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sexta-feira, 16 de novembro de 2012
Botafogo - O que acontece com o time do quase?

quinta-feira, 14 de junho de 2012
Como uma fênix, o gênio Felipão renasce das cinzas
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Para o espanto geral, o gênio Felipão ressurgiu |

sábado, 26 de novembro de 2011
Ei cabra, o Ixpóóórti voltou, vissi?

Por Felipe Pugliese
Portuguesa, Ponte Preta, Náutico e Sport. Quatro clubes e um objetivo alcançado: a Série A do Campeonato Brasileiro. Para os três primeiros, a ressaca pela comemoração já passou, afinal o acesso veio há algum tempo. Já para o torcedor do Leão da Ilha o porre está só começando. “Ei cabra, o Ixpóóórti voltou, vissi?”.
Recife, uma cidade folclórica e apaixonada pelo futebol, merecia ter um time de volta à elite do futebol brasileiro. De cara veio logo dois, sem falar que o Santinha também mostrou suas caras em 2011. Posso imaginar a torcida do Sport tomando as ruas de Olinda, Boa Viagem, ou qualquer outro local, mostrando quem é a verdadeira “turma da furzaca”.
Ah, arretado leitor do Paixão Clubística, neste sábado até os esquimós do Alasca gostariam de torcer para o Sport e morar em Recife.
Bruno Mineiro é o nome que fez grande parte de Recife vibrar. Autor do gol diante do Vila Nova, o jogador de hoje em diante tem que ser chamado de Bruno Pernambucano. Todavia, o grande herói atende pelo nome, ou melhor, pelo apelido de Magrão.
Um goleiro que tem a cara e o coração do Sport. Sabe o que é ser campeão da Copa do Brasil, mas também sabe o que é ser rebaixado. E neste acesso lá está novamente seu nome cravado na história do clube. Tenho certeza que se perguntarem ao arqueiro: “você ama mais o Sport ou a si mesmo?”, ele fica na dúvida.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011
Vira, noɹıʌ!
Amigo internauta, o ano de 2011 ainda nem acabou, faltam três rodadas para conhecermos o campeão Brasileiro, mas sem dúvidas nenhuma a temporada já começa a deixar saudades para os amantes da emoção.
Há tempos não tínhamos um campeonato tão eletrizante, há tempos não tínhamos um ano com tantas viradas.
Virou 2011,virou a página, virou tragédia, virou drama, virou espetáculo, virou alegria, virou herói, virou história!
No Rio de Janeiro, alguém se lembra do início de temporada do Vasco da Gama? O Gigante da Colina teve o seu pior começo da história no Campeonato Carioca. Nas primeiras quatro rodadas acumulou derrotas vexatórias, não tinha mais chances de classificação na Taça Guanabara, era o penúltimo colocado do grupo e motivo de chacota dos rivais.

Caminho inverso teve o Cruzeiro. Sensação da primeira fase na Libertadores, com a melhor campanha entre todos os participantes, o time caiu já nas oitavas de final para o Once Caldas. Tomou uma virada do destino, se perdeu no ano e corre risco de rebaixamento no campeonato nacional.
E o que falar do Santos? Por muito pouco a equipe de Muricy Ramalho não deu adeus a principal competição da América ainda na fase de grupos. De time quase destemido, conseguiu avançar no sufoco e virou Tri-Campeão da Libertadores!
Não bastasse todas essas viradas de rumo, 2011 foi um ano recheado de viradas em 90 minutos. Verdadeiros espetáculos, assim podemos definir Santos 4 x 5 Flamengo, Atlético-Mg 2 x 3 Corinthians, Bahia 4 x 3 São Paulo, Fluminense 5 x 4 Grêmio. Viradas, viradas e mais viradas....

segunda-feira, 13 de junho de 2011
Talvez, quem sabe...


