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quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Camisa nove




Felipe Pugliese

São poucos os que têm vocação para vesti-lá. O número nove nas costas tem o peso calculado em arrobas. Quem não tem cacife, mas ousa tentar pode cair de quatro na grama e não levantar nunca mais. A pergunta que faço é: os clubes brasileiros estão bem servidos quando o assunto é o "matador"?

Em São Paulo, o Corinthians vai contra a realidade. Alexandre Pato vestirá a sete, mas tem bala para ser o dono da nove, hoje nas costas de Paolo Guerrero. Dois jogadores de altíssimo nível. O Tricolor tem o bom, velho e sempre eficiente Luís Fabiano. Barcos calou a todos e, para alguns palmeirenses, supera inclusive o ídolo Evair. No Santos, a aposta é no goleador André. Todos estão muitíssimo bem servidos. 

Contudo, o melhor do Brasil está no Rio de Janeiro. Fred é unanimidade. E paramos por aí. O Flamengo não tem mais Vágner Love e Liédson é um ex-jogador em atividade. Botafogo perdeu Elkson (que mesmo usando nove nunca foi digno da numeração) e aposta no garoto Bruno Mendes. Não consigo entender como dispensou Loco Abreu. O Vasco deixou Alecsandro sair e agora vive sem o centroavante. O quadro preocupa. 

Em Minas Gerais, Jô mostrou não ser apenas aquele cara irresponsável e baladeiro. Dentro da área sabe se virar bem, tanto pelo alto quanto no pivô. Já o Cruzeiro ainda acredita em Borges. Perda de tempo. 

No Sul, o cardápio oferece atrações saborosas. Marcelos Moreno e Leandro Damião cheiram gol. Enquanto isso no Norte e Nordeste o nível cai: Souza, Roger, William... enquanto isso Deivid irá fazer muitos gols pelo Coxa, ainda mais com Alex de garçom. 

Quem tem, tem. Quem não tem precisa correr atrás. Atrás de quem?

Diego Tardelli é "o cara", mas também "o caro". Reinteria... por que não? Recorrer a algum argentino, como Viatri, pode ser uma boa solução. Ricardo Oliveira ainda dá caldo. 

Não precisa ser de placa, o que o brasileiro quer é ver gol...

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

"Avenida Coritiba"

O bom filho ã casa torna

Por Felipe Pugliese

A saga de “Avenida Brasil” chega ao fim apenas na próxima sexta-feira. Outra novela, porém, finalmente teve seu último capítulo desvendado. O mistério de quem matou Max permanece vivo, mas o time que terá o charmoso futebol do meia Alex já está estampado nos noticiários do Brasil e do Mundo. O camisa dez mais encantador dos últimos tempos é, novamente, do Coritiba.
O manto do Coxa para Alex é tão sagrado quanto a batina para um padre. Tal fidelidade certamente pesou na decisão sobre o futuro. No clube do coração o meia reviverá ao lado de Deivid uma dupla que arrebentou a boca do balão no Cruzeiro e no Fenerbahce.

Alex e Deivid reencontram a felicidade, assim como Tufão e Monalisa

Assim como Tufão e Monalisa, Alex e Deivid serão felizes juntos. Arrisco-me a dizer que  o futebol europeu foi a dita cuja da Carminha na vida de ambos. Por muito tempo os deixou alienados, principalmente o meia.
Logo que anunciou que retornaria ao Brasil Alex viveu dias de Isis Valverde. Todos o cobiçavam. Palmeiras e Cruzeiro sonharam com a tentação e acabaram chupando o dedo. O camisa dez escolheu os braços maternos. Nem cogitou ser um Cadinho da vida e se dividir entre os três amores.
Voltando a falar de Deivid, que acertou o time do Coritiba. Com os gols do centroavante, o Coxa parece ter se livrado de vez do Lixão chamado Série B.
Com os dois veteranos o time pode sonhar em passar dias melhores em 2013, um ano Divino!

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Um fim de ano justo ao Coxa !


 No domingo a festa pode ser muito maior, a Libertadores está em jogo

Por Fábio Votu

2011 tem sido um ano diferente e especial para o torcedor Coxa-Branca. A possível vaga na Libertadores, que estará garantida caso o time vença o rival Atlético Paranaense no próximo domingo, é um prêmio mais do que justo para um time que brilhou e fez história em 2011.
O ano começou animador, no primeiro jogo do campeonato Paranaense, no dia 3 de fevereiro, 5 a 0 contra o Iraty. Até aí tudo bem. Agora ninguém, nem os mais otimistas torcedores, esperavam que essa vitória abriria uma sequência invicta e histórica de outras 23 que viriam até o dia 5 de maio. Foram 24 vitórias consecutivas, com jogos que deixaram muito time grande de boca aberta, como o 6 x 0 em cima do Palmeiras pela Copa do Brasil. A sequência do Coxa ganhou o mundo e foi registrada no livro dos recordes como a maior ininterrupta entre clubes de futebol.
Fazendo história e se tornando destaque na mídia esportiva nacional, o Coxa foi Campeão Paranaense de 2011 e finalista da Copa do Brasil. Tinha tudo para ter sido campeão do torneio. Não foi, perdeu para o bom time vascaíno e amargou um vice-campeonato. Mais do que isso, não conseguiu a tão desejada vaga da Libertadores que estava tão próxima.
Após um primeiro semestre excelente, o Coxa começou a disputa do Brasileirão com o apoio da torcida que já depositava enorme confiança no time. Mas o inicio foi árduo. No primeiro jogo, estreia em casa, e derrota para o Atlético Goianiense por 1 a 0. Assim o Coritiba foi tropeçando no começo do Brasileirão e perdendo pontos preciosos. Ao decorrer da competição, o Coxa sempre se manteve em uma zona intermediária, não encostava nos líderes, e ao mesmo tempo se mantinha longe da zona de rebaixamento.
Assim foi indo, quietinho, cumprindo seu papel sem se preocupar muito com contas e previsões. E não é que a receita do "fazendo minha parte" deu certo. Faltando uma rodada para o final do Brasileirão o Coxa chegou. Está em quinto e só depende dele na última rodada para voltar a Libertadores, competição que não disputa desde 2004. Contou com a sorte também é verdade, afinal Figuerense, Botafogo, São Paulo e Internacional, que eram concorrentes diretos a vaga da Libertadores, perderam na última rodada.  Mas a competência do Coritiba é inquestionável.
Eficiência que pode ser resumida nas últimas 6 partidas da equipe: 5 vitórias e apenas  1 derrota. Média de 2,5 pontos conquistados por jogos, justamente na reta final, na mais complicada e difícil fase do campeonato. O Coxa chegou de repente no G5, mas por méritos, tem a terceira melhor defesa e ataque da competição, além do mesmo saldo de gols (17) dos candidatos ao título desta edição, Corinthians e Vasco.
O técnico Marcelo Oliveira até chegou a jogar a toalha após a derrota para o Fluminense a 9 rodadas atrás. Disse que a Libertadores não daria mais. Errou, a Libertadores dá sim. Fazendo o que muita gente deveria fazer, "cuidando da própria vida", o Coxa chega a última rodada do Brasileirão com um privilégio, pode voltar a Libertadores e ao mesmo tempo rebaixar seu maior rival, o Atlético Paranaense. Que jogo! É acompanhar domingo na Arena da Baixada o desfecho do futebol paranaense em 2011!
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