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terça-feira, 31 de janeiro de 2012

O melhor poder de fogo do Brasil

Por Lucas Bueno

Qual o melhor elenco do futebol brasileiro em 2012? É corriqueiro vermos essa pergunta ser indagada e debatida nas famosas mesas redondas de segunda-feira. Uma discussão subjetiva e interminável, que prende a atenção do espectador sabendo que nada será conclusivo. Pois bem, peço licença aos apaixonados leitores para dar o meu pitaco.

O elenco engloba todos, eu disse todos os jogadores do time. Isso porque, "nós" torcedores esquecemos de olhar lá pra trás e cuidamos apenas do nosso setor ofensivo. Quem vai ser o 10? Essa dupla de ataque promete, hein?! É... mas e a defesa? 

Capaz de nos salvar dos maiores apuros e nos colocar em grandes emboscadas é papel fundamental para a formação de um bom elenco. (Para entender melhor esse drama defensivo convido vocês a lerem o texto do meu amigo Alessandro Lefevre, "Após lambança, Leandro Amaro chegou ao nível de Darinta".)

Por isso, levando em consideração todos os setores do campo, o Corinthians possui o melhor elenco, até então, de 2012. Com Ralf, Paulinho, Castán, Paulo André e Chicão, sem contar as inúmeras alternativas pro ataque alvinegro.


Mas, a priori esse texto é reservado para falar do Fluminense e seu patrocínio das "Arábias", a Unimed, que formou um verdadeiro esquadrão nas Laranjeiras. O Flu não tem o melhor elenco do Brasil, entretanto possui o maior número de jogadores capazes de decidir uma partida. O futebol brasileiro prioriza, ou priorizava (agora já não sei mais) o ataque, a troca de passes, o drible e os gols. Numa Libertadores tiro curto, onde o gol fora de casa é critério de desempate, os cariocas estão um passo adiante na trajetória rumo ao inédito título continental.

Vejamos. No elenco do Fluminense existem três camisas 10. A seleção brasileira ainda procura o seu maestro e os tricolores têm: Deco, Wagner e Thiago Neves. Além da revelação do Brasileirão 2011, Wellington Nem, que pelos primeiros jogos deste ano, já obriga o Abelão a pensar um espaço pro garoto no time titular. E no ataque, quando um está em baixa os outros se tornam protagonistas e resolvem. Ora Fred, Sóbis, ora Rafael Moura ou Araújo, sem contar os gringos Lanzini e Martinuccio. O front tricolor possui pelo menos oito jogadores que podem mudar a história de uma partida.

O Fluminense está muito forte para esta temporada. Se a defesa, com o guerreiro Gum e o arqueiro Cavalieri segurarem as pontas no fundão, a constelação brilhará nas primeiras fileiras.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Eu Vou de Arquibancada - Racing - Guarda Imperial

Por Tuca Veiga

Ciente de que o leitor do
Paixão é frequentador assíduo dos estádios e gosta de fazer festa nas arquibancadas, criamos este espaço, chamado de “Eu Vou de Arquibancada”, onde mostraremos vídeos de torcidas sacudindo os estádios mundo afora.

A primeira torcida é a do Racing, da Argentina. Segundo as pesquisas, ela é a quarta maior torcida argentina e a sua “barra” – como eles chamam as organizadas – é a Guarda Imperial, que agita o estádio Juan Domingo Perón, popularmente chamado de Cilindro de Avellaneda, por conta do seu formato.

O maior rival da equipe é o Independiente, também da cidade de Avellaneda. O vídeo abaixo é da música “De Pendejo Te Sigo”, gravado durante um clássico local. Reparem como é bonito o balanço da torcida pulando junto. Assim como aqui, eles também fazem paródias de canções conhecidas. No caso, cantam no ritmo de "Para no Olvidar", de Andres Calamaro.




Letra:

De pendejo te sigo
junto a Racing siempre a todos lados
nos bancamos una quiebra
un descenso y fuimos alquilados.
No me olvido ese dia
que una vieja chiflada decia
que Racing no existia y tenia que ser liquidado.
si llenamos nuestra cancha y no jugamos, ôô
defendimos del remate nuestra sede, ôô
si la nuestra es una hinchada diferente,
no es amarga
como la de Independiente, ôô
Los Bosteros, San lorenzo, y las Gallinas ôô
nunca llenaron a 2 canchas un mismo dia, ôô.
Y a vos Independiente yo te digo
vos sos amargo y pecho frio
vos sos amargo y tira tiro.

A letra começa contando da maior crise vivida pelo Racing, que em 2009 chegou à falência e foi colocado à leilão. Quem salvou o clube foram, obviamente, seus torcedores, que juntos esquematizaram uma empresa, que bancou a dívida e fez com que o Racing não fosse extinto. Dois anos depois, administrados pela Blanquiceleste S.A, foram campeões do Apertura, um dos campeonatos locais.

Depois de cantar e contar essa história, que fez do que poderia ser uma vergonha, orgulho para o clube, eles aproveitam para tirar sarro das torcidas rivais, principalmente a do Independiente. Os Bosteros, são os torcedores do Boca, e as Gallinas, do River.

Acho muito boa a expressão Pecho Frio que eles usam no final. Quando ouvi pela primeira vez achei que era alguma gozação no sentido de pé frio. Mais pra frente compreendi que cantavam “pecho frio”, e interpretei como eles tirando onda de uma torcida sem sentimentos, sem o amor pelo time correndo pelas artérias.

Após lambança, Leandro Amaro chegou ao nível de Darinta

L. Amaro quer se tornar o novo Alexandre
Por Alessandro Lefevre

Um pênalti infantil numa partida em que o zagueiro vem atuando bem. Isso daí é como uma pessoa ganhar milhões na bolsa, fazer um investimento errado e perder tudo. É como ganhar na Mega-Sena e perder o bilhete premiado. É como escorregar na hora de receber o Oscar de melhor ator.

Pior do que o gol do adversário, é a hora em que o juiz marca pênalti contra o seu time do coração. É uma raiva que pode durar até dois mintuos a partir do momento no qual o árbitro aponta a marca da cal, passando pelas tradicionais reclamações que nada adiantam, até quando o maldito atacante rival vai pra bola e, enfim, balança o barbante. Quando a penalidade é boba então...

A lambança que Leandro Amaro fez na partida entre Catanduvense e Palmeiras, no interior paulista, é digna dessa raiva e digna de comparação com os piores zagueiros da história alviverde. E o pior é que Amaro vinha fazendo um bom jogo, antecipando o atacante, roubando a bola sem faltas, dando passes precisos (curtos, mas precisos).

Só que a penalidade acaba com tudo. Não importa quão boa tenha sido a atuação. Se aquele pênalti foi decisivo para o revés da equipe, o zagueiro está condenado. Nota Z-E-R-O pro Leando Amaro, que agora conseguiu fazer com que a torcida lembre de dois "gênios" da bola que já atuaram na quarta-zaga de Palestra Itália.

Darinta
Zagueiro de um dos piores Palmeiras de todos os tempos, o de 1981, Darinta é até hoje lembrado sempre que algum jogador faz uma lambança. Neste fim de semana não foi diferente. Leandro Amaro meteu o braço na bola e já teve gente que chegou a dizer que o atual xerifão alviverde é pior do que o eterno Darinta. Paraense, Darinta é sem dúvida o jogador mais criticado da história do Verdão. Confesso que não o vi desfilar pelos gramados deste Brasilzão. E, pelo o que falam, ele ultrapassava os limites da grossidão. Mas não acredito que Darinta era tão ruim. Por um motivo: o palmeirense tem compulsão por criticar e cornetar jogadores, método que faz com que a fama deles seja a pior possível, passando de geração pra geração. Aposto que os netos do meu filho vão se lembrar do Leando Amaro como um dos piores de todos os tempos também. Fora os Alceus, Júniors Tuchês, Paulos Turras e tantos outros.

