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quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Os Famosos Jogos de Seis Pontos



Por Rafael Hornblas


Ontem, Vasco e São Paulo iniciaram a fase de jogos decisivos do campeonato e fizeram um jogo de seis pontos - como tanto se fala e espera desde o início dos campeonatos por pontos corridos.

O São Paulo entrou em campo muito mais disposto e motivado a ganhar essa "final" do que o Vasco, e pressionou o adversário desde o inicio assim como no clássico contra o Palmeiras.A tática deu resultado e em uma desatenção da zaga vascaína o Tricolor do Morumbi conseguiu seu 1º gol com o artilheiro Luis Fabiano em um belo arremate de esquerda de fora da área. O detalhe da desatenção do Vasco neste gol, foi que quem marcava o artilheiro são paulino era o camisa 9 do Vasco, Alecsandro. 

No 2º tempo, o time cruz-maltino voltou melhor, mas Osvaldo, que vive grande fase e novamente teve atuação destacada ( fez cinco gols nos últimos seis jogos), fez belíssimo gol em contra-ataque e jogou um balde de água fria no time de São Januário. Comandados por Juninho, a equipe carioca parecia saber que uma derrota era um péssimo resultado e foi com tudo para cima do Tricolor, que com atuação sólida de Rogério Ceni, que fez ao menos cinco boas defesas segurou o resultado e ganhou muito fôlego na briga pela vaga na Libertadores, principal objetivo das duas equipes.

Hoje ainda tem mais um jogo de 6 pontos neste Brasileirão. O Palmeiras recebe o Coritiba no interior de São Paulo (o time palestrino perdeu o mando de campo devido a vandalismos no clássico contra o Corinthians). O Palmeiras tem 26 pontos e está a exatamente 6 pontos do Coxa que é o 1º time fora da zona de rebaixamento. Portanto, o jogo de hoje toma tons dramáticos para ambas as equipes, principalmente o Palmeiras, que joga com seis desfalques, entre eles Barcos e Valdívia. Se perder hoje, o Verdão praticamente se despede da Séria A do Brasileiro.

Outro destaque na rodada é Sport x Grêmio na Ilha do Retiro, que não podemos considerar um jogo de 6 pontos, pois as equipes não estão disputando um mesmo objetivo. Porém, este duelo influencia diretamente o G4 e o Z4, pois Grêmio é o 3º colocado sendo seguido muito de perto por Vasco e São Paulo e tentando chegar no Galo mineiro e o Sport está entre o Palmeiras e o Coxa, ocupando a 1ª vaga da zona de rebaixamento, portanto, poderemos esperar ótimos jogos nesta noite de véspera de feriado.

Agora é esperar e ver quem se sairá melhor nestes jogos de 6 pontos, quem ocupará o G4 e quem ficará na parte de baixo da tabela. O Brasileirão está na sua reta final e a hora de jogar bola é agora.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Principal torneio do continente, o carnaval da bola começou

Ronaldinho já não desfila mais como antes
Por Alessandro Lefevre

Libertadores: o carnaval da bola. E, como já era de se esperar, o Fluminense venceu ontem, em sua estreia, o fraco Arsenal de Sarandí, da Argentina. Um gol no começo da partida e muita confusão no segundo tempo. Parecia até encontro entre Mancha Verde e Gaviões da Fiel na apuração do carnaval de São Paulo. O técnico Abel Braga, do Tricolor Carioca, disse que Libertadores é isso: briga, raça, juiz que deixa o jogo correr.

E por que carnaval da bola? É por causa da bagunça que as torcidas fazem nas arquibancadas - bem parecida com a empolgação da festa mais popular do Brasil. Porque, quando a rede balança, é como se os corações dos torcedores se transformassem na bateria nota 10 do carnaval carioca, a bateria da Estação Primeira de Mangueira. Porque, quando seu time é eliminado, é como se fosse um rebaixamento da sua escola de samba preferida para o grupo de acesso. E, claro, porque quando o brasileiro entra em campo sempre dá samba, gingado e dribles espetaculares.

Dentre os brasileiros, que pela primeira vez na história são seis na fase de grupos da competição, o favorito, a Rosas de Ouro da Libertadores, é o Internacional. Com um time nota 8 - nota 10 do meio pra frente - (Muriel; Elton, Rodrigo Moledo, Índio e Kleber; Guiñazu, Tinga, Oscar, D’Alessandro; Dagoberto e Leandro Damião), o Inter tem tudo pra levar o caneco. A equipe ainda tem no banco os carros alegóricos argentinos Dátolo e Bolati, que sabem desfilar no principal torneio do continente.

Pior pra Corinthians (que não tem tradição), Fluminese (igualmente sem tradição), Flamengo (que passa por momento conturbado), Santos (que já não é mais o mesmo... parece que a derrota pro Barça abalou a equipe e a esperança ainda é o mestre-sala Neymar) e Vasco (o segundo principal brasileiro, que é o único que pode surpreender).

Agora é esperar a nota dos jurados. Quem será o campeão?

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Seleção do Brasileirão do "Paixão Clubística"

