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terça-feira, 15 de janeiro de 2013

A Copa Nordeste está chegando. Em quem você aposta?



Por Felipe Pugliese

É para a terra que chora, festeja, relaxa e atropela que o Paixão Clubística vai dedicar o texto do dia. É lá de cima - Norte e Nordeste - que o Mercado da Bola será analisado. 

Poucas contratações de impacto (como já se era de imaginar), mas algumas peças que se destacaram em 2012 mantidas. A começar pelo Náutico... 

Apesar de correr o risco de rebaixamento, o Timbu foi muito temido no ano que passou. Seria inevitável manter, mas fizeram o possível. Gallo permanece no comando e Martinêz segue como capitão. Souza (joga muito) retornou ao Palmeiras, a revelação Rhayner vai defender o Fluminense e Araújo enfiou a peixeira nas costas do torcedor ao se transferir para o Galo. Cléber Santana interessa...

Ainda em Recife, vamos para a turma da Fuzaca. O rebaixado Sport apostou numa dupla paulista. Vadão de técnico e Roger de centroavante. O veloz Marcos Aurélio também pode sar um caldo (de mocotó, é claro).  Uma coisa é imprescindível: manter Hugo. 

No Santinha, a experiência é a opção. Nas laterias os lendários Dutra, Eduardo Arroz e Diogo marcam presença. Marcelo Martellote é o dono da prancheta. Na frente nada mais nada menos que o abusado, mas ultrapassado, Carlinhos Bala.  

Ah, não podemos esquecer do Boa Esporte, que terá como craque Marcelinho Paraíba.

Mudamos de estado. Chegamos à boa terra. O Vitória subiu, mas já erra feio. Perdeu Pedro Ken, Tartá, Elton, William... chegou o zagueiro Fabrício, novato e rodado. 

O Bahia perdeu sua grande estrela, mas a saída era inevitável. Gabriel joga muito e o Flamengo investiu um valor justo. O Tricolor tem que parar com a mania de ressuscitar defunto. 

A Copa Nordeste está chegando. Em quem você aposta? 

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Uma tacada certeira

Com a camisa do Corinthians Elias despontou. Agora é uma nova nação.



Por Felipe Pugliese


O Bahia foi um time que chamou minha atenção no Brasileirão. Gostei mesmo foi do jovem Gabriel. Segundo volante rápido, que chega com eficiência e personalidade ao ataque.


Um dos primeiros comentários que fiz ao vê-lo marcar um gol diante do São Paulo foi “Nossa, parece o Elias”.


2013 chegou e Elias e Gabriel vão jogar juntos. Que bela notícia! Uma tacada certeira (na verdade duas) que há muito (muito mesmo) tempo o Flamengo não dava.


Gabriel foi um dos destaques do Bahia do Brasileirão 2012

Anunciou os dois no mesmo dia. O gasto foi alto, mas quem não tira o escorpião do bolso fica para trás no futebol atual.


As contratações de Elias e Gabriel não podem serem vistas apenas como a chegada de dois bons reforços. É mais do que isso.


É uma mudança de atitude da direção. Ainda é cedo, mas os novos dirigentes mostram pensar grande. 


O Flamengo tem que voltar a ser Flamengo. Gabriel e Elias podem marcar esta divisão de águas.


“Há de chegar o dia em que o Flamengo não precisará nem de jogadores, nem de técnico, nem de nada. Bastará a camisa, aberta no arco”.  Nelson Rodrigues.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Bahia vence a Portuguesa e rebaixa o Palmeiras. Entenda!

Só eleições diretas para presidente e a nova Arena podem tirar o Palmeiras das trevas

Por Alessandro Lefevre

O clima no Palmeiras é de enterro. O motivo não é o empate com o Botafogo no domingo (4), mas a vitória do Bahia, em pleno Canindé. Além disso, observe os quatro próximos jogos da equipe de Salvador no Brasileirão: 

Cruzeiro em Minas: saco de pancadas, a Raposa não coloca medo em ninguém. Empate!
Ponte Preta em Salvador: vitória do Bahia.
Náutico em Salvador: vitória do Bahia.
Atlético-GO em Goiás: vitória do Bahia

Mesmo que o Palmeiras ganhe as quatro partidas que restam, o Bahia tem um caminho muito mais fácil, além da diferença de sete pontos para o time paulista.