Alexandre, o rebaixador
Esse deveria ser hour concours. Alexandre, o rebaixador, adorava atuar em campos molhados (talvez sua melhor modalidade fosse o nado sincronizado, e não o futebol). Sua especialidade, inclusive, era o peixinho em bola rasteira. Jogada com a qual conseguiu afundar o Palmeiras na maior crise de sua gloriosa história: o rebaixamento à Série B, em 2002. Alexandre, o rebaixador, ainda será lembrado pela expulsão na semifinal da Libertadores de 2001, quando fez falta violenta num jogador do Boca Juniors, em pleno Palestra Itália, e prejudicou demais o time. Ele jamais será esquecido por jogadas como esta, na última partida daquele fatídico Brasileirão de 2002, derrota diante do Vitória. Veja a partir de 1min.


Vídeo do Darinta? Melhor nem procurar. Assim o mito continua!

domingo, 29 de janeiro de 2012

Jogo épico comprova quem manda no tênis


Por Tuca Veiga
Quem levantou mais cedo da cama neste domingo testemunhou mais do que a final de Grand Slam mais longa de todos os tempo (5h53). Acompanhou um duelo de dois monstros sagrados do esporte mundial.
Nadal, o Toro Miura, merecia sorte maior. Agora, são sete finais consecutivas em que o espanhol sucumbe ao talento do Joker. Mas, desta vez, vendeu mais caro do que nunca. Não apenas correu e lutou por cada ponto – como lhe é de costume – como jogou o fino da bola. Um repertório de jogadas que deixou o número 1 do mundo atordoado.
Djokovic, por sua vez, fez o que lhe é peculiar, jogou com a intensidade que o levou ao topo e fez o possível para concentrar a energia nos pontos importantes, sentando a mão em bolas vencedoras quando cansava de correr atrás dela em pontos mais longos. Pensei que neste domingo não seria suficiente.
O Toro é um cara que se pega em cada brechinha. E Djoko resolveu dá-las. Nadal elevou o nível de seu tênis, o que lhe deu um gás para acreditar na vitória. No tênis isso é meio caminho andado para manter o jogador focado. Com uma quebra a seu favor no quinto set, teve o jogo nas mãos.
No entanto, do outro lado havia o maior atleta da história da Sérvia. Novak buscou, chegou junto, empatou o duelo e fez com que todos acreditassem que, naquela altura, o mais justo seria dividir o troféu, pois ambos esbanjavam categoria de campeão. O público soube reconhecer e aplaudiu de pé cada rally, cada winner, cada ace.
Mas como, no final das contas, um dos dois tinha que levar o Australian Open para casa, Djokovic notou que Nadal fez dois errinhos que não vinham ocorrendo e abocanhou a oportunidade. Quebrou o serviço de Nadal, enfrentou o Toro enlouquecido por uma quebra e comprovou o porquê de estar no topo do ranking mundial.
Parabéns, Djokovic!

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Macaxeira e carne de sol


Por Felipe Pugliese


Com humildade e trabalho ele calou a minha boca. Também me fez cair na real e perceber que pouco entendo sobre futebol. Hoje posso dizer, com toda a convicção, que o termo “amor à camisa” não passa de uma utopia e que o profissionalismo é muito maior do que esta antiga expressão. O responsável por toda esta minha reflexão foi o técnico Narciso, atual campeão da Copa São Paulo de Futebol Junior.

Devido ao meu ofício, acompanho o trabalho do Narciso com a molecada do Timão desde antes do início da Copinha. Dizia por todos os cantos que “esse cara não tem nada a ver com o Corinthians”... “Esse cara tem história no Santos, não vai dar certo”... quebrei a cara!

Com o tempo fui o conhecendo melhor e percebendo que o lado humano faz de Narciso um cara ideal para trabalhar com garotos. Por trás das lentes dos inseparáveis óculos de sol "tem um cara legal". Entende bastante de tática e sabe motivar um time. Após a vitória diante do Fluminense o treinador me disse, ainda no vestiário, que não tem ambição de trabalhar com profissionais. O seu prazer está no revelar talentos e nessa caminhada seguirá. Seria Narciso o novo Cilinho?

Após o caneco o comandante partiu em viagem a Recife. É hora de comer macaxeira e carne de sol.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Para sempre Rogério Ceni: O Mito Tricolor!


Por Luiz Felipe Fogaça

Desde que essa pauta me foi atribuída, penso como abordar este tema. Já escrevi algumas vezes sobre Rogério, sempre para homenagear, seja por marcas, recordes, feitos, até mesmo pelo aniversário, que diga-se foi recentemente (parabéns, Rogério). 

Agora o assunto é um pouco mais delicado, vou falar da aposentadoria daquele que considero o maior jogador de todos os tempos do São Paulo Futebol Clube.


Achar o goleiro-artilheiro capitão, o maior da história do Tricolor não é nenhum absurdo ou fanatismo. Garanto, a cada 10 pessoas, 9 têm a mesma opinião que eu, não tem como ir contra os fatos, afinal, o camisa 1 dedicou toda sua carreira ao clube do Morumbi, foi o jogador que mais vestiu o manto e conquistou inúmeros títulos.



Desde o dia em que faltei na aula aflito e ansioso pela coletiva de Rogério para avisar que ficaria no São Paulo e não iria para o Arsenal senti que Rogério não era qualquer um, mas não sonhava com o que estava por vir.

Justamente por toda sua história e identificação com o clube e a torcida, falar de sua aposentadoria é uma coisa muito difícil, que beira o limite racional que - em tese - um jornalista deve ter para escrever. O assunto parece ser proibido entre os torcedores, meus amigos que o digam, e realmente é impossível pensar na meta tricolor sem Rogério Ceni. No entanto, com 39 anos, está na hora do torcedor começar a se acostumar com a ideia. A verdade é que nem Ceni está pronto para essa hora. A luta contra uma nova cirurgia é a prova disso.



Parágrafos já se foram e nada objetivo foi escrito, para você ver como é realmente complicado tocar neste tema. Penso em cada palavra digitada neste texto e não consigo ir mais a fundo. Encarar o pendurar de luvas do maior ídolo que já tive na vida, do maior ídolo do SPFC, que dificilmente será substituído, é realmente uma tarefa árdua.

Peço desculpas aos leitores do Paixão, por tamanha divagação, mas não quero ser racional e muito menos endossar o coro dos que acham que Rogério tem que largar o osso e pensar em parar. Afinal, se depender de mim, ele fica pra sempre no gol do Tricolor.

Que você, Rogério Ceni, pare quando quiser, quando achar que não dá mais para honrar as cores que por tantos anos você defendeu com primor. Que você possa defendê-las pelo menos em mais uma Libertadores. Nesse dia, que você escolher, pode ter certeza que vou chorar como uma criança. Conter a emoção no texto já foi difícil, imagina no dia, não, não imagina não, não quero que este dia chegue. Se ele chegar, o seu lugar está guardado para sempre no coração e nas lembranças de cada são-paulino. Tenha certeza, de que você fez um excelente trabalho.


Rogério Ceni: “Eu adoro isto aqui, adoro este clube. Vou sentir muita falta o dia que eu tiver quer parar, o dia que tiver que encerrar. Sei que vai chegar o dia, mas até lá eu vou ser sempre o são-paulino mais apaixonado que já passou por aqui. Eu amo este clube”
Para sempre com você meu eterno capitão.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

R10 agradece. Love Voltou!

Em meio à crise que assola a Gávea, muito bem comentada pelo meu parceiro Lucas Bueno Coelho http://paixaoclubistica.blogspot.com/2012/01/o-playground-da-gavea.html, com guerra declarada entre o "Pofexô Luxa" e Ronaldinho, dispensa do melhor zagueiro do time, perda de Thiago "700mil" Neves, fracasso em todas as negociações... eis que Patrícia Amorim respira.
Vágner Love está de volta, emocionado. Com contrato longo desta vez. Uma resposta mínima para a torcida, que sabe da verdadeira bagunça em que o clube está envolvido.

Maior torcida do país, dono de contrato de mais de 100 milhões com a TV Plin Plin, o Mengão vive neste momento a guerra entre o ex-melhor técnico do país, em cheque após a "escapada do Dentuço" em Londrina. Se Luxa der ultimato na diretoria, será chutado após a pré-Libertadores.

