-Náutico.

Em Porto Alegre

O Internacional terá Dunga no comando em 2013, mas ainda trabalha na reformulação do seu grupo, tentando envolver jogadores em troca como foi o caso da negociação de Dátolo por Eder Luis. O time tenta renovar com o lateral Kléber e tem sondagens do Botafogo por Dagoberto.

O Grêmio, por sua vez, anunciou o atacante Willian José, do São Paulo, e o experiente goleiro Dida, que teve ótimo desempenho na Portuguesa. O arqueiro chega para brigar pela titularidade e o avante deve seguir na reserva e será mais um ao lado de Kleber Gladiador, Marcelo Moreno e André Lima.

Em São Paulo

Se o Palmeiras luta para trazer reforços para a disputa da Libertadores e da Série B, o Santos tem que lidar com as críticas de Muricy pela demora para contratar. Só Neto, ex-Guarani, está acertado. O time da Baixada sonha com os atacantes Nenê, do PSG, e Robinho, do Milan, e com Cícero, do São Paulo. No atual momento em que a equipe depende exclusivamente de Neymar, esses atletas têm condições de serem titulares e poderiam formar um bom esquema ofensivo com a joia da Vila.

Mesmo comemorando a conquista do mundo, o Corinthians fechou com Renato Augusto, do Bayer Leverkusen. Mas o torcedor que abra o olho. O meia não é tudo que esperam dele. É uma versão melhorada do Douglas e sua chegada é parecida com a de Jadson, no São Paulo. Cotado para ser o grande maestro do Tricolor, o armador sofreu com a adaptação e com a pegação no pé da torcida.

E a bola da vez no Parque São Jorge é Alexandre Pato, que vive lesionado e não consegue mostrar o futebol que o credenciou para jogar no Milan e na seleção brasileira. Por outro lado, quem mais se reforçou foi o São Paulo, com a contratação do experiente zagueiro Lúcio e a chegada acertada de Breno, ainda preso na Alemanha.

O Tricolor tem tudo encaminhado também com os atacantes Negueba, do Flamengo, e Aloísio, ex-Figueirense, e o goleiro Renan Ribeiro, do Atlético-MG. Os três vêm para serem reservas como apostas para o ano cheio de competições. Só que a preocupação do torcedor é com o substituto de Lucas. Falta um nome de peso para manter a força e a velocidade do ataque.

Improváveis

Quatro jogadores foram muito especulados nesta janela e seriam grandes opções para quaisquer times, mas não devem sair de onde estão. Montillo teve propostas do Santos e do São Paulo, mas o Cruzeiro não quer liberá-lo. Já Tardelli, Conca e Lugano foram procurados respectivamente por Atlético-MG, Fluminense e Cruzeiro, porém seus clubes dificultam as negociações.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Confira os duelos das oitavas da Champions



Por Luiz Felipe Fogaça

Já faz alguns anos, que a Champions empolga a todos os brasileiros. Uns acompanham desde o inicio, outros começam a acompanhar só na fase derradeira. A final, já é um evento em que os amigos se reúnem para ver e celebrar.

O fato é que, nesta quinta-feira (20/12) foram sorteados os duelos de oitavas de final do tradicional torneio. Que reservou duelos equilibrados, grandes confrontos entre campeões e parada dura para os merengues. Vamos a uma breve análise sobre eles:

Galatasaray x Schalke 04 – O time turco comandado pelo volante, meia, goleiro, faz tudo Felipe Melo terá de se esforçar muito para deter o Schalke 04, que deve prevalecer e conseguir passar as quartas de final.

Celtic x Juventus – Mesmo que o time escocês tenha parado o Barça em um dos jogos da fase de grupos, não acredito que possa fazer frente a Juventus. A “velha senhora” está liderando isoladamente o italiano,  e depois de começo pífio, mostrou toda sua força, passou em primeiro e deixou o campeão do ano passado para trás na Champions.

Arsenal x Bayern de Munique – Por mais que queira, até pela simpatia pelo time inglês, seria praticamente uma zebra não dar Bayern. A equipe alemã, mostra ano após ano por que é um gigante europeu, enquanto o Arsenal decepciona cada vez mais.

