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quinta-feira, 23 de maio de 2013

O que falta para Danilo?



Por Leonardo Dias dos Santos convidado


O que você pensa sobre um jogador de Seleção? Ironias a parte, de alguns nomes "estranhos" que aparecem. Quando pensamos em jogador de Seleção pensamos em experiência, potencial, qualidade, garra, vitorioso, técnica, enfim são muitos adjetivos. E na maioria deles, todos se encaixam a Danilo.

De antemão se é feita uma ressalva opinião cada um tem a sua, mas a questão em pauta deve ser analisada com calma. Danilo, camisa 20 do timão, nunca é lembrado pelos técnicos da seleção brasileira. Aposto que assim como eu, muitos outros se questionam do motivo.

 Danilo ou Zidanilo para muitos, se fez conhecido no futebol através do tricolor paulista, sendo o camisa 10 e comandante do time vencedor do paulista, libertadores, mundial todos de 2005 e brasileiro de 2006. Desde essa época, mesmo para alguns torcedores são paulinos, não agradava totalmente. Seu jeito queto e pouco marketing em torno do seu nome, não refletem seu comportamento e qualidade em campo.

Assim como hoje, vencedor dos mesmos títulos pelo Corinthians se agrada a torcida, continua não agradando aos comandantes do selecionado nacional. Mesmo depois de tanto tempo demonstrando um futebol tranquilo, como alguém que sabe o que faz com a bola nos pés. Ele enfia bolas, cadencia o jogo, finaliza muito, ajuda a marcar com carrinhos que mais parecem de zagueiros consagrados e destaco NUNCA PIPOCA.  Definiu partidas pelo São Paulo e Corinthians em todos os campeonatos que venceram e que não venceram.

Basta ver que sozinho o atleta tem mais títulos que qualquer grande clube brasileiro neste século.

Danilo é o meio campo que aparenta não brilhar aos olhos de muita gente, mas todos os treinadores que o detem no time se não de inicio logo com pouco tempo percebem que Danilo é imprescindível em qualquer time. Não pelas características em si mas pelo modo como atua e como define jogos. Danilo me lembra do craque Alex do Coxa. Que por onde passou comandou o meio campo dos times que jogou e conquistou muitos títulos, mas foi pouquíssimo lembrado pelos técnicos da seleção. Alex ainda tinha um pouco mais de prestigio e ainda agradava mais aos olhos dos torcedores, mas ambos eram e são inteligentes, tranquilos e sabem o que fazer com a bola no pé.

Talvez os Deuses do futebol não gostem muito dele, por que numa seleção onde já foram testados centenas de jogadores, muitos tristes de se ver na seleção, Danilo nunca é cogitado. Na minha seleção ele já teria tido sua chance há algum tempo, e na sua ele tem?

Danilo o morto muito louco. Pensem sobre isso.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Onde foi parar o favoritismo?

Por Gabriel Duque

Para os torcedores brasileiros mais entusiastas, havia boas chances de as semifinais da Taça Libertadores deste ano terem apenas clubes do nosso país. No entanto, mais uma vez, os times canarinhos não souberam fazer valer seu favoritismo e impor seu melhor futebol e sua superioridade técnica. Vale até citar os erros de arbitragem nos duelos do Palmeiras e do Corinthians, mas o fato é que as equipes daqui continuam a não saber como ganhar a competição continental.

Apesar da recente onda de títulos brasileiros no torneio - com Inter em 2010, Santos em 2011 e Corinthians em 2012 -, nossos clubes costumeiramente não surpreendidos pelos rivais. Em pouco mais de uma semana, o confronto brasileiro viu a queda do São Paulo, o Palmeiras foi eliminado pelo estreante e mediano time mexicano do Tijuana, o Timão foi derrubado pelo Boca, do veterano Riquelme, e o Grêmio não conseguiu superar o Santa Fé, da Colômbia.



Restaram apenas o Fluminense, ainda com desempenho irregular que deixa o seu futuro na Libertadores incerto, e o Atlético-MG, que tem tudo para avançar pelo menos até as semifinais caso não vacile. O detalhe é que ambos nunca foram campeões da competição, diferentemente dos quatro brasileiros que caíram.

Sobre os eliminados, fica a impressão que poderiam ir mais longe. O Tricolor fez uma péssima primeira fase e deu azar de enfrentar o melhor time do continente. O time alviverde tinha a vantagem, mas o erro de seu goleiro no primeiro gol prejudicou o andamento da equipe. O alvinegro do Parque São Jorge, após empatar o jogo no Pacaembu, passou a se desesperar e abusar das jogadas aéreas vindas da intermediária, algo raramente visto na equipe de Tite. E a equipe gaúcha, que gastou muito com contratações de peso visando o título, não correspondeu às expectativas.

As desclassificações, desta vez, lembram a quarta-feira negra de 2011, quando também quatro clubes brasileiros foram superados nas oitavas de final. Inter, Fluminense, Grêmio e Cruzeiro caíram na ocasião. De brasuca, só sobrou o Santos, que faturou o caneco. Que fiquem as lições para a próxima edição da Liberta.

Confira como ficaram as quartas de final:
Atlético-MG x Tijuana
Boca Juniors x Newell's Old Boys
Santa Fé x Garcisalo
Olimpia x Fluminense

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Brasileiros contra tudo e contra todos - A difícil missão de manter a supermacia no continente




Por Luiz Felipe Fogaça

De 2005 para cá o futebol brasileiro esteve presente em todas as finais da Libertadores. Sendo em 2005 e 2006  decisões entre clubes  do País. Dessas 8 finais seguidas disputadas, os brasileiros faturaram 5.

