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sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013
Nadal e Massa: o ano para calar os críticos
Com lesão no joelho, o tenista Rafael Nadal ficou mais de sete meses sem jogar e voltou a atuar nesta semana no ATP de Viña del Mar, no Chile. Já o brasileiro Felipe Massa passou um semestre inteiro com atuações decepcionantes na Fórmula 1 e sendo ofuscado pelo seu companheiro de equipe. Os dois receberam muitas críticas no período e precisam provar neste ano todo o seu valor.
Embora enfrentem um panorama parecido, ambos vivem fases distintas. Questionado sobre depender exclusivamente de sua força física, o espanhol retornou às quadras estes dias, mas já mostrou sua força com três vitórias em três dias. Na estreia em simples no saibro chileno, o Toro Miúra bateu o argentino Frederico Delbonis. Hoje, ele enfrenta seu compatriota Daniel Gimeno-Traver, pelas quartas de final.
Pela chave de duplas, Nadal fez parceria com Juan Monaco, venceu uma dupla tcheca na estreia e derrotou o francês Guillaume Rufin e o italiano Filippo Volandri nas quartas. Na semi, eles enfrentam os argentinos Leonardo Mayer e Carlos Berlocq. E para alegria do torcedor brasileiro, na próxima semana, o espanhol estará em São Paulo para a disputa do Aberto do Brasil.
Com certeza, Rafa vai pegar bom ritmo de jogo nestes torneios do saibro para voltar a encarar as grandes feras do circuito nas principais competições que estão por vir. Para o bem do tênis tomara que ele consiga desafiar os tops Djokovic, Murray e Federer e vencê-los.
Já a situação de Massa começa melhor este ano. No primeiro semestre de 2012, o ferrarista ficou muito aquém do que poderia apresentar, teve péssimos resultados e sofreu com as especulações de que seria substituído por diversos pilotos. No entanto, Felipe virou o jogo no segundo semestre e foi mais constante, inclusive ajudando Fernando Alonso na briga pelo título.
Agora, é provavelmente a última chance do brasileiro de mostrar serviço na Ferrari e, em igualdade de condições, enfrentar seu companheiro de equipe, considerado o melhor piloto em atividade. Nos treinos de pré-temporada em Jerez de la Frontera, nesta semana, Massa andou durante três dias, foi o mais rápido nesta quinta e hoje dá lugar ao piloto de testes Pedro de la Rosa.
O desempenho na pista espanhola não diz muito, porque, como o próprio Felipe falou, as equipes trabalham acertos diferentes, com variações de combustível no carro e diferentes tipos de pneus. Entretando pode ser um sinal de um Massa psicologicamente forte para lutar por bons resultados. A real performance das escuderias e pilotos só veremos na abertura da temporada, em 17 de março, no GP da Austrália.
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
Sem limic para o apetic de Djoko
segunda-feira, 4 de julho de 2011
O bonde do sérvio sem freio

Quando despontou no cenário do tênis profissional, o sérvio mantinha como principais características a habilidade, a facilidade em se adaptar aos diferentes adversários e, principalmente, a irreverência. Justamente a mais marcante faceta de sua personalidade era o seu principal desafio. Isso porque Djokovic, jogando sem responsabilidade, dificilmente venceria jogos importantes contra Roger Federer e sua frieza suiça, Rafael Nadal e sua garra espanhola.
Durante a Copa Davis de 2010 que o tenista amadureceu e se tornou o monstro que todos estão vendo nessa temporada. O sérvio percebeu sua importância como símbolo de uma nova nação, absorveu a responsabilidade com maestria, começou a jogar com uma garra impressionante e conduziu, brilhantemente, o time ao título. Djokovic passou a jogar com os punhos cerrados, olhar sério e fixo e força e potência em todos os golpes. Ele nunca mais foi o mesmo menino brincalhão do circuito dentro de quadra, só fora dela.
Com um grande capacidade de adaptação, golpes mais profundos e pesados, o apoio da torcida e a capacidade de se divertir jogando tênis, Novak Djokovic começa a correr rapidamente na direção dos melhores da história, onde estão Roger Federer e Rafael Nadal, adversários que, até agora, não conseguiram segurar o sérvio.
quinta-feira, 23 de junho de 2011
Dentro e fora dos gramados de Wimbledon
Por Matheus Caselato
Nesta segunda-feira, foi dada a largada para a 125ª edição do mais nobre dos torneios de tênis profissionais. Durante as próximas duas semanas, jogadores, técnicos, jornalistas e torcedores frequentarão o quase sagrado solo do All England Club, local onde é realizado o torneio de Wimbledon, terceiro Grand Slam da temporada.
