Que aula do verdadeiro futebol brasileiro, mas ainda com só um protagonista, o jovem Neymar. Ainda, porque o segundo ato desse espetáculo começou com o onze santista fazendo o quarto gol do Peixe na noite. E lá do sul do país outra joia brasileira resolveu dar as caras nesse noite genial. Lucas antecipou a saída de bola do Coxa e com um toque sutil, encobriu o arqueiro adversário. (Coitado do Mano que não viu nada parecido na Argentina.)
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quinta-feira, 28 de julho de 2011
Se toda Quarta fosse assim...
Que aula do verdadeiro futebol brasileiro, mas ainda com só um protagonista, o jovem Neymar. Ainda, porque o segundo ato desse espetáculo começou com o onze santista fazendo o quarto gol do Peixe na noite. E lá do sul do país outra joia brasileira resolveu dar as caras nesse noite genial. Lucas antecipou a saída de bola do Coxa e com um toque sutil, encobriu o arqueiro adversário. (Coitado do Mano que não viu nada parecido na Argentina.)
Nem passado, nem futuro, e sim presentes do futebol

Neymar voltava a defender a cor branca do Santos após uma passagem ligeiramente frustrante com a camisa canarinho. Embora tenha saído decepcionado da Argentina, o aprendizado ficou como saldo positivo da experiência na casa dos Hermanos.
Já Ronaldinho luta a cada dia para mostrar que vale cada centavo investido no seu futebol. Luta também contra a crítica, que espera sempre mais do melhor do mundo de outrora. No entanto, sabemos que o Ronaldinho de Barcelona ficou eternizado e congelado no Camp Nou – outro gramado abençoado.
Com o peso nas costas inerente aos gênios, os dois nos brindaram com 90 minutos de pura arte. O 5 a 4, placar da vitória rubro-negra, foi o desfecho ideal de um roteiro delicioso. O jogo que caminhava para a goleada virou mesmo uma virada daquelas. Com pênalti perdido e tudo o mais. Dos sete gols, cinco passaram pelas chuteiras de Ronaldinho e Neymar.
Até então, Ronaldinho perdeu apenas um jogo com a camisa do Flamengo e agora é artilheiro do Brasileirão. Depois de ser contestado por conta de atuações apagadas e uma certa vontade de ser nada mais que um coadjuvante, ele engatou boas atuações e tem sido fundamental na boa campanha do time, que tem tudo para brigar até o final pelo título nacional. Ronaldinho foi o craque do jogo e saiu elogiado até por Neymar, também fã do gaúcho.

terça-feira, 26 de julho de 2011
A Série C não é tão ruim assim
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Casa cheia para jogo da Série C: Fortaleza 1 x 3 América-RN |
Assista aos gols da partida:

A simples formula de se tornar um vencedor

Desde de moleque escuto falar sobre este nome. Um nome que carrega em sua raiz importantes títulos e uma idolatria sem tamanho. Falo de idolatria porque a admiração pelo tal é unânime. Um nome que também fracassou quando todos esperavam que não fracassaria. Copa do Mundo é Copa do Mundo, e sabemos que ele não perdeu sozinho. Mas, que era um grande time, ah isso era.
Hoje estaríamos comemorando seus oitenta anos. Enquanto há tempo me corrijo: Estaríamos não, estamos comemorando seus oitenta anos. Esqueceu que este nome está imortalizado? O torcedor do São Paulo Futebol Clube tem ainda mais motivos para regozijar-se nas lembranças. Dentro do clube ele criou uma “Era” em seu nome
Lembro-me de uma conversa que tive com o repórter Márcia Garcia, da TV Gazeta, enquanto acompanhávamos um treino da Portuguesa. Na ocasião, Garcia me contou algumas histórias da época que este nome era imbatível no futebol brasileiro. Quando percebi o treino já havia acabado e ele ainda lembrava dos bons tempos em que Telê Santana ensinava a simples formula de se tornar um vencedor.

