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segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Os acertos e erros do mercado do futebol


Por Tuca Veiga

Janeiro é época de ir às compras. Uns acertam mais, outros menos. Vamos ao balanço...

Em São Paulo, o Tricolor é quem mais adquiriu jogadores para a nova temporada.

A contratação de Lúcio é o carro-chefe. Wallyson, pouco comentado e festejado, tem bola para ocupar a vaga deixada por Lucas.

A venda do craque deixa uma lacuna, mas com a grana que chegou esperávamos jogadores mais top de linha. Vargas, se fechar, coloca o time em outro patamar.

Já a grande contratação do futebol brasileiro foi feita pelo campeão mundial.

O Corinthians aposta em seu departamento médico para deixar o craque Alexandre Pato em ponto de bala para deitar e rolar.

Renato Augusto e Gil também são boas aquisições. No entanto, não sei se a diretoria acertou em colocar tanta grana (3 milhões de euros) na chegada de um zagueiro que vai brigar por posição.

Na Baixada, Montillo assumirá a camisa eternizada pela magia do rei do futebol. Uma cartada e tanto.

Montillo, Neymar e André vão fazer um belo trio.

Sorte de Marcos Assunção, que saiu do naufrágio alviverde para bater muitas faltas sofridas pelo craque do nosso futebol.

Porém, ai porém, a novela Nenê teve um final triste. Após quase parar na Vila, optou pelas verdinhas dos sheiks do Qatar. Ruim para o Santos, pior para Nenê.

No Palestra, o caso Assunção ainda causa debates entre os palmeirenses. E aí, quem errou?

Acho que os dois. O Palmeiras por oferecer menos do que já havia proposto meses antes. O jogador por querer ganhar quase meio milhão de um time recém-rebaixado.

Mas o goleiro Fernando Prass é um belo nome, assim como o lateral Ayrton.

No Rio, o campeão brasileiro Fluminense optou pela manutenção do elenco. Não perdeu ninguém e só contratou jogadores para composição de elenco.

Quem tem se movimentado bastante, recentemente, é o Flamengo.

Eu vinha aqui elogiar o clube. Primeiro por não entrar em aventuras como a contratação de Robinho. Segundo pelas aquisições de Elias e Gabriel – ótimos jogadores.

Mas a perda do artilheiro do amor foi um balde de água fria para os rubro-negros.

Já na nau vascaína, só Dedé ainda não abandonou o barco. Time sem grana e sem contratações que animem o torcedor.

O zagueiro e ídolo é visto como o pilar da reconstrução do time. Contudo, uma boa venda de Dedé poderia render em contratações de peso. Timão está de olho.

No Botafogo, muita movimentação e a incógnita de sempre. Ano novo, vida nova? É esperar para ver.

O time trocou de lateral-esquerdo e saiu ganhando. Julio Cesar é melhor que o M. Azevedo.
 Na zaga, trocou F. Ferreira por Bolívar. Seis por meia dúzia.

No ataque, perdeu Elkeson e contratou Henrique. Creio que perdeu.

Em Minas, vimos o único time que optou pelo velho e duvidoso pacotão: o Cruzeiro.

Após perder Montillo, o time foi com tudo ao mercado. Diego Souza é o principal nome. 

Bruno Rodrigo é um zagueiro médio. Éverton Ribeiro pode dar caldo, foi bem no Coxa. Nilton é um volante esforçado, Henrique voltou, Lucca – machucado – é uma promessa e Dagoberto quer reeditar dupla de algum sucesso com Borges.

Time celeste contrata para dar esperanças ao torcedor, que viu um time fraquíssimo em 2012 e ainda por cima tem acompanhou a franca ascensão de seu rival.

Pelos lados do Galo, o que mais animou o pessoal foi o regresso do veterano Gilberto Silva. Alecsandro e Rosinei também são nomes interessantes para formação de elenco.

Mas bom mesmo foi a manutenção da joia Bernard e do craque Ronaldinho.

No Sul, o Grêmio, que vai para a Libertadores com um time envelhecido, não optou por rejuvenescer o grupo. Os veteranos Dida e Cris chegam para ajudar o “pojeto do pofexô Luxa”.

