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quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Cruzeiro, Altético-MG e a rivalidade das Minas Gerais




Por Luiz Felipe Fogaça

Nos últimos anos Atlético-MG e Cruzeiro vem fazendo os clássicos mais equilibrados do Brasil, ambos, porém sem ganhar títulos de destaque. A ausência de conquistas, não quer dizer que os times venham fazendo feio, pelo contrário, além de sempre começarem como protagonistas, caso do Galo em 2013, ano após ano, uma das duas equipe sempre chega no pelotão de frente e belisca uma vaguinha na Libertadores pelo menos.

Desde o Brasileiro de 2007, em que vi um dos jogos mais impressionantes da minha vida, em que teve duas viradas, jogador expulso, golaço, todos os ingredientes de um belo clássico e o time azul bateu o alvinegro por 4x3, que eu assisto a todos os clássicos entre os mineiros, nem que seja na reprise.


Eis que no primeiro jogo do ano entre as duas equipes, quem brilhou foi o Cruzeiro sem seu principal jogador das últimas temporadas. Se o Mineirão deixou a desejar e apresentou problemas, que vão da venda de ingressos à ausência de água, inclusive para comprar. Fato o que não é surpresa para ninguém, deve se repetir em muitos estádios e parece estar bom só para Ronaldo e sua trupe.

O mesmo não se pode dizer do jogo, que foi bom. O time da Raposa, sem contar com Montillo e sem nenhum grande reforço viu o novo técnico Marcelo Oliveira armar bem o time, que marcou bem, foi veloz e conseguiu vencer o rival. Como no Coritiba, o técnico pode fazer sucesso nas Minas Gerais, mas dificilmente terá hesito em um campeonato de tiro longo como o Brasileiro, na Copa do Brasil, já são outros 500 e mesmo sendo disputada pelos principais times neste ano, o Cruzeiro tem tudo para incomodar. A aposta é pelo conjunto, já que  aparentemente o clube não tem ninguém que possa decidir individualmente.


Se o Atlético-MG esta em alta com Ronaldinho ditando bem o jogo e sem se esconder, com Bernard incomodando por todos os cantos do campo, nem a derrota para o Cruzeiro vai ser capaz de mudar isso. A chegada de Tardelli, ídolo recente do Galo tem tudo para resolver os problemas do time e alçar a equipe ao degrau mais alto do pódio.  Entre os torcedores e qualquer bom observador é nítido que o que faltava no time é alguém para empurrar a bola para o gol. No ano passado e já no clássico desse ano, Jô se cansou de perder gols e não tem condição de ser protagonista neste time, já como suplente é uma excelente opção.


Agora resta saber, qual metade vai terminar o ano comemorando e tripudiando da outra. A certeza é de grandes clássicos e bons jogos envolvendo as duas equipes, que sempre buscam o ataque.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Os acertos e erros do mercado do futebol


Por Tuca Veiga

Janeiro é época de ir às compras. Uns acertam mais, outros menos. Vamos ao balanço...

Em São Paulo, o Tricolor é quem mais adquiriu jogadores para a nova temporada.

A contratação de Lúcio é o carro-chefe. Wallyson, pouco comentado e festejado, tem bola para ocupar a vaga deixada por Lucas.

A venda do craque deixa uma lacuna, mas com a grana que chegou esperávamos jogadores mais top de linha. Vargas, se fechar, coloca o time em outro patamar.

Já a grande contratação do futebol brasileiro foi feita pelo campeão mundial.

O Corinthians aposta em seu departamento médico para deixar o craque Alexandre Pato em ponto de bala para deitar e rolar.

Renato Augusto e Gil também são boas aquisições. No entanto, não sei se a diretoria acertou em colocar tanta grana (3 milhões de euros) na chegada de um zagueiro que vai brigar por posição.

Na Baixada, Montillo assumirá a camisa eternizada pela magia do rei do futebol. Uma cartada e tanto.

Montillo, Neymar e André vão fazer um belo trio.

Sorte de Marcos Assunção, que saiu do naufrágio alviverde para bater muitas faltas sofridas pelo craque do nosso futebol.

Porém, ai porém, a novela Nenê teve um final triste. Após quase parar na Vila, optou pelas verdinhas dos sheiks do Qatar. Ruim para o Santos, pior para Nenê.

No Palestra, o caso Assunção ainda causa debates entre os palmeirenses. E aí, quem errou?

Acho que os dois. O Palmeiras por oferecer menos do que já havia proposto meses antes. O jogador por querer ganhar quase meio milhão de um time recém-rebaixado.

Mas o goleiro Fernando Prass é um belo nome, assim como o lateral Ayrton.

No Rio, o campeão brasileiro Fluminense optou pela manutenção do elenco. Não perdeu ninguém e só contratou jogadores para composição de elenco.

Quem tem se movimentado bastante, recentemente, é o Flamengo.

Eu vinha aqui elogiar o clube. Primeiro por não entrar em aventuras como a contratação de Robinho. Segundo pelas aquisições de Elias e Gabriel – ótimos jogadores.

Mas a perda do artilheiro do amor foi um balde de água fria para os rubro-negros.

Já na nau vascaína, só Dedé ainda não abandonou o barco. Time sem grana e sem contratações que animem o torcedor.

O zagueiro e ídolo é visto como o pilar da reconstrução do time. Contudo, uma boa venda de Dedé poderia render em contratações de peso. Timão está de olho.