Ao palmeirense, resta torcer. E esquecer um pouco o que é dito na grande mídia. Oportunistas, comentaristas dizem que o problema do Palmeiras é fácil de resolver: achar um candidato único para as eleições presidenciais de janeiro do ano que vem e começar agora o planejamento para a Série B. A proposta é ótima, mas a política do clube não é tão simples assim. Quem vive o dia a dia das alamedas do Palestra Itália sabe que unir situação, oposição e mais um monte de grupos com pensamentos conflitantes é uma missão impossível. 

Um dos principais pontos de discórdia é quanto à associação de torcedores uniformizados ao clube. Enquanto a situação é contra, alguns grupos da oposição querem que a arquibancada passe a decidir os rumos do Alviverde. Por isso, a pressão por eleições presidenciais diretas. O projeto deve mesmo sair do papel com o virtual rebaixamento. E, com a entrega da Arena, o Palmeiras talvez volte aos dias de glória. 

Outra tese bastante defendida para a queda do Verdão diz que os cartolas não aprenderam absolutamente nada com a parceria com a Parmalat na década de 90. Pode até ser verdade. Mas com todo aquele dinheiro, não é preciso ser tão profissional assim. É evidente que a turma da Parmalat era profissional. Só que a empresa italiana tinha MUITO dinheiro para montar esquadrões. Hoje, tempos em que a torcida bate em treinador e esculhamba jogador, quem quer atuar no Palmeiras? 

A parceria entre Fluminense e Unimed não tem nada a ver com a do Palmeiras com a Parmalat, que era de co-gestão. No Flu, a Unimed entra apenas como investidora. Mas dá para ver o que o dinheiro pode fazer com um clube...

O que o Palmeiras precisa é de uma revolução! Eleições diretas para presidente e a nova Arena podem ser o primeiro passo rumo à profissionalização de um clube com mais de 13 milhões de torcedores espalhados pelos quatro cantos do planeta. Por enquanto, é pensar se o correto é montar um time para a Libertadores ou para a Segunda Divisão.

domingo, 14 de outubro de 2012

Um escândalo


Brilhante campanha do Fluminense pode ser manchada pela arbitragem
Por Felipe Pugliese



É muito difícil contestar uma liderança como a do Fluminense. 

Melhor campanha, melhor ataque, melhor defesa, artilheiro do campeonato... enfim, argumentos para qualificar o time de Abel Braga não faltam.

Se é ou não o melhor do Brasil é outra questão. O fato que me incomoda é a participação ativa dos erros de arbitragem nos jogos do tricolor carioca.  A vitória diante da Ponte Preta foi um escândalo. Um escândalo!


Já diante do Bahia, o trio de arbitragem comandado pelo paulistano Raphael Claus (alto nível) errou feio ao anular gol legal de Lulinha. No lance seguinte o Flu abriu o marcador e construiu mais uma vitória.


Sou daqueles que repudio e tenho nojo do discurso que no futebol “tudo é acertado. Marmelada pura”. Defendo a ideia que tal sujeito pare de acompanhar e vá pentear macaco com piolho.


Não existe algo mais irritante que o a pergunta “você não lembra da final da Copa de 98?”.


Trago tais exemplos porque não quero que uma campanha tão regular como a do Fluminense fique manchada, assim como a do Corinthians em 2005.


Porém, caro leitor, é inegável que 2012 fica marcado como o pior ano da arbitragem brasileira na história recente. Não me lembro de tantas críticas como as atuais. 


O que está acontecendo? O nível realmente é péssimo ou bater no homem do apito virou lei?


sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Sentimentos e Palpites para o Gran FInale


por Mateus Lessa

Caros apaixonados, pouco dias para o fim da temporada. Para nós, que acompanhamos a saga de mais um Brasileirão, não existe outro assunto neste momento. Domingo, as 17h, o país vai parar na Rodada mais esperada dos últimos tempos. O Gran Finale, Rodada dos Clássicos! E cada torcedor do país vive um sentimento até o soar dos apitos- "abençoai os Senhores de Preto, Deuses do Futebol".