Já o Inter, diferente de outros anos, pouco se mexeu no mercado.

Contratou Caio (ex-Fogo), Vitor Junior, Willians e só falta assinar com Felipe Bastos, do Vasco. Muito trabalho para Dunga, provavelmente o maior reforço do Colorado.

No mais, fica a expectativa para o futebol que Alex vai mostrar no Coxa. 

O jogador que foi a menina dos olhos de todos os times em tempos de transferências voltou para casa e vai reencontrar Deivid, com quem brilhou no Cruzeiro e na Turquia.

Já Riquelme, palmeirenses, atleticanos e tricolores do Rio, desencanem vai, tá velho, é caro e ruim de grupo. Acho que não tem mais lenha pra queimar.

Ainda nesta semana analisaremos o mercado dos times nordestinos.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

É esperar para ver...



Marquinhos, de campeão da Copinha à titularidade na Roma

Por Felipe Pugliese


Abrem-se as cortinas, (re)começa o espetáculo. É parafraseando um dos gênios do microfone – Fiore Giglioti – que peço permissão para dizer: ainda bem que existe a Copa São Paulo de Futebol Júnior.


Muitos torcem não apenas o nariz, mas a face inteira para o tradicional torneio que tem o Corinthians como maior vencedor. Os argumentos são válidos, mas inconvincentes para este que vos escreve: virou vitrine para empresários, bla, bla bla...


Obviamente que a competição poderia ser um pouco mais enxugada. Contudo, tirá-la do calendário seria um homicídio doloso contra o futebol e, acima de tudo, contra a economia da modalidade. Pegamos alguns exemplos da última edição para comprovar tal tese.


Começamos pelo Rio de Janeiro, mais precisamente em General Severiano. É o Botafogo que vamos usar de exemplo.  O zagueiro Dória marcou alguns gols na Copinha, subiu para o elenco principal, virou titular e agora está praticamente negociado com a Juventus da Itália. Oito milhões de euros. Muita grana. Logo, logo Marcos Júnior, do Fluminense, seguirá o mesmo caminho.


Em São Paulo, o tricolor acaba de lucrar uma bolada astronômica com Lucas, que na Copinha de 2011 era Marcelinho. Apostar em Negueba, revelação em 2010 pelo Flamengo foi outra tentativa. Já do elenco octacampeão corintiano, o zagueiro Marquinhos já é titular na Roma e Giovanni parece ser lapidado por Tite.


No Sul o Internacional mostra ser um dos times que mais sabe aproveitar a competição. Revela muito e ainda por cima contrata destaques de outros times, principalmente do Desportivo Brasil – clube que pertence à Traffic e revela excelente jogadores.


Enfim, é esperar para ver...


Obrigado por existir, Copinha. 

domingo, 28 de outubro de 2012

Por que somos tão malandros?

Por Lucas Bueno


Já perceberam como os jogadores brasileiros, argentinos, colombianos... Enfim os latinos, tentam levar vantagem sobre os adversários a qualquer custo? Estava com isso matutando na minha cabeça há algum tempo. E sem dúvidas, esse comportamento desonesto é um dos principais ingredientes que fazem com que a arbitragem neste Brasileirão seja tão contestada. Os atletas dão entrevistas acusando os erros dos "do apito", cavam faltas, pênaltis, reclamam o jogo inteiro...

Mas isso não isenta, é claro, o péssimo nível dos juízes da bola no país. Os atletas de futebol da América do Sul são os malandros maus, os burros. Diferentemente dos de Nelson Rodrigues. Aqueles bons, românticos, arruaceiros, mas carismáticos. A história do futebol é repleta desses personagens.

Episódio de hoje: "La mano de pau do Pirata Barcos". 

Primeiramente, o gol foi muito bem anulado. O atacante argentino do Palmeiras, que carrega esse time nas costas em inúmeras partidas, trapaceou na maior cara dura. O futebol é um jogo, onde existem regras, mas que podem ser camufladas ou dribladas. E quem está dentro do gramado conhece como ninguém os atalhos para ludibriar quem controla essas regras.


