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sábado, 17 de agosto de 2013

Ensaio sobre o futebol às 22h

Jornalista resume a magia dos estádios
Por Alessandro Lefevre

A questão do horário dos jogos é antiga. Partidas às 22h são realmente absurdas.

Primeiro porque não tem transporte público decente depois da 0h07 (horário em que fecha boa parte das estações de metrô de São Paulo, por exemplo). Os torcedores precisam sair correndo! E não rola fazer baldeação.

Segundo: o horário comercial (das 9h às 18h) exige que --ao menos nas capitais-- o cidadão levante duas horas antes de chegar ao trabalho. Façamos uma reflexão. O cara sai do trabalho às 18h. Toma uma breja e vai ao jogo. Chega em casa 1h da matina. E precisa levantar no outro dia às 7h. Não dá para fazer isso toda hora, né?!

Só que tem outros pontos:

1) Os preços dos ingressos subiram. Há uma clara elitização dos estádios. Pagar R$ 40 ao menos uma vez por semana é pesado.
2) Flanelinha! Se você não tem transporte público de qualidade e resolve ir de carro, tem que deixar R$ 15, R$ 20 ou até R$ 50 --dependendo da importância do jogo-- para que 'cuidem' do seu automóvel.
3) Preços abusivos dentro das arenas: da água ao cachorro-quente, passando, claro, pela cerveja sem álcool.
4) Pay-per-view: sai mais barato fechar o pacote do PPV do que ir ao estádio. Sai mais barato comprar cerveja no supermercado do que do ambulante na porta do estádio. Você não gasta com condução. É evidente que não é a mesma coisa, não tem a mesma emoção/adrenalina, mas tem muita gente que prefere o conforto do lar.

Outro lado
Segundo reportagem publicada pela Folha de S.Paulo, no dia 6 de agosto de 2013, "os estádios inaugurados recentemente no Brasil, a maioria para a Copa-2014, estão recebendo público que se compara aos principais torneios de futebol da Europa. Seis deles estão sendo utilizados na Série A do Brasileiro --juntos, têm até a 11ª rodada da competição uma média de 27,7 mil pagantes, segundo levantamento feito pela consultoria BDO Brazil. Esse número é menor apenas do que os registrados na Bundesliga, na Alemanha (42 mil), na Premier League, na Inglaterra (35 mil), e no Campeonato Espanhol, com 28 mil --dados da temporada 2012/2013, de acordo com dados dos sites dessas ligas."

Ou seja, embora haja uma mudança óbvia de público nas novas arenas, também é verdade que essa turma com mais grana --se perceber que houve uma melhora significativa no produto futebol-- também comparece em peso. Se isso é bom ou ruim fica para outro devaneio.

Resumão
Ao menos neste primeiro momento, não há uma perspectiva de mudança de horário dos jogos às quartas-feiras. O buraco é mais embaixo e bastante nebuloso. Para que houvesse uma alteração, os torcedores precisariam exigir dos clubes uma postura mais firme na hora de vender os direitos de transmissão. Só que, geralmente, o dinheiro fala mais alto.

Bom... Depois de toda essa tese, você pergunta: então não vale a pena ir ao estádio? Vale! Vale muito!!!

Para isso recorro ao colega uruguaio Eduardo Galeano. Embora o jornalista tenha sobrenome de perna-de-pau, é craque com as palavras. Ver um gol do seu time de coração no estádio sempre --SEMPRE-- será melhor do que ao vivo e a cores.

"O gol é o orgasmo do futebol. E, como o orgasmo, o gol é cada vez menos frequente na vida moderna. Há meio século, era raro que uma partida terminasse sem gols: 0 a 0, duas bocas abertas, dois bocejos. Agora, os onze jogadores passam toda a partida pendurados na trave, dedicados a evitar os gols e sem tempo para fazer nenhum.

O entusiasmo que se desencadeia cada vez que a bola sacode a rede pode parecer mistério ou loucura, mas é preciso levar em conta que o milagre é raro. O gol, mesmo que seja um golzinho, é sempre gooooooooooooool na garganta dos locutores de rádio, um dó de peito capaz de deixar Caruso mudo para sempre, e a multidão delira e o estádio se esquece que é de cimento, se solta da terra e vai para o espaço."

sábado, 3 de novembro de 2012

São Paulo e Fluminense duelos históricos

Por Luiz Felipe Fogaça

Com promessa de casa cheia, São Paulo e Fluminense fazem o jogo mais esperado da 34ª rodada do Brasileirão. O duelo de tricolores vale o título antecipado para o carioca e praticamente garante a volta para Libertadores para o paulista.

Enquanto as equipes não entram em campo, o Paixão relembra dois grandes confrontos, que com certeza não saem da cabeça dos torcedores de ambos os times.

O primeiro jogo, que como são paulino não consigo esquecer e me traz ótimas lembranças é a vitória do São Paulo sobre o Fluminense no Rio São Paulo de 20 02 por 4 x 3. Depois de abrir 3 a 0 o time do Morumbi parecia que ia conseguir uma vitória tranquila, mas o Flu foi buscar e conseguiu fazer 3 x 2.

Depois disso aconteceu um dos lances que certamente esta na memória de muitos torcedores e não só dos tricolores. Rogério Ceni fez de falta e parecia que tinha dado números finais ao jogo. Eis que Roger Galisteu, aproveitou da comemoração do goleiro, pegou a bola, deu a saída e fez um golaço do meio de campo.

A partida terminou mesmo 4 a 3, mas o jogo marcou pelos sete gols, além do lance antagônico do meia.Veja os gols abaixo:



Agora um duelo que muito me entristece, e alegra os cariocas foi o válido pela Libertadores de 2008. 

Depois de ganhar por 1 a 0 no Morumbi o São Paulo podia perder por um gol de diferença, desde que marcasse no Rio.

Estava na arquibancada do Maracanã, quando vi Washington, que muito dizem ter sido contratado pela diretoria paulista, após essa exibição, abrir o placar para o Fluminense logo aos 12 minutos do primeiro tempo.

Depois disso o jogo começou a se equivaler, o time da casa pressionava, mas o São Paulo levava muito perigo nos contra-ataques. Foi ai que brilhou a figura do Imperador Adriano que empatou tudo aos 25 minutos do segundo tempo.

Quando o jogo parecia definido, já que o Flu precisava de dois gols para se classificar, um minuto depois (nem vi o gol no estádio, ainda comemorava) Dodô apareceu e colocou novamente o Fluminense na frente.

