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quinta-feira, 21 de julho de 2011
O injusto Paraguai de Villar


quinta-feira, 14 de julho de 2011
CBF complica de novo e altera calendário do Brasileirão
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O horário de Palmeiras x Flamengo ainda não foi definido pela CBF |

terça-feira, 12 de julho de 2011
A Copa América é na Argentina, mas o tango está no Brasil

Em tempos de Copa América vou unir o útil ao agradável. A música, aproveitando o gancho, entra em campos sul-americanos para falar sobre tango. Mas não o tango dos hermanos, e sim o nosso tango. Sim, caro amigo, nós brasileiros também fizemos tango.
Dizem os engraçadinhos de plantão que o tango é a música predileta do brasileiro pelo fato de sempre ter um argentino se dando mal na letra. O que é, na maioria das vezes, verdade. Quanto ao ritmo, traz uma harmonia mais elaborada, muito melodiosa. E igual a letra argentina, os tangos produzidos pelos brasileiros também trazem um poema triste. Um tanto nostálgico.
Agora uno o agradável. Digo isso devido ao fato de o compositor o qual estou viciado no momento foi um ótimo compositor de tango, além de um exímio sambista. Trata-se de Herivelto Martins (na foto ao lado). Aquele de Praça Onze, Acorda Escola de Samba e tantos outros samba-canções eternizados em vozes de Dalva de Oliveira e Francisco Alves.
No tango apresentado a seguir, chamado Hoje quem paga sou eu, percebam o “peso” da letra, a melodia muito mais harmoniosa e emocionante. Credito essa emoção ao uso do acordeom e das cordas. Realmente dão um charme na composição.
Ouçam, curtam e lembrem-se de que em tempos de Copa América na Argentina, nós também sabemos fazer o gênero musical deles. E muito bem. Na interpretação: Nelson Gonçalves.
Queria eu poder encontrar Herivelto – que Deus o tenha em bom lugar – ouvi-lo falar de samba, e tango também, para no fim do papo poder dizer. Você já fez muito, meu caro. Hoje quem paga sou eu!

segunda-feira, 4 de julho de 2011
É o que todos sempre pediram

Ganso não foi Ganso, Neymar não foi "Reymar" e o Brasil não foi Brasil. Erros de passe e nervosismo na estreia de uma competição oficial são normais, por isso repito: Ainda é cedo para sermos pessimistas.
É verdade que ninguém atuou como o esperado e a expectativa é que, já contra o Paraguai, tenhamos um time mais leve, mais solto. Contudo, faço uma ressalva para Robinho. Se Kaka, Ronaldinho Gaúcho e Adriano perderam seu espaço com a camisa amarelinha, o tempo de Robinho também cessou.

Tenho medo da pressão sobre Mano. Mas aí vai um lembrete aos corneteiros: Agora, mais importante que os resultados é adquirir um entrosamento. Dunga conquistou quase tudo com a seleção e levou Grafite para a Copa do Mundo. Querendo ou não, o time escalado por Mano é o que todos sempre pediram.

sexta-feira, 1 de julho de 2011
Argentina estreia pressionada e favorita

Na semana em que celebra as bodas de prata, por conta dos 25 anos da conquista do bi-mundial, a Argentina estreia na Copa América dentro de seu lar, contra a fraca Bolívia, mas com um caminhão em cima das costas. Comemorar a conquista de trupe de ‘Dieguito’ é, ao mesmo tempo, constatar como as glórias da tradicional Seleção Argentina se tornaram assunto do passado, papo de tio ou peça de museu.
Como nem tudo é tango, tampouco drama, um certo camisa 10 (dos tempos atuais) ferve por dentro. Messi precisa provar para seu povo que é a ele que pertence, e ninguém duvida que ele esteja pronto para isso. Em dívida com a Seleção, o melhor do mundo sabe que agora é a hora. Com a torcida argentina enchendo os estádios, fazendo barulho, e um time aguerrido dentro da cancha, os ‘hermanos’ são – na minha opinião – os favoritos à conquista da Copa América.
Os escolhidos pelo treinador Sérgio Batista para companheiros de ataque de Messi são o figurão Lavezzi (do Napoli, assim como Maradona) e o ‘hombre del pueblo’ Carlitos Tevez – ídolo por onde passou. Juntos, formam um ataque de muita movimentação, velocidade e com bom relacionamento com as redes adversárias. Acho apenas que pode faltar um autêntico camisa 9 ao time. Milito e Higuaín estão no banco, mas quem cairia bem mesmo ao lado de Messi e Tevez é Gabriel Batistuta, o eterno ‘Batigol’.
Um dos três maiores centroavantes – camisa 9 – que vi jogar. Por cima, por baixo, com marcação, de tudo quanto é jeito a bola acabava estufando o filó. Batistuta foi responsável pelos dois gols do último título da Seleção Argentina principal, a Copa América de 93, disputada no Equador. Veja uma seleção de gols - boa parte com a camisa da Fiorentina - deste belo jogador, homem-gol, chamado Gabriel Batistuta.