São esses números que começaram a incomodar a Conmebol e isso só não enxerga quem não quer. Desde que o São Paulo decidiu seguidamente com Atlético-PR e Internacional as finais de 2005 e 2006, que a entidade adotou uma medida no mínimo controversa de que times do mesmo país devem se enfrentar em fases anteriores para evitar uma decisão entre compatriotas.

Ainda com essa decisão, não foi possível frear a supremacia brasileira nos últimos anos. Este ano a coisa começou a tomar outras medidas e cabe questionar. São muitos fatores questionáveis que cabe pensar se é o velho complexo de vira-lata, se é muita teoria da conspiração ou se realmente tem algo de podre no reino da Dinamarca.

Para ficar nos exemplos que lembrei aqui, no jogo contra o Arsenal na primeira fase no Pacaembu o juiz deu um pênalti no mínimo questionável para o time argentino terminada a partida Luis Fabiano foi expulso e pegou um gancho de 4 jogos por reclamação, algo nunca visto em 53 edições do torneio.  Luxemburgo é agredido, provavelmente provocou, mas nada que justifique 8 jogos de suspensão.

Nas quartas de finais lances questionáveis nos jogos de Palmeiras, Corinthians e Fluminense. Somado a isso esta uma entidade que tem sua imagem completamente arranhada e com seu antigo presidente afastado por envolvimento em casos de corrupção.

O pior é que o excesso de rigor com brasileiros e azar por assim dizer, não se vê na contramão. É torcida que briga e não toma nada, jogador violento que nem amarelo toma, lances de sorte. Fica complicado acreditar.

Que o futebol brasileiro seja unido como um todo para protestar contra esse tipo de coisa e não que ache normal e ria do seu companheiro prejudicado.

Aguardemos cenas do próximo capítulo. Se não tivermos interferências externas o campeão deve novamente ser brasileiro. 

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Matar ou morrer


Por Tuca Veiga

Trio de Ferro entra na semana mais decisiva do ano – ao menos até então. Libertadores no meio e semifinais do Paulistão no final. Jogos que prometem rivalidade acirrada, confrontos disputados e com roteiros completamente imprevisíveis.

O Verdão é o primeiro a entrar em campo nesta semana. Com a eliminação no Paulistão para o Santos, nos penais, o time do Palestra Itália pode entrar numa dura realidade em pouco tempo. Mais exatamente no dia 14 de maio. Se for eliminado pelo duro Tijuana do México – que deu trabalho para o Corinthians na 1ª fase – o Palmeiras cairá de paraquedas em um pesadelo daqueles: a Série B. E se não subir, meu amigo, a encrenca estará armada.

Já o Tricolor vai trabalhar em duas frentes. Primeiro viverá a recente rivalidade com o Galo, que aqueceu após os duelos na Liberta. Na primeira partida, Ronaldinho armou uma malandragem bem para cima do capitão do São Paulo, que resultou no gol alvinegro. Na segunda, foi uma declaração de R10 que pegou mal, dizendo que estavam apenas treinando. E ainda deixou a promessa:  “Agora vai ser diferente. Eles sabem que vai ser diferente”.

Pelo que fez na primeira fase, o time de Minas Gerais entra, teoricamente, como favorito para o duelo. No entanto, do outro lado está um time que já levantou três vezes a taça da competição e está mais do que acostumado a participar dela. Situação oposta à do Atlético. Jogos duros, imperdíveis e impossíveis de se cravar o resultado. E, para dificultar, entre os dois jogos, o time do Morumbi ainda tem o seu grande rival pela frente, em partida que poderia ser jogada com time reserva – algo pouco provável em um Majestoso que vale vaga na final estadual.

O campeão do mundo também terá uma semana agitada. Longe de casa, eliminou a Ponte de maneira avassaladora e, agora, terá de encarar dois grandes rivais. Ambos os jogos longes de seu domínio. Na Bombonera, terá pela frente um meia-Boca. Mas se engana quem espera um confronto mole para o Timão. Apesar da má fase, o time comandado por Riquelme transborda tradição no torneio e tem sede de vingança pela final do ano passado. Soma-se a isso a dificuldade tradicional de se jogar no estado que pulsa e a presença de Carlos Bianchi, um exterminador de times brasileiros.

Depois vem o estadual. Nesse ponto o Corinthians foi beneficiado pela agenda. Joga na quarta enquanto o Tricolor entra em campo um dia depois. Mas como joga na Argentina, esse ponto se exclui. Entretanto, o Timão não terá que se preocupar com a Liberta, pois folgará no meio de semana, enquanto o São Paulo vai à Minas decidir sua vida na competição sul-americana.

Ou seja, em suma, é jogo bom atrás de jogo bom. Rivalidades acirradas. Sangue nos olhos. Coração na garganta. Suadeira. Bombonera. Grama Sintética. Provocações. Vinganças. Libertadores, Paulistão e emoções garantidas.

terça-feira, 23 de abril de 2013

Salve Jorge




Por Tuca Veiga

Quando chegou ao Corinthians vindo do Botafogo nem o jogador tampouco o torcedor poderiam imaginar como a camisa corintiana cairia bem em Jorge Henrique. Seu jeito lutador logo caiu nas graças de uma torcida que preza pela raça.

Jorge encaixou como uma luva na equipe comandada por Mano Menezes. Era semifinal do Paulistão de 2009, o São Paulo tinha crescido na reta final e passado o Corinthians na classificação, podendo definir a classificação em casa. Mano notou que as boas atuações de Junior César colaboraram com a ascensão do rival e botou Jorge para incomodá-lo. Incomodar? Jorge ainda frequenta os pesadelos do lateral-esquerdo, hoje no Galo.

