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segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Bahia vence a Portuguesa e rebaixa o Palmeiras. Entenda!

Só eleições diretas para presidente e a nova Arena podem tirar o Palmeiras das trevas

Por Alessandro Lefevre

O clima no Palmeiras é de enterro. O motivo não é o empate com o Botafogo no domingo (4), mas a vitória do Bahia, em pleno Canindé. Além disso, observe os quatro próximos jogos da equipe de Salvador no Brasileirão: 

Cruzeiro em Minas: saco de pancadas, a Raposa não coloca medo em ninguém. Empate!
Ponte Preta em Salvador: vitória do Bahia.
Náutico em Salvador: vitória do Bahia.
Atlético-GO em Goiás: vitória do Bahia

Mesmo que o Palmeiras ganhe as quatro partidas que restam, o Bahia tem um caminho muito mais fácil, além da diferença de sete pontos para o time paulista.

Ao palmeirense, resta torcer. E esquecer um pouco o que é dito na grande mídia. Oportunistas, comentaristas dizem que o problema do Palmeiras é fácil de resolver: achar um candidato único para as eleições presidenciais de janeiro do ano que vem e começar agora o planejamento para a Série B. A proposta é ótima, mas a política do clube não é tão simples assim. Quem vive o dia a dia das alamedas do Palestra Itália sabe que unir situação, oposição e mais um monte de grupos com pensamentos conflitantes é uma missão impossível. 

Um dos principais pontos de discórdia é quanto à associação de torcedores uniformizados ao clube. Enquanto a situação é contra, alguns grupos da oposição querem que a arquibancada passe a decidir os rumos do Alviverde. Por isso, a pressão por eleições presidenciais diretas. O projeto deve mesmo sair do papel com o virtual rebaixamento. E, com a entrega da Arena, o Palmeiras talvez volte aos dias de glória. 

Outra tese bastante defendida para a queda do Verdão diz que os cartolas não aprenderam absolutamente nada com a parceria com a Parmalat na década de 90. Pode até ser verdade. Mas com todo aquele dinheiro, não é preciso ser tão profissional assim. É evidente que a turma da Parmalat era profissional. Só que a empresa italiana tinha MUITO dinheiro para montar esquadrões. Hoje, tempos em que a torcida bate em treinador e esculhamba jogador, quem quer atuar no Palmeiras? 

A parceria entre Fluminense e Unimed não tem nada a ver com a do Palmeiras com a Parmalat, que era de co-gestão. No Flu, a Unimed entra apenas como investidora. Mas dá para ver o que o dinheiro pode fazer com um clube...

O que o Palmeiras precisa é de uma revolução! Eleições diretas para presidente e a nova Arena podem ser o primeiro passo rumo à profissionalização de um clube com mais de 13 milhões de torcedores espalhados pelos quatro cantos do planeta. Por enquanto, é pensar se o correto é montar um time para a Libertadores ou para a Segunda Divisão.

domingo, 15 de abril de 2012

Uma mera manga abandonada

Por Felipe Pugliese


A alma futebolística do torcedor palmeirense está ferida, machucada. Tão debulhada quanto uma manga abandonada na sarjeta após uma feira, onde é chutada e pisoteada por calçados sem piedade pelo fruto.

A história de 2011 se repete em 2012. No começo do Paulistão, tudo são flores...rosas perfumadas. A empolgação da torcida é pura ilusão e todos sabem disso, mas preferem não acreditar. Na reta final a equipe volta a repetir um comportamento abaixo do medíocre e seus inúmeros defeitos ficam evidentes, e olha que ainda estamos falando de um limitado campeonato estadual. Afinal, o que acontece com o Palmeiras?

Há quase dois anos no comando do time paulista, Felipão ainda está bem longe de mostrar para que veio. Faltam bons jogadores? Henrique, Marcos Assunção, Márcio Araújo, Valdívia, Maikon Leite, Daniel Carvalho, Barcos...

