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segunda-feira, 4 de março de 2013

Nada como o futebol...

Mazembe faz mandinga antes de entrar para a história do futebol 

Por Tuca Veiga

Somente neste esporte que mexe com nossas vidas de domingo a domingo, de janeiro a janeiro, não se pode afirmar que o favorito vai sair vitorioso.

As semifinais do carioca são um ótimo exemplo de como o futebol nos reserva surpresas em cada um dos 90 minutos de bola rolando.

Quem poderia dizer que o atual campeão brasileiro, tido como um dos principais elencos do país, sucumbiria para um Vasco ainda em frangalhos, que busca no horizonte a esperança de dias menores?

E quem afirmaria que o Flamengo, em estado de graça, em pleno aniversário de 60 anos de seu ídolo maior, invicto no ano, tropeçaria justo no Botafogo, freguês eterno do rubro-negro, que pouco tem empolgado o seu torcedor?

Em outros esportes, situações como essa são raras de se ver.

Na atual fase do tênis, a taça tem poucos destinos. As mãos de Djokovic, Federer e Nadal se revezam para levantá-las na temporada do esporte.

Na Fórmula 1, só uma corrida na chuva, repleta de batidas pode fazer com que os favoritos não deem lugar aos coadjuvantes no pódio.

E o basquete? Como é raro ver uma zebra no esporte da bola laranja.

Bolt sempre chega na frente, Phelps bate (ou batia) antes, Izinbayeva salta mais alto, e por aí vai.

Por essas e outras, sentar à frente da tv para acompanhar um belo jogo de futebol é uma das maiores paixões mundiais.

Afinal, o Imponderável de Almeida – personagem criado pelo eterno Nelson Rodrigues – pode entrar em campo a qualquer momento.

É uma bola que desvia aqui e acolá e morre lá dentro. É um goleiro que acordou pronto para fechar a meta. É um treinador que resolveu dar um nó tático. Uma preleção que mexeu com os brios do time.

Pode ser de tudo.

Por isso o futebol é fascinante. Não é um baralho de cartas marcadas.

Ele permite que um time com menos investimento, com menos repertório, menos craques e menos oportunidades de gol tenha muito mais motivos para comemorar do que o adversário.
Nada como o futebol... 

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Camisa nove




Felipe Pugliese

São poucos os que têm vocação para vesti-lá. O número nove nas costas tem o peso calculado em arrobas. Quem não tem cacife, mas ousa tentar pode cair de quatro na grama e não levantar nunca mais. A pergunta que faço é: os clubes brasileiros estão bem servidos quando o assunto é o "matador"?

Em São Paulo, o Corinthians vai contra a realidade. Alexandre Pato vestirá a sete, mas tem bala para ser o dono da nove, hoje nas costas de Paolo Guerrero. Dois jogadores de altíssimo nível. O Tricolor tem o bom, velho e sempre eficiente Luís Fabiano. Barcos calou a todos e, para alguns palmeirenses, supera inclusive o ídolo Evair. No Santos, a aposta é no goleador André. Todos estão muitíssimo bem servidos. 

Contudo, o melhor do Brasil está no Rio de Janeiro. Fred é unanimidade. E paramos por aí. O Flamengo não tem mais Vágner Love e Liédson é um ex-jogador em atividade. Botafogo perdeu Elkson (que mesmo usando nove nunca foi digno da numeração) e aposta no garoto Bruno Mendes. Não consigo entender como dispensou Loco Abreu. O Vasco deixou Alecsandro sair e agora vive sem o centroavante. O quadro preocupa. 

Em Minas Gerais, Jô mostrou não ser apenas aquele cara irresponsável e baladeiro. Dentro da área sabe se virar bem, tanto pelo alto quanto no pivô. Já o Cruzeiro ainda acredita em Borges. Perda de tempo. 

No Sul, o cardápio oferece atrações saborosas. Marcelos Moreno e Leandro Damião cheiram gol. Enquanto isso no Norte e Nordeste o nível cai: Souza, Roger, William... enquanto isso Deivid irá fazer muitos gols pelo Coxa, ainda mais com Alex de garçom. 

Quem tem, tem. Quem não tem precisa correr atrás. Atrás de quem?

Diego Tardelli é "o cara", mas também "o caro". Reinteria... por que não? Recorrer a algum argentino, como Viatri, pode ser uma boa solução. Ricardo Oliveira ainda dá caldo. 

Não precisa ser de placa, o que o brasileiro quer é ver gol...

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Os acertos e erros do mercado do futebol


Por Tuca Veiga

Janeiro é época de ir às compras. Uns acertam mais, outros menos. Vamos ao balanço...

Em São Paulo, o Tricolor é quem mais adquiriu jogadores para a nova temporada.

A contratação de Lúcio é o carro-chefe. Wallyson, pouco comentado e festejado, tem bola para ocupar a vaga deixada por Lucas.

A venda do craque deixa uma lacuna, mas com a grana que chegou esperávamos jogadores mais top de linha. Vargas, se fechar, coloca o time em outro patamar.