Apesar de todas as provas contra si, R10, mais forte do que nunca, sorri.
Bancado pela presidenta, e agora com o parceiro das tranças rubro-negras, sedento pra correr por ele no comando do ataque. Parece que o din-din atrasado, meros 3,75 milhões, já caíram pra R10. Até por isso, A$$is saiu dos noticiários pra falar das "dezenas de propostas, inclusive de times da Libertadores" que ele tinha nas mãos....
Neste clima, o Mengão joga na altitude daqui a algumas horas. Haja oxigênio!

É "Paulistão" ou "Paulistinha" ?

Por Fábio Votu
Não muita coisa mudou no Paulistão, aliás quase nada. Os grandes, Corinthians, Palmeiras, São Paulo e Santos, continuam sendo os favoritos ao título. A Portuguesinha, ainda dá um suspiro maior que outros, e sempre é apontada como possível candidata a aprontar. De resto, os "pequenos", continuam a não botar medo nos "maiores". Sendo assim, o Campeonato Paulista, é mesmo "Paulistão", um campeonato de nível alto disputado por 20 equipes de qualidade, ou é "Paulistinha", um torneio onde apenas quatro times são favoritos e o resto é tudo" tapa buraco"?
Falemos dos times mais distantes da capital, aqueles que são mais próximos do rincão do estado. Esqueça, Guarani e Ponte Preta. Esses estão sempre aí, cambaleando ano sim, ano não, os dois times campineiros, ainda de certa forma apresentam dificuldade aos grandes. Bragantino, Mogi Mirim, Paulista, Ituano, Guaratinguetá e São Caetano ainda estão um patamar acima também. Jogar em Bragança, também não é lá uma moleza, o Sapão, já teve o tradicional carrossel caipira, sobrevive mais das histórias do passado, mas tem lá ainda sua tradição. Jundiaí e Itu, com Paulista e Ituano, também já vêm se consolidando como cidades de primeira divisão no Paulista, há anos sustentam e seguram seus times na divisão mais alta do estado.  O Guará, já teve seus 15 minutos de fama, quando ficou entre os 4 primeiros no Paulista de 2008, depois disso, nada mais. E o São Caetano, nunca mais foi o mesmo dos anos 2000, aliás, acho que nunca mais será!
                                Os times do interior completam o Campeonato, ou também dão qualidade a ele?
Mas, então, e aqueles clubes do rincão do estado, é....  aqueles distantes mesmo da capital, são mesmo perigosos? Mirassol, Oeste de Itápolis, Comercial, Botafogo, Catanduvense, Linense, XV de Piracicaba... Eles são do "Paulistão" ou "Paulistinha"? Mirassol, é uma cidade que fica a cerca de 470km de São Paulo e tem uma população com aproximadamente 40 mil habitantes. Vamos dizer que a população de Mirassol, quase cabe toda no Pacaembú! O Leão da Noroeste há tempos se mantém na primeira divisão, e tem sim uma administração séria e competente. O "suador" que a equipe deu no Corinthians na primeira rodada não foi um jogo de sorte. No ano passado o Timão passou apertado pra vencer o amarelinho também, foi 3 a 2, de virada e no finalzinho!
Oeste de Itápolis não vem apresentando a mesma força regular do Mirassol, mesmo assim esteve entre os 8 melhores no Paulista passado, o que prova que o time não brinca em serviço. Comercial e Botafogo, ambos da cidade de Ribeirão, também não são coitadinhos. Aliás, se puxarmos na história, são clubes de grandes feitos no estado, mas tudo isso em épocas passadas. O XV de Piracicaba, tá aí de novo, já teve sua força é verdade, voltou animado para a primeira divisão, tanto que o time "sensação" do Brasil, o Santos, ficou só no empate na primeira rodada. No meio de todos esses times ainda tem o Catanduvense e o Linense, talvez os "sacos de pancada" deste campeonato. Ambos, são de cidades de cerca de 150 mil habitantes. Na minha opinião, já são heróis de terem times na A1! O Catanduvense é um dos estreantes na primeira divisão, enquanto o Linense, que já disputou edições passadas, nunca deu muito trabaho.
Mas afinal torcedor, eu falei, falei, falei.... e não consegui me decidir até o final deste texto, o Paulista, é mesmo "Paulistão", ou "Paulistinha" ? No final de tudo, serão novamente Corinthians, Santos, São Paulo e Palmeiras, ou pode pintar intrusos?

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Copinha pode render bons frutos para o Coringão

Por Tuca Veiga

Críticas à parte, a Copinha deste ano tem tudo para ter uma final eletrizante. Os dois maiores vencedores da Copa SP colocam frente a frente a tradição que têm na competição, o peso das suas camisas e a estrutura de suas categorias de base.

Faz algum tempo que o Fluminense é o principal clube revelador do Rio de Janeiro. A estrutura de Xerém, que já foi mais elogiada – diga-se de passagem – tem feito os tricolores colherem alguns frutos. Dedé e Thiago Silva, por exemplo, candidatos à dupla de zaga na Copa de 2014, foram lapidados nos campos de Xerém.

O Corinthians rivaliza com São Paulo e Santos na estrutura que apresenta aos seus garotos. Enquanto o time da baixada tem no DNA a descoberta de novos talentos, o Tricolor ainda luta para equilibrar o que é de fato necessário para a descoberta de craque com o que, na realidade, não é nada mais do que puro mimo. Faz um tempinho que Juvenal notou que a molecada da base é mimada demais.

Voltando ao maior vencedor da Copinha, ouvi da boca de Andrés que a base alvinegra só traria resultados positivos daqui 4 ou 5 anos. Ou ele não conhecia muito o elenco atual, ou este time é uma grata surpresa. Comandados pelo excelente técnico Narciso (que já merece mais oportunidades no mercado da bola), o Coringuinha mostra a cada partida que pode colaborar com o técnico Tite.



Quem aguardava em casa o horário da estreia no Paulistão, contra o Mirassol, pôde se esbaldar com a primeira etapa da semifinal contra o Atlético-PR. Os destaques foram muitos. Se desta vez o elogiado lateral-esquerdo Dener pouco apareceu, o mesmo não se pode dizer do meia Matheuzinho. Garoto inteligente, liso, que bate com as duas. Os mais animados aproveitaram para falar: “Que Montillo, que nada”.

Ouvi boas referências do volante Gomes. Pela falta de um reserva para o Ralf, aproveitei para ficar atento ao futebol do garoto, que irá receber uma oportunidade no profissional. Mas confesso que não me empolgou muito, não. É bom no jogo aéreo, tem noção de posicionamento à frente da zaga, mas ainda dá muito bote errado.

Nesta partida, outro destaque foi o centroavante Douglas. Ou como apelidamos lá em casa: Douglão Fubá. A criança já tem – nada mais nada menos – que 98 quilos. No duelo, anotou três gols, todos eles típicos de centroavante. Com o excesso de jogadores para a função, acredito que a oportunidade só apareça mais para frente. Portanto, emprestá-lo para algum time do interior me parece uma boa.

No mais, sempre gostei das atuações do lateral-direito Cristiano, que por conta de todo o burburinho em cima do canhoto Dener, não foi muito citado. Também me agradaram as participações do zagueiro Marquinhos, capitão da Seleção Sub 17, que já atuou em um ou outro treinamento com os profissionais.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

O despertar do Gigante

Por Lucas Bueno

Há anos, mais exatos oito, os tricolores paulistas não viam uma reformulação no plantel como essa de agora. Em 2004, Cuca chegou ao São Paulo, com o desafio de liderar o tricolor em uma Libertadores, depois de uma década fora do principal torneio das Américas, trazendo na bagagem quatro jogadores "seus", Fabão, Josué, Danilo e Grafite, que se destacaram no Campeonato Brasileiro pelo Goiás.

Hoje, a necessidade de transformação do elenco tricolor se deve muito mais por uma nova filosofia empregada do que pela qualidade dos seus jogadores. A turminha do leite com pêra, liderada por Dagoberto e Marlos, saiu sem deixar saudades. No total, oito já se despediram do Morumbi. Em contrapartida, chegaram seis. Porém, até a contratação de Jadson, cravava com toda a certeza, que o São Paulo seria o mesmo de 2011, incerto e sem força. As dispensas estavam melhores que as contratações.


