Páginas

Mostrando postagens com marcador Sul-Americana. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Sul-Americana. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Obrigado, Lucas! E volte logo

Por Gabriel Duque

Lucas é o nome da conquista do título da Copa Sul-Americana, no Morumbi lotado, nesta quarta. Talento puro da nova geração do futebol brasileiro, o meia-atacante, de 20 anos, se despede mostrando as verdadeiras qualidades de um ídolo. Emocionou-se com as últimas partidas e a chance de ser campeão, não tirou o pé de nenhuma dividida mesmo vendido para o PSG, brigou por cada bola, deu raça, mostrou vontade de fazer a torcida explodir em felicidade e retribuiu o carinho de toda a nação tricolor.

Se o título da Sul-Americana não era de tanta importância, considerado inclusive de segundo escalão pelos rivais paulistas, o troféu teve sabor especial para esse craque de coração tricolor. Teve gostinho de conquista inédita para o clube do Morumbi, o segundo time brasileiro a ganhar o torneio desde que houve a mudança de nome e de formato. Foi a primeira taça de muitos jogadores que integram hoje o time do São Paulo e mais uma na galeria de Rogério Ceni.

Falando no M1to, a atitude dele de entregar a braçadeira de capitão para o Lucas foi brilhante. O menino mais do que ninguém no elenco merecia levantar aquele caneco. Desde a passagem de Raí, que foi bicampeão mundial e depois se transferiu também para o PSG, que o São Paulo não tem um ídolo tão genuíno como o Lucas. Exceção feita claro ao maior goleiro artilheiro da história do futebol, que é um capítulo a parte no Tricolor.

Por mais que falem de Kaká e Luis Fabiano, os torcedores sempre tiveram alguma restrição em relação a eles. O primeiro saiu meio brigado, sendo hostilizado, e sem se consagrar totalmente. Já o segundo, apesar de sua tarimba de artilheiro, de cativar o público e de sua importância, não consegue estar em campo quando o São Paulo precisa dele, como nesta decisão.

Recopa

O título da Sul-Americana serviu de preparação para o Tricolor para a Libertadores de 2013, mas também credenciou o time para a disputa da Recopa do ano que vem contra o Corinthians, atual campeão da Liberta. E uma das primeiras partidas que me lembro de assistir foi o único encontro entre ambos em competições continentais.

Os clubes se enfrentaram em 1994 pelas semifinais da Copa Conmebol e a decisão do classificado saiu nos pênaltis, com vitória do expressinho do Morumbi que tinha nomes como Caio, Denilson, Ceni e Juninho Paulista.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

“Coadjuvante”, Fabuloso não tem jeito

Por Gabriel Duque

Se o São Paulo for campeão da Copa Sul-Americana, não será por causa de Luis Fabiano. Artilheiro do time, referência no ataque, exemplo para os jovens, o cara experiente. Essas designações não servem para o camisa 9 na noite de ontem. Com uma atitude infantil, perdeu a cabeça, tentou agredir o adversário e acabou expulso.

O pior é que o início da confusão nem envolvia o goleador. Lucas estava sendo intimidado pelo jogador do Tigre e o Fabuloso veio ajudar o companheiro e acalmar o rival. Mas bastaram dois tapas no braço para o atacante se irritar e chutar o argentino. Pronto, cartão vermelho para ambos e chuveiro.

Fabiano percebeu a bobagem que fez. Deu para ver no seu semblante ao sair de campo, como se já soubesse que o mundo ia cair em suas costas e que as críticas pelo temperamento explosivo voltariam à tona. A imagem da voadora de 2003 contra o River Plate também veio na cabeça do torcedor tricolor. Após a era dos cartões amarelo por reclamação, o atacante resolveu mostrar novamente seu destempero.

Como um atleta de 32 anos, com bagagem europeia e experiência de uma Copa do Mundo, pode cair numa armadilha tão boba do adversário. Parece que o problema dele é mesmo com argentinos, porque em clássicos paulistas ele é quem enerva o adversário, levando pancada e ficando no chão sem arrumar encrenca.

Na Bombonera, o time sentiu a falta de seu matador e não conseguiu criar boas chances no jogo. Agora, no Morumbi, com 65 mil torcedores, na próxima quarta, o Fabuloso, um dos principais nomes da equipe no ano e no Brasileirão, está fora. E o que fará o atacante, arrependido, falando em largar o futebol, em noite das mais tristes? Vai comemorar o título, mas será coadjuvante. Iniciou o torneio contra o Bahia e se machucou. Voltou na segunda partida contra a Universidad de Chile e fez um gol. Perdeu chances contra a Católica e foi expulso.