No Beira-Rio, após o árbitro, Francisco Carlos do Nascimento, muito bem posicionado, validar o gol bisonho de Barcos com a mão, o delegado da partida Gerson Baluta supostamente teria anulado (corretamente) o tento do Verdão depois de ver o lance pela televisão, fazendo com que o árbitro voltasse atrás e invalidasse a marcação, para a revolta dos palmeirenses.

Antes de escrever este post fui pesquisar sobre a função do delegado da partida em um jogo e encontrei isto, dito por um deles. "O papel de um delegado é evitar que aconteça qualquer problema no campo que venha atrapalhar a partida de futebol... Chega ao campo duas horas antes da partida para olhar o estado do gramado, refletores, vestiário, arquibancadas, placar eletrônico... Somos como um tipo de quinto árbitro, auxiliando na arbitragem.".

Se este for mesmo o papel de um delegado, Gerson Baluta agiu corretamente avisando aos árbitros de que o gol foi ilegal. Viu pela TV o lance?! Não é permitido recursos externos para rever jogadas?! Acredito que o bom senso e a verdade devem sempre prevalecer. Mas os critérios devem iguais para todos. Alô FIFA, tecnologia já no futebol! Isso não vai deixá-lo menos apaixonante, e sim mais justo.


Agora, falando um pouco do Palmeiras. Um resultado absolutamente normal perder para o Internacional no sul. Entendo a raiva e o medo do Verdão voltar para a Segunda Divisão em menos de dez anos, mas não dá para engolir que são sempre prejudicados pela arbitragem e que todos são contra o time de Palestra Itália. Quem joga contra está dentro do próprio clube. 

Contra está a diretoria que há quarenta anos é governada por um único nome, Mustafá Contursi. Contra estão aqueles que se escondem nos momentos mais delicados, sejam eles cartolas ou jogadores. O Palmeiras está lutando. Tentando se manter na elite, de onde nunca deve sair. Entretanto, não foi a arbitragem que colocou o time com o pescoço na lama.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Qual é o melhor time do Brasil?

Por Felipe Pugliese

Ainda estamos no mês de abril, vivendo apenas a segunda estação do ano. O Campeonato Brasileiro ainda nem deu suas caras e, mesmo assim, uma pergunta já incomoda em busca de respostas: qual é o melhor time do Brasil?
Santos, Corinthians, Fluminense, Internacional e São Paulo (nessa ordem) estão à frente dos demais hoje, tanto em questão de elenco forte, quanto em entrosamento dentro de campo.
Falar do time da Vila Belmiro é falar de Neymar. Contudo, além do craque, ainda há um goleiro, um volante e um meia com nível para seleção. No banco de reservas um monstro chamado Muricy Ramalho. O que falta ao peixe? Um banco mais qualificado.
Justamente naquilo que o Santos peca está o grande diferencial do Corinthians. Além de um time que já tem um padrão tático muito bem definido (com uma dupla de volantes que faz a diferença), quando o adversário tenta surpreende o Timão o técnico Tite tem opções no banco de reservas que mudam os jogos. Emerson Shiek, Douglas, William e Paulo André talvez seriam titulares em qualquer time do Brasil.
O Fluminense talvez seja dono do elenco mais invejado. É o time que empolga a torcida. Thiago Neves, Deco e Fred...meu Deus! Abel Braga vai fazer esse time jogar ainda mais bonito que o futebol atual apresentado.
Já o Internacional tem a situação parecida com a do Flu. Um elenco extremamente qualificado, porém acredito que algumas posições precisam de renovação, a zaga e a lateral esquerda principalmente. É fato que Datolo e Dagoberto foram contratações certeiras, ideais para o colorado.
O São Paulo é um time ainda em formação. É pouco o tempo de trabalho do técnico Emerson
Leão. Confesso que não esperava que o comandante faria o tricolor jogar o que está jogando hoje. Não é aquele futebol que encanta, mas é competitivo. Cortez, Casemiro, Lucas, Cícero, Luís Fabiano...enfim, um plantel que promete vingar.
Palmeias e Grêmio são candidatos a entrarem na lista, mas ainda é cedo. O time paulista
trouxe dois grandes jogadores: Barcos e Wesley. Ainda falta elenco. A mesma situação vive o tricolor gaúcho. Contratou Kleber e Marcelo Moreno (dois craques), mas esqueceu de reforçar a armação após a saída de Douglas.
A resposta de quem é o melhor time do Brasil eu não tenho. Mas a certeza que 2012 será muito disputado no futebol brasileiro, ah isso sim eu tenho a certeza.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Principal torneio do continente, o carnaval da bola começou