O camisa 10 de qualidade chegou, a lacuna que existe no ataque, ao lado de Luis Fabiano, é quase certo que será preenchida por Nilmar. Aí meus amigos do Paixão, o gigante adormecido volta com a força do Soberano. E o treinador Emerson Leão terá diversas formações ofensivas para "brincar". 

Com o marcador lateral paraguaio, Píris, pela direita, Fabrício e Wellington protegendo a linha defensiva, Leão pode abdicar do sistema com três zagueiros, já que Rhodolfo é o dono da posição e o único confiável do setor. Os novos, Paulo Miranda e Edson Silva, ainda não transmitem confiança ao torcedor.

Assim, o São Paulo pode variar seu esquema tático jogando num 4-4-2 clássico, com dois meias de qualidade abertos, Lucas pela direita e Jádson pela esquerda, num 4-2-3-1 ou o meu preferido, 4-2-1-3. Três atacantes, Lucas - Luis Fabiano - Nilmar, com o camisa 10 centralizado atrás da linha ofensiva. Outra vantagem nessa temporada é ter, pela esquerda, um Cortez que faz a ultrapassagem, querendo jogo a todo momento.


O torcedor está esperançoso. Viu na estreia do Paulistão, um São Paulo que não estava familiarizado a acompanhar: tocando a bola, pressionando o adversário na maior parte do jogo e buscando sempre o gol. Se a reformulação de 2012 der certo como a de 2004, os são-paulinos terão muitos motivos para sorrir nos próximos anos.

Em clima de decisão, Futebol Americano acaba com o marasmo do domingo

Por Tuca Veiga


Há quem não consiga ver graça no futebol da bola oval. Uns acham o jogo parado, outros compreendem pouco as regras. Mas, a real, é que a NFL, principalmente quando chega a hora do “vamo vê”, é um esporte fascinante.

Neste domingão, os amantes do esporte foram brindados com duas partidaças. Por lá, eles chamam de final de conferência, vale troféu, festa, e tudo o mais. Mas por aqui, podemos chamar de semifinal, pois o que vale, de verdade, é uma vaga na grande final. No aguardado Super Bowl.

No final da tarde, New Englands Patriots e Baltimore Ravens se enfrentaram. Logo depois, foi a vez de New York Giants e San Franciso 49ers. Duas grandes partidas, capazes de deixar o final do domingo – corriqueiramente insosso – eletrizante.
  
O legal do futebol americano é que cada vez que assistimos aprendemos algo novo. Desta vez, pude compreender o porquê deste esporte se chamar Football. Repletos de lançamentos, corridas incríveis, trombadas, estratégias e tudo o mais, o chute a gol sempre me pareceu o menos importante dentro da lógica do jogo. Doce engano.

Após um longo confronto, cheio de reviravoltas, o Patriots, do craque Tom Brady – mais conhecido aqui como o maridão de Gisele Bündchen – chegou à reta final com três pontos de vantagem. No entanto, a última posse de bola estava nas mãos dos adversários, que com pouco tempo no relógio e os nervos à flor da pele, não conseguiram se aproximar da ‘end zone’. Não tinha como chegar ao touchdown da vitória. A única alternativa era chutar, empatar o jogo e levar a decisão para a prorrogação.

Em casa, eu era cobrado para ir à padaria, antes que ela fechasse e ficássemos sem o rango da noite. Aflito, torci para que os deuses da NFL intervissem. E, para o meu espanto, não é que eles me escutaram?! O improvável entrou em campo, fez o kicker do Baltimore tremer e a bola passou tirando tinta da trave. Festa da torcida dos Patriots.

Horas depois, o roteiro foi o mesmo. Ou melhor, quase o mesmo. A diferença é que, desta vez, houve sim prorrogação.  Madrugada adentro, sabendo que o sono comprometeria a minha segunda-feira, acompanhei as trocas de posse. Parecia que ninguém queria enfrentar os Patriots no Super Bowl. Eis que um erro amador colocou os Giants perto da end zone. Na prorrogação, qualquer pontinho conquistado acaba com o jogo. E foi num belo chute, que os Giants avançaram à decisão.

Agora, teremos um Super Bowl histórico. A revanche de quatro anos atrás. O duelo de 2008 foi histórico, mas isso é história para um outro post, assim como a expectativa para este jogão. Acompanhe tudo aqui no Paixão. Abaixo, você pode conferir um super compacto dos confrontos deste domingo. Não deixe de dar uma olhada!!!



sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

1 ano e 50 milhões de libras depois... 5 gols


Por Guilherme Reis

Fernando Torres costumava ser um atacante goleador. Digo isso no passado porque, após um ano defendendo as cores do Chelsea, o jogador espanhol balançou as redes adversárias apenas cinco vezes.

E tem mais: Torres não marca um gol desde outubro do ano passado. Lá se vão 13 horas dentro de campo sem mandar a bola pro barbante.

Mas, afinal, o que acontece com o outrora artilheiro que trocou o Liverpool pelo Chelsea ao valor de 50 milhões de libras?

Revelado pelo Atlético de Madrid, Torres teve seu auge em 2008, quando levou a Espanha ao título da Eurocopa, marcando o gol da vitória na final contra a Alemanha.

Depois disso, continuou marcando muitos gols no Liverpool, mas sem alcançar títulos com o clube inglês.

Veio então a Copa do Mundo de 2010. A Espanha foi campeã, como todos sabem, mas o desempenho de Torres foi medíocre. Ele havia acabado de se recuperar de uma lesão no joelho e, mesmo tendo chances como titular, não decolou e passou o Mundial em branco.

Acho que o torneio na África do Sul foi um divisor de águas na carreira de Torres. Na volta da Copa ele forçou sua saída do Liverpool e foi defender o Chelsea, gerando grande polêmica no país da rainha. Eis que, após um ano, Torres vive o pesadelo de todo atacante: seca de gols.

No clube, é claro, todos o apoiam, enaltecendo sua entrega ao time (foram 11 assistências nesta temporada). Mas, no fim das contas, atacante vive de gols e, por isso, o jogador espanhol encara treinos extras para colocar a pontaria em dia.

"Fernando está trabalhando muito duro as finalizações nos treinos. Ele tem feito treinos extras toda a semana. Às vezes quando você está tentando muito marcar, você acaba em áreas do campo onde é menos provável marcar um gol. Isso não é um crime, é que ele é muito determinado", confidenciou o assistente técnico do Chelsea, Steve Holland.

É esperar para ver quanto mais dura o jejum.


Bi-vice-campeão, Rubens dá adeus à F1

Barrichello teve uma trajetória marcada pelo segundo lugar
Rubens vai parar. Pelo menos na Fórmula 1. Nada, nada, o cara foi por duas vezes vice-campeão durante a Era Schumacher. E também é o piloto com o maior número de GPs na categoria (326).

No entanto, a carreira de Rubens sempre foi marcada pelos insucessos. Daria pra ficar um mês aqui falando sobre eles. Mas queria relembrar um em especial. O episódio mais marcante da trajetória de Rubens foi, sem dúvida, o "Hoje não, hoje não. Hoje sim. Hoje sim?". Quem gostava dele, depois disso, mudou os conceitos. Quem não gostava passou a detestar.

Por ter assumido a condição de principal piloto brasileiro depois de Ayrton Senna, Rubens foi cobrado demais, não aguentou a pressão e sucumbiu diante do alemão (foto), seu parceiro durante tantos anos na Ferrari. O Brasil adorava as máquinas da F1 e quis de Rubens o mesmo desempenho de outros pilotos nascidos aqui.

Mas Rubens foi cobrado sem ter a capacidade para tanto. Ele não tem e nunca terá o nome de um verdadeiro campeão. Rubens.