Shaktar Donestk x Borussia Dortmund – O Shaktar deve lamentar até agora a derrota para Juve que lhe deu o segundo lugar do grupo e lhe tirou a chance de decidir em casa, contra times teoricamente mais fracos. Duelo difícil, entre equipes sólidas que buscam o ataque, mas por decidir em casa aposto no Borussia.

Milan x Barcelona – Guardado as devidas proporções é um duelo como Arsenal e Bayern. Enquanto o Milan já não empolga mais a ninguém, o Barça se firma ano após ano como o time a ser batido. Alguém acredita no time italiano?

Valencia x Paris Saint German – Eis um time que pode aprontar o Valencia. Os espanhóis aprontaram poucas e boas para cima do Bayern na fase de grupos e podem reservar surpresas para os franceses.  Entretanto se conseguirem impor seu melhor futebol, sua melhor qualidade técnica, o elenco de estrelas do PSG deve passar a fase seguinte.

Porto x Malága – Resta saber até onde vai o fôlego do surpreendente time espanhol, que passou em primeiro, com campanha quase irrepreensível,  em um grupo que contava inclusive com o Milan.  O Porto prova sua força, após a saída de Hulk e Falcão Garcia e para mim é o favorito.

CR7 volta a Manchester e terá tarefa árdua para classificar o Real.

Real Madrid x Manchester United – Sem dúvida o jogão das oitavas. Cristiano Ronaldo, que já não anda tão sorridente, encontra seu ex-time pela primeira vez e não terá vida fácil. Se o gajo costuma brilhar sozinho pelos merengues, que não emplacam nem no espanhol e vivem em crise com o “Special One”,os “diabos vermelhos” não poderiam viver fase melhor. O United lidera de forma isolada o inglês, se classificou com antecedência na primeira fase e está voando em campo com entrosamento impressionante de Rooney e Van Persie. O holandês prova jogo após jogo que parece ser a peça que faltava para o Manchester voltar a conquistar o continente. Se quiser superar o Manchester, o Real vai ter que superar todo extra campo, correr e jogar como não joga a um bom tempo. Ainda aposto no United e com facilidade, ganhando os dois jogos.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Tudo certo na cozinha, mas e lá na frente?


Confirmando a crescente do futebol brasileiro, o retorno de medalhões e times cada vez mais fortes. O São Paulo anunciou o zagueiro Lúcio, por duas temporadas.


O defensor que foi um dos homens fortes e destaque na Seleção pentacampeã do mundo, chega para ser titular do time tricolor e dar experiência ao atual elenco em sua volta à Libertadores.

Enquanto Ney Franco, quebra a cabeça, para saber se escala o veterano no lugar de Tolói, que vem jogando melhor, mas ocupa o mesmo lado da defesa do reforço, ou de Rhodolfo, que terminou bem a temporada, já esta há mais tempo no time e joga do outro lado.

O torcedor comemora o excelente reforço, mas como de praxe no Brasil, quer saber é do ataque, quer saber é quem chega para o lugar de Lucas. Especulações a parte, hoje essa vaga seria de Douglas, que foi bem quando substituiu Lucas, sem a responsabilidade de marcar, ou de Jadson, que se deslocaria e deixaria a armação por conta de PH Ganso, principal reforço Tricolor.

Passa na cabeça dos tricolores, uma volta para o 3-5-2, com Lúcio, Tolói e Rodolpho, Douglas e Cortez de alas, Wellington e Denilson de volantes, Jadson ou Ganso, Fabuloso e Osvaldo. Esquema esse, usado na maioria dos últimos títulos do São Paulo, que deixa saudade em alguns torcedores e foi abandonado por Lucas, que não se encaixava.

Ainda assim, Luis Fabiano deixou em dúvida muitos torcedores com sua infantil expulsão diante do Tigre e também não poderá jogar todos os jogos. Aloísio e Negueba são ingócnitas, falta um reforço de peso que chegue para o vestir a 7, que está orfã.

Reforços e esquemas para lá, o que parece é que teremos um 2013 de muita disputa, de times cada vez melhores e um abismo ainda maior, para os que não conseguem se estruturar como manda o figurino.

