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quarta-feira, 14 de novembro de 2012

O exemplo dado por Falcão

Falcão desaba em quadra após o ato heroico.



Por Felipe Pugliese


Como está difícil ver jogador com amor ao manto que veste, ainda mais quando tratamos da gloriosa e digna armadura verde e amarela. Em tempos que a camisa canarinho é cada vez mais tratada como negócio, o exemplo dado por Falcão – do Futsal – nos faz refletir: não está na hora de valorizar mais o atleta de caráter?


O craque teve paralisia facial e, sem conseguir mexer um dos lados da face, entrou em quadra e destruiu.  Fez dois gols na heroica vitória diante da Argentina por 3 a 2. Atitude digna de quem ama o que faz. E olha que estamos falando de um esporte que ainda luta por reconhecimento.  


Vi a atitude, li algumas opiniões e, inevitavelmente, cheguei aos gramados.  Os famosos “chinelinhos”. Eles me enojam. A cada dia a classe dos picaretas que mamam na teta dos clubes aumenta mais e mais.


Seguidas contusões colocam a credibilidade de Valdívia em risco. // Foto : Alex Silva; AE


Valdívia é o atual presidente dos “espertalhões”. O Palmeiras será rebaixado e, mais uma vez, aquele que um dia foi chamado de ídolo vai se esconder ao invés de se colocar à frente de um grupo humilhado. Ah, mas ele está machucado. Não importa. Ao menos acompanhar os jogos do banco de reservas já seria alguma atitude de coragem


Quem eu admiro deste elenco é o zagueiro Maurício Ramos. O defensor é o mais abalado com a situação, por isso tem comprometido tanto negativamente em campo. Porém, mostra-se homem de caráter.


Assim como Gustavo Nery, Roger e outros “chinelos”, Valdívia morrerá para a memória do futebol. Acabou com uma história bonita que um dia construiu. Na verdade, pouco importa tudo isso se o bolso está cheio de moedas.


Está na hora de valorizar que merecer valor.  Eu valorizo as lágrimas de Falcão. Eu valorizo o caráter de Maurício Ramos. Eu valorizo quem ama o que faz. 

Goiás consegue acesso com centroavante gordinho

Gordinho?
Por Alessandro Lefevre

O Goiás foi o primeiro time da Série B a conseguir o acesso à elite do futebol brasileiro. No ano que vem, o Verde Esmeraldino estará de volta ao Brasileirão. No comando de ataque, um cara troncudo, ossos largos, grande, pivô... gordinho! E isso não é demérito nenhum para Walter. O camisa 18 do Goiás é o artilheiro do time na competição: foi às redes 15 vezes.

Mas será que um centroavante gordinho tem espaço na Série A? Revelado pelo Internacional, Walter foi vendido ao Porto, mas voltou ao Brasil e teve uma rápida passagem pelo Cruzeiro. Agora no Goiás e com apenas 23 anos, a pergunta que fica é: ele teria espaço no seu time?

No futebol de rua, de praia, de prédio, o gordinho sempre vai para o gol. É regra. No futebol profissional, é difícil vermos jogadores acima do peso. A preparação física e a cobrança sobre os jogadores são intensas demais. Daniel Carvalho, por exemplo, como não consegue entrar em forma, sequer é relacionado para os jogos do Palmeiras.

Mas há exceções. Talvez o maior --ou melhor-- gordinho de todos os tempos do futebol brasileiro seja o Neto. Exímio batedor de faltas, ele fazia a bola correr. O ex-camisa 10 corintiano era quem pensava o jogo.

Para um centroavante, entendo que também dá para o cara estar um pouco acima do peso. Afinal, o trabalho dele é empurrar a bola para as redes. Quantos piques o Fred dá em um jogo? E o Luís Fabiano? Por isso, Walter tem vaga na Série A.

Veja gols do matador Walter pelo Goiás e opine:

terça-feira, 13 de novembro de 2012

A Colômbia vem aí...