Ronaldinho já não desfila mais como antes
Por Alessandro Lefevre

Libertadores: o carnaval da bola. E, como já era de se esperar, o Fluminense venceu ontem, em sua estreia, o fraco Arsenal de Sarandí, da Argentina. Um gol no começo da partida e muita confusão no segundo tempo. Parecia até encontro entre Mancha Verde e Gaviões da Fiel na apuração do carnaval de São Paulo. O técnico Abel Braga, do Tricolor Carioca, disse que Libertadores é isso: briga, raça, juiz que deixa o jogo correr.

E por que carnaval da bola? É por causa da bagunça que as torcidas fazem nas arquibancadas - bem parecida com a empolgação da festa mais popular do Brasil. Porque, quando a rede balança, é como se os corações dos torcedores se transformassem na bateria nota 10 do carnaval carioca, a bateria da Estação Primeira de Mangueira. Porque, quando seu time é eliminado, é como se fosse um rebaixamento da sua escola de samba preferida para o grupo de acesso. E, claro, porque quando o brasileiro entra em campo sempre dá samba, gingado e dribles espetaculares.

Dentre os brasileiros, que pela primeira vez na história são seis na fase de grupos da competição, o favorito, a Rosas de Ouro da Libertadores, é o Internacional. Com um time nota 8 - nota 10 do meio pra frente - (Muriel; Elton, Rodrigo Moledo, Índio e Kleber; Guiñazu, Tinga, Oscar, D’Alessandro; Dagoberto e Leandro Damião), o Inter tem tudo pra levar o caneco. A equipe ainda tem no banco os carros alegóricos argentinos Dátolo e Bolati, que sabem desfilar no principal torneio do continente.

Pior pra Corinthians (que não tem tradição), Fluminese (igualmente sem tradição), Flamengo (que passa por momento conturbado), Santos (que já não é mais o mesmo... parece que a derrota pro Barça abalou a equipe e a esperança ainda é o mestre-sala Neymar) e Vasco (o segundo principal brasileiro, que é o único que pode surpreender).

Agora é esperar a nota dos jurados. Quem será o campeão?

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Os rivais que se fazem bem

Por Lucas Bueno

Esta pré-temporada evidencia que os dois melhores ataques do futebol brasileiro estão em formação no Rio Grande do Sul. Artilharia pesada! Pela metade vermelha do estado, o artilheiro do Brasil em 2011 Leandro Damião, com 38 gols, recebe a companhia de Dagoberto, 22 gols na última temporada. Já a metade azul tem o bom Marcelo Moreno (quem não se lembra do golaço que o boliviano marcou contra os hermanos na Copa América ano passado?!) e o polêmico e gladiador Kléber. Quem leva a melhor nesse Grenal dos goleadores? 

Os atacantes colorados municiados por Oscar e D´Alessandro têm todas as condições de aumentarem o já elevado número de tentos anotados ano passado. No total foram 60 gols em 2011. Por isso, hoje no papel, a linha de frente do Inter é a melhor do país.

Reportagem do Sportv sobre a rivalidade Grenal

Mas uma coisa é certa e pouco notada no "nosso" eixo segregador Rio-SP. Como a rivalidade Grenal faz bem a ambos os clubes! O Grêmio que fez a última temporada bem abaixo da sua grandeza, parece que acordou em 2012. Antes de estourar as champagnes do novo ano contratou de maneira ousada, como o companheiro Felipe Pugliese já escreveu aqui no Paixão, além do recém chegado treinador Caio Júnior. No início desse mês, escancarou para quem quisesse ver, que sua novíssima arena cresce à todo vapor. A impressão é que ficará pronta antes que a reforma do Beira-Rio, estádio gaúcho para a Copa 2014.