                                         Dedé e Neymar foram os grandes destaques do Brasileirão 2011
Por Fábio Votu

Com o final do Campeonato Brasileiro de 2011, colocamos no blog uma enquete para os leitores elegerem aqui os melhores do Brasileirão. Sem pressão, e com muita coragem, os internautas escolheram uma seleção diferente daquela supostamente oficial, ou seja, a escolhida pela própria CBF na segunda-feira seguinte ao término da competição. Ou poderíamos falar que a nossa é a oficial? Afinal, somos nós caros torcedores que acompanhamos e sofremos em cada rodada com o desempenho de nossos times. Sendo assim, por que não apontarmos os melhores segundo nossa visão?
Substituições
As mudanças em relação a lista da CBF foram em 5 categorias. Na seleção do "Paixão Clubística" entra o goleiro do Vasco, Fernando Prass, e sai Jefferson do Botafogo. Na zaga, Réver dá lugar a Leandro Castán. No meio, Ronaldinho Gaúcho foi preterido por nossos leitores, e o argentino bom de bola do Cruzeiro, Montillo toma sua vaga. No comando da equipe também teve alteração, no "Paixão Clubística" Tite foi o eleito na enquete, e não a dupla Ricardo Gomes e Cristóvão Buarque como na lista da CBF. Por fim, a disputa no blog pela revelação do campeonato foi acirrada, mas diferentemente da CBF que apontou Wellington Nem do Figuerense, por aqui deu o atacante Osvaldo do Ceará.
Escalação
 Mas vamos lá botar o time do "Paixão Clubística" em campo.
Goleiro: Fernando Prass (Vasco)
Lateral-Direito: Fágner (Vasco)
Zagueiro Central: Dedé (Vasco)
4º Zagueiro: Leandro Castán (Corinthians)
Lateral-Esquerdo: Cortês (Botafogo)
Volante 1: Ralf (Corinthians)
Volante 2: Paulinho (Corinthians)
Meia 1: Diego Souza (Vasco)
Meia 2: Montillo (Cruzeiro)
Segundo Atacante: Neymar (Santos)
Centroavante: Fred (Fluminense)
Técnico: Tite (Corinthians)

Prêmios individuais do "Paixão Clubística"
Craque do Brasileirão: Neymar (Santos)
Revelação: Osvaldo (Ceará)
Melhor Veterano: Liedson (Corinthians)

Considerações
-Fernando Prass merece a vaga, apesar do destaque de Jefferson como titular da seleção brasileiro, Prass se saiu muito bem, salvando o Vasco em muitos jogos.
- O lateral-direito Fágner não fez lá um graaaaande campeonato, foi bem, regular, e por falta de melhores, acabou levando.
-Na zaga central quase unanimidade, Dedé foi o melhor e pronto, acabou!
-O 4º zagueiro eleito foi Leandro Castán, acompanhado de perto por Rhodolfo (São Paulo) e Réver (Atlético Mineiro), mas o título de campeão ajudou o corintiano que fez um excelente campeonato, surpreendendo muitos torcedores que não botavam muita fé no zagueirão.
-Na Lateral-esquerda Cortês fez um excelente Brasileirão, caiu de rendimento no final, é verdade, mas no geral se saiu bem, até na seleção foi bem quando jogou.
-A dupla de volantes não foi muito difícil definir, Paulinho e Ralf levaram. Marcos Assunção até que apareceu bem na votação, quase cavou uma vaguinha, afinal salvou o Palmeiras no ano, mas nada que tirasse a posição da dupla corintiana.
-Os meias também representam bem o campeonato, Diego Souza foi a alma e o maestro do Vasco, e Montillo apesar do Cruzeiro não ter feito um bom campeonato acabou se destacando, prova disso é a disputa atual dos clubes por sua contratação. 
-De segundo atacante, Neymar não se discute, arrebentou, jogou muito e fez lances incríveis durante a competição, sem contar a grande sequência de jogos que disputou e sem nenhuma lesão.
-Para centroavante Fred levou, mas poderia ter sido Borges e mesmo Leandro Damião. Realmente tivemos bons centroavantes no Brasileirão de 2011. Fred se destacou no final, fez  gols de tudo quanto é jeito, até de bicicleta, por isso podemos dizer que merece tanto quanto os outros.
- Para fechar, a escolha de Tite no comando é mais do que justa. Ninguém têm mais parcela no título do Corinthians do que o treinador, que soube aguentar a pressão e sempre teve o grupo na mão, promovendo e tirando jogadores na base da justiça de "o que estiver melhor joga".
- Liedson, com 33 anos,eleito melhor veterano,  foi esforçado e decisivo ao longo da competição. Foi eficiente no Corinthians, principalmente jogando no Pacaembu, parecia incansável mesmo com uma contusão que o perturbava a todo tempo, e inclusive o comprometeu no final da temporada.
Eai caros leitores, vocês concordam com a seleção da maioria? Quais mudanças fariam?

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Antes odiado, Vasco ressurge com Dinamite e Ricardo Gomes

Dinamite (foto) e Ricardo Gomes fizeram o Vasco voltar a ser grande
Por Alessandro Lefevre

Quando fui pautado para escrever sobre a ressurreição do Vasco da Gama, o segundo maior clube do Rio, logo pensei em dois fatores. 

O primeiro é evidente: depois que o técnico Ricardo Gomes sofreu um AVC, em agosto, o time cruzmaltino juntou forças do além para jogar em alto nível em duas competições (Sul-Americana e Brasileirão), até as rodadas finais. Aliás, na última quarta-feira, depois de cem dias de afastamento do futebol, Gomes voltou a falar de trabalho com o auxliar Cristovão Borges, que segurou as pontas durante a recuperação do treinador. Os dois falaram sobre o planejamento do clube para o ano que vem.

Já o segundo fator é mais sombrio e tende a cair no esquecimento. Após a saída de Eurico Miranda da presidência do Vasco, o time capengou. Houve a queda para a segunda divisão e anos desastrosos, sem nenhuma luz no fim do túnel. Mesmo depois de voltar à elite, o vascaíno não tinha muita esperança. Alguns cogitaram a volta do tão temido Eurico Miranda. Mestre dos bastidores, sem dúvida, era um câncer para o futebol profissional. Uma das acusações que o homem que mandava e desmandava no Vasco até 2008 recebeu dava conta de que ele teria desviado recursos na venda de jogadores. Como argumento dos euriquistas, veio o "rouba, mas vence".

Mas no começo deste ano, depois de um péssimo primeiro turno no Campeonato Carioca, Roberto Dinamite foi às compras. Contratou Ricardo Gomes e tudo deu certo. Nomes que geravam dúvidas no torcedor por causa de atuações apagadas em outros times começaram a render. Diego Souza, Eder Luis, Renato Silva, Alecsandro e Felipe atravessaram em 2011 a melhor fase de suas vidas.