Foi naquele duelo que Mano encontrou o esquema que faria daquela geração, comandada por Ronaldo, bastante vencedora. O título do Paulistão veio mole-mole. Cristian abriu o caminho com aquele gol espírita no último minuto, no Pacaembu. Uma semana depois, Ronaldo calou o Morumbi, assim como deixou em silêncio a Vila, no primeiro duelo da final com o Santos.

Mas o que a nação corintiana queria mesmo era a Copa do Brasil, que havia escapado um ano antes. E foi aí que o aniversariante deste dia 23 de abril se tornou, de vez, ídolo da torcida. Um gol em cada jogo da final, dancinha do Michael Jackson e a música estava pronta: “Inter, fez com que ‘nóis’ caísse (sic), mas nóis tamo no pique, com os gols do Jorge Henrique”.

Um semestre, duas taças. Belo começo. De lá pra cá, o camisa 23 só trouxe felicidades para a Fiel. Sempre com grandes atuações nos clássicos, principalmente contra o arquirrival Palmeiras, e carregando na alma o espírito do padroeiro do Corinthians, São Jorge, a quem também celebramos e dedicamos as nossas orações neste dia 23 de abril.

Jorge Henrique chegou em 2009 e em quatro temporadas com o número 23 nas costas, conquistou o Paulistão, a Copa do Brasil, o Brasileirão, a Libertadores e o Mundial. É mole ou quer mais?

Por essas e outras, Salve Jorge!


sexta-feira, 19 de abril de 2013

Libertadores rumo ao 4° título brasileiro seguido

Por Gabriel Duque

Finalizada a fase de grupos da Taça Libertadores, fica evidenciado o domínio Brasil-Argentina no torneio continental. Apesar de terem as equipes consideradas mais fortes da região, alguns clubes dos dois países atravessaram grandes dificuldades para se classificar, como São Paulo, Grêmio, Boca Juniors e Tigre. No total, 10 agremiações seguem no torneio e apenas o Arsenal de Sarandí foi eliminado.

Dos 16 representantes nas oitavas de final, seis são brasileiros, quatro argentinos e os outros se dividem entre um paraguaio (Olimpia), um mexicano (Tijuana), um colombiano (Independiente Santa Fé), um peruano (Real Garcilaso), um uruguaio (Nacional) e um equatoriano (Emelec). Se os brasileiros mostrarem sua superioridade dentro de campo, há boas chances de pela primeira vez termos quatro semifinalistas do mesmo país.



De um lado do enquadramento, Fluminense e Grêmio têm vida aparentemente tranquila, mas, com os elencos fortes que possuem, precisam apresentar desempenho melhor para não tomarem sustos e evitarem surpresas desagradáveis. Do outro lado, o bicho vai pegar com o time de melhor campanha, o trio de ferro paulista e três equipes argentinas de bastante respeito. Isso sem contar com a reedição da final do ano passado entre Corinthians e Boca. No entanto, apesar do equilíbrio maior nesta chave, há possibilidades de clássicos paulistas nas quartas e na semi.

Sem bairrismos e torcidas à parte, aposto em Atlético-MG x Corinthians e Fluminense x Grêmio nas semis. Após as conquistas de Inter em 2010, Santos em 2011 e Corinthians em 2012, o Brasil tem tudo para conseguir o quarto título seguido. Vamos ver agora quem confirmará o favoritismo.

Confira os confrontos
Atlético-MG x São Paulo
Palmeiras x Tijuana
Corinthians x Boca Juniors
Vélez Sarsfield x Newell's Old Boys
Independiente Santa Fé x Grêmio
Nacional x Real Garcilaso
Olimpia x Tigre
Fluminense x Emelec

terça-feira, 19 de março de 2013

Não vale nada!

Marco Polo tem outras preocupações



Por Felipe Pugliese

Temos que fazer a nossa parte. Protestar contra o atual Campeonato Paulista é obrigação daqueles que têm o poder da palavra. O paulistano não merece tal sonolência aos domingo à tarde. No último final de semana, por exemplo: além dos palmeirenses, quem teve paciência para acompanhar o jogo da TV? 


Vemos a festa feita por torcedores do Botafogo no Rio. Até treinador de um gigante o estadual carioca já derrubou. O Nordestão bate no peito e urra: temos a primeira zebra do Brasil. O Campinense papou a Copa Nordeste. No Sul, o Inter já levantou uma taça... enquanto isso em São Paulo uma enorme primeira fase não termina e o próprio líder é vaiado. Não vale nada!  


Levo em consideração, claro, que Don Marco Polo está muito preocupado para pensar em mudanças. CBF, namoradas, escutas telefônicas... por isso cabe as clubes baterem o pé. Não adianta treinador dar xilique em coletiva. 


Para quem se interessa pelo assunto da mudança de calendário no Brasil aí vai uma boa dica. Precisamos discutir, convencer os colarinhos albinos a pensarem em nós, mortais torcedores. 

http://www.trevisan.edu.br/educacaoexecutiva/1989/seminario-calendario-do-futebol


terça-feira, 12 de março de 2013

Ruim de negócio

Por Tuca Veiga

De uns tempos para cá a diretoria corintiana se tornou um exemplo de boa gestão. Após anos de obscuridade sob o comando ditatorial e aproveitador de Darth Dualib, a patota de Andrés assumiu, profissionalizou a diretoria e levou o time da Série B ao topo do mundo.

