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terça-feira, 16 de outubro de 2012

A queda de um rival



Por Tuca Veiga

“Pimenta nos olhos dos outros é refresco”. O antigo ditado explica muito bem o que acontece hoje na cidade de São Paulo. Palmeirenses cabisbaixos, em cacos, acompanham diariamente outro provérbio ir por água abaixo, pois a esperança, pelo jeito, será a primeira a morrer neste ano.

Torcer para que o rival se afunde é, nos dias de hoje, algo mais que corriqueiro, é uma regra e poucas são as exceções. No caso da segunda queda alviverde, que não aconteceu somente na calculadora, eu posso dizer que sou uma exceção.

Não quero ver o arquirrival de meu time no fundo do poço. Fora uma ou outra tiração de sarro, não tenho mais nada a ganhar com isso. O Derby fará muita falta em 2013. Vão me obrigar a torcer para que eles passem de fase na Libertadores para, enfim, vingarmos as vezes que paramos nas mãos de São Marcos. Embora a principal competição sul-americana não seja lá uma Brastemp, é difícil crer que o Verdão seja um postulante ao título.

Eu sei que virou moda ser “anti”, mas numa boa, o Palmeiras não merece cair justo no ano que recuperou a sua dignidade, justo quando fez sua torcida sorrir após temporadas e mais temporadas.

Quem merece é o diretor que torce contra para que sua ala possa chegar ao poder. Quem merece é o torcedor que bate em atleta, é o cara que não sabe lidar com a sua frustração e joga cadeiras em campo, fazendo com que o time perca mandos justamente na hora que mais precisa da ajuda da arquibancada. Destes, eu não tenho a menor pena.

Mas do Palestra velho de guerra, rival de muitas decisões, confesso que tenho.

domingo, 14 de outubro de 2012

Um escândalo


Brilhante campanha do Fluminense pode ser manchada pela arbitragem
Por Felipe Pugliese



É muito difícil contestar uma liderança como a do Fluminense. 

Melhor campanha, melhor ataque, melhor defesa, artilheiro do campeonato... enfim, argumentos para qualificar o time de Abel Braga não faltam.

Se é ou não o melhor do Brasil é outra questão. O fato que me incomoda é a participação ativa dos erros de arbitragem nos jogos do tricolor carioca.  A vitória diante da Ponte Preta foi um escândalo. Um escândalo!


Já diante do Bahia, o trio de arbitragem comandado pelo paulistano Raphael Claus (alto nível) errou feio ao anular gol legal de Lulinha. No lance seguinte o Flu abriu o marcador e construiu mais uma vitória.


Sou daqueles que repudio e tenho nojo do discurso que no futebol “tudo é acertado. Marmelada pura”. Defendo a ideia que tal sujeito pare de acompanhar e vá pentear macaco com piolho.


Não existe algo mais irritante que o a pergunta “você não lembra da final da Copa de 98?”.


Trago tais exemplos porque não quero que uma campanha tão regular como a do Fluminense fique manchada, assim como a do Corinthians em 2005.


Porém, caro leitor, é inegável que 2012 fica marcado como o pior ano da arbitragem brasileira na história recente. Não me lembro de tantas críticas como as atuais. 


O que está acontecendo? O nível realmente é péssimo ou bater no homem do apito virou lei?


sábado, 13 de outubro de 2012

Todo mundo quer Alex



Por Luiz Felipe Fogaça

Certamente os camisas 10 já foram mais escassos no futebol brasileiro. Hoje no Brasileirão temos Montillo, D’ Alessandro, Ganso, Jadson, Seedorf, Zé Roberto, entre outros. Ainda assim, um legítimo maestro nunca é desprezado e a prova disso, é a volta de Alex.




O jogador que já fez história no Palmeiras e no Cruzeiro, recindiu seu contrato com o Fenerbahçe, onde ganhou até estátua, devido sua qualidade técnica, entrega e identificação.  Agora ele procura um time para jogar a partir de 2013 e possivelmente encerrar a carreira.

