Por Fausto Monteiro, convidado da semana.
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domingo, 15 de janeiro de 2012
O UFC nunca mais será o mesmo
Por Fausto Monteiro, convidado da semana.
domingo, 28 de agosto de 2011
Nunca serão!

Anderson Silva disse que iria imortalizar esta frase ao fim do UFC Rio. Na verdade, a cidade do Rio de Janeiro foi imortalizada com este evento sem precedentes. Eu pelo menos não me lembro de um UFC tão empolgante com quatro das cinco lutas do card principal terminando em nocaute.
Precisamos começar falando da lenda. Sem palavras. Anderson Silva transforma o octógono em um playground, levando-se em consideração a liberdade que ele tem naquele lugar. Seguro e confiante, Anderson brincou com Yushin Okami e fez o que sabe fazer com maestria. Após um knockdown, no qual ele não terminou a luta por vaidade, Anderson voltou a derrubar o japonês e, sem dó, acabou com a luta.
Agora necessito confessar algo. Anderson Silva é um cara fora do normal, mas um lutador que me emociona é Mauricio Shogun Rua. Sua humildade e garra me comovem e toda vez que ele entra no octógono, eu torço com todas as minhas forças. E desta vez ele não me decepcionou.
Em forma e confiante, Shogun não deu chances para Forrest Griffin e vingou a derrota que havia ocorrido há quatro anos (como lutador de MMA guarda rancor!). Ao ver ele se aproximando do octógono na HSBC Arena, fiquei pensando o que poderia estar passando na cabeça dele. Com uma feição apreensiva, todo o peso do mundo parecia estar em suas costas após a derrota para Jon Jones. E pela sua comemoração e sorriso sincero ao fim da luta (nocaute no R1), deu para perceber que “o campeão voltoooou” e vai buscar o cinturão do seu último algoz!
Em uma noite que já parecia estar fadada para o sucesso brasileiro, foi Minotauro quem abriu a porteira para o massacre tupiniquim no card principal. O legendário lutador do UFC não entrava no octógono desde fevereiro de 2010. O suficiente para todos desconfiarem dele. Ele aparecia como zebra na bolsa de apostas e era assim considerado até por este que vos escreve.
No entanto, parece que algumas pessoas (inclusive eu, justiça seja feita), esqueceram quem é o Minotauro. Ele é um dos maiores nomes de toda a história do UFC e reza a lenda de que quanto mais ele apanha, mais forte ele fica. Na luta de hoje, esqueci disto. No início, ele sofreu uma série de golpes que me fez torcer para ele não ser humilhado. Mas ele reverteu, acertou com sua pesada mão uma sequência em Brendan Schaub e o nocauteou ainda no R1. Ao fim da luta, pude ver o baiano olhando para mim, cheio da marra carioca e recitando Jorge Aragão: “Respeite quem pode chegar onde a gente chegou…”. Ele é um mito.
Agora preciso puxar a sardinha para este blog. Ontem, no post dos palpites, foi publicado que o confronto do Barboza seria uma das melhores em pé do evento. E de fato foi. Ele e Ross Pearson mostraram estar muito bem preparados e fizeram uma bela exibição, vencendo como melhor luta da noite. Nos pontos, o brasileiro ganhou.
Em tempo, a noite não foi apenas de vitórias brasileiras no card principal. Luiz “Banha” Cane foi derrotado por nocaute no R1 pelo búlgaro Stanislav Nedkov. Por fim, ganhamos de goleada dos gringos por 4 a 1. Mas no fundo acredito que o Banha tenha perdido do mesmo jeito que fazemos quando vamos jogar videogame com algum amigo em casa. Você até deixa o cara ganhar uma partida só para ele voltar outro dia.
Voltem sempre, gringos. Apenas lembrando: NUNCA SERÃO, JAMAIS SERÃO!

sexta-feira, 26 de agosto de 2011
Façam suas apostas!