No Rio temos um Vasco suando as últimas gotas de sangue do ano da temporada mais eletrizante que viveu nos últimos 10 anos. Tensão e adrenalina na Colina! O Fla de R10 e Pofessô Luxa lutando para dar sequência no "Pojeto Libêtadores". Encrenca braba. Palpite: Vasco 2 a 1. Flu e Bota se enfrentam lamentando os pontos perdidos que os fizeram perder a chance de título e Vaga na Libertadores, respectivamente. Vantagem para o Flu, pela fase de Deco e Fred. Palpite: 3 a 1 Tricolor.

Em São Paulo, o Corinthians luta pra desatar o nó e soltar o grito que está engasgado. Desde o gol de Bernardo, no último minuto da rodada passada. Ou, mais adiante, desde o ano passado, no empate com o Vitória no Barradão. Tite resistiu e agora posa de f...dão! É Brincadeira! Mas o adversário é ninguém menos que o Co-Irmão-Verde, comandado por Luiz Felipe "Fala Muito" Scolari., embalado pela vitória sobre o SPFC e pelo Bichão do Tirone. Sentindo um Protagonismo que não teve em toda temporada. "Seria um título tirar dos galinhas" virou clichê. O bicho vai pegar no Pacaembu! Palpite: 1 a 1 e festa sofrida!
Os torcedores do São Paulo contrastam com os do Santos no duelo de Mogi. Melancolia e Desconfiança do lado Tricolor, com as despedidas-sem-despedida de Dagoberto- vai jogar muito no Inter- e de Rivaldo- que pode ir parar na Lusa, segundo o Craque Neto. E Professor Lion renovou. Quem não sabia? O retrospecto de 33% e o futebol apresentados convenceram JJ & Cia. Ninguém confia na pequena % da Libertadores por um fato simples: não merece. O Peixe vai com os reservas, de olho na viagem, dicionário japonês na mão, e a chance de ganhar o Mundo logo ali, no que já vem sendo chamado de Jogo do Século. Olho no Monterrey!! Palpite: 2 a 1 SPFC, pelo faro do Fabuloso.

Emoções à flor da pele também em MG, com o Galo podendo fazer sua maior festa desde o longínquo Primeiro Brasileirão, em 1971: rebaixar o maior rival! Tensão na Toca da Raposa com o Fantasma da Segundona, e Farra no Galinheiro, com a grande fase do Atlético de Mest

re Cuca. Palpite: 3 a 2 Atlético-MG.

No Paraná, Agonia do Furacão e a forte Esperança do Coxa pela Vaga na Liberta no Atletiba. Palpite: 1 a 1.

No Gre-Nal em que o Grêmio se despede de Roth, sonha com Kléber, e com a chande de enfrentar o rival na Copa do Brasil, e o Inter de Dorival jogando suas últimas fichas pela América, muita luta esperada como sempre. No Beira-Rio, o Colorado deve prevalecer. Palpite: 2 a 0 Inter.

Em SC, o já rebaixado Avaí enfrenta o Figueira como mais um Vilão do Rival na luta pela Libertadores, e o Figueira tenta repetir o bom futebol para confirmar a surpresa e o Passaporte para o principal torneio do continente. Palpite: 2 a 1 Figueira.

No Nordeste, a possível irmandade do Bahia já Réélaxado para com o Ceará a todo vapor deve prevalecer por "vontade dos Santos" e desespero cruzeirense. Palpite: 2 a 0 Ceará.

Atlético-GO e América devem ficar no 0 a 0 por já estarem de férias. Em cada canto, todos estarão assistindo, torcendo por suas combinações de resultados. As últimas 10 finais de campeonato vão começar. Vitória dos pontos corridos!!

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Um grande beijo ao leitor

Beijoca. Nome sugestivo. Personagem eternizado pelo torcedor do Bahia, grande Tricolor de Aço. Há alguns dias vasculhei diversos blogs relacionados ao clube a procura de informações sobre Jobson. Encontrei muitas opiniões, mas uma comparação despertou uma atenção maior em minha leitura. Um homem (não recordo sua graça) diz que o comportamento do jovem atacante era muito parecido justamente com o do Beijoca que, apesar do nome romântico, era um verdadeiro “mau-caráter” dentro das quatro linhas. Uma definição ainda melhor: era um verdadeiro “canalha” em campo.

Os dias passaram e confesso que me esqueci quem era o tal do beijoca. Até que acompanhando uma reportagem do Esporte Fantástico, programa veiculado sábado na Rede Record, me deparei com um homem aparentemente velho e com um bigode inquestionável. Quem era? Beijoca, claro.