Com a ausência de Ricardo Gomes, parecia que a equipe perderia força. Mas o que se viu foi o contrário. Resultados magníficos, viradas espetaculares e jogos surpreendentes. O Corinthians venceu o Brasileirão. Mas a maior história do torneio é a do Vasco, que deixou de ser um time odiado para ser admirado pelos outros torcedores.

E ninguém mais ouviu falar em Eurico Miranda em São Januário!

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Sentimentos e Palpites para o Gran FInale


por Mateus Lessa

Caros apaixonados, pouco dias para o fim da temporada. Para nós, que acompanhamos a saga de mais um Brasileirão, não existe outro assunto neste momento. Domingo, as 17h, o país vai parar na Rodada mais esperada dos últimos tempos. O Gran Finale, Rodada dos Clássicos! E cada torcedor do país vive um sentimento até o soar dos apitos- "abençoai os Senhores de Preto, Deuses do Futebol".

No Rio temos um Vasco suando as últimas gotas de sangue do ano da temporada mais eletrizante que viveu nos últimos 10 anos. Tensão e adrenalina na Colina! O Fla de R10 e Pofessô Luxa lutando para dar sequência no "Pojeto Libêtadores". Encrenca braba. Palpite: Vasco 2 a 1. Flu e Bota se enfrentam lamentando os pontos perdidos que os fizeram perder a chance de título e Vaga na Libertadores, respectivamente. Vantagem para o Flu, pela fase de Deco e Fred. Palpite: 3 a 1 Tricolor.

Em São Paulo, o Corinthians luta pra desatar o nó e soltar o grito que está engasgado. Desde o gol de Bernardo, no último minuto da rodada passada. Ou, mais adiante, desde o ano passado, no empate com o Vitória no Barradão. Tite resistiu e agora posa de f...dão! É Brincadeira! Mas o adversário é ninguém menos que o Co-Irmão-Verde, comandado por Luiz Felipe "Fala Muito" Scolari., embalado pela vitória sobre o SPFC e pelo Bichão do Tirone. Sentindo um Protagonismo que não teve em toda temporada. "Seria um título tirar dos galinhas" virou clichê. O bicho vai pegar no Pacaembu! Palpite: 1 a 1 e festa sofrida!
Os torcedores do São Paulo contrastam com os do Santos no duelo de Mogi. Melancolia e Desconfiança do lado Tricolor, com as despedidas-sem-despedida de Dagoberto- vai jogar muito no Inter- e de Rivaldo- que pode ir parar na Lusa, segundo o Craque Neto. E Professor Lion renovou. Quem não sabia? O retrospecto de 33% e o futebol apresentados convenceram JJ & Cia. Ninguém confia na pequena % da Libertadores por um fato simples: não merece. O Peixe vai com os reservas, de olho na viagem, dicionário japonês na mão, e a chance de ganhar o Mundo logo ali, no que já vem sendo chamado de Jogo do Século. Olho no Monterrey!! Palpite: 2 a 1 SPFC, pelo faro do Fabuloso.

Emoções à flor da pele também em MG, com o Galo podendo fazer sua maior festa desde o longínquo Primeiro Brasileirão, em 1971: rebaixar o maior rival! Tensão na Toca da Raposa com o Fantasma da Segundona, e Farra no Galinheiro, com a grande fase do Atlético de Mest

re Cuca. Palpite: 3 a 2 Atlético-MG.

No Paraná, Agonia do Furacão e a forte Esperança do Coxa pela Vaga na Liberta no Atletiba. Palpite: 1 a 1.

No Gre-Nal em que o Grêmio se despede de Roth, sonha com Kléber, e com a chande de enfrentar o rival na Copa do Brasil, e o Inter de Dorival jogando suas últimas fichas pela América, muita luta esperada como sempre. No Beira-Rio, o Colorado deve prevalecer. Palpite: 2 a 0 Inter.

Em SC, o já rebaixado Avaí enfrenta o Figueira como mais um Vilão do Rival na luta pela Libertadores, e o Figueira tenta repetir o bom futebol para confirmar a surpresa e o Passaporte para o principal torneio do continente. Palpite: 2 a 1 Figueira.

No Nordeste, a possível irmandade do Bahia já Réélaxado para com o Ceará a todo vapor deve prevalecer por "vontade dos Santos" e desespero cruzeirense. Palpite: 2 a 0 Ceará.

Atlético-GO e América devem ficar no 0 a 0 por já estarem de férias. Em cada canto, todos estarão assistindo, torcendo por suas combinações de resultados. As últimas 10 finais de campeonato vão começar. Vitória dos pontos corridos!!

O Vasco é favorito no Rio, mas...

R. Gaúcho ainda não marcou em clássicos pelo Flamengo
Por Michel Sousa, convidado apaixonado da semana.

O “domingo do ano” no futebol brasileiro vai colocar todo o País de olho na telinha na expectativa de saber quem levantará o caneco do mais importante torneio nacional. Além da disputa pelo título entre Corinthians e Vasco, vários outros “campeonatos” estarão em jogo nos clássicos estaduais.


Só pra dar um pitaco, acho que o Corinthians é favorito para ficar com o título por uma constatação simples: joga por oito resultados; enquanto os vascaínos precisam vencer os rubro-negros e ficar na torcida pelos alviverdes. Aliás, hoje fiquei sabendo que o atacante Bernardo, autor do gol da vitória do Vasco contra o Flu no domingo que adiou o título corintiano, é palmeirense. Que coincidência!!!

Agora, vamos aos fatos do clássico carioca! Um clássico que completa 89 anos nos campos e praticamente um século desde as competições de remo. Analisando o jogo deste domingo apenas pelo jogo, acredito que até os flamenguistas concordam que o Vasco vive um momento melhor. O Flamengo não apresenta um bom futebol há tempos e venceu o Internacional num golpe de sorte, já que o adversário foi melhor o tempo todo. Tudo bem que o time voltou a mostrar a raça que a torcida sempre pede e que o goleiro Felipe foi um monstro (no bom sentido), mas seria isso o bastante?


