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terça-feira, 14 de maio de 2013

Os preteridos

Por Tuca Veiga
Muitas das escolhas de Felipão para a Copa das Confederações eram mais que barbadas. No entanto, como de costume, são as ausências na lista do Sr. Bigode que merecem uma análise. Por que Dedé, Ralf, Ramires, Ronaldinho, Kaká e Alexandre Pato estão fora da seleça?


Vamos começar de trás para frente. Dedé, desde a chegada de Felipão, perdeu espaço para Dante, que despontou no Bayern, foi chamado e agradou ao treinador nos amistosos. Dedé também não mostrou em 2013 o futebol de outrora, e passou a brigar por uma vaga com Réver, que vive grande fase no Atlético, e foi o escolhido.
Já o médio-volante Ralf tinha a seu favor a grande fase do Corinthians e a dupla afinada com Paulinho. Mas quando foi convocado por Felipão, jogou de maneira diferente da que atua no Timão, bateu cabeça com seu parceiro, não se achou em campo e acabou perdendo lugar para o jovem Fernando, que vem batendo um bolão e tem tudo para se firmar na meiuca do Brasil. Confesso que não entendi o motivo de Felipão colocar Ralf pela direita e Paulinho pela esquerda nos amistosos, ao contrário do que fazem no Corinthians. Me parece que ele queria que desse errado para justificar a escolha pelo futebol mostrado no amistoso.
O caso de Ramires é impar. É o único jogador deixado de fora por ter tomado uma atitude que desagradou ao comandante canarinho. Cortado dos amistosos da Seleção no começo do ano, o volante sequer visitou os companheiros na concentração em Londres, onde mora. Diferentemente de Ramires, o meia Lucas deu o bom exemplo e viajou de Paris para Londres apenas para prestigiar os amigos e mostrar fazer parte do grupo. Vacilou, Ramires!
Agora vamos ao setor que gerou o maior debate em tudo quanto é roda de bate-papo nos últimos tempos. Quem Felipão iria escolher: Ronaldinho ou Kaká? Não levou nenhum. Kaká ficou de fora por não conseguir dar sequência como titular no Real e por não ter mostrado muito nos amistosos com o técnico. Já Ronaldinho, apesar de desfilar habilidade e liderança com a camisa do Galo, foi deixado de lado pelo histórico de pouca efetividade com a camisa amarelinha. Acho que o técnico errou, pois Ronaldinho ajudaria a dividir o foco com Neymar, o que poderia ajudar no futebol da principal estrela de nosso escrete.
Pato é outro que sempre é candidato à vaga e invariavelmente fica de fora. Ainda sem se firmar como titular do Corinthians, perdeu a posição para Leandro Damião, que mostrou mais vontade e mais raça quando recebeu a sua oportunidade. A falta de luta de Pato é um dos problemas que cercam o jogador, que além de técnico é um goleador nato. É Pato, precisa ralar mais para conseguir seus objetivos. E não adianta deixar a barba crescer...
No mais é desejar boa sorte aos convocados e torcer para que o tempo de preparação e a disputa da Copa das Confederações sirvam para dar liga à nossa Seleção. Vamos, Brasil!!!

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Galo e Ronaldinho Gaúcho - Os melhores do Brasil




Por Luiz Felipe Fogaça

Com 15 ponto em 15 possíveis , media de 3 gols por partida, nove de saldo e um futebol de dar gosto, o time do Galo é o time a ser batido nessa Libertadores. 

Ronaldinho Gaúcho joga fácil, distribui o jogo, dá seus dribles, marca seus gols e comanda o Atlético. Do truque da água na primeira rodada, ao golaço feito neste último confronto, o meia tem sido o destaque em todos os jogos e já conta com 3 gols e 6 assistências.

O sorriso sempre presente no seu rosto mostra que o craque tem jogado com a velha alegria de sempre e o resultado não podia ser outro, o futebol de Gaúcho contagia o resto do time. A fase do camisa 10 é tão boa que não é exagero dizer que é o melhor jogador em atividade no futebol brasileiro no atual momento.

O time ainda conta com uma defesa sólida com Réver e Leonardo Silva, um meio de pegada com Pierre e Leandro Donizete, bons laterais e um trio de ataque onde até Jó se destaca ao lado de Diego e Tardelli e Bernard que só são coadjuvantes por que Gaúcho está jogando o fino da bola.