Willian José e Cícero, que estão perto de deixar o clube, podem ser titulares e se consagrarem com o gol do título. Sempre criticado pela torcida e favorito para a vaga, Willian José, que já foi decisivo contra La U, tem a oportunidade de ser o herói da final.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Para lavar a alma



Por Luiz Felipe Fogaça

O título deste texto não poderia ser outro. Bem que ele poderia retratar perfeitamente o jogo, devido à grande goleada - uma verdadeira surra - que o São Paulo aplicou sobre a La U. Mas não é disso que se trata. Neste caso, eu falo de minha volta aos estádios.

Por alguns motivos fiquei privado de ir ao estádio por quatro longos meses. Muitos podem pensar que isso não é muito, mas acreditem, é sim. O simples fato de você não poder ir aonde gosta, já é muito. Quisera eu fosse por apenas opção, mas não era.

Enfim, sem me alongar nesse assunto, gostaria de descrever o sentimento de um torcedor apaixonado, que voltou ao campo e pôde presenciar mais uma vez o seu time do coração jogando.

Me senti como uma criança que vai pela primeira vez ao jogo com seu pai - essa é a perfeita descrição. Quem é que não se lembra do seu primeiro jogo?

Só de ver de longe, de ver a rua tomada por pessoas que dividem uma mesma paixão, só de olhar para o lado e ver meus amigos, me arrepiei do cabelo ao dedinho do pé.

Acreditem que até da longa fila eu estava com saudades. Parecia que não ia chegar nunca, mas chegou. Ao entrar, o sinal da cruz, o pé direito, a superstição de sempre e o olhar deslumbrado por todos os cantos com a cara de quem ainda não conseguia acreditar.

Mesmas coisas, sob um novo olhar. A sensação de êxtase, a adrenalina, que não demorou a baixar.  
Jadson tratou de me fazer sentir um dos momentos mais prazerosos da vida, logo aos cinco minutos. Me fez sentir em casa, me sentir de volta, com a certeza de que algo muito bom estava por vir.

Com os dois a zero do primeiro jogo e o placar logo inaugurado, o Tricolor tomou conta do jogo. Eram jogados 21 minutos quando a torcida explodiu pela segunda vez. Golaço de Lucas, após grande jogada individual.

Se ainda tinha algum chileno que acreditava numa reação histórica, aos 29, Luis Fabiano, tocando por cima de Herrera, tratou de acabar de vez com qualquer esperança.

Melhor impossível, já estava de bom tamanho. Mais ainda faltava meio tempo.

No segundo tempo a superioridade do time paulista continuo prevalecendo. Dois golaços de Rafael Tolói e Jadson, de novo.

Com muita festa da torcida, casa cheia, SHOW de BOLA no campo, goleada, nem nos meus melhores sonhos. Não é a toa que muitos homens sempre se perguntam se tem futebol no céu. Tomara que sim!

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Que sejam vítimas deste asqueroso ato


                                                                  Ivan Alvarado/Reuters
Por Felipe Pugliese


Personalidade. Palavra definida pelo imortal dicionário Michaellis como “caráter essencial de uma pessoa”. 

No dia-dia, na reunião com o patrão carrasco ou na discussão com a patroa... não importa a situação, quem tem a personalidade mais aflorada se diferencia. E causa revolta em terceiros. 

Fiz a introdução para chegar ao garoto Willian José, autor de dois gols na vitória do São Paulo sobre a La U.

Em uma de suas entrevistas, o técnico Ney Franco disse que o jovem atacante tem tudo para o ser um dos melhores do Brasil na posição. Porém (sempre tem um porém), um grande vilão pode brecar o crescimento da promessa. Esse cruel personagem atende pelo nome de Torcida do São Paulo.

Na mesma entrevista o comandante (que é a cara da Dilma Rousseff) afirmou que, em jogos no Morumbi, o centroavante já é vaiado antes mesmo de entrar em campo. As vaias ecoam ainda no aquecimento. Tem algum cabimento?

Abro uma parênteses para uma observação cabível ao tema: a vaia é mais humilhante do que um tapa na cara em praça pública. Ela machuca a alma, humilha e esfola o moral na sarjeta imunda.

A paciência de Willian está acabando, assim como seu contrato com o Tricolor. Não peço uma mudança de comportamento vindo das arquibancadas, pois sei que meu pedido será em vão.