O Vasco pode ser considerado um dos times do ano ao lado do Santos. Campeão da Copa do Brasil, viveu um drama com o AVC do técnico Ricardo Gomes e quando tinha tudo pra jogar a toalha no Brasileiro e na Sul-Americana, eis que a galera de São Januário deu uma aula de dedicação, raça, superação e brio. Deixaram de lado o papinho do “calendário apertado”, encararam as duas competições de frente e, apesar da eliminação na Sul-Americana, ainda podem ser campeões no Brasileirão.

Outro fator a se considerar para a nau vascaína no jogo de domingo são os desfalques de Juninho Pernambucano e Allan, que fazem mais falta que o Airton do lado rubro-negro. E mais, muito mais que isso: o Vasco vai ter que superar o único rival carioca que ainda não derrotou na temporada. O Flamengo venceu todos os adversários do Rio este ano. Porém, Ronaldinho Gaúcho passou em branco nos oito clássicos que disputou na temporada e terá no domingo a última chance de quebrar o jejum em 2011.

Além disso, o Vasco terá de ganhar seu terceiro clássico seguido, o que não acontece desde o Campeonato Brasileiro de 2005.

Mesmo que não erga mais nenhum troféu neste fim de ano, os vascaínos já estão realizados. Mas o sonho de todos eles é coroar esta temporada brilhante com uma vitória que tire o rival Flamengo da Libertadores. Pode até ser que a vitória não seja suficiente para o quinto título brasileiro, mas  tirar o adversário da competição continental seria um belo consolo no caso de um possível “vice de novo”, como diriam os flamenguistas.


Os ingredientes estão aí! A receita deste clássico, seja na circunstância que for, é sempre muito apimentada! Imagine agora, quando um título nacional e uma vaga para a Libertadores estarão em jogo...


Que vença o melhor! Que a paz reine no Engenhão e em todos os clássicos dessa última rodada! E que o futebol brasileiro tenha um domingo pra se lembrar por muito tempo! Ainda que sejam os clubes e não a seleção a nos proporcionar isso! Ainda que não tenhamos times com técnicas refinadas disputando o título! Ainda assim, em nome do nosso passado de glórias, títulos e craques, que seja um domingo pra entrar pra história!

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Clássicos garantem emoção até o último milésimo do Brasileirão

Por Arthur Quezada

Podemos dizer que este ano não foi um dos melhores para a Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Escândalos, denúncias e muita desconfiança por parte da mídia, e da população, retrataram as mazelas e a insatisfação de muitos com da atual gestão de Ricardo Teixeira, presidente da entidade.

Mas neste Post falaremos sobre uma das poucas decisões acertadas, tomada pela CBF nos últimos tempos. No dia 14 de março de 2011, a entidade divulgou a tabela de jogos do Campeonato Brasileiro deste ano – revelando uma surpresa: as duas últimas rodadas do Brasileirão seriam recheadas de clássicos regionais.

Com a medida, a CBF esperava evitar escalações de equipes reservas por parte de clubes que não brigam mais pelo título. Em 2009, as derrotas de Corinthians e Grêmio para o campeão Flamengo causaram polêmica, já que os dois últimos adversários do Mengão não entraram em campo com força máxima. O Fla disputava o título daquele ano com Internacional e São Paulo. Situação parecida aconteceu em 2010, quando São Paulo e Palmeiras tiveram suas atuações contra o campeão Fluminense contestadas pelo Corinthians, que brigava pelo título.

No âmbito das ideias, a iniciativa foi fantástica. E como estamos no final do campeonato podemos constatar que a idéia realmente deu certo. Vamos aos fatos:

Corinthians e Palmeiras - Valendo o título nacional para os alvinegros e valendo o gostinho alviverde de impedir o rival de ser campeão.

Vasco e Flamengo – Além de influenciar diretamente na disputa do título pelo lado Cruzmaltino, vale também uma vaga na Libertadores de 2012 para o Mengão.

Coritiba e Atlético Paranaense – Este talvez um confronto épico, porque vale vaga na Liberta para o Coxa e do outro lado pode ser último suspiro do Furacão.

Cruzeiro e Atlético Mineiro – Rivalidade a flor da pele que vale a salvação da degola para a Raposa e vale o gostinho do Galo em rebaixar o rival.

Grêmio x Internacional - Jogo emocionante que vale vaga na Libertadores para o Colorado e vale ao Grêmio impedir que o rival gaúcho participe da competição sul-americana em 2012.

Fora outros clássicos que poderíamos citar aqui. Portanto uma coisa é certa, as famosas “entregadas” não estão acontecendo e nem irão acontecer este ano. Para quem gosta de um campeonato com decisões, esta é uma maneira inteligente de fazer com que um campeonato de pontos corridos tenha “finais” emocionantes. Como já dizia Jardel, ex-atacante do Grêmio e Seleção Brasileira, "Clássico é clássico e vice-versa..."

E será emocionante até o último sobro do árbitro no apito!

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Hoje sim, hoje sim... Ainda Não!

Por Lucas Bueno

Esse domingo de futebol não foi um simples domingo de futebol. Não foi preciso acordar pela manhã para saciar um pouco da nossa ansiedade vendo um clássico inglês ou uma partida do campeonato italiano. Aqui pelas terras tupiniquins era dia de decisão. E para uma data como essa montei uma "verdadeira" redação na sala. 

Televisão programada para os jogos: Figueirense x Corinthians e Fluminense x Vasco. Computador logado nos sites esportivos, além dos meus ouvidos estarem antenados a três quadras de casa, no estádio do Pacaembu para Palmeiras x São Paulo. Parafernália toda pronta e, conforme o tempo passava, a voz de Galvão Bueno e o chato GP Brasil de F-1 faziam-me querer, como nunca, mais futebol.

Nenhum torcedor se manifestou efusivamente nos primeiros quarenta e cinco minutos das três partidas. A tensão e a enorme expectativa calavam todos em frente aos televisores. Até que se iniciaram as segundas etapas e a tônica deste Brasileirão 2011 surgiu: o improvável.