Já a grande contratação do futebol brasileiro foi feita pelo campeão mundial.

O Corinthians aposta em seu departamento médico para deixar o craque Alexandre Pato em ponto de bala para deitar e rolar.

Renato Augusto e Gil também são boas aquisições. No entanto, não sei se a diretoria acertou em colocar tanta grana (3 milhões de euros) na chegada de um zagueiro que vai brigar por posição.

Na Baixada, Montillo assumirá a camisa eternizada pela magia do rei do futebol. Uma cartada e tanto.

Montillo, Neymar e André vão fazer um belo trio.

Sorte de Marcos Assunção, que saiu do naufrágio alviverde para bater muitas faltas sofridas pelo craque do nosso futebol.

Porém, ai porém, a novela Nenê teve um final triste. Após quase parar na Vila, optou pelas verdinhas dos sheiks do Qatar. Ruim para o Santos, pior para Nenê.

No Palestra, o caso Assunção ainda causa debates entre os palmeirenses. E aí, quem errou?

Acho que os dois. O Palmeiras por oferecer menos do que já havia proposto meses antes. O jogador por querer ganhar quase meio milhão de um time recém-rebaixado.

Mas o goleiro Fernando Prass é um belo nome, assim como o lateral Ayrton.

No Rio, o campeão brasileiro Fluminense optou pela manutenção do elenco. Não perdeu ninguém e só contratou jogadores para composição de elenco.

Quem tem se movimentado bastante, recentemente, é o Flamengo.

Eu vinha aqui elogiar o clube. Primeiro por não entrar em aventuras como a contratação de Robinho. Segundo pelas aquisições de Elias e Gabriel – ótimos jogadores.

Mas a perda do artilheiro do amor foi um balde de água fria para os rubro-negros.

Já na nau vascaína, só Dedé ainda não abandonou o barco. Time sem grana e sem contratações que animem o torcedor.

O zagueiro e ídolo é visto como o pilar da reconstrução do time. Contudo, uma boa venda de Dedé poderia render em contratações de peso. Timão está de olho.

No Botafogo, muita movimentação e a incógnita de sempre. Ano novo, vida nova? É esperar para ver.

O time trocou de lateral-esquerdo e saiu ganhando. Julio Cesar é melhor que o M. Azevedo.
 Na zaga, trocou F. Ferreira por Bolívar. Seis por meia dúzia.

No ataque, perdeu Elkeson e contratou Henrique. Creio que perdeu.

Em Minas, vimos o único time que optou pelo velho e duvidoso pacotão: o Cruzeiro.

Após perder Montillo, o time foi com tudo ao mercado. Diego Souza é o principal nome. 

Bruno Rodrigo é um zagueiro médio. Éverton Ribeiro pode dar caldo, foi bem no Coxa. Nilton é um volante esforçado, Henrique voltou, Lucca – machucado – é uma promessa e Dagoberto quer reeditar dupla de algum sucesso com Borges.

Time celeste contrata para dar esperanças ao torcedor, que viu um time fraquíssimo em 2012 e ainda por cima tem acompanhou a franca ascensão de seu rival.

Pelos lados do Galo, o que mais animou o pessoal foi o regresso do veterano Gilberto Silva. Alecsandro e Rosinei também são nomes interessantes para formação de elenco.

Mas bom mesmo foi a manutenção da joia Bernard e do craque Ronaldinho.

No Sul, o Grêmio, que vai para a Libertadores com um time envelhecido, não optou por rejuvenescer o grupo. Os veteranos Dida e Cris chegam para ajudar o “pojeto do pofexô Luxa”.

Já o Inter, diferente de outros anos, pouco se mexeu no mercado.

Contratou Caio (ex-Fogo), Vitor Junior, Willians e só falta assinar com Felipe Bastos, do Vasco. Muito trabalho para Dunga, provavelmente o maior reforço do Colorado.

No mais, fica a expectativa para o futebol que Alex vai mostrar no Coxa. 

O jogador que foi a menina dos olhos de todos os times em tempos de transferências voltou para casa e vai reencontrar Deivid, com quem brilhou no Cruzeiro e na Turquia.

Já Riquelme, palmeirenses, atleticanos e tricolores do Rio, desencanem vai, tá velho, é caro e ruim de grupo. Acho que não tem mais lenha pra queimar.

Ainda nesta semana analisaremos o mercado dos times nordestinos.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

É esperar para ver...



Marquinhos, de campeão da Copinha à titularidade na Roma

Por Felipe Pugliese


Abrem-se as cortinas, (re)começa o espetáculo. É parafraseando um dos gênios do microfone – Fiore Giglioti – que peço permissão para dizer: ainda bem que existe a Copa São Paulo de Futebol Júnior.


Muitos torcem não apenas o nariz, mas a face inteira para o tradicional torneio que tem o Corinthians como maior vencedor. Os argumentos são válidos, mas inconvincentes para este que vos escreve: virou vitrine para empresários, bla, bla bla...