sexta-feira, 10 de junho de 2011
O renascimento do futebol carioca

Vasco, campeão da Copa do Brasil 2011. Fluminense, campeão brasileiro de 2010. Flamengo, campeão brasileiro de 2009. Definitivamente, já podemos afirmar que o futebol carioca está renascido das cinzas. Mas será que essa ressurreição pode ser comparada à época de ouro vivida nos anos 80?
No Campeonato Brasileiro, os cariocas ficaram nove anos sem título. Depois do Vasco em 2000, foi quase uma década até que o Flamengo erguesse o troféu em 2009, quebrando uma sequência de 5 anos de títulos paulistas. Mesmo com toda a polêmica em torno de Adriano e cia., o time venceu. No ano seguinte, o Fluminense tirou o atraso, investiu no "craque" Muricy e num time caro e foi recompensado com o título. Sejamos honestos: a qualidade do torneio que dizem ser o mais difícil do futebol mundial não anda lá essas coisas. Quantos times não vacilaram nesses anos e possibilitaram as duas conquistas cariocas... Mas ainda assim, conquistar um Brasileiro merece todo o respeito.
Na Copa do Brasil, dos últimos 6 títulos, 3 ficaram com os cariocas: Vasco agora, Fluminense em 2007 e Flamengo em 2006, quebrando um jejum de 16 anos dos cariocas e do próprio Flamengo. Os críticos dirão que esse torneio é disputado pelos times "menos fortes" digamos, já que os melhores ficam na Libertadores. Que seja, mas não deixa de ser uma disputa nacional e um título relevante. O argumento aqui é o mesmo usado anteriormente: basta ver os times eliminados durante essas Copas vencidas pelos cariocas.
Mas

Nos anos 80, os cariocas venceram 6 dos 10 Campeonatos Brasileiros disputados: Flamengo em 1980, 82, 83 e 87 (sem essa de citar o Sport aqui, pelo amor de Deus!), Fluminense em 84 e Vasco em 89. Craques inesquecíveis fizeram parte daquelas conquistas, como Zico e Assis. Difícil comparar aqueles tempos com os atuais e dizer que os cariocas agora podem repetir aquela hegemonia. Alguns vão dizer: "Ah, mas tem o Ronaldinho Gaúcho, tem o Deco, o Felipe!". Honestamente: acho muito bom e até saudável que os cariocas rompessem o domínio paulistano em nível nacional, mas daí a dizer que podem recuperar o poderio que tiveram no passado é demais. Os cariocas precisam de uma Libertadores para se fortalecerem. E isso ainda parece muito distante...
De qualquer maneira, parabéns aos cariocas pelo renascimento. E que isso sirva de inspiração para uma melhoria também na política e na estrutura dos clubes.
quinta-feira, 9 de junho de 2011
A música entra em campo e homenageia o Vasco da Gama: Campeão da Copa do Brasil
Era o ano 2000. Todo mundo que eu conhecia torcia para o surpreendente São Caetano na final da Copa João Havelange. O Azulão era unanimidade aqui em Piedade. A escalação da equipe do ABC na ponta da língua de todos e a revelação Adhemar era um mito. Sem saber o motivo, eu era o do contra e torci muito para o Vascão, ainda mais quando a equipe carioca entrou em campo com o logo do SBT no uniforme. Porém, não sabia o motivo dessa minha torcida.
Hoje, em 2011, voltei a ter a mesma torcida pelo Vasssssco, como dizem os cariocas. E creio que, grande parte desta torcida, seja por causa da música. Vou usar o mesmo exemplo do amigo Tuca Veiga e adotar a pranchetinha para, literalmente, a música entrar em campo com a cruz de malta no peito.