Além disso, tem a torcida que faz sua parte e empurra o time que ostenta grande invencibilidade em seus domínios. Com a vitória sobre o time argentino garantiu o direito de decidir todos os mata-matas que vierem pela frente no Independência.

No banco Cuca joga para acabar com o estigma de que arma bons times que falham na hora H e exterminar o rótulo de eterno vice. O treinador faz excelente trabalho na frente do Galo e hoje só esta atrás de Tite, mas usa tão bem suas armas como o treinador do Corinthians.

Quem poderá parar o Galo? 

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Cruzeiro, Altético-MG e a rivalidade das Minas Gerais




Por Luiz Felipe Fogaça

Nos últimos anos Atlético-MG e Cruzeiro vem fazendo os clássicos mais equilibrados do Brasil, ambos, porém sem ganhar títulos de destaque. A ausência de conquistas, não quer dizer que os times venham fazendo feio, pelo contrário, além de sempre começarem como protagonistas, caso do Galo em 2013, ano após ano, uma das duas equipe sempre chega no pelotão de frente e belisca uma vaguinha na Libertadores pelo menos.

Desde o Brasileiro de 2007, em que vi um dos jogos mais impressionantes da minha vida, em que teve duas viradas, jogador expulso, golaço, todos os ingredientes de um belo clássico e o time azul bateu o alvinegro por 4x3, que eu assisto a todos os clássicos entre os mineiros, nem que seja na reprise.


Eis que no primeiro jogo do ano entre as duas equipes, quem brilhou foi o Cruzeiro sem seu principal jogador das últimas temporadas. Se o Mineirão deixou a desejar e apresentou problemas, que vão da venda de ingressos à ausência de água, inclusive para comprar. Fato o que não é surpresa para ninguém, deve se repetir em muitos estádios e parece estar bom só para Ronaldo e sua trupe.

O mesmo não se pode dizer do jogo, que foi bom. O time da Raposa, sem contar com Montillo e sem nenhum grande reforço viu o novo técnico Marcelo Oliveira armar bem o time, que marcou bem, foi veloz e conseguiu vencer o rival. Como no Coritiba, o técnico pode fazer sucesso nas Minas Gerais, mas dificilmente terá hesito em um campeonato de tiro longo como o Brasileiro, na Copa do Brasil, já são outros 500 e mesmo sendo disputada pelos principais times neste ano, o Cruzeiro tem tudo para incomodar. A aposta é pelo conjunto, já que  aparentemente o clube não tem ninguém que possa decidir individualmente.


Se o Atlético-MG esta em alta com Ronaldinho ditando bem o jogo e sem se esconder, com Bernard incomodando por todos os cantos do campo, nem a derrota para o Cruzeiro vai ser capaz de mudar isso. A chegada de Tardelli, ídolo recente do Galo tem tudo para resolver os problemas do time e alçar a equipe ao degrau mais alto do pódio.  Entre os torcedores e qualquer bom observador é nítido que o que faltava no time é alguém para empurrar a bola para o gol. No ano passado e já no clássico desse ano, Jô se cansou de perder gols e não tem condição de ser protagonista neste time, já como suplente é uma excelente opção.


Agora resta saber, qual metade vai terminar o ano comemorando e tripudiando da outra. A certeza é de grandes clássicos e bons jogos envolvendo as duas equipes, que sempre buscam o ataque.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Eletrizante


Por Tuca Veiga

Tarde quente, estádio lotado, o líder e seu caçador, um Ronaldinho inspirado e as traves encantadas são apenas alguns ingredientes da grande partida do Brasileirão 2012. Um jogo digno de final.

Os nove pontos de desvantagem levaram os mineiros ao ataque. Pressionado, o time de Abelão parecia cozinhar no caldeirão do belo e histórico Estádio Independência. Um primeiro tempo de ataque contra defesa.

Ronaldinho, desde a corrente dentro de campo, dos abraços nos companheiros, mostrava querer jogo. Tinha sangue nos olhos. Apetite. Na primeira oportunidade que teve, estufou o filó. Torcida em êxtase. O gol, no entanto, foi bem anulado. A torcida atleticana, que desde antes do apito soar já chiava com a arbitragem, ficou maluca. Indignação em BH. Injusta.



