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quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Que pasa, Carlitos?



Artilheiro da temporada 2010/2011 do Campeonato Inglês com 21 gols, braçadeira de capitão e time classificado para a Liga dos Campeões.

Motivos não faltavam para o argentino Carlos Tevez começar a temporada 2011/2012 como titular absoluto do Manchester City.

Mas, após as cinco primeiras rodadas da Premier League e a estreia na Champions, Tevez segue apenas como uma opção para o técnico italiano Roberto Mancini no banco de reservas.

“No momento há jogadores jogando melhor do que ele [Tevez] e Carlos está aqui treinando. Quando Carlos estiver bem, provavelmente ele terá uma chance de jogar”, disse o comandante do City durante a semana passada.

Mancicni tem razão.

Apesar de a última temporada ter sido muito boa para Tevez, o argentino desanimou. Disse que não estava feliz na Inglaterra e chegou até a flertar com uma possível volta ao Corinthians. Resultado: o descontentamento afetou seu futebol.

Esta temporada é importante para o City. O time está na Liga dos Campeões e não poupou dinheiro para reforçar a equipe. O posicionamento de Carlitos dentro e fora dos campos não é compatível com o momento do clube. Então nada mais justo que ele esquente o banco.


Além disso, o também argentino Sergio Aguero, que custou 35 milhões de libras ao Manchester City, está formando uma ótima dupla de ataque com o bósnio Edin Dzeko. O primeiro é o vice-artilheiro da Premier League, com 8 gols, enquanto o segundo já balançou as redes seis vezes em cinco rodadas.

Mesmo assim, Mancini não é louco. Sabe do potencial de Carlitos e conta com ele para a sequência da temporada, que está apenas no começo.

“Nós sabemos que Carlos pode marcar 20 gols em uma temporada. E se nós marcarmos muitos gols com todos nossos atacantes vai ver muito bom”, disse o italiano.

Só falta o Tevez voltar a jogar bola para que o forte ataque do Manchester City fique ainda mais poderoso.

(Clique aqui para conferir a classificação do Campeonato Inglês).

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Fim da Janela Europeia. Hora dos Pitacos!

Galera apaixonada, está fechada a janela de negociações para os clubes europeus. A partir de hoje, e dividido em 3 partes, faremos um balançete do que houve de mudança nas equipes dos principais campeonatos do Velho Continente. Começaremos pela Inglaterra, depois vamos à Itália e finalizaremos, de uma vez só, com Espanha, Portugal, França e Alemanha. Não percam!

Vamos à Terra da Rainha:

- O Arsenal, depois da histórica Bordoada de 8 a 2 para o Man Utd, resolveu gastar. Não muito, mas reforçou todos os setores. Começou pelo sul-coreano Park Chu-Young (quem?), capitão da seleção e oriundo do Mônaco. No último dia, veio o pacotaço: o lateral André Santos, também conhecido como filhão do Mano, aproveitou a vergonhosa enxurrada de denúncias inescrupulosas sobre o Fenerbahce e se mandou para o Emirates Stadium. O zagueiro Per Mertesacker, da seleção alemã, também já posou com a camisa dos Gunners. E, por último, dois meias, ambos do futebol inglês: Mikel Arteta, ex- Everton, e o israelense Benayoun, com passagens apagadas por Chelsea e Liverpool. Se serão suficientes para tirar o Arsenal da draga em que se encontra após as saídas de Fabregas e Nasri, não sabemos. Mas o elenco agora tem mais volume e opções. A ver.

- Falando em Chelsea e Liverpool, o primeiro alfinetou o rival e trouxe, de última hora, o volante Raul Meireles, contratado ano passado e que vinha se destacando com a camisa dos Reds. Antes, já haviam levado o jovem atacante Lukaku, que na Bélgica era conhecido como novo Drogba (são vários por aí), e o meia espanhol Juan Mata, ex-Valencia. Já o segundo frustrou os planos do São Paulo e levou o jovem - e excelente - zagueiro Coates, de 20 anos, destaque da seleção uruguaia campeã da América. Outro contratado foi Craig Bellamy, galês marrento que andava pela segunda divisão. De cara, cravo: péssima investida.