Reparem que, desde o camisa 1, o exímio violonista Guinga, até o camisa 11 Paulinho da Viola, todos são monstros, gênios da nossa música e, obviamente, vascaínos, senão, por qual outro motivo estariam aqui, ôpá?!
Para melhorar, o Vasco também conta com reservas de luxo como Dicró, Raul Seixas, Erasmo e Roberto Carlos, além de líderes de torcida fenomenais como Aracy de Almeida, Dona Ivone Lara e Clementina de Jesus.
Leremos agora as palavras do capitão do elenco, Martinho da Vila, que, após o retorno do clube à série A, divulgou pelo Jornal do Brasil, em novembro de 2009, essa carta aberta a todos os torcedores:
“O time precisava mesmo de um sacode. Nossa última alegria foi o Campeonato Carioca de 2003 e no último sábado a minha emoção foi tão grande quanto a que senti em 2000 quando o Vasco venceu a Taça Guanabara, a Mercosul e o Brasileiro. De certo modo, foi boa essa passagem do time pela segunda. Muitos amigos meus, flamenguistas, tricolores e botafoguenses vibraram comigo no último sábado e estou realmente torcendo para os clubes cariocas. A nossa subida é uma vitória do Roberto Dinamite e do técnico Dorival Júnior, principalmente, sem desmerecer, é claro, o plantel que nos causou tanta alegria. Alô Dinamite, manda ninguém embora não! Agora, rumo ao título de campeão! Mais do que grandes craques uma equipe depende fundamentalmente de trabalho em conjunto. No ano que vem, com certeza, vou gritar muitas vezes: Vasco: é campeão!”
Hoje, creio ter descoberto o motivo de ter vibrado com o Vasco naquele ano 2000. Talvez já tivesse no subconsciente essa escalação musical que reúne alguns dos melhores e muitos dos meus prediletos. Ou como diria Paulinho da Viola, a Cruz de Malta talvez tenha sido apenas um rio que passou em minha vida. Parabéns, Vascaíno, não apenas pelo título, mas por ter torcedores ilustres como esses!

terça-feira, 7 de junho de 2011
A valorização da Copa do Brasil está nas mãos da CBF

Desde o surgimento, a Copa do Brasil é vista como o caminho mais fácil para chegar à Libertadores. Hoje, a Copa Sul-Americana assumiu este posto. A Copa do Brasil, entretanto, subiu de patamar nos últimos anos, após conquistas de grandes times – não apenas nos nomes, mas também na escalação de 1 a 11.
O Santos, de Neymar, Robinho e Ganso, e o Corinthians, de Ronaldo e cia, foram muito importantes para a valorização da competição. Os dois esquadrões citados conseguiram superar os campeões da Libertadores, cujos vencedores não tinham um futebol tão vistoso quanto.
Mas para a Copa do Brasil dar o salto que merece, a CBF precisa pensar um pouco no calendário e no futebol nacional em si. Só que é difícil contar com a patota de Ricardo Teixeira. O mandatário parece só ter olhos para a seleção, para os lucros e para os jogo de lobbys dentro da FIFA. Aliás, esse parece ser o jogo predileto de Ricardo 'Corleone' Teixeira.
Acredito que seria um tanto benéfico para o torneio se os times que jogam a Libertadores não fossem excluídos da Copa do Brasil. Outro ponto que ajudaria, e mais um exemplo vindo da Europa que poderia ser seguido, é a competição durar até o final do ano, ou ao menos até outubro/novembro.
Assim, as equipes que dividem a atenção com outros campeonatos poderiam mesclar seus times para avançar na Copa do Brasil enquanto a disputa ainda não pegou fogo. E, na hora do vamos ver, escalarem os times principais. Na minha opinião, esse é o avanço necessário para que a Copa do Brasil deixe de ser vista como um campeonato de acesso. Afinal, cá entre nós, o mata-mata é muito mais emocionante do que os pontos corridos. Acorda, CBF!!!