segunda-feira, 25 de julho de 2011
Uma grande dúvida

Para o amistoso contra a Alemanha Mano deixou, por exemplo, Elano e Fred (punição pelos pênaltis perdidos?) de fora. Por outro lado, chamou os novatos Dedé, Ralf e Fernandinho. Este último gerou uma grande dúvida neste blogueiro que vos escreve.
O meio-campista atua do Shakhtar Donetsk e não é o melhor jogador da sua equipe. Por coincidência, este título pertence a outro brasileiro. Willian, que surgiu no Corinthians, foi eleito o melhor jogador da Ucrânia. Não seria ele então o convocado por Mano Menezes? Seria, mas parece que o nosso comandante não sabe que o camisa dez é brasileiro.
Willian joga muito e merece ser convocado. Acorda Sr. Menezes.

sexta-feira, 22 de julho de 2011
A Júlio César o que é de Júlio César
Não há como negar que a imagem da semana – talvez do campeonato – seja a dor sentida por Júlio César, goleiro do Timão, ao luxar o dedo mindinho. Eu, como provavelmente a grande maioria das pessoas que acompanhavam o momento de sofrimento do goleiro gente boa, quase conseguia sentir a dor de Júlio.
Ao perceber que todas as alterações tinham sido feitas, ele pediu para ficar em campo, numa demonstração de muita raça. Como escreveu Juca Kfouri em sua coluna na Folha, de ontem (21/07), faltou somente sangue na camisa para simbolizar ainda mais a garra do jogador. Sangue que fez do lateral-direito Zé Maria, o Super Zé, ídolo eterno da Fiel.
Júlio César será utilizado como exemplo sempre que o time do Corinthians pensar em baixar a guarda. Num momento do futebol em que os goleiros passaram a ser os principais representantes da torcida dentro de campo, Júlio César, cria do Corinthians, levou ao extremo o que chamamos de Paixão Clubística. E como se não bastasse tudo isso, fechou a noite como se fechasse o gol, com chave de ouro, falando que fez o que fez porque “aqui é Corinthians”.

quinta-feira, 21 de julho de 2011
Será que cabe tanto dinheiro assim no Brasil?

O injusto Paraguai de Villar


terça-feira, 19 de julho de 2011
Verde, vermelho e branco

Assim tem sido a trajetória do Flu nos momentos mais complicados. Dolorosa ao perder a Libertadores em 2008. Aliviada ao se livrar do mais do que certo rebaixamento em 2009. De forma merecida o título brasileiro veio coroar a trajetória do intitulado “Time de Guerreiros” em 2010.
A começar pela sua camisa, a mais bonita do futebol brasileiro. Colorida e alegre. O leitor deve estar refletindo: “É realmente um manto diferente dos demais”. Eu vos digo: “É um manto diferente dos demais”.
Depois de amanhã (quinta-feira) o tricolor carioca completa 109 anos de sua fundação. Onde estiver Nelson Rodrigues certamente estará comemorando de alguma forma. Talvez escrevendo uma crônica.
O folclórico torcedor tricolor foi um dia definido por Nelson da seguinte forma. “Todo o Fluminense sente, na carne e na alma, a angústia que anuncia as vitórias deslumbrantes”. E assim tem sido.

segunda-feira, 18 de julho de 2011
Por que o Corinthians é líder?
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Adriano volta em setembro. E vai ter que correr muito pra ser titular |

sábado, 16 de julho de 2011
Jornalismo e a máfia do futebol

sexta-feira, 15 de julho de 2011
Viagem com o Santos para o Mundial sai por R$ 7400
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Em 99, o palmeirense que foi a Tóquio viu o Manchester ser campeão |
O Paixão foi em busca de um pacote semelhante oferecido a torcedores do Palmeiras em 1999 para fazer a comparação. Levando-se em conta a inflação do período e o preço do dólar, o pacote sai mais em conta para os santistas. Quando o Palmeiras foi a Tóquio, o torcedor pagou R$ 4500 para viajar com a Stella Barros. O dólar valia R$ 1,75. A inflação do período (de 1999 até 2010) é de mais de 100%. Ou seja, viajar com o Santos é muito mais barato. Com valores corrigidos, viajar com o Palmeiras hoje sairia por aproximadamente R$ 9 mil, cerca de R$ 1600 a mais do que com o time do litoral.

quinta-feira, 14 de julho de 2011
CBF complica de novo e altera calendário do Brasileirão
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O horário de Palmeiras x Flamengo ainda não foi definido pela CBF |

quarta-feira, 13 de julho de 2011
Toma teu rumo, Palestra!