Muitos são os êxitos da gestão nos últimos anos. Partindo do marketing, passando pelo sistema de sócio torcedor, contratações pontuais, manutenções de treinadores em momentos de dificuldade e por aí vai.

Mas um coisa me impressiona há algum tempo. É impressionante a falta de capacidade da diretoria para fazer bons negócios quando jogadores alvinegros são assediados. Pós Copa do Brasil, André Santos e Cristian – que além de serem chaves no esquema tinham identificação com a torcida – foram vendidos por uma pechincha.

Na época, o discurso de Andrés era de que quando o jogador quer sair, não tem jeito. E desde então isso tem sido levado a ferro e fogo. Transição ruim atrás de transição ruim. Para não citar cada uma delas, vou direcionar para a mais recente, que me motivou a escrever este texto: a negociação do zagueiro Marquinhos.



Uma das maiores joias da base corintiana nesta década, o jovem desde cedo foi elogiado e aproveitado por Tite. Com um sistema defensivo forte, o treinador manteve o jovem no banco, ganhando experiência, entrando de vez em quando e crescendo a cada jogo e a cada treino.

Eis que, ano passado, surgiu uma proposta da Roma – que já havia comprado outro defensor, Leandro Castán – que agradou muito ao jovem. Marquinhos pediu para ser negociado. A proposta era por empréstimo de um ano. Uma pechincha por um garoto de talento abundante e que todos perceberam cedo. Como se não bastasse, ainda havia uma cláusula que garantia aos italianos prioridade de compra com preço já estipulado – aproximadamente oito milhões de reais

Acontece que, nem sequer o garoto completou um ano na Roma (foram 20 jogos, 17 como titular) e os italianos receberam uma proposta do Milan que gira em torno de 25 milhões de euros. Algo como 65 milhões de reais. E recusaram. É mole ou quer mais? Se tivesse paciência e visão de mercado, o Corinthians poderia receber 800% do que chegou aos seus cofres.

Por essas e outras, sigo achando que o Corinthians é o pior vendedor do Brasil.

domingo, 10 de março de 2013

O valor do clássico




Por Luiz Felipe Fogaça

Como a maioria dos meus textos, este nasceu em uma boa e animada conversa na mesa do bar, cujo assunto que transcorremos sobre foi o verdadeiro valor do clássico hoje em dia. Assunto que indago o amigo leitor a refletir e concordar ou discordar comigo.

O ponto defendido pelo meu amigo corintiano é que o famoso clássico não tem mais o mesmo valor e é cada vez mais coisa de torcedor saudosista, a prova segundo ele, foi à opção de Ney Franco ao entrar com um São Paulo reserva no último jogo do Brasileirão ano passado, contra o Corinthians. Como se fosse um time qualquer e o resultado pouco importasse.

É bem verdade que o torcedor tricolor pode argumentar que na mesma semana tinha uma final e que no Brasileirão tudo já estava decidido. O que em tese comprova seu argumento, até onde me lembro, clássico é clássico até no futebol de botão.

Salve raras exceções, como por exemplo, um confronto decisivo, o clássico leva cada vez menos pessoas ao estádio e já não para mais cidade chegando inclusive a ser o confronto secundário em uma semana com Libertadores.

Se antigamente o fanático queria saber até mais de ganhar os clássicos do que o título, hoje em dia hoje é muito raro esse tipo de comportamento.

Talvez isso tudo seja verdade, mais eu sou muito apaixonado e saudosista para concordar com isso e ainda acho que não tem jogo igual, que clássico é diferente.  Mesmo sem valer nada, deixa tenso, dá ansiedade, frio na barriga, adrenalina lá em cima do começo ao fim.

O sarro do amigo ou a vontade de sumir, é impossível ser indiferente a um clássico, é o jogo que muda patamares, deixa um time oscilante confiante, e um confiante em princípio de crise.

Já dizia a velha máxima ,clássico é clássico e o resto você já sabe.

quarta-feira, 6 de março de 2013

Tequila, sexo, marijuana

Por Tuca Veiga

Leia ouvindo a música de Mano Chao:



Localizada na fronteira dos EUA com o México, Tijuana sempre foi uma cidade cujo nome esteve ligado ao narcotráfico. Uma muralha de “segurança” separa Tijuana de San Diego e distancia o sonho dos Xicanos de buscar uma vida melhor na terra do Tio Sam. Portanto, a cidade de Tijuana sempre esteve rotulada como o lugar da droga e dos imigrantes ilegais.

No entanto, cinco anos atrás, liderados por Jorge Hank Rhon – pai de 19 filhos, ex-prefeito da cidade e acusado de ter fortes laços com o cartel de drogas – o time surgiu para mudar a vida da cidade fronteiriça. Criados em 2007, chegaram à primeira divisão do país em 2010 e, 18 meses depois, se tornaram campeões mexicanos (Torneio Apertura) ao bater o tradicional Toluca. Título que rendeu a classificação para a Libertadores deste ano.

Adeptos do beisebol, o povo de Tijuana encontrou no futebol uma maneira de mudar a imagem de um local marcado negativamente. Os “Xolos”, como são conhecidos, resgataram o orgulho e o prestígio da cidade e, no estádio Caliente, onde cabem 33.333 pessoas, são praticamente imbatíveis. Lá, perderam apenas um dos últimos vinte jogos.

O estádio foi construído no local onde anteriormente havia um lago de águas quentes. Por causa disso, o gramado do estádio Caliente é sintético, pois se houvesse grama natural ela já nasceria queimada. Essa é outra arma da equipe. No México, jogadores e treinadores adversários criticam muito essa situação, pois consideram muito vantajoso para o time da casa.