O empate levado para o vestiário era outro exemplo de injustiça. Duas bolas beijaram a trave, muitas outras cruzaram a área tricolor. Um bombardeio. O líder estava acossado. Tudo passava pelos pés de Ronaldinho. Grande atuação do maestro alvinegro. Bernard também estava com a macaca, faltava somente Jô caprichar na pontaria.

A segunda etapa deu o ar de sua graça levando para campo a velha máxima do futebol. O grito de gol, tão esperado pela massa no Independência, quando surgiu, estava do lado da minoria – quem não faz, toma. Festa do líder. Doze pontos de diferença e o campeonato quase decidido. Quase!

“Lutar, lutar, lutar, com toda a nossa raça pra vencer”. O hino do Galo, entoado nas arquibancadas, levou o time para a batalha. Um tiro de Leandro Donizete explodiu na trave. Era a terceira vez que a sorte sorria para Cavalieri. O goleirão gastou ela todinha. Como três é demais, a bola seguinte,  que teve assinatura de Ronaldinho, ficou entre Bernard e Jô, mas foi o centroavante que fez a alegria da galera.

Como três é demais, Jô, que havia desperdiçado duas cabeçadas, testou a bola para virar o jogo. Festa em Minas Gerais, Cuca emocionado, virada merecida. Mas o jogo acaba somente quando termina. A famosa redundância do mundo da bola avisa que enquanto há jogo, há guerra. E Fred, sempre ele, cutucou de bico e empatou a parada. Um balde de água fria. Título na mão? Que nada!

Um jogo eletrizante como este merecia um vencedor. E como três é demais, foi fantástico o gol de Leonardo Silva. Quando o lançamento saiu dos pés de Ronaldinho, o estádio se calou, todos prenderam a respiração. Enquanto a bola voava, Leonardo subiu como Dadá, encarnou o espírito do homem-gol, parou no ar, como helicóptero, como beija-flor. Testa nela, festa do Galo e campeonato aberto. Que jogo. Quem não viu, perdeu. Parabéns aos líderes – pelo jogo, pela disputa e pela tarde de domingo que proporcionaram não apenas para as suas torcidas. 

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

O playground da Gávea

Por Lucas Bueno

Os raios de luz fogem das redondezas do parque de diversões da Gávea deixando o ambiente nebuloso e sombrio. As atrações estão às moscas, com brinquedos enferrujados, descuidados... Mas sempre há pessoas em busca de diversão, mesmo que seja as custas dos outros. Então, relatemos as últimas estripulias que aconteceram no Parquinho do Urubu, no Rio de Janeiro.

Prestes a "subir a subidona" mais importante do ano, com aproximadamente cinco mil metros de altura, rumo à Bolívia, estranhamente os carrinhos rubro-negros tinham um assento vago. 

O Pirulito, frequentador assíduo dos parques de diversões paulistas e cariocas, foi proibido de embarcar na montanha russa flamenguista, porque, como disse a dona, nesse brinquedo só poderiam entrar quem tivesse que receber de dívidas mais de 500 mil reais. Como Pirulito SÓ receberá cerca de 200 mil foi barrado.

Já a grande atração do Parque do Urubu, o Dentuço, está em uma crise de identidade, saciado de tanto sucesso. Os fãs acostumados com as apresentações inesquecíveis do ídolo nos anos 2000, não veem espetáculos dignos há quatro, cinco anos. Em baixa, o grande astro buscou distrações para elevar a autoestima. Convidou uma "fã" para conhecer seu camarim em pleno período de trabalho, na temporada que o Parque do Urubu estava em turnê pelo norte do Paraná.


Ciente do ocorrido, o chefe do Play, o Pofexô, quis afastar o Dentuço pela simples razão de que todos no Parquinho são tratados de forma igual.  Não existem regalias individuais. Certo?! Errado. A dona de toda essa brincadeira, Patrícia "Torcedora" Amorim vetou a decisão do Pofexô e deu de ombros a situação. Um Parque com capacidade para aproximadamente 34 milhões de pessoas, pouco se importa com seu público, tratando a Nação como palhaços. Que por sinal... nariz vermelho é que não falta no Parque do Urubu.

Deixando a paródia um pouco de lado mas não deixando de falar sério, o setor de futebol do Clube de Regatas do Flamengo é totalmente remendado. A filosofia dos diretores é o pré-histórico jeitinho brasileiro. O futebol está num nível profissional muito longe da realidade vivida ou imaginada na Gávea. Amadores demais! É inconcebível, nas vésperas do jogo mais importante do ano, perder o melhor jogador do time, por não pagar um acordo que tinha prazo de vencimento sabido desde o início de 2011. Falta planejamento.