sábado, 14 de maio de 2011
Favas contadas: perder clássico desestabiliza

sexta-feira, 13 de maio de 2011
Naufrágio Tricolor

Noite de tempestade no mar do Morumbi e enquanto a água entrava no barco, mais uma vez o comandante era colocado na prancha. Nada de novo. Depois que Rivaldo jogou no ventilador, a situação do técnico Paulo César Carpegiani ficou insustentável. Homem ao mar.
Enquanto o Carpa afoga, nomes importantes dentro do elenco são-paulino saem ilesos. Embora tenha falhado nos três gols, o ídolo Rogério Ceni não teve sua atuação contestada. Alex Silva, Dagoberto, Fernandinho, entre outros, tiveram tantas ou mais chances de mudar o rumo da nau tricolor, mas pouco fizeram.
Embora não tenha realizado nenhum grande trabalho desde a Copa do Mundo de 98, quando dirigiu o Paraguai, Carpegiani havia implementado uma nova maneira de jogar ao time. Uma equipe rejuvenescida, ofensiva e de futebol alegre, bem diferente do São Paulo que veio a ser tri-campeão brasileiro. Mas pelo jeito, o futebol pragmático de antes é que dava resultado. E como futebol é bola na rede e taça na mão, o comandante acabou naufragando nos mares havaianos.
Na maré das especulações, Cuca e Dorival Júnior, que disputam a final do Campeonato Mineiro, despontam como favoritos para assumir o leme. Nos dez dias de férias futebolísticas, os nomes de Paulo Autuori, Joel Santana e Ney Franco também devem ser levantados. Resta ao presidente Juvenal Juvêncio provar que depois da tempestade vem a bonança e contratar um bom técnico para o Brasileirão.

quarta-feira, 11 de maio de 2011
A Lucas dependência

Lucas já atraía o olhar dos torcedores desde a temporada passada, entretanto, foi com a camisa da Seleção Brasileira, no Sul-Americano sub 20 que todos tiveram certeza do jogador diferenciado que ele é. Afinal, somente o Paulo Henrique Ganso foi capaz de ser parceiro de Neymar e tão protagonista quanto o craque santista. E Lucas fez isso. Me arrisco a dizer que o são-paulino se destacou até mais que Neymar na competição.
Sem sua joia, o São Paulo começou 2011 com o freio de mão puxado e conquistou 15 dos 24 pontos que disputou, o suficiente para ficar entre os primeiros do Paulistão. Ao voltar do Peru, Lucas deu mais do que resultados ao São Paulo (16 pontos de 18), trouxe também a alegria, o improviso, aproximou o meio-campo do ataque e animou o torcedor. Humilde e com os pés no chão, Lucas não se influenciou pelo estrelismo de Neymar, diferentemente do seu companheiro Casemiro, jogador talentoso, mas que peca por se achar um atleta pronto, lapidado.
Em pouco tempo, o Tricolor virou um time empolgante, atraente e candidato aos títulos que disputava. Acostumado com a rotina de jogar a Libertadores, os são-paulinos demoraram, mas entenderam que a Copa do Brasil vale bastante e é mais do que somente uma competição que dá vaga na Libertadores. O time do Morumbi esperava vencer a competição nacional, o Paulistão e, desta maneira, ganhar o rótulo de melhor time do país, assim como aconteceu com o Corinthians, em 2009, e com o Santos, em 2010. Sonho que foi por água abaixo com a derrota para o Santos - sem a presença de sua grande revelação.
Com a ausência do meia nas últimas cinco partidas, o São Paulo apresentou um futebol extremamente burocrático. Avançou na Copa do Brasil com duas atuações razoáveis contra o Goiás e deixou transparecer a "Lucas dependência". Apenas Dagoberto tem feito o torcedor sorrir, pois com a insistência nos três zagueiros, sistema utilizado desde 2004, e o baixo aproveitamento nas finalizações, o São Paulo deixou de agradar como antes.
Mas esta quinta-feira, diante do Avaí, na Ressacada, Lucas volta e, provavelmente, o bom futebol do São Paulo também. Ou ao menos é isso que esperam o técnico Paulo César Carpegiani e a torcida tricolor. Fernandinho e Rhodolfo também retornam à equipe titular. Os criticados Marlos e Xandão devem perder posição.