É esta conjuntura que o Corinthians encontra no principal jogo desde a final contra o Chelsea. Com seis pontos, os mexicanos lideram o grupo, seguidos do Timão, com quatro. Desta forma, o jogo pode selar o futuro da equipe brasileira. Uma derrota praticamente define o Corinthians no segundo lugar, o que faria o time decidir os jogos da segunda fase fora de casa. Um empate traria essa disputa para a próxima semana, no Pacaembu, onde uma vitória colocaria o Coringão na ponta do grupo.

Welcome to Tijuana!

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Chegando a hora


Por Tuca Veiga

Desde que os boatos da contratação de Pato surgiram, uma questão entrou na pauta das conversas de boteco: Quem sai para o Pato jogar? E dá-lhe palpite.

Num futebol de videogame, certamente sobraria para Jorge Henrique.

No ranking do carisma, Zidanilo iria parar no banco.

No seis por meia dúzia, sairia Guerrero.

Mas a realidade parece ser outra.


Xodó da fiel desde antes dos gols decisivos contra o Boca, que o alçaram ao patamar de ídolo, Sheik pelo jeito já percebeu que é a bola da vez.

Com frequentes problemas físicos – ora dor muscular, ora desconforto nas articulações – o camisa 11 anda, também, pisando na bola fora das quatro linhas.

Embora isso não seja novidade, o simples fato de ter uma sombra e tanto no banco evidencia ainda mais que Emerson tem dado milho.

Atrasos frequentes em treinos e uma leve queda de rendimento indicam que seus dias no time titular estão contados.

Tite talvez já tivesse feito essa previsão e, assim, teve paciência em segurar um reforço tão caro no banco.

Mas, querendo ou não, a presença de Pato nos 11 iniciais não está apenas ligada aos vacilos de Sheik.

Pato tem jogado um futebol vistoso. Claramente de outro nível.

Drible fácil, finalização precisa, pé direito, pé esquerdo, cabeceio. Um jogador e tanto.

Esteve apenas duas vezes em campo como titular. Foi o melhor do time em ambas. Mas ainda falta alguma coisa.

Já manteve a barba pra perder aquela cara de bom moço.

Mas já que quer se enquadrar num estilo um pouco mais, digamos, Corinthians, tem que começar a mostrar um pouco mais de garra.

Tite imaginava contar com Pato como titular somente daqui um mês. Terá que antecipar.

Fato é que, para muitos, hoje, é Pato e mais dez. E depois que ele virar titular, vai ser difícil sair.

Se cuida, Sheik.

E não adianta começar a pensar na grana dos árabes. 

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Punição justa ao Timão?

Por Gabriel Duque

A tragédia de Oruro com a morte do jovem boliviano Kevin Douglas Beltrán Espada, de 14 anos, consternou o mundo e sua repercussão instantânea já resultou em punição da Conmebol para o Corinthians, que jogará suas partidas como mandante na Libertadores de 2013 com portões fechados. O clube pode apresentar recurso em até três dias, mas o mais sensato seria aceitar a sanção e não se omitir de sua parcela de culpa. Para coibir as atitudes de violência, tem que haver regras mais rígidas e penalizações aos clubes. Acabar com a impunidade é o caminho e seria exemplar se o Timão apenas concordasse com sua punição.

Não defendo que o time alvinegro tenha sido o responsável pela morte do menino e, com certeza, a maior responsabilidade disso tudo é da própria Conmebol. Pela sua falta de cuidado e zelo com a competição, pela falta de segurança que sempre imperou, pelo desleixo com as equipes que jogam fora de seus países. Numa tragédia como essa, há sempre uma caça às bruxas e a polícia boliviana, pressionada pela comoção popular, mantém presos 12 torcedores do clube paulista.

No entanto, uma sequência de erros de todas as partes acabou provocando o suposto acidente, afinal, se é proibida a entrada de sinalizadores em campo, o sujeito que leva o material já está cometendo um delito. A polícia, que deixa passar o sinalizador na revista, comete a sua falha também. Os outros torcedores, que veem o cidadão acendendo um foguete na arquibancada, também são coniventes. O time dono da casa que não dá segurança às pessoas no estádio também falhou. E o Corinthians, que é responsável pelos torcedores que viajam em seu nome a outro país, também tem seu deslize.

Todos erraram, mas o rapaz, dono do artefato, foi o primeiro a sumir depois do ocorrido. Enquanto 12 estão presos, o verdadeiro culpado está solto. Ele foi o causador da morte de um menino, cuja vida não voltará mais qualquer que seja a punição aos envolvidos no episódio. Que sirva de exemplo a todos os torcedores, de todas as torcidas, para fazermos do esporte um lugar de alegria e não de tragédias.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Corintianos de luto



Por Tuca Veiga

É difícil para nós, torcedores que frequentam os estádios de futebol, recebermos uma notícia como a morte do boliviano, atingido por um artefato durante o jogo contra o Corinthians. Enquanto apura-se se o disparo foi feito acidentalmente ou de maneira proposital, penso em situações que já vivi e em como a vida é frágil e pouco valorizada.

Leio comentários de pessoas, no calor da emoção, tentando generalizar a torcida corintiana, falando que só tem pessoas de má índole, que tentamos vender uma imagem de algo que não somos e penso em algumas coisas...

Primeiro não entendo o motivo de alguém explorar um momento triste desses para diminuir o rival, para sugerir eliminação, para atacar uma instituição que a cada dia merece mais respeito e que está consternada com tudo que aconteceu.