Amigos, fico pasmo em ver o que a omissão pode gerar dentro de um clube de futebol. Claro que para aquele que acompanha o dia-dia dos clubes brasileiros já pode imaginar que meu texto irá tratar de um time que há muitos anos conta com uma diretoria que se esconde atrás da caneta: Sociedade Esportiva Palmeiras.
Desta vez a falta de postura de seu mandatário ultrapassou os limites. Kleber veio à imprensa e disse o que quis. Felipão e Roberto Frizzo idem. E o presidente do clube, aquele que bate o martelo e está no topo da hierarquia (se é que podemos acreditar que isso ainda existe dentro do Palmeiras)?

Andrés Sanchez (que está muito...muito longe de ser um exemplo) e Luis Álvaro Ribeiro (esse sim um exemplo) são os primeiros a darem a cara à tapa quando a crise se instala em seus clubes. Juvenal Juvêncio dá as suas bolas foras, mas ninguém dentro do Morumbi duvida que é ele quem manda.
Toma teu rumo, Palestra!

terça-feira, 12 de julho de 2011
A Copa América é na Argentina, mas o tango está no Brasil

Em tempos de Copa América vou unir o útil ao agradável. A música, aproveitando o gancho, entra em campos sul-americanos para falar sobre tango. Mas não o tango dos hermanos, e sim o nosso tango. Sim, caro amigo, nós brasileiros também fizemos tango.
Dizem os engraçadinhos de plantão que o tango é a música predileta do brasileiro pelo fato de sempre ter um argentino se dando mal na letra. O que é, na maioria das vezes, verdade. Quanto ao ritmo, traz uma harmonia mais elaborada, muito melodiosa. E igual a letra argentina, os tangos produzidos pelos brasileiros também trazem um poema triste. Um tanto nostálgico.
Agora uno o agradável. Digo isso devido ao fato de o compositor o qual estou viciado no momento foi um ótimo compositor de tango, além de um exímio sambista. Trata-se de Herivelto Martins (na foto ao lado). Aquele de Praça Onze, Acorda Escola de Samba e tantos outros samba-canções eternizados em vozes de Dalva de Oliveira e Francisco Alves.
No tango apresentado a seguir, chamado Hoje quem paga sou eu, percebam o “peso” da letra, a melodia muito mais harmoniosa e emocionante. Credito essa emoção ao uso do acordeom e das cordas. Realmente dão um charme na composição.
Ouçam, curtam e lembrem-se de que em tempos de Copa América na Argentina, nós também sabemos fazer o gênero musical deles. E muito bem. Na interpretação: Nelson Gonçalves.
Queria eu poder encontrar Herivelto – que Deus o tenha em bom lugar – ouvi-lo falar de samba, e tango também, para no fim do papo poder dizer. Você já fez muito, meu caro. Hoje quem paga sou eu!

Caio Júnior tem o melhor custo-benefício do Brasileirão
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Torcida do Bahia vibra com gol no confortável Estádio de Pituaçu |
Na tarde do último domingo, no Estádio Metropolitano de Pituaçu, em Salvador, o Bahia empatou com o Botafogo por 1 a 1, em jogo válido pela nona rodada do Brasileirão. O time carioca dominou toda a partida e teve as melhores chances. Apesar do elenco limitado, em que os craques são Elkeson e Maicosuel, o treinador Caio Júnior conseguiu colocar o Fogão na disputa.
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Ataque do Bahia é tão ruim quanto a cerveja de lá |

sexta-feira, 8 de julho de 2011
Próximo assunto, por favor...