O que eu peço é que todos aqueles que o vaiam, um dia também sejam vítimas deste asqueroso ato. 


sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Desrespeito, Visão de jogo ou Vontade Extrema?


Por Rafael Hornblas
Na última 4ª feira, o São Paulo enfrentou o time da LDU de Loja pelas oitavas-de-final da Copa Sul-Americana. O primeiro jogo disputado no Equador e acabou em 1 a 1, o que garantiu a classificação tricolor com um empate sem gols no Morumbi. O time são-paulino jogou sem Luis Fabiano machucado. A ausência do camisa 9, vem prejudicando a atuação do time paulista, que não está sabendo jogar sem uma referência no ataque.
No lugar do Fabuloso jogou Ademilson, que pouco pôde ajudar com tantos cruzamentos feitos pelo alto.  Osvaldo se movimentou muito, mas mesmo assim não estava em suas melhores noites e Lucas foi mal - parecia um pouco desatento no jogo.
 A LDU não deu sequer um chute no gol do São Paulo, mas por sua vez, teve uma marcação eficiente que anulou o ataque tricolor e irritou todo o time e torcedores ali presentes.
O episódio mais marcante da partida ficou entre o ídolo Rogério Ceni e Ney Franco. No fim do jogo, cerca de 30 minutos no 2º tempo, o capitão queria a entrada de um homem alto na frente e Ney colocou Willian José o que incomodou muito o goleiro artilheiro, que gesticulou dizendo que era para o treinador ter colocado Cícero e não Willian.
Na minha opinião, Cícero já deveria ter saído jogando no lugar de Ademilson. O coringa tricolor já atou diversas vezes nessa posição, jogou muito bem e sempre deixou sua marca. Naquele momento estava evidente que não era jogo para o camisa 19 (WJ). O garoto não está em boa fase e sempre sente a pressão da torcida dentro do Morumbi. Ney deveria ter ouvido Rogério Ceni e colocado Cícero no jogo.
Entretanto, o goleiro, maior ídolo, não deveria se manifestar de tal forma e talvez naquele momento, deveria aceitar a alteração do técnico e deixar fazê-lo seu trabalho.
Após o jogo, Ney Franco reclamou de seu capitão, mas a diretoria e o arqueiro botaram panos quentes sobre a situação.
Que Rogério interfere e dá seus palpites há muito tempo no São Paulo, não é novidade. Entretanto, o Mito, como é chamado por seus torcedores, deve respeitar o comandante, a quem ele muito tem elogiado.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

O imortal não pode jamais voltar ao cemitério

Ousaram a dizer que Luxemburgo estava morto para o futebol. Ele renasceu junto com o imortal.

Por Felipe Pugliese

Comecei a escrever sobre o desastroso segundo semestre do Santos. Parei. Faltaram argumentos. Se contra fatos não há esse tal de argumento, contra Neymar ele também desaparece. Me veio na cabeça, então, dedicar minhas palavras aos gringos Seedorf e Forlán, decisivos na quarta-feira. Será mesmo que merecem confetes?

Depois de muito pensar, chego a um destino final: vou escrever sobre um time que passou perto da fila do velório, mas se recusou a entrar no caixão. O Grêmio é imortal! O Grêmio acordou para vida!

Ah, como é bom escrever sobre o Grêmio. Sei que a maioria daqueles que vão ler é possuída por um fanatismo sádico.

O Tricolor não ressuscitou sozinho, trouxe com ele Vanderlei Luxemburgo. Ninguém dava mais um tostão ao “profexô”. “É ultrapassado”, diziam os mais lunáticos. Quem sabe, sabe... e Luxa sabe muito.

Outro fato importante é que a diretoria percebeu que a grandeza do time gaúcho era digna que Marcelos Morenos, Kleberes, Zé Robertos, Elanos, Fernandos.... que timaço foi montado. E ainda tentaram PH Ganso.

Papar o Brasileirão vai ser difícil, diria impossível. Mas a Sul-Americana está aí, dando sopa ao time do Luxa. 

Vamos torcer para Fábio Koff, novo mandatário, seguir a cartilha adotada em 2012. O imortal não pode jamais voltar ao cemitério que hoje residem Botafogo, Cruzeiro...

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Será Que Dá Brasil?

Por Rafael Hornblas


Na última terça-feira (23), com o jogo entre Milionários da Colômbia x Palmeiras recomeçou a briga dos times brasileiros pelo título da Copa Sul Americana. O Verdão se despediu do campeonato após a derrota por 3x0 em Bogotá.