Está hora de pensar em uma mudança drástica, mas necessária. Felipão talvez seja o maior treinador da história do Palmeiras, mas no presente tem grande responsabilidade pelo retrocesso do clube dentro de campo. O Campeonato Brasileiro está aí e um clube como o verdão não pode, mais uma vez, ser um mero coadjuvante, ou melhor... uma mera manga abandonada.

quinta-feira, 22 de março de 2012

Dérbi tem que ser no Morumbi

Dérbi no Morumbi terminou em pancadaria na final do Paulistão de 99
Por Alessandro Lefevre

Palmeiras e Corinthians são maiores do que o Pacaembu. O estádio municipal evidentemente é a casa mais aconchegante da cidade. Sua acústica, sua localização, a Praça Charles Miller, o bom gramado. Tudo isso credita o tradicional Paca, como é carinhosamente chamado, a receber o maior duelo da capital. No entanto, com o futebol em alta e os dois clubes em ótima fase, não há lugar melhor do que o Morumbi para ser palco do clássico.

O estádio do São Paulo é fora de mão, não tem metrô próximo, tem pontos em que a visão do gramado é péssima, é um frio desgraçado, mas, até agora, é o maior estádio da cidade. Com capacidade para pouco mais de 70 mil pessoas, o Morumba pode abrigar bem a torcida "da casa" e a visitante.

No Pacaembu, para o Dérbi de domingo, foram colocados à venda cerca de 37 mil ingressos. Para a torcida do Palmeiras, apenas 2 mil entradas estão disponíveis. Tudo isso porque, desde a semifinal do Paulistão do ano passado, quando o Verdão tinha o mando, os times não cedem mais o tobogã para o visitante. Naquela oportunidade, o Palmeiras cedeu os mesmos 2 mil ingressos para os corintianos.

No Morumbi, ao menos cinco, sete mil ingressos poderiam ser disponibilizados para quem não tem o mando. Ou seja, mais gente poderia ter o prazer de assistir ao jogo. Além disso, a chegada ao estádio é mais segura (por avenidas diferentes) e o torcedor ficaria mais confortável. Mas por uma intriga entre o ex-presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, e o atual mandatário do São Paulo, Juvenal Juvêncio, o maior clássico do País tem que se apequenar no Pacaembu.

Se o Palmeiras tiver a grandeza e a inteligência necessárias, num novo encontro, quando tiver o mando, deve levar o Dérbi ao Morumbi, sem cobrar nada em troca do arquirrival. Afinal, os times só existem por causa das torcidas. E é no torcedor, no espetáculo, no que as diretorias devem pensar. E não em picuinhas políticas e pessoais.

O argumento de que não querem fortalecer o São Paulo política e economicamente cai por terra facilmente. Basta pensar que dois ou três aluguéis por ano não vão mudar a vida do Tricolor. E o estádio da Copa do Mundo de 2014 já está definido. Não há mais o que temer, Corinthians. Será o Itaquerão!

Por um Palmeiras e Corinthians mais confortável e mais espetacular, lanço aqui a campanha #DérbiNoMorumbi.

Palmeirenses enfrentam sol e fila para garantir um dos
 2 mil ingressos disponíveis para o clássico

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Levado para o Paraguai, Choque-Rei emocina pouco

Rivaldo Gomes/Folhapress
Por Alessandro Lefevre

O Campeonato Paulista já não empolga. Parece que a distância entre os grandes e os pequenos é cada vez maior e mais evidente. É claro que Palmeiras, Corinthians, São Paulo e Santos sofreram para conseguir alguns resultados. Mas também é irrefutável que os quatro gigantes estarão entre os oito que vão às quartas-de-final do torneio.

Se as primeiras dezenove rodadas do Paulistão são chatas, monótonas e parece que se arrastam ao longo de três tenebrosos meses, por que quando há luz no fim do túnel a diretoria do Verdão leva um clássico pro Paraguai? Apesar do bom retrospecto da equipe de Palestra Itália em clássicos no Prudentão, o Palmeiras também não fez feio na penúltima rodada do Brasileirão no ano passado, quando bateu o Tricolor em pleno Pacaembu.

