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quarta-feira, 17 de abril de 2013

Duelo histórico - Galo quer calar o Morumbi para evitar tricolor nas oitavas



Por Luiz Fernando Módolo

Morumbi lotado, jogo de libertadores, de um lado os donos da casa precisando de uma vitória para se classificar e de outro o atual vice campeão brasileiro e líder do grupo. Parece o jogo dessa quarta-feira entre o São Paulo e o Atlético-MG, certo? Contudo não é.

No domingo nove de abril de 1978 essas duas equipes entraram em campo na capital paulista pela competição continental, em jogo a classificação. Na época só um clube passava para a próxima fase, o tricolor e o galo jogavam para abrir distancia do rival e encaminhar a vaga para a fase seguinte. Deu Atlético Mineiro, com gols de Serginho e Paulo Isidoro o time mineiro calou o Morumbi lotado. Mirandinha ainda descontou para a equipe paulista.

Coincidentemente o Galo também era vice-campeão nacional, assim como hoje, contudo na época o campeão era o São Paulo. Um ano antes do confronto na competição continental o São Paulo entrava no Mineirão como desafiante e desacreditado.

O Atlético era o time do momento, o grande favorito. Liderados por Toninho Cerezo os mineiros jogavam em casa a final, que na época era em partida única. Entretanto o São Paulo levou o caneco nos pênaltis e surpreendeu a todos que esperavam o bi do Galo.

De lá para cá muita coisa mudou, o São Paulo ganhou três Libertadores e três Mundiais e se tornou uma camisa temida em todo o continente. Já o Galo disputa esse ano somente sua terceira libertadores desde 1978 e em nenhuma das outras ocasiões conseguiu chegar se quer em semifinais. 

Pela camisa e força são paulina na competição o Galo vem para o jogo hoje querendo ganhar de qualquer forma. Deixar o tricolor sair vitorioso e ter que fazer as oitavas contra os paulistas pode ressuscitar a equipe mais acostumada com a Libertadores dos últimos 20 anos.

Desde o presidente Kalil, até o roupeiro todos em Minas sabem que eliminar o rival agora é fundamental para os planos de Ronaldinho e companhia.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Galo e Ronaldinho Gaúcho - Os melhores do Brasil




Por Luiz Felipe Fogaça

Com 15 ponto em 15 possíveis , media de 3 gols por partida, nove de saldo e um futebol de dar gosto, o time do Galo é o time a ser batido nessa Libertadores. 

Ronaldinho Gaúcho joga fácil, distribui o jogo, dá seus dribles, marca seus gols e comanda o Atlético. Do truque da água na primeira rodada, ao golaço feito neste último confronto, o meia tem sido o destaque em todos os jogos e já conta com 3 gols e 6 assistências.

O sorriso sempre presente no seu rosto mostra que o craque tem jogado com a velha alegria de sempre e o resultado não podia ser outro, o futebol de Gaúcho contagia o resto do time. A fase do camisa 10 é tão boa que não é exagero dizer que é o melhor jogador em atividade no futebol brasileiro no atual momento.

O time ainda conta com uma defesa sólida com Réver e Leonardo Silva, um meio de pegada com Pierre e Leandro Donizete, bons laterais e um trio de ataque onde até Jó se destaca ao lado de Diego e Tardelli e Bernard que só são coadjuvantes por que Gaúcho está jogando o fino da bola.

Além disso, tem a torcida que faz sua parte e empurra o time que ostenta grande invencibilidade em seus domínios. Com a vitória sobre o time argentino garantiu o direito de decidir todos os mata-matas que vierem pela frente no Independência.

No banco Cuca joga para acabar com o estigma de que arma bons times que falham na hora H e exterminar o rótulo de eterno vice. O treinador faz excelente trabalho na frente do Galo e hoje só esta atrás de Tite, mas usa tão bem suas armas como o treinador do Corinthians.

Quem poderá parar o Galo? 

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Cruzeiro, Altético-MG e a rivalidade das Minas Gerais




Por Luiz Felipe Fogaça

Nos últimos anos Atlético-MG e Cruzeiro vem fazendo os clássicos mais equilibrados do Brasil, ambos, porém sem ganhar títulos de destaque. A ausência de conquistas, não quer dizer que os times venham fazendo feio, pelo contrário, além de sempre começarem como protagonistas, caso do Galo em 2013, ano após ano, uma das duas equipe sempre chega no pelotão de frente e belisca uma vaguinha na Libertadores pelo menos.