No Botafogo, muita movimentação e a incógnita de sempre. Ano novo, vida nova? É esperar para ver.

O time trocou de lateral-esquerdo e saiu ganhando. Julio Cesar é melhor que o M. Azevedo.
 Na zaga, trocou F. Ferreira por Bolívar. Seis por meia dúzia.

No ataque, perdeu Elkeson e contratou Henrique. Creio que perdeu.

Em Minas, vimos o único time que optou pelo velho e duvidoso pacotão: o Cruzeiro.

Após perder Montillo, o time foi com tudo ao mercado. Diego Souza é o principal nome. 

Bruno Rodrigo é um zagueiro médio. Éverton Ribeiro pode dar caldo, foi bem no Coxa. Nilton é um volante esforçado, Henrique voltou, Lucca – machucado – é uma promessa e Dagoberto quer reeditar dupla de algum sucesso com Borges.

Time celeste contrata para dar esperanças ao torcedor, que viu um time fraquíssimo em 2012 e ainda por cima tem acompanhou a franca ascensão de seu rival.

Pelos lados do Galo, o que mais animou o pessoal foi o regresso do veterano Gilberto Silva. Alecsandro e Rosinei também são nomes interessantes para formação de elenco.

Mas bom mesmo foi a manutenção da joia Bernard e do craque Ronaldinho.

No Sul, o Grêmio, que vai para a Libertadores com um time envelhecido, não optou por rejuvenescer o grupo. Os veteranos Dida e Cris chegam para ajudar o “pojeto do pofexô Luxa”.

Já o Inter, diferente de outros anos, pouco se mexeu no mercado.

Contratou Caio (ex-Fogo), Vitor Junior, Willians e só falta assinar com Felipe Bastos, do Vasco. Muito trabalho para Dunga, provavelmente o maior reforço do Colorado.

No mais, fica a expectativa para o futebol que Alex vai mostrar no Coxa. 

O jogador que foi a menina dos olhos de todos os times em tempos de transferências voltou para casa e vai reencontrar Deivid, com quem brilhou no Cruzeiro e na Turquia.

Já Riquelme, palmeirenses, atleticanos e tricolores do Rio, desencanem vai, tá velho, é caro e ruim de grupo. Acho que não tem mais lenha pra queimar.

Ainda nesta semana analisaremos o mercado dos times nordestinos.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Ainda é decisivo, mas tem prazo de validade

Um craque com prazo de validade



Por Felipe Pugliese


Enquanto a bola não rola, o mercado da pelota acelera. Foram dias de agitações, muitas ilusões e poucas negociações empolgantes. O Santos foi o único, em 2013, que arrumou um novo camisa dez. 


Na busca incessante dos clubes brasileiros pelo tal "cérebro", algo que se arrasta há mais de uma década incomoda muito  este blogueiro: até quando vamos tentar enfiar Riquelme no nosso futebol?


Riquelme não é mais aquele jogador que acabou com o Palmeiras em 2000. Não que tenha deixado de ser craque. Quem viu o argentino atuando contra o Corinthians percebeu que ele rende, mas nada fora da realidade que temos aqui mesmo no Brasil.  Ainda é decisivo, mas tem prazo de validade. 


Além do mais, trata-se de um jogador extremamente complicado psicologicamente. Em inúmeras entrevistas o meia disse que, em Barcelona, sofreu de depressão por estar longe da Argentina. Vale o risco de uma nova tentativa?


Não é "de grupo" e precisa ser a grande estrela. Coadjuvante não é uma palavra que combina com este atleta. Em qual time do Brasil  Riquelme se encaixaria? Talvez no Cruzeiro atual, ou até mesmo no Palmeiras. 

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

A corrida por Montillo



Por Luiz Fernando Módolo

No primeiro semestre de 2010 a Universidad de Chile, a popular La U, e o Flamengo fizeram uma série de quatro jogos pela Copa Libertadores da América. A La U eliminou o time brasileiro e mostrou um futebol envolvente, moderno e regido por um meia argentino, até então desconhecido . Surgia ai, Walter Montillo.

O time da cidade maravilhosa bem que tentou, mas não conseguiu trazer o “hermano”.  O Destino do jogador, foi o Cruzeiro.

Hoje, mais de dois anos depois e com contrato renovado até 2015, as especulações, mais uma vez voltam sobre a troca de clube de Montillo, só que dessa vez seria interna, sem cruzar fronteiras, pelo menos as nacionais. A corrida pelo maestro argentino coloca frente a frente São Paulo, Santos, Grêmio e próprio Cruzeiro que quer manter o jogador.

Definitivamente, esse não foi um dos melhores anos do atleta. Talvez seu desempenho nesse ano não justifique toda cobiça em torno de seu nome. Se nessa temporada foi discreto, em 2010 e 2011, ele jogou o fino da bola e ainda seria uma boa aposta a qualquer clube brasileiro.

Dentre os candidatos a levarem o argentino, o São Paulo tem a principal carta na manga, dinheiro,. Com o deposito do PSG em janeiro do restante da venda de Lucas, o time tricolor terá caixa para convencer o Cruzeiro a liberá-lo.

Por sinal o time do Morumbi quer argentino para ocupar a lacuna deixada por Lucas e já cobrir uma eventual saída de Osvaldo. Entretanto Montillo não tem a mesma característica do camisa sete, ele gosta de ocupar uma faixa mais central do campo, e não o lado direito como faz o meia da seleção no 4-2-3-1 montado por Ney Franco.