Por Gabriel Duque

Embalada por seis vitórias seguidas e três goleadas (8 a 0 na China, 6 a 0 no Iraque e 4 a 0 no Japão), a Seleção Brasileira ganhou confiança e agora parece ter encontrado um esquema ideal de jogo com dois meias de criação - Kaká e Oscar - e dois atacantes de movimentação - Neymar e Hulk. No entanto, no último amistoso do ano, vem o maior desafio do momento para o time de Mano Menezes: a Colômbia, atual oitava colocada no ranking da Fifa, cinco postos à frente da equipe canarinho.

Nesta quarta, em New Jersey, ao enfrentar o selecionado pentacampeão mundial, Falcao Garcia e companhia terão o teste de fogo para provar que são a melhor geração colombiana da história - e o retrospecto recente é animador. Na tabela das Eliminatórias Sul-Americanas para o Mundial de 2014, a Colômbia ocupa o terceiro lugar e supera Uruguai, Paraguai e Chile, que estiveram presentes na Copa de 2010.

Na última rodada de datas Fifa, em 12 de outubro, em Barranquilla, o Paraguai não viu a cor da bola e foi derrotado por 2 a 0, com dois lindos gols de Falcao (veja os gols abaixo). Cinco dias depois, poupando alguns atletas, o time comandado pelo argentino José Pékerman venceu Camarões por 3 a 0 em amistoso e teve como destaque o avante Jackson Martínez, do Porto.


A torcida colombiana aposta nesta geração para voltar a disputar um Mundial, o que não acontece desde 1998, quando a seleção foi eliminada na primeira fase e viu o fim da equipe de Rincón, Asprilla, Aristizábal e Valderrama. No torneio anterior, em 1994, a expectativa era ainda maior em cima do time sul-americano, mas o fiasco acabou resultando no assassinato de Escobar, autor de um gol contra que contribuiu para a desclassificação.

De lá para cá, a única alegria foi a conquista da Copa América de 2001, em casa, com Aristizábal ainda na equipe. Mas agora os ânimos estão renovados. Seu treinador é experiente e comandou a Argentina na Copa de 2006 até a queda nas quartas de final. O atual elenco colombiano está fortalecido, contando com dois laterais experientes como Yepes, de passagens por PSG e Milan, e Armero, ex-Palmeiras e hoje na Udinese. O meio-campo é formado por Valencia, do Fluminense, Guarín, da Inter de Milão, e pelos meias Macnelly Torres, várias vezes especulado por clubes brasileiros, e Zúniga, do Napoli.

No ataque, James Rodríguez, apontado como grande promessa, vem se destacando no Porto e Falcao Garcia, após fazer grande dupla com Hulk também no Porto e ganhar todos os títulos, tem sido o principal nome do Atlético de Madri. O colombiano voador marcou 24 gols na temporada passada no Campeonato Espanhol e ficou atrás só de Messi e Cristiano Ronaldo na lista de artilheiros. Agora, a Colômbia está pronta para encarar um desafio maior e Mano Menezes que se cuide.

Ainda dá para o Palmeiras se salvar

Palmeiras e Lusa lutam contra o rebaixamento
Por Alessandro Lefevre

A segunda - sem nenhum trocadilho - foi melancólica para o palmeirense. Contra o Fluminense, mais uma vez, o time jogou como nunca e saiu derrotado como sempre. Não há o que reclamar. Uma equipe que perde 20 jogos em uma competição como o Campeonato Brasileiro dificilmente vai escapar do rebaixamento. Só que ainda dá para acreditar. Os próximos adversários do Verdão são:

- Flamengo (fora) - campanha apenas razoável
- Atlético-GO (casa) - conseguiu perder mais vezes do que o Palmeiras: 21 derrotas
- Santos (fora) - time da Vila Belmiro já não tem qualquer aspiração no torneio e vai apenas cumprir tabela

Para o Palmeiras, como diria Galvão Bueno, só as vitórias interessam. Com nove pontos, o time chegará aos 42. O Bahia deve vencer ao menos um de seus jogos - Ponte (c), Náutico (c) e Atlético-GO (f) - e se livrará do descenso.

O Sport terá pela frente Botafogo (c), Fluminense (c) e Náutico (f). Só vencerá o Fluminense e vai estacionar nos 40 pontos. O Botafogo ainda briga por uma vaga na Libertadores. E, contra o Náutico, o clássico é nos Aflitos.