No Orlando Scarpelli, Alex que havia entrado há pouco (e já deveria estar entre os onze desde o começo) fez bela jogada pela esquerda e cruzou na cabeça de Liedson, o cara decisivo do Timão, para fazer 1 a 0 nos catarinenses. O que era marasmo se transformou em alucinação. Rojões, risadas, gritos de 'é campeão' surgiram como uma avalanche. O Corinthians estava sendo pentacampeão nacional. Estava, porque Alecsandro, o tão criticado atacante do Vasco entrou e fez o seu, lá no Engenhão.

Aquela alucinação toda com o gol de Liedson dobrou de proporção com o tento vascaíno, todos os anti-corintianos se unindo para tirar uma casquinha do rival. O grito de 'é campeão' entalou por um momento  na glote alvi-negra. Momentaneamente, porque Fred desencantou novamente, empatando no Rio. Uma mistura de felicidade corintiana com vontade de acabar com a alegria dos rivais tomou conta das ruas.

Aí é que o inusitado dá as caras... o Timão vence o Figueira e a torcida grita nas arquibancadas, É Campeão! Porém, os jogadores não comemoram dentro do gramado, premeditam algo no Engenhão e pela mágica do futebol é isso mesmo que acontece. Bernardo faz aos 45 do segundo tempo e não deixa a nau cruz-maltina afundar de vez. Ele senta perto dos torcedores e chora, parece não acreditar no que acontece, nem ninguém acredita. Ainda temos campeonato brasileiro domingo que vem! Quem não crê mesmo é o bando de loucos que cravara em vão que tudo estava resolvido pela segunda vez no dia.


 O campeonato não merecia ser definido na primeira oportunidade real que teve o líder. Independentemente do resultado, em um Brasileirão em que São Paulo, Flamengo, Fluminense, Botafogo e Inter não quiseram o título, Corinthians e Vasco querem e muito. Na última rodada, a esperança, como muitos estão dizendo, não é verde e nem rubro-negra, ela atende por: Liedson, Dedé, Alex, Juninho Pernambucano, Paulinho, Felipe...

PS: assim como ontem, não tinha como não se empolgar com a disputa pela taça. Então o choque rei, nesse cenário de decisão, ficou de lado. Palmeiras 1 a 0 no São Paulo, com méritos.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Vira, noɹıʌ!

Por Leandro Chaves

Amigo internauta, o ano de 2011 ainda nem acabou, faltam três rodadas para conhecermos o campeão Brasileiro, mas sem dúvidas nenhuma a temporada já começa a deixar saudades para os amantes da emoção.

Há tempos não tínhamos um campeonato tão eletrizante, há tempos não tínhamos um ano com tantas viradas.

Virou 2011,virou a página, virou tragédia, virou drama, virou espetáculo, virou alegria, virou herói, virou história!

No Rio de Janeiro, alguém se lembra do início de temporada do Vasco da Gama? O Gigante da Colina teve o seu pior começo da história no Campeonato Carioca. Nas primeiras quatro rodadas acumulou derrotas vexatórias, não tinha mais chances de classificação na Taça Guanabara, era o penúltimo colocado do grupo e motivo de chacota dos rivais.

Mais um capítulo trágico se escrevia na história da equipe de São Januário, mas não. Veio Ricardo Gomes e as coisas mudaram. O Vasco virou o astral, virou Gigante novamente. Saiu do inferno e foi ao céu. Em cinco meses, de vexame do Rio a Campeão da Copa do Brasil, se tornou o primeiro brasileiro a garantir uma vaga na Libertadores do próximo ano. Não parou por aí e ainda mantém vivo o sonho da tríplice coroa. Com uma virada monstruosa em campo, eliminou o Universitário por 5 a 2 e continua na briga pela Sul-Americana. Com uma virada exemplar de mentalidade, não abandonou o Brasileirão mesmo com a vaga na Libertadores, e na vice-liderança tem totais condições de conseguir o título.

Caminho inverso teve o Cruzeiro. Sensação da primeira fase na Libertadores, com a melhor campanha entre todos os participantes, o time caiu já nas oitavas de final para o Once Caldas. Tomou uma virada do destino, se perdeu no ano e corre risco de rebaixamento no campeonato nacional.

E o que falar do Santos? Por muito pouco a equipe de Muricy Ramalho não deu adeus a principal competição da América ainda na fase de grupos. De time quase destemido, conseguiu avançar no sufoco e virou Tri-Campeão da Libertadores!

Não bastasse todas essas viradas de rumo, 2011 foi um ano recheado de viradas em 90 minutos. Verdadeiros espetáculos, assim podemos definir Santos 4 x 5 Flamengo, Atlético-Mg 2 x 3 Corinthians, Bahia 4 x 3 São Paulo, Fluminense 5 x 4 Grêmio. Viradas, viradas e mais viradas....

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Os líderes Robin Hoods!


Por Leandro Chaves

Amigo internauta, não é de hoje que o futebol brasileiro anda num patamar técnico muito nivelado entre todos clubes. A semelhança no número de pontos, que marca a disputa pelo título do Brasileirão entre os líderes do campeonato, não é o único fator que comprova a máxima . O fraco desempenho contra as equipes que brigam para não cair também se iguala entre os três primeiros da competição.

Para a sorte da emoção e azar do nível técnico, o nosso campeonato nacional é um dos poucos no mundo onde não existe favoritismo absoluto entre as equipes. Os piores são capazes de encarar os primeiros colocados de igual para igual. Prova disso é que os três primeiros da tabela (Corinthians, Vasco e Fluminense) foram derrotados pelo lanterninha e virtual rebaixado, América-Mg.

As semelhanças não param por aí. Até a atual 33ª rodada , em 21 pontos disputados contra os atuais times que ocupam a zona de rebaixamento (Cruzeiro, Atlético-Pr, Avaí e América-Mg), o líder Corinthians e o vice-líder Vasco da Gama conquistaram apenas dez deles, um aproveitamento muito abaixo do esperado para quem briga pelo caneco! O Fluminense, terceiro colocado, foi melhor e somou 16 pontos, o que pode explicar a sua ascensão na reta final.