Hoje não, hoje não. Hoje sim. Hoje sim?


quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

O playground da Gávea

Por Lucas Bueno

Os raios de luz fogem das redondezas do parque de diversões da Gávea deixando o ambiente nebuloso e sombrio. As atrações estão às moscas, com brinquedos enferrujados, descuidados... Mas sempre há pessoas em busca de diversão, mesmo que seja as custas dos outros. Então, relatemos as últimas estripulias que aconteceram no Parquinho do Urubu, no Rio de Janeiro.

Prestes a "subir a subidona" mais importante do ano, com aproximadamente cinco mil metros de altura, rumo à Bolívia, estranhamente os carrinhos rubro-negros tinham um assento vago. 

O Pirulito, frequentador assíduo dos parques de diversões paulistas e cariocas, foi proibido de embarcar na montanha russa flamenguista, porque, como disse a dona, nesse brinquedo só poderiam entrar quem tivesse que receber de dívidas mais de 500 mil reais. Como Pirulito SÓ receberá cerca de 200 mil foi barrado.

Já a grande atração do Parque do Urubu, o Dentuço, está em uma crise de identidade, saciado de tanto sucesso. Os fãs acostumados com as apresentações inesquecíveis do ídolo nos anos 2000, não veem espetáculos dignos há quatro, cinco anos. Em baixa, o grande astro buscou distrações para elevar a autoestima. Convidou uma "fã" para conhecer seu camarim em pleno período de trabalho, na temporada que o Parque do Urubu estava em turnê pelo norte do Paraná.


Ciente do ocorrido, o chefe do Play, o Pofexô, quis afastar o Dentuço pela simples razão de que todos no Parquinho são tratados de forma igual.  Não existem regalias individuais. Certo?! Errado. A dona de toda essa brincadeira, Patrícia "Torcedora" Amorim vetou a decisão do Pofexô e deu de ombros a situação. Um Parque com capacidade para aproximadamente 34 milhões de pessoas, pouco se importa com seu público, tratando a Nação como palhaços. Que por sinal... nariz vermelho é que não falta no Parque do Urubu.

Deixando a paródia um pouco de lado mas não deixando de falar sério, o setor de futebol do Clube de Regatas do Flamengo é totalmente remendado. A filosofia dos diretores é o pré-histórico jeitinho brasileiro. O futebol está num nível profissional muito longe da realidade vivida ou imaginada na Gávea. Amadores demais! É inconcebível, nas vésperas do jogo mais importante do ano, perder o melhor jogador do time, por não pagar um acordo que tinha prazo de vencimento sabido desde o início de 2011. Falta planejamento.

Os problemas não param por aí. Pelo setor financeiro outro agravante, o não pagamento dos salários a seus funcionários. Os jogadores estão certíssimos em cobrarem os atrasados. Muitos gostam de falar: não existe mais atleta que jogue por amor ao escudo. Mas existe tanto dirigente que se diz torcedor e faz o que faz com seu time que fica difícil de entender.

O Flamengo é terra de ninguém. O maior patrimônio do clube, a sua torcida, não sabe como agir. Vive-se, novamente, situações desagradáveis de outrora.


Já o cara que foi contratado pra ser o comandante e craque do time é um caso a parte. Primeiro porque pensa com um cérebro menor que seus dois dentes da frente. Não é capaz de dar uma declaração convincente. A artificialidade está presente na vida do Ronaldinho tanto dentro quanto fora de campo. Parece que ele vive, desde 2007, num mundo de deslumbramento, apenas dele. O rei sem a coroa. 

Essa é a hora dele sair do trono e ajudar o povo. Mas não, ele ao lado do leiloeiro irmão Assis, esconde-se atrás da boina, dos ouros, dos óculos, da faixa presa aos longos cabelos e sempre molhados. Até quando?! Até quanto Gaúcho?! Por isso muitos apaixonados perdem o prazer de torcer. Cadê nessas horas um Vampeta pra profetizar no mesmo Flamengo: "Eu finjo que jogo e eles fingem que me pagam.". O futebol instantâneo de hoje está carente de pessoas reais.

Por ora, o único brinquedo seguro para andar no Parque do Urubu, é o trem fantasma. E presidente do Flamengo, NÃO SABE BRINCAR NÃO DESCE PRO PLAY!

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

BarceLusa vence Corinthians e carimba a faixa do campeão brasileiro

Por Arthur Quezada

A fase de amistosos, antes do início do Campeonato Paulista 2012, chegou ao fim. Corinthians x Portuguesa fizeram no Pacaembu o duelo das faixas. Porém, o futebol que se viu não chegou perto das grandes atuações destes times em 2011. Apesar disso, a equipe lusitana não perdoou os erros corintianos e carimbou a faixa de campeão brasileiro com uma vitória justa e simples, 1x0.

Mais uma vez, vimos 44 jogadores em campo. Durante o primeiro tempo as equipes titulares e na segunda etapa da partida os reservas puderam mostrar serviços e quem sabe ganharem uma vaguinha no time titular.

A Portuguesa foi melhor durante todo o jogo. Vimos um Corinthians carente com as ausências de Alex e Liédson. O atacante Emerson mais uma vez se destacou, mas o time sofreu principalmente com erros defensivos como: linha burra, desatenção e falta de tempo de bola. No segundo tempo o Timão também não foi bem, mas individualmente três jogadores se destacaram um pouco dos demais: Edenilson, Jorge Henrique e Vitor Junior, este último chegou a acertar a trave em um lance bonito no final da partida.

Confesso há um exagero no apelido da querida lusinha. Apesar de ser um bom time, não chega aos pés da equipe catalã. Mesmo assim apresentou um futebol interessante durante a partida e mostrou que chegará forte para a disputa do paulistão. Jorginho conseguiu, desde o ano passado, dar uma forma para a Lusa. Com um toque de bola rápido e envolvente, a Portuguesa pode ser apontada como uma das favoritas para chegar as semifinais da competição e quem sabe sonhar com voos mais altos na temporada 2012, como a Copa do Brasil - já são 24 jogos sem perder.

No final do jogo, o troféu simbólico de Sócrates foi entregue a Portuguesa. Todas as homenagens ao doutor são absolutamente válidas e merecidas.

O único ponto imperdoável foi o horário da partida. Porque colocar um jogo amistoso, que nem passará na TV aberta, para o horário das 21h? O resultado desta incompetência é um público de 10.500 e nem adianta colocar a culpa na chuva. Um descaso com as pessoas que moram na Zona Leste, por exemplo. No mais, é esperar o começo do Paulistão para podermos avaliar melhor as duas equipes.

Sua casa, Thiago Neves, é a casa da moeda



Por Felipe Pugliese


Tenho um tesão danado pelo tal do futebol. Não esqueço o esporte nem mesmo quando estou num velório “Viu, meus pêsames...será que o Montillo vem mesmo?”. Sou totalmente dependente e assumo isso. Esta postura refém com que me entrego ao mundo da bola muitas vezes irrita aqueles que tentam discutir, por exemplo, sobre supostos abusos sexuais ocorridos na Rede Globo. Tô nem aí para isso, meu filho(!)

Pois bem, inteligente leitor do blog Paixão Clubísitca, todo este meu discurso de nada valeu na última terça-feira. O grande culpado por eu ter perdido um pouco deste irreal e vadio fanatismo pelo futebol chama-se Thiago Neves. Um homem (se é que podemos chamá-lo assim depois do que fez) que brincou com a expectativa de uma nação. Humilhou - todo flamenguista sente-se hoje humilhado – todo aquele que leva o Flamengo como filosofia de vida, e olha que são muitos.

O dinheiro move montanhas no esporte. Está cada vez mais chato. E o pior é ver a torcida do Fluminense comemorando ao ouvir esta meretriz do futebol dizer “Estou feliz de voltar para casa”. Faça-me o favor, cidadão, a mim você não engana. Sua casa, Thiago Neves, é a casa da moeda.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

O fim da busca?








Por Luiz Felipe Fogaça

Você sempre sabe de que jogador do seu time esperar alguma coisa dentro da partida e na maioria das vezes, essa esperança é depositada sempre no camisa 10. O maestro do time, aquele que dita o ritmo do jogo, de quem você espera aquele passe que vai botar o 9 na cara do gol, ou que a habilidade resolva em uma jogada individual.