Obviamente que a competição poderia ser um pouco mais enxugada. Contudo, tirá-la do calendário seria um homicídio doloso contra o futebol e, acima de tudo, contra a economia da modalidade. Pegamos alguns exemplos da última edição para comprovar tal tese.


Começamos pelo Rio de Janeiro, mais precisamente em General Severiano. É o Botafogo que vamos usar de exemplo.  O zagueiro Dória marcou alguns gols na Copinha, subiu para o elenco principal, virou titular e agora está praticamente negociado com a Juventus da Itália. Oito milhões de euros. Muita grana. Logo, logo Marcos Júnior, do Fluminense, seguirá o mesmo caminho.


Em São Paulo, o tricolor acaba de lucrar uma bolada astronômica com Lucas, que na Copinha de 2011 era Marcelinho. Apostar em Negueba, revelação em 2010 pelo Flamengo foi outra tentativa. Já do elenco octacampeão corintiano, o zagueiro Marquinhos já é titular na Roma e Giovanni parece ser lapidado por Tite.


No Sul o Internacional mostra ser um dos times que mais sabe aproveitar a competição. Revela muito e ainda por cima contrata destaques de outros times, principalmente do Desportivo Brasil – clube que pertence à Traffic e revela excelente jogadores.


Enfim, é esperar para ver...


Obrigado por existir, Copinha. 

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Botafogo - O que acontece com o time do quase?

Por Luiz Felipe Fogaça

“Ainda pior que a convicção do não, é a incerteza do talvez, é a desilusão de um quase. É o quase que incomoda, que entristece, que mata, trazendo tudo que poderia ter sido e não foi”. A citação de Luis Fernando Veríssimo, pode resumir o sentimento de um botafoguense nos últimos anos.


A apatia que toma o semblante dos que amam o time da estrela solitária parece não ter fim. E ano após ano vem piorando. Se não bastasse a tristeza com o próprio Botafogo, os alvinegros ainda têm que ver seus rivais viverem tempos de glória. Até o Flamengo, que quase caiu neste ano, conquistou o Brasileirão recentemente.

Tamanha indiferença é justificável. O time se reforça bem, como fez esse ano com Seedorf e Andrézinho. Se  em algumas posições o elenco deixa a desejar, o primeiro time tem qualidade e é melhor que o Palmeiras que conquistou a Copa do Brasil deste ano, por exemplo.

É bem verdade que existe um abismo de qualidade entre os jogadores de defesa e os do meio e ataque. Fábio Ferreira comandando a zaga é de dar medo em qualquer um, entretanto, ainda assim o time tinha que exercer melhor papel nos campeonatos que disputa.

A diretoria planeja, não interfere, paga em dia, faz tudo o que está ao seu alcance para que a paz reine em General Severiano. Vontade não falta, porém na hora h o time trava, parece que não vai, chega a desaprender a jogar bola.

Fatores psicológicos não podem ser os grandes culpados pela ausência de títulos, ainda mais em um time que se renova.

O que falta? O algo a mais, o brilho no olho, a bola que bate na trave entrar, falta o algo a mais.  Haja superstição para superar o jejum de títulos do clube, que vê o longínquo 1995 como ano de sua última grande conquista, com Túlio maravilha ainda no auge de sua forma. 

O cenário pinta como um dèjá vu na cabeça dos botafoguenses, que veem o time contratando, começando bem, botam esperança que esse ano vai, esse ano ninguém segura, mas as esperanças se esvaem e caem por terra abaixo.

Qual a solução? Essa pergunta incomoda os cartolas e torcedores, que não veem a hora de voltar a gritar campeão. Talvez a aposta em um técnico novo para evitar mais do mesmo. Chega de Caio Junior, Oswaldo - chega até do bom Cuca. A aposta em novos valores, principalmente na zaga, para mesclar com os medalhões e bons jogadores do time, podem trazer bom resultado. 

Enquanto não encontra a solução, o torcedor do time da estrela solitária continua saudoso, se lembrando dos tempos de glória, procurando um novo Garrincha,  um novo Túlio, e novas superstições. Esperando em breve retomar o caminho da glória.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

O imortal não pode jamais voltar ao cemitério

Ousaram a dizer que Luxemburgo estava morto para o futebol. Ele renasceu junto com o imortal.

Por Felipe Pugliese

Comecei a escrever sobre o desastroso segundo semestre do Santos. Parei. Faltaram argumentos. Se contra fatos não há esse tal de argumento, contra Neymar ele também desaparece. Me veio na cabeça, então, dedicar minhas palavras aos gringos Seedorf e Forlán, decisivos na quarta-feira. Será mesmo que merecem confetes?

Depois de muito pensar, chego a um destino final: vou escrever sobre um time que passou perto da fila do velório, mas se recusou a entrar no caixão. O Grêmio é imortal! O Grêmio acordou para vida!

Ah, como é bom escrever sobre o Grêmio. Sei que a maioria daqueles que vão ler é possuída por um fanatismo sádico.