Em Queen's, tive a oportunidade de trabalhar no lounge dos jogadores, aquela área reservada para os atletas, seus técnicos e convidados. Por ser um lugar privado não consegui tirar muitas fotos. Ali é possível ver as personalidades de cada um. Lleyton Hewitt, por exemplo, é um excelente pai e seus filhos, todos loirinhos, bem conportados. Murray adora jogar pimbolin (e é muito bom). O gigante Ivo Karlovic come demais (quase torci o punho carregando o prato de macarrão dele). O americano Andy Roddick e sua mulher são muito simpáticos. Mas o que mais me chamou a atenção foi saber que a equipe da ATP é quase a mesma em todos os campeonatos, e os brasileiros são maioria. O que é de se estranhar já que os torneios nacionais são pequenos e os profissionais tão menosprezados. domingo, 5 de junho de 2011
Seis vezes Nadal

O espanhol Rafael Nadal mostrou neste domingo (5/6) que, apesar da recém sequência espetacular do sérvio Novak Djokovic, ainda é o melhor tenista do mundo. Nadal vinha de três derrotas em finais para “Djoko”, mas foi forte ao derrotar o suíço Roger Federer por 3 sets a 1 (7/5, 7/6, 5/7 e 6/1) e garantir o seu sexto título no saibro de Roland Garros (2005, 2006, 2007, 2008, 2010, 2011). Foi a quarta final entre os dois em Paris, todas com o mesmo vencedor.
Vale lembrar que Federer, hoje número 3 do mundo, desbancou na semifnal o favorito Djokovic, que estava a 43 partidas sem perder. Na ocasião, bastava uma vitória para o sérvio subir ao topo do ranking mundial, mesmo sem ser campeão. No saibro, porém, é o espanhol quem manda. Ele é dono da maior sequência de vitórias na superfície: 81 triunfos, de 2005 a 2007. Em Roland Garros, são 45 vitórias e só uma derrota.
Aos olhares de Guga (tricampeão do torneio), Nadal e Federer fizeram uma partida de altos e baixos, principalmente o suíço. Mais ligado no início, o número 3 abriu 5/2, mas não aproveitou as chances de fechar o set e acabou levando a virada do espanhol: 7/5. Federer, então, passou a errar muito. Conseguiu equilibrar o segundo set e levar a decisão para o tie-break, mas Nadal foi implacável ao abrir 4/0.
O terceiro set foi o mais emocionante. Nadal fez 4/2 e ficou bem perto do título. Mas Federer, enfim, resolveu mostrar seu talento. Com belas curtinhas, o suíço ganhou confiança e conseguiu virar, forçando o quarto set. O gás de Federer, porém, parou por aí. Nadal voltou a colocar mais intensidade no jogo e fechou com um contundente 6/1.
sexta-feira, 3 de junho de 2011
Quem não gosta de esporte, bom sujeito não é
Ruim da cabeça, dos pés ou das mãos, é impossível não ficar grudado na TV com tanta decisão rolando ao mesmo tempo. O Paixão Clubística, como o prometido, está em todas as canchas, quadras e momentos de aflição. Seja na Libertadores, na NBA ou em Rolland Garros, o esporte e as suas reviravoltas são garantias de emoção.
Em Buenos Aires, o Vélez Sarsfield entrou em campo com a difícil missão de superar a retranca do Peñarol. Desafio ampliado com o gol dos uruguaios ao 33 do primeiro tempo. O Vélez empatou ainda na etapa inicial e voltou a mil, atacando e pressionando ao som da sua torcida inflamada.
Com tanto ímpeto, os argentinos cederam o contra-ataque – uma das principais armas do Peñarol – e por muito pouco não pagaram por isso. Após um gol perdido pelos uruguaios, El Tanque Silva virou o jogo e fez valer a máxima do futebol: quem não faz, toma. Foi aí que o futebol mostrou a sua faceta irônica. Logo após o gol, o Vélez fica com um a menos, no entanto, pouco depois, o atacante Martínez brigou pela bola e arrumou um pênalti. Tudo resolvido? Que nada. O uruguaio El Tanque, ídolo da torcida, escorregou e jogou o sonho do bi para fora do gol. Peñarol na final contra o Santos.
Acompanhei toda a tensão da segunda etapa quando troquei de canal. Havia perdido o primeiro tempo do futebol, mas em troca acompanhava a final da NBA. Para onde voltei logo que os argentinos começaram a chorar.
Em Miami, o Dallas começou mostrando que o meu palpite de 4 a 1 para o Heat tinha sido um tanto precipitado. Os donos da casa, nesta quinta, tinham Wade mais inspirado que Lebron James. Com toda a sua frieza, Wade colocou o Heat em vantagem na segunda etapa. A quatro minutos do final, a diferença era de 9 pontos para o Miami Heat. Foi quando Jason Kidd e o craque Dirk Nowitzk entraram em ação, afinal, como fala o narrador da ESPN, Everaldo Marques, na hora da decisão, é bola para o alemão. Não deu outra, 95 a 93 Dallas, e final empatada em 1 a 1.