O UFC Rio está prestes a começar. Provalvemente neste mesmo horário amanhã (27/08) já teremos o nome do vencedor de grande parte das lutas, senão de todas. Por isso, decidi abrir este espaço para pitacos e palpites das lutas do Card Principal. Vamos lá!
Banha x Nedkov
Vitória de Banha por nocaute no R2
Enquanto o brasileiro Banha vem de uma vitória no último UFC após amargar duas derrotas seguidas, o búlgaro faz sua estreia no evento com um invejável cartel de 11 lutas e 11 vitórias. O confronto é válido pela categoria meio-pesado.
Barboza x Ross Pearson
Vitória de Barboza por nocaute no R1
A expectativa é que esta seja uma das melhores lutas em pé do UFC Rio. Ambos são ótimos strikers, mas acredito que Barboza possa levar uma vantagem, sem desmerecer o Pearson que é reconhecido como uma grande promessa. Luta em aberto.
Minotauro x Shaub
Vitória de Shaub na decisão dos juízes
O Minotauro sempre vai ser ser aquela lenda que conhecemos, mas não acredito em uma vitória sua no UFC Rio. O brasileiro não atua desde fevereiro de 2010 e neste intervalo de tempo ainda precisou passar por duas cirurgias. Ao contrário de seu oponente norte-americano que vem de quatro vitórias consecutivas sendo a última delas contra o Mirko Cro Cop, em março deste ano.
Shogun x Griffin
Vitória de Shogun por nocaute no R2
Acredito muito no potencial de Shogun. Apesar dele ter feito uma luta muito ruim contra o Jon Jones, na qual demonstrou estar sem preparo físico algum, confio na sua recuperação. E o Griffin não convenceu na sua última exibição, mesmo tendo vencido o Rich Franklin.
Anderson Silva x Yushin Okami
Vitória do Aranha por finalização no R2
Será questão de honra. O Anderson precisa vencer o seu último algoz e fará de tudo para realizar este "acerto de contas". Okami entra como azarão e não acredito que tentará vencer na trocação, por isso deve tentar levar a luta para o chão. Neste cenário, acredito que o Anderson Silva encaixará algum golpe e finalizará.
Bom, estes são meus palpites. E você? Qual sua expectativa para o UFC Rio?

quarta-feira, 24 de agosto de 2011
Rinha de Galo de luxo

Esporte em expansão. Já ouvimos esta expressão de praticamente todos as modalidades que não são o futebol no Brasil nos últimos anos. O vôlei cresce desde a Geração de Prata. O basquete, desde que me conheço por gente. E neste período vimos inúmeros esportes chegarem ao seu auge no Brasil, como o tênis com o Guga, o boxe com Maguila e Popó e até o hipismo com Rodrigo Pessoa.
A verdade é que nenhum destes esportes (que não fosse o futebol) de fato juntou a massa brasileira para serem acompanhados, a não ser no caso de Jogos Olímpicos. Mas isto está com os dias contados. Vitor Belfort, o atleta mais novo a ser o campeão do UFC, já deu uma polêmica declaração dizendo que o MMA ultrapassaria o futebol em popularidade no Brasil em pouco tempo.
Claro que a declaração foi exagerada, mas precisa ser analisada. Vitor Belfort foi escolhido por Dana White (o poderoso chefão do UFC) como embaixador do esporte no Brasil. Logo, faz parte de sua nova função promover o esporte. O UFC foi criado em 1993, mas só deslanchou novamente no início dos anos 2000 com a compra do evento pela Zuffa, presidida por Dana White.
Atualmente, o UFC vale ao menos U$ 2 bi e o mercado brasileiro é considerado estratégico para o esporte. Tanto que grandes campeões vem daqui e a marca em si foi criada pelos Gracie. O evento é transmitido em 145 países e tornou-se a galinha dos ovos de ouro dos anunciantes.
Para o UFC Rio, que acontecerá neste final de semana, entre inúmeras marcas que concorreram, seis terão suas marcas estampadas no octógono, exposição pela qual tiveram que desembolsar de 300k a 2,5 mi de reais. Os salgados 15 mil ingressos, que custavam de 275 a 1.600 reais, se esgotaram em cerca de 6 horas. A Rede TV, que irá transmitir o evento, comercializou cotas no valor de 5,180 mi de reais.
Tudo isto por uma noite. Um evento. Uma edição. Não sei se um dia o UFC se tornará mais popular que o futebol no Brasil. Mas em termos de organização e marketing, o esporte da massa já foi ultrapassado. Com Ricardo Teixeira no comando então, a goleada é quase certa.