Acontece que já fazem alguns anos, que o São Paulo não tem em seu elenco, um jogador de qualidade vestindo a camisa mística. Ano após ano a pergunta de todos os tricolores é: E o meia?

Depois de sete anos, desde a saída de Danilo, que brilhou como o principal assistente na campanha vitoriosa do Corinthians no último brasileiro, que o São Paulo busca um novo camisa 10. Desde que o “morto muito louco” deixou o Morumbi, passaram muitos nomes, até Rivaldo em fim de carreira e com Jadson, que jogava com a oito no Shaktar o clube do Morumbi espera ter encerrado sua procura.





Sem dúvidas ele teve bons momentos no Atlético-PR, no Shaktar, tanto que chegou a Seleção, sendo um dos poucos que teve atuação digna na Copa América. Motivos para acreditar existem, mas depois de um ano ruim e contratações que decepcionaram e pouco ajudaram o time, sempre vai existir um pé atrás.

Se a grande maioria da torcida vibra com a contratação, alguns não acreditam que ele possa ser o legitimo 10 e encerrar de vez essa lacuna existente no elenco. A expectativa é grande por parte de todos os tricolores, resta saber o que Jadson vai oferecer em campo.

Os rivais que se fazem bem

Por Lucas Bueno

Esta pré-temporada evidencia que os dois melhores ataques do futebol brasileiro estão em formação no Rio Grande do Sul. Artilharia pesada! Pela metade vermelha do estado, o artilheiro do Brasil em 2011 Leandro Damião, com 38 gols, recebe a companhia de Dagoberto, 22 gols na última temporada. Já a metade azul tem o bom Marcelo Moreno (quem não se lembra do golaço que o boliviano marcou contra os hermanos na Copa América ano passado?!) e o polêmico e gladiador Kléber. Quem leva a melhor nesse Grenal dos goleadores? 

Os atacantes colorados municiados por Oscar e D´Alessandro têm todas as condições de aumentarem o já elevado número de tentos anotados ano passado. No total foram 60 gols em 2011. Por isso, hoje no papel, a linha de frente do Inter é a melhor do país.

Reportagem do Sportv sobre a rivalidade Grenal

Mas uma coisa é certa e pouco notada no "nosso" eixo segregador Rio-SP. Como a rivalidade Grenal faz bem a ambos os clubes! O Grêmio que fez a última temporada bem abaixo da sua grandeza, parece que acordou em 2012. Antes de estourar as champagnes do novo ano contratou de maneira ousada, como o companheiro Felipe Pugliese já escreveu aqui no Paixão, além do recém chegado treinador Caio Júnior. No início desse mês, escancarou para quem quisesse ver, que sua novíssima arena cresce à todo vapor. A impressão é que ficará pronta antes que a reforma do Beira-Rio, estádio gaúcho para a Copa 2014.

É evidente que gremistas e colorados não vivem um sem o outro. E melhor, desenvolvem-se conforme o rival cresce. Um puxa o outro sempre pra cima. Vejamos mais algumas "coincidências" que confirmam minha afirmação.

Na década de 90, a equipe em evidência era o Grêmio de Felipão, Arce, Paulo Nunes... bicampeão da Libertadores em 95 e Brasileiro em 96. E o Internacional? Na época, o Inter tentava voltar a seus anos dourados, de Falcão e cia da década de 70, conquistando a Copa São Paulo em 1998, com o zagueiro e capitão Lúcio.


Um projeto a médio/longo prazo que rendeu doces e belos frutos "vermelhos", menos de dez anos depois da conquista dos juniores. Tornando-se também bicampeão da Libertadores e campeão Mundial como o Grêmio.

Outra curiosidade, em 2011, enquanto os tricolores faziam sucesso com seu maior ídolo, Renato Gaúcho, no comando do time, o Internacional apostou na volta do rei de Roma e do Beira-Rio, Paulo Roberto Falcão na função de treinador.

São acontecimentos como esses e muitos outros ainda por vir, que comprovam que a melhor rivalidade do futebol brasileiro se encontra nos pampas gaúchos. 

domingo, 15 de janeiro de 2012

Dois jogos, três vitórias e algumas impressões

Por Arthur Quezada

Ufa! As férias da bola parecem ter chegado, enfim, ao fim. Um final de semana interessante para os amantes do futebol brasileiro. No sábado, o Palmeiras enfrentou a principal potência holandesa, o tradicionalíssimo Ajax. Amistoso que poderia ter contato com a presença, do agora aposentado, Marcos. Uma despedida bacana, sem frescura e que com certeza seria sucesso de público.


Mas a diretoria do verdão e o próprio goleiro não quiseram apostar na ideia. Uma pena, porém Deola deu conta do recado e mostrou que substituirá bem o Santo Marcão.

A vitória por 1x0 do Palmeiras não foi muita coisa. Isso porque o time mostrou os mesmo defeitos de 2011, foi apático e contou com a falta de ritmo normal do início de temporada. O Ajax sofreu com o calor, mas também não apresentou um grande futebol e desperdiçou chances de ouro no segundo tempo.

O mais legal deste jogo foi o imaginário do torcedor. Como seria um confronto daquele Palmeiras da década de 1970 com o Ajax da mesma época? Nomes como Ademir da Guia, Leivinha, Dudu, Edu Bala, Cesar...e os holandeses com Johan Cruijff, Piet Keizer, Sjaak Swart, Johan Neeskens, Rep....Seria fantástico.




O segundo jogo a ser comentado aconteceu no domingo na cidade de Londrina. Alias, podemos dizer que foram dois jogos em um. Isso porque 44 jogadores participaram do amistoso Corinthians x Flamengo no Estádio do Café.

No primeiro tempo as duas equipes titulares entraram em campo. O Corinthians, fora alguns sustos, foi superior. O entrosamento e a individualidade de atletas como Alex, Sheik e Liédson fizeram a diferença. Com 2X0 na primeira etapa o timão venceu o confronto entre os titulares. Portanto, boas perspectivas alvinegras.

O conturbado Flamengo sofreu no primeiro tempo com a apatia do time. Ronaldinho Gaúcho parece não ter entrado em campo. Na segunda etapa a molecada do Mengão honrou a camisa rubro-negra e fez 2X0 no Corinthians, com ótima atuação de Bottineli. Destaque também para a péssima atuação de Adriano.

Contudo, ótimo final de semana para quem gosta de ligar a televisão a tarde e assistir futebol. Independentemente para qual for o clube que você torça.

O UFC nunca mais será o mesmo



Por Fausto Monteiro, convidado da semana.


“Faltando segundos para acabar a partida, o zagueiro ganha tempo segurando José Aldo, que procura uma brecha para agir. Em um movimento rápido, José Aldo faz um jogo de corpo e cria uma ótima oportunidade! Com uma agilidade impressionante, acerta um chute incrível, mas não marca! A bola ainda está viva, o tempo não acabou. José Aldo se joga com tudo e a bola entra! É Goooooool!!! No último segundo José Aldo marca e é campeão! O atleta perde a cabeça, tira toda a roupa, fica só de cueca e corre para o meio da galera!”

Caso o UFC fosse futebol, provavelmente a luta principal do evento deste sábado, o UFC 142, que aconteceu no Rio de Janeiro, teria sido narrada desta forma. Mas, apesar de José Aldo ter conseguido uma vitória impressionante e ter mantido o cinturão dos pesos pena, o que marcou este embate foi a irreverência na comemoração do lutador amazonense (criado no Rio de Janeiro).

Com uma concentração de praticamente um serial killer, José Aldo entrou pelo HSBC Arena perturbado. Não parou quieto nem quando foram lhe preparar para a luta, colocando vaselina em seu rosto. Já dentro do octógono, manteve sua tradição e não olhou para o adversário. Na luta, se esforçava para não ser levado para o chão pelo lutador de wrestling, o americano Chad Mendes. Após a vitória, extravasou. Encontrou um portãozinho aberto e correu para a galera.