No entanto, houve uma morte e, ao que tudo indica, a culpa é de alguns torcedores do Corinthians. Pessoas que devem ser responsabilizadas por seus atos, sejam eles de irresponsabilidade ou de selvageria. Pessoas que são corintianas como muitas outras, que viajaram para apoiar o time, mas que são também o Corinthians, como costumamos falar. Cada um de nós é uma parte do Corinthians. E temos que ser responsáveis por isso.

Campeão da América e do mundo, o Corinthians está no foco e parte desse destaque está, também, ligado à bela participação de sua torcida do outro lado do planeta. Por essas e outras, todos têm que pensar e muito no que fazem, no que querem passar para o mundo.

Sempre fui um cara que vai para o estádio para fazer festa. Para empurrar a equipe e para alimentar aquela sensação de ser uma torcida diferente. A minha intenção sempre foi colaborar para a construção deste Corinthians, da festa, da paixão, do bando que é louco, mas que é louco pelo Corinthians.

Por essas e outras, uma meia dúzia não tem o direito de manchar a imagem que construímos em 102 anos de história. Por tudo isso, cada torcedor precisa ter dentro de si a sensação de que ele faz parte do clube e deve zelar pela sua bandeira e sua imagem.

Chegar à Bolívia rotulado como Campeão do Mundo e sair aos gritos de "assassinos" é uma perda irreparável para o Sport Club Corinthians Paulista e para o futebol brasileiro como um todo.

domingo, 17 de fevereiro de 2013

CLÁSSICO! Sem vice-versa

Por Lucas Bueno

Durante os dias que antecederam o clássico Corinthians x Palmeiras só se falava no abismo que separa, hoje, o campeão do mundo e o recém rebaixado. Diferença em receitas, em contratações, em elenco e por aí vai... O torcedor corintiano, com todo o excesso de confiança atual, pensava em massacrar o rival no Pacaembu. Mas duvido que não tivesse o receio de perder para o maior rival nessa fase difícil. Por que clássico você já sabe né?!


O famoso e repetido jargão foi uma das inúmeras explicações para o empate nesta tarde. Entretanto escolho essa: a auto-suficiência negativa alvinegra se igualou ao empenho verde no dérbi. O Corinthians atuou com o pensamento de que poderia vencer a qualquer momento e o Palmeiras com vontade e raça dificultou e muito o jogo. Mas é nítida a diferença tática e técnica entre os dois times. Os "reservas" Pato, Renato Augusto e Romarinho (o palmeirense se pergunta: "Pq fases iso Romarino?!") seriam titulares do time de Gilson Kleina.

Conclusões do clássico. O atual elenco do Palmeiras tem um prazo de validade curto. Não há jogadores que decidam partidas. Valdívia voltará, Kleber estreará... Só isso basta? Mas nada está perdido! Toda mudança requer tempo, paciência e sabemos que no futebol esses dois fatores são escassos.  A luz no fim do túnel é que o clube caminha visando voltar à elite do Brasileirão em 2014, ano do centenário. Nada está perdido.


Já o Corinthians está mais forte que ano passado. Acertado e entrosado por Tite e com novos jogadores para decidir. Vi um time com excesso de confiança preocupante no gramado. Mas quando "baixou a bola" e decidiu jogar, empatou a partida.

Falta aos jogadores motivação por algo maior. Depois do inédito título da Libertadores e do Mundial voltar à realidade brasileira é difícil. Quarta-feira começa a busca pelo bi da América. E toda a motivação que faltou e o excesso de confiança que sobrou precisam ser equilibrados lá na altitude de Oruro contra os bolivianos do San José.

Como é bom ver um clássico com estádio cheio em tempos de jogos sem graça e sem torcida! Depois da folia de carnaval parece que o ano começou no futebol e na vida. Corinthians e Palmeiras, aqui em São Paulo, é o clássico. Não precisa de jargões e bordões para duplicá-lo e engrandecê-lo. É CLÁSSICO sem vice-versa. 

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Cristiano Ronaldo, Neymar ou Tevez?





Por Alessandro Lefevre

Os deuses da bola escolheram o dia 5 de fevereiro. Cristiano Ronaldo, Carlitos Tevez e Neymar fazem aniversário na data. Por isso, o Paixão Clubística quer saber: quem você contrataria para o seu time do coração?

Geralmente as comparações são entre Cristiano Ronaldo e Messi. Ou entre Messi e Neymar. Embora Tevez, 29, esteja alguns degraus abaixo do trio, a identificação com a camisa do Corinthians pode pesar no momento da escolha entre os jogadores -- para o bem e para o mal. Afinal, não acredito que algum palmeirense queira o argentino com o manto.

Cristiano Ronaldo, 28, é melhor do que o Neymar? É raro alguém fazer essa pergunta. Mas ela tem resposta. Atualmente, com certeza! O atacante português decide jogos e, a cada dia, aprimora a técnica. CR7 é o atleta que mais treina no Real Madrid. É o típico jogador completo. Faz gols de cabeça, com a perna direita, com a perna esquerda, de falta, de pênalti...

Neymar é também um ótimo garoto-propaganda (Crédito: Divulgação)
Neymar, 21, é diferente. O brasileiro nasceu para jogar bola. A facilidade que o jovem santista tem com a bola impressiona. O narrador Deva Pascovicci falou com precisão sobre o tema na Rádio CBN. "Neymar vai para a balada, não faz pré-temporada e mesmo assim está muito acima dos outros", disse.