O Tricolor não ressuscitou sozinho, trouxe com ele Vanderlei Luxemburgo. Ninguém dava mais um tostão ao “profexô”. “É ultrapassado”, diziam os mais lunáticos. Quem sabe, sabe... e Luxa sabe muito.

Outro fato importante é que a diretoria percebeu que a grandeza do time gaúcho era digna que Marcelos Morenos, Kleberes, Zé Robertos, Elanos, Fernandos.... que timaço foi montado. E ainda tentaram PH Ganso.

Papar o Brasileirão vai ser difícil, diria impossível. Mas a Sul-Americana está aí, dando sopa ao time do Luxa. 

Vamos torcer para Fábio Koff, novo mandatário, seguir a cartilha adotada em 2012. O imortal não pode jamais voltar ao cemitério que hoje residem Botafogo, Cruzeiro...

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Abram os olhos


Por Felipe Pugliese


Estou farto de ouvir que o Santos é o melhor time da América. É o campeão da Libertadores, por isso deve ser considerado o maior do continente. Na teoria, tudo lindo... mas na prática o futebol mais bem jogado não pertence ao futebol brasileiro e sim ao chileno. A Universidad de Chile vive o melhor momento da sua história.

Eduardo Vargas, craque do time, foi vendido por mais de 11 milhões de euros ao Napoli. Outro grande jogador do clube chileno é o lateral-esquerdo José Rojas que, pelo andar da carruagem, deve reforçar o Botafogo em 2012. E é aí que mora minha inquietação.

Onde estão os “dirigentes” dos clubes paulistas que não vão atrás de um jogador como esse. O cenário será o mesmo que o da novela Corinthians/Montillo. O cara arrebenta no time do Chile, aceita qualquer proposta brasileira e depois de um ano tem o seu passe estupidamente valorizado.

Abram os olhos, o bom futebol pertence a La U e grandes jogadores estão dando sopa por lá.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Pelos lados do Tricolor, ousadia é a palavra correta


Por Felipe Pugliese


É todo ano a mesma coisa. Há quem critica, mas a verdade é que a grande maioria adora. O período de especulações do mercado da bola é fundamental. Neste final de ano poucos clubes do Brasil acertaram boas contratações antes da virada do ano. Grêmio e Internacional saíram na frente com os “melhores” reforços.

Pelos lados do Tricolor, ousadia é a palavra correta. Altos investimentos em nomes que dificilmente não darão certo. Kleber “Gladiador” é a cara do novo clube. Marcelo Moreno é um centroavante de nível internacional e de excelente presença de área. Se o fechar com o zagueiro Henrique o Grêmio terá um elenco para brigar por títulos em 2012. A Copa do Brasil é o alvo.

O Internacional gastou menos, até porque já tem uma base montada. Dagoberto é titular em qualquer clube do Brasil. No São Paulo foi muito bem, contudo a torcida do time paulista é uma das mais ingratas do Brasil. O atacante chega ao clube gaúcho para formar um quarteto que promete... D’Alessandro, Oscar, Dagoberto e Leandro Damião.

Enquanto isso no Rio de Janeiro o Botafogo trata a chegada de Andrezinho como se fosse o novo Gerson. É bom jogador, mas ao mesmo tempo extremamente irregular. O Flamengo perdeu Thiago Neves, seu melhor jogador da temporada. Fluminense e Vasco estão no caminho que parece mais seguro.

Em São Paulo o Palmeiras ilude seu torcedor. Diz que grandes reforços chegarão e sofre para fechar com o “craque” Ariel. No Tricolor paulista nomes desconhecidos e no Corinthians nada de novo.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

“O.O”

Por Felipe Pugliese



O nome dele é Oswaldo de Oliveira, para os críticos mais íntimos simplesmente “O.O”. Foi campeão do mundo, bicampeão brasileiro, além de outras conquistas importantes. O currículo não deixa dúvida: é bom treinador! Porém, temo em não acreditar que tem todo este potencial que seu passado no futebol brasileiro insiste em mostrar.


No Corinthians Oswaldo pegou uma máquina em mãos. Vanderlei Luxemburgo montou um dos melhores times da história do Timão (Gamarra, Rincón, Vampeta, Marcelinho, Ricardinho, Edílson, Luizão...) e seu interino na época deu sequencia ao trabalho. Aquele time não precisava de treinador.


No Vasco pegou um time com Romário, JuninhoS e outros craques. Papou a João Havelange sobrando em campo. E mesmo assim Oswaldo sempre foi contestado pelo seu estilo medroso.
Pois bem, caros leitores, eu acredito que o profissional muda e evolui, mas jamais perde suas manias. Osvaldo foi para o Japão e virou ícone para orientais. Tem até biografia. Chegou a hora de voltar para o Brasil e acredito ter escolhido o clube errado, assim como fez Caio Jr.

Talvez o treinador precise de um tempo para se adaptar e colocar em prática o que aprendeu no exterior. A diretoria do Botafogo já demonstrou que paciência não faz parte do seu “planejamento”.