Além do São Paulo, Fluminense, Atlético-MG e Grêmio, parecem sair na frente para tentar acabar com a hegemonia do Timão, que fez bonito em 2012 e ganhou o que quis e planejou.

Que o Corinthians sirva de exemplo, como certamente o São Paulo foi para o mesmo Corinthians, quando construiu sua hegemonia recente.

Que venha 2013!!!

Kalil, acima de tudo, ama o Atlético assim como o torcedor da arquibancada

Alexandre Kalil, o dirigente que mudou a cara do Galo



O Atlético Mineiro voltará a ser grande. É questão de tempo. Antes que a senhora que me pariu seja insultada, refitico: - o Galo sempre foi grande, mas deixou de ser vencedor. O Atlético Mineiro voltará a ser vencedor.


Há muito tempo o Galo é motivo de piada nacional, assim como o Botafogo. Chega, mas não assusta nem um Cisne. Porém, o processo de profissionalização no futebol do clube é evidente e tem um responsável: Alexandre Kalil.


Quem não acompanha de perto (ou é cruzeirense) vê na figura do mandatário um fanfarrão de calça curta. O trabalho, contudo, mostra que Kalil entende de gestão. É ambicioso e pensa grande. 


O Galo acaba de fechar um acordo com uma marca de material esportivo por R$ 25 milhões. Dizem que o acordo teve o dedo de Ronaldo. Mais uma tacada certeira de Kalil em se aproximar do fenômeno dos negócios.


Um clube que assusta a todos com contratações ousadas poderá ousar ainda mais.


O elenco é altamente competitivo. Está na frente de todos no período do “Mercado da Bola” (contratou Gilberto Silva, está perto de Alecssandro e segurou a dupla Ronaldinho/Bernard) e o mais importante: manteve Cuca como treinador. Os mesmos que cornetavam o técnico são aqueles que pegavam no pé do Tite. Futebol é tempo, não tem mágica. 


Kalil, acima de tudo, ama o Atlético assim como o torcedor da arquibancada. Nos dias atuais serve de lição para muitos engravatados. Ou alguém acha que o presidente do Galo estaria se bronzeando no Leblon após uma catástrofe com sua equipe?

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Obrigado, Lucas! E volte logo

Por Gabriel Duque

Lucas é o nome da conquista do título da Copa Sul-Americana, no Morumbi lotado, nesta quarta. Talento puro da nova geração do futebol brasileiro, o meia-atacante, de 20 anos, se despede mostrando as verdadeiras qualidades de um ídolo. Emocionou-se com as últimas partidas e a chance de ser campeão, não tirou o pé de nenhuma dividida mesmo vendido para o PSG, brigou por cada bola, deu raça, mostrou vontade de fazer a torcida explodir em felicidade e retribuiu o carinho de toda a nação tricolor.

Se o título da Sul-Americana não era de tanta importância, considerado inclusive de segundo escalão pelos rivais paulistas, o troféu teve sabor especial para esse craque de coração tricolor. Teve gostinho de conquista inédita para o clube do Morumbi, o segundo time brasileiro a ganhar o torneio desde que houve a mudança de nome e de formato. Foi a primeira taça de muitos jogadores que integram hoje o time do São Paulo e mais uma na galeria de Rogério Ceni.

Falando no M1to, a atitude dele de entregar a braçadeira de capitão para o Lucas foi brilhante. O menino mais do que ninguém no elenco merecia levantar aquele caneco. Desde a passagem de Raí, que foi bicampeão mundial e depois se transferiu também para o PSG, que o São Paulo não tem um ídolo tão genuíno como o Lucas. Exceção feita claro ao maior goleiro artilheiro da história do futebol, que é um capítulo a parte no Tricolor.

Por mais que falem de Kaká e Luis Fabiano, os torcedores sempre tiveram alguma restrição em relação a eles. O primeiro saiu meio brigado, sendo hostilizado, e sem se consagrar totalmente. Já o segundo, apesar de sua tarimba de artilheiro, de cativar o público e de sua importância, não consegue estar em campo quando o São Paulo precisa dele, como nesta decisão.

Recopa

O título da Sul-Americana serviu de preparação para o Tricolor para a Libertadores de 2013, mas também credenciou o time para a disputa da Recopa do ano que vem contra o Corinthians, atual campeão da Liberta. E uma das primeiras partidas que me lembro de assistir foi o único encontro entre ambos em competições continentais.

