Por Luiz Felipe Fogaça
Nos últimos anos Atlético-MG e Cruzeiro vem fazendo os
clássicos mais equilibrados do Brasil, ambos, porém sem ganhar títulos de
destaque. A ausência de conquistas, não quer dizer que os times venham fazendo
feio, pelo contrário, além de sempre começarem como protagonistas, caso do Galo
em 2013, ano após ano, uma das duas equipe sempre chega no pelotão de frente e
belisca uma vaguinha na Libertadores pelo menos.
Desde o Brasileiro de 2007, em que vi um dos jogos mais
impressionantes da minha vida, em que teve duas viradas, jogador expulso,
golaço, todos os ingredientes de um belo clássico e o time azul bateu o
alvinegro por 4x3, que eu assisto a todos os clássicos entre os mineiros, nem
que seja na reprise.
Eis que no primeiro jogo do ano entre as duas equipes, quem
brilhou foi o Cruzeiro sem seu principal jogador das últimas temporadas. Se o
Mineirão deixou a desejar e apresentou problemas, que vão da venda de ingressos
à ausência de água, inclusive para comprar. Fato o que não é surpresa para
ninguém, deve se repetir em muitos estádios e parece estar bom só para Ronaldo
e sua trupe.
O mesmo não se pode dizer do jogo, que foi bom. O time da
Raposa, sem contar com Montillo e sem nenhum grande reforço viu o novo técnico
Marcelo Oliveira armar bem o time, que marcou bem, foi veloz e conseguiu vencer
o rival. Como no Coritiba, o técnico pode fazer sucesso nas Minas Gerais, mas
dificilmente terá hesito em um campeonato de tiro longo como o Brasileiro, na
Copa do Brasil, já são outros 500 e mesmo sendo disputada pelos principais
times neste ano, o Cruzeiro tem tudo para incomodar. A aposta é pelo conjunto,
já que aparentemente o clube não tem
ninguém que possa decidir individualmente.
Se o Atlético-MG esta em alta com Ronaldinho ditando bem o
jogo e sem se esconder, com Bernard incomodando por todos os cantos do campo, nem
a derrota para o Cruzeiro vai ser capaz de mudar isso. A chegada de Tardelli,
ídolo recente do Galo tem tudo para resolver os problemas do time e alçar a
equipe ao degrau mais alto do pódio.
Entre os torcedores e qualquer bom observador é nítido que o que faltava
no time é alguém para empurrar a bola para o gol. No ano passado e já no
clássico desse ano, Jô se cansou de perder gols e não tem condição de ser
protagonista neste time, já como suplente é uma excelente opção.
Agora resta saber, qual metade vai terminar o ano
comemorando e tripudiando da outra. A certeza é de grandes clássicos e bons
jogos envolvendo as duas equipes, que sempre buscam o ataque.




