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quinta-feira, 16 de junho de 2011

16/6/1999: a maior conquista da história do Palmeiras

Nenhum corintiano sabe o que o torcedor do Santos tem sofrido. O palmeirense sabe. Há exatos doze anos, num inesquecível 16 de julho, o Verdão entrava em campo para levantar o caneco mais importante da sua história. A conquista da América era logo ali. Depois de perder o jogo de ida pelo placar mínimo para o desconhecido Deportivo Cali, da Colômbia, o Palmeiras precisava de uma vitória por dois gols de diferença para ser campeão da Libertadores.

A campanha até ali era irretocável. Num grupo com times tradicionais, como Cerro Porteño e Olímpia, ambos do Paraguai, e Corinthians, seu arquirrival, o Alviverde se saiu muito bem e passou à fase eliminatória em segundo lugar. Nas oitavas, o Palmeiras pegaria o incrível Vasco, à época o melhor time das Américas. Passou por cima. Nas quartas, Marcos pegou pênalti de Vampeta depois de dois confrontos eletrizantes no Morumbi. Corinthians eliminado. E a rivalidade Brasil-Argentina foi a campo nas semis da competição. Com atuação de gala de Alex, o Palmeiras chegava mais uma vez a uma final e tirava o sonho do tri do River Plate.

Uma semana antes da finalíssima, filas enormes fora e dentro do Palestra Itália para garantir um dos pouquíssimos 32 mil ingressos. No dia do jogo, cambistas apanhavam na porta do estádio e os torcedores de organizadas pegavam os ingressos para fazerem a festa dentro do caldeirão. Como diz Galvão Bueno, o jogo era um verdadeiro teste pra cardíacos. E já no segundo tempo o artilheiro Evair, com uma tranquilidade fora do normal, bateu pênalti e abriu o placar. O Palmeiras era melhor. Mas Júnior Baiano, vice-campeão do mundo com a Seleção em 98, cometeu penalidade infantil. Zapata chutou firme e empatou. Tensão no Palestra!

Nunca tinha visto uma torcida tão assustada. Foi quando, em bela trama pela esquerda, o lateral Júnior cruzou e Oséas tocou pro fundo do gol. O gol, como diz Eduardo Galeano, é o orgasmo do futebol. Esse especificamente foi melhor do que um orgasmo, se é que isso existe. E, num misto de alegria e estresse, o estádio se esqueceu que era de cimento, se soltou da terra e foi para o espaço. O que não faltavam eram torcedores chorando em pleno Palestra Itália. Incrível.

A decisão iria mesmo para os pênaltis.

O resto da história fica a cargo de Galvão Bueno:



Ficha técnica:

16/6/1999 - Quarta-feira
Local: Palestra Itália
Público: 32.000
Árbitro: Ubaldo Aquino (PAR)

PALMEIRAS: Marcos, Arce (Evair), Júnior Baiano, Roque Júnior e Júnior; César Sampaio, Rogério, Alex (Euller) e Zinho; Paulo Nunes e Oséas. Técnico: Luiz Felipe Scolari.

DEPORTIVO CALI: Dudamel, Pérez (Gavíria), Yépes, Mosquera e Bedoya; Viveros, Zapata, Candelo (Hurtado) e Betancourt; Bonilla e Córdoba (Valencia). Técnico: José Hernández.

2 comentários:

  1. Comentaria algo, mas pareceu muito banal tentar pontuar uma sensação tão sublime com palavras.

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