Os clubes se enfrentaram em 1994 pelas semifinais da Copa Conmebol e a decisão do classificado saiu nos pênaltis, com vitória do expressinho do Morumbi que tinha nomes como Caio, Denilson, Ceni e Juninho Paulista.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Marcos, o homem que virou Santo dá seu adeus



Por Luiz Felipe Fogaça

São Paulino confesso que sou e fã de Rogério Ceni, M1to inigualável.  Com certeza, não sou o melhor para escrever esse texto, sendo qualquer palmeirense, mais apto do que eu para tal relato.

Acontece, que Marcos, ao contrário do arqueiro Tricolor, é goleiro do mundo e com sua técnica e simpatia, conquistou a maioria, dos grandes admiradores do futebol, que não levam em conta só rivalidade e apreciam o esporte como um todo.

Tanto quanto com a camisa do Palmeiras, ou a da Seleção, Marcos foi vitorioso. Ganhou a Libertadores pelo palestra e foi campeão do mundo pelo Brasil.

Autêntico que só ele, nunca se escondeu, sempre disse o que pensa, do mesmo jeito que sempre assumiu suas responsabilidades e nunca fugiu da luta. Mais do que um goleiro, Marcos é um exemplo a ser seguido.

O goleiro, que virou santo se despede definitivamente do futebol e deixa grande vazio, principalmente no coração dos alviverdes.  Com trajetória de grande sucesso, dedicação e vitórias, Marcos coleciona títulos e fãs e vai fazer muita falta no mundo do futebol.

Ao goleiro, ao santo, a pessoa, meu agradecimento por sua contribuição. 

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

“Coadjuvante”, Fabuloso não tem jeito

Por Gabriel Duque

Se o São Paulo for campeão da Copa Sul-Americana, não será por causa de Luis Fabiano. Artilheiro do time, referência no ataque, exemplo para os jovens, o cara experiente. Essas designações não servem para o camisa 9 na noite de ontem. Com uma atitude infantil, perdeu a cabeça, tentou agredir o adversário e acabou expulso.

O pior é que o início da confusão nem envolvia o goleador. Lucas estava sendo intimidado pelo jogador do Tigre e o Fabuloso veio ajudar o companheiro e acalmar o rival. Mas bastaram dois tapas no braço para o atacante se irritar e chutar o argentino. Pronto, cartão vermelho para ambos e chuveiro.

Fabiano percebeu a bobagem que fez. Deu para ver no seu semblante ao sair de campo, como se já soubesse que o mundo ia cair em suas costas e que as críticas pelo temperamento explosivo voltariam à tona. A imagem da voadora de 2003 contra o River Plate também veio na cabeça do torcedor tricolor. Após a era dos cartões amarelo por reclamação, o atacante resolveu mostrar novamente seu destempero.

Como um atleta de 32 anos, com bagagem europeia e experiência de uma Copa do Mundo, pode cair numa armadilha tão boba do adversário. Parece que o problema dele é mesmo com argentinos, porque em clássicos paulistas ele é quem enerva o adversário, levando pancada e ficando no chão sem arrumar encrenca.

Na Bombonera, o time sentiu a falta de seu matador e não conseguiu criar boas chances no jogo. Agora, no Morumbi, com 65 mil torcedores, na próxima quarta, o Fabuloso, um dos principais nomes da equipe no ano e no Brasileirão, está fora. E o que fará o atacante, arrependido, falando em largar o futebol, em noite das mais tristes? Vai comemorar o título, mas será coadjuvante. Iniciou o torneio contra o Bahia e se machucou. Voltou na segunda partida contra a Universidad de Chile e fez um gol. Perdeu chances contra a Católica e foi expulso.

Willian José e Cícero, que estão perto de deixar o clube, podem ser titulares e se consagrarem com o gol do título. Sempre criticado pela torcida e favorito para a vaga, Willian José, que já foi decisivo contra La U, tem a oportunidade de ser o herói da final.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Corinthians é Brasil no mundial



Por Luiz Felipe Fogaça

Para os mais fanáticos, os considerados “doentes” assim como eu, aquela história de que determinado time, no caso o Corinthians, desta vez, é Brasil, nunca existiu, sempre foi mais um dos chavões de Galvão Bueno.