O time brasileiro que podia perder por até um gol de diferença, uma vez que venceu por 3x1 no Pacaembu há duas semanas. Não suportou a pressão do time colombiano, perdeu por 3 a 0 e foi eliminado. Agora o Palmeiras segue focado em se manter na série A do brasileiro de 2013. Vale lembrar que o time de Palestra Itália já está classificado para a Libertadores e  não tinha muita empolgação para busca deste título.   





Nesta quarta-feira (24) os três brasileiros que ainda estão na disputa entram em campo. São Paulo e Grêmio estão em situações mais confortáveis, o time paulista empatou em 1x1 contra o modesto time da LDU de Loja (Equador) fora de casa e um empate sem gols no Morumbi classifica o tricolor paulista.  Já o tricolor gaúcho ganhou de 1x0 do Barcelona de Equador fora de casa e qualquer empate no Olímpico garante a classificação.

A missão mais difícil fica por conta do Atlético Goianiense que em seu primeiro jogo em uma competição internacional, perdeu para a Universidad Católica do Chile e precisa buscar o resultado em Goiânia.  O objetivo fica mais complicado ainda levando em consideração que o Dragão precisa também lutar contra o rebaixamento do Brasileirão, o que parece inevitável, e além disso o tradicional time chileno está muito mau no seu campeonato nacional e joga todas suas fichas nesta competição para buscar uma vaga na Libertadores de 2013 e amenizar a pressão de seus torcedores.

Na minha opinião, apenas São Paulo e Grêmio devem seguir para as quartas de final da competição, já o Atlético precisa mostrar um futebol de muita pegada e alto nível para seguir em frente, o que ao contrário dos últimos anos não aconteceu em 2012, o Atlético deve cair para a séria B e deve se despedir da Sulamericana nesta fase.

É sempre bom lembrar que se um brasileiro for campeão da Sulamericana, o G4 do brasileirão vira G3 o que acirra mais ainda este "torneio" em paralelo dos tricolores, já que o gaúcho é o 3º colocado da competição nacional e o paulista é o 4º. 

Devemos aguardar ospróximos capítulos destas novelas, mas corações tricolores, sejam paulistas ou gaúchos, devem se preparar para jogos de extrema emoção.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Palmeiras pode entrar em férias daqui a nove dias

Felipão será demitido se não vencer nenhum dos três próximos jogos
Torcedores apaixonados, não se assustem. A realidade do Palmeiras é esta: o time pode entrar em férias daqui a nove dias. Tudo isso porque os próximos confrontos do Verdão são diante do São Paulo, do Vasco e do Corinthians. São Paulo e Corinthians são arquirrivais e também lutam pelo título do Brasileirão. Já a partida contra o Vasco, pela Sul-Americana, será mais uma daquelas que Felipão adora. Derrota fora de casa no jogo de ida por 2 a 0 e necessidade de vitória na partida de volta por três gols de diferença. Preparem-se para uma epopeia! Ou não, como diria Cléber Machado.

No domingo, começa a semana mais importante (e tensa) do ano para Scolari e seus atletas. O Palmeiras encara o São Paulo fora de casa pelo Brasileiro. Uma vitória no mínimo mantém o time na sexta colocação. Uma derrota pode ser o começo do fim. E o Palestra não vence o Tricolor no Morumbi desde 2002 (ou 17 jogos).

Na quinta-feira, apesar de não ser um rival e jogar "em casa" (o confronto é no Pacaembu), o Verde de Palestra Itália tem seu maior desafio. Reverter um placar desastroso. Foi derrotado pelo Vasco em São Januário por dois gols de diferença na ida. No entanto, o Gigante da Colina não tem interesse nenhum na Sul-Americana. Já está classificado para a Libertadores e deve ir à campo com um time misto. Mesmo assim, em se tratando de Palmeiras, acredito que a equipe será eliminada.

E no dia 28 o jogo mais importante do ano. Como mandante, o Palmeiras recebe o Corinthians em Presidente Prudente. Além do Alvinegro ter nove pontos a mais na tabela neste momento, uma derrota do Palmeiras coloca o Timão de vez como favorito à conquista do Nacional e antecipa as férias do Verdão.