Já a Portuguesa vai perder para Grêmio (c), Internacional (f) e Ponte (c). Com isso, ficará com os 40 pontos. Talvez até belisque um pontinho diante da Ponte.

Se tudo der errado, torcedor palmeirense, ao menos os jogos na Série B acontecem na sexta à noite. Dá para marcar um bar e assistir aos jogos literalmente fora de casa.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

O Brasil é do Fluminense

Abel Braga no banco e Fred em campo. Dupla da pesada //  Foto: Tom Dib



Por Felipe Pugliese


“Sou do clube tantas vezes campeão”. O início do hino é verdadeiro, é vivido com alegria e êxtase pelo tricolor mais folclórico do Brasil. Não tem, não teve e não terá para ninguém em 2012. O Brasil é do Fluminense. O Brasil é de Chico Buarque, Nelson Rodrigues e todos os cariocas que vestem branco, verde e grená.


Analisar a campanha do campeão é besteira, pois beira a margem da perfeição. A regularidade do time comandado pelo cobiçado Abelão fez o torcedor acompanhar o campeonato por pontos corridos mais sem emoção de todos os tempos. Foi chato, porém justo. Não é isso que defendem? Então que fiquem com o sistema.


Quero, no entanto, falar sobre dois temas. Um grupo vencedor precisa, fundamentalmente, de um líder. Fred é o cara do Flu. O cara que esculacha os adversários ao ponto de fazer gol até com os meiões abaixados. O camisa nove claramente não queria mais jogar e mesmo assim fez o gol do título.


Peço que a diretoria Tricolor faça, com urgência, um busto do matador. Ao melhor estilo Napoleão Bonaparte.


Outra ressalva que faço vai aos engravatados da bola, àqueles que precisam de holofotes. Restam três rodadas para o término do campeonato e já temos um campeão. Por favor, deem a taça ao Fluminense no próximo jogo no Enganhão. Não há o mínimo senso entregar a conquista materializada naquele teatro sem graça, sem cara de título e sem torcida. 


Voltando ao Flu. 2013 já está aí. Mantendo a base e trazendo mais um ou outro bom jogador, o time carioca tem tudo para repetir o que fez o Corinthians. Primeiro o Brasil, depois a América. 

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Vida longa ao Mito

Por Lucas Bueno
Colaboração especial de Luiz Piratininga

A boa fase do São Paulo parece não acabar. Depois da goleado incontestável sobre os chilenos da La U, o ídolo Rogério Ceni anunciou que não pendurará as luvas no final desta temporada. O goleiro renovou seu contrato com o tricolor paulista até dezembro de 2013.

O São Paulo não vivia uma fase tão boa assim há anos. Joga um futebol consciente e nos velozes contra-ataques. Mas este post quer dar espaço (se é que ele precisa de mais) para Rogério Ceni. Então, um leitor assíduo do Paixão, nos enviou uma "carta" com a esperança de ver o ídolo ainda jogando em alto nível no próximo ano e retrata com clareza o sentimento do torcedor são-paulino.


A "defesa da vida" de Rogério Ceni


"Vida longa ao M1TO"

"Predestinado e iluminado para alguns, arrogante e convencido para outros, mas idolatrado por muitos. Rogério Mücke Ceni, ou simplesmente Rogério Ceni. Fez dos pés sua arma secreta, e das mãos, sua ferramenta profissional. 
Suas marcas são admiradas por todos: colegas, adversários, amigos e até inimigos. Líder de uma nação de mais de 17 milhões de fãs acostumados a seguirem o seu mestre. Seu templo sagrado é o Morumbi, suas missas são os jogos e sua religião é o São Paulo Futebol Clube. 
Durante 22 anos veste o mesmo manto. Aos poucos se tornou líder, natural de um guerreiro acostumado a nunca desistir das batalhas. Já atuou mais de 700 vezes como capitão de sua tropa e já venceu muito mais da maioria dos confrontos. Paulista, Brasileiro, Libertadores e Mundial já foram guerras vencidas por ele. Defende como poucos e ataca como ninguém. Trabalha como o último guerreiro em campo, mas mesmo assim assinala suas obras lá na frente. Já acertou mais de 100 vezes o alvo dos adversários, e mais de milhares de vezes protegeu o seu, e de seu batalhão.
Ultrapassou 1000 presenças em campos de guerra. Um feito quase impossível nos dias de hoje. Mas, impossível, não está no dicionário deste homem. Um homem apelidado de Mito. Um homem acostumado a quebrar recordes. Um homem considerado lenda viva. Um homem predestinado a ficar marcado na história do futebol mundial. E depois de conquistar tudo, o ídolo estaria desmotivado? Jamais. Desmotivação é outra palavra que não consta em sua vida. 
Com a provável vaga na Libertadores 2013, quem o acompanha tem a certeza de que sua história não termina por aqui.No mínimo, até dezembro de 2013 ele estará em campo. Eu, e muitos outros amantes do futebol, não vimos Pelé, mas também vimos amor à camisa, vimos Rogério Ceni.".

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

A pelota fica mais triste e menos inteligente



Nelson Rodrigues e a reflexão

Por Felipe Pugliese


Gosto de ler e busco sempre mencionar a obra de Nelson Rodrigues em meus textos. É nostálgico, mas realizador. Me sinto com o dever cumprido ao repassar algo tão diferenciado como a obra do gênio.


Um dia o Anjo Pornográfico esfregou na cara dos mais conservadores uma emblemática verdade: "O tempo é uma convenção que não existe para o craque, muito menos para a mulher bonita. Existe, sim, para o perna-de-pau e para o bucho!".


O tempo passou, Nelson morreu e a realidade do futebol brasileiro mostra que o cronista estava certo. Sem jogadores com mais de 35 anos o nosso futebol não tem beleza. Sem os “senhores” da bola a pelota fica mais triste e menos inteligente.




Começamos por Zé Roberto e sua perna esquerda. O camisa dez do Grêmio não joga, e sim desfila. Lanço um desafio: vendem o camisa dez o Grêmio durante um jogo e verão o que, ainda assim, é capaz de fazer.


Chegamos ao líder Fluminense e nos deparamos com uma constelação de craques. Nenhum, porém, com a mesma elegância de Deco com a bola nos pés. Ainda em território carioca temos a liderança e hombridade absoluta de Juninho Pernambucano no desmantelado Vasco da Gama. Sem falar de Seedorf, que dispensa qualquer sílaba para elogios.


Não vou me estender muito, mas seria injusto nem ao menos citar nomes como Marcos Assunção, Rogério Ceni...


Em 2013 a lista dos vovôs que reinam na terra que um dia foi dos índios aguarda ansiosamente por um REFORÇO: o maestro Alex. 

Para lavar a alma



Por Luiz Felipe Fogaça

O título deste texto não poderia ser outro. Bem que ele poderia retratar perfeitamente o jogo, devido à grande goleada - uma verdadeira surra - que o São Paulo aplicou sobre a La U. Mas não é disso que se trata. Neste caso, eu falo de minha volta aos estádios.

Por alguns motivos fiquei privado de ir ao estádio por quatro longos meses. Muitos podem pensar que isso não é muito, mas acreditem, é sim. O simples fato de você não poder ir aonde gosta, já é muito. Quisera eu fosse por apenas opção, mas não era.

Enfim, sem me alongar nesse assunto, gostaria de descrever o sentimento de um torcedor apaixonado, que voltou ao campo e pôde presenciar mais uma vez o seu time do coração jogando.

Me senti como uma criança que vai pela primeira vez ao jogo com seu pai - essa é a perfeita descrição. Quem é que não se lembra do seu primeiro jogo?

Só de ver de longe, de ver a rua tomada por pessoas que dividem uma mesma paixão, só de olhar para o lado e ver meus amigos, me arrepiei do cabelo ao dedinho do pé.

Acreditem que até da longa fila eu estava com saudades. Parecia que não ia chegar nunca, mas chegou. Ao entrar, o sinal da cruz, o pé direito, a superstição de sempre e o olhar deslumbrado por todos os cantos com a cara de quem ainda não conseguia acreditar.