Não há mais o que fazer, pois nada e ninguém pode tirar este traste(perdão pela palavra) do comando do futebol brasileiro. Sim, ele manda e desmanda...faz o que quer e o que não quer. Ora, mas isso até o mais leigo torcedor já sabe. O problema, caros leitores, é que parece que o cidadão faz questão de deixar claro isso não apenas em suas atitudes, mas também nas palavras.
Desta vez foi em uma entrevista na revista Piauí. Uma das várias atrocidades dita pelo presidente da CBF foi a seguinte: “Em 2014, posso fazer a maldade que for. A maldade mais elástica, mais impensável, mais maquiavélica. Não dar credencial, proibir acesso, mudar horário de jogo. E sabe o que vai acontecer? Nada. Sabe por quê? Por que eu saio em 2015. E aí, acabou”.
Futebol é negócio. Negócio sujo! Ele diz o que quer e nem ao menos é alertado? Próximo assunto, por favor...

quarta-feira, 6 de julho de 2011
A abertura da Copa será em São Paulo?

A isenção fiscal para a construção do estádio do Corinthians, como previsto, foi aprovada na sexta-feira (1/7) pela Câmara Municipal. No texto final do projeto, que trata de concessão de incentivos de R$ 420 milhões ao clube, ficou claro que o dinheiro só será liberado caso o estádio seja realmente sede da abertura da Copa do Mundo. Mas então, afinal, isso vai acontecer?
Para entendermos bem o caso, vamos por partes:
Devido ao atraso nas obras da maioria dos estádios, a Fifa adiou de julho para outubro o anúncio da sede da abertura da Copa de 2014. Nessa data a entidade também vai anunciar se alguma das 12 cidades-sedes será cortada do calendário do Mundial.
O adiamento, visto como um ultimato para acelerar as obras, deu fôlego a São Paulo. A isenção dada ao Corinthians é parte das pré-condições necessárias para que a Fifa aceite o estádio do clube como palco de abertura da Copa. Outro item é a liberação de R$ 400 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O estádio está orçado em R$ 850 milhões.
A cidade, porém, não é a única a querer a abertura. Belo Horizonte, Brasília e Salvador estão no páreo. E é aí que entra uma briga política bem à brasileira.
Sabe-se que Ricardo Teixeira não se dá bem com os tucanos de São Paulo. Foi durante o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso que o dono da CBF foi alvo de duas CPIs no Congresso Nacional. Dirigentes da Fifa, aliás, revelaram ao jornal O Estado de S. Paulo no início de junho que parte de Teixeira as principais críticas em relação a realização do jogo inaugural na capital paulista. Segundo esses dirigentes, a intenção do cartola é concentrar as atividades no Rio de Janeiro.

Há quem diga também que Ricardo Teixeira prometeu ao senador Aécio Neves, ex-governador de Minas Gerais, que a abertura será em Belo Horizonte. Outro fato pesa a favor da cidade mineira. A vaga do falecido Itamar Franco no Senado será ocupada pelo ex-deputado e presidente do Cruzeiro, José Perrela de Oliveira Costa (PDT), da velha bancada da bola.
Vale lembrar que Zezé Perrela guarda certa rivalidade com o Corinthians. Tudo por conta de um pênalti bem marcado em cima de Ronaldo. Após o jogo (lembram do chororô do Cuca?), Perrela chefiou uma delegação de Seleção Brasileira num amistoso contra a Argentina, no Qatar. Influencia não lhe falta. Se o dirigente cruzeirense conseguir levar a abertura para o Mineirão, dará um troco e tanto em cima do time paulista.

Correndo por fora, está Brasília. A capital nacional está com as obras avançadas e, nesta semana, foi elogiada pelo ministro do Esporte, Orlando Silva. “Creio que Brasília, na medida em que cumpre com seu cronograma, credencia-se fortemente para poder receber a abertura do Mundial em 2014”, disse o ministro. Quanto a Salvador, considero a capital baiana carta totalmente fora do baralho.
Na humilde opinião deste que vos fala, creio que São Paulo não perderá a abertura. Apesar do jogo político em curso, é desejo da Fifa que a maior cidade do país receba o primeiro jogo. É bom lembrarmo-nos, porém, de um pequeno detalhe: sem abertura e, consequentemente, sem isenção, o Itaquerão dificilmente sairá do papel. Nesse caso, os paulistanos correm sério risco de não receberem jogo algum da Copa do Mundo.
E você? Qual é o seu palpite?