- Fim do mistério em City of Manchester. Os Citizens seguraram Carlitos Tevez. E foi na marra, já que o argentino deu inúmeras declarações dizendo que queria partir da Inglaterra. Mas agora, com Kun Aguero ao seu lado no comando de ataque, e Samir Nasri na meiúca, temos um time candidatíssimo ao título inglês, se Roberto Mancini não inventar e degringolar. Vale lembrar que a equipe já havia trazido Clichy, lateral esquerdo do Arsenal, e resgatou o volante Hargreaves, eleito melhor jogador inglês em 2006, mas que desde então andou às voltas com lesões eternas. Olho nesse timaço!

- O Manchester United manteve a base campeã inglesa e vice da Champions, acrescentou o jovem e excelente goleiro De Gea, que veio do Atletico de Madrid, e o meia atacante Ashley Young, do Aston Villa. Duas boas tacadas dos Red Devils, sempre candidatos devido ao ótimo elenco e ao grande Sir Alex Ferguson.

- No mais, o Tottenham trouxe o togolês Adebayor, de passagem pouco produtiva pelo Real Madrid, e o volante da Seleção Inglesa Scott Parker, que veio do West Ham, num troca-troca que mandou Bentley para os Hammers. O grandalhão Peter Crouch foi para o Stoke City, na maior transferência da história da pequena equipe. O Bolton levou duas jovens promessas por empréstimo: N’Gog, do Liverpool, e Gael Kakuta, do Chelsea.

Amanhã vamos à Terra da Bota. Abraços!

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Paixão na gringa: Londrinos são humilhados

Cheguei em Londres na última quinta-feira. Vou passar um ano por essas bandas. Na sexta, depois de merecidas 12 horas de sono (o espaço minúsculo entre os assentos da Air France me matou), pensei: como farei minha estreia londrina no Paixão? Faltaram ideias.

Até que, no sábado à noite, vi que o Tottenham receberia o Manchester City, no domingo, em seu estádio, o White Hart Lane, que fica a poucos minutos a pé da minha nova casa. Decidi então que iria até lá para sentir o clima do jogo, vendo de fora o que rolava.

Chegando lá, porém, não resisti. Negociei com um cambista (sim, aqui também tem disso) e comprei meu ingresso. Estava decidida minha pauta: seria sobre minha primeira experiência em um estádio fora do Brasil. E, observando tudo ao meu redor, vários tópicos me vieram à cabeça:

Os torcedores que, fora do estádio, se deliciam em barracas de lanches duvidosos antes do jogo – como no Brasil.

A proximidade absurda que os torcedores ficam do campo – eu estava na terceira fileira, a poucos metros do pau da bandeirinha; a cada escanteio, não conseguia conter a euforia, pegava minha máquina e disparava uma foto atrás da outra, sem nem saber muito o porquê.

Os aplausos a cada lance certo do time – seja uma invertida de bola, um chute a gol ou até mesmo um lateral após evitar o escanteio.

A rapidez com que a torcida sai do estádio – sem brincadeira, demorei menos de um minuto para ir da cadeira onde estava até a rua.

Mas, como além de apaixonado por futebol, também sou jornalista, tenho que mudar aqui o rumo do meu relato. Isso porque, após o Tottenham ter levado 5 a 1 do Manchester City (dei puta sorte para os caras, como vocês podem ver), foi a vez do Arsenal, também de Londres, levar um inesperado 8 a 2 do Manchester United.

Foi um domingo difícil para os torcedores londrinos.

No jogo em que eu estive o destaque foi o atacante bósnio Dzeko, que balançou a rede quatro vezes. Nunca tinha ouvido falar nesse cara. Foi o Tuca Veiga quem me disse que ele jogou junto com o Grafite no Wolfsburg.

O melhor em campo, porém, acho que foi Nasri, ex-Arsenal. Vaiado a todo instante pela torcida do Tottenham, ele infernizou a defesa adversária e deu duas assistências. Carlitos Tevez, infelizmente, não entrou em campo. Agüero foi titular e meteu um dos gols. O Manchester City está com um time legal, pode dar trabalho nesta temporada.

Quanto a goleada do outro jogo, fica claro que o Manchester United vem para mais um bom campeonato. Com três rodadas, os Red Devils lideram o Campeonato Inglês ao lado do City, ambos com nove pontos.

Já o Arsenal vai ter que trabalhar muito para engrenar sem Nasri e Fábregas (este último foi para o Barcelona). O time de Arsène Wenger tem apenas um ponto (perdeu duas e empatou uma).
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