Os problemas não param por aí. Pelo setor financeiro outro agravante, o não pagamento dos salários a seus funcionários. Os jogadores estão certíssimos em cobrarem os atrasados. Muitos gostam de falar: não existe mais atleta que jogue por amor ao escudo. Mas existe tanto dirigente que se diz torcedor e faz o que faz com seu time que fica difícil de entender.

O Flamengo é terra de ninguém. O maior patrimônio do clube, a sua torcida, não sabe como agir. Vive-se, novamente, situações desagradáveis de outrora.


Já o cara que foi contratado pra ser o comandante e craque do time é um caso a parte. Primeiro porque pensa com um cérebro menor que seus dois dentes da frente. Não é capaz de dar uma declaração convincente. A artificialidade está presente na vida do Ronaldinho tanto dentro quanto fora de campo. Parece que ele vive, desde 2007, num mundo de deslumbramento, apenas dele. O rei sem a coroa. 

Essa é a hora dele sair do trono e ajudar o povo. Mas não, ele ao lado do leiloeiro irmão Assis, esconde-se atrás da boina, dos ouros, dos óculos, da faixa presa aos longos cabelos e sempre molhados. Até quando?! Até quanto Gaúcho?! Por isso muitos apaixonados perdem o prazer de torcer. Cadê nessas horas um Vampeta pra profetizar no mesmo Flamengo: "Eu finjo que jogo e eles fingem que me pagam.". O futebol instantâneo de hoje está carente de pessoas reais.

Por ora, o único brinquedo seguro para andar no Parque do Urubu, é o trem fantasma. E presidente do Flamengo, NÃO SABE BRINCAR NÃO DESCE PRO PLAY!

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Por Baixo??




por Mateus Lessa

Caros apaixonados pelo esporte bretão mais brazuca do Mundo! Venho hoje fazer um desabafo e abrir uma discussão com todos vocês sobre o nível de nosso campeonato. Acredito que este seja o momento ideal para isso, já que, a duas rodadas do fim, muita emoção está por vir!
Particularmente, e sei que muitos vão concordar, não aguento mais ouvir comentarista mala soltando frases do tipo "o campeonato é nivelado por baixo","os jogadores são de segunda linha" e "o nível do futebol é fraco". De bate-pronto, rebato cada uma delas.

O campeonato é nivelado por CIMA. Se há alguns anos vivíamos a velha ladainha de perder craques e trazer apenas veteranos, hoje presenciamos exatamente o contrário. A força de nossa economia, a criatividade dos projetos de marketing e a competência de alguns (poucos) dirigentes fizeram com que fatos que pareciam piada há 5 anos atrás acontecessem em 2011: repatriamos os ídolos ainda em grande momento e seguramos as grandes revelações em seus auges!

Quanto aos jogadores de segunda linha, é fácil pensarmos em 30 jogadores daqui que atuariam em times de Primeira linha da Europa: Neymar, Lucas, R10, Fred, Damião, Ganso, Alex, Luís Fabiano, Montillo, Loco Abreu, Renato, D'Alessandro, Thiago Neves, Deco, Dedé, Ralf, Oscar, Diego Souza, Bolatti, Douglas, Jefferson, Victor, Valdivia, Arouca, Paulinho, Elano, Guiñazu, Liedson, Danilo, Dagoberto, Kléber...
O nível do futebol é, na maioria das partidas, muito bom. Claro que o futebol bonito depende muito do dedo do treinador e times com mentalidades defensivas proporcionam um futebol mais truncado. Mas tem sido prazeroso ver o futebol jogado pelo Santos de Neymar, ver o conjunto e a raça do Vascão durante a maratona de jogos buscando canecos, ver o Corinthians ganhar jogos de virada do jeito que gosta, ver a força do Figueira atuando dentro e fora de casa, ver o futebol ofensivo do Flamengo, a pressão do Inter de Dorival na arrancada final pela vaga.E mais pra trás foi bom ver o Botafogo com um grande meio-campo que acabou se desencaixando, o São Paulo que venceu cinco jogos seguidos, o Coritiba que bateu recordes de triunfos. E vale lembrar que tivemos uma das partidas mais espetaculares dos últimos anos: Santos 4 x 5 Flamengo, em plena Vila Formosa, com direito a show de Ronaldinho e gol mais bonito do ano de Neymar.
Além disso, o sistema de pontos corridos, que será assunto para uma nova coluna nos próximos dias, proporcionará emoção e estádios cheios no país inteiro nos próximos dois finais de semana. Aguenta coração! E aos corneteiros de plantão, autores das frases que abrem o texto, um sonoro CALA A BOCA!