Em sua busca por um novo clube, o que não faltam é interessados. Com futebol de um legítimo meia clássico, Palmeiras, Cruzeiro, Grêmio e Coritiba estão na briga para contar com o futebol do jogador.

Nessa disputa de cachorro grande, todos têm seus trunfos para tentar a contratação de Alex. O Coritiba aposta na preferência do jogador e de sua família pela cidade paranaense, onde já tem casa. Alem disso o sogro de Alex já foi dirigente do Coxa Branca e  vale lembrar que  Alex apareceu para o futebol  justamente no Coritiba e ele considera que tem uma divida para com o clube.

Já o Cruzeiro, onde comandou o time na conquista do Brasileiro de 2003, conta com apoio maciço da torcida, que fez uma verdadeira homenagem para volta de Alex, o que emocionou o jogador e pode pesar em sua decisão. Pelo lado do Grêmio, a carta na manga  é o técnico Vanderlei Luxemburgo, com quem o meia tem ótimo relacionamento. O time gaúcho ainda conta com a possível melhor proposta financeira e um grande elenco.
No Palmeiras Alex viveu o melhor momento de sua carreira, conquistou seu título mais importante, marcou seu gol mais bonito e tem ótimo relacionamento com todos do Parque Antartica, mas se cair para segundona, dificilmente o clube vai conseguir seduzir o meia.

Qual será o desfecho de mais essa novela do futebol brasileiro, aguarde os próximos capítulos e descubra. O jogador prometeu anunciar seu futuro até o final da próxima semana. O certo é que mais um 10 legítimo estará desfilando seu futebol nos gramados brasileiros no próximo ano.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Os Famosos Jogos de Seis Pontos



Por Rafael Hornblas


Ontem, Vasco e São Paulo iniciaram a fase de jogos decisivos do campeonato e fizeram um jogo de seis pontos - como tanto se fala e espera desde o início dos campeonatos por pontos corridos.

O São Paulo entrou em campo muito mais disposto e motivado a ganhar essa "final" do que o Vasco, e pressionou o adversário desde o inicio assim como no clássico contra o Palmeiras.A tática deu resultado e em uma desatenção da zaga vascaína o Tricolor do Morumbi conseguiu seu 1º gol com o artilheiro Luis Fabiano em um belo arremate de esquerda de fora da área. O detalhe da desatenção do Vasco neste gol, foi que quem marcava o artilheiro são paulino era o camisa 9 do Vasco, Alecsandro. 

No 2º tempo, o time cruz-maltino voltou melhor, mas Osvaldo, que vive grande fase e novamente teve atuação destacada ( fez cinco gols nos últimos seis jogos), fez belíssimo gol em contra-ataque e jogou um balde de água fria no time de São Januário. Comandados por Juninho, a equipe carioca parecia saber que uma derrota era um péssimo resultado e foi com tudo para cima do Tricolor, que com atuação sólida de Rogério Ceni, que fez ao menos cinco boas defesas segurou o resultado e ganhou muito fôlego na briga pela vaga na Libertadores, principal objetivo das duas equipes.

Hoje ainda tem mais um jogo de 6 pontos neste Brasileirão. O Palmeiras recebe o Coritiba no interior de São Paulo (o time palestrino perdeu o mando de campo devido a vandalismos no clássico contra o Corinthians). O Palmeiras tem 26 pontos e está a exatamente 6 pontos do Coxa que é o 1º time fora da zona de rebaixamento. Portanto, o jogo de hoje toma tons dramáticos para ambas as equipes, principalmente o Palmeiras, que joga com seis desfalques, entre eles Barcos e Valdívia. Se perder hoje, o Verdão praticamente se despede da Séria A do Brasileiro.

Outro destaque na rodada é Sport x Grêmio na Ilha do Retiro, que não podemos considerar um jogo de 6 pontos, pois as equipes não estão disputando um mesmo objetivo. Porém, este duelo influencia diretamente o G4 e o Z4, pois Grêmio é o 3º colocado sendo seguido muito de perto por Vasco e São Paulo e tentando chegar no Galo mineiro e o Sport está entre o Palmeiras e o Coxa, ocupando a 1ª vaga da zona de rebaixamento, portanto, poderemos esperar ótimos jogos nesta noite de véspera de feriado.