Resta aguardar para ver se O.O realmente voltou diferente e terá capacidade de diferenciar um clube que todos os anos parece igual.

sábado, 10 de dezembro de 2011

O final feliz do Maracanaço


Por Leandro Chaves

Amigo internauta, o Paixão Clubística abre hoje uma série de textos em homenagem aos eleitos como melhores do Brasileirão 2011.

E lá vamos nós, com a difícil missão de falar sobre o que é ser o número UM, o primeiro de todos. Aquele que fica tão solitário com tamanha distância aos demais. O que vai de herói a vilão em alguns segundos e vice-versa. O estraga prazer da maior emoção do futebol. O guardião do lugar mais cobiçado entre todos os jogadores. Essa é a vida de um goleiro e certamente foi a vida de Jefferson ao longo do temporada.

Ainda que eu discorde e ache que Fernando Prass, do Vasco, é quem deveria ficar com o troféu. Acredito que a premiação da CBF acabou sendo, de certa forma, uma maneira de não contrariar as últimas convocações de Mano Menezes. Mas é exatamente neste ponto que brindo ao ótimo Jefferson.

O arqueiro do Botafogo, certamente, viveu sua melhor temporada embaixo das traves. Fez belíssimas defesas e chegou ao auge com três atuações impecáveis com a camisa da Seleção Brasileira. Em uma delas pegou até pênalti, contra o México e fez o Brasil sonhar em reescrever uma histórica trágica, com um final feliz. Como?

Novamente um goleiro negro, novamente uma Copa do Mundo em casa. Mais uma vez o Maracanã lotado, mais uma final. De novo o camisa um é carioca. Se Barbosa foi o maior injustiçado em 1950 e se tornou o vilão da tragédia brasileira, 2011 nos faz sonhar com Jefferson podendo ser mais um dos heróis do Hexa, em 2014.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

O que tem na cenoura do Coelho?

Por Lucas Bueno

Assim como Popeye, que come espinafre no final dos episódios para salvar sua amada das malvadezas de Brutus, o Coelho, mascote do América-MG, utiliza-se do mesmo recurso do marinheiro animado para ganhar uma sobrevida nesta reta final de Campeonato Brasileiro.

Virtual rebaixado há três rodadas, a equipe venceu o Corinthians, o Fluminense e agora o Botafogo, que estão no G-5 do Brasileirão. Alguma substância mágica, certamente, foi acrescentada na cenoura do Coelho para que essas vitórias consecutivas acontecessem. Superação, honra e confiança podem ser os ingredientes.


O time estava no limbo e agora sonha com a permanência na elite do futebol brasileiro. Givanildo Oliveira e seus comandados tiram a cada rodada um coelho da cartola. Mas, esses nove pontos ganhos seguidamente, e com muitos méritos, poderiam ter sido conquistados contra adversários diretos na luta para evitar o rebaixamento, como: Ceará, Cruzeiro e Atlético-MG, aqueles famosos jogos de seis pontos. Ganhar dos líderes tem um peso enorme para o restante do campeonato, mas na situação em que se encontra o América-MG, era mais confortante se os mineiros vencessem as equipes da parte de baixo da tabela.


Fábio Júnior, Kempes e o bom meio-campista Rodriguinho vêm aí! E quem segura o América-MG? O São Paulo, no Morumbi, o Atlético-PR, em Sete Lagoas (adversário direto do Z-4) e Atlético-GO, em Goiânia, são as próximas vítimas do Coelho. 

Igualmente como o marinheiro Popeye, o América se fortaleceu no apagar das luzes, porém acordou tarde demais. E diferentemente dos desenhos animados, essa história de superação não terá um final feliz. A cenoura do América-MG não manterá todo esse poder e os mineiros, na minha opinião, jogarão a Série B em 2012!

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Pau que nasce torto se endireita?


Não é a primeira vez que o Paixão toca no assunto Jobson e, provavelmente, não será a última. O atleta foi suspenso mais uma vez por doping – desta, pela corte arbitral – e ficará seis meses fora de atividade.
A suspensão passou um pano na decisão do Bahia de dispensar o jogador, que vinha sendo o principal nome da equipe no campeonato. A queda de produção do tricolor baiano foi imediata, refletindo inclusive na demissão de Renê Simões, ex-treinador do clube. Vale lembrar que a decisão do time baiano foi tomada após uma votação envolvendo todo o elenco, que já estava farto de ver Jobson chegando atrasado e alcoolizado na concentração.
Jobson é um jogador talentoso, forte fisicamente e com a frieza inerente aos artilheiros. Não treme quando está na cara do gol. Se fosse um cara comprometido e percebesse que o bonde está passando, Jobson poderia ser destaque em tudo quanto é time do Brasil.
O Botafogo – clube que tem o passe do atacante – sabe muito bem disso. Suspenso por seis meses, Jobson receberá a última chance, a última mão estendida do alvinegro. O jogador escutará, em reunião que deve acontecer nesses dias, uma proposta de tratamento para que consiga se reabilitar. Agora resta saber de Jobson o que ele quer da vida e do futebol.
OUTRO LADO DA MOEDA
Outrora Animal, Edmundo recebeu, enfim, a notícia que tanto esperava: o ministro do Superior Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, concluiu que o caso do acidente sofrido pelo atleta, em 1995, e que resultou em três mortes, já prescreveu. O que acho justo, embora saiba – como o próprio jogador sabe – que a dor da família das vítimas jamais passará, e não passaria com ele atrás das grades.
Edmundo é uma prova de que o ser humano evolui, amadurece. Hoje ele está longe de ser aquele jogador intempestivo, de declarações fortes, jogadas violentas e atitudes típicas dos atletas ‘bad boys’, que sempre vão existir.
O ex-atacante está de parabéns, pois é um cara que se não tivesse sido salvo pelo futebol certamente teria caído no mundo do crime. Mas não caiu, não sucumbiu e, hoje, pode (e deve) servir de exemplo para Jobson.

