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O torcedor brasileiro quer a volta da cerveja com álcool aos estádios |
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Elkeson é a estrela que mais brilha no elenco do Botafogo |
Anderson Silva disse que iria imortalizar esta frase ao fim do UFC Rio. Na verdade, a cidade do Rio de Janeiro foi imortalizada com este evento sem precedentes. Eu pelo menos não me lembro de um UFC tão empolgante com quatro das cinco lutas do card principal terminando em nocaute.
Precisamos começar falando da lenda. Sem palavras. Anderson Silva transforma o octógono em um playground, levando-se em consideração a liberdade que ele tem naquele lugar. Seguro e confiante, Anderson brincou com Yushin Okami e fez o que sabe fazer com maestria. Após um knockdown, no qual ele não terminou a luta por vaidade, Anderson voltou a derrubar o japonês e, sem dó, acabou com a luta.
Agora necessito confessar algo. Anderson Silva é um cara fora do normal, mas um lutador que me emociona é Mauricio Shogun Rua. Sua humildade e garra me comovem e toda vez que ele entra no octógono, eu torço com todas as minhas forças. E desta vez ele não me decepcionou.
Em forma e confiante, Shogun não deu chances para Forrest Griffin e vingou a derrota que havia ocorrido há quatro anos (como lutador de MMA guarda rancor!). Ao ver ele se aproximando do octógono na HSBC Arena, fiquei pensando o que poderia estar passando na cabeça dele. Com uma feição apreensiva, todo o peso do mundo parecia estar em suas costas após a derrota para Jon Jones. E pela sua comemoração e sorriso sincero ao fim da luta (nocaute no R1), deu para perceber que “o campeão voltoooou” e vai buscar o cinturão do seu último algoz!
Em uma noite que já parecia estar fadada para o sucesso brasileiro, foi Minotauro quem abriu a porteira para o massacre tupiniquim no card principal. O legendário lutador do UFC não entrava no octógono desde fevereiro de 2010. O suficiente para todos desconfiarem dele. Ele aparecia como zebra na bolsa de apostas e era assim considerado até por este que vos escreve.
No entanto, parece que algumas pessoas (inclusive eu, justiça seja feita), esqueceram quem é o Minotauro. Ele é um dos maiores nomes de toda a história do UFC e reza a lenda de que quanto mais ele apanha, mais forte ele fica. Na luta de hoje, esqueci disto. No início, ele sofreu uma série de golpes que me fez torcer para ele não ser humilhado. Mas ele reverteu, acertou com sua pesada mão uma sequência em Brendan Schaub e o nocauteou ainda no R1. Ao fim da luta, pude ver o baiano olhando para mim, cheio da marra carioca e recitando Jorge Aragão: “Respeite quem pode chegar onde a gente chegou…”. Ele é um mito.
Agora preciso puxar a sardinha para este blog. Ontem, no post dos palpites, foi publicado que o confronto do Barboza seria uma das melhores em pé do evento. E de fato foi. Ele e Ross Pearson mostraram estar muito bem preparados e fizeram uma bela exibição, vencendo como melhor luta da noite. Nos pontos, o brasileiro ganhou.
Em tempo, a noite não foi apenas de vitórias brasileiras no card principal. Luiz “Banha” Cane foi derrotado por nocaute no R1 pelo búlgaro Stanislav Nedkov. Por fim, ganhamos de goleada dos gringos por 4 a 1. Mas no fundo acredito que o Banha tenha perdido do mesmo jeito que fazemos quando vamos jogar videogame com algum amigo em casa. Você até deixa o cara ganhar uma partida só para ele voltar outro dia.
Voltem sempre, gringos. Apenas lembrando: NUNCA SERÃO, JAMAIS SERÃO!
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Para CNN, Derby é o 9º clássico mais importante do planeta |
Grêmio e Inter realizam na tarde deste domingo, no estádio Olímpico, em Porto Alegre, mais um clássico apelidado de Gre-Nal, o duelo das duas forças do RS, sul do país.