Agora é esperar e ver quem se sairá melhor nestes jogos de 6 pontos, quem ocupará o G4 e quem ficará na parte de baixo da tabela. O Brasileirão está na sua reta final e a hora de jogar bola é agora.

Longa espera para o futebol inglês


Por Jamie Jubon



O técnico da seleção inglesa de futebol Roy Hodgson convocou no começo do mês o time que vai enfrentar San Marino e Polônia pelas eliminatórias da Copa do Mundo e, mais uma vez, optou por deixar de fora o experiente zagueiro Rio Ferdinand.

Antes de nomear sua equipe, Hodgson tinha discutido o futuro de Ferdinand com outros passageiros no metrô de Londres em sua jornada de volta do Emirates Stadium depois de assistir Arsenal e Olympiakos na Liga dos Campeões da UEFA.

Hodgson supostamente disse, no trem lotado, que a carreira de Ferdinand na  seleção da Inglaterra estava "no fim da estrada" e que não convocaria o defensor do Manchester United enquanto estivesse no comando da seleção.

Esta confissão sincera foi surpreendente, ainda mais porque aconteceu uma semana depois de outro ex-capitão da seleção inglesa, John Terry, ter anunciado sua aposentadoria da seleção.

Terry, que levantou o troféu da Liga dos Campeões com o Chelsea em maio, teve uma carreira turbulenta na seleção da Inglaterra. Dentro de campo, ele raramente deixa seu país para baixo, exibindo qualidades de liderança e atuando com a mesma coragem e heroísmo que ele apresenta em seu clube.

Fora do campo, porém, a história é totalmente diferente. Ele perdeu duas vezes a braçadeira de capitão da Inglaterra: na primeira ocasião, por ter se envolvido com a namorada de um companheiro de time; na segunda vez, por usar linguagem racista contra um adversário durante o jogo do Chelsea na Premier League com QPR em outubro de 2011. O jogador ofendido foi Anton Ferdinand, ironicamente o irmão mais novo de Rio Ferdinand.

Terry e Ferdinand não jogam juntos pela Inglaterra desde então. A sensação antes da Eurocopa deste ano foi de que Ferdinand não se sentia à vontade em jogar ao lado do homem que usou termos racistas contra seu irmão.

Terry foi convocado para a Eurocopa, e Ferdinand não. No entanto, a decisão posterior de Terry de se aposentar da seleção, por ter sido considerado culpado de usar termos racistas pela federação inglesa, deixou muitos se perguntando se a carreira de Ferdinand na Inglaterra iria recomeçar.
A decisão de Hodgson de deixar o jogador de 33 anos de idade de fora da lista, porém, indica que não será este o caso.

Certamente há espaço para Ferdinand no plantel. A Inglaterra não tem zagueiros de alta qualidade. Na verdade a seleção não tem grandes opções em qualquer que seja a posição.
O zagueiro estreante do Stoke City Ryan Shawcross foi convocado, enquanto Hodgson também estranhamente escolheu três laterais-esquerdo para fazer a sua equipe. Ashley Cole do Chelsea, Leighton Baines do Everton e Kieran Gibbs do Arsenal foram todos selecionados, fazendo a entrada de Ferdinand ainda mais atraente.

Está claro que o técnico da Inglaterra, que sucedeu Fabio Capello no início deste ano, está tentando construir o futuro, convocando jogadores mais jovens que ele acredita que podem ter um impacto importante na próxima Copa do Mundo no Brasil e além.

Steven Gerrard e Frank Lampard são agora os últimos membros da chamada "geração de ouro", da qual se esperava trazer para a Inglaterra o primeiro troféu internacional importante desde 1966. A dupla, juntamente com David Beckham, Michael Owen e Paul Scholes, assim como Terry e Ferdinand, fazia parte de um time que, pelo menos no papel, não devia nada para a maioria das outras seleções do mundo.