Antes de escolher quem você quer no seu clube, lembre-se: Neymar é o mais novo e ainda gera boa grana com marketing. Cristiano Ronaldo também traz bom retorno financeiro ao clube por conta de sua imagem. Com uma boa estratégia, o jeito guerreiro de Tevez também pode render uma grana. Vote pelo Facebook do Paixão.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Informação não combina com circo




Felipe Pugliese


Ouvir, checar e informar. Qualquer estudante de jornalismo, por mais alienado que seja, ao menos ouviu a importâncias das três ações na apuração de uma notícia. Para quem trabalha com futebol a responsabilidade é maior. Muita gente usa a mídia como carapuça para aumentar uma proposta, ter o aumento tão aguardado pelo jogador.... e por aí vai. 


Fiz a introdução para dizer que algo tem deixado este que vos escreve muito inquieto. 


Ex-jogadores ganham cada vez mais espaço na mídia. Aprovo a iniciativa de vê-los comentando jogos, até porque já viveram dentro daquela magia  Contudo, alguns têm passado dos limites na "liberdade" que é vos dada. 


O compromisso com a informação não existe. São usados como "papagaios" e divulgam especulações como informações certeiras. ENGANAM O TORCEDOR! 


Neste semana, na Fox Sports, o ex-lateral Athirson cravou Felipe no Fluminense. "Já está certo". Por enquanto nada. No dia seguinte veio Ronaldo Giovanelli, na Band, dizer que Kaká já é jogador das Laranjeiras. Por enquanto também nada. E aí?


A negociações podem acontecer, claro. Todavia, o que indigna é o fato que - se estiverem equivocados - nada acontecerá. Quem não lembra do dia que Neto  exibiu uma camisa do Corinthians com o nome de Seedorf? 


A tendência é piorar. Certo estão os programas que ignoram especulações. Informação não combina com circo. 

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

A volta olímpica da minha vida



Tuca Veiga

Conquistar um título é daqueles momentos sublimes da vida. É ver que todo sofrimento valeu a pena. É ter a certeza que o sonho se realizou. E isso independe do tamanho da vitória. Levantar o troféu e dar a volta olímpica é sacramentar a conquista. Não me esqueço de nenhuma das vezes que vi meu time apresentar o troféu recém-adquirido para nós torcedores.

No entanto, certamente, a primeira e a última vez que isso aconteceu são as mais especiais da minha vida. Em 1999, com onze anos, vi ao lado de minha mãe e meu irmão o Timão ser campeão brasileiro pela terceira vez, numa noite chuvosa, contra o Galo, em uma batalha e tanto.

A última vez, então, jamais deixará de figurar nas minhas noites. Faz um mês que o Corinthians se tornou campeão do mundo em Yokohama e, de lá para cá, sonhei diversas vezes que estava no Japão sendo campeão do mundo. A realidade virou sonho.

O êxtase depois do gol do Guerrero repetido 25 minutos depois, ao soar o apito do juiz, ainda nos entorpecia. A cerimônia de premiação já havia proporcionado cenas mais que marcantes. Mas assim que os jogadores saíram para a volta olímpica e o hino do Corinthians começou a tocar no sistema de som do estádio, não houve quem não se emocionasse.

Foi pouco depois da primeira vez que o hino tocou que liguei a minha câmera. A torcida já não tinha mais voz, não tinha mais frio, não tinha mais nada na cabeça senão que, naquele momento, o mundo era do bando de loucos. Fui brindado com cenas marcantes que divido com vocês, leitores do Paixão, corintianos ou não.


E, ao final do vídeo, ainda peguei um momento de gratidão, de intimidade e, acima de tudo, de amor entre Tite e sua mulher, que estava poucas fileiras abaixo de mim. Um torcedor, sabendo da presença dela, brinca: “Casa comigo, Tite?”, mas quem deu a resposta foi sua família: “Ele está casado com o Corinthians”. Vi seu filho cantar o hino, as músicas da fiel, com sotaque gaúcho – é claro – e tive então a certeza que teremos Adenor no comando do Timão por muito tempo. Valeu, Tite! Valeu, Corinthians!


Camisa nove




Felipe Pugliese

São poucos os que têm vocação para vesti-lá. O número nove nas costas tem o peso calculado em arrobas. Quem não tem cacife, mas ousa tentar pode cair de quatro na grama e não levantar nunca mais. A pergunta que faço é: os clubes brasileiros estão bem servidos quando o assunto é o "matador"?

Em São Paulo, o Corinthians vai contra a realidade. Alexandre Pato vestirá a sete, mas tem bala para ser o dono da nove, hoje nas costas de Paolo Guerrero. Dois jogadores de altíssimo nível. O Tricolor tem o bom, velho e sempre eficiente Luís Fabiano. Barcos calou a todos e, para alguns palmeirenses, supera inclusive o ídolo Evair. No Santos, a aposta é no goleador André. Todos estão muitíssimo bem servidos. 

Contudo, o melhor do Brasil está no Rio de Janeiro. Fred é unanimidade. E paramos por aí. O Flamengo não tem mais Vágner Love e Liédson é um ex-jogador em atividade. Botafogo perdeu Elkson (que mesmo usando nove nunca foi digno da numeração) e aposta no garoto Bruno Mendes. Não consigo entender como dispensou Loco Abreu. O Vasco deixou Alecsandro sair e agora vive sem o centroavante. O quadro preocupa. 

Em Minas Gerais, Jô mostrou não ser apenas aquele cara irresponsável e baladeiro. Dentro da área sabe se virar bem, tanto pelo alto quanto no pivô. Já o Cruzeiro ainda acredita em Borges. Perda de tempo. 