Sempre fortes candidatos ao título de qualquer torneio que entram para disputar, conhecidos pelo seu excesso de brio, os gaúchos se enfrentam pela 388ª vez. Se o Inter leva vantagem no confronto geral com 145 vitórias contra 122 do rival, o Grêmio joga em sua casa, onde de 120 jogos venceu 40 e perdeu 33.
Imortalizada por Jardel, atacante que defendia o Grêmio, após uma derrota para o rival Inter, a frase “ Clássico é clássico e vice-versa” parece combinar com o espírito do embate, que não tem favoritos, a única certeza é de muita luta, muita garra.
Em melhor momento no brasileiro, o time colorado aposta na força de Damião, e em Dorival Júnior que ainda não perdeu no comando do time. Já o time tricolor, com Celso Roth a frente da equipe, confia na força de Douglas e Marquinhos no meio de campo do time.
Que vença o melhor!
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Flamengo e Vasco é o clássico mais importante do Rio |
O UFC Rio está prestes a começar. Provalvemente neste mesmo horário amanhã (27/08) já teremos o nome do vencedor de grande parte das lutas, senão de todas. Por isso, decidi abrir este espaço para pitacos e palpites das lutas do Card Principal. Vamos lá!
Banha x Nedkov
Vitória de Banha por nocaute no R2
Enquanto o brasileiro Banha vem de uma vitória no último UFC após amargar duas derrotas seguidas, o búlgaro faz sua estreia no evento com um invejável cartel de 11 lutas e 11 vitórias. O confronto é válido pela categoria meio-pesado.
Barboza x Ross Pearson
Vitória de Barboza por nocaute no R1
A expectativa é que esta seja uma das melhores lutas em pé do UFC Rio. Ambos são ótimos strikers, mas acredito que Barboza possa levar uma vantagem, sem desmerecer o Pearson que é reconhecido como uma grande promessa. Luta em aberto.
Minotauro x Shaub
Vitória de Shaub na decisão dos juízes
O Minotauro sempre vai ser ser aquela lenda que conhecemos, mas não acredito em uma vitória sua no UFC Rio. O brasileiro não atua desde fevereiro de 2010 e neste intervalo de tempo ainda precisou passar por duas cirurgias. Ao contrário de seu oponente norte-americano que vem de quatro vitórias consecutivas sendo a última delas contra o Mirko Cro Cop, em março deste ano.
Shogun x Griffin
Vitória de Shogun por nocaute no R2
Acredito muito no potencial de Shogun. Apesar dele ter feito uma luta muito ruim contra o Jon Jones, na qual demonstrou estar sem preparo físico algum, confio na sua recuperação. E o Griffin não convenceu na sua última exibição, mesmo tendo vencido o Rich Franklin.
Anderson Silva x Yushin Okami
Vitória do Aranha por finalização no R2
Será questão de honra. O Anderson precisa vencer o seu último algoz e fará de tudo para realizar este "acerto de contas". Okami entra como azarão e não acredito que tentará vencer na trocação, por isso deve tentar levar a luta para o chão. Neste cenário, acredito que o Anderson Silva encaixará algum golpe e finalizará.
Bom, estes são meus palpites. E você? Qual sua expectativa para o UFC Rio?
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Palmeiras joga "em casa" no Prudentão? |
O apego por um time – aquele que dizem começar no berço – pinta muito antes da criança entender o que é futebol. O primeiro contato é com o símbolo, as cores. A identidade da pessoa com uma equipe desponta com o reconhecimento da bandeira, da tribo à qual você pertence.
A bandeira é peça fundamental para a construção da atmosfera do futebol. Ela tremula bonita quando tudo vai bem, mas quando rola aquela ‘nhaca’, xi, não aparece nenhuma brisa para sacudir a bandeira e dar esperança para o torcedor. Em semana de título, dá-lhe bandeira na janela. Em dias de desonra, bonito é o que resiste à tentação de enrolá-la e guardá-la, mesmo que somente por um tempinho.