Desde o Brasileiro de 2007, em que vi um dos jogos mais impressionantes da minha vida, em que teve duas viradas, jogador expulso, golaço, todos os ingredientes de um belo clássico e o time azul bateu o alvinegro por 4x3, que eu assisto a todos os clássicos entre os mineiros, nem que seja na reprise.


Eis que no primeiro jogo do ano entre as duas equipes, quem brilhou foi o Cruzeiro sem seu principal jogador das últimas temporadas. Se o Mineirão deixou a desejar e apresentou problemas, que vão da venda de ingressos à ausência de água, inclusive para comprar. Fato o que não é surpresa para ninguém, deve se repetir em muitos estádios e parece estar bom só para Ronaldo e sua trupe.

O mesmo não se pode dizer do jogo, que foi bom. O time da Raposa, sem contar com Montillo e sem nenhum grande reforço viu o novo técnico Marcelo Oliveira armar bem o time, que marcou bem, foi veloz e conseguiu vencer o rival. Como no Coritiba, o técnico pode fazer sucesso nas Minas Gerais, mas dificilmente terá hesito em um campeonato de tiro longo como o Brasileiro, na Copa do Brasil, já são outros 500 e mesmo sendo disputada pelos principais times neste ano, o Cruzeiro tem tudo para incomodar. A aposta é pelo conjunto, já que  aparentemente o clube não tem ninguém que possa decidir individualmente.


Se o Atlético-MG esta em alta com Ronaldinho ditando bem o jogo e sem se esconder, com Bernard incomodando por todos os cantos do campo, nem a derrota para o Cruzeiro vai ser capaz de mudar isso. A chegada de Tardelli, ídolo recente do Galo tem tudo para resolver os problemas do time e alçar a equipe ao degrau mais alto do pódio.  Entre os torcedores e qualquer bom observador é nítido que o que faltava no time é alguém para empurrar a bola para o gol. No ano passado e já no clássico desse ano, Jô se cansou de perder gols e não tem condição de ser protagonista neste time, já como suplente é uma excelente opção.


Agora resta saber, qual metade vai terminar o ano comemorando e tripudiando da outra. A certeza é de grandes clássicos e bons jogos envolvendo as duas equipes, que sempre buscam o ataque.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Polêmica Histórica


Por Rafael Hornblas

Quarta-feira de clássico em Minas Gerais. Atético-MG e Flamengo se enfrentam em jogo importante para a pretensão de ambos no Brasileirão. Ronaldinho, que teve atuação apática no primeiro encontro com o ex-time, quer mostrar ao Mengo que acertou - e muito - na escolha de trocar o Rio de Janeiro por Belo Horizonte. Mas não é a atual conjuntura que faz deste duelo um clássico.


As duas equipes já decidiram um Brasileirão, em 1980, vencido pela equipe carioca, e têm grande equilíbrio em jogos válidos pela competição nacional, com 21 vitórias rubro-negras contra 20 atleticanas. Mas foi no ano seguinte da decisão do Brasileirão que aconteceu uma das histórias mais marcantes deste confronto.  

Hoje, o Paixão Clubística vai lembrar um dos maiores e mais polêmicos, confrontos do futebol nacional. A partida era válida pela Taça Libertadores da América de 1981. O jogo era de vida ou morte para o time mineiro, pois o Galo precisava ganhar para passar para a 2ª fase do torneio, enquanto o time carioca avançaria com um empate. 

O Galo contava com a grande fase de seu artilheiro Reinaldo (o Rei), principal jogador do time na época (muitos dizem, o melhor de todos os tempos do Galo). Já o Mengo tinha Zico em excelente fase, além de um esquadrão que seria base da Seleção de 82. O duelo aconteceu no estádio do Serra Dourada com cerca de 80.000 pessoas. 

Como era de se esperar, o jogo foi muito nervoso. O Galo atuava com sede de vitória, pois além de querer conquistar o principal torneio das Américas, desejava vingar a derrota no Brasileirão de 80. O árbitro da partida era José Roberto Wright - e foi ele mesmo o principal protagonista deste jogo.

Aos 30 minutos do 1º tempo o craque Reinaldo deu um carrinho em Zico e Wright expulso direto. Éder e Chicão ficaram extremamente irritados com o juiz e também foram mais cedo para o chuveiro. Logo após as 3 expulsões, o então técnico Carlos Aberto Silva mandou que os jogadores caíssem no chão alegando contusão para que o jogo terminasse e foi isso que aconteceu. O Galo "tirou" seu time de campo e o Mengão passou para a 2ª fase. O time carioca se tornaria campeão da Libertadores de 1981.

Aqui podemos lembrar um pouco do fato :





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