sábado, 10 de setembro de 2011

O líder cresce na hora do "vamo vê"


Nunca fui o maior fã dos pontos corridos, pois acho que falta aquele clima de final de campeonato, aquela ansiedade, o país todo voltado para o mesmo jogo, mesmo quando não é o seu time que está em campo. Reconheço os argumentos dos favoráveis, mesmo não concordando que justiça tenha muito a ver com futebol.
Uma frase que se tornou clichê na era dos pontos corridos é aquela que diz que “todo jogo é uma decisão”. E, de fato, os três pontos têm o mesmo peso aqui e acolá. Outro termo que faz parte dos jargões do esporte bretão é o dos tais “jogos de seis pontos”. Pegou concorrente direto, jogo de seis pontos.
Líder do campeonato desde a sétima rodada, o grupo do Corinthians mostra entender muito bem o que é o Brasileirão. Nas partidas realmente decisivas, contra adversários que disputam a ponta da tabela, o Timão tem entrado em campo disposto a fazer e acontecer. Não é a toa que todos os concorrentes ao título já perderam para o líder. Perderam não, foram atropelados.
O primeiro a sentir a força dos comandados de Tite foi o rival São Paulo, 5 a 0, no Pacaembu. O Vasco perdeu de virada, por 2 a 1, em um jogo em que a dupla de volantes do Corinthians – convocada por Mano – só faltou fazer chover. O líder também é o único time a bater o Fogão (melhor mandante da competição) no Rio de Janeiro, por 2 a 0, na partida que Júlio César luxou o dedo.
E, por último, o “Jogo da Massa”. O encontro do bonde com o bando. Uma vitória que ficará marcada se o Corinthians conquistar o pentacampeonato. Inter e Flu também já sucumbiram. Das equipes do andar de cima, a única a derrotar o Corinthians é o arquirrival Palmeiras. Se não encarnar o Robbin Hood novamente, o Timão tem tudo para levar a taça este ano. Mas, para isso, terá de fazer diferente do que fez no ano passado, quando deixou o título de mão beijada para o Fluminense.
(Clique nos links e assista aos melhores momentos)

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Elkeson e mais 10!

Elkeson é a estrela que mais brilha no elenco do Botafogo
Por Igor Caitano

Após 19 rodadas, podemos avaliar os times e tirar algumas conclusões. Por exemplo: quais foram as melhores contratações da primeira parte do Campeonato Brasileiro? Sem sombra de dúvidas, para mim, foi Elkeson, muito bem em todos os jogos do Botafogo. A maioria dos gols do time tem saído dos pés desse meia nascido no Maranhão, mas revelado pelo Vitória-BA. Ao todo, já marcou oito gols, além de fazer muitas assistências para Loco Abreu e Herrera.    

Hoje o Elkeson é o cara do Botafogo, mesmo em um time que tem Jefferson, Herrera, Maicosuel e Renato, outra boa contratação do clube carioca. E não é que esses jogadores citados estejam mal, não. O time todo tem mostrado um bom desempenho e, no Botafogo do técnico Caio Júnior, Elkeson não é a estrela solitária, mas apenas a que mais tem brilhado.

E olha que o meia só fechou com o Botafogo após duas negociações frustradas com Palmeiras (Felipão o queria a qualquer custo na Copa do Brasil e mostra que estava certo!) e Fluminense. Mas assim como na repatriação de Renato, que contava com forte concorrência de São Paulo e Santos, o Bota levou a melhor. Resultado de um bom planejamento da diretoria. Por isso, não é à toa que o time finalizou o turno numa sólida 4ª posição, a apenas três pontos do líder Corinthians e à frente de times como Palmeiras, Internacional, Cruzeiro, Grêmio e Fluminense.

Acredito seriamente que o Botafogo seja forte candidato a uma das vagas para a Copa Santander Libertadores. Para isso, precisa manter esse planejamento sério, com confiança em seu técnico e melhorando o desempenho fora de casa, já que como mandante tem um rendimento exemplar, sem perder nenhuma partida no Engenhão (sua única derrota no Rio foi em São Januário, e ainda para o Corinthians). E para finalizar, em uma Seleção Brasileira que dá chances para Fernandinhos, Jádsons, Renatos Augustos e outros "ilustres perebas", seria precipitado dar uma oportunidade a Elkeson?

PC escala a seleção do primeiro turno

Terminado o primeiro turno do Brasileirão, hora de escalar a seleção da primeira metade do campeonato. O técnico PC pega sua prancheta para colocar em campo os 11 melhores e, para isso, contou com a ajuda dos votos de seus colaboradores.

Logo no começo da apuração foi necessário estabelecer um critério de desempate, pois o botafoguense Jefferson, mesmo servindo à Seleção, terminou com os mesmos votos de Fernando Prass, do Vasco. O goleiro de nosso time, pois o Vasco está na frente do Botafogo. Felipe e Marcos também foram lembrados.

Nas laterais temos Cicinho, do Palmeiras, e Ávine, do Bahia. Léo Moura e Egídio esquentam o banco. Na zaga Dedé foi barbada. O que confesso não entender é a presença de Chicão, mas já que ele está lá, fica com a braçadeira de capitão pela experiência. No meio-campo Ralf carrega o piano junto com Casemiro, que conseguiu desmanchar por um voto a dupla de volantes do líder do campeonato.

Para articular as ações ofensivas, PC colocou o garoto Elkeson, em grande fase no Fogão. Ao seu lado o jogador mais votado de todos: Ronaldinho. R10 permite à PC solucionar um impasse proposto por seus conselheiros, que não souberam decidir se o time joga no 4-3-3 ou no 4-4-2. Na frente, nada de Neymar. Dois centroavantes típicos terão a função de fazer a festa da rapaziada: Leandro Damião, o melhor centroavante do Brasil, e CyBorges – programado para marcar.

Todos os técnicos terminaram empatados, então escolhemos Ricardo Gomes, em forma de homenagem e energia positiva.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Tudo velho se fez

Um jovem que aparentava sinais de mais um recomeço no futebol. Sinais de arrependimento e mudança, principalmente mudança.

110 dias se passaram e o tempo mostrou que tudo nada mais era que apenas mais uma tentativa fracassada. As palavras são fortes, mas demonstram a indignação de um daqueles que acreditavam em um novo Jobson em sua chegada ao Bahia. Contudo, tudo velho se fez.

Uma curta volta ao tempo: Ele despontou no Botafogo. Fez o torcedor alvinegro relembrar a época de Donizete Pantera e Túlio Maravilha. Os gols no Fogão levaram Jobson ao Cruzeiro, porém as drogas o impediram de estrear pela raposa. Jobson ficou afastado do futebol por seis mês após ser pego no antidoping no Brasileirão de 2009.

O futebol não guarda rancor e tem um coração bondoso e, como um amigo que confia na recuperação do necessitado, o Botafogo novamente abriu as portas a Jobson. Mais uma vez a indisciplina venceu, o “garoto encrenca” arrumou as malas e partiu para o Atlético Mineiro. A recíproca de gratidão com os mineiros não foi verdadeira e o atacante deixou clube alegando não estar contente.

Foi então que surgiu mais um personagem neste dramático enredo envolvendo o, até então, desorientado jovem atacante. Com fama de matador Jobson chegou ao Bahia. Lembro ter formado a seguinte opinião: Será algo maravilhoso para as duas partes. Não foi!

Jobson agora foi afastado também do Bahia. Há quem diga que ainda não podemos crucificá-lo, pois é jovem. Sim, mas até quando o futebol será generoso com este moço? O problema, desta vez, não são as drogas, mas bebidas, mulheres e atrasos. A diretoria do Bahia agiu corretamente. Abrir exceções a jogadores como Romário, Ronaldo e outros deste mesmo cacife é uma coisa, porém Jobson nunca provou nada no futebol.

O mais triste é abrir os jornais e ver que já há vários clubes das Séries B e C atrás desta grande encrenca, mesmo ele podendo atuar apenas por alguns clubes do Rio de Janeiro. Vale lembrar que o resultado de seu julgamento pelo caso de doping em 2009 sai no próximo dia cinco de setembro.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Caio Júnior tem o melhor custo-benefício do Brasileirão

Torcida do Bahia vibra com gol no confortável Estádio de Pituaçu
Do enviado especial a Salvador

Na tarde do último domingo, no Estádio Metropolitano de Pituaçu, em Salvador, o Bahia empatou com o Botafogo por 1 a 1, em jogo válido pela nona rodada do Brasileirão. O time carioca dominou toda a partida e teve as melhores chances. Apesar do elenco limitado, em que os craques são Elkeson e Maicosuel, o treinador Caio Júnior conseguiu colocar o Fogão na disputa.

O técnico recebe "apenas" R$ 300 mil por mês e comanda o time que ocupa a 5ª colocação na tabela. Caio Júnior, no Palmeiras, mesmo ainda tirando xerox, levou a equipe de Palestra Itália até a Libertadores de 2008. No ano seguinte, no Flamengo, quando já tirava um cafezinho, chegou a receber propostas do mundo árabe quando liderava o Certame Nacional. Agora, no Botafogo, o estagiário foi, enfim, efetivado. Caio Júnior é um técnico de ponta e custa pouco.