Exatamente pelo valor que as bandeiras têm para o esporte, que o futebol paulista comemora o retorno delas aos estádios do estado. E ficamos na expectativa para que elas façam parte apenas das festas das torcidas e não sejam usadas para violência. Pois sabemos que foi justamente por conta do mau uso do objeto que desde 1995, depois da batalha da Mancha Verde e da Independente, no Pacaembu, em um jogo de juniores, que elas deixaram de dar de sua beleza nos estádios.
A lei, proposta pelo deputado Ênio Tatto (PT), foi aprovada com noventa votos favor e dois contra, e agora deverá ser sancionada pelo governador Geraldo Alckmin. Depois disso, tem um prazo de 180 dias para entrar em vigor. A idéia é que seja feito um controle das bandeiras e de quem as tiver em posse, junto com as torcidas organizadas. Tomara que dê certo e que, mais para frente, todos possam levar as suas bandeiras aos estádios – e que todos façam festa, não guerra.
Esporte em expansão. Já ouvimos esta expressão de praticamente todos as modalidades que não são o futebol no Brasil nos últimos anos. O vôlei cresce desde a Geração de Prata. O basquete, desde que me conheço por gente. E neste período vimos inúmeros esportes chegarem ao seu auge no Brasil, como o tênis com o Guga, o boxe com Maguila e Popó e até o hipismo com Rodrigo Pessoa.
A verdade é que nenhum destes esportes (que não fosse o futebol) de fato juntou a massa brasileira para serem acompanhados, a não ser no caso de Jogos Olímpicos. Mas isto está com os dias contados. Vitor Belfort, o atleta mais novo a ser o campeão do UFC, já deu uma polêmica declaração dizendo que o MMA ultrapassaria o futebol em popularidade no Brasil em pouco tempo.
Claro que a declaração foi exagerada, mas precisa ser analisada. Vitor Belfort foi escolhido por Dana White (o poderoso chefão do UFC) como embaixador do esporte no Brasil. Logo, faz parte de sua nova função promover o esporte. O UFC foi criado em 1993, mas só deslanchou novamente no início dos anos 2000 com a compra do evento pela Zuffa, presidida por Dana White.
Atualmente, o UFC vale ao menos U$ 2 bi e o mercado brasileiro é considerado estratégico para o esporte. Tanto que grandes campeões vem daqui e a marca em si foi criada pelos Gracie. O evento é transmitido em 145 países e tornou-se a galinha dos ovos de ouro dos anunciantes.
Para o UFC Rio, que acontecerá neste final de semana, entre inúmeras marcas que concorreram, seis terão suas marcas estampadas no octógono, exposição pela qual tiveram que desembolsar de 300k a 2,5 mi de reais. Os salgados 15 mil ingressos, que custavam de 275 a 1.600 reais, se esgotaram em cerca de 6 horas. A Rede TV, que irá transmitir o evento, comercializou cotas no valor de 5,180 mi de reais.
Tudo isto por uma noite. Um evento. Uma edição. Não sei se um dia o UFC se tornará mais popular que o futebol no Brasil. Mas em termos de organização e marketing, o esporte da massa já foi ultrapassado. Com Ricardo Teixeira no comando então, a goleada é quase certa.
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Felipão será demitido se não vencer nenhum dos três próximos jogos |
O Brasileirão deste ano começou com enorme expectativa, já que os times não mediram esforços para contratar e inclusive repatriar grandes jogadores. Entretanto o primeiro a se distanciar na liderança foi o São Paulo. Mesmo acabando de ser eliminado da Copa do Brasil e sem grandes reforços em meio a uma crise ganhou seus cinco primeiros jogos na competição e atualmente ocupa a terceira colocação e ostenta o índice de melhor visitante com seis vitórias em oitos jogos, aproveitamento de 75% dos pontos disputados fora de casa.
O clube do Morumbi perdeu a liderança para o rival Corinthians, que ocupa até então o primeiro posto na tabela. Logo colado ao time do Parque São Jorge está o Flamengo, único invicto da competição. Ambos devem brigar até o final pelo caneco.