É evidente que gremistas e colorados não vivem um sem o outro. E melhor, desenvolvem-se conforme o rival cresce. Um puxa o outro sempre pra cima. Vejamos mais algumas "coincidências" que confirmam minha afirmação.

Na década de 90, a equipe em evidência era o Grêmio de Felipão, Arce, Paulo Nunes... bicampeão da Libertadores em 95 e Brasileiro em 96. E o Internacional? Na época, o Inter tentava voltar a seus anos dourados, de Falcão e cia da década de 70, conquistando a Copa São Paulo em 1998, com o zagueiro e capitão Lúcio.


Um projeto a médio/longo prazo que rendeu doces e belos frutos "vermelhos", menos de dez anos depois da conquista dos juniores. Tornando-se também bicampeão da Libertadores e campeão Mundial como o Grêmio.

Outra curiosidade, em 2011, enquanto os tricolores faziam sucesso com seu maior ídolo, Renato Gaúcho, no comando do time, o Internacional apostou na volta do rei de Roma e do Beira-Rio, Paulo Roberto Falcão na função de treinador.

São acontecimentos como esses e muitos outros ainda por vir, que comprovam que a melhor rivalidade do futebol brasileiro se encontra nos pampas gaúchos. 

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Pelos lados do Tricolor, ousadia é a palavra correta


Por Felipe Pugliese


É todo ano a mesma coisa. Há quem critica, mas a verdade é que a grande maioria adora. O período de especulações do mercado da bola é fundamental. Neste final de ano poucos clubes do Brasil acertaram boas contratações antes da virada do ano. Grêmio e Internacional saíram na frente com os “melhores” reforços.

Pelos lados do Tricolor, ousadia é a palavra correta. Altos investimentos em nomes que dificilmente não darão certo. Kleber “Gladiador” é a cara do novo clube. Marcelo Moreno é um centroavante de nível internacional e de excelente presença de área. Se o fechar com o zagueiro Henrique o Grêmio terá um elenco para brigar por títulos em 2012. A Copa do Brasil é o alvo.

O Internacional gastou menos, até porque já tem uma base montada. Dagoberto é titular em qualquer clube do Brasil. No São Paulo foi muito bem, contudo a torcida do time paulista é uma das mais ingratas do Brasil. O atacante chega ao clube gaúcho para formar um quarteto que promete... D’Alessandro, Oscar, Dagoberto e Leandro Damião.

Enquanto isso no Rio de Janeiro o Botafogo trata a chegada de Andrezinho como se fosse o novo Gerson. É bom jogador, mas ao mesmo tempo extremamente irregular. O Flamengo perdeu Thiago Neves, seu melhor jogador da temporada. Fluminense e Vasco estão no caminho que parece mais seguro.

Em São Paulo o Palmeiras ilude seu torcedor. Diz que grandes reforços chegarão e sofre para fechar com o “craque” Ariel. No Tricolor paulista nomes desconhecidos e no Corinthians nada de novo.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Mortal


Por Felipe Pugliese

Acordei nesta sexta-feira pensando em futebol. Como é bom quando isso acontece. Vivo a véspera de um final de semana que será lembrado por muitos anos, por isso tenho a obrigação de ter um dia diferente. Logo começo a refletir nos clubes que brigam por uma vaga na Libertadores e concluo que o Internacional é o que menos merece alcançar tal conquista. Tem um qualificado elenco e um bom treinador, mas em nenhum momento do campeonato o colorado empolgou, ao contrário de seus concorrentes.

Porém, educado leitor do Paixão Clubística, refleti sobre o futebol gaúcho em geral e pensei que não era justo criticar um time se seu maior rival vive uma mediocridade inigualável. Vou falar é do mais do que mortal Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense.

Há anos que o Grêmio não é o Grêmio. Sim, o imortal tricolor que todos conheciam da tal batalha dos aflitos, na verdade, morreu em Recife em 26 de novembro de 2005. Aquele dia, ao contrário do que todos pensam, o clube se apequenou.