terça-feira, 28 de junho de 2011
Neymar e a dura tarefa de superar Messi

A idéia inicial era intitular o texto como "Messi x Neymar" e desenvolvê-lo em cima do duelo. No entanto, é evidente que Lionel Messi é o melhor do mundo e o papo é quase favas contadas. Quase. O craque brasileiro terá ainda este ano duas oportunidades de superar as equipes lideradas por Messi: a Argentina, na Copa América, e o Barcelona, no Mundial de Clubes.
Duas partidas capazes de fazer o trabalhador bater o ponto mais cedo e correr para casa. Dentro das quatro linhas, o que há de melhor no futebol-arte, toda a magia de dois candidatos ao hall dos maiores de todos os tempos. Dois dribladores, cada um com seu estilo, um que gruda a bola no pé, o outro que troca de direção em extrema velocidade. Craques com imenso poder de decisão.
A verdade - e que o Cristiano Ronaldo não nos escute - é que Neymar e Messi têm tudo para virar o confronto de uma década. Os mais otimistas (e faço parte deste clube) têm a esperança de testemunhar jogos para entrar para a história. Partidas de Copa do Mundo, Champions League e de tantas outras disputas que eles vão se envolver.
Para isso, é importante que Neymar não se transfira para o Barcelona, por mais sedutora que pareça a ideia e a proposta. Se juntar ao principal adversário pode dificultar que Neymar supere o atual craque do planeta.
O Real Madri pinta como favorito na contratação e seria um bom time para que os jogos se tornassem mais freqüentes. No time merengue, porém, outros astros brasileiros foram boicotados, como Robinho e Kaká (mais recentemente) e Didi (na década de 50). Por isso, vejo o Manchester United como o lugar ideal. Nas mãos de Alex Ferguson, com Rooney como dupla de ataque, formando o ataque 'RooNeymar'.
E você, se fosse o Neymar, iria para qual time, independente de quando isso aconteça?

quarta-feira, 8 de junho de 2011
E aí, Mano?

Mano aguarda por Ganso desde que o camisa 10 da Vila se machucou contra o Grêmio, no ano passado. Com a camisa amarela, Paulo Henrique jogou apenas na estreia da era Mano, a vitória sobre os EUA, por 2 a 0. Na cabeça do treinador, ele é o homem para assumir a posse de bola e dar cadência ao apressado time brasileiro.
Vem dos tempos de Grêmio o fascínio do técnico pelo sistema 4-2-3-1. Lá, ele formava a meia cancha com Sandro Goiano, Lucas (hoje na Seleção), Tcheco centralizado, com Diego Souza e Carlos Eduardo nas pontas. Tuta colocava para dentro. O time perdeu a Libertadores para o Boca. No Corinthians, Cristian, Elias, Douglas, Dentinho e Jorge Henrique fizeram do primeiro semestre de Ronaldo um sonho. Mano foi o primeiro a trazer essa formação, uma mistura de 4-3-3 com 4-5-1, para cá. E deu certo.
Mas na Seleção não tem dado. O treinador não conseguiu encontrar um substituto para Ganso e um sucessor para Kaká. Com isso, temos deixado de aproveitar a excelente dupla de pontas que temos: Neymar e Robinho.
Em tempos de Barcelona, dando aulas de posse de bola, o Brasil é um time que acelera muito o jogo e erra muitos passes. Apesar do bom primeiro tempo de Jádson ontem, não o vejo como um cara de Seleção. Contra a Holanda, Mano tentou jogar com três volantes, dando liberdade para eles, mas o meio-campo ficou muito vazio – veja no quadro ao lado o espaço entre o meio-campo e o ataque.
Mas apesar da dificuldade inicial, confio no trabalho de Mano Menezes. Após a Copa, ele propôs uma renovação e tem tentado fazê-la. No entanto, o torcedor, sempre com pouca paciência, já começa a cobrar mais resultados. Encontrar uma alternativa para quando não tiver Ganso, fazer a Seleção dominar o jogo e agredir o adversário do início ao fim é o desafio atual do comandante. Talvez o tempo para treinar faça com que o time fique mais coeso, do jeito de ele gosta.
Desde o início, temos jogado com Lucas de primeiro volante. Ele não tem feito bons jogos. A dupla Elias e Ramires poderia funcionar muito bem. Quanto à convocação, a ausência de Marcelo é bastante sentida. Douglas – que teve a chance de substituir Ganso – e Hernanes são dois jogadores que acabaram punidos pelas derrotas para Argentina e Holanda, respectivamente. Eu levaria Hernanes no lugar de Sandro.
O Brasil deve iniciar a Copa América com a escalação ao lado. Robinho e Neymar vão ter a tarefa de marcar e servir Pato (ou Fred). De positivo, outra vez, a qualidade da nossa defesa. Aliás, há muito tempo isso já não nos preocupa mais. Boa sorte para Mano em terras argentinas, pois uma campanha razoável, somada a uma eliminação precoce, pode abreviar a vida do gaúcho no governo da pátria de chuteiras.