O futebol, porém, não é jogado no papel, como o ex-técnico da Inglaterra Sven-Goran Eriksson comentou uma vez, e três sucessivas quartas-de-finais  de Copa do Mundo foi o melhor que a geração repleta de estrelas conseguiu.

Hoje em dia, um rápido olhar sobre a equipe de Hodgson mostra por que a maioria do ingleses adoraria voltar sete ou oito anos atrás, quando a seleção possuía realmente alguns jogadores de qualidade.

Existe uma carência real de talento no futebol inglês no momento, e o país tem lutado para encontrar substitutos para a maioria dos jogadores da "geração de ouro". Lampard e Gerrard ainda estão continuamente entre os titulares por causa do simples fato de que ninguém ainda provou ser capaz de substituí-los.

Jack Wilshere, do Arsenal, é o mais bem cotado entre os meio-campistas jovens ingleses e provou sua qualidade ao entrar na equipe principal do Arsenal com apenas 18 anos. Ele também teve atuações memoráveis na Liga dos Campeões contra o Barcelona antes de uma lesão horrível em agosto de 2011, o que deixou Wilshere de fora por um período de 14 meses.

Jack Wilshere é a maior esperança inglesa


Ele está agora retornando ao time titular do Arsenal, e tem sido amplamente considerado como o melhor jogador jovem que a Inglaterra pode apostar para os próximos 10 anos ou mais.

Antes de sua lesão, sua movimentação em campo e controle de bola poderiam ser comparados ao de Iniesta quando mais jovem, o que faz Arsene Wenger e Roy Hodgson esperarem que Wilshere retorne ao mesmo nível de consistência que ele estava apresentando antes de se machucar.

A Inglaterra, porém, tem que ter cuidado para não colocar muita pressão sobre Wilshere, que hoje está com 20 anos de idade. O último “menino prodígio” a emergir foi um certo Wayne Rooney.

Aos 18 anos, Rooney iluminou o Campeonato Europeu de 2004 com uma série de exibições excelentes, até que uma lesão reduziu sua participação no torneio.

Apesar de um registro relativamente impressionante de 76 aparições e 29 gols pela Inglaterra, pode-se argumentar que Rooney não conseguiu recuperar o padrão de oito anos atrás. Na verdade, seu gol da vitória contra a Ucrânia na Euro 2012 foi o primeiro em um grande torneio internacional desde que ele entrou em cena na competição de 2004.

Um grande problema com Wayne Rooney é o seu temperamento suspeito, ilustrado pelo fato de que compartilha a "honra" de ser o jogador da Inglaterra que mais recebe cartões.

Wilshere se envolveu em alguns incidentes menores fora do campo, mas dentro das quatro linhas ele parece possuir um comportamento muito mais equilibrado. Desde que a imprensa inglesa não espere que Jack Wilshere volte de lesão e ganhe a próxima Copa do Mundo no Brasil sozinho, como tantas vezes esperou de Rooney, seu temperamento, bem como o seu talento, poderiam muito bem ser propícios para garantir que ele cumpra algumas de suas potencialidades vestindo a camisa da Inglaterra.

Além de Wilshere, tem seu companheiro de equipe Alex Oxlade-Chamberlain, que foi muito bem no final da temporada passada, e Tom Cleverley do Manchester United, que realmente possui uma certa quantidade de talento natural.

No entanto, o problema para a Inglaterra no momento é essa mistura de jogadores que estão bem em seus trinta, mas talvez não o suficiente para iniciar todos os jogos, e jogadores que têm pouca ou nenhuma experiência, como Cleverley.

Existe uma falta real de jogadores no auge de suas carreiras. Não consigo imaginar o time de Hodgson batendo de frente com as seleções mais fortes que estarão na Copa de 2014. É só compará-los com Neymar, Hulk, Daniel Alves, Alexandre Pato e Thiago Silva, todos jogadores com experiência em grandes jogos, e fica claro o quão difícil será para o time inglês.