Cada um ainda vai enfrentar um time que se encontra no descenso. O Timão faz o seu returno contra o Atlético-Pr, o Gigante da Colina enfrenta o Avaí e o tricolor carioca tem o Coelho pela frente. Será que teremos mais zebras?

Confira o desempenho dos líderes contra os piores no campeonato:

AMÉRICA MINEIRO ( 20º)

Corinthians: o timão venceu o lanterninha no primeiro turno por 2 a 1 e foi derrotado na volta pelo mesmo placar (três pontos em seis).
Vasco: a equipe cruzmaltina teve o mesmo desempenho.Venceu em casa por 3 a 1 e foi goleado fora por 4 a1 ( três pontos em seis).
Fluminense: o tricolor carioca também foi surpreendido pelo pior time da competição por 3 a 0, fora de casa. As equipes ainda se enfrentarão no returno.

AVAÍ (19°)

Corinthians: foi derrotado fora de casa por 3 a 2 e venceu no Pacaembu pelo placar de 2 a 1 (três pontos em seis).
Vasco: derrota por 2 a 0 no primeiro turno. Pelo returno ainda não jogaram.
Fluminense x Avaí: o tricolor venceu os dois jogos: 1 a 0 na Ressacada e 3 a 1 no Engenhão (seis pontos).

ATLÉTICO-PR (18º)

Corinthians: enfrenta o Furacão em casa na próxima rodada. No primeiro turno empataram por 1x1.
Vasco: Em São Januário venceu por 2 a 1. Na Arena ficou no empate de 2 a 2 (quatro pontos em seis).
Fluminense: somou os mesmos quatro pontos do rival. Ganhou em casa (2 a 1) e empatou fora (1 a 1) .

CRUZEIRO (17º)

Corinthians: Foi surpreendido no Pacaembu por 1 a 0 e deu o troco na Arena do Jacaré pelo mesmo placar (três pontos em seis).
Vasco: foi goleado em casa por 3 a 0. Fora , pagou na mesma moeda e também venceu pelo mesmo marcador ( três pontos em seis).
Fluminense: Aproveitou a crise da equipe mineira e fez a lição de casa pelo título. Venceu os dois jogos pelo placar de 2 a 1 (seis pontos).

sábado, 10 de setembro de 2011

O líder cresce na hora do "vamo vê"


Nunca fui o maior fã dos pontos corridos, pois acho que falta aquele clima de final de campeonato, aquela ansiedade, o país todo voltado para o mesmo jogo, mesmo quando não é o seu time que está em campo. Reconheço os argumentos dos favoráveis, mesmo não concordando que justiça tenha muito a ver com futebol.
Uma frase que se tornou clichê na era dos pontos corridos é aquela que diz que “todo jogo é uma decisão”. E, de fato, os três pontos têm o mesmo peso aqui e acolá. Outro termo que faz parte dos jargões do esporte bretão é o dos tais “jogos de seis pontos”. Pegou concorrente direto, jogo de seis pontos.
Líder do campeonato desde a sétima rodada, o grupo do Corinthians mostra entender muito bem o que é o Brasileirão. Nas partidas realmente decisivas, contra adversários que disputam a ponta da tabela, o Timão tem entrado em campo disposto a fazer e acontecer. Não é a toa que todos os concorrentes ao título já perderam para o líder. Perderam não, foram atropelados.
O primeiro a sentir a força dos comandados de Tite foi o rival São Paulo, 5 a 0, no Pacaembu. O Vasco perdeu de virada, por 2 a 1, em um jogo em que a dupla de volantes do Corinthians – convocada por Mano – só faltou fazer chover. O líder também é o único time a bater o Fogão (melhor mandante da competição) no Rio de Janeiro, por 2 a 0, na partida que Júlio César luxou o dedo.
E, por último, o “Jogo da Massa”. O encontro do bonde com o bando. Uma vitória que ficará marcada se o Corinthians conquistar o pentacampeonato. Inter e Flu também já sucumbiram. Das equipes do andar de cima, a única a derrotar o Corinthians é o arquirrival Palmeiras. Se não encarnar o Robbin Hood novamente, o Timão tem tudo para levar a taça este ano. Mas, para isso, terá de fazer diferente do que fez no ano passado, quando deixou o título de mão beijada para o Fluminense.
(Clique nos links e assista aos melhores momentos)

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

PC escala a seleção do primeiro turno

Terminado o primeiro turno do Brasileirão, hora de escalar a seleção da primeira metade do campeonato. O técnico PC pega sua prancheta para colocar em campo os 11 melhores e, para isso, contou com a ajuda dos votos de seus colaboradores.

Logo no começo da apuração foi necessário estabelecer um critério de desempate, pois o botafoguense Jefferson, mesmo servindo à Seleção, terminou com os mesmos votos de Fernando Prass, do Vasco. O goleiro de nosso time, pois o Vasco está na frente do Botafogo. Felipe e Marcos também foram lembrados.

Nas laterais temos Cicinho, do Palmeiras, e Ávine, do Bahia. Léo Moura e Egídio esquentam o banco. Na zaga Dedé foi barbada. O que confesso não entender é a presença de Chicão, mas já que ele está lá, fica com a braçadeira de capitão pela experiência. No meio-campo Ralf carrega o piano junto com Casemiro, que conseguiu desmanchar por um voto a dupla de volantes do líder do campeonato.

Para articular as ações ofensivas, PC colocou o garoto Elkeson, em grande fase no Fogão. Ao seu lado o jogador mais votado de todos: Ronaldinho. R10 permite à PC solucionar um impasse proposto por seus conselheiros, que não souberam decidir se o time joga no 4-3-3 ou no 4-4-2. Na frente, nada de Neymar. Dois centroavantes típicos terão a função de fazer a festa da rapaziada: Leandro Damião, o melhor centroavante do Brasil, e CyBorges – programado para marcar.

Todos os técnicos terminaram empatados, então escolhemos Ricardo Gomes, em forma de homenagem e energia positiva.

sábado, 27 de agosto de 2011

Ah, os clássicos cariocas...

