![]() |
Cesar Greco/Fotoarena |
Para Ari, o sábado sempre foi o melhor dia para ver futebol.
Agora, com o time na Segundona, nem um pênalti desperdiçado no comecinho do jogo era problema.
Ari sabia que o Palmeiras era melhor do que o Figueirense.
Mas foi sofrido. A equipe catarinense foi quem abriu o placar.
A virada veio só no segundo tempo. Só que a campainha resolveu tocar.
Cada passo adiante deixava o volume da TV mais baixo.
Ele olha através do olho-mágico, abre a porta e resmunga: "Oi, Zuzu".
"Não vai me dar nem um beijo, Ari?"
Ari só tinha TV no quarto. Da entrada do apartamento mal dava para ouvir o narrador.
"É que, é que... o Palestra tá jogando." Ele dá logo o beijo. No rosto. Para não ter perigo de demora.
"É assim que você me recebe, Ari?! Contra quem o Palmeiras tá jogando?"
"Figueirense. Jogo importante. Jogo de seis pontos."
Quando o casal chega ao quarto, ela fica inconformada. "Dá para você me dar atenção? Tomara que o Figueirense marque um gol."
Nem bem Zuzu tinha terminado de falar e Milton Leite já gritava. "Gooooollll".
Como se não bastasse, o tento de empate era de um ex-palmeirense.
Como se não bastasse, o tento de empate era de um ex-palmeirense.
"Porra! Justo do Ricardo Bueno? Você dá muito azar. Vai dar azar assim na puta que o pariu."
Se não fosse um certo mago chileno marcar o gol da vitória no finzinho, teríamos mais um conto com final na delegacia... Como manda a cartilha do mestre Nelson Rodrigues.
Nenhum comentário:
Postar um comentário