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Que passa Gaúcho?

Por Arthur Quezada

A minha estreia no Paixão Clubística poderia ser recheada com diversos assuntos.

Poderia ser sobre o Corinthians, que está com a mão na taça; sobre o abençoado Fred, que marcou 7 gols em 2 jogos; sobre a redenção do Imperador Adriano; sobre o futebol bonito e objetivo jogado pelo Vasco ao longo do Brasileirão... Enfim, poderia escrever sobre fatores que fazem deste Campeonato Brasileiro um torneio incriticável - do ponto de vista emocional.

Mas nesta estreia quero me atentar a um jogador apenas: Ronaldinho Gaúcho!

Confesso que no início deste Brasileirão fiquei animado com o camisa 10 do Flamengo. Fui um dos defensores da convocação dele para a jovem e inexperiente seleção canarinha, de Mano Menezes. O futebol objetivo havia voltado. Perigoso nas finalizações, malandro com dribles desconcertantes e eficiente nas bolas paradas, Ronaldinho ensaiou um retorno em grande estilo ao futebol que outrora o consagrou.

Mas analisando de uma maneira fria, realista e pessimista, pode ser que tudo não tenha passado de uma pegadinha. Assumo o risco quando falo isso. Ronaldinho pode fazer três gols na próxima rodada e silenciar o meu comentário. Mas quem viu o jogo de domingo, 20, entre Flamengo e Atlético Goianiense, presenciou uma das piores partidas do meia.

Contratado pelo Flamengo no início do ano, Ronaldinho não era apenas esperança de bom futebol, mas também como um gerador de receitas - nas áreas de marketing e vendas do clube. A expectativa era que ele repetisse o xará Ronaldo, em todos os aspectos. Mas não é isso que está acontecendo. O imbróglio entre R10, Flamengo e Traffic retrata a atual situação. Isso porque, de todos os jogadores do Flamengo, Ronaldinho é o único que não tem direitos de imagem vinculados apenas ao clube. Os direitos também pertencem a parceira Traffic – fator que impossibilita o Flamengo de explorar a imagem do craque em ações de marketing mais vantajosas e que cria rusgas entre o clube e os patrocinadores.

Baladas, polêmicas e privilégios no elenco do Fla são fatores prejudiciais tanto com a torcida, quanto com o grupo de jogadores. O ano instável do meia reflete o ano inconstante do Flamengo. Nos momentos decisivos, o futebol objetivo de Gaúcho desaparece. Uma pena, pois foi assim na seleção brasileira na Copa da Alemanha, foi assim na final do Mundial de Clubes da Fifa em 2006 contra o Internacional e, infelizmente para o Flamengo, foi assim no Campeonato Brasileiro de 2011, no qual o clube corre o sério risco de ficar de fora, até mesmo, da Libertadores em 2012 - haja visto o caminho árduo que tem pela frente (Internacional e Vasco).

Pensando bem, acho que a pergunta certa teria que ser direcionada a diretoria do Flamengo: Será que compensa Mengão?


segunda-feira, 29 de agosto de 2011

PC escala a seleção do primeiro turno

Terminado o primeiro turno do Brasileirão, hora de escalar a seleção da primeira metade do campeonato. O técnico PC pega sua prancheta para colocar em campo os 11 melhores e, para isso, contou com a ajuda dos votos de seus colaboradores.

Logo no começo da apuração foi necessário estabelecer um critério de desempate, pois o botafoguense Jefferson, mesmo servindo à Seleção, terminou com os mesmos votos de Fernando Prass, do Vasco. O goleiro de nosso time, pois o Vasco está na frente do Botafogo. Felipe e Marcos também foram lembrados.

Nas laterais temos Cicinho, do Palmeiras, e Ávine, do Bahia. Léo Moura e Egídio esquentam o banco. Na zaga Dedé foi barbada. O que confesso não entender é a presença de Chicão, mas já que ele está lá, fica com a braçadeira de capitão pela experiência. No meio-campo Ralf carrega o piano junto com Casemiro, que conseguiu desmanchar por um voto a dupla de volantes do líder do campeonato.