O Torcedor São Paulino, se calou e parecia que sabia que o pior estava por vir. Quando começava a ficar tranquilo e só esperava o apito final, Washington, aos 46 minutos do segundo tempo, subiu e deu número finais a partida, classificando o time das Laranjeiras e eliminando o do Morumbi. Veja os gols abaixo:


Agora é esperar outro jogão, neste domingo pelo Brasileirão. Lembrando que no confronto direto o São Paulo leva vantagem, são 37 vitórias, contra 26 do Fluminense e 16 empates. 

domingo, 14 de outubro de 2012

Um escândalo


Brilhante campanha do Fluminense pode ser manchada pela arbitragem
Por Felipe Pugliese



É muito difícil contestar uma liderança como a do Fluminense. 

Melhor campanha, melhor ataque, melhor defesa, artilheiro do campeonato... enfim, argumentos para qualificar o time de Abel Braga não faltam.

Se é ou não o melhor do Brasil é outra questão. O fato que me incomoda é a participação ativa dos erros de arbitragem nos jogos do tricolor carioca.  A vitória diante da Ponte Preta foi um escândalo. Um escândalo!


Já diante do Bahia, o trio de arbitragem comandado pelo paulistano Raphael Claus (alto nível) errou feio ao anular gol legal de Lulinha. No lance seguinte o Flu abriu o marcador e construiu mais uma vitória.


Sou daqueles que repudio e tenho nojo do discurso que no futebol “tudo é acertado. Marmelada pura”. Defendo a ideia que tal sujeito pare de acompanhar e vá pentear macaco com piolho.


Não existe algo mais irritante que o a pergunta “você não lembra da final da Copa de 98?”.


Trago tais exemplos porque não quero que uma campanha tão regular como a do Fluminense fique manchada, assim como a do Corinthians em 2005.


Porém, caro leitor, é inegável que 2012 fica marcado como o pior ano da arbitragem brasileira na história recente. Não me lembro de tantas críticas como as atuais. 


O que está acontecendo? O nível realmente é péssimo ou bater no homem do apito virou lei?


sábado, 13 de outubro de 2012

Todo mundo quer Alex



Por Luiz Felipe Fogaça

Certamente os camisas 10 já foram mais escassos no futebol brasileiro. Hoje no Brasileirão temos Montillo, D’ Alessandro, Ganso, Jadson, Seedorf, Zé Roberto, entre outros. Ainda assim, um legítimo maestro nunca é desprezado e a prova disso, é a volta de Alex.




O jogador que já fez história no Palmeiras e no Cruzeiro, recindiu seu contrato com o Fenerbahçe, onde ganhou até estátua, devido sua qualidade técnica, entrega e identificação.  Agora ele procura um time para jogar a partir de 2013 e possivelmente encerrar a carreira.

Em sua busca por um novo clube, o que não faltam é interessados. Com futebol de um legítimo meia clássico, Palmeiras, Cruzeiro, Grêmio e Coritiba estão na briga para contar com o futebol do jogador.

Nessa disputa de cachorro grande, todos têm seus trunfos para tentar a contratação de Alex. O Coritiba aposta na preferência do jogador e de sua família pela cidade paranaense, onde já tem casa. Alem disso o sogro de Alex já foi dirigente do Coxa Branca e  vale lembrar que  Alex apareceu para o futebol  justamente no Coritiba e ele considera que tem uma divida para com o clube.

Já o Cruzeiro, onde comandou o time na conquista do Brasileiro de 2003, conta com apoio maciço da torcida, que fez uma verdadeira homenagem para volta de Alex, o que emocionou o jogador e pode pesar em sua decisão. Pelo lado do Grêmio, a carta na manga  é o técnico Vanderlei Luxemburgo, com quem o meia tem ótimo relacionamento. O time gaúcho ainda conta com a possível melhor proposta financeira e um grande elenco.
No Palmeiras Alex viveu o melhor momento de sua carreira, conquistou seu título mais importante, marcou seu gol mais bonito e tem ótimo relacionamento com todos do Parque Antartica, mas se cair para segundona, dificilmente o clube vai conseguir seduzir o meia.

Qual será o desfecho de mais essa novela do futebol brasileiro, aguarde os próximos capítulos e descubra. O jogador prometeu anunciar seu futuro até o final da próxima semana. O certo é que mais um 10 legítimo estará desfilando seu futebol nos gramados brasileiros no próximo ano.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Os Famosos Jogos de Seis Pontos



Por Rafael Hornblas


Ontem, Vasco e São Paulo iniciaram a fase de jogos decisivos do campeonato e fizeram um jogo de seis pontos - como tanto se fala e espera desde o início dos campeonatos por pontos corridos.

O São Paulo entrou em campo muito mais disposto e motivado a ganhar essa "final" do que o Vasco, e pressionou o adversário desde o inicio assim como no clássico contra o Palmeiras.A tática deu resultado e em uma desatenção da zaga vascaína o Tricolor do Morumbi conseguiu seu 1º gol com o artilheiro Luis Fabiano em um belo arremate de esquerda de fora da área. O detalhe da desatenção do Vasco neste gol, foi que quem marcava o artilheiro são paulino era o camisa 9 do Vasco, Alecsandro. 

No 2º tempo, o time cruz-maltino voltou melhor, mas Osvaldo, que vive grande fase e novamente teve atuação destacada ( fez cinco gols nos últimos seis jogos), fez belíssimo gol em contra-ataque e jogou um balde de água fria no time de São Januário. Comandados por Juninho, a equipe carioca parecia saber que uma derrota era um péssimo resultado e foi com tudo para cima do Tricolor, que com atuação sólida de Rogério Ceni, que fez ao menos cinco boas defesas segurou o resultado e ganhou muito fôlego na briga pela vaga na Libertadores, principal objetivo das duas equipes.

Hoje ainda tem mais um jogo de 6 pontos neste Brasileirão. O Palmeiras recebe o Coritiba no interior de São Paulo (o time palestrino perdeu o mando de campo devido a vandalismos no clássico contra o Corinthians). O Palmeiras tem 26 pontos e está a exatamente 6 pontos do Coxa que é o 1º time fora da zona de rebaixamento. Portanto, o jogo de hoje toma tons dramáticos para ambas as equipes, principalmente o Palmeiras, que joga com seis desfalques, entre eles Barcos e Valdívia. Se perder hoje, o Verdão praticamente se despede da Séria A do Brasileiro.

Outro destaque na rodada é Sport x Grêmio na Ilha do Retiro, que não podemos considerar um jogo de 6 pontos, pois as equipes não estão disputando um mesmo objetivo. Porém, este duelo influencia diretamente o G4 e o Z4, pois Grêmio é o 3º colocado sendo seguido muito de perto por Vasco e São Paulo e tentando chegar no Galo mineiro e o Sport está entre o Palmeiras e o Coxa, ocupando a 1ª vaga da zona de rebaixamento, portanto, poderemos esperar ótimos jogos nesta noite de véspera de feriado.