No segundo batalhão, o Vasco, que mesmo campeão da Copa do Brasil e com vaga assegurada para a Libertadores faz bom papel e tem chances de título. Muito diferente do Santos, que não deve lutar para não cair, mas parece se contentar com o meio da tabela.
Botafogo e Palmeiras com seus times regulares, fazem papéis de coadjuvante e os torcedores de ambas as equipes parecem se contentar com a vaga para o torneio continental.
Entre as decepções do torneio, estão os times de MG e do RGS. Apontados como favoritos, Inter e Cruzeiro não conseguem encontrar o futebol vistoso de tempos atrás e sofrem para se impor no campeonato. Grêmio e Atlético-MG parecem consolidar o papel de segunda força do estado, e se o torcedor do tricolor gaúcho ainda quer acreditar em uma eventual arrancada, o do Galo reza para não cair de novo e não acompanhar o América-MG, lanterna da competição.
Os tricolores, carioca e baiano parecem não estarem felizes com seu time e esperam mais das equipes no restante do campeonato. O campeão do ano passado, pode ser apontado também como uma decepção até então, mas sem dúvida a falta de Conca é nítida. Com seus veteranos, o Bahia começou bem o certame, mas agora espera não fazer companhia para o Vitória no ano que vem, pelo menos não na série B.
Depois de um belo brasileiro em 2010, o Avaí não consegue repetir a campanha e parece fadado ao rebaixamento, como o Atlético-GO que escapou por pouco no último ano. Os alvinegros Figueirense e Ceará tem incomodado os grandes e devem permanecer por pelo menos um ano na Série A.
O Coritiba, assim como o Atlético-PR que parece estar encontrando seu futebol, devem ficar com uma vaga na Sulamericana.
O certo é que já se foi um turno e muitas coisas mudaram em relação ao começo do ano, o que será que irá acontecer até o final?
A esperada temporada de 2011 para os fãs de futebol americano finalmente começou. Após diversas crises sobre como seria divido o dinheiro e discussões de regras, com até possibilidade de não haver temporada, jogadores, técnicos e a NFL entraram em acordo e os fãs do esporte mais rentável do mundo ficaram aliviados.
Dinheiro divido e logo em seguida veio a Free Agency, momento em que os times podem fazer acordos com jogadores de outras equipes que tenham o contrato expirado. Neste ano, o Philadelphia Eagles foi o time que mais investiu na free agency, trazendo Vince Young, bom quarterback (QB, em quase todos os times o jogador principal, pois ele que começa as jogadas) para a reserva de Michael Vick, dois cornerbacks (homens da defesa que marcam os jogadores que correm para receber a bola do QB), Nnamdi Asomugha e D. Rodgers-Cromartie, dois homens para linha defensiva (para os leigos, aqueles caras de 120 kg que ficam tentando derrubar outros caras de 120 kg para, então, derrubar o QB), Jason Babin e Cullen Jenkins, além de um Wide Receiver (jogador de ataque que recebe o passe do QB) Steve Smith e um Running Back (RB, jogador de ataque que corre com a bola) Ronnie Brown.
No momento, os 32 times da NFL estão jogando a Preseason, são quatro partidas com cara de amistoso. Os titulares jogam apenas o começo e depois os reservas entram em campo para mostrar serviço aos técnicos e conseguir uma vaguinha nos startes, como eles chamam os titulares. E no dia 8 de setembro, uma quinta-feira, os atuais campeões, Green Bay Packers, recebem o penúltimo campeão, New Orleans Saints, para dar o Kick Off, quando os jogos começam pra valer.
Como no futebol nacional e em qualquer esporte, dezenas de especialistas começam a temporada dizendo seus favoritos para chegar ao Super Bowl, final entre as duas divisões da NFL. Uma questão importante no esporte ianque é que as lesões são mais comuns devido ao maior contato e a falta de um jogador pode simplesmente acabar com a estratégia de defesa ou ataque de um time. Mas como ainda não cobram por palpite, aqui já vai o meu para a final: Eagles, pela Conferência Nacional, e New York Jets, do lado da Conferência Americana.