Para complicar ainda mais o São Paulo já possui Jadson, Ganso e Canete que atuam mais centralizados. Será que vale gastar essa grana para trazer mais um jogador com as mesmas características e tentar improvisá-lo pelo lado do campo? Para o tricolor seria melhor procurar um jogador que já é acostumado a fazer essa função e com as características necessárias para tal.

No Santos o encaixe é perfeito, com a saída de Paulo Henrique Ganso, o meia argentino ocuparia a posição com naturalidade, já que não se deve deixar essa responsabilidade nos pés de Felipe Anderson, que ainda precisa amadurecer para tal. 

A questão na baixada é financeira, o a pedida pelo jogador ainda é alta, cerca de 15 milhões de Euros e o Santos, não parece disposto a arcar.

Já no Grêmio, Montillo serviria de duas maneiras no elenco. Uma delas é jogando ao lado de Zé Roberto e Elano, com o camisa sete fazendo um papel de segundo volante de Luxemburgo.

Outra função do argentino seria jogar no lugar do experiente camisa dez, que com 38 anos não deve jogar quarta e domingo, sendo preservado para os jogos mais importantes do time gaúcho  Novamente a barreira é financeira, o Grêmio já declarou que não tem o dinheiro que o Cruzeiro pede, mas tenta convencer os mineiros com jogadores como moeda de troca.

O certo é que o time azul celeste já contratou Diego Souza para o ano que vem. Não se sabe se para substituir Montillo ou jogar ao lado dele. A permanência do argentino e a criação da dupla enchem a torcida da raposa de esperança de que 2013 será melhor que os dois anos anteriores. 


quinta-feira, 25 de outubro de 2012

O imortal não pode jamais voltar ao cemitério

Ousaram a dizer que Luxemburgo estava morto para o futebol. Ele renasceu junto com o imortal.

Por Felipe Pugliese

Comecei a escrever sobre o desastroso segundo semestre do Santos. Parei. Faltaram argumentos. Se contra fatos não há esse tal de argumento, contra Neymar ele também desaparece. Me veio na cabeça, então, dedicar minhas palavras aos gringos Seedorf e Forlán, decisivos na quarta-feira. Será mesmo que merecem confetes?

Depois de muito pensar, chego a um destino final: vou escrever sobre um time que passou perto da fila do velório, mas se recusou a entrar no caixão. O Grêmio é imortal! O Grêmio acordou para vida!

Ah, como é bom escrever sobre o Grêmio. Sei que a maioria daqueles que vão ler é possuída por um fanatismo sádico.

O Tricolor não ressuscitou sozinho, trouxe com ele Vanderlei Luxemburgo. Ninguém dava mais um tostão ao “profexô”. “É ultrapassado”, diziam os mais lunáticos. Quem sabe, sabe... e Luxa sabe muito.

Outro fato importante é que a diretoria percebeu que a grandeza do time gaúcho era digna que Marcelos Morenos, Kleberes, Zé Robertos, Elanos, Fernandos.... que timaço foi montado. E ainda tentaram PH Ganso.

Papar o Brasileirão vai ser difícil, diria impossível. Mas a Sul-Americana está aí, dando sopa ao time do Luxa. 

Vamos torcer para Fábio Koff, novo mandatário, seguir a cartilha adotada em 2012. O imortal não pode jamais voltar ao cemitério que hoje residem Botafogo, Cruzeiro...

sábado, 13 de outubro de 2012

Todo mundo quer Alex



Por Luiz Felipe Fogaça

Certamente os camisas 10 já foram mais escassos no futebol brasileiro. Hoje no Brasileirão temos Montillo, D’ Alessandro, Ganso, Jadson, Seedorf, Zé Roberto, entre outros. Ainda assim, um legítimo maestro nunca é desprezado e a prova disso, é a volta de Alex.




O jogador que já fez história no Palmeiras e no Cruzeiro, recindiu seu contrato com o Fenerbahçe, onde ganhou até estátua, devido sua qualidade técnica, entrega e identificação.  Agora ele procura um time para jogar a partir de 2013 e possivelmente encerrar a carreira.

Em sua busca por um novo clube, o que não faltam é interessados. Com futebol de um legítimo meia clássico, Palmeiras, Cruzeiro, Grêmio e Coritiba estão na briga para contar com o futebol do jogador.

Nessa disputa de cachorro grande, todos têm seus trunfos para tentar a contratação de Alex. O Coritiba aposta na preferência do jogador e de sua família pela cidade paranaense, onde já tem casa. Alem disso o sogro de Alex já foi dirigente do Coxa Branca e  vale lembrar que  Alex apareceu para o futebol  justamente no Coritiba e ele considera que tem uma divida para com o clube.

Já o Cruzeiro, onde comandou o time na conquista do Brasileiro de 2003, conta com apoio maciço da torcida, que fez uma verdadeira homenagem para volta de Alex, o que emocionou o jogador e pode pesar em sua decisão. Pelo lado do Grêmio, a carta na manga  é o técnico Vanderlei Luxemburgo, com quem o meia tem ótimo relacionamento. O time gaúcho ainda conta com a possível melhor proposta financeira e um grande elenco.
No Palmeiras Alex viveu o melhor momento de sua carreira, conquistou seu título mais importante, marcou seu gol mais bonito e tem ótimo relacionamento com todos do Parque Antartica, mas se cair para segundona, dificilmente o clube vai conseguir seduzir o meia.