A quebra de protocolo causou uma cena inédita no evento que tem como característica a ótima organização. Seguranças desesperados e homens importantes de terno tentavam trazer José Aldo de volta ao octógono. E ele só queria curtir, só queria abraçar toda a galera que gritou desde o início, queria abraçar aqueles que o ajudaram de alguma forma. Na verdade, se pudesse, ele abraçaria o mundo.

José Aldo é um daqueles lutadores que você torce com o coração, que você vê o sofrimento que ele deve ter passado para chegar ali. Que você vê, que me perdoe o jargão a la Galvão Bueno, que ele luta com o coração na ponta da luva. Não por menos, ele vem caindo nas graças da torcida, desbancando lutadores pop stars, que adoram fazer média com o público. Fazer média e falar bonito é fácil. Quero ver ir comemorar lá no meio.

CARD PRINCIPAL

Vitor Belfort honrou seu nome. Ok, ele não é mais o mesmo de quando derrotou Wanderlei Silva nos primórdios do UFC. Mas continua avassalador. Deu alguns sustos, mas nada que comprometesse a sua incontestável vitória com um mata-leão sobre o enorme Anthony Johnson ainda no R1 (quero ver o resultado do exame antidoping deste cara).

Toquinho levou mais um calcanhar para sua coleção, desta vez do americano Mike Massenzio no R1. E um dos destaques da noite ficou para o incrível nocaute de Edson Barboza sobre Terry Etim, no R3, com um chute giratório na cara do americano.

E teve gente que achava que o UFC 142 teria um fraco nível técnico e que as lutas seriam ruins. Nunca duvide de um UFC. Nunca duvide de um José Aldo. Nunca duvide de um Vitor Belfort. Nunca duvide que este UFC 142 fez história. Vamos ver como serão os próximos! Eu quero ver é se o Spider tem a moral de ir para a galera!

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

A força caipira pode fazer a sua graça

Por Felipe Pugliese


Ufa, a primeira fase da Copa São Paulo de Futebol Júnior finalmente se foi. Como é chata esta etapa da competição. O cômico nível técnico ditou, mais uma vez, o ritmo dos jogos. É impressionante como é facilmente justificável as goleadas que presenciamos: nove, dez , onze a zero.


A grande decepção é, sem sombra de dúvidas, o São Paulo. Uma estrutura como a que o tricolor paulista oferece aos seus garotos não há no Brasil. Cotia é referência e mesmo assim o time não passou da primeira fase. Como explicar?


A garotada do Palmeiras está muito bem e pode ser a esperança para a temporada. Os camarões de Felipão estão no próprio quintal de casa. Fato é que tem que saber pescar...


Devido ao meu ofício, acompanhei todos os jogos do Corinthians até o momento. Tem dois ou três bons jogadores que, com certeza, estarão no profissional. Denner, Marquinhos e Anderson são atletas de personalidade e talento. O que pode levar o Timão ao oitavo título é a experiência do técnico Narciso. Eu, sinceramente, não acredito no caneco.


Agora, o que tem chamado a atenção pelo lado positivo é a força dos times do interior de São Paulo. Taubaté, Primeira Camisa... enfim, a força caipira pode fazer a sua graça neste mês de janeiro.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Larissa Riquelme torna América-PE famoso nacionalmente

Larissa Riquelme com a camisa do América-PE

Você já ouviu falar do América-PE??? E da Larissa Riquelme?

Veja na matéria a seguir por que o time pernambucano ficou conhecido nacionalmente:


Isso é que é marketing!

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Messi ainda não ultrapassou sequer Romário

Esse é o cara
Por Alessandro Lefevre

Depois que a Fifa divulgou o já óbvio resultado e terminou a cerimônia de premiação de melhor jogador do mundo, os cronistas esportivos já começaram a fazer comparações com craques de outrora.

Messi nunca teve uma atuação destacada pela seleção argentina. Nunca ganhou uma Copa. Nunca ganhou sequer uma Copa América.

Azar das Copas? Não acho que seja por aí.

Michael Jordan, um ícone no seu esporte, dizia que talento ganha jogos, mas trabalho em equipe e inteligência ganham campeonatos.

Por isso a comparação com Romário não cabe. O ex-camisa 11 da seleção brasileira está anos-luz à frente do argentino-prodígio. Por quê?

Porque Romário carregou um time fraco à conquista mais importante da sua época. Em 1994, o Brasil foi a campo na final do Mundial dos EUA com: Taffarel, Cafu, Marcio Santos, Aldair e Branco; Mazinho, Mauro Silva, Dunga, e Zinho (Viola); Bebeto e Romário.

Depois de 24 anos longe da taça, o futebol mundial tinha mudado. E o futebol brasileiro também.

Esse time de 1994, que adorava trocar passes laterais, que foi duramente criticado antes da Copa e que era bastante objetivo, foi um dos pilares para eu formar aquilo que vou chamar de meu "caráter" futebolístico.

Talvez venha daí a minha admiração por times guerreiros e que jogam por uma bola. Quando torço por um time, não importa a maneira, o que vale é a vitória. Na retranca, com futebol feio...

Jogar no Barcelona é fácil. Um time talentoso e que sabe o que faz com a pelota nos pés. Treinado, entrosado.

E por que Messi não rende a mesma coisa na Argentina?

Falta levar um time nas costas. Como Romário fez em 1994.

E como Zico não fez em 1986. 

Na galeria dos grandes, Messi pode ser comparado com Zico. E apenas com ele.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Neymaradona, Neymessi, Nei Pelé


Por Tuca Veiga

Feliz da bola quando chegou aos pés do menino.

Como a tinta disposta na paleta do pintor, estava pronta para virar obra de arte.

Ele a acolheu.

Ao estilo R10, deixou os marcadores atordoados com o suingue de seus pés.

Só na saudade.

Na meia cancha, os carregadores de piano estavam prontos para desafinar a sinfonia.

Esperto, ergueu a cabeça, chamou a tabela.

Quem piscou, perdeu o garoto sair do cerco na lateral e bater nas portas do gol numa fração de segundo.

Mão na cara do marcador.

Do jeito que o Rei mandou.

Ali, nem o garoto vestido de branco sabia o que iria fazer.

E como ele gosta de improvisar!

Puxou por entre as pernas, deu a vaca no João e viu a trave ficar grande.

Três dedos.

Macia.

Com requintes de crueldade.

Foi assinar a obra de arte, correr pro abraço e ficar na eternidade.

O mais bonito de 2011.

E xô complexo de vira-lata.

'Foi como um sonho'


Por Guilherme Reis

"Foi um pouco como um sonho. Uma história que você contaria para crianças se quisesse contar algo sobre futebol. Infelizmente isso não acontece sempre nesse jogo, mas aconteceu essa noite".

Essas foram as palavras do técnico Arsene Wenger sobre a reestreia do atacante francês Thierry Henry com a camisa do Arsenal, ontem, no Emirates Stadium.

De volta aos Gunners por empréstimo de dois meses, Henry entrou na partida contra o Leeds United, pela terceira fase da Copa da Inglaterra, aos 22 minutos do segundo tempo, quando o placar ainda não tinha sido inaugurado.

Onze minutos depois, recebeu a bola dentro da área e, com categoria que fez parecer fácil jogar bola, deu um tapa no cantinho sem chances para o goleiro. O estádio foi ao delírio, assim como Henry, que parecia ter marcado o primeiro gol da carreira.

Foi o roteiro perfeito de um episódio que ficará para sempre na cabeça dos torcedores do Arsenal. Após muita desconfiança sobre o retorno relâmpago do ídolo, só os mais otimistas podiam imaginar uma estreia como essa.

Foi bom para o Arsenal, que parece estar entrando nos trilhos após um começo de temporada irregular, e foi bom para o futebol, que viu mais uma noite daquelas.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Palmeiras pode dar chapéu no Santos e trazer Jonas















Por Luiz Felipe Fogaça

Depois de ver o Coritiba emperrar o negócio e ter o plano de contar com Jonas em seu elenco frustrado, o Santos pode acabar perdendo o jogador para o Palmeiras. Pelo menos esta é a informação dada por uma pessoa do staff do jogador.