Agora penso diferente, encaro a coisa de outro modo, o Corinthians é sim BRASIL!

Não chego a dizer o absurdo que vou torcer pelo rival, mas não vou torcer contra.  Com certeza irei tirar sarro até não poder mais em caso de revés, como também saberei aplaudir em caso de vitória. Mas esse não é o ponto.

Desde que vi uma matéria, no globo.com, onde um repórter perguntava pra torcedores do Chelsea se conheciam o Corinthians e seu jogadores e todos respondiam que não, no máximo só que já ouviram falar, comecei a ficar incomodado e com repudio de tal arrogância.

Que prestem atenção, por que o time do Parque São Jorge, não deve em nada para o time londrino, dentro das quatro linhas.

Eles que me desculpem, mas o Corinthians, assim como São Paulo, Santos, Palmeiras, Flamengo, Fluminense, enfim, são grandes times e merecem ser respeitados. Chega de só olhar o futebol de lá.

Tenho certeza, que nosso campeonato é o melhor do mundo e o mais disputado, para inglês nenhum botar defeito.

A passos de tartaruga estamos nos estruturando, começamos a ver cada vez mais craques vindo desfilar em nossos campos, agora chegou a ora de mudarmos nosso olhar e direciona-lo com carinho, para o nosso futebol.

Acontece que se nós mesmos, não valorizarmos nosso produto, já mais seremos valorizados do jeito que devemos.

Em prol de todo crescimento de nosso futebol e estruturação em massa de nossos clubes, que o Corinthians possa mostrar pra eles.

Se conseguirmos, segurar nossos craques e repatriar cada vez mais, não tenho dúvidas que o Brasileirão só irá aumentar de nível e ficará cada vez mais gostoso de se acompanhar.

Só neste ano, pudermos ver em campo Ronaldinho Gaúcho, Lucas, Neymar, Luis Fabiano, Fred, Deco, Forlán, Zé Roberto, para ficar nos poucos que lembrei.

Em tempo de Copa do Mundo no Brasil, que possamos crescer nosso futebol. Que a rivalidade saudável existente entre amigos,seja cada vez mais alimentada, com grandes esquadrões de outrora.

A verdade, é que o futebol brasileiro, só tem a ganhar com o triunfo de nossos times.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Ídolo, Neymar só vai virar mito se ganhar a Copa aqui no Brasil

Foto: Divulgação/Kibon
Por Alessandro Lefevre

Como disse Marcos Cripa, orientador do melhor documentário já filmado sobre Neymar até aqui, este foi um trabalho de gente grande. Os recém-formados Rafael Reis e Eduardo Laiola produziram um filme fantástico, um Trabalho de Conclusão de Curso para entrar na história da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Toda a trajetória do jovem do Santos está no vídeo que vou postar logo abaixo.

Se você tem 40min para assistir, faça isso agora mesmo. O filme é sucesso na internet. Em quatro dias desde a publicação, foram mais de 7 mil visualizações.

E já aviso que não se trata apenas de um "poema" de ode ao Neymar. O filme é crítico. Afinal, até que ponto essa superexposição é boa para o craque? O atacante está pronto para isso?

Neymar é um fenômeno de vendas. Mas será que continuaria como fenômeno do marketing mesmo se o rendimento dentro de campo caísse? As respostas estão todas no documentário "Neymar, o caminho do mito".

Na minha opinião, Neymar é, por enquanto, apenas um ídolo. Talvez esteja alguns degraus acima para o torcedor do Santos. No entanto, caso o Brasil vença o Mundial de 2014, aí, sim, ele se tornará um mito mundial. E seu futebol, é claro, vai perdurar por todo o sempre. É a chance de ouro.

Afinal, o que acontece com o Neymar é semelhante ao que Ronaldinho Gaúcho viveu alguns anos atrás. E também sabemos o que aconteceu quando o atual atleta do Atlético-MG cansou de jogar bola. Os comerciais minguaram e agora o meia do Galo é apenas um bom jogador, que às vezes - ou só quando quer - brilha. Portanto, devagar com o andor porque o santo é de barro.