Me senti o mais ignorante entre os ignorantes por não conhecer tal personagem. Imagens mostram que, na arte de ser um “cafajeste” em campo, Edmundo Animal era estagiário se comparado a Beijoca.

O ídolo do torcedor baiano conta que, quando jogador, usava muitas drogas e álcool. As brigas eram o seu maior prazer. Hoje é um homem livre, sem vícios. Dá palestras a jovens que um dia sonham em vestir a camisa do Bahia. Beijoca se arrependeu do que foi um dia. Mesmo depois de velho é exemplo.

E você, torcedor do Tricolor de Aço, tem alguma história marcante para contar sobre Beijoca? Um grande beijo ao leitor.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Pau que nasce torto se endireita?


Não é a primeira vez que o Paixão toca no assunto Jobson e, provavelmente, não será a última. O atleta foi suspenso mais uma vez por doping – desta, pela corte arbitral – e ficará seis meses fora de atividade.
A suspensão passou um pano na decisão do Bahia de dispensar o jogador, que vinha sendo o principal nome da equipe no campeonato. A queda de produção do tricolor baiano foi imediata, refletindo inclusive na demissão de Renê Simões, ex-treinador do clube. Vale lembrar que a decisão do time baiano foi tomada após uma votação envolvendo todo o elenco, que já estava farto de ver Jobson chegando atrasado e alcoolizado na concentração.
Jobson é um jogador talentoso, forte fisicamente e com a frieza inerente aos artilheiros. Não treme quando está na cara do gol. Se fosse um cara comprometido e percebesse que o bonde está passando, Jobson poderia ser destaque em tudo quanto é time do Brasil.
O Botafogo – clube que tem o passe do atacante – sabe muito bem disso. Suspenso por seis meses, Jobson receberá a última chance, a última mão estendida do alvinegro. O jogador escutará, em reunião que deve acontecer nesses dias, uma proposta de tratamento para que consiga se reabilitar. Agora resta saber de Jobson o que ele quer da vida e do futebol.
OUTRO LADO DA MOEDA
Outrora Animal, Edmundo recebeu, enfim, a notícia que tanto esperava: o ministro do Superior Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, concluiu que o caso do acidente sofrido pelo atleta, em 1995, e que resultou em três mortes, já prescreveu. O que acho justo, embora saiba – como o próprio jogador sabe – que a dor da família das vítimas jamais passará, e não passaria com ele atrás das grades.
Edmundo é uma prova de que o ser humano evolui, amadurece. Hoje ele está longe de ser aquele jogador intempestivo, de declarações fortes, jogadas violentas e atitudes típicas dos atletas ‘bad boys’, que sempre vão existir.
O ex-atacante está de parabéns, pois é um cara que se não tivesse sido salvo pelo futebol certamente teria caído no mundo do crime. Mas não caiu, não sucumbiu e, hoje, pode (e deve) servir de exemplo para Jobson.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

PC escala a seleção do primeiro turno

Terminado o primeiro turno do Brasileirão, hora de escalar a seleção da primeira metade do campeonato. O técnico PC pega sua prancheta para colocar em campo os 11 melhores e, para isso, contou com a ajuda dos votos de seus colaboradores.

Logo no começo da apuração foi necessário estabelecer um critério de desempate, pois o botafoguense Jefferson, mesmo servindo à Seleção, terminou com os mesmos votos de Fernando Prass, do Vasco. O goleiro de nosso time, pois o Vasco está na frente do Botafogo. Felipe e Marcos também foram lembrados.

Nas laterais temos Cicinho, do Palmeiras, e Ávine, do Bahia. Léo Moura e Egídio esquentam o banco. Na zaga Dedé foi barbada. O que confesso não entender é a presença de Chicão, mas já que ele está lá, fica com a braçadeira de capitão pela experiência. No meio-campo Ralf carrega o piano junto com Casemiro, que conseguiu desmanchar por um voto a dupla de volantes do líder do campeonato.

Para articular as ações ofensivas, PC colocou o garoto Elkeson, em grande fase no Fogão. Ao seu lado o jogador mais votado de todos: Ronaldinho. R10 permite à PC solucionar um impasse proposto por seus conselheiros, que não souberam decidir se o time joga no 4-3-3 ou no 4-4-2. Na frente, nada de Neymar. Dois centroavantes típicos terão a função de fazer a festa da rapaziada: Leandro Damião, o melhor centroavante do Brasil, e CyBorges – programado para marcar.