Agora é esperar e ver quem se sairá melhor nestes jogos de 6 pontos, quem ocupará o G4 e quem ficará na parte de baixo da tabela. O Brasileirão está na sua reta final e a hora de jogar bola é agora.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Seleção do Brasileirão do "Paixão Clubística"

                                         Dedé e Neymar foram os grandes destaques do Brasileirão 2011
Por Fábio Votu

Com o final do Campeonato Brasileiro de 2011, colocamos no blog uma enquete para os leitores elegerem aqui os melhores do Brasileirão. Sem pressão, e com muita coragem, os internautas escolheram uma seleção diferente daquela supostamente oficial, ou seja, a escolhida pela própria CBF na segunda-feira seguinte ao término da competição. Ou poderíamos falar que a nossa é a oficial? Afinal, somos nós caros torcedores que acompanhamos e sofremos em cada rodada com o desempenho de nossos times. Sendo assim, por que não apontarmos os melhores segundo nossa visão?
Substituições
As mudanças em relação a lista da CBF foram em 5 categorias. Na seleção do "Paixão Clubística" entra o goleiro do Vasco, Fernando Prass, e sai Jefferson do Botafogo. Na zaga, Réver dá lugar a Leandro Castán. No meio, Ronaldinho Gaúcho foi preterido por nossos leitores, e o argentino bom de bola do Cruzeiro, Montillo toma sua vaga. No comando da equipe também teve alteração, no "Paixão Clubística" Tite foi o eleito na enquete, e não a dupla Ricardo Gomes e Cristóvão Buarque como na lista da CBF. Por fim, a disputa no blog pela revelação do campeonato foi acirrada, mas diferentemente da CBF que apontou Wellington Nem do Figuerense, por aqui deu o atacante Osvaldo do Ceará.
Escalação
 Mas vamos lá botar o time do "Paixão Clubística" em campo.
Goleiro: Fernando Prass (Vasco)
Lateral-Direito: Fágner (Vasco)
Zagueiro Central: Dedé (Vasco)
4º Zagueiro: Leandro Castán (Corinthians)
Lateral-Esquerdo: Cortês (Botafogo)
Volante 1: Ralf (Corinthians)
Volante 2: Paulinho (Corinthians)
Meia 1: Diego Souza (Vasco)
Meia 2: Montillo (Cruzeiro)
Segundo Atacante: Neymar (Santos)
Centroavante: Fred (Fluminense)
Técnico: Tite (Corinthians)

Prêmios individuais do "Paixão Clubística"
Craque do Brasileirão: Neymar (Santos)
Revelação: Osvaldo (Ceará)
Melhor Veterano: Liedson (Corinthians)

Considerações
-Fernando Prass merece a vaga, apesar do destaque de Jefferson como titular da seleção brasileiro, Prass se saiu muito bem, salvando o Vasco em muitos jogos.
- O lateral-direito Fágner não fez lá um graaaaande campeonato, foi bem, regular, e por falta de melhores, acabou levando.
-Na zaga central quase unanimidade, Dedé foi o melhor e pronto, acabou!
-O 4º zagueiro eleito foi Leandro Castán, acompanhado de perto por Rhodolfo (São Paulo) e Réver (Atlético Mineiro), mas o título de campeão ajudou o corintiano que fez um excelente campeonato, surpreendendo muitos torcedores que não botavam muita fé no zagueirão.
-Na Lateral-esquerda Cortês fez um excelente Brasileirão, caiu de rendimento no final, é verdade, mas no geral se saiu bem, até na seleção foi bem quando jogou.
-A dupla de volantes não foi muito difícil definir, Paulinho e Ralf levaram. Marcos Assunção até que apareceu bem na votação, quase cavou uma vaguinha, afinal salvou o Palmeiras no ano, mas nada que tirasse a posição da dupla corintiana.
-Os meias também representam bem o campeonato, Diego Souza foi a alma e o maestro do Vasco, e Montillo apesar do Cruzeiro não ter feito um bom campeonato acabou se destacando, prova disso é a disputa atual dos clubes por sua contratação. 
-De segundo atacante, Neymar não se discute, arrebentou, jogou muito e fez lances incríveis durante a competição, sem contar a grande sequência de jogos que disputou e sem nenhuma lesão.
-Para centroavante Fred levou, mas poderia ter sido Borges e mesmo Leandro Damião. Realmente tivemos bons centroavantes no Brasileirão de 2011. Fred se destacou no final, fez  gols de tudo quanto é jeito, até de bicicleta, por isso podemos dizer que merece tanto quanto os outros.
- Para fechar, a escolha de Tite no comando é mais do que justa. Ninguém têm mais parcela no título do Corinthians do que o treinador, que soube aguentar a pressão e sempre teve o grupo na mão, promovendo e tirando jogadores na base da justiça de "o que estiver melhor joga".
- Liedson, com 33 anos,eleito melhor veterano,  foi esforçado e decisivo ao longo da competição. Foi eficiente no Corinthians, principalmente jogando no Pacaembu, parecia incansável mesmo com uma contusão que o perturbava a todo tempo, e inclusive o comprometeu no final da temporada.
Eai caros leitores, vocês concordam com a seleção da maioria? Quais mudanças fariam?

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Engravatados querem estragar a festa do torcedor

Por Tuca Veiga
Há 16 anos atrás, após o quebra pau entre as torcidas de São Paulo e Palmeiras, no Pacaembu, as bandeiras de mastro foram banidas dos estádios paulistas.  Chegamos a celebrar o possível retorno delas, com o texto “As bandeiras voltam a tremular nos estádios paulistas”, que vale a pena ler, mas Alckmin, como deveríamos imaginar, vetou.
Em 2005, a festa no futebol recebeu outros dois golpes. O primeiro aconteceu após o título da Libertadores da América, ganha pelo São Paulo. Os torcedores se dirigiram à Avenida Paulista, onde enquanto uns comemoravam, outros cometiam atos de vandalismos, que se intensificaram após ação violenta da polícia, que revoltou inclusive os que estavam ali apenas comemorando o feito da equipe.
Depois desta noite, a Paulista deixou de ser o palco das comemorações. Não que os torcedores não passem por lá. Mas não há mais a liberdade para comemorar, nem a presença dos jogadores campeões, como em outros tempos.
Torcida corintiana improvisa comemoração na Av. Paulista
No final de 2005, o Corinthians ganhava o Brasileirão, mas só foi levantar a taça na festa da CBF. A volta olímpica deixou de ser com a taça nos braços. Sei que muitos devem responsabilizar a fórmula dos pontos corridos, pois geralmente chega-se à última rodada com diversos candidatos ao título. No entanto, eu acredito que seria possível fazer réplicas, para garantir ao torcedor àquela sensação de conquista. É isso que representa o ato de ver o time levantar a taça.
Citei as três circunstâncias, para mostrar como as autoridades estão querendo estragar a festa do torcedor. Primeiro com as bandeiras, depois sem a Avenida Paulista, que nesta quinta-feira, dia 08 ,completa 120 anos, e também sem a taça nas mãos. Isso para não falar na cervejinha, que só pode ser consumida fora dos estádios.
O que pode parecer simbólico para os engravatados é de suma importância para os amantes do esporte bretão. A bandeira é a primeira identidade criada pelas pessoas, é o que mostra a qual tribo você faz parte. O troféu é o que se disputa dentro das quatro linhas, a conquista, o objetivo. E a festa é a hora de extravasar, de correr sem rumo, de gritar sem pudor. E o torcedor está sentindo falta. Fiquei deprimido vendo o time do Corinthians levantar o troféu de terno e gravata, na cerimônia insossa realizada pela CBF.
Aproveito o texto para parabenizar a Avenida Paulista, que precisa urgentemente voltar a ser – oficialmente – o palco das festas paulistanas, e para divulgar o texto de um rapaz que diz ter apanhado de policiais enquanto celebrava o pentacampeonato corintiano.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