sábado, 4 de junho de 2011
Quem não tem cão caça com Mago

Afinal, quem paga o salário do camisa 10? Quem pagou o passe do jogador? A qual departamento médico o ídolo palmeirense recorre quando tem mais uma de suas contusões? Em que centro de treinamentos ele se reabilita? Tudo isso tem um custo. E é um custo bem alto para um clube.
Desde que voltou ao Brasil, o Mago esteve em campo em 24 jogos pelo Verdão. Marcou quatro gols. Não vou nem entrar na questão de valores, porque acho que cada um pode pedir como salário aquilo que merece. Mas não é um desempenho abaixo da crítica para um cara tão badalado? É evidente que Valdivia é diferenciado e um camisa 10 como poucos. Sempre que joga, é absurda a diferença de qualidade técnica do Palmeiras. A equipe fica mais tempo com a bola nos pés, cria mais chances de gol, desestabiliza o adversário. Tudo isso tem um preço, é claro. Mas desde que esse meia esteja em campo.
Por isso, estou indignado que, após tratar a última de suas lesões, ele vá defender o Chile em amistosos e na Copa América. Com um contrato de quatro anos firmado, o Palmeiras não vai mais querer negociá-lo. Ou seja, essa história de vitrine é balela. Valdivia tem que fazer valer o investimento dentro das quatro linhas, jogando pelo Palmeiras. Deveria ficar no Brasil e atuar pelo Alviverde. Porque quem não tem cão caça com Mago!
O lado B da fita
Esporte tem tudo a ver com Paixão Clubística. Por isso, é natural que as pessoas tenham visões diferentes quando opiniam sobre uma ou outra equipe. Tanto é que só agora passei a entender a reclamação dos europeus quando seus astros faziam diversas partidas pelas seleções e voltavam baleados ao clube. Vou, por exemplo, lembrar de alguns casos em que atletas negaram defender as cores da Seleção Brasileira. Confesso que a indignação não foi a mesma. No entanto, também fiquei bastante insatisfeito. Seria o outro lado da moeda. Os casos mais famosos são o do pivô Nenê, do Denver Nuggets, que sempre foi criticado por fazer pouco caso da Seleção de Basquete, e de Robinho e Kaká, que não forçaram a barra em seus clubes para jogar as Olimpíadas de Pequim.
O último gol do Mago:

sexta-feira, 3 de junho de 2011
Amistoso contra a Holanda não serve como revanche

Nesse bolo incluo Júlio "Goleiro de Clube" César, da Inter de Milão. Falhou feio no primeiro tento da laranja mecânica e nada do que fará daqui para frente apagará essa mancha. Foi como derrubar vinho São Tomé na toalha de mesa nova da sua mãe. Muitos dirão que Júlio foi perfeito durante toda a Copa. Concordo. Mas não adianta nada falhar na hora H. Era o fim do planeta para os brasileiros. Jogadores diferenciados não erram em momentos decisivos. Além disso, o Brasil tem uma porção de arqueiros prontos para assumir a número 1.
O amistoso de sábado,

Renovação já! Fora, medalhões! Vamos valorizar aqueles que atuam no Brasil. Neymar, o pequeno-deus, neles! Antes que o mundo acabe.