No Sul, o cardápio oferece atrações saborosas. Marcelos Moreno e Leandro Damião cheiram gol. Enquanto isso no Norte e Nordeste o nível cai: Souza, Roger, William... enquanto isso Deivid irá fazer muitos gols pelo Coxa, ainda mais com Alex de garçom. 

Quem tem, tem. Quem não tem precisa correr atrás. Atrás de quem?

Diego Tardelli é "o cara", mas também "o caro". Reinteria... por que não? Recorrer a algum argentino, como Viatri, pode ser uma boa solução. Ricardo Oliveira ainda dá caldo. 

Não precisa ser de placa, o que o brasileiro quer é ver gol...

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Os acertos e erros do mercado do futebol


Por Tuca Veiga

Janeiro é época de ir às compras. Uns acertam mais, outros menos. Vamos ao balanço...

Em São Paulo, o Tricolor é quem mais adquiriu jogadores para a nova temporada.

A contratação de Lúcio é o carro-chefe. Wallyson, pouco comentado e festejado, tem bola para ocupar a vaga deixada por Lucas.

A venda do craque deixa uma lacuna, mas com a grana que chegou esperávamos jogadores mais top de linha. Vargas, se fechar, coloca o time em outro patamar.

Já a grande contratação do futebol brasileiro foi feita pelo campeão mundial.

O Corinthians aposta em seu departamento médico para deixar o craque Alexandre Pato em ponto de bala para deitar e rolar.

Renato Augusto e Gil também são boas aquisições. No entanto, não sei se a diretoria acertou em colocar tanta grana (3 milhões de euros) na chegada de um zagueiro que vai brigar por posição.

Na Baixada, Montillo assumirá a camisa eternizada pela magia do rei do futebol. Uma cartada e tanto.

Montillo, Neymar e André vão fazer um belo trio.

Sorte de Marcos Assunção, que saiu do naufrágio alviverde para bater muitas faltas sofridas pelo craque do nosso futebol.

Porém, ai porém, a novela Nenê teve um final triste. Após quase parar na Vila, optou pelas verdinhas dos sheiks do Qatar. Ruim para o Santos, pior para Nenê.

No Palestra, o caso Assunção ainda causa debates entre os palmeirenses. E aí, quem errou?

Acho que os dois. O Palmeiras por oferecer menos do que já havia proposto meses antes. O jogador por querer ganhar quase meio milhão de um time recém-rebaixado.

Mas o goleiro Fernando Prass é um belo nome, assim como o lateral Ayrton.

No Rio, o campeão brasileiro Fluminense optou pela manutenção do elenco. Não perdeu ninguém e só contratou jogadores para composição de elenco.

Quem tem se movimentado bastante, recentemente, é o Flamengo.

Eu vinha aqui elogiar o clube. Primeiro por não entrar em aventuras como a contratação de Robinho. Segundo pelas aquisições de Elias e Gabriel – ótimos jogadores.

Mas a perda do artilheiro do amor foi um balde de água fria para os rubro-negros.

Já na nau vascaína, só Dedé ainda não abandonou o barco. Time sem grana e sem contratações que animem o torcedor.

O zagueiro e ídolo é visto como o pilar da reconstrução do time. Contudo, uma boa venda de Dedé poderia render em contratações de peso. Timão está de olho.

No Botafogo, muita movimentação e a incógnita de sempre. Ano novo, vida nova? É esperar para ver.

O time trocou de lateral-esquerdo e saiu ganhando. Julio Cesar é melhor que o M. Azevedo.
 Na zaga, trocou F. Ferreira por Bolívar. Seis por meia dúzia.

No ataque, perdeu Elkeson e contratou Henrique. Creio que perdeu.

Em Minas, vimos o único time que optou pelo velho e duvidoso pacotão: o Cruzeiro.

Após perder Montillo, o time foi com tudo ao mercado. Diego Souza é o principal nome. 

Bruno Rodrigo é um zagueiro médio. Éverton Ribeiro pode dar caldo, foi bem no Coxa. Nilton é um volante esforçado, Henrique voltou, Lucca – machucado – é uma promessa e Dagoberto quer reeditar dupla de algum sucesso com Borges.

Time celeste contrata para dar esperanças ao torcedor, que viu um time fraquíssimo em 2012 e ainda por cima tem acompanhou a franca ascensão de seu rival.

Pelos lados do Galo, o que mais animou o pessoal foi o regresso do veterano Gilberto Silva. Alecsandro e Rosinei também são nomes interessantes para formação de elenco.

Mas bom mesmo foi a manutenção da joia Bernard e do craque Ronaldinho.

No Sul, o Grêmio, que vai para a Libertadores com um time envelhecido, não optou por rejuvenescer o grupo. Os veteranos Dida e Cris chegam para ajudar o “pojeto do pofexô Luxa”.

Já o Inter, diferente de outros anos, pouco se mexeu no mercado.

Contratou Caio (ex-Fogo), Vitor Junior, Willians e só falta assinar com Felipe Bastos, do Vasco. Muito trabalho para Dunga, provavelmente o maior reforço do Colorado.

No mais, fica a expectativa para o futebol que Alex vai mostrar no Coxa. 

O jogador que foi a menina dos olhos de todos os times em tempos de transferências voltou para casa e vai reencontrar Deivid, com quem brilhou no Cruzeiro e na Turquia.

Já Riquelme, palmeirenses, atleticanos e tricolores do Rio, desencanem vai, tá velho, é caro e ruim de grupo. Acho que não tem mais lenha pra queimar.

Ainda nesta semana analisaremos o mercado dos times nordestinos.
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