Por Luiz Felipe Fogaça
Todo mundo que acompanha diariamente os noticiários do mundo
futebolístico sabe quantos craques fabricamos por ano.
Não que estejamos
produzindo tantos jogadores bons, mas virou clichê chamar de craque.
Um golzinho já é motivo de consagração, participação em todos
os programas esportivos, destaque em todos os jornais, exaltação nos quatro cantos.
Basta ser atacante, fazer gols e dar carinho, que será um
ídolo, um craque, pedirão sua convocação em determinado momento. Exageros a parte, é mais ou menos isso que
fazem os comentaristas que já vulgarizaram o termo craque.
Essa cultura de demasiado enaltecimento de todos e qualquer
jogador precisa terminar, principalmente dos jogadores de frente.
Esses dias foi a vez do atacante dos juniores do Santos, que
fez um golaço contra o Palmeiras na Copa São Paulo, só se fala nele. Há quem já
peça a dupla com Neymar.
Pior que isso, só a falta de personalidade de alguns
jogadores, que querem ser outro. Se espelhar e ter como ídolo é uma coisa, mas
hoje em dia parece que eles querem mesmo é ser o outro.
De bom nisso tudo, só o Santos que se mostra cada vez mais
como uma fábrica de talentos. Não falo pelo jogador Neilton em si, mas pelo
conjunto que chegou à final da Copa São Paulo. Olho nos meninos da Vila.