Agora vai?


Bandeira de Mello carrega a bandeira da tradição


Por Felipe Pugliese


Deu Bandeira. Deu Eduardo Bandeira de Mello nas urnas da Gávea. A maioria dos rubro-negros foi dormir urrando um “graças a Deus” encharcado de alívio. A pergunta que fica só o demorado tempo poderá dizer: agora vai?


Ser presidente do Flamengo é tão importante que comparo o cargo de Bandeira com o ocupado pela corajosa Dilma Roussef. Ambos lideram nações, porém a do Fla é mais fanática que qualquer nacionalista de plantão. O torcedor quer saber quem vai fazer dupla de ataque com Love e não o destino dos royalties do petróleo.


O Flamengo precisa mudar, abandonar a picaretagem e largar o amadorismo num canto fácil de ser esquecido. Para isso, o novo mandatário conta com um galinho, conta com o eterno “camisa dez da Gávea” .


Zico, pelo andar da carruagem, deve ter participação ativa na nova gestão. Me preocupa tal fato. A cartolagem é suja e a imagem de um ídolo vale muito, não pode ser manchada.


Não conheço o ambiente político do Flamengo, mas até mesmo o mais desenformado percebe que é péssimo.


O exemplo está no Corinthians, que mudou quase todo o corpo de sua diretoria. Renovou. O espelho do Palmeiras também está aí para ser estudado. Muda a presidência quantas vezes for, mas inúmeros vírus de antigas direções permanecem.


Peço permissão ao leitor para modificar o que cantou Cazuza certa vez :  “Flamengo, mostra a sua cara”.
 

sábado, 1 de dezembro de 2012

Seleção terá desafios de verdade em 2013

Por Gabriel Duque

Cair em um grupo com o Taiti não ia ajudar em nada no desenvolvimento da nova seleção brasileira, agora com Felipão no comando. Ainda bem que o sorteio cheio de gafes, com a estranha apresentação da bola Cafusa e com o chef Alex Atala atrapalhado arrumou uma chave complicada para a equipe nacional.

Jogar a primeira fase da Copa das Confederações contra a forte e tradicional Itália, o rápido e habilidoso Japão e o sempre complicado México será um grande desafio para o time canarinho se aprontar para o Mundial de 2014. Em apenas um torneio, o selecionado poderá enfrentar três estilos bem diferentes.

A Azzurra, atual vice-campeã europeia, se renovou, principalmente, no ataque com El Shaarawy e Balotelli de titulares, mas, contra o Brasil, vai apostar certamente em uma linha de quatro homens no meio-campo, privilegiando a defesa e o contragolpe.

O único lamento se dá pelo fato do técnico Cesare Prandelli já dizer que pode abrir mão de alguns atletas em detrimento da Eurocopa sub-21, competição simultânea à Copa das Confederações. O último encontro com a Itália ocorreu justamente na edição anterior do torneio pré-Mundial, em 2009, com vitória brasileira por 3 a 0, com dois gols de Luis Fabiano.

Os nipônicos, por sua vez, foram goleados pouco tempo atrás com a melhor formação encontrada por Mano Menezes à frente da seleção. O rival oriental tem uma geração de potencial, com Kagawa e Honda na armação e os velozes laterais Ushida e Nagatomo, porém deixa espaços em sua zaga, os quais poderão ser muito bem explorados por Neymar, Oscar e companhia.

Contudo a pedra no sapato parece ser mesmo o time mexicano, que já venceu a seleção verde-amarela duas vezes neste ano. Na final das Olimpíadas de Londres, Peralta aprontou para cima do Brasil e nos fez amargar novamente a prata. Já, em junho, Giovani dos Santos e Chicarito Hernandez balançaram as redes e nos derrotaram. Não tem sido fácil encaixar o jogo contra o México, um time compacto, seguro na defesa e perigoso no ataque.

Apesar de tudo, a seleção de Felipão é favorita para avançar de fase e pegar Espanha ou Uruguai na semifinal. E o título da Copa das Confederações pode ajudar a dar confiança ao jovem grupo, mas o fundamental é dar corpo ao time para 2014.