Para articular as ações ofensivas, PC colocou o garoto Elkeson, em grande fase no Fogão. Ao seu lado o jogador mais votado de todos: Ronaldinho. R10 permite à PC solucionar um impasse proposto por seus conselheiros, que não souberam decidir se o time joga no 4-3-3 ou no 4-4-2. Na frente, nada de Neymar. Dois centroavantes típicos terão a função de fazer a festa da rapaziada: Leandro Damião, o melhor centroavante do Brasil, e CyBorges – programado para marcar.

Todos os técnicos terminaram empatados, então escolhemos Ricardo Gomes, em forma de homenagem e energia positiva.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Haja paciência

Depois de ver o Corinthians voltar a liderança (simbólica) num empate sem graça com o Santos, veio de Muricy a sensatez para analisar a derrota do Brasil contra a Alemanha.



Questionado sobre o amistoso na coletiva após o clássico, o técnico santista citou a renovação da equipe alemã:



Um time jovem, cuja base joga junta há "bons" cinco anos, com final de Eurocopa perdida para a Espanha e dois terceiros lugares em Copas do Mundo, uma delas em casa.



Disse bons entre aspas porque para nós, que estivemos em três finais de Copa seguidas e dois bicampeonatos da América recentemente, não há paciência que aguente maus resultados.



Até porque, imaginem vocês, o que seria um terceiro lugar em 2014? Ninguém quer nem supor algo desse tipo.



De qualquer maneira, creio que falta um pouco de ousadia para Mano Menezes. Já que a fase é de renovação, e estamos só no início, não há por que ficar amarrado a um meio de campo com um volante marcador, outro marcador que sai pro jogo e um meia que pensa.



Os três atacantes devem ser mantidos, mas poderia haver dois articuladores. Quem não gostaria de ver Ronaldinho Gaúcho ao lado de Ganso?

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Se toda Quarta fosse assim...

Admito. Enquanto muitos esperavam ansiosos o encontro dos ícones do plástico futebol brasileiro, Ronaldinho Gaúcho e Neymar, estava meio reticente ao confronto, porque vi diversos jogos com tamanha publicidade não corresponderem a tal.



Por isso, quando cheguei em casa, liguei a televisão para ver Coritiba e São Paulo. O confronto começa já com uma bola na trave do Coxa. Pressão caseira no Couto Pereira. Aí surge uma bolinha na tela, gol na Vila, Borges. Logo em seguida outra bolinha, segundo gol do camisa nove santista, CyBORGES, programado para marcar.



Percebi que estava vendo o jogo errado, por isso, liguei o computador no Santos e Flamengo. Dois jogos ao mesmo tempo. No televisor, Carlinhos Paraíba tratou de calar todas as vaias que os torcedores coxa-branca entoavam com um tirambaço de esquerda no ângulo de Edson Bastos. Lá na Baixada e no computador, o R10 fez um gol sem goleiro após falha de Edu Dracena e Rafael. Já Thiago Neves fez o segundo dos cariocas na sequencia.



Para não deixar por menos, Neymar, o pequeno Deus, fez um gol magnífico, o terceiro do Santos. Depois de abusar da habilidade no meio-campo, ele finalizou a jogada com um drible desconcertante no “pobre” Ronaldo Angelim, foi pra lá e pra cá, cadê o menino?! Bola na rede!





Se não bastasse a chuva de gols na Vila em 30 minutos, o São Paulo também fazia três gols em meia hora de partida, sendo o terceiro um gol muito bem trabalhado por Dagoberto e Wellington, esse a cada jogo se firma como titular absoluto do tricolor.



Em Curitiba, o duelo estava praticamente decidido, três a nada para os visitantes. Praticamente porque haveria surpresas no decorrer da noite. Mas vamos contá-las por ordem de importância. Vila Belmiro... e pênalti sobre Neymar. É a partir desse momento que o Peixe “morre afogado”.



Elano pede a bola e vai para a marca da cal, concentrado. Todas as críticas sobre o pênalti na Copa América deviam passar por sua cabeça e ele foi corajoso. Com uma cavadinha à Loco Abreu, Elano desperdício o penal e a chance de dar a volta por cima. As más línguas dizem que Elano bateu o pênalti cavado para pelo menos acertar o gol, coisa que não fez em gramados hermanos.