Segunda esta fonte, diretamente ligada ao atleta, o alviverde que quase não realizou contratações nesta janela, correu para fechar com Jonas. Entre os motivos alegados pelo Coxa para não liberar o lateral seriam a falta de garantias bancárias e uma proposta maior de outro clube, que deve ser o Palmeiras.

Com a possível perda do atleta, o Santos ainda fica com uma lacuna na posição, já que Danilo foi negociado com o Porto.

Abram os olhos


Por Felipe Pugliese


Estou farto de ouvir que o Santos é o melhor time da América. É o campeão da Libertadores, por isso deve ser considerado o maior do continente. Na teoria, tudo lindo... mas na prática o futebol mais bem jogado não pertence ao futebol brasileiro e sim ao chileno. A Universidad de Chile vive o melhor momento da sua história.

Eduardo Vargas, craque do time, foi vendido por mais de 11 milhões de euros ao Napoli. Outro grande jogador do clube chileno é o lateral-esquerdo José Rojas que, pelo andar da carruagem, deve reforçar o Botafogo em 2012. E é aí que mora minha inquietação.

Onde estão os “dirigentes” dos clubes paulistas que não vão atrás de um jogador como esse. O cenário será o mesmo que o da novela Corinthians/Montillo. O cara arrebenta no time do Chile, aceita qualquer proposta brasileira e depois de um ano tem o seu passe estupidamente valorizado.

Abram os olhos, o bom futebol pertence a La U e grandes jogadores estão dando sopa por lá.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Chega de falsos ídolos!

Por Luiz Felipe Fogaça

Enquanto vimos nessa semana o “São Marcos”, um dos maiores jogadores que já presenciei em sua posição, se aposentar, São Paulo e Corinthians travam mais um capítulo na novela Montillo.

O que isso quer dizer? O que uma coisa tem a ver com a outra? Nada, ou quase nada. O fato para o qual quero chamar a atenção pode até ser um tanto quanto utópico, pode ser coisa de apaixonado, mas vamos lá: será que não teremos mais ídolos no futebol?

Não me venham com Neymar, Lucas, Valdivia, ou até mesmo Ronaldinho Gaúcho, que jogam muita bola, mas não têm a identificação de outrora. A carência por um ídolo é tanta que qualquer jogador que brilhe, mesmo que por apenas uma temporada, já pode ser considerado como tal. Kléber deu uma grande lição a todos e provou que muito mais do que bons jogos em um curto ou médio período não são suficientes para endeusar qualquer um.

Por mais que o marketing tente, de todas as formas, vender essa imagem de ídolo, para qualquer jogador que se destaque de alguma forma, ou tenha nome no mundo da bola, não é bem assim que funciona a coisa.

Com a aposentadoria de Marcos, no Brasil, apenas Rogério é o ídolo maior de uma torcida, plenamente identificado com as cores e os torcedores de seu time. Paralelo a isso, os clubes gastam cada vez mais dinheiro, para contratar craques e falsos craques, candidatos a ídolo por um ano.

Não vou nem entrar no mérito dos mercenários, mas é complicado. Muitas vezes mal sabemos o nome do jogador, sequer ele chegou a jogar no nosso time principal e já se transferiu para a Europa.

Acho improvável que o fico de Neymar e as verbas cada vez maiores mudem isso, mas quem sabe, em uma cidade não muito longe daqui, não podemos sonhar com a volta de jogadores realmente compromissados, com quem possamos nos identificar e chamar de nosso ídolo.

O que fazer? Eu não sei. Talvez muitos nem liguem para o fato e eu tenha que me acostumar com esses falsos beijos, essas juras de amor mentirosas, e aprender a idolatrar jogadores que desempenhem bem seu papel enquanto vestem o uniforme do meu time. Difícil!

Saudosismo e romance à parte, fico por aqui. Com uma homenagem a todos os Marcos, Rogério Ceni, Zico, Pelé, Garrincha, jogadores que são rapidamente ligados a um só clube, enfim, ídolos de verdade.

Onde os fracos não têm vez


Por André Gomes, convidado da semana e especialista em NFL.

Após dezessete semanas a NFL chegou em seu momento decisivo, os playoffs. Agora não tem espaço pra times medianos, as infinitas promessas pro ano que vem ou jogadores com medo de se machucar. Dos 32 times da liga, 20 já estão pensando como não fazer feio na próxima temporada, enquanto os outros 12 sonhando em beijar o troféu Vince Lombardi daqui um mês.

Nos próximos quatro fins de semana os norte americanos não vão comentar outra coisa. E para começar vamos ter a repescagem, conhecida como Wild Card. Serão os dois piores primeiros colocados das divisões jogando em casa contra os dois melhores segundos colocados. Isso em cada conferência. Para entender (muito) melhor segue a tabela. 



Ou seja, serão quatro jogos, todos com transmissão da ESPN, para decidir quem está entre os oito melhores do campeonato. E a primeira partida já é um jogão sem favorito. Houston Texans recebe o Cincinnati Bengals. Para vocês verem o que de improvável pode acontecer nesse jogo vejam, se ainda não viram, um touchdown do recebedor dos Bengals Jerome Simpson.

No segundo jogo de sábado o New Orleans Saints enfrenta o Detroit Lions. Destaque para o quarterback dos Saints, Drew Brees, que bateu o recorde de jardas passadas em uma temporada regular (5.476) e ao recebedor do Lions Calvin Johnson. O domingão começa com o Atlanta Falcons indo até New York para tentar brecar os Giants de Eli Manning e termina com Denver Broncos e Pittsburgh Steelers, confronto entre Tim Tebow, que está em seu segundo ano como profissional, e de Ben Roethlisberger (vulgo Big Ben), que já venceu o Super Bowl duas vezes.

Então caríssimos leitores, sem desculpas de que não haverá nada de bom passando na TV nos próximos quatro fins de semana!

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

#SãoMarcosEterno

Homenagem de Bruno Honda Leite ao eterno São Marcos

Uma vergonha para o país do futebol



Por Arthur Quezada


O anúncio do fim da equipe feminina de futebol do Santos, feito esta semana pelo presidente do clube, Luis Álvaro de Oliveira, foi mais uma punhalada no peito das futebolistas brasileiras. As sereias da vila, como outrora foram apelidadas, não existem mais. Para a diretoria do Santos uma atitude que não significa muito, mas para o futebol feminino brasileiro foi mais um passo para trás rumo a profissionalização das equipes femininas nacionais.

Quando se fala em futebol feminino no Brasil sempre escutamos a mesma ladainha: “Falta investimento”, “falta apoio”, “falta comprometimento dos cartolas”... E de fato é de impressionar o descaso das entidades de futebol quanto às jogadoras nacionais. Creio que impressionar não é a palavra certa, mais apropriada mesmo seria “envergonhar”...

Sinto vergonha do que é o futebol feminino no Brasil.

Mesmo tendo uma das melhores seleções do mundo, mesmo tendo Marta (a melhor jogadora do mundo), mesmo estando presente nas finais dos principais campeonatos mundiais - não temos a capacidade de criar uma liga de futebol feminino no Brasil. Obviamente essas meninas, que insistem em suar a camisa pela seleção brasileira, estão cansadas deste descaso. É claro que elas fazem milagres chegando tão longe sem nenhum apoio.

No caso do Santos, mais uma vez presenciamos esse descaso. Respeito o trabalho que vem sendo feito pelo atual presidente santista, mas as alegações dele para encerar a história das sereias da vila são mesquinhas e repetitivas. Dizer que não consegue patrocínio e dizer que falta apoio é chover no molhado. Mas o pior foi envolver o futebol masculino nesta história e dizer que os custos o time principal do Santos é um dos responsáveis por tal situação. Pior ainda é citar o salário de Neymar como justificativa.

Foram desculpas e esquivas no mínimo estranhas que camuflam a incompetência da diretoria santista em manter vivo o futebol feminino dentro do clube. Foi incapacidade e um resultado do trabalho mal feito. Mas não é mérito apenas do Santos e sim de muitos clubes nacionais e da CBF.

Bater no peito e dizer: “Esse é o país do futebol” é fácil, mas se somos o país do futebol precisamos começar a agir como tal.




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