Fui dormir pilhado. Acordei já no clima de Rolland Garros. Em Paris, Nadal passou com tranquilidade por Murray, 3 a 0, parciais de 6/4, 7/5 e 6/4. Mas o clímax era mesmo a outra semifinal, entre o rei deposto Roger Federer e Novak 'the Joker' Djokovic.
O sérvio entrou em quadra com o objetivo de sair dela número 1 do ranking. Mas a grande ambição dele era outra. Invicto no ano e com a sequência de 43 jogos sem perder, Djoko vislumbrava bater o recorde de Guillermo Villas, de 46 partidas invictas. Pois é, camarada do Paixão Clubística, como você deve ter reparado, citei as pretensões de Djokovic no passado.
Federer foi par
a o duelo ciente do que devia fazer. Seu rival cresceu muito nos últimos tempos quando conseguiu controlar a irregularidade de seu forehand. Apesar de ser destro, o lado direito era o mapa da mina para os rivais. Federer sabia muito bem disso. Testou a direita de Djoko, que errou muito. No primeiro set, Federer soube reverter um 4/2, levou para o tie-break e foi soberano. A frieza no momento do desempate foi a chave para Federer. Depois de ampliar a diferença no segundo set, Federer caiu de produção e viu Djokovic voltar ao jogo. Parecia que o sérvio ia levar. Quebrou o serviço de Federer e teve o saque nas mãos para vencer o quarto set. Nao conseguiu. Permitiu mais uma reviravolta e acabou eliminado do torneio francês. Mais uma vez, teremos uma final entre Nadal e Federer. Aposto no suíço.
sexta-feira, 6 de maio de 2011
“Um jogador chato de enfrentar”

Como é bom ver o Brasil ganhar. Esta sexta-feira começou assim, com a aprazível sensação que o nossa mais nova promessa do tênis brasileiro, Thomaz Belucci, é imbatível. Corrijo-me enquanto há tempo: Thomaz Belucci está imbatível. Para os leigos, eu provo esta afirmação com fatos e números.
Esta semana ele atropelou nada mais nada menos que o britânico Andy Murray e o tcheco Tomas Berdyc, 4° e 7° colocados no ranking mundial (finalizo este texto antes da provável semifinal diante do sérvio Novak Djorkovic). Somente os mais céticos não acreditam que o brasileiro é forte candidato ao título Masters 1.000 de Madrid. Aprofundo-me ainda mais: Forte candidato a novo ídolo nacional.
O garoto de apenas 23 anos parece a cada torneio que disputa aumentar ainda mais a sua versatilidade dentro de quadra. “Um jogador chato de enfrentar”, assim o define Fernando Meligeni, ex-tenista brasileiro. Sem medo de estar cometendo um sério equivoco, digo que esta evolução se deve a um nome: Larri Passos. Sim, amigos, aquele mesmo Larri que levou o nosso maior ídolo do tênis, Gustavo Kuerten, a três títulos de Rolland Garros está lapidando este nosso novo diamante.
A cada ponto conquistado Larry comemora como se fosse um título de Rolland Garros. Talvez esta vibração intensa seja o que faz este filme se repetir no tênis brasileiro.

Para comentar a evolução no tênis de Tomaz Belucci, o Paixão Clubística ouviu Fernando Meligeni, o Fininho, ex-tênista brasileiro. Acompanhe o bate-papo.
P.C:Fininho, você vibrou muito com a vitória do Tomaz (Belucci) nesta manhã de sexta-feira?
F.M: Muito. Claro que a gente que já esteve lá dentro torce de uma maneira diferente, não de uma forma desvairada. É uma felicidade muito grande ver a evolução deste garoto.
P.C: Na sua opinião, o que mudou no Tomaz Belucci após a chegada do Larry Passos?
F.M: Hoje ele está muito mais encorpado tecnicamente. É difícil falar em responsabilidade, mas o Larry tem uma parcela gigantesca nesta evolução. Eles demoraram um pouco para se encontrar, mas, depois de uns três ou quatro meses, hoje ele é claramente diferenciado. Um jogador chato de enfrentar.
P.C: Nasce um novo ídolo brasileiro?
F.M: É cedo para responder, mas ele já conseguiu algo importantíssimo que foi trazer o tênis de volta à mídia. Hoje eu saí na rua e muita gente me perguntou sobre ele. Ele balançou o nosso esporte de forma positiva.
P.C: É possível compará-lo com o Guga, já que os dois foram treinados pelo mesmo treinador?
F.M: Eu acho o Tomaz (Belucci) mais agressivo que o Guga. Acredito que daqui a pouco tempo ele vai adotar uma outra filosofia de jogar com um pouco mais de responsabilidade e cautela.
P.C: Esse tipo de comparação, com ex-jogadores, pode prejudicá-lo?
F.M: Com certeza. Nós temos que perder a mania de sermos viúvas de ex-ídolos. O Tomaz é o Tomaz, o Fininho foi o Fininho e por aí vai.