Falaremos dos dias atuais. Menosprezar o trabalho do técnico Celso Roth foi mais um sinal de que a entidade não evoluiu em questão de planejamento. Agora querem Caio Jr.. Qual a diferença? Não há. São do mesmo nível que Tite, que está prestes a ser campeão nacional, por exemplo. A diferença é que o gaúcho teve tempo no Corinthians.

A falta de títulos é extremamente preocupante. A última conquista à altura do Grêmio foi a Copa do Brasil de 2001. Faz mais de dez anos que uma das torcidas mais bonitas do Brasil não grita “É campeão” para o país todo ouvir.

E nesta reta final o grande objetivo é tirar a vaga na Libertadores do maior rival. É muito pouco Grêmio, muito pouco. Reage tricolor, você faz muita, muita falta mesmo entre os grandes.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

PC escala a seleção do primeiro turno

Terminado o primeiro turno do Brasileirão, hora de escalar a seleção da primeira metade do campeonato. O técnico PC pega sua prancheta para colocar em campo os 11 melhores e, para isso, contou com a ajuda dos votos de seus colaboradores.

Logo no começo da apuração foi necessário estabelecer um critério de desempate, pois o botafoguense Jefferson, mesmo servindo à Seleção, terminou com os mesmos votos de Fernando Prass, do Vasco. O goleiro de nosso time, pois o Vasco está na frente do Botafogo. Felipe e Marcos também foram lembrados.

Nas laterais temos Cicinho, do Palmeiras, e Ávine, do Bahia. Léo Moura e Egídio esquentam o banco. Na zaga Dedé foi barbada. O que confesso não entender é a presença de Chicão, mas já que ele está lá, fica com a braçadeira de capitão pela experiência. No meio-campo Ralf carrega o piano junto com Casemiro, que conseguiu desmanchar por um voto a dupla de volantes do líder do campeonato.

Para articular as ações ofensivas, PC colocou o garoto Elkeson, em grande fase no Fogão. Ao seu lado o jogador mais votado de todos: Ronaldinho. R10 permite à PC solucionar um impasse proposto por seus conselheiros, que não souberam decidir se o time joga no 4-3-3 ou no 4-4-2. Na frente, nada de Neymar. Dois centroavantes típicos terão a função de fazer a festa da rapaziada: Leandro Damião, o melhor centroavante do Brasil, e CyBorges – programado para marcar.

Todos os técnicos terminaram empatados, então escolhemos Ricardo Gomes, em forma de homenagem e energia positiva.

domingo, 28 de agosto de 2011

O Tal do GRENAL!!!!




Grêmio e Inter realizam na tarde deste domingo, no estádio Olímpico, em Porto Alegre, mais um clássico apelidado de Gre-Nal, o duelo das duas forças do RS, sul do país.

Sempre fortes candidatos ao título de qualquer torneio que entram para disputar, conhecidos pelo seu excesso de brio, os gaúchos se enfrentam pela 388ª vez. Se o Inter leva vantagem no confronto geral com 145 vitórias contra 122 do rival, o Grêmio joga em sua casa, onde de 120 jogos venceu 40 e perdeu 33.

Imortalizada por Jardel, atacante que defendia o Grêmio, após uma derrota para o rival Inter, a frase “ Clássico é clássico e vice-versa” parece combinar com o espírito do embate, que não tem favoritos, a única certeza é de muita luta, muita garra.

Em melhor momento no brasileiro, o time colorado aposta na força de Damião, e em Dorival Júnior que ainda não perdeu no comando do time. Já o time tricolor, com Celso Roth a frente da equipe, confia na força de Douglas e Marquinhos no meio de campo do time.

Que vença o melhor!