Flamengo e Vasco é o clássico mais importante do Rio
Por Michel Sousa, o convidado da semana

A rodada de clássicos que marca o fim do primeiro turno do Campeonato Brasileiro remete às origens do nosso futebol. E não dá pra negar: os clássicos cariocas são os mais tradicionais do País. Cheios de charme, apelidos, muita história e emoção. Mas qual deles será o mais importante? Vejamos...

O "clássico dos milhões" entre Flamengo e Vasco recebeu esse nome por agregar duas das maiores torcidas do Brasil. A rivalidade, que começou ainda na época do remo, ganhou os gramados e atraiu a atenção de todo o País. No momento atual, com Flamengo campeão carioca (2º lugar no Brasileiro) e Vasco campeão da Copa do Brasil (4º no Brasileiro), este é, sem dúvida, o clássico mais importante do estado.

Mas como é difícil deixar o Fla x Flu em segundo lugar. Esse é, possivelmente, o clássico mais charmoso de todos no Brasil. Nelson Rodrigues costumava dizer que o Fla x Flu surgiu "45 minutos antes do nada". A conhecida debandada de tricolores para jogar futebol no Flamengo virou um marco na história do futebol nacional. O charme do Fla x Flu é eterno e hoje a importância continua enorme, até porque são os dois últimos campeões brasileiros.

Acredito que esses dois clássicos estejam acima dos outros pelo momento vivido por esses três times. Afinal, nos últimos dois anos e meio, apenas o Botafogo não conquistou um título nacional. 

Mas não vamos esquecer dos outros confrontos que também têm seu valor. Como esquecer do "clássico vovô", disputado entre Fluminense e Botafogo, a rivalidade mais antiga do Brasil? Nota: o primeiro jogo entre os dois times foi disputado em 22 de outubro de 1905 e vencido pelo Flu de goleada: 6 a 0. Como não citar o "clássico das emoções", entre Flamengo e Botafogo? Quem não se lembra do recente chororô da torcida alvinegra em 2008? Como não falar do "clássico dos gigantes" entre Vasco e Fluminense? Lembram-se daquela final do Brasileiro de 1984 entre o Vasco de Dinamite e o Flu de Washington e Assis? Como não deixar a história mais colorida com o "clássico em preto e branco", disputado sempre com muita vontade pelos jogadores de Vasco e Botafogo?

Fato é que os quatro clubes cariocas ainda têm condições de brigar pelo título brasileiro. É fato também que todos eles entraram em competições internacionais neste ano (Flu na Libertadores e os outros três ainda na Sul-americana). Que a rodada de clássicos reflita esse bom momento e seja de paz e emoção para todas as torcidas no Rio. Já a alegria da vitória, esta não será para todas.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Talvez, quem sabe...

Assim são Botafogo e Vasco: ex-pequenos/médios rumando para grandeza, casa na qual moraram há tempos atrás. Porém, o alerta: pode não ser mais o que já foi. Explico.

Claro, as críticas e as descrenças ainda rodeiam esses clubes - há anos. E não é para menos. Rebaixados, endividados, colocados de lado, à margem da maior parte das disputas nacionais, e o pior, tudo culpa dos próprios clubes, culpa apenas dos próprios Botafogo e Vasco, mais ninguém.

Por fim então ficou uma linha no tempo, um rastro marcante de seguidas ausências: falta de investimento, de competência, resultando no pior para o torcedor: ausência de times, ambos, que fossem competitivos, que levassem consigo a premissa da esperança real e concreta de vitória.

Grandes, foram se apequenando. Clubes pomposos, de camisas históricas, foram desbotando feito papel velho. Ultrapassados. Mas isso foi, não é mais verdade. Ou melhor, apenas talvez não seja mais. Talvez! Veja bem, apenas um talvez, ainda tímido, cheio de vergonha em se fazer ver. Pois bem, talvez esses times, de Botafogo e Vasco, sejam dotados de certa capacidade para vencer.

São candidatos ao título do Brasileirão? Não. Mas o Vasco o era frente ao Coritiba, de ataque fulminante, ou ao São Paulo, de Lucas, ou ao Flamengo, de Thiago e Ronaldinho, na Copa do Brasil? Também não.

Botafogo, lentamente, quase parado, se movendo na velocidade em que a Terra gira, e Vasco, timidamente, com Dinamite à frente, com uma política oposta à ditadura de anos de um deputado. Esses são dois grandes tentando ser grandes de novo.

O Botafogo venceu o Coxa, em sua mini crise pela derrota para o Vasco, que ainda de ressaca pelo título da Copa do Brasil e em êxtase pela volta de Juninho, apenas empatou em casa contra o Figueirense. Um em quinto, o outro em sétimo. Máquinas de vencer? Não. Barcelonas da Guanabana? Bebeu, foi?

Ainda assim, mesmo precisando ter lupa para enxergar os avanços, eles existem. Mas, passos mínimos que esses são, o tempo ainda precisará correr para que notoriamente o Vasco, de Felipe, Juninho, Bernando e Diego Sousa, e o Botafogo, de Loco Abreu, Herrera, Maicossuel, Elkeson e Renato, sejam reconhecidos como times fortes. Precisam mostrar mais, jogar mais, vencer mais, se colocar de pé verdadeiramente.

O clássico contra o Flamengo é o próximo passo para o Botafogo nessa trilha rumo à grandeza perdida. E o Grêmio, em Porto Alegre, pode ser a prova real do Vasco. Talvez, quem sabe...

Destaque da rodada: Se os adversários permitirem, se não houver combatividade, o São Paulo, ainda sem Luis Fabiano, deixará todos para trás. Quatro vitórias, logo de início? Sei não. A chance pode estar na ida de Lucas para a Copa América. Apesar de Casemiro e Dagoberto estarem fazendo o papel de decisão. Alguém reparou no passe dele para o Jean?

sexta-feira, 10 de junho de 2011

O renascimento do futebol carioca

Por Michel Sousa, o Apaixonado Convidado da semana

Vasco, campeão da Copa do Brasil 2011. Fluminense, campeão brasileiro de 2010. Flamengo, campeão brasileiro de 2009. Definitivamente, já podemos afirmar que o futebol carioca está renascido das cinzas. Mas será que essa ressurreição pode ser comparada à época de ouro vivida nos anos 80?