terça-feira, 5 de julho de 2011
O samba, a polícia e a bola
Que a relação entre torcedores e polícia militar não é essa maravilha todos nós já sabemos. Porém, a relação entre sambistas e o "poder" já foi próxima. Basta olharmos para três grandes da música e notaremos a proximidade.
Desses que mostrarei a seguir, apenas um destaca-se pela disciplina. Os outros dois, se continuassem na carreira, creio que nunca teriam recebido uma medalha de honra.
Candeia fazia o tipo durão. Em nome do emprego chegou a se afastar de amigos que poderiam ser considerados maus elementos e complicar seu trabalho. Foi ele o responsável pela prisão de Neném Ruço, bandidão do Engenho da Rainha que sempre circulava com seu revólver 38.
Dizem alguns estudiosos que esse estilo durão de mestre Candeia fez com que se envolvesse na briga que o levou para a cadeira de rodas após levar três tiros nas costas. Estava acabada a função do policial Candeia. Ruim para a corporação e ótimo para o samba. Foi "sentado em trono de rei" que surgiram suas obras mais memoráveis.
Grande sambista, porém péssimo homem da lei, Nelson Cavaquinho era responsável pelas rondas noturnas à cavalo. Entre suas voltas, sempre patrulhava os bares do Morro de Mangueira onde não prendia ninguém. Tomava seus tragos e fazia amizades. Foi lá que conheceu Cartola, Carlos Cachaça e Zé da Zilda.
Em uma das patrulhas, Nelson deixou o cavalo amarrado e partiu para a boemia. Quando saiu do botequim não encontrou seu animal. Voltou para o quartel e lá estava o dito cujo.
Apenas a título de curiosidade, Paulo Vanzolini também era da cavalaria que patrulhava o baixo meretrício de São Paulo. Após diversas vezes encontrar mulheres pescoçando os bares em busca de alguém, compôs Ronda, um dos seus clássicos. Quem interpreta o samba é Márcia.
É isso ai, até semana que vem quando a música volta a entrar em campo!

segunda-feira, 4 de julho de 2011
O bonde do sérvio sem freio

Quando despontou no cenário do tênis profissional, o sérvio mantinha como principais características a habilidade, a facilidade em se adaptar aos diferentes adversários e, principalmente, a irreverência. Justamente a mais marcante faceta de sua personalidade era o seu principal desafio. Isso porque Djokovic, jogando sem responsabilidade, dificilmente venceria jogos importantes contra Roger Federer e sua frieza suiça, Rafael Nadal e sua garra espanhola.
Durante a Copa Davis de 2010 que o tenista amadureceu e se tornou o monstro que todos estão vendo nessa temporada. O sérvio percebeu sua importância como símbolo de uma nova nação, absorveu a responsabilidade com maestria, começou a jogar com uma garra impressionante e conduziu, brilhantemente, o time ao título. Djokovic passou a jogar com os punhos cerrados, olhar sério e fixo e força e potência em todos os golpes. Ele nunca mais foi o mesmo menino brincalhão do circuito dentro de quadra, só fora dela.
Com um grande capacidade de adaptação, golpes mais profundos e pesados, o apoio da torcida e a capacidade de se divertir jogando tênis, Novak Djokovic começa a correr rapidamente na direção dos melhores da história, onde estão Roger Federer e Rafael Nadal, adversários que, até agora, não conseguiram segurar o sérvio.
É o que todos sempre pediram

Ganso não foi Ganso, Neymar não foi "Reymar" e o Brasil não foi Brasil. Erros de passe e nervosismo na estreia de uma competição oficial são normais, por isso repito: Ainda é cedo para sermos pessimistas.
É verdade que ninguém atuou como o esperado e a expectativa é que, já contra o Paraguai, tenhamos um time mais leve, mais solto. Contudo, faço uma ressalva para Robinho. Se Kaka, Ronaldinho Gaúcho e Adriano perderam seu espaço com a camisa amarelinha, o tempo de Robinho também cessou.