O Alvinegro não vai lutar pelo título, mas se mantiver a regularidade pode até beliscar uma vaga na Libertadores. E olha que muitos cronistas apontamos o time da estrela solitária como candidato ao rebaixamento.

Ataque do Bahia é tão ruim quanto a cerveja de lá
E que me desculpem os torcedores do Bahia, mas o único time do estado que está na primeira divisão é péssimo! Foi sofrível assistir ao jogo no meio da torcida do Tricolor de Aço. 33 mil pagantes, a melhor média de público do torneio e, em campo, o que se via eram jogadores sem qualidade técnica para criar uma jogada. Só dava Botafogo. Caio Júnior armou um esquema de valorização da posse de bola que até Parreira, o mestre dessa arte, aplaudiria.

Para se ter uma ideia, o único jogador do Bahia que teria espaço nos times de São Paulo é o zagueiro Titi, que foi muito firme em todas as jogadas. Um time que precisa de Lulinha, Jancarlos, Ricardinho, Maranhão e Júnior para marcar gols deve se preocupar, e muito, com o rebaixamento. Quando Jóbson não joga, só uma bola parada pode salvar o Tricolor Baiano.

Último passe 
A corintianada não vai gostar! O (antes MEDONHO) Fábio Ferreira, do Botafogo, tá jogando muita bola e já é ídolo no Rio de Janeiro. Zagueiro seguro, que vai bem por baixo e nas bolas aéreas, sabe sair jogando e ainda ajuda o ataque. Pra finalizar, um dos lances mais bizarros que já presenciei num estádio de futebol: o chute no vácuo de Maranhão. O cara vai ficar 15 dias sem jogar por ter deslocado o cotovelo. Me ajuda aí, Maranhão!

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Talvez, quem sabe...

Assim são Botafogo e Vasco: ex-pequenos/médios rumando para grandeza, casa na qual moraram há tempos atrás. Porém, o alerta: pode não ser mais o que já foi. Explico.

Claro, as críticas e as descrenças ainda rodeiam esses clubes - há anos. E não é para menos. Rebaixados, endividados, colocados de lado, à margem da maior parte das disputas nacionais, e o pior, tudo culpa dos próprios clubes, culpa apenas dos próprios Botafogo e Vasco, mais ninguém.

Por fim então ficou uma linha no tempo, um rastro marcante de seguidas ausências: falta de investimento, de competência, resultando no pior para o torcedor: ausência de times, ambos, que fossem competitivos, que levassem consigo a premissa da esperança real e concreta de vitória.

Grandes, foram se apequenando. Clubes pomposos, de camisas históricas, foram desbotando feito papel velho. Ultrapassados. Mas isso foi, não é mais verdade. Ou melhor, apenas talvez não seja mais. Talvez! Veja bem, apenas um talvez, ainda tímido, cheio de vergonha em se fazer ver. Pois bem, talvez esses times, de Botafogo e Vasco, sejam dotados de certa capacidade para vencer.

São candidatos ao título do Brasileirão? Não. Mas o Vasco o era frente ao Coritiba, de ataque fulminante, ou ao São Paulo, de Lucas, ou ao Flamengo, de Thiago e Ronaldinho, na Copa do Brasil? Também não.

Botafogo, lentamente, quase parado, se movendo na velocidade em que a Terra gira, e Vasco, timidamente, com Dinamite à frente, com uma política oposta à ditadura de anos de um deputado. Esses são dois grandes tentando ser grandes de novo.

O Botafogo venceu o Coxa, em sua mini crise pela derrota para o Vasco, que ainda de ressaca pelo título da Copa do Brasil e em êxtase pela volta de Juninho, apenas empatou em casa contra o Figueirense. Um em quinto, o outro em sétimo. Máquinas de vencer? Não. Barcelonas da Guanabana? Bebeu, foi?

Ainda assim, mesmo precisando ter lupa para enxergar os avanços, eles existem. Mas, passos mínimos que esses são, o tempo ainda precisará correr para que notoriamente o Vasco, de Felipe, Juninho, Bernando e Diego Sousa, e o Botafogo, de Loco Abreu, Herrera, Maicossuel, Elkeson e Renato, sejam reconhecidos como times fortes. Precisam mostrar mais, jogar mais, vencer mais, se colocar de pé verdadeiramente.

O clássico contra o Flamengo é o próximo passo para o Botafogo nessa trilha rumo à grandeza perdida. E o Grêmio, em Porto Alegre, pode ser a prova real do Vasco. Talvez, quem sabe...

Destaque da rodada: Se os adversários permitirem, se não houver combatividade, o São Paulo, ainda sem Luis Fabiano, deixará todos para trás. Quatro vitórias, logo de início? Sei não. A chance pode estar na ida de Lucas para a Copa América. Apesar de Casemiro e Dagoberto estarem fazendo o papel de decisão. Alguém reparou no passe dele para o Jean?
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