No Campeonato Brasileiro, os cariocas ficaram nove anos sem título. Depois do Vasco em 2000, foi quase uma década até que o Flamengo erguesse o troféu em 2009, quebrando uma sequência de 5 anos de títulos paulistas. Mesmo com toda a polêmica em torno de Adriano e cia., o time venceu. No ano seguinte, o Fluminense tirou o atraso, investiu no "craque" Muricy e num time caro e foi recompensado com o título. Sejamos honestos: a qualidade do torneio que dizem ser o mais difícil do futebol mundial não anda lá essas coisas. Quantos times não vacilaram nesses anos e possibilitaram as duas conquistas cariocas... Mas ainda assim, conquistar um Brasileiro merece todo o respeito.

Na Copa do Brasil, dos últimos 6 títulos, 3 ficaram com os cariocas: Vasco agora, Fluminense em 2007 e Flamengo em 2006, quebrando um jejum de 16 anos dos cariocas e do próprio Flamengo. Os críticos dirão que esse torneio é disputado pelos times "menos fortes" digamos, já que os melhores ficam na Libertadores. Que seja, mas não deixa de ser uma disputa nacional e um título relevante. O argumento aqui é o mesmo usado anteriormente: basta ver os times eliminados durante essas Copas vencidas pelos cariocas.

Mas aqui vale uma ressalva importantíssima. Há 13 anos, os cariocas não vencem uma Taça Libertadores. Nesse período, os paulistas ganharam duas vezes (Palmeiras em 1999 e São Paulo em 2005) e os gaúchos levaram duas (2006 e 2010), ambas com o Internacional. O último carioca a conseguir a façanha foi justamente o Vasco, em 1998. Nesse período, excetuando o Fluminense derrotado na final de 2008, os cariocas não marcaram presença nem nas semifinais. Sem falar que Botafogo e o próprio Fluminense nunca venceram o torneio continental.

Nos anos 80, os cariocas venceram 6 dos 10 Campeonatos Brasileiros disputados: Flamengo em 1980, 82, 83 e 87 (sem essa de citar o Sport aqui, pelo amor de Deus!), Fluminense em 84 e Vasco em 89. Craques inesquecíveis fizeram parte daquelas conquistas, como Zico e Assis. Difícil comparar aqueles tempos com os atuais e dizer que os cariocas agora podem repetir aquela hegemonia. Alguns vão dizer: "Ah, mas tem o Ronaldinho Gaúcho, tem o Deco, o Felipe!". Honestamente: acho muito bom e até saudável que os cariocas rompessem o domínio paulistano em nível nacional, mas daí a dizer que podem recuperar o poderio que tiveram no passado é demais. Os cariocas precisam de uma Libertadores para se fortalecerem. E isso ainda parece muito distante...

De qualquer maneira, parabéns aos cariocas pelo renascimento. E que isso sirva de inspiração para uma melhoria também na política e na estrutura dos clubes.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

A música entra em campo e homenageia o Vasco da Gama: Campeão da Copa do Brasil


Era o ano 2000. Todo mundo que eu conhecia torcia para o surpreendente São Caetano na final da Copa João Havelange. O Azulão era unanimidade aqui em Piedade. A escalação da equipe do ABC na ponta da língua de todos e a revelação Adhemar era um mito. Sem saber o motivo, eu era o do contra e torci muito para o Vascão, ainda mais quando a equipe carioca entrou em campo com o logo do SBT no uniforme. Porém, não sabia o motivo dessa minha torcida.


Hoje, em 2011, voltei a ter a mesma torcida pelo Vasssssco, como dizem os cariocas. E creio que, grande parte desta torcida, seja por causa da música. Vou usar o mesmo exemplo do amigo Tuca Veiga e adotar a pranchetinha para, literalmente, a música entrar em campo com a cruz de malta no peito.


Reparem que, desde o camisa 1, o exímio violonista Guinga, até o camisa 11 Paulinho da Viola, todos são monstros, gênios da nossa música e, obviamente, vascaínos, senão, por qual outro motivo estariam aqui, ôpá?!


Para melhorar, o Vasco também conta com reservas de luxo como Dicró, Raul Seixas, Erasmo e Roberto Carlos, além de líderes de torcida fenomenais como Aracy de Almeida, Dona Ivone Lara e Clementina de Jesus.


Leremos agora as palavras do capitão do elenco, Martinho da Vila, que, após o retorno do clube à série A, divulgou pelo Jornal do Brasil, em novembro de 2009, essa carta aberta a todos os torcedores:


“O time precisava mesmo de um sacode. Nossa última alegria foi o Campeonato Carioca de 2003 e no último sábado a minha emoção foi tão grande quanto a que senti em 2000 quando o Vasco venceu a Taça Guanabara, a Mercosul e o Brasileiro. De certo modo, foi boa essa passagem do time pela segunda. Muitos amigos meus, flamenguistas, tricolores e botafoguenses vibraram comigo no último sábado e estou realmente torcendo para os clubes cariocas. A nossa subida é uma vitória do Roberto Dinamite e do técnico Dorival Júnior, principalmente, sem desmerecer, é claro, o plantel que nos causou tanta alegria. Alô Dinamite, manda ninguém embora não! Agora, rumo ao título de campeão! Mais do que grandes craques uma equipe depende fundamentalmente de trabalho em conjunto. No ano que vem, com certeza, vou gritar muitas vezes: Vasco: é campeão!”


Hoje, creio ter descoberto o motivo de ter vibrado com o Vasco naquele ano 2000. Talvez já tivesse no subconsciente essa escalação musical que reúne alguns dos melhores e muitos dos meus prediletos. Ou como diria Paulinho da Viola, a Cruz de Malta talvez tenha sido apenas um rio que passou em minha vida. Parabéns, Vascaíno, não apenas pelo título, mas por ter torcedores ilustres como esses!












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