Tenho medo da pressão sobre Mano. Mas aí vai um lembrete aos corneteiros: Agora, mais importante que os resultados é adquirir um entrosamento. Dunga conquistou quase tudo com a seleção e levou Grafite para a Copa do Mundo. Querendo ou não, o time escalado por Mano é o que todos sempre pediram.

domingo, 3 de julho de 2011
Será o fim do Cachorro Louco?
27 segundos. Foi esse o tempo necessário para Chris Leben acabar com uma das maiores lendas do UFC no evento de número 132. O mundo do MMA está mais triste neste domingo estranho, nublado e sombrio que grande parte do Brasil, especialmente Curitiba, está se deparando.
Wanderlei Silva entrou no octógono depois de 16 meses sem lutar. Visivelmente emocionado, a multidão estava esperançosa pelo retorno daquela lenda, do Cachorro Louco, famoso por seus nocautes e lutas eletrizantes. Talvez isso o tenha atrapalhado. Na verdade ninguém pode explicar o que aconteceu em Las Vegas nesta fatídica noite de 02 de julho, véspera de seu aniversário de 35 anos.
A luta começou movimentada, com Wanderlei Silva indo para cima e tentando impor uma sequência de golpes em Leben. Mas logo em seguida foi atingido por um despretensioso cruzado de esquerda, suficiente para fazê-lo ajoelhar e esperar os golpes finais. Ao fim da luta, recebeu uma honra que poucos lutadores já receberam.
Chris Leben: - “Wanderlei, você é meu herói. Obrigado por ter me dado a honra de lutar contigo”.
Uma homenagem justa e merecida. Wanderlei Silva tornou-se um ícone e referência para muitos lutadores. Seu jeito durão e desafiador de ser talvez tenha atraído muitos inimigos, como Vitor Belfort e Chael Sonnen, que devem estar aliviados de terem assistido essa derrota.
O Cachorro Louco há tempos os desafiava, principalmente Vitor Belfort, que com certeza respirou fundo ao ler a declaração do chefão do UFC, Dana White. “As pessoas o adoram muito por conta da forma como ele luta, pelo seu estilo e pela pessoa que é. No entanto, provavelmente é o fim da linha para ele”.
Com um cartel de 33 vitórias (sendo 22 por nocaute), 11 derrotas, um empate e um “no contest”, Wanderlei Silva não esperava se despedir assim dos ringues, sua segunda casa, lugar que o viu levantar os braços tantas vezes, mas que pode ser imortalizado na vida dele com esta triste imagem.


sexta-feira, 1 de julho de 2011
Argentina estreia pressionada e favorita

Na semana em que celebra as bodas de prata, por conta dos 25 anos da conquista do bi-mundial, a Argentina estreia na Copa América dentro de seu lar, contra a fraca Bolívia, mas com um caminhão em cima das costas. Comemorar a conquista de trupe de ‘Dieguito’ é, ao mesmo tempo, constatar como as glórias da tradicional Seleção Argentina se tornaram assunto do passado, papo de tio ou peça de museu.
Como nem tudo é tango, tampouco drama, um certo camisa 10 (dos tempos atuais) ferve por dentro. Messi precisa provar para seu povo que é a ele que pertence, e ninguém duvida que ele esteja pronto para isso. Em dívida com a Seleção, o melhor do mundo sabe que agora é a hora. Com a torcida argentina enchendo os estádios, fazendo barulho, e um time aguerrido dentro da cancha, os ‘hermanos’ são – na minha opinião – os favoritos à conquista da Copa América.
Os escolhidos pelo treinador Sérgio Batista para companheiros de ataque de Messi são o figurão Lavezzi (do Napoli, assim como Maradona) e o ‘hombre del pueblo’ Carlitos Tevez – ídolo por onde passou. Juntos, formam um ataque de muita movimentação, velocidade e com bom relacionamento com as redes adversárias. Acho apenas que pode faltar um autêntico camisa 9 ao time. Milito e Higuaín estão no banco, mas quem cairia bem mesmo ao lado de Messi e Tevez é Gabriel Batistuta, o eterno ‘Batigol’.
Um dos três maiores centroavantes – camisa 9 – que vi jogar. Por cima, por baixo, com marcação, de tudo quanto é jeito a bola acabava estufando o filó. Batistuta foi responsável pelos dois gols do último título da Seleção Argentina principal, a Copa América de 93, disputada no Equador. Veja uma seleção de gols - boa parte com a camisa da Fiorentina - deste belo jogador, homem-gol, chamado Gabriel Batistuta.