Ao que tudo indica a espera por um título de Eurocopa ou do Mundial vai continuar por muito tempo ainda.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Chegamos ao ápice do cafajestismo




Por Felipe Pugliese


Mano Menezes apanha como um cachorro vira-lata. É menosprezado, ofendido e mal-amado da mesma forma que um canino andarilho. Todos querem tirar uma casquinha do treinador brasileiro. Ah, como é gostoso achincalhar o próximo, não é mesmo?

Eu, neste espaço, vou fazer algo raro desde que o gaúcho assumiu o escrete. Vou elogiá-lo. Sim, vou falar bem do cara. Vou tratá-lo com o mesmo respeito que trato um cachorro de grife.

O torcedor não gosta do Sr. Menezes pelos mesmos motivos que nunca tolerou Dunga: a falta de um “currículo” expressivo. Acredito que o lado clubístico interfira nas opiniões algumas vezes, mas não o coloco como principal motivo.

 A gota d`água para este que vos escreve veio após o cancelamento do jogo diante da Argentina. Ouvi de um jornalista “Para mim chega. Fora Mano”.  Viram só, caros leitores? Até a falta de energia elétrica tem caído no colo do comandante.

Falando de bola e não de bastidores. É verdade que algumas posições (goleiro e primeiro volante) ainda não têm donos no time. De resto, a seleção já está definida.

Thiago Silva e David Luiz são referências no miolo de zaga e Dedé é um baita reserva. Marcelo e Daniel Alves laterais. Ramires e Paulinho se firmam cada vez mais como homens no meio. Agora paro meu raciocínio para escrever o mais importante tópico do texto: o Brasil hoje tem um camisa 10 (a vontade de acrescentar um palavrão na frase é enorme)!


Oscar é cérebro da seleção comandada por Mano Meneses


Oscar é o maior mérito de Mano Menezes como técnico da seleção. E não me venham querer tirar o dedo do treinador da situação. O gaúcho sacou nada mais nada menos do que Paulo Henrique Ganso, Ronaldinho Gaúcho e Kaká e esfregou na cara de todos que “Oscar é o dez”.

Neymar, Lucas, Leandro Damião, Luís Fabiano (tem tudo para se firmar) e Hulk completam os homens de Mano.

A Copa das Confederações está aí e nós torceremos contra o Brasil para que Mano não chegue à Copa do Mundo. Chegamos ao ápice do cafajestismo.

Não há melhor forma de encerrar o texto. Vou citar Nelson Rodrigues que, um dia, escreveu que o “o brasileiro é um narciso às avessas”. Concordo de cabo a rabo. Temos um enorme tesão em limpar a sola dos sapatos naquilo que é nosso. 

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Não existe mais bobo no futebol

Por Lucas Bueno

A festa democrática das eleições 2012 está definida. Pelo menos, em relação aos vereadores. E é nesse nicho que aparecem as maiores bizarrices que, nós "cidadãos conscientes", temos que aturar durante alguns meses. São super-heróis, mulher-fruta... todos querendo só aparecer.

Mas peraí! O que o futebol tem a ver com a política?! Não é ele o assunto mais importante entre os menos importantes?! Muitos não sabem, ou não querem enxergar. O futebol é essencial para a vida humana. E os políticos sabem disso. Então, vamos a apuração dos votos da eleição do Paixão Clubística.

Em primeiro lugar, do partido NLS (Nem Lula me Salvou) ficou o ex-ministro dos Esportes, Orlando Silva, com 19.739 votos. O candidato, há um ano, pediu demissão do governo após suspeitas fraudes em contratos entre o Ministério e ONGs. Orlando Silva foi apontado como o líder de um esquema de corrupção que pode ter desviado mais de 40 milhões de reais em apenas oito anos.


Na vice-liderança, não muito distante, está a candidata da coligação FCM (os Flamenguistas Cansaram de Mim) Patrícia Amorim, com 11.687 votos. Há doze anos, a presidente do rubro-negro teve quase treze mil votos a mais que nestas eleições. Uma incrível marca!

A má administração do Flamengo, a viagem à Olimpíada de Londres no momento mais delicado que o clube atravessou no ano, o corte de linhas telefônicas na Gávea e a dívida de mais de 300 milhões de reais, devem ter atrapalhado um pouquinho a popularidade da presidente nas urnas cariocas.