Todos os técnicos terminaram empatados, então escolhemos Ricardo Gomes, em forma de homenagem e energia positiva.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Tudo velho se fez

Um jovem que aparentava sinais de mais um recomeço no futebol. Sinais de arrependimento e mudança, principalmente mudança.

110 dias se passaram e o tempo mostrou que tudo nada mais era que apenas mais uma tentativa fracassada. As palavras são fortes, mas demonstram a indignação de um daqueles que acreditavam em um novo Jobson em sua chegada ao Bahia. Contudo, tudo velho se fez.

Uma curta volta ao tempo: Ele despontou no Botafogo. Fez o torcedor alvinegro relembrar a época de Donizete Pantera e Túlio Maravilha. Os gols no Fogão levaram Jobson ao Cruzeiro, porém as drogas o impediram de estrear pela raposa. Jobson ficou afastado do futebol por seis mês após ser pego no antidoping no Brasileirão de 2009.

O futebol não guarda rancor e tem um coração bondoso e, como um amigo que confia na recuperação do necessitado, o Botafogo novamente abriu as portas a Jobson. Mais uma vez a indisciplina venceu, o “garoto encrenca” arrumou as malas e partiu para o Atlético Mineiro. A recíproca de gratidão com os mineiros não foi verdadeira e o atacante deixou clube alegando não estar contente.

Foi então que surgiu mais um personagem neste dramático enredo envolvendo o, até então, desorientado jovem atacante. Com fama de matador Jobson chegou ao Bahia. Lembro ter formado a seguinte opinião: Será algo maravilhoso para as duas partes. Não foi!

Jobson agora foi afastado também do Bahia. Há quem diga que ainda não podemos crucificá-lo, pois é jovem. Sim, mas até quando o futebol será generoso com este moço? O problema, desta vez, não são as drogas, mas bebidas, mulheres e atrasos. A diretoria do Bahia agiu corretamente. Abrir exceções a jogadores como Romário, Ronaldo e outros deste mesmo cacife é uma coisa, porém Jobson nunca provou nada no futebol.

O mais triste é abrir os jornais e ver que já há vários clubes das Séries B e C atrás desta grande encrenca, mesmo ele podendo atuar apenas por alguns clubes do Rio de Janeiro. Vale lembrar que o resultado de seu julgamento pelo caso de doping em 2009 sai no próximo dia cinco de setembro.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Caio Júnior tem o melhor custo-benefício do Brasileirão

Torcida do Bahia vibra com gol no confortável Estádio de Pituaçu
Do enviado especial a Salvador

Na tarde do último domingo, no Estádio Metropolitano de Pituaçu, em Salvador, o Bahia empatou com o Botafogo por 1 a 1, em jogo válido pela nona rodada do Brasileirão. O time carioca dominou toda a partida e teve as melhores chances. Apesar do elenco limitado, em que os craques são Elkeson e Maicosuel, o treinador Caio Júnior conseguiu colocar o Fogão na disputa.

O técnico recebe "apenas" R$ 300 mil por mês e comanda o time que ocupa a 5ª colocação na tabela. Caio Júnior, no Palmeiras, mesmo ainda tirando xerox, levou a equipe de Palestra Itália até a Libertadores de 2008. No ano seguinte, no Flamengo, quando já tirava um cafezinho, chegou a receber propostas do mundo árabe quando liderava o Certame Nacional. Agora, no Botafogo, o estagiário foi, enfim, efetivado. Caio Júnior é um técnico de ponta e custa pouco.

O Alvinegro não vai lutar pelo título, mas se mantiver a regularidade pode até beliscar uma vaga na Libertadores. E olha que muitos cronistas apontamos o time da estrela solitária como candidato ao rebaixamento.

Ataque do Bahia é tão ruim quanto a cerveja de lá
E que me desculpem os torcedores do Bahia, mas o único time do estado que está na primeira divisão é péssimo! Foi sofrível assistir ao jogo no meio da torcida do Tricolor de Aço. 33 mil pagantes, a melhor média de público do torneio e, em campo, o que se via eram jogadores sem qualidade técnica para criar uma jogada. Só dava Botafogo. Caio Júnior armou um esquema de valorização da posse de bola que até Parreira, o mestre dessa arte, aplaudiria.