Assim que o goleiro Felipe defendeu a cobrança pensei, o castigo vem a galope e veio. O Mengo empata antes do fim do primeiro tempo.





Que aula do verdadeiro futebol brasileiro, mas ainda com só um protagonista, o jovem Neymar. Ainda, porque o segundo ato desse espetáculo começou com o onze santista fazendo o quarto gol do Peixe na noite. E lá do sul do país outra joia brasileira resolveu dar as caras nesse noite genial. Lucas antecipou a saída de bola do Coxa e com um toque sutil, encobriu o arqueiro adversário. (Coitado do Mano que não viu nada parecido na Argentina.)



Com os jovens talentos dando as caras, Ronaldinho Gaúcho resolveu entrar e roubar a cena. Primeiramente, empatou a partida que não deveria ter fim, com uma cobrança de falta que mais parecia uma tacada de sinuca. Bola encaçapada nas redes santistas. Genial! (Lembrou-me o gol de Rogério Ceni no clássico contra o Palmeiras de Marcos). Depois fez o gol da vitória do Flamengo, o quinto sendo o terceiro dele. Noite épica na Vila!


Mas outro jogo rolava no meu televisor ao mesmo tempo que todos esses fatos já citados aconteciam em Santos. Quando menos se esperava, o Coritiba com um jogador a menos e com uma atuação sensacional do meio Rafinha, ex-São Paulo, no segundo tempo, o Coxa fez 3 gols. Faria o quarto, quinto... se a partida não tivesse que ser encerrada aos 48 minutos do segundo tempo.



Infelizmente a décima segunda rodada do Brasileirão teve fim, com isso termino meu texto com um comentário de um santista que reflete com exatidão o ideal deste blog, a paixão não só clubística, mas pelo Esporte!

“Feliz por ter assistido a uma daquelas partidas que só conhecia pelas histórias do meu avô. Que derrota gostosa.”.

Nem passado, nem futuro, e sim presentes do futebol

No chão sagrado da Vila Belmiro, dois talentos de extraclasse desfilaram a sua arte. Um já nos brindou e muito com a exuberância de seu futebol, já tido como em decadência. O outro é a nossa maior esperança de alegria, a menina dos olhos de grande parte dos amantes do esporte bretão.

Neymar voltava a defender a cor branca do Santos após uma passagem ligeiramente frustrante com a camisa canarinho. Embora tenha saído decepcionado da Argentina, o aprendizado ficou como saldo positivo da experiência na casa dos Hermanos.

Já Ronaldinho luta a cada dia para mostrar que vale cada centavo investido no seu futebol. Luta também contra a crítica, que espera sempre mais do melhor do mundo de outrora. No entanto, sabemos que o Ronaldinho de Barcelona ficou eternizado e congelado no Camp Nou – outro gramado abençoado.

Com o peso nas costas inerente aos gênios, os dois nos brindaram com 90 minutos de pura arte. O 5 a 4, placar da vitória rubro-negra, foi o desfecho ideal de um roteiro delicioso. O jogo que caminhava para a goleada virou mesmo uma virada daquelas. Com pênalti perdido e tudo o mais. Dos sete gols, cinco passaram pelas chuteiras de Ronaldinho e Neymar.

Até então, Ronaldinho perdeu apenas um jogo com a camisa do Flamengo e agora é artilheiro do Brasileirão. Depois de ser contestado por conta de atuações apagadas e uma certa vontade de ser nada mais que um coadjuvante, ele engatou boas atuações e tem sido fundamental na boa campanha do time, que tem tudo para brigar até o final pelo título nacional. Ronaldinho foi o craque do jogo e saiu elogiado até por Neymar, também fã do gaúcho.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Dada a largada

Apesar da desconfiança de seus torcedores e da possibilidade de terminar mais um ano sem títulos, o Trio de Ferro começou o Brasileirão com o pé direito. Sem atuarem na capital, Corinthians, São Paulo e Palmeiras – o único que jogava como mandante – venceram e deram algum alento aos seus torcedores.

Os pés de Kléber Gladiador, mais uma vez, garantiram os três pontos para o Verdão. Provavelmente o ídolo será responsável por fazer com que o alviverde sonhe bastante antes de admitir que somente a Sul-Americana pode salvar o ano.

Em Porto Alegre, o Coringão ganhou de virada, