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domingo, 11 de setembro de 2011

A taça do Brasileiro? O Fluminense quer!


Se no final do primeiro turno, alguém dissesse que o Fluminense estava na briga pelo título, provavelmente seria chamado de louco. Talvez nem o torcedor mais fanático botasse muita fé.

Eis que em um brasileiro que o líder Corinthians perde, perde, perde e continua firme na primeira posição, o Tricolor Carioca aproveita-se dos tropeços e com quatro vitórias em quatro jogos no returno, passou dos 25 para os 37 pontos, ou seja, em quatro jogos fez metade dos pontos do primeiro turno.

Mais uma vez, com muito brio, comandado por Fred e com outro argentino começando a se destacar na armação de jogadas, Lanzini, o time de guerreiros passou por cima do São Paulo no primeiro confronto do returno e com muita autoridade ganhou do líder Corinthians neste domingo.

Se Abel teve seu trabalho questionado em algum momento, em menos de três meses completos desde sua volta, o técnico mostra toda sua força, ministrando o forte elenco, em que conta com Martinuccio, Rafael Moura, Ciro e Souza no banco.

Quatro rodadas foram suficientes para mudar muita coisa e dar ainda mais emoção para o campeonato. Se até então a impressão que dava era de que ninguém queria ganhar, agora o atual campeão aparece como forte candidato para o bi.

sábado, 10 de setembro de 2011

O líder cresce na hora do "vamo vê"


Nunca fui o maior fã dos pontos corridos, pois acho que falta aquele clima de final de campeonato, aquela ansiedade, o país todo voltado para o mesmo jogo, mesmo quando não é o seu time que está em campo. Reconheço os argumentos dos favoráveis, mesmo não concordando que justiça tenha muito a ver com futebol.
Uma frase que se tornou clichê na era dos pontos corridos é aquela que diz que “todo jogo é uma decisão”. E, de fato, os três pontos têm o mesmo peso aqui e acolá. Outro termo que faz parte dos jargões do esporte bretão é o dos tais “jogos de seis pontos”. Pegou concorrente direto, jogo de seis pontos.
Líder do campeonato desde a sétima rodada, o grupo do Corinthians mostra entender muito bem o que é o Brasileirão. Nas partidas realmente decisivas, contra adversários que disputam a ponta da tabela, o Timão tem entrado em campo disposto a fazer e acontecer. Não é a toa que todos os concorrentes ao título já perderam para o líder. Perderam não, foram atropelados.
O primeiro a sentir a força dos comandados de Tite foi o rival São Paulo, 5 a 0, no Pacaembu. O Vasco perdeu de virada, por 2 a 1, em um jogo em que a dupla de volantes do Corinthians – convocada por Mano – só faltou fazer chover. O líder também é o único time a bater o Fogão (melhor mandante da competição) no Rio de Janeiro, por 2 a 0, na partida que Júlio César luxou o dedo.
E, por último, o “Jogo da Massa”. O encontro do bonde com o bando. Uma vitória que ficará marcada se o Corinthians conquistar o pentacampeonato. Inter e Flu também já sucumbiram. Das equipes do andar de cima, a única a derrotar o Corinthians é o arquirrival Palmeiras. Se não encarnar o Robbin Hood novamente, o Timão tem tudo para levar a taça este ano. Mas, para isso, terá de fazer diferente do que fez no ano passado, quando deixou o título de mão beijada para o Fluminense.
(Clique nos links e assista aos melhores momentos)

Bruno Senna é a bola da vez

Bruno Senna te faria acordar cedo aos domingos?
A Fórmula 1 já foi muito maior no Brasil. Nelson Piquet e Ayrton Senna são símbolos disso. A Rede Globo, é claro, tem grande participação e importância, pelo modo de transmitir e pela promoção do esporte. Quem nasceu até 89 deve se lembrar de domingos em que acordávamos cedo para assistir ao grande Senna. Foram anos dourados, que passaram voando, literalmente.

Rubens Barrichello e Felipe Massa contribuíram para o esporte ser deixado de lado por milhares de brasileiros. Os números do Ibope comprovam. Em 2008, quando Felipe Massa quase foi campeão, a F1 marcou 17,1 pontos de média durante a temporada. Em 2011 registrou até agora média de 9,4 pontos (cada ponto equivale a 58 mil domicílios na Grande SP), com 39% de share (participação entre TVs ligadas).

No entanto, Galvão Bueno e companhia agora têm uma nova aposta: Bruno Senna. O sobrinho do maior piloto brasileiro de todos os tempos é a bola da vez. No treino deste sábado, o piloto da Renault-Lotus conseguiu a 10ª colocação. Realmente um resultado muito bom para quem está começando. Talvez, com um carro um pouco melhor, o menino, que é ousado como o tio, possa dar novas alegrias aos brasileiros. Força, Senna! Você é a esperança do esporte a motor no Brasil! Veja os momentos finais do Q2, momento em que Senna garante a 10ª colocação. Emoção de novo na F1? Haja coração, amigo!

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Quando a torcida joga contra



Desde que li, nesse mesmo blog, o texto do querido amigo Tuca Veiga, falando sobre a torcida do Santa Cruz e todo seu apoio ao time na Série D, que eu tenho vontade de abordar o clima torcida. Não essa torcida que apoia em todos os momentos,que realmente joga com o time, mas a torcida de time grande, mal acostumada e que joga contra em determinadas horas.

Eu concordo em gênero, número e grau, quando ele diz que existe gente que não compreende o que é amor por um time de futebol, mas a ênfase desse texto é discutir o comportamento da torcida, o peso dela quando joga contra. Isso mesmo, quando ela joga contra!

Claro que estádio cheio, torcida vibrante, ajudam a empurrar o time, mas e quando essa mesma torcida se vira contra o time?



A princípio a idéia pode parecer absurda, mais não é. Pensemos por exemplo na maior torcida do estado de SP, a do Corinthians, talvez, repito talvez , seja a que com a bola rolando apóie mais o time durante os noventa minutos, mas não venha me dizer que esse apoio é incondicional. O sentimento, pode ser incondicional, principalmente dos fanáticos, defender o time mal para os colegas de outro time também, mas o apoio não. Ou você corintiano não se lembra de nenhuma vez, da torcida calada? Ou pior ainda jogando contra? Se você não se lembra eu cito os dois jogos contra o River Plate na Libertadores, o segundo jogo no Pacaembu, por pouco não aconteceu um caos, ou todos já esqueceram da tentativa de invasão ao campo e vestiário?

Até onde vai o direito do torcedor, até que ponto invadir centro de treinamentos, coisa que não é privilégio de corintianos, embora tenha acontecido nesta semana, pode ajudar de alguma forma? Virar faixa de ponta cabeça, cantar de costas, entoar gritos de raça, de respeito ao manto querido, não é justamente nessas horas mais criticas que deveria surgir o apoio maior? Com o time jogando bem, tudo em ordem não é fácil!



Quem realmente é apaixonado por futebol e nunca ouviu uma história de que a torcida recebeu para xingar e vaiar, para derrubar determinado técnico, fazer pressão contra tal dirigente, isso é certo?

As torcidas tem que ser mais inteligentes e se forem protestar, que o façam de forma civilizada e contra as pessoas certas, ou o certo é escorraçar os jogadores, e deixar os dirigentes que o trazem? Que ponto positivo existe em destruir o patrimônio do seu time?



Sem contar que independente da fase, todo time tem uma parte de corneteiros, que ainda recebe nome, por exemplo, o Palmeiras e a Turma do Amendoim, o São Paulo e a torcida da Azul, o Corinthians e o povo das cadeiras, pessoas que nem esperam o jogo começar e já criticam no primeiro passe errado, que só abrem a boca para pedir a entrada de fulano ou xingar.

O São Paulo esse ano, tem tido problema para ganhar em casa, basta estar perdendo ou empatando no primeiro tempo, que uma parte da torcida vai vaiar, ai eu pergunto, não é melhor incentivar? Muitos podem responder, mas eles não tão jogando bem. Viram como o apoio não é incondicional? Pior que isso, peguemos como caso, o jogo de quarta-feira, feriado, Morumbi lotado, dia de festa para celebrar o jogo mil do Rogério, time podendo ser líder, eis que no intervalo, parte da torcida que nem em pé estava, levanta e canta, mas canta Rivaldo, Rivaldo, Rivaldo, por que não São Paulo, São Paulo, São Paulo? O que leva alguém ao estádio se não para apoiar bravamente durante toda partida? Se está infeliz, não vá, não compareça, se foi incetive!

Outro fator, por que todos, absolutamente todos jogadores que chegam em times grandes, falam da pressão da torcida de forma negativa? Sim, eles exaltam a grande torcida, depois falam que é uma pressão muito maior, e por ai vai.

Afinal, qual o verdadeiro peso do décimo segundo jogador? Vou ficando por aqui, um grande abraço.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

É hoje!

Após sete meses do último Super Bowl, sendo que quatro foram de indecisão sobre as novas regras para esta e as próximas nove temporadas, será dado o KICKOFF de 2011. E o jogo não poderia ser melhor. Como é de praxe desde 2004, o time que levou o último caneco faz a primeira partida. E nesse ano, o adversário do Green Bay Packers não é ninguém menos que o penúltimo vencedor do Super Bowl, New Orleans Saints. Um jogaço!

Só o duelo de quarterbacks já vale assistir o jogo (que passará na ESPN a partir das 21hrs). Aaron Rodgers de um lado e Drew Brees de outro. Dois jogadores inteligentes, rápidos, fortes e que estão fácil no top 5 da NFL. Para mim, é quase impossível falar quem é melhor. Brees tem uma precisão absurda, ele lança a bola oval aonde quer. Já Rodgers é um jogador completo. Soube substituir o lendário Bett Favre e levou o Packers ao título na sua terceira temporada como titular.

Pelo Saints, outros jogadores que podem aparecer é o WR Marques Colston ou o TE Jimmy Graham enquanto Aaron Rodgers tem a companhia de Greg Jennings no ataque e um monstro cabeludo conhecido como Clay Matthews na defesa. O cara é forte demais e deixa muito QB e RB com medo.

Agora é esperar a bola oval ser chutada no Lambeau Field, estádio do Packers, e torcer pelo seu time favorito. Caso não tenha, escolha um que a partida fica muito mais emocionante, mesmo não entendendo o esporte. E para quem tiver um tempinho, assista o vídeo sobre a precisão do Brees. Foi filmado há mais de dois anos, mas vale a pena ver do que o cara é capaz.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Chegou a hora de torcer pela Seleção de basquete



Não dá mais para adiar. O Brasil já entrou em quadra seis vezes, foram cinco vitórias e um tropeço, contra a Republica Domenicana, mas somente agora, no talo, é que o Paixão Clubística vai falar da nossa Seleção de basquete.

E como é duro torcer pelo nosso time. Não que ele seja desqualificado, pois isso ele não é, mas sim por conta daquela sensação de que por mais que tudo seja bem feito, a bola vai rodar no aro, chorar, chorar e cair para fora.  Ultimamente tem sido assim.

Para terminar a segunda fase, enfrentaremos a Argentina – que joga em casa – hoje, às 18 horas, e Porto Rico amanhã. Se quiser ter um pouco mais de chance, o Brasil tem que evitar a Argentina nas semifinais, momento em que se decide quem vai para Londres e quem fica pelo caminho.
Brasil, Porto Rico e República Dominicana entram empatados para os dois últimos jogos lutando para não ficar em quarto lugar e pegar os donos da casa. Ou seja, agora é para valer. Até então os times se degladiaram cientes de que o bicho só pegava ali na frente. Agora, se correr ele pega e se ficar ele come.
Não dá mais para o Tiago Splitter – único brasileiro da NBA a assumir a responsa de levar o time para as olimpíadas – errar todos os lances livres. Marcelinho Huertas terá de ser o maestro que tem sido, Alex, o monstro, Marcelinho Machado, a experiência, Benite, este sim, que surpresa agradável. O jogador do Limeira tem sido o talismã da grupo. Marquinhos, Guilherme Corleone, ops, Giovanonni, Augusto, todos que se destacaram, um aqui, outro ali, precisarão estar inspirados. E, oxalá, estarão.
Chegou a hora de voltar para as olimpíadas. Boa sorte, Brasil!!!

terça-feira, 6 de setembro de 2011

CBF deixa calendário e cofres vazios na Série D

Três semanas atrás, escrevi sobre a devoção do torcedor do Santa Cruz pelo seu time. A presença maciça da torcida coral no Paixão Clubística serviu apenas para comprovar o que o texto dizia – e, até hoje, ele está na galeria dos mais lidos.
Além de se interessarem pelo texto, os leitores ainda participaram, deram sugestões e me fizeram acompanhar mais de perto o Santa e o blog Torcedor Coral. Pautas e mais pautas passaram em minha cabeça, mas uma delas me chamou mais atenção.
Como é de se imaginar, as equipes que disputam as divisões de acesso têm um rombo do tamanho do Arruda em suas contas, e precisam se desdobrar para superar essa barreira. O Santa Cruz tem na bilheteria a principal forma de arrecadar um cascalho e, no mínimo, pagar salário dos jogadores e funcionários. E aí está o X da questão.
Na série D, os jogos acontecem somente aos finais de semana. Com isso, as equipes atuam apenas duas vezes em casa por mês, e deixam, assim, de arrecadar mais, o que ocorreria se houvesse mais partidas na competição. Para entender melhor, o Santa atuou dia 14/08, contra seu xará do Rio Grande do Norte, e só voltou a jogar no Arruda neste final de semana: 21 dias depois.
Mas como é de se imaginar, a CBF, que pouco se preocupa com o calendário da divisão principal, não dá a menor atenção para a Série D.
Com o caixa vazio, muitos são os reflexos: venda de jogadores, queda de rendimento, descontentamento do elenco, dos funcionários do clube e, principalmente, não sobra nada para investir na estrutura e na qualificação do grupo. Os clubes na Série D estão à deriva, largados à própria sorte.
Santa Cruz em campo
Os mesmos 21 dias que ficou sem jogar em seu campo é o tempo que o torcedor coral ficou sem ver uma vitória do tricolor pernambucano. Como gato escaldado tem medo de água fria, a torcida já estava com os bigodes em pé. Mas a vitória deste final de semana, por 1 a 0, contra o Porto, de Caruaru, deixou o time na liderança do grupo e a um passo da próxima fase.
A principal reclamação da torcida é que o time vive da raça e das bolas paradas, tanto que o zagueiro Thiago Matias, ex-Palmeiras, é o artilheiro do time na temporada, com 14 gols. Thiago, entretanto, se ofereceu para jogar no Ceará, onde foi apresentado esta semana, e agora é visto como ‘persona non grata’ por ampla maioria da torcida do Santa.

'Aqui é Brasil'



Desconfio que, pela televisão, o amistoso de ontem (5/9) entre Brasil e Gana tenha dado sono. Mas, de dentro do estádio Craven Cottage, em Londres, testemunhei uma euforia que poucas vezes vi durante uma partida.

Era tudo meio descontrolado. Nada de gritos organizados. Uns cantavam “Brasil e o”, outros “sou brasileiro com muito orgulho, com muito amor”, enquanto outra parte, majoritariamente feminina, ficava satisfeita em soltar o bom e velho “aaahhh” (em qualquer ocasião, seja um chute, uma bola na área ou a proximidade de um jogador).


Também não contive minha euforia em alguns momentos. Quando entrei no estádio, os titulares estavam no canto do gramado aquecendo. Quando percebi que minha cadeira estava a poucos metros de Neymar e companhia, sai correndo escadaria a baixo até ficar bem perto dos jogadores. Tirei uma foto atrás da outra, mas, para meu desespero, não ficaram tão boas como eu havia imaginado.

De nada adiantou os fiscais ingleses pedirem para a torcida sentar. “Aqui é Brasil!”, exclamou um capixaba que estava na fileira acima da minha. Quando o árbitro da partida anulou o gol de Leandro Damião, Londres foi palco para um sonoro “ei, juiz, vai tomar no c...”. Gritamos com gosto. Assim como, involuntariamente, mantínhamos os pés em movimento de acordo com o batuque que rolava nas arquibancadas.

O jogo, em si, pode não ter sido dos melhores. Mas, a tantos milhares de quilômetros de casa, não havia nada, muito menos a fina garoa que caía, que esfriasse uma festa de mais de 15 mil brasileiros diante da tão amada Seleção Brasileira, com tantos craques, com tanta história.

Encontramos um 9?


Quando fomos eliminados (vexatoriamente) da Copa América contra o Paraguai, muito se falou que o Brasil não tinha mais um matador como Romário e Ronaldo. Alexandre Pato foi a primeira e óbvia aposta de Mano Menezes, formando o "ataque ideal" ao lado de Neymar e Robinho. O jogador do Milan, porém, não correspondeu. Apesar de boas atuações, cansou de perder gols que matador não pode desperdiçar.

Ontem o titular foi Leandro Damião, que fez o gol da vitória. Ainda é cedo para falar, mas não dá para negar que o atacante do Internacional começou bem sua caminhada como titular da seleça. Certamente será o titular nos próximos dois jogos do Brasil, ambos contra a Argentina (dia 14, em Córdoba, e dia 28, em Belém).

Veja a convocação para o primeiro desses dois clássicos, só com jogadores que atuam no Brasil:

Goleiros: Fábio (Cruzeiro), Rafael (Santos) e Jefferson (Botafogo). Laterais: Danilo (Santos), Mário Fernandes (Grêmio), Bruno Cortês (Botafogo) e Kleber (Internacional). Zagueiros: Dedé (Vasco), Réver (Atlético-MG), Rhodolfo (São Paulo) e Henrique (Palmeiras). Volantes: Casemiro (São Paulo), Paulinho (Corinthians), Ralf (Corinthians) e Rômulo (Vasco). Meias: Cícero (São Paulo), Lucas (São Paulo), Oscar (Internacional), Renato Abreu (Flamengo) e Thiago Neves (Flamengo). Atacantes: Fred (Fluminense), Leandro Damião (Internacional), Neymar (Santos) e Ronaldinho Gaúcho (Flamengo).

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Fierro, Jael e sei lá mais quem não me deixam mentir



Um Flamengo com Ronaldinho Gaúcho em campo significa uma equipe extremamente perigosa e qualificada. Outro Flamengo, este sem o craque, se torna um time comum e praticamente inofensivo. O torcedor rubro-negro tem sofrido do mesmo mal que assombrou os corinthianos em 2010, quando o Timão só vencia quando Ronaldo estava em campo.

Nas vexatórias derrotas para Atlético Goianiense e Bahia, ambas no Rio de Janeiro, os comandados de Luxemburgo comprovaram que sem R10 o Flamengo não rende. O craque tem levado o time nas costas. Fierro, Jael e sei lá mais quem não me deixam mentir.

O mesmo caso acontece no São Paulo. Este, no entanto, com um pouco menos força. Rivaldo não pode ficar de fora da equipe titular. Na vitória diante do Figueirense provou mais uma vez que esta é a verdade.

Aí aqueles chatos e dizem que o craque não aguenta jogar todos os jogos. Volto no exemplo Corinthians/Ronaldo de 2010. O “gordo” não corria, mas decidia. E olha que Rivaldo ainda corre, e como corre.

Como destaque final vale ressaltar um time que não jogou, por incrível que pareça. Sim, pois assistindo quase todo mundo de cima da tabela perder, o torcedor do Botafogo deve ter vivido um final de semana para lá de agradável.

Portuguesa: alazão rubro-verde ou cavalo luso-paraguaio?



Por Igor Caitano

Na era dos pontos corridos na série B do Campeonato Brasileiro, iniciada em 2006, o Corinthians, em 2008, e o Vasco, em 2009, estabeleceram o recorde de pontos da competição no término do 1º turno: 39 pontos em 19 rodadas. Neste ano, com campanha acima de qualquer expectativa, a Portuguesa esteve muito próxima de quebrar esse recorde. Mas, como é a Portuguesa, conseguiu ficar os últimos três jogos do turno sem vencer e fechou com 38 pontos. 

Claro que ser campeão do 1º turno vale mais ou menos a mesma coisa do que ganhar um almoço grátis no Bom Prato, mas pode ser um bom sintoma dos favoritos ao acesso, o que já começa a preocupar a Lusa, que abriu o segundo turno também sem vencer, empatando com o Náutico, no estádio dos Aflitos, com 2 jogadores a menos.   

Fora a vitória deste final de semana, por 2 a 1, em cima do Paraná, os últimos quatro jogos foram muito irregulares e acenderam uma luz amarela na cabeça do bom técnico Jorginho, o Cantinflas, não o lateral do tetra. E vem a pergunta a todos os que torcem direta ou indiretamente para a Portuguesa: vai subir ou morrer na praia mais uma vez? Como não pretendo ficar em cima do muro, cravo: a Lusa sobe, mas não consegue ser campeã. Aliás, convenhamos, quem quer ser campeão da série B? O que importa é subir mesmo. 

A Lusa tem o melhor time montado desde 1996, quando tinha Rodrigo Fabri, Alexandre Gallo, Capitão, César "Castrilli", Emerson e, principalmente, Zé Roberto. De lá para cá, alguns times esboçaram qualidade, principalmente as formações que contaram com Ricardo Oliveira e Diogo, mas nunca com consistência duradoura. Hoje, o time tem, repito, um ótimo técnico, que ainda vai brilhar em um time grande, um bom goleiro, coisa rara na Lusa e, principalmente, um meio-campo compacto e de boa técnica, liderado pelo capitão e camisa 10 Marco Antônio, além de um volante da base que joga muito: Guilherme, que marca e ataca bem, tem apenas 20 anos, e já está na mira de Corinthians e Santos para o ano que vem.

Além disso, foram feitas boas contratações, como Boquita, ex-Corinthians, Ferdindando e Luís Ricardo, que foram bem no Avaí, e principalmente Edno, que está para a Portuguesa assim como Maicosuel para o Botafogo: jogadores de um time só. 

Então como eu disse, acredito que a Lusa realmente estará na série A em 2012, ano em que completa 92 anos. Até porque seu principal concorrente, a Ponte Preta, também vem de tropeços. A única coisa que pode atrapalhar é a diretoria, se inventar de tirar o Jorginho caso mais alguns maus resultados aconteçam. 
Com a vitória em cima do Paraná, a Lusa abriu 3 pontos da vice-líder Ponte Preta e, para mim, tem tudo para se confirmar como alazão rubro-verde e deixar para trás o estigma de cavalo luso-paraguaio! 
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