Para se ter uma ideia, o único jogador do Bahia que teria espaço nos times de São Paulo é o zagueiro Titi, que foi muito firme em todas as jogadas. Um time que precisa de Lulinha, Jancarlos, Ricardinho, Maranhão e Júnior para marcar gols deve se preocupar, e muito, com o rebaixamento. Quando Jóbson não joga, só uma bola parada pode salvar o Tricolor Baiano.

Último passe 
A corintianada não vai gostar! O (antes MEDONHO) Fábio Ferreira, do Botafogo, tá jogando muita bola e já é ídolo no Rio de Janeiro. Zagueiro seguro, que vai bem por baixo e nas bolas aéreas, sabe sair jogando e ainda ajuda o ataque. Pra finalizar, um dos lances mais bizarros que já presenciei num estádio de futebol: o chute no vácuo de Maranhão. O cara vai ficar 15 dias sem jogar por ter deslocado o cotovelo. Me ajuda aí, Maranhão!

domingo, 12 de junho de 2011

Eterna discussão

Uma discussão que jamais se chegara a um consenso comum, pelo menos para torcedores de Atlético Mineiro e Bahia. Quem foi o primeiro campeão brasileiro da história? Os fanáticos da “terrinha” usam o argumento dado pela CBF no ano passado e, morosamente, dizem “Oxi, o campeão é o tricolor, meu rei. Vencemos o Santos de Pelé na decisão ”. Já o pessoal de Belo Horizonte argumenta dizendo “Ói so, primeiro campeão brasileiro, de verdade, é o Galo, uai”.

O certo é que o primeiro campeão nacional é o Bahia. É certo também que o primeiro campeão brasileiro é o Atlético Mineiro. Resumindo, eu chovi no molhado. Na verdade não há como negar que o Brasil tem dois primeiros campeões em seu campeonato.

Discussão à parte, hoje as duas equipes se encontram pelo Brasileirão, em Pituaçu. Em campo, plantéis que ainda precisam convencer suas fanáticas torcidas na temporada.

Como recordar é viver e ambas as torcidas não comemoram um título expressivo há anos, seguem dois vídeos relacionados às conquistas de 59 e 71. O primeiro é uma homenagem a Marito, herói do título do Bahia. Já o segundo é o gol que rendeu ao Galo mais querido do mundo o título brasileiro de 71.




sexta-feira, 10 de junho de 2011

As quatro linhas na telona

Retratar o futebol no cinema é uma das coisas mais difíceis que existem. Pelo menos para nós brasileiros. Entendemos demais do esporte e cobramos produções perfeitas. Filmagens mal feitas do jogo geram comentários jocosos. "Que coisa ridícula. Quem é que chuta a bola desse jeito? E o meião do cara não fica sujo? Olha que forçada a defesa do goleiro".


É claro que existem filmes de sucesso que reproduzem o mundo fora das quatro linhas. É o caso do excelente Holligans, com Elijah Wood. Mas fazer com perfeição algo que é tão próximo do nosso cotidiano, a bola em jogo, a cobrança de corner, a catimba, a cabeçada que trisca a trave e sai pela linha de fundo, levando os torcedores ao delírio, é quase impossível.

E como criar sintonia entre a pipoca e a redonda? Me parece que os diretores brasileiros acharam a solução. Ou mostram aquilo que cerca o futebol (mandingas, macumbas, brigas, bastidores, polêmicas, etc) ou fazem... Documentários! Tem gol melhor do que o de verdade?! É isso. Tem que filmar o jogo real, o sofrimento e o contentamento dos jogadores, a angústia dos treinadores e a Paixão Clubística dos torcedores. Coisas que ninguém consegue interpretar com exatidão.

O mais novo filme, que em breve estará no escurinho dos cinemas de Salvador, Feira de Santana e São Paulo, é o Bahêa Minha Vida. Dirigido por Marcio Cavalcante, o longa metragem conta a paixão, os sonhos e a vida do torcedor do Tricolor de Aço. Uma vida expressa em alegrias e lágrimas, em gritos e silêncios, em desencantos e euforias. É realmente uma bela homenagem. Veja o teaser do documentário. É de arrepiar até o mais fanático dos torcedores do Vitória:

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