E para a alegria da nação, nessa disputa não haverá segundo turno. Ambos foram descartados do jogo. E fala o outro: “A bola pune, companheiro!”.

Mas este texto, de retorno do Paixão, não poderia se esquecer do maior clássico mundial da atualidade, Barcelona e Real Madrid. Antes do jogo começar muita política. Os mais de noventa mil catalães fizeram um mosaico gigantesco no Camp Nou e cantaram para pedir a independência da Catalunha, comunidade autônoma que fica na Espanha. Veja o vídeo aqui! Lembrando que historicamente o Real Madrid é conhecido por ser o time do ditador Franco, comandante do período mais trágico da história espanhola e simultaneamente, os anos que "los blancos" cresceram e se tornaram a potência que conhecemos hoje. 

Final de semana político e futebolístico no Brasil e na Espanha. E já dizia Nelson Rodrigues, "No futebol, o pior cego é aquele que só vê a bola.".

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

A experiência que decide



Por Luiz Felipe Fogaça

Que os jogadores têm aparecido e brilhado em seus times, campeonatos e seleções cada vez mais jovens, e mais precocemente é inegável. Mas um fator que muitas vezes pesa e que tem decidido os jogos é a experiência dos atletas.
Fabuloso deixou dois no clássico e tem média de quase um gol por jogo

Basta olhar para última rodada do Brasileirão para confirmar essa tese. Na 28ª, o experiente Ronaldinho Gaúcho teve atuação de gala, marcou três, comandou o Galo contra o Figueirense e foi considerado o craque. Papel não menos importante tiveram Fred e Luis Fabiano que decidiram novamente para suas equipes.

Se olharmos para a tabela e artilharia do campeonato também se pode observar bem a importância desse fator.
Fred, artilheiro do campeonato também fez o seu e decidiu mais um  para o Flu
Bruno Mineiro e Fred, os dois primeiros goleadores com 14 tentos, têm 29 anos e grande rodagem no mundo do futebol. Atrás deles, com 13 bolas na rede, está Luis Fabiano, que ostenta média de 0,85 gols por jogo e tem 32 anos.
Elano encontrou a redenção no Grêmio
Nas equipes que brigam pelo título e pela Libertadores é nítida a importância dos jogadores mais velhos. O líder Fluminense é comandado por Fred e Deco. No segundo colocado Atlético-MG o maestro é Ronaldinho Gaúcho. No terceiro Grêmio quem dita o ritmo do jogo são Elano e Zé Roberto. Já no quarto Vasco, Juninho é quem faz as vezes do jogador mais importante da equipe.


Emerson foi fundamental na campanha da Libertadores
Marcos Assunção foi o destaque na Copa do BR












No primeiro semestre foi Marcos Assunção o principal jogador da campanha vitoriosa do Palmeiras na Copa do Brasil, enquanto Emerson e Danilo tiveram grande destaque no titulo inédito do Corinthians na Libertadores.


Chelsea x Bayern final com muitos veteranos

Quem pensa que esse fator se limita exclusivamente ao Brasil está enganado. É só lembrar que a decisão da última Champions League foi entre Bayern e Chelsea, que apostavam principalmente na experiência de seus jogadores, entre eles Terry, Lampard, Drogba, Mario Gomez e Robben. No último campeonato inglês, tido como o mais disputado do mundo, o artilheiro foi o veterano Van Persie.

Se o segredo está na juventude, na mescla entre veteranos e jovens, eu não sei, mas que não se pode abrir mão da experiência, isso eu tenho certeza.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Como uma fênix, o gênio Felipão renasce das cinzas

Para o espanto geral, o gênio Felipão ressurgiu
Por Alessandro Lefevre

Luiz Felipe Scolari está mais vivo do que nunca. Muitos duvidaram da capacidade do treinador desde o momento em que ele chegou ao Palmeiras, em agosto de 2010. Recentemente, foi chamado pelos próprios torcedores de técnico decadente. Afinal, quando foi o último bom trabalho de Felipão?