Desta vez, pelo Paulista, um belo jogo. Um empate digno de dois protagonistas do futebol nas Américas. Mas, apesar das belas jogadas e dos seis gols, assistir a um clássico destes pela televisão emociona menos. E viajar 550 quilômetros para ver uma partida de turno do Paulistão não está dentro dos planos da maioria dos torcedores da capital. É claro que é legal prestigiar o torcedor do interior. Mas isso pode ser feito em partidas com equipes de menor expressão. Clássico é na capital e ponto final. Os times são de São Paulo e o torcedor que acompanha a equipe cotidianamente merece assistir a esse tipo de jogo no estádio.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Após lambança, Leandro Amaro chegou ao nível de Darinta

L. Amaro quer se tornar o novo Alexandre
Por Alessandro Lefevre

Um pênalti infantil numa partida em que o zagueiro vem atuando bem. Isso daí é como uma pessoa ganhar milhões na bolsa, fazer um investimento errado e perder tudo. É como ganhar na Mega-Sena e perder o bilhete premiado. É como escorregar na hora de receber o Oscar de melhor ator.

Pior do que o gol do adversário, é a hora em que o juiz marca pênalti contra o seu time do coração. É uma raiva que pode durar até dois mintuos a partir do momento no qual o árbitro aponta a marca da cal, passando pelas tradicionais reclamações que nada adiantam, até quando o maldito atacante rival vai pra bola e, enfim, balança o barbante. Quando a penalidade é boba então...

A lambança que Leandro Amaro fez na partida entre Catanduvense e Palmeiras, no interior paulista, é digna dessa raiva e digna de comparação com os piores zagueiros da história alviverde. E o pior é que Amaro vinha fazendo um bom jogo, antecipando o atacante, roubando a bola sem faltas, dando passes precisos (curtos, mas precisos).

Só que a penalidade acaba com tudo. Não importa quão boa tenha sido a atuação. Se aquele pênalti foi decisivo para o revés da equipe, o zagueiro está condenado. Nota Z-E-R-O pro Leando Amaro, que agora conseguiu fazer com que a torcida lembre de dois "gênios" da bola que já atuaram na quarta-zaga de Palestra Itália.

Darinta
Zagueiro de um dos piores Palmeiras de todos os tempos, o de 1981, Darinta é até hoje lembrado sempre que algum jogador faz uma lambança. Neste fim de semana não foi diferente. Leandro Amaro meteu o braço na bola e já teve gente que chegou a dizer que o atual xerifão alviverde é pior do que o eterno Darinta. Paraense, Darinta é sem dúvida o jogador mais criticado da história do Verdão. Confesso que não o vi desfilar pelos gramados deste Brasilzão. E, pelo o que falam, ele ultrapassava os limites da grossidão. Mas não acredito que Darinta era tão ruim. Por um motivo: o palmeirense tem compulsão por criticar e cornetar jogadores, método que faz com que a fama deles seja a pior possível, passando de geração pra geração. Aposto que os netos do meu filho vão se lembrar do Leando Amaro como um dos piores de todos os tempos também. Fora os Alceus, Júniors Tuchês, Paulos Turras e tantos outros.

Alexandre, o rebaixador
Esse deveria ser hour concours. Alexandre, o rebaixador, adorava atuar em campos molhados (talvez sua melhor modalidade fosse o nado sincronizado, e não o futebol). Sua especialidade, inclusive, era o peixinho em bola rasteira. Jogada com a qual conseguiu afundar o Palmeiras na maior crise de sua gloriosa história: o rebaixamento à Série B, em 2002. Alexandre, o rebaixador, ainda será lembrado pela expulsão na semifinal da Libertadores de 2001, quando fez falta violenta num jogador do Boca Juniors, em pleno Palestra Itália, e prejudicou demais o time. Ele jamais será esquecido por jogadas como esta, na última partida daquele fatídico Brasileirão de 2002, derrota diante do Vitória. Veja a partir de 1min.


Vídeo do Darinta? Melhor nem procurar. Assim o mito continua!

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