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Damião é o melhor centroavante do Brasil

Em uma rodada em que o Sobrenatural de Almeida – personagem criado por Nelson Rodrigues – entrou em campo para segurar os líderes e equilibrar o campeonato, o nome do final de semana não poderia ser outro: Leandro Damião.
Aliás, há quanto tempo Damião merecia um texto todo seu. Então aproveita, meu querido, pois o momento é, realmente, todo seu. Se a bola pinta na tela e é gol do Inter, todo mundo já sabe – é gol do melhor centroavante revelado no Brasil nos últimos anos.
E falo sem medo de errar, afinal, a primeira vez que vi a placa anunciar a entrada de Damião em campo, era a final da Libertadores do ano passado. E o que aconteceu? Rede, é claro. É lá que o Damigol curte estar: dentro da rede.
De canela, de direita, esquerda, em velocidade, de cabeça, aliás, geralmente de cabeça e, desta vez, de bicicleta. Impressionante o dom que este camisa 9 tem de estufar o filó. Então apresento a vocês a narração de Pedro Ernesto Denardin, o excelente narrador da Rádio Gaúcha, conhecido pelos seus exageros depois dos gols. Confere aí.


terça-feira, 17 de maio de 2011

Os campeões estaduais de 2011 e a boa música

A música entra em campo mais uma vez. Agora, viajando o Brasil para homenagear os campeões estaduais com belas composições ou interpretações de seus torcedores ilustres.



O Flamengo foi quem comemorou primeiro e, por isso, abre a lista musical. O Samba Rubro-Negro foi composto por Wilson Batista e Jorge de Castro nos anos 50 e embalou o tricampeonato do clube de 53/54/55. Em 1979, João Nogueira substituiu “Rubens, Dequinha e Pavão” por “Zico, Adílio e Adão” e regravou o samba exaltação ao clube de coração. Uma verdadeira Paixão Clubística do carioca.




Já que falei em Wilson Batista, não vou deixar Noel Rosa – seu adversário na polêmica musical- de fora. É que Paulo Miklos, torcedor do Santos, Campeão Paulista, está com um trabalho junto ao Quinteto em Branco e Preto revisitando a obra do gênio. Então, aos santistas, Paulo Miklos cantando o que restou da faculdade de medicina de Noel, o “Samba Anatômico – Coração” e “Feitio de Oração”, composto junto ao paulista Vadico.




Para fechar as homenagens aos campeões da região Sudeste, o cruzeirense deve se orgulhar por ter um torcedor como Milton Nascimento. Quando a grande mídia colocaria o Samuel Rosa com o Skank para cantar “Uma Partida de Futebol”, o Paixão Clubística vem com Bituca – apelido do compositor- e “Canção do Sal”, gravada por Elis Regina em 1966.




Lá nos pampas o campeão foi o Inter. Acontece que eu não gosto do Internacional e, para piorar, não achei nenhum compositor Colorado. A homenagem fica mesmo para o Grêmio com o grande Lupicínio Rodrigues, autor do hino tricolor, cantando “Nervos de Aço” no programa Sambão, em 1973.




Esse vídeo não estava no planejamento, mas confesso torcer para o Santa Cruz em Pernambuco e curtir bastante o som das alfaias do maracatu. A homenagem vem com essa gravação de Chico Science – torcedor Coral- e Nação Zumbi em 1994, interpretando “Monólogo ao pé do ouvido” e “Banditismo por uma questão de classe”.




Para finalizar, não tem como deixar de homenagear o Bahia de Feira de Santana e o campeonato baiano. Como não conheço nenhum compositor que seja torcedor do campeão do estado citado, mas gosto muito dos sambistas de lá, vamos com Riachão e o samba “Eu Vou Chegando” que, com certeza, agradará a todos.




Um abraço e até a próxima semana quando conheceremos o dia em que o mestre do samba de breque, Kid Morengueira salvou o rei Pelé!

segunda-feira, 16 de maio de 2011

A magia do futebol que sempre encantou o Brasil

Dentro e fora do alçapão, o Santos mostrou que o futebol arte além de agradar a todos pode sim ser vencedor. E não dá para negar que a Vila mais famosa do Brasil merecia há tempos a glória de uma final de campeonato, da conquista, da comemoração inflamada de mais uma geração de garotos que brilha à luz de seus holofotes.

A segunda conquista em três finais seguidas mostra que o Peixe sabe valorizar o Paulistão e tem feito dele combustível para outras conquistas. No caso, a Libertadores. O Santos segue forte na luta pela terceira estrela e muito em breve podemos acompanhar algo que se anuncia como a tônica dos próximos anos: Neymar dando show, levantando a taça e celebrando feito um moleque. Tomara que assim seja – principalmente com a camisa da Seleção.

Por não ser o maior rival de nenhuma equipe no país, o alvinegro da Vila Belmiro sempre contou com a simpatia do Brasil inteiro. O Santos de Pelé levava multidões aonde quer que fosse, tanto que preferiu ser campeão Mundial de 1963 no Maracanã lotado – feito igualado apenas por dois times, o Uruguai em 1950 e o Corinthians em 2000.

Primeiro nos tempos de Robinho e agora com Neymar, o Peixe está novamente nas graças do brasileiro, acostumado a ver brotar craques no solo fértil da baixada santista. Parabéns ao Santos, por alegrar os domingos de futebol e pelo bi campeonato Paulista, vencido com méritos.

Outros Estaduais

Enquanto muitos vão contra os estaduais, sigo sendo favorável a preservação dos campeonatos. Por fazer parte da cultura futebolística nacional e por colocar os rivais cara a cara. Os estaduais trazem para dentro de campo a rivalidade da padaria, da escola, do trabalho, aquela que faz a derrota ser amarga, a segunda-feira ser ainda mais difícil de acordar.

E como doeu o timbre do despertador na manhã dos atleticanos e dos tricolores gaúchos, ambos com a vantagem na mão após a primeira partida. No Sul, o Gre-Nal dos desesperados terminou com festa colorada em pleno Olímpico. Um pouco de ar para o técnico Falcão. Em Minas, a festa cruzeirense amenizou por ora a dor da queda precoce na Libertadores. Sorte do Roger, que festejou como se fosse um Copa do Mundo, esquecendo do cartão vermelho logo na primeira etapa do jogo da eliminação do Cruzeiro.

Em Goiás e na Bahia deu Davi contra Golias. Atlético-GO e Bahia de Feira derrubaram Goiás e Vitória, respectivamente. Mas nenhuma festa foi tão bonita quanto a do Santa Cruz. Na Série D há algum tempo, o torcedor do Santa contou as horas para o grito de campeão, e ele dentro do Arruda lotado. Festa inesquecível para os tricolores comandada pelo técnico Zé Teodoro, ex-jogador do São Paulo, e pelo centroavante Gilberto, que chegou a falar no canal Sportv como reforço corintiano, mas que está próximo de acertar com o Internacional.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Gre-Nal dos desesperados

Não havia cobertor algum para aconchegar a gelada noite de quarta-feira em Porto Alegre. A dupla Gre-Nal caiu junta - mas não ousarei dizer que os rivais morreram abraçados. O clássico tão esperado na competição mais desejada virou pó. Ficou na imaginação. Futebol é papo proibido nesta quinta-feira.

A identificação dos gaúchos com a cultura portenha é de longa data. No futebol, torcem como argentinos, cantam em espanhol (ou melhor, em portunhol) e enchem seus elencos com jogadores sul-americanos. A Libertadores, como não poderia ser diferente, é obsessão lá pelos pampas. Dois títulos para cada lado e uma rivalidade mais quente do que nunca. Certo?

Errado. Ao contrário do que cantava Adoniran Barbosa, Deus deu um frio maior do que o cobertor e a rivalidade poderia aquecer. Eis que ambos fugiram da luta. O Grêmio já havia deixado transparecer que não estava disposto a submeter seu séquito a tanto sofrimento. Mas o Colorado parecia que ia seguir seu caminho. No entanto, como percebemos, nem tudo que parece é.

Agora, os ídolos Renato Gaúcho e Falcão terão de usar e abusar da lábia dos técnicos de futebol para deixar seus comandados em ponto de bala. Os tais professores sabem que o Gauchão - que tinha tudo para ser o que a Copa do Rei foi para os tão rivais quanto Barcelona e Real Madrid - se tornou um duelo de sobrevivência.

A festa do título estadual que provavelmente seria apreciada com moderação, numa espécie de antepasto, será a redenção para o vencedor e o calvário para o derrotado. A comemoração será garantida pela cerveja e os rojões que vinham sendo estocados para o que poderia ser o "Gre-Nal do Século". Mas até lá, dá-lhe chimarrão para curar a ressaca.

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