Foi nesta quarta-feira, 13. Com uma atuação digna de Chelsea - campeão da Champions - o Palmeiras atropelou o Grêmio em pleno estádio Olímpico Monumental. Vanderlei Luxemburgo ficou a ver navios. Tudo por conta de um esquema tático muito bem armado pelo palmeirense, que resolveu, como em 2002, quando foi campeão mundial, armar a equipe com três zagueiros. 

Henrique foi o nome do jogo. Foi um monstro em campo. Atuou como líbero e ganhou todas de Kleber Gladiador e de qualquer outro gremista que se atravesse a andar com a bola na intermediária alviverde. Henrique jogou em Porto Alegre da mesma forma que Edmílson atuou na Coreia e no Japão.

E já no fim da partida, Cicinho deu um passe à la Ademir da Guia para Mazinho, o Black Messi, abrir o placar. O Verdão ainda teve tempo de ampliar com a melhor contratação do time nos últimos quatro anos: Didier DrogBarcos, el Pirata.

Se nada de anormal acontecer na volta - afinal, trata-se do Palmeiras - o Palestra chega forte para a decisão da Copa do Brasil, título que não conquista desde 1998.


sexta-feira, 11 de maio de 2012

A vitória que esconde muita coisa




Por Luiz Felipe Fogaça

Confesso que não ia escrever esse texto, mas as discussões sobre o jogo com amigos, inclusive alguns que não torcem para o São Paulo, me fizeram perder a preguiça e cá estou.

O jogo de ontem, contra a Ponte Preta foi vencido na base da superação e da sorte, ou falha do outro time, chame como quiser. Eu sei que esse fator, faz parte de qualquer jogo de futebol, mas não dá para vencer sempre apostando em superação, abafa e sorte.

Em minha opinião, o São Paulo tem o melhor time dessa Copa do Brasil, desde o principio do torneio e não falo isso por que torço pelo time e sim por que realmente acho. 

Vamos ao que realmente interessa os problemas. Problemas esses, que com a classificação, parece que sumiriam, mas estão ali, prontos para aparecer, no menor sinal de fumaça. É óbvio que o triunfo e a vaga fizeram com que eles ficassem menos visíveis, fossem mascarados digamos assim.

O que acontece, é que o Tricolor não tem um padrão tático, é um amontoado de jogadores, que não se posicionam, correm atrás da bola para marcar e atacam todos de uma vez, desordenadamente, o que em algumas horas dá resultado. Os excessivos gols tomados em escanteios e bolas aéreas provam o mau posicionamento da equipe, que parece mal instruída por seu treinador, que ainda assim tem grande aproveitamento de pontos a frente do São Paulo, mas será que com outro não teria ainda mais. 

Leão é vaidoso e não me parece o melhor para dar padrão a um time, por que isso o São Paulo não tem.  Sem contar que por birra ou vaidade, cisma e queima alguns jogadores, como Jadson, que se para muitos ainda não rendeu o esperado é quem muda o meio de campo, faz o time girar a bola,  a melhor bola parada, quem mais dá assistência, fica claro, que sem ele perde-se muito no meio, ele TEM que ser titular.

Outra questão a se levantar é a da diretoria, que de um tempo pra cá, passou de referência no cenário nacional à ultrapassada. Sim, ultrapassada. A começar por Juvenal que manda e desmanda no clube sem oposição forte e contra a justiça que não reconhece seu novo mandato.

O mandatário Tricolor, que se intromete sim toda hora, aprova contratações sem o mínimo critério, joga para torcida. O esforçado Adalberto Baptista sofre sem experiência no cargo de maior importância, o de diretor de futebol, sofre a ponto de não saber quem contratou Paulo Miranda. Enquanto isso,  desesperados, os dirigentes vão errando e atropelando a tudo e a todos, a ponto de fazer o que fizeram com o zagueiro acima citado.

Assim, sem falar a mesma língua, aos trancos e barrancos, time, técnico e diretoria, vão indo, até quando? Não sei, mas nada será surpresa, longe de mim cornetar e secar, por que o time é bom sim e só foi eliminado do Paulista pelo Santos.
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