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

A corrida por Montillo



Por Luiz Fernando Módolo

No primeiro semestre de 2010 a Universidad de Chile, a popular La U, e o Flamengo fizeram uma série de quatro jogos pela Copa Libertadores da América. A La U eliminou o time brasileiro e mostrou um futebol envolvente, moderno e regido por um meia argentino, até então desconhecido . Surgia ai, Walter Montillo.

O time da cidade maravilhosa bem que tentou, mas não conseguiu trazer o “hermano”.  O Destino do jogador, foi o Cruzeiro.

Hoje, mais de dois anos depois e com contrato renovado até 2015, as especulações, mais uma vez voltam sobre a troca de clube de Montillo, só que dessa vez seria interna, sem cruzar fronteiras, pelo menos as nacionais. A corrida pelo maestro argentino coloca frente a frente São Paulo, Santos, Grêmio e próprio Cruzeiro que quer manter o jogador.

Definitivamente, esse não foi um dos melhores anos do atleta. Talvez seu desempenho nesse ano não justifique toda cobiça em torno de seu nome. Se nessa temporada foi discreto, em 2010 e 2011, ele jogou o fino da bola e ainda seria uma boa aposta a qualquer clube brasileiro.

Dentre os candidatos a levarem o argentino, o São Paulo tem a principal carta na manga, dinheiro,. Com o deposito do PSG em janeiro do restante da venda de Lucas, o time tricolor terá caixa para convencer o Cruzeiro a liberá-lo.

Por sinal o time do Morumbi quer argentino para ocupar a lacuna deixada por Lucas e já cobrir uma eventual saída de Osvaldo. Entretanto Montillo não tem a mesma característica do camisa sete, ele gosta de ocupar uma faixa mais central do campo, e não o lado direito como faz o meia da seleção no 4-2-3-1 montado por Ney Franco.

Para complicar ainda mais o São Paulo já possui Jadson, Ganso e Canete que atuam mais centralizados. Será que vale gastar essa grana para trazer mais um jogador com as mesmas características e tentar improvisá-lo pelo lado do campo? Para o tricolor seria melhor procurar um jogador que já é acostumado a fazer essa função e com as características necessárias para tal.

No Santos o encaixe é perfeito, com a saída de Paulo Henrique Ganso, o meia argentino ocuparia a posição com naturalidade, já que não se deve deixar essa responsabilidade nos pés de Felipe Anderson, que ainda precisa amadurecer para tal. 

A questão na baixada é financeira, o a pedida pelo jogador ainda é alta, cerca de 15 milhões de Euros e o Santos, não parece disposto a arcar.

Já no Grêmio, Montillo serviria de duas maneiras no elenco. Uma delas é jogando ao lado de Zé Roberto e Elano, com o camisa sete fazendo um papel de segundo volante de Luxemburgo.

Outra função do argentino seria jogar no lugar do experiente camisa dez, que com 38 anos não deve jogar quarta e domingo, sendo preservado para os jogos mais importantes do time gaúcho  Novamente a barreira é financeira, o Grêmio já declarou que não tem o dinheiro que o Cruzeiro pede, mas tenta convencer os mineiros com jogadores como moeda de troca.

O certo é que o time azul celeste já contratou Diego Souza para o ano que vem. Não se sabe se para substituir Montillo ou jogar ao lado dele. A permanência do argentino e a criação da dupla enchem a torcida da raposa de esperança de que 2013 será melhor que os dois anos anteriores. 


Trocar ou não de técnico: eis a questão?

Por Gabriel Duque

Há muito tempo, se discute no futebol brasileiro a necessidade de dar mais tempo para o treinador trabalhar no clube, desenvolver um projeto, aprimorar a parte tática, criar um grupo e dar uma cara para o time. No entanto, a nossa mentalidade sempre era de que é melhor demitir 1 ao invés de 11. E 2012 chegou para mudar um pouco este panorama.

O Campeonato Brasileiro estava acostumado a ver quase uma troca de técnico por rodada, mas, neste ano, nove equipes conseguiram manter seus comandantes durante toda a competição. Fluminense, que vem com Abel desde junho de 2011, foi o campeão e renovou com o treinador até o fim de 2013.