Mesmas coisas, sob um novo olhar. A sensação de êxtase, a adrenalina, que não demorou a baixar.  
Jadson tratou de me fazer sentir um dos momentos mais prazerosos da vida, logo aos cinco minutos. Me fez sentir em casa, me sentir de volta, com a certeza de que algo muito bom estava por vir.

Com os dois a zero do primeiro jogo e o placar logo inaugurado, o Tricolor tomou conta do jogo. Eram jogados 21 minutos quando a torcida explodiu pela segunda vez. Golaço de Lucas, após grande jogada individual.

Se ainda tinha algum chileno que acreditava numa reação histórica, aos 29, Luis Fabiano, tocando por cima de Herrera, tratou de acabar de vez com qualquer esperança.

Melhor impossível, já estava de bom tamanho. Mais ainda faltava meio tempo.

No segundo tempo a superioridade do time paulista continuo prevalecendo. Dois golaços de Rafael Tolói e Jadson, de novo.

Com muita festa da torcida, casa cheia, SHOW de BOLA no campo, goleada, nem nos meus melhores sonhos. Não é a toa que muitos homens sempre se perguntam se tem futebol no céu. Tomara que sim!

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

E a Sul-Americana?


Por Rafael Hornblas

Às vezes olhando para os técnicos e atletas dos times do meio da tabela, que já praticamente se livraram do rebaixamento e não tem como brigar mais pela Libertadores, tenho a impressão que esquecem de valorizar a Sul-Americana.

Tá certo que no começo, ela não valia nada, mas agora, vale a pena tratar o torneio com mais carinho, por que garante boa premiação em dinheiro, um título continental e a tão sonhada e disputada vaga para Libertadores.

O descaso pelo torneio é tanto, que até comentaristas, repórteres, jornalistas do mundo da bola, parecem desdenhar do torneio.

Quando na verdade a postura deveria ser outra, afinal, vão poder disputar um título internacional em 2013 e ter outro caminho mais curto para Libertadores de 2014.

Será que a Sul-Americana é tão insignificante? Na minha opinião, não.

Champions League repleta de surpresas

Por Gabriel Duque

Após o sorteio da fase de grupos da Champions League, predominou um sentimento de desânimo pela falta de confrontos interessantes, exceção feita à chave de Real Madrid, City, Dortmund e Ajax. No entanto, já passaram quase quatro rodadas e as surpresas apareceram. Nesta terça, Porto e Málaga (foto) foram os primeiros a confirmar a vaga nas oitavas de final.

Apesar de toda sua tradição e de dois títulos no torneio, o time lusitano vinha de decepcionantes campanhas continentais. Porém, neste ano, o clube ganhou sobrevida contando com a boa fase da dupla colombiana James Rodriguez-Jackson Martínez e lidera o grupo A. Já a equipe espanhola, comprada recentemente por um sheik do Qatar, estreou na Champions nesta temporada, desbancou o poderoso Milan no grupo C e segue invicta rumo à próxima fase.

Por falar no clube italiano, os rossoneros não empolgam e, caso se classifiquem, dificilmente irão longe no torneio. Situação parecida vive o Arsenal, que continua na vice-liderança do grupo B, mas com um elenco limitado e sem grandes craques não tem grandes perspectivas. A chave que mais pega fogo é a D com o Borussia quase classificado, o milionário Manchester City quase eliminado e o Real, de Cristiano Ronaldo e Mourinho, brigando com o Ajax pela segunda vaga.

Nos outros quatros grupos com rodada a ser disputada nesta quarta, grandes clubes como Juventus, Bayern de Munique e Benfica estão ameaçados de não avançarem na competição. Enquanto isso, Manchester United e Barcelona praticamente encaminharam suas classificações e o Shakhtar Donetsk volta a fazer boa campanha atrapalhando a vida de Chelsea e Juve.

Mas a zebra rola mesmo solta nas chaves F, G e H com BATE Borisov, da Bielorrússia, Celtic e o romeno Cluj nas respectivas vice-lideranças. Alguns dos tradicionais clubes europeus que se complicaram podem dar a voltar por cima, mas a Champions já nos reservou muitas surpresas e, neste ano, o Málaga é a bola da vez. Até onde o time espanhol comandado pelo meia argentino Saviola irá?
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