Qual será o desfecho de mais essa novela do futebol brasileiro, aguarde os próximos capítulos e descubra. O jogador prometeu anunciar seu futuro até o final da próxima semana. O certo é que mais um 10 legítimo estará desfilando seu futebol nos gramados brasileiros no próximo ano.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Será que vale tudo isso?


Por Arthur Quezada


Fim de temporada, momento complicado para os clubes brasileiros. Limpar o elenco, contratar reforços, estudar propostas por jogadores... enfim, muito trabalho para os bastidores do mundo da bola. Para os torcedores cabe a missão de abrir os jornais, sites, ver programas esportivos e se informar, para poder imaginar o elenco de seu clube no próximo ano. As conversas futebolísticas nos bares, praças, padarias e escritórios são direcionadas para as novidades dos elencos em 2012.

Pois bem, em São Paulo, a principal conversa gira em torno de um nome: Walter Damián Montillo. O meia Argentino que atua no Cruzeiro se tornou, nos últimos tempos, objeto de desejo de dois grandes clubes do Brasil. Corinthians e São Paulo entraram em um combate de especulação e valores altíssimos para contar com o futebol de Montillo na próxima temporada.

Habilidoso, destro, eficiente, com experiência em competições intercontinentais, Montillo realmente tem qualidades para atuar em qualquer grande clube nacional, mas a pergunta é: Será que vale tudo isso?

O leilão do argentino mostra valores que assustam. Os dois rivais paulistas chegaram a um montante incomum, a bolada de 10 milhões de euros (o equivalente a R$ 24 milhões). Para mim, um ABSURDO.

Veja bem torcedor, não é minha intenção jogar água no chopp de vocês, mas não estamos falando de um garoto de 19 anos e sim de um jogador rodado de 27 anos. E a idade não é o único empecilho. Com o mesmo valor, ou menos, os clubes poderiam contratar nomes como Thiago Neves (Flamengo), Diego Souza (Vasco), Fred (Fluminense), dentre outros.

Além disso, Montillo só começou a se destacar dois anos atrás, quando ainda jogava no Universidad de Chile. Ou seja, não estava na Europa, muito menos era ídolo de algum time argentino. Portanto, os dirigentes corintianos e são paulinos não deveriam incentivar esse leilão feito pelo Cruzeiro e repensar o valor desta contratação, afinal 10 milhões de euros não é dinheiro de pinga.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Sentimentos e Palpites para o Gran FInale


por Mateus Lessa

Caros apaixonados, pouco dias para o fim da temporada. Para nós, que acompanhamos a saga de mais um Brasileirão, não existe outro assunto neste momento. Domingo, as 17h, o país vai parar na Rodada mais esperada dos últimos tempos. O Gran Finale, Rodada dos Clássicos! E cada torcedor do país vive um sentimento até o soar dos apitos- "abençoai os Senhores de Preto, Deuses do Futebol".

No Rio temos um Vasco suando as últimas gotas de sangue do ano da temporada mais eletrizante que viveu nos últimos 10 anos. Tensão e adrenalina na Colina! O Fla de R10 e Pofessô Luxa lutando para dar sequência no "Pojeto Libêtadores". Encrenca braba. Palpite: Vasco 2 a 1. Flu e Bota se enfrentam lamentando os pontos perdidos que os fizeram perder a chance de título e Vaga na Libertadores, respectivamente. Vantagem para o Flu, pela fase de Deco e Fred. Palpite: 3 a 1 Tricolor.

Em São Paulo, o Corinthians luta pra desatar o nó e soltar o grito que está engasgado. Desde o gol de Bernardo, no último minuto da rodada passada. Ou, mais adiante, desde o ano passado, no empate com o Vitória no Barradão. Tite resistiu e agora posa de f...dão! É Brincadeira! Mas o adversário é ninguém menos que o Co-Irmão-Verde, comandado por Luiz Felipe "Fala Muito" Scolari., embalado pela vitória sobre o SPFC e pelo Bichão do Tirone. Sentindo um Protagonismo que não teve em toda temporada. "Seria um título tirar dos galinhas" virou clichê. O bicho vai pegar no Pacaembu! Palpite: 1 a 1 e festa sofrida!
Os torcedores do São Paulo contrastam com os do Santos no duelo de Mogi. Melancolia e Desconfiança do lado Tricolor, com as despedidas-sem-despedida de Dagoberto- vai jogar muito no Inter- e de Rivaldo- que pode ir parar na Lusa, segundo o Craque Neto. E Professor Lion renovou. Quem não sabia? O retrospecto de 33% e o futebol apresentados convenceram JJ & Cia. Ninguém confia na pequena % da Libertadores por um fato simples: não merece. O Peixe vai com os reservas, de olho na viagem, dicionário japonês na mão, e a chance de ganhar o Mundo logo ali, no que já vem sendo chamado de Jogo do Século. Olho no Monterrey!! Palpite: 2 a 1 SPFC, pelo faro do Fabuloso.

Emoções à flor da pele também em MG, com o Galo podendo fazer sua maior festa desde o longínquo Primeiro Brasileirão, em 1971: rebaixar o maior rival! Tensão na Toca da Raposa com o Fantasma da Segundona, e Farra no Galinheiro, com a grande fase do Atlético de Mest

re Cuca. Palpite: 3 a 2 Atlético-MG.