Atlético-MG e Grêmio também seguraram Cuca e Luxemburgo, respectivamente, e brigam pelo vice-campeonato. Corinthians, com Tite desde outubro de 2010, conquistou a Libertadores e se prepara para o Mundial de Clubes. Muricy é outro que segue no Santos, onde faturou o Paulistão e a Recopa. O fato é que todos eles estão confirmados nas mesmas casas para o ano que vem.

Além deles, o Botafogo, com Oswaldo de Oliveira, o Cruzeiro, com Celso Roth, o Náutico, com Gallo, e a Portuguesa, com Geninho, disputaram todo o campeonato sem mudar o comando. Será essa a nova tendência? Será que os dirigentes estão entendendo um pouco mais de planejamento? Ou será que às vezes ainda é melhor trocar de técnico?

O São Paulo, por exemplo, só cresceu na temporada após defenestrar Leão, que não conseguia encontrar um padrão e uma formação ideal e o time vivia em altos e baixos. Com Ney Franco, a equipe ainda patinou, mas o treinador descobriu a melhor combinação, impôs um estilo de jogo e trabalhou o posicionamento em campo. O Tricolor, em quarto no Brasileiro e na final da Sul-Americana, foi a exceção à regra.

De resto, todas as decepções do ano tiveram suas trocas, como Flamengo, Inter, Vasco e Palmeiras. Agora, para 2013, vamos ver quem conseguirá sobreviver no comando de seus clubes.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Marketing e Futebol

Neymar e camisa azul fusquinha, duas forças do marketing santista



Por Felipe Pugliese


Marketing e Futebol. Duas palavras que parecem caminharem juntas e dependeram uma da outra quando o assunto é: aumento da receita de um clube. Exemplos não faltam, tanto para o lado que deu certo quanto para aquele que beira a margem do inadmissível.


Ouvindo especialistas da área, os casos de Corinthians e Santos são citados como aprendizado para quem quer entrar no setor.


O Timão mudou o jeito de pensar. Tirou o departamento da mão de terceiros e começou a agir por si só. Muitas estratégias deram certo, muitas mesmo. Contudo, algumas foram consideradas verdadeiros fracassos. Quem não lembra da camisa roxa? Pois é, as vezes é pago um preço alto por arriscar, faz parte.


O Corinthians acaba de fechar com a Caixa e muitos exaltam mais uma ação do Marketing. Este que vos escreve não. Pensando nos próximos anos foi excelente, mas e 2012? Quanto dinheiro o clube não deixou de ganhar...


O Santos é Neymar e Neymar é dinheiro. A agremiação sabe usar de forma impecável a imagem da jóia. A fidelidade do torcedor também colabora, basta ir a um jogo na Baixada para ver quantos aderiram à nova camisa azul fusquinha.


Por outro lado, outros clubes parecem ainda navegar no mais profundo dos sonos quando o assunto é este em questão.


Barcos disse que, dependendo da proposta, pode deixar o Palmeiras. Meu Papai do céu, cadê o departamento de marketing deste clube numa hora dessas? Façam algo para envolver o torcedor e a imagem deste suposto ídolo. Conquistem o coração de Barcos com uma campanha que demonstre o quanto ele é importante para a nação alviverde. Com a verba arrecadada segura o cara. Aliás, o Palmeiras tem um departamento capaz de pensar nisso?


Me recordo que na época do insultado Belluzzo o clube engatinhou, quando ao menos tentou explorar a imagem de Marcos, Kleber e Valdívia. 


Outro exemplo intolerável mora no Rio de Janeiro, mais precisamente na Gávea. Lembro-me quando estive em Guayaquil, cidade que o Flamengo e Ronaldinho Gaúcho estiveram na Libertadores. Mais de dois mil equatorianos – eu disse DOIS MIL -  foram ao aeroporto para ver o craque.


Uma imagem fortíssima de um ídolo como Ronaldinho certamente gera muita, mas muita receita se bem trabalhada. O Flamengo, dono do maior público do país, não soube aproveitar. Deram uma Ferrari nas mãos de um cego.


Em 2013, quem tem tudo para fazer um belo projeto é o Coritiba, com o produto Alex em mãos. É hora, também, do Fluminense ser mais criativo, assim como o Botafogo foi com Seedorf. 
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