04/12/2011 - o dia em que o Brasil acordou mais triste e menos inteligente


Homenagem ao Doutor (Foto: Eduardo Viana/Lance)
  
Por Tuca Veiga

De canto de ouvido, com o olho entreaberto, ouvi a notícia que me despertava para o domingo decisivo no Brasileirão: O Doutor Sócrates morreu.
Quem trouxe a triste notícia foi meu sogro, são-paulino, rival, vivendo a mesma dor que eu e muitos brasileiros sentiram ao receber a trágica notícia.
No domingo em que meu clube se sagrou pentacampeão, nada me comoveu mais do que as coisas relacionadas ao maior jogador da história do Sport Club Corinthians Paulista.
Muitas homenagens foram feitas. Os jogadores do Timão e a sua torcida ficaram com os braços levantados e o punho cerrado, como fazia o Magrão quando comemorava seus gols. Uma homenagem e tanto. Embora a maior tenha sido a conquista do campeonato: o penta do Magrão.
Li muitos comentários interessantes e selecionei um pouco do que vi por aí, principalmente dos amigos do Doutor. Vejam abaixo a repercussão desta perda irreparável.
“Nossa, que tristeza. Dr.Sócrates, meu grande ídolo, o maior jogador que vi jogar na história do Corinthians nos deixou! Não sei nem o que dizer”, comentou Benjamin Back. “O domingo pra mim perdeu a graça. o futebol ficou mais pobre. O Magrão fará uma falta incrível. Cresci com pôsteres dele no meu quarto”, completou.
“Doutor Sócrates não morreu, nem morrerá, deu só um calcanharzinho de adeus”, disse Xico Sá, companheiro de Cartão Verde, que também escreveu em sua coluna: “Choro, meu filósofo, choro um Rio São Francisco inteiro por ti, mas como não celebrar nossos tantos chorinhos na madruga da existência”.
Lula não deixou de dar o seu recado: “Esse título também é uma homenagem ao Dr. Sócrates. Ele fará muita falta. A contribuição de Sócrates para o futebol brasileiro e para o Corinthians jamais será esquecida”.
A exemplo do ex-presidente, Dilma também fez questão de tecer algumas palavras: “O Brasil perde um de seus filhos mais queridos, o Dr. Sócrates. Nos campos, com seu talento e seus toques sofisticados, foi um gênio do futebol. Fora dos campos, nunca se omitiu. Foi um brasileiro atuante politicamente, preocupado com o seu povo e o seu país”.
“Ele era uma figura extremamente agradável, amiga, que gostava muito de viver, de música, de discutir política, falar sobre tudo. E era esse lado que mais me conquistava, que mais me alegrava. O lado do ser humano preocupado com o povo brasileiro, com o cidadão. Dele, vou guardar sempre a alegria, a vontade de viver, a perseverança atrás de ideais”, escreveu Trajano, que chegou a morar com Sócrates na Itália.

Outro amigo de longa data, Juca Kfouri, prestou a sua homenagem entrelaçada ao penta corintiano. “O dia em que uma das maiores torcidas do mundo acordou chorando de dor e foi dormir chorando de alegria. (...) Às quatro e meia da manhã morria Sócrates Brasileiro, o Doutor, o Magrão, o Magro, o mago dos calcanhares geniais, o mais original de todos os jogadores da história centenária do Corinthians. (...) E ele que já era inesquecível, acrescentará à sua história ter morrido no dia em que seu time o homenageou sendo campeão. O que, convenhamos, é uma história bonita, linda mesmo. E triste, profundamente triste”.

Mas de todas as homenagens, uma que gostei muito foi a do jornalista Flávio Gomes: "Sócrates morreu de tanto viver, que é uma boa forma de morrer".

Obrigado, Doutor. Descanse em paz...

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Sentimentos e Palpites para o Gran FInale


por Mateus Lessa

Caros apaixonados, pouco dias para o fim da temporada. Para nós, que acompanhamos a saga de mais um Brasileirão, não existe outro assunto neste momento. Domingo, as 17h, o país vai parar na Rodada mais esperada dos últimos tempos. O Gran Finale, Rodada dos Clássicos! E cada torcedor do país vive um sentimento até o soar dos apitos- "abençoai os Senhores de Preto, Deuses do Futebol".

No Rio temos um Vasco suando as últimas gotas de sangue do ano da temporada mais eletrizante que viveu nos últimos 10 anos. Tensão e adrenalina na Colina! O Fla de R10 e Pofessô Luxa lutando para dar sequência no "Pojeto Libêtadores". Encrenca braba. Palpite: Vasco 2 a 1. Flu e Bota se enfrentam lamentando os pontos perdidos que os fizeram perder a chance de título e Vaga na Libertadores, respectivamente. Vantagem para o Flu, pela fase de Deco e Fred. Palpite: 3 a 1 Tricolor.