No Paraná, Agonia do Furacão e a forte Esperança do Coxa pela Vaga na Liberta no Atletiba. Palpite: 1 a 1.

No Gre-Nal em que o Grêmio se despede de Roth, sonha com Kléber, e com a chande de enfrentar o rival na Copa do Brasil, e o Inter de Dorival jogando suas últimas fichas pela América, muita luta esperada como sempre. No Beira-Rio, o Colorado deve prevalecer. Palpite: 2 a 0 Inter.

Em SC, o já rebaixado Avaí enfrenta o Figueira como mais um Vilão do Rival na luta pela Libertadores, e o Figueira tenta repetir o bom futebol para confirmar a surpresa e o Passaporte para o principal torneio do continente. Palpite: 2 a 1 Figueira.

No Nordeste, a possível irmandade do Bahia já Réélaxado para com o Ceará a todo vapor deve prevalecer por "vontade dos Santos" e desespero cruzeirense. Palpite: 2 a 0 Ceará.

Atlético-GO e América devem ficar no 0 a 0 por já estarem de férias. Em cada canto, todos estarão assistindo, torcendo por suas combinações de resultados. As últimas 10 finais de campeonato vão começar. Vitória dos pontos corridos!!

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Clássicos garantem emoção até o último milésimo do Brasileirão

Por Arthur Quezada

Podemos dizer que este ano não foi um dos melhores para a Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Escândalos, denúncias e muita desconfiança por parte da mídia, e da população, retrataram as mazelas e a insatisfação de muitos com da atual gestão de Ricardo Teixeira, presidente da entidade.

Mas neste Post falaremos sobre uma das poucas decisões acertadas, tomada pela CBF nos últimos tempos. No dia 14 de março de 2011, a entidade divulgou a tabela de jogos do Campeonato Brasileiro deste ano – revelando uma surpresa: as duas últimas rodadas do Brasileirão seriam recheadas de clássicos regionais.

Com a medida, a CBF esperava evitar escalações de equipes reservas por parte de clubes que não brigam mais pelo título. Em 2009, as derrotas de Corinthians e Grêmio para o campeão Flamengo causaram polêmica, já que os dois últimos adversários do Mengão não entraram em campo com força máxima. O Fla disputava o título daquele ano com Internacional e São Paulo. Situação parecida aconteceu em 2010, quando São Paulo e Palmeiras tiveram suas atuações contra o campeão Fluminense contestadas pelo Corinthians, que brigava pelo título.

No âmbito das ideias, a iniciativa foi fantástica. E como estamos no final do campeonato podemos constatar que a idéia realmente deu certo. Vamos aos fatos:

Corinthians e Palmeiras - Valendo o título nacional para os alvinegros e valendo o gostinho alviverde de impedir o rival de ser campeão.

Vasco e Flamengo – Além de influenciar diretamente na disputa do título pelo lado Cruzmaltino, vale também uma vaga na Libertadores de 2012 para o Mengão.

Coritiba e Atlético Paranaense – Este talvez um confronto épico, porque vale vaga na Liberta para o Coxa e do outro lado pode ser último suspiro do Furacão.

Cruzeiro e Atlético Mineiro – Rivalidade a flor da pele que vale a salvação da degola para a Raposa e vale o gostinho do Galo em rebaixar o rival.

Grêmio x Internacional - Jogo emocionante que vale vaga na Libertadores para o Colorado e vale ao Grêmio impedir que o rival gaúcho participe da competição sul-americana em 2012.

Fora outros clássicos que poderíamos citar aqui. Portanto uma coisa é certa, as famosas “entregadas” não estão acontecendo e nem irão acontecer este ano. Para quem gosta de um campeonato com decisões, esta é uma maneira inteligente de fazer com que um campeonato de pontos corridos tenha “finais” emocionantes. Como já dizia Jardel, ex-atacante do Grêmio e Seleção Brasileira, "Clássico é clássico e vice-versa..."

E será emocionante até o último sobro do árbitro no apito!

V de Vingança!


Por Leandro Chaves

Amigo internauta, você se lembra do dia 27 de novembro de 2005? Certamente quem é mineiro não esqueceu jamais dessa data. Se não chorou, sorriu, se não estava alegre, estava triste. Assim era a mescla de sentimentos em Minas Gerais, naquela tarde de domingo, quando ao empatar sem gols com o Vasco da Gama, o Atlético-MG foi rebaixado para Série-B do campeonato nacional pela primeira vez em sua história.

Enquanto a massa alvinegra aplaudia o Galo em um Mineirão lotado e ia ás lagrimas com a frustração final, a parte azul de Minas sorria e comemorava o descenso do maior rival.


Ironia do destino, seis anos e sete dias depois, o Atlético tem a chance de voltar a ter paz nas discussões futebolísticas contra o seu algoz e se vingar de todos os deboches na Toca da Raposa. Caso leve a melhor no clássico e, Ceará ou Atlético-PR vençam seus confrontos, o Galo mineiro será o responsável direto por colocar a maior mancha negra na história do azulado Cruzeiro: a Série B!

A queda mais rígida e impiedosa que podemos ter. Uma hipótese jamais levantada na cabeça de comentaristas e torcedores para um time que ao ser a sensação da primeira fase da Libertadores se enganou dentro de suas próprias limitações. Pagou caro por sonhar tão alto, não assimilou a eliminação inesperada nas oitavas de final para o Once Caldas, perdeu a motivação e se perdeu no ano.

Cometeu o erro de todo grande que conheceu a “Segundona” ao achar que poderia se levantar na hora que bem entendesse e não conseguiu. Saiu Cuca, saiu Joel, veio Mancini e o Cruzeiro continuou nocauteado no Brasileirão.

Resta apenas uma chance para a Raposa sair da toca e ir pra caça em 2012. Domingo, 4 de novembro de 2011: o dia em que o Galo pode cacarejar alto, não com a intenção de acordar ninguém, mas sim de colocar o sonolento Cruzeiro para dormir de vez!

Que venha a última rodada mais emocionante da história do Campeonato Brasileiro!

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Mata ou Morre!

Por Lucas Bueno

Nesta reta final de Brasileirão, todas as equipes que brigam por algo: seja título, Libertadores ou zona de rebaixamento, duelam entre si. O campeonato poderá ser decidido no domingo. Corinthianos, vascaínos e tricolores cariocas vivenciam uma tensão boa pré-rodada. Já cruzeirenses e cearenses...

O Cruzeiro, no dia 13 de abril, veja só caro leitor, deste mesmo 2011, classificou-se às oitavas de finais da Libertadores como o melhor time da competição. Era a sensação do primeiro semestre, candidatíssimo ao triunfo continental e nacional. Só que a alegria promissora na temporada durou até a eliminação, em casa, para o Once Caldas ainda pelas oitavas.

Pelo lado nordestino, a história até aqui se assemelha e muito com a dos mineiros. Em maio, ganhou do Flamengo de Ronaldinho Gaúcho e Thiago Neves, em pleno Rio e avançou às semi-finais da Copa do Brasil, em Fortaleza, para enfrentar o Coritiba. Com todas as fichas apostadas nessa competição, o Vozão ficou sem rumo após ser eliminado pelo Coxa, na sequência do torneio.


Vozão na elite?

Após esses revezes, Cruzeiro e Ceará rolam juntos ladeira abaixo rumo ao precipício. Porém, neste domingo, apenas um sobreviverá. Vozão e Raposa guerrearão no Castelão. O Cruzeiro ganhando rebaixa os cearenses e se livra da degola. Vitória do Ceará praticamente coloca o time mineiro na segunda divisão. O empate ainda favorece os mineiros, mesmo eles tendo um clássico para decidir sua vida contra o maior rival, o Atlético-MG, na última rodada.

Os apaixonados torcedores cearenses e cruzeirenses, durante toda essa semana, devem estar desconversando ou fugindo dos assuntos envolvendo futebol. A tensão, o frio na barriga e o aperto no coração quando pensam que algo de pior pode acontecer com o timedo peito é horrível e recorrente. E esses pensamentos sempre vagam pelas mentes nesses momentos de desespero. Mas, o domingo chega e não tem mais pra onde correr. Não come-se direito, usa-se o banheiro umas desesseis vezes durante o jogo e quando marca-se um gol a euforia é enorme, como nunca fora antes. Choro, rouquidão e alegria se misturam sem distinção.

Ou o mar azul vai voltar a ser grande?

Nessas ocasiões, quando só a vitória nos interessa e estamos ganhando o jogo, o adversário pressiona sem cessar. Unhas não existem mais, controle está mordido, almofadas espalhadas pela sala. Faltando dez minutos para o término da partida não conseguimos mais vê-la. Mudamos o canal da televisão a todo momento, para que o tempo passe mais rápido. Mas ele teima em passar como a areia de uma ampulheta, leentaaameente. Voltamos a ver "direito" o jogo faltando trinta segundos para acabar. Queremos mesmo é ver o árbitro levantar os braços e nos despertar de um pesadelo que já dura seis meses. O êxtase é imenso! Não sentimos nossos pés no chão, flutuamos em estado de graça.

Esse é o lado bom da conquista. Mineiros e Cearenses, penso apenas positivamente, porque infelizmente já conhecemos as consequências do negativo, vide São Januário em 2008 e Couto Pereira em 2009, quando torcedores perdem a razão e agem como suicidas ou bárbaros com o descenso dos seus times. Então, para Ceará x Cruzeiro, será Matar ou Morrer!

domingo, 4 de setembro de 2011

1ª conquista de Felipão pelo Palmeiras foi em cima do Cruzeiro

Estádio do Morumbi, palco de grandes batalhas. 30 de maio de 98. Palmeiras e Cruzeiro fariam a segunda partida da final da Copa do Brasil. O ábitro era Sidrack Marinho. Esta seria a segunda decisão de Felipão pelo Palmeiras (ele já havia sido vice-campeão Brasileiro com o Alviverde em 97). No primeiro jogo, vitória Celeste por 1 a 0. Na volta, Arilson de Paula Nunes, o Paulo Nunes, tratou logo de abrir o placar e deixar tudo igual. O gol foi aos 12min da primeira etapa.

SBT e ESPN Brasil transmitiam o jogo. Eu já tinha TVA na época. No entanto, acabou a luz em casa. E, junto com o término da energia, no meio do primeiro tempo, veio a maior tensão da minha vida até então. Peguei meu walk-talk da Sony que por sorte tinha pilhas e passei a ouvir o jogo na Rádio Jovem Pan, com narrção de José Silvério. Gosto dele, mas preferia assistir ao jogo pelo SBT, que tinha Silvio Luiz no comando e Luiz Ceará nas reportagens.

O jogo se aproximava do fim e os pênaltis já pareciam uma certeza. A partida era brigada, disputada. Havia chovido em São Paulo e o gramado estava molhado. Mas houve uma falta para o Palmeiras no finzinho. Zinho na bola. Ele bate firme, Paulo César, que substituia Dida não sei por qual motivo exatamente, larga e o limitado Oséas, sem ângulo nenhum, faz um gol espírita aos 44min do segundo tempo. Começava ali, naquela bola mágica, o caminho rumo ao título mais importante da história do Palmeiras: a Libertadores de 99. Para Felipão, começava ali a sua mitificação. Era sua primeira conquista pelo Verdão.

Veja a narração de Milton Leite, ainda na ESPN Brasil. E-M-O-C-I-O-N-A-N-T-E! E eu acompanhei tudo isso pelo rádio, com uma vela em cima de um pires na escrivaninha. Haja Paixão Clubística!

Antes de terminar: Felipão está decandente? O que aconteceu com ele?



Ficha técnica:
Palmeiras 2×0 Cruzeiro
Data: 30/05/1998
Local: Morumbi
Árbitro: Sidrack Marinho dos Santos
Público: 45.237
Gols: Paulo Nunes aos 12' do Primeiro Tempo; Oséas aos 44' do Segundo Tempo.
Palmeiras: Velloso, Neném, Cléber, Roque Júnior, Júnior; Galeano, Rogério, Alex, depois Arílson, Zinho; Oséas, depois Pedrinho, Paulo Nunes, depois Almir. Técnico: Luiz Felipe Scolari
Cruzeiro: Paulo César, Gustavo, Marcelo Djian, Wílson Gottardo, Gilberto; Valdir, Ricardinho, Marcos Paulo, Elivélton, depois Giovanne; Bentinho, depois Caio e Marcelo Ramos. Técnico: Levir Culpi.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Enquete: Cuca é o 1º treinador demitido no Brasileirão

Campanha medonha derruba Cuca do Cruzeiro
Os membros do Paixão Clubística se reuniram e pensaram em um tema para a enquete do início do Brasileirão. A dança das cadeiras dos técnicos foi o tópico escolhido. Após apenas quatro rodadas, como imaginamos, já tivemos a primeira vítima: Cuca, ex-treinador do Cruzeiro. E sabe o que é pior? Apesar da eliminação da Raposa para o fraco Once Caldas na Libertadores, não sugerimos o nome dele nas respostas.

Para a maioria dos leitores do Paixão, com mais de 50% dos votos, Paulo Cesar Carpegiani seria o primeiro a cair. Mas, com uma campanha irretocável, o gaúcho conseguiu se firmar no São Paulo. E sobrou mesmo pro Cuca. O treinador, com um elenco acima da média, não conseguiu mais do que três pontos em cinco jogos (são três empates).

Força, Papai Joel Santana! Que o barco celeste navegue por mares menos agitados e que a sua prancheta saiba o melhor caminho rumo às vitórias.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Respeito ao próximo

Nem o imbatível São Paulo, muito menos o primeiro zero no placar deste Brasileirão (Botafogo e Flamengo fizeram um jogo HORRÍVEL!). O destaque da quinta rodada do nacional foi, mais uma vez, o goleiro Marcos.

Desta vez não foi uma declaração polêmica na saída para o vestiário. Não, Marcos ganhou o título de destaque da rodada aos 26 minutos do segundo tempo da goleada por 5 a 0 do Palmeiras sobre o Avaí. Os jogadores, a torcida...todo mundo queria ver o grande Marcão bater o pênalti sofrido por Lincoln. Ele recusou o convite. Justificou que poderia prejudicar a carreira do novato goleiro adversário. Uma atitude digna de um atleta idolatrado até mesmo pelos rivais. Respeito ao próximo.

Cuca sai, Papai Joel Santana chega. Ao contrário de muita gente da crônica esportiva, acredito que foi uma boa decisão do Cruzeiro. Um elenco competitivo, porém desmotivado (sim, o tratamento para a cura da eliminação em uma Libertadores é demorado). Joel pode não ser um técnico estrategista, porém sabe como poucos mexer com o emocional de um grupo. Sobre Cuca, não acredito que fique mais de um mês desempregado. Arrisco-me a dizer que o Rio Grande do Sul deve ser o destino do emotivo treinador.

E aí, blogueiro, o São Paulo é o líder com cinco vitórias consecutivas e você não vai falar nada? Sim, eu vou falar do líder São Paulo. Por enquanto, uma campanha inquestionável. O grande teste, entretanto, acontece no próximo domingo, contra o Corinthians, no Pacaembu. Acredito que a série invicta do Tricolor pare por aqui.




terça-feira, 17 de maio de 2011

Os campeões estaduais de 2011 e a boa música

A música entra em campo mais uma vez. Agora, viajando o Brasil para homenagear os campeões estaduais com belas composições ou interpretações de seus torcedores ilustres.



O Flamengo foi quem comemorou primeiro e, por isso, abre a lista musical. O Samba Rubro-Negro foi composto por Wilson Batista e Jorge de Castro nos anos 50 e embalou o tricampeonato do clube de 53/54/55. Em 1979, João Nogueira substituiu “Rubens, Dequinha e Pavão” por “Zico, Adílio e Adão” e regravou o samba exaltação ao clube de coração. Uma verdadeira Paixão Clubística do carioca.




Já que falei em Wilson Batista, não vou deixar Noel Rosa – seu adversário na polêmica musical- de fora. É que Paulo Miklos, torcedor do Santos, Campeão Paulista, está com um trabalho junto ao Quinteto em Branco e Preto revisitando a obra do gênio. Então, aos santistas, Paulo Miklos cantando o que restou da faculdade de medicina de Noel, o “Samba Anatômico – Coração” e “Feitio de Oração”, composto junto ao paulista Vadico.




Para fechar as homenagens aos campeões da região Sudeste, o cruzeirense deve se orgulhar por ter um torcedor como Milton Nascimento. Quando a grande mídia colocaria o Samuel Rosa com o Skank para cantar “Uma Partida de Futebol”, o Paixão Clubística vem com Bituca – apelido do compositor- e “Canção do Sal”, gravada por Elis Regina em 1966.




Lá nos pampas o campeão foi o Inter. Acontece que eu não gosto do Internacional e, para piorar, não achei nenhum compositor Colorado. A homenagem fica mesmo para o Grêmio com o grande Lupicínio Rodrigues, autor do hino tricolor, cantando “Nervos de Aço” no programa Sambão, em 1973.




Esse vídeo não estava no planejamento, mas confesso torcer para o Santa Cruz em Pernambuco e curtir bastante o som das alfaias do maracatu. A homenagem vem com essa gravação de Chico Science – torcedor Coral- e Nação Zumbi em 1994, interpretando “Monólogo ao pé do ouvido” e “Banditismo por uma questão de classe”.




Para finalizar, não tem como deixar de homenagear o Bahia de Feira de Santana e o campeonato baiano. Como não conheço nenhum compositor que seja torcedor do campeão do estado citado, mas gosto muito dos sambistas de lá, vamos com Riachão e o samba “Eu Vou Chegando” que, com certeza, agradará a todos.




Um abraço e até a próxima semana quando conheceremos o dia em que o mestre do samba de breque, Kid Morengueira salvou o rei Pelé!

segunda-feira, 16 de maio de 2011

A magia do futebol que sempre encantou o Brasil

Dentro e fora do alçapão, o Santos mostrou que o futebol arte além de agradar a todos pode sim ser vencedor. E não dá para negar que a Vila mais famosa do Brasil merecia há tempos a glória de uma final de campeonato, da conquista, da comemoração inflamada de mais uma geração de garotos que brilha à luz de seus holofotes.

A segunda conquista em três finais seguidas mostra que o Peixe sabe valorizar o Paulistão e tem feito dele combustível para outras conquistas. No caso, a Libertadores. O Santos segue forte na luta pela terceira estrela e muito em breve podemos acompanhar algo que se anuncia como a tônica dos próximos anos: Neymar dando show, levantando a taça e celebrando feito um moleque. Tomara que assim seja – principalmente com a camisa da Seleção.

Por não ser o maior rival de nenhuma equipe no país, o alvinegro da Vila Belmiro sempre contou com a simpatia do Brasil inteiro. O Santos de Pelé levava multidões aonde quer que fosse, tanto que preferiu ser campeão Mundial de 1963 no Maracanã lotado – feito igualado apenas por dois times, o Uruguai em 1950 e o Corinthians em 2000.

Primeiro nos tempos de Robinho e agora com Neymar, o Peixe está novamente nas graças do brasileiro, acostumado a ver brotar craques no solo fértil da baixada santista. Parabéns ao Santos, por alegrar os domingos de futebol e pelo bi campeonato Paulista, vencido com méritos.

Outros Estaduais

Enquanto muitos vão contra os estaduais, sigo sendo favorável a preservação dos campeonatos. Por fazer parte da cultura futebolística nacional e por colocar os rivais cara a cara. Os estaduais trazem para dentro de campo a rivalidade da padaria, da escola, do trabalho, aquela que faz a derrota ser amarga, a segunda-feira ser ainda mais difícil de acordar.

E como doeu o timbre do despertador na manhã dos atleticanos e dos tricolores gaúchos, ambos com a vantagem na mão após a primeira partida. No Sul, o Gre-Nal dos desesperados terminou com festa colorada em pleno Olímpico. Um pouco de ar para o técnico Falcão. Em Minas, a festa cruzeirense amenizou por ora a dor da queda precoce na Libertadores. Sorte do Roger, que festejou como se fosse um Copa do Mundo, esquecendo do cartão vermelho logo na primeira etapa do jogo da eliminação do Cruzeiro.

Em Goiás e na Bahia deu Davi contra Golias. Atlético-GO e Bahia de Feira derrubaram Goiás e Vitória, respectivamente. Mas nenhuma festa foi tão bonita quanto a do Santa Cruz. Na Série D há algum tempo, o torcedor do Santa contou as horas para o grito de campeão, e ele dentro do Arruda lotado. Festa inesquecível para os tricolores comandada pelo técnico Zé Teodoro, ex-jogador do São Paulo, e pelo centroavante Gilberto, que chegou a falar no canal Sportv como reforço corintiano, mas que está próximo de acertar com o Internacional.

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