Com três derrotas, não tem diretoria que garanta Felipão no cargo. E para piorar as coisas, se realmente Scolari for demitido, no dia 31 o Palmeiras pega outro concorrente direto a uma vaga na Libertadores: o Botafogo. San Gennaro!

sábado, 13 de agosto de 2011

Gladiador é daqueles que seriam engolidos na arena

Gladiador?
Li no Twitter do excelente Erich Beting que Kleber é um gladiador "daqueles que, na Roma Antiga, deveria ser engolido pelo leão na arena". Em conversa com Thiago Comparini, jornalista do SBT, ele me disse que uma jaguatirica já dava conta. É... Pelo visto a paciência do torcedor alviverde com o camisa 30 acabou. E a fama de jogador que não decide também já chegou à imprensa.

Depois da novela em que o atacante forçou a barra para a diretoria aumentar o seu salário, já que tinha uma proposta melhor do Flamengo, parece que a magia em torno de Kleber também terminou. Ele teve um respiro na partida diante do mesmo Flamengo quando, em bola ao chão, dispensou o fair play, pegou a bola e mandou pro gol. Estava ali uma chance de reconquista da torcida. Mas durou pouco. Afinal, futebol é resultado. Ainda mais para o palmeirense, que está há anos carente de títulos e, principalmente, de ídolos.

"A bola nunca chegou fácil, fiz gols de pênaltis, gols em que fiz a jogada toda, já dei passe. Às vezes tem que jogar em função de um meia. Só vamos conseguir quando a bola chegar bem e tiver chances. Pelo que todo mundo está vendo, a bola não está chegando", desabafou Kleber após a derrota de quinta-feira, contra o Vasco, pela Copa Sul-Americana.

Declarações (ou seriam reclamações?) como essa não ajudam em nada. Alguém precisa avisar ao Gladiador que, para ganhar um aumento, em qualquer empresa séria, é necessário mostrar serviço. São seis jogos sem marcar gol. Um jejum absurdo para quem, até outro dia, se achava o último homem do Coliseu capaz de salvar uma nação inteira. Ele merece um aumento? E aí, Kleber, vamos jogar bola? Quem fala muito faz pouco. Feche a boca e comece a balançar a rede. Acabou a trégua.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Tábua da Salvação: M. Leite põe Verdão entre os favoritos

A chegada de Maikon Leite ao Palmeiras coloca o time de Palestra Itália entre os favoritos à conquista do Brasileirão e da Copa Sul-Americana. Todo mundo já sabe que os dois torneios do segundo semestre são nivelados por baixo. Teremos um mês ainda pior agora, já que as equipes estão desfalcadas de seus principais jogadores (a maioria à serviço das seleções principais ou de base). Por isso, o Verdão, que faz campanha satisfatória até o momento, pode arrancar para a sua nona conquista do Nacional. No entanto, para isso vai precisar pontuar demais durante o período da Copa América.

A principal arma do Alviverde precisa (e tem que) ser Maikon Leite. O atacante era banco de Neymar no Santos. Nada mais natural. Afinal, estamos falando do terceiro melhor jogador do planeta (Neymar está atrás apenas de Lionel Messi e Cristiano Ronaldo). Tanto é que num passado recente o ex-santista decidiu jogos importantes a favor do time da Vila. Na campanha da Libertadores, precisando ganhar ou ganhar, o Peixe venceu o Cerro Porteño ainda na fase de grupos com bela atuação de Maikon Leite:


Tábua da Salvação tem base em M.Leite e Kleber
Com uma formação com Lincoln (ou Valdivia quando voltar da Copa América) centralizado, Luan pela esquerda, Maikon Leite pela direita e Kleber no comando de ataque, Luiz Felipe Scolari terá um sistema ofensivo de mão cheia para vencer tranquilamente jogos em casa e beliscar uma ou outra vitória atuando como visitante (veja a Tábua da Salvação do Verdão ao lado). Quem perde a vaga no time atual? Wellington Paulista. O camisa 9 vai ter que voltar a ficar como opção no banco de reservas.

Já conhecemos o vigor físico e a capacidade de marcação de Luan. Maikon Leite não precisa ter a mesma performance na defesa, mas vai precisar fazer sombra e, no mínimo, perturbar o lateral-esquerdo adversário. Cicinho dá conta do recado, mas não é tão eficiente na marcação. Por isso a ajuda do atacante vai ser fundamental. No ataque, Kleber é hoje o melhor da posição atuando no País. Basta Maikon Leite encostar nele que as jogadas sairão naturalmente. E, mesmo jogando em casa, a grande arma do Palmeiras será o contra-ataque.

Para cravar o Palestra como o campeão deste ano, o time precisa ainda de um zagueiro para o lugar do medonho Leandro Amaro.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...