Em São Paulo, o Corinthians luta pra desatar o nó e soltar o grito que está engasgado. Desde o gol de Bernardo, no último minuto da rodada passada. Ou, mais adiante, desde o ano passado, no empate com o Vitória no Barradão. Tite resistiu e agora posa de f...dão! É Brincadeira! Mas o adversário é ninguém menos que o Co-Irmão-Verde, comandado por Luiz Felipe "Fala Muito" Scolari., embalado pela vitória sobre o SPFC e pelo Bichão do Tirone. Sentindo um Protagonismo que não teve em toda temporada. "Seria um título tirar dos galinhas" virou clichê. O bicho vai pegar no Pacaembu! Palpite: 1 a 1 e festa sofrida!
Os torcedores do São Paulo contrastam com os do Santos no duelo de Mogi. Melancolia e Desconfiança do lado Tricolor, com as despedidas-sem-despedida de Dagoberto- vai jogar muito no Inter- e de Rivaldo- que pode ir parar na Lusa, segundo o Craque Neto. E Professor Lion renovou. Quem não sabia? O retrospecto de 33% e o futebol apresentados convenceram JJ & Cia. Ninguém confia na pequena % da Libertadores por um fato simples: não merece. O Peixe vai com os reservas, de olho na viagem, dicionário japonês na mão, e a chance de ganhar o Mundo logo ali, no que já vem sendo chamado de Jogo do Século. Olho no Monterrey!! Palpite: 2 a 1 SPFC, pelo faro do Fabuloso.

Emoções à flor da pele também em MG, com o Galo podendo fazer sua maior festa desde o longínquo Primeiro Brasileirão, em 1971: rebaixar o maior rival! Tensão na Toca da Raposa com o Fantasma da Segundona, e Farra no Galinheiro, com a grande fase do Atlético de Mest

re Cuca. Palpite: 3 a 2 Atlético-MG.

No Paraná, Agonia do Furacão e a forte Esperança do Coxa pela Vaga na Liberta no Atletiba. Palpite: 1 a 1.

No Gre-Nal em que o Grêmio se despede de Roth, sonha com Kléber, e com a chande de enfrentar o rival na Copa do Brasil, e o Inter de Dorival jogando suas últimas fichas pela América, muita luta esperada como sempre. No Beira-Rio, o Colorado deve prevalecer. Palpite: 2 a 0 Inter.

Em SC, o já rebaixado Avaí enfrenta o Figueira como mais um Vilão do Rival na luta pela Libertadores, e o Figueira tenta repetir o bom futebol para confirmar a surpresa e o Passaporte para o principal torneio do continente. Palpite: 2 a 1 Figueira.

No Nordeste, a possível irmandade do Bahia já Réélaxado para com o Ceará a todo vapor deve prevalecer por "vontade dos Santos" e desespero cruzeirense. Palpite: 2 a 0 Ceará.

Atlético-GO e América devem ficar no 0 a 0 por já estarem de férias. Em cada canto, todos estarão assistindo, torcendo por suas combinações de resultados. As últimas 10 finais de campeonato vão começar. Vitória dos pontos corridos!!

O Vasco é favorito no Rio, mas...

R. Gaúcho ainda não marcou em clássicos pelo Flamengo
Por Michel Sousa, convidado apaixonado da semana.

O “domingo do ano” no futebol brasileiro vai colocar todo o País de olho na telinha na expectativa de saber quem levantará o caneco do mais importante torneio nacional. Além da disputa pelo título entre Corinthians e Vasco, vários outros “campeonatos” estarão em jogo nos clássicos estaduais.


Só pra dar um pitaco, acho que o Corinthians é favorito para ficar com o título por uma constatação simples: joga por oito resultados; enquanto os vascaínos precisam vencer os rubro-negros e ficar na torcida pelos alviverdes. Aliás, hoje fiquei sabendo que o atacante Bernardo, autor do gol da vitória do Vasco contra o Flu no domingo que adiou o título corintiano, é palmeirense. Que coincidência!!!

Agora, vamos aos fatos do clássico carioca! Um clássico que completa 89 anos nos campos e praticamente um século desde as competições de remo. Analisando o jogo deste domingo apenas pelo jogo, acredito que até os flamenguistas concordam que o Vasco vive um momento melhor. O Flamengo não apresenta um bom futebol há tempos e venceu o Internacional num golpe de sorte, já que o adversário foi melhor o tempo todo. Tudo bem que o time voltou a mostrar a raça que a torcida sempre pede e que o goleiro Felipe foi um monstro (no bom sentido), mas seria isso o bastante?


O Vasco pode ser considerado um dos times do ano ao lado do Santos. Campeão da Copa do Brasil, viveu um drama com o AVC do técnico Ricardo Gomes e quando tinha tudo pra jogar a toalha no Brasileiro e na Sul-Americana, eis que a galera de São Januário deu uma aula de dedicação, raça, superação e brio. Deixaram de lado o papinho do “calendário apertado”, encararam as duas competições de frente e, apesar da eliminação na Sul-Americana, ainda podem ser campeões no Brasileirão.

Outro fator a se considerar para a nau vascaína no jogo de domingo são os desfalques de Juninho Pernambucano e Allan, que fazem mais falta que o Airton do lado rubro-negro. E mais, muito mais que isso: o Vasco vai ter que superar o único rival carioca que ainda não derrotou na temporada. O Flamengo venceu todos os adversários do Rio este ano. Porém, Ronaldinho Gaúcho passou em branco nos oito clássicos que disputou na temporada e terá no domingo a última chance de quebrar o jejum em 2011.

Além disso, o Vasco terá de ganhar seu terceiro clássico seguido, o que não acontece desde o Campeonato Brasileiro de 2005.

Mesmo que não erga mais nenhum troféu neste fim de ano, os vascaínos já estão realizados. Mas o sonho de todos eles é coroar esta temporada brilhante com uma vitória que tire o rival Flamengo da Libertadores. Pode até ser que a vitória não seja suficiente para o quinto título brasileiro, mas  tirar o adversário da competição continental seria um belo consolo no caso de um possível “vice de novo”, como diriam os flamenguistas.


Os ingredientes estão aí! A receita deste clássico, seja na circunstância que for, é sempre muito apimentada! Imagine agora, quando um título nacional e uma vaga para a Libertadores estarão em jogo...


Que vença o melhor! Que a paz reine no Engenhão e em todos os clássicos dessa última rodada! E que o futebol brasileiro tenha um domingo pra se lembrar por muito tempo! Ainda que sejam os clubes e não a seleção a nos proporcionar isso! Ainda que não tenhamos times com técnicas refinadas disputando o título! Ainda assim, em nome do nosso passado de glórias, títulos e craques, que seja um domingo pra entrar pra história!

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Um fim de ano justo ao Coxa !


 No domingo a festa pode ser muito maior, a Libertadores está em jogo

Por Fábio Votu

2011 tem sido um ano diferente e especial para o torcedor Coxa-Branca. A possível vaga na Libertadores, que estará garantida caso o time vença o rival Atlético Paranaense no próximo domingo, é um prêmio mais do que justo para um time que brilhou e fez história em 2011.
O ano começou animador, no primeiro jogo do campeonato Paranaense, no dia 3 de fevereiro, 5 a 0 contra o Iraty. Até aí tudo bem. Agora ninguém, nem os mais otimistas torcedores, esperavam que essa vitória abriria uma sequência invicta e histórica de outras 23 que viriam até o dia 5 de maio. Foram 24 vitórias consecutivas, com jogos que deixaram muito time grande de boca aberta, como o 6 x 0 em cima do Palmeiras pela Copa do Brasil. A sequência do Coxa ganhou o mundo e foi registrada no livro dos recordes como a maior ininterrupta entre clubes de futebol.
Fazendo história e se tornando destaque na mídia esportiva nacional, o Coxa foi Campeão Paranaense de 2011 e finalista da Copa do Brasil. Tinha tudo para ter sido campeão do torneio. Não foi, perdeu para o bom time vascaíno e amargou um vice-campeonato. Mais do que isso, não conseguiu a tão desejada vaga da Libertadores que estava tão próxima.
Após um primeiro semestre excelente, o Coxa começou a disputa do Brasileirão com o apoio da torcida que já depositava enorme confiança no time. Mas o inicio foi árduo. No primeiro jogo, estreia em casa, e derrota para o Atlético Goianiense por 1 a 0. Assim o Coritiba foi tropeçando no começo do Brasileirão e perdendo pontos preciosos. Ao decorrer da competição, o Coxa sempre se manteve em uma zona intermediária, não encostava nos líderes, e ao mesmo tempo se mantinha longe da zona de rebaixamento.
Assim foi indo, quietinho, cumprindo seu papel sem se preocupar muito com contas e previsões. E não é que a receita do "fazendo minha parte" deu certo. Faltando uma rodada para o final do Brasileirão o Coxa chegou. Está em quinto e só depende dele na última rodada para voltar a Libertadores, competição que não disputa desde 2004. Contou com a sorte também é verdade, afinal Figuerense, Botafogo, São Paulo e Internacional, que eram concorrentes diretos a vaga da Libertadores, perderam na última rodada.  Mas a competência do Coritiba é inquestionável.
Eficiência que pode ser resumida nas últimas 6 partidas da equipe: 5 vitórias e apenas  1 derrota. Média de 2,5 pontos conquistados por jogos, justamente na reta final, na mais complicada e difícil fase do campeonato. O Coxa chegou de repente no G5, mas por méritos, tem a terceira melhor defesa e ataque da competição, além do mesmo saldo de gols (17) dos candidatos ao título desta edição, Corinthians e Vasco.
O técnico Marcelo Oliveira até chegou a jogar a toalha após a derrota para o Fluminense a 9 rodadas atrás. Disse que a Libertadores não daria mais. Errou, a Libertadores dá sim. Fazendo o que muita gente deveria fazer, "cuidando da própria vida", o Coxa chega a última rodada do Brasileirão com um privilégio, pode voltar a Libertadores e ao mesmo tempo rebaixar seu maior rival, o Atlético Paranaense. Que jogo! É acompanhar domingo na Arena da Baixada o desfecho do futebol paranaense em 2011!

Futebol e superstição são como unha e carne

Precavida, torcida corintiana manda zica para longe
Por Tuca Veiga

Não me venha com aquele papo batido que “se macumba ganhasse jogo, o campeonato baiano terminava empatado”, pois torcedor que é torcedor, faz mandinga sim senhor.
Tem quem acenda vela, quem assista ao jogo sempre com a mesma roupa, quem fique só no mesmo lugar, quem não goste da companhia de um amigo pé frio. Tem superstição para tudo quanto é gosto.
Me recordo de quando o Corinthians ganhou de virada do Palmeiras, no Brasileirão de 2005, por 3 a 1. No gol da virada, reparei que um tênis estava amarrado e o outro não. Não deu outra: passei dois anos indo aos jogos somente com um tênis amarrado.
Quem frequenta os estádios em São Paulo sabe muito bem qual é o principal mandamento da arquibancada. “Não grita gol antes da bola entrar”, avisam os mais cautelosos quando há um escanteio ou uma falta perigosa.
“Porra, não grita gol”, reclamam os que têm certeza que a bola não entrou por conta do maldito ao lado, que deixou escapar o grito de gol precocemente. Lá em casa, adicionamos o “bela bola” a essa categoria. É só falar “bela bola” antes do passe estar completo que ele fica longo, curto ou o cara erra o domínio.
Teve um tempo que a famosa música “aaai aai ai ai, tá chegando a hora” começou a causar arrepios ao torcedor corintiano. Quem estava no primeiro jogo da final contra o Sport sabe muito bem do que estou falando. O jogo estava 3 a 0. Mão na taça. Quem será o zica que puxou essa música?
Zicar, aliás, também faz parte do manual de conduta do bom torcedor. Falta, escanteio, pressão do adversário, tudo é motivo para zicar o ataque adversário. Ou afastar a zica pra lá. Cada um interpreta do seu jeito. Jogos contra bons batedores de falta são duros. O braço fica até doendo ao final.
Mas falei isso tudo, caro leitor do Paixão, para falar de uma certeza que tenho. Na minha modesta opinião, o Vasco só salvou o primeiro ‘match point’, neste domingo, por conta da faixa de campeão aberta no Orlando Scarpelli. Cá entre nós, tem algo mais pé frio do que gritar ‘é campeão’ antes da hora?
Convido os leitores a escreverem, também, sobre as suas superstições.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Hoje sim, hoje sim... Ainda Não!

Por Lucas Bueno

Esse domingo de futebol não foi um simples domingo de futebol. Não foi preciso acordar pela manhã para saciar um pouco da nossa ansiedade vendo um clássico inglês ou uma partida do campeonato italiano. Aqui pelas terras tupiniquins era dia de decisão. E para uma data como essa montei uma "verdadeira" redação na sala. 

Televisão programada para os jogos: Figueirense x Corinthians e Fluminense x Vasco. Computador logado nos sites esportivos, além dos meus ouvidos estarem antenados a três quadras de casa, no estádio do Pacaembu para Palmeiras x São Paulo. Parafernália toda pronta e, conforme o tempo passava, a voz de Galvão Bueno e o chato GP Brasil de F-1 faziam-me querer, como nunca, mais futebol.

Nenhum torcedor se manifestou efusivamente nos primeiros quarenta e cinco minutos das três partidas. A tensão e a enorme expectativa calavam todos em frente aos televisores. Até que se iniciaram as segundas etapas e a tônica deste Brasileirão 2011 surgiu: o improvável.


No Orlando Scarpelli, Alex que havia entrado há pouco (e já deveria estar entre os onze desde o começo) fez bela jogada pela esquerda e cruzou na cabeça de Liedson, o cara decisivo do Timão, para fazer 1 a 0 nos catarinenses. O que era marasmo se transformou em alucinação. Rojões, risadas, gritos de 'é campeão' surgiram como uma avalanche. O Corinthians estava sendo pentacampeão nacional. Estava, porque Alecsandro, o tão criticado atacante do Vasco entrou e fez o seu, lá no Engenhão.

Aquela alucinação toda com o gol de Liedson dobrou de proporção com o tento vascaíno, todos os anti-corintianos se unindo para tirar uma casquinha do rival. O grito de 'é campeão' entalou por um momento  na glote alvi-negra. Momentaneamente, porque Fred desencantou novamente, empatando no Rio. Uma mistura de felicidade corintiana com vontade de acabar com a alegria dos rivais tomou conta das ruas.

Aí é que o inusitado dá as caras... o Timão vence o Figueira e a torcida grita nas arquibancadas, É Campeão! Porém, os jogadores não comemoram dentro do gramado, premeditam algo no Engenhão e pela mágica do futebol é isso mesmo que acontece. Bernardo faz aos 45 do segundo tempo e não deixa a nau cruz-maltina afundar de vez. Ele senta perto dos torcedores e chora, parece não acreditar no que acontece, nem ninguém acredita. Ainda temos campeonato brasileiro domingo que vem! Quem não crê mesmo é o bando de loucos que cravara em vão que tudo estava resolvido pela segunda vez no dia.


 O campeonato não merecia ser definido na primeira oportunidade real que teve o líder. Independentemente do resultado, em um Brasileirão em que São Paulo, Flamengo, Fluminense, Botafogo e Inter não quiseram o título, Corinthians e Vasco querem e muito. Na última rodada, a esperança, como muitos estão dizendo, não é verde e nem rubro-negra, ela atende por: Liedson, Dedé, Alex, Juninho Pernambucano, Paulinho, Felipe...

PS: assim como ontem, não tinha como não se empolgar com a disputa pela taça. Então o choque rei, nesse cenário de decisão, ficou de lado. Palmeiras 1 a 0 no São Paulo, com méritos.

Domingo alviverde no Paca

M. Assunção fez o palmeirense vibrar. Bernardo, do Vasco, também
Por Alessandro Lefevre

O domingo começou com um almoço em família, Fórmula 1 e duas cervejas belgas.

Mas o destino era mesmo o estádio do Pacaembu.

Palmeiras e São Paulo fizeram um clássico equilibrado, com leva vantagem alviverde.

Em um primeiro tempo com dois lances claros de gol pra cada lado, as bolas acabaram morrendo na trave.

Já o segundo tempo foi todo do Verdão, com gol de falta de Marcos Assunção.

Após isso, a torcida palmeirense já se preocupava com os outros jogos da rodada.

O placar eletrônico do Paca anunciou gol do Corinthians no Orlando Scarpelli. Tensão.

Logo depois, gol do Vasco. Festa no Pacaembu. As duas torcidas comemoraram juntas.

Foi como se o Brasil tivesse conquistado o hexa.

Mas o Flu empatou no Engenhão e silenciou a massa do outro lado da Dutra. Tensão.

Apita o árbitro. É Fim de jogo no Paca. Palmeiras 1 x 0 SPFC.

O Tricolor agora precisa de um milagre pra jogar a Libertadores do ano que vem.

Apesar da vitória sobre o rival, os torcedores do Verdão saíam tristonhos do estádio.

Era como se um parente tivesse morrido.

Mas a partida no Rio de Janeiro ainda rolava.

E nos acréscimos...

Alguém grita no Pacaembu: "É gooooolllll do Vasco!!!".

Provavelmente o grito mais alto que aquele sujeito deu na vida.

Festa no Pacaembu. Quase 20 mil torcedores gritando gol sem parar.

Torcedores voltavam às arquibancadas para vibrar.

Comemoração parecida só quando o Palmeiras venceu a Libertadores em 99.

Foi sofrido. Foi depois do apito final.

Parecia anunciado. E já tão dizendo por aí que, domingo, o Palmeiras é Brasil.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Mata ou Morre!

Por Lucas Bueno

Nesta reta final de Brasileirão, todas as equipes que brigam por algo: seja título, Libertadores ou zona de rebaixamento, duelam entre si. O campeonato poderá ser decidido no domingo. Corinthianos, vascaínos e tricolores cariocas vivenciam uma tensão boa pré-rodada. Já cruzeirenses e cearenses...

O Cruzeiro, no dia 13 de abril, veja só caro leitor, deste mesmo 2011, classificou-se às oitavas de finais da Libertadores como o melhor time da competição. Era a sensação do primeiro semestre, candidatíssimo ao triunfo continental e nacional. Só que a alegria promissora na temporada durou até a eliminação, em casa, para o Once Caldas ainda pelas oitavas.

Pelo lado nordestino, a história até aqui se assemelha e muito com a dos mineiros. Em maio, ganhou do Flamengo de Ronaldinho Gaúcho e Thiago Neves, em pleno Rio e avançou às semi-finais da Copa do Brasil, em Fortaleza, para enfrentar o Coritiba. Com todas as fichas apostadas nessa competição, o Vozão ficou sem rumo após ser eliminado pelo Coxa, na sequência do torneio.


Vozão na elite?

Após esses revezes, Cruzeiro e Ceará rolam juntos ladeira abaixo rumo ao precipício. Porém, neste domingo, apenas um sobreviverá. Vozão e Raposa guerrearão no Castelão. O Cruzeiro ganhando rebaixa os cearenses e se livra da degola. Vitória do Ceará praticamente coloca o time mineiro na segunda divisão. O empate ainda favorece os mineiros, mesmo eles tendo um clássico para decidir sua vida contra o maior rival, o Atlético-MG, na última rodada.

Os apaixonados torcedores cearenses e cruzeirenses, durante toda essa semana, devem estar desconversando ou fugindo dos assuntos envolvendo futebol. A tensão, o frio na barriga e o aperto no coração quando pensam que algo de pior pode acontecer com o timedo peito é horrível e recorrente. E esses pensamentos sempre vagam pelas mentes nesses momentos de desespero. Mas, o domingo chega e não tem mais pra onde correr. Não come-se direito, usa-se o banheiro umas desesseis vezes durante o jogo e quando marca-se um gol a euforia é enorme, como nunca fora antes. Choro, rouquidão e alegria se misturam sem distinção.

Ou o mar azul vai voltar a ser grande?

Nessas ocasiões, quando só a vitória nos interessa e estamos ganhando o jogo, o adversário pressiona sem cessar. Unhas não existem mais, controle está mordido, almofadas espalhadas pela sala. Faltando dez minutos para o término da partida não conseguimos mais vê-la. Mudamos o canal da televisão a todo momento, para que o tempo passe mais rápido. Mas ele teima em passar como a areia de uma ampulheta, leentaaameente. Voltamos a ver "direito" o jogo faltando trinta segundos para acabar. Queremos mesmo é ver o árbitro levantar os braços e nos despertar de um pesadelo que já dura seis meses. O êxtase é imenso! Não sentimos nossos pés no chão, flutuamos em estado de graça.

Esse é o lado bom da conquista. Mineiros e Cearenses, penso apenas positivamente, porque infelizmente já conhecemos as consequências do negativo, vide São Januário em 2008 e Couto Pereira em 2009, quando torcedores perdem a razão e agem como suicidas ou bárbaros com o descenso dos seus times. Então, para Ceará x Cruzeiro, será Matar ou Morrer!

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Por Baixo??




por Mateus Lessa

Caros apaixonados pelo esporte bretão mais brazuca do Mundo! Venho hoje fazer um desabafo e abrir uma discussão com todos vocês sobre o nível de nosso campeonato. Acredito que este seja o momento ideal para isso, já que, a duas rodadas do fim, muita emoção está por vir!
Particularmente, e sei que muitos vão concordar, não aguento mais ouvir comentarista mala soltando frases do tipo "o campeonato é nivelado por baixo","os jogadores são de segunda linha" e "o nível do futebol é fraco". De bate-pronto, rebato cada uma delas.

O campeonato é nivelado por CIMA. Se há alguns anos vivíamos a velha ladainha de perder craques e trazer apenas veteranos, hoje presenciamos exatamente o contrário. A força de nossa economia, a criatividade dos projetos de marketing e a competência de alguns (poucos) dirigentes fizeram com que fatos que pareciam piada há 5 anos atrás acontecessem em 2011: repatriamos os ídolos ainda em grande momento e seguramos as grandes revelações em seus auges!

Quanto aos jogadores de segunda linha, é fácil pensarmos em 30 jogadores daqui que atuariam em times de Primeira linha da Europa: Neymar, Lucas, R10, Fred, Damião, Ganso, Alex, Luís Fabiano, Montillo, Loco Abreu, Renato, D'Alessandro, Thiago Neves, Deco, Dedé, Ralf, Oscar, Diego Souza, Bolatti, Douglas, Jefferson, Victor, Valdivia, Arouca, Paulinho, Elano, Guiñazu, Liedson, Danilo, Dagoberto, Kléber...
O nível do futebol é, na maioria das partidas, muito bom. Claro que o futebol bonito depende muito do dedo do treinador e times com mentalidades defensivas proporcionam um futebol mais truncado. Mas tem sido prazeroso ver o futebol jogado pelo Santos de Neymar, ver o conjunto e a raça do Vascão durante a maratona de jogos buscando canecos, ver o Corinthians ganhar jogos de virada do jeito que gosta, ver a força do Figueira atuando dentro e fora de casa, ver o futebol ofensivo do Flamengo, a pressão do Inter de Dorival na arrancada final pela vaga.E mais pra trás foi bom ver o Botafogo com um grande meio-campo que acabou se desencaixando, o São Paulo que venceu cinco jogos seguidos, o Coritiba que bateu recordes de triunfos. E vale lembrar que tivemos uma das partidas mais espetaculares dos últimos anos: Santos 4 x 5 Flamengo, em plena Vila Formosa, com direito a show de Ronaldinho e gol mais bonito do ano de Neymar.
Além disso, o sistema de pontos corridos, que será assunto para uma nova coluna nos próximos dias, proporcionará emoção e estádios cheios no país inteiro nos próximos dois finais de semana. Aguenta coração! E aos corneteiros de plantão, autores das frases que abrem o texto, um sonoro CALA A BOCA!

terça-feira, 22 de novembro de 2011

O tão criticado Corinthians...

Gol decisivo fez valer a grana investida no Imperador?
Por Tuca Veiga

Líder desde o despertar do Brasileirão, o time do Corinthians é corriqueiramente criticado por grandes especialistas.
Jornalistas que admiro, como PVC, Juca Kfouri, Paulo Calçade e, até mesmo, o genial Tostão, não apostaram, não elogiaram e não se deixaram levar pelo futebol do líder.
Me recordo de um dia que estava chegando em casa e escutei no rádio o Calçade falando sobre os times que ele apostava na briga pelo título:
“Vasco, Botafogo e São Paulo”, respondeu de bate-pronto.
Fiquei indignado.
Por isso, vou falar em tópicos alguns dados sobre o tão criticado Corinthians.
Como escrevemos antes, o tão criticado Corinthians bateu em todos os candidatos ao título: Vasco, Fluminense, Botafogo, Inter, Flamengo e São Paulo.
É o time que mais ficou na ponta da tabela, que tem a melhor defesa e o maior número de vitórias, ao lado do Flu, na competição.
Somou dez pontos contra os gaúchos, nove contra os mineiros e doze contra os cariocas.
Como se não bastasse, é o time que mais ganhou de viradas. E, cá entre nós, de virada é mais gostoso.
O tão criticado Corinthians é o melhor time dentro de casa e tem a melhor média de público.
A pior colocação do time, juntando o Brasileirão do ano passado, é um quinto lugar.
O time jamais saiu da briga pela taça.
Na última partida, contra o Galo, o tão criticado Corinthians, tinha duas cartas na manga para a segunda etapa. Nada mais, nada menos, que Alex e Adriano.
Zap na testa.
E, como se não bastasse, é do Corinthians o melhor bordão do ano: “FALA MUITO!”.

domingo, 20 de novembro de 2011

É do Adriano, @#$%¨&*!

Por Guilherme Reis

Após 75 minutos de jogo, muitos xingamentos e o coração saindo pela boca, eis que Liedson coloca a bola pra dentro e faz o Pacaembu dentro do meu pequeno quarto em Londres explodir.

Onze minutos mais tarde, mais uma bola na rede, mais gritaria, socos na parede de alegria e um grito na janela (que com certeza inglês nenhum entendeu):

- É do Adriano, porra!!!

Fim de jogo, cabeça a mil, vou à cozinha tomar uma água. O colombiano do quarto ao lado, com ar de preocupado, me surpreende:

- Are you ok?

- Yeah man, more than ok, my team won today, we are on the first position! - respondi eufórico, antes do gole d'água.

Voltei pro meu quarto e liguei pro meu pai, que estava com minha irmã no Pacaembu:

- Vaaai Corinthians! - exclamei.

- É nóis! Imperador! Tite neles! - ouvi antes da ligação ser cortada.

Desliguei o celular, olhei ao redor, respirei fundo e... só mais duas rodadas.
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