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quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Cruzeiro, Altético-MG e a rivalidade das Minas Gerais




Por Luiz Felipe Fogaça

Nos últimos anos Atlético-MG e Cruzeiro vem fazendo os clássicos mais equilibrados do Brasil, ambos, porém sem ganhar títulos de destaque. A ausência de conquistas, não quer dizer que os times venham fazendo feio, pelo contrário, além de sempre começarem como protagonistas, caso do Galo em 2013, ano após ano, uma das duas equipe sempre chega no pelotão de frente e belisca uma vaguinha na Libertadores pelo menos.

Desde o Brasileiro de 2007, em que vi um dos jogos mais impressionantes da minha vida, em que teve duas viradas, jogador expulso, golaço, todos os ingredientes de um belo clássico e o time azul bateu o alvinegro por 4x3, que eu assisto a todos os clássicos entre os mineiros, nem que seja na reprise.


Eis que no primeiro jogo do ano entre as duas equipes, quem brilhou foi o Cruzeiro sem seu principal jogador das últimas temporadas. Se o Mineirão deixou a desejar e apresentou problemas, que vão da venda de ingressos à ausência de água, inclusive para comprar. Fato o que não é surpresa para ninguém, deve se repetir em muitos estádios e parece estar bom só para Ronaldo e sua trupe.

O mesmo não se pode dizer do jogo, que foi bom. O time da Raposa, sem contar com Montillo e sem nenhum grande reforço viu o novo técnico Marcelo Oliveira armar bem o time, que marcou bem, foi veloz e conseguiu vencer o rival. Como no Coritiba, o técnico pode fazer sucesso nas Minas Gerais, mas dificilmente terá hesito em um campeonato de tiro longo como o Brasileiro, na Copa do Brasil, já são outros 500 e mesmo sendo disputada pelos principais times neste ano, o Cruzeiro tem tudo para incomodar. A aposta é pelo conjunto, já que  aparentemente o clube não tem ninguém que possa decidir individualmente.


Se o Atlético-MG esta em alta com Ronaldinho ditando bem o jogo e sem se esconder, com Bernard incomodando por todos os cantos do campo, nem a derrota para o Cruzeiro vai ser capaz de mudar isso. A chegada de Tardelli, ídolo recente do Galo tem tudo para resolver os problemas do time e alçar a equipe ao degrau mais alto do pódio.  Entre os torcedores e qualquer bom observador é nítido que o que faltava no time é alguém para empurrar a bola para o gol. No ano passado e já no clássico desse ano, Jô se cansou de perder gols e não tem condição de ser protagonista neste time, já como suplente é uma excelente opção.


Agora resta saber, qual metade vai terminar o ano comemorando e tripudiando da outra. A certeza é de grandes clássicos e bons jogos envolvendo as duas equipes, que sempre buscam o ataque.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Pezão, o cara do Fim de semana!


Por Luiz Felipe Fogaça

Em um fim de semana repleto de programas para o apaixonado por esporte, com direito a UFC, clássicos Brasil a fora, reabertura do Mineirão, jogão no inglês e no alemão, uma quase zebra na Davis o meu destaque vai para Pezão.

O brasileiro viu quieto, todos falarem e criticarem seu trabalho, principalmente seu rival.  Não se abalou nem depois de ser castigado em dois rounds. Ele aguentou firme e no melhor estilo Rocky 4 , até pelo rival que como o russo do filme é para muitos fruto de laboratório, soube esperar sua hora e lembrou Stalone quando começou a bater  em Overeem. Ao holandês nada restou a não ser beijar a lona e procurar o trator que o atropelou, sem nada entender quando recuperou a consciência.


Nesse momento em que explodia na balada com meus amigos, a única coisa que vinha na minha cabeça entre os milhões de chupa proferidos por todos, era o seguinte verso musical “falador passa mal rapaz, falador passa mal” . Até agora toda vez que vejo esse nocaute acima, eu me arrepio.

A raiva era tanta, que o brasileiro queria que o holandês levantasse para apanhar mais e teve de ser contido pelo juiz. Depois da luta Pezão ainda deu uma alfineta “bate como leão, mas apanha como gatinho”.

Merece de nós todos os parabéns, assim como Aldo que foi extremamente superior a Frank Edgar, basta ver o número de golpes conectados dos dois. Tamanha foi à superioridade que nem Dana White, nem o próprio oponente questionaram a decisão unanime dos árbitros.

Parabéns também para o Baltimore Ravens, que mostrou todo seu arsenal seja de defesa ou de ataque, passando inclusive por uma decisão do técnico de dar dois pontos para o oponente e venceu o Supebowl. Como é bonito ver a paixão dos americanos por esse esporte. Praticamente não se notou o apagão.

Bonito foi a quase reação do Brasil na Davis, não faltou garra aos nossos jogadores.

O ponto ruim fica por conta da falta de água no Mineirão e a chuva de moedas na Vila Belmiro, criticada até pelo craque Neymar. Sorte que tanto em São Paulo, como em Minas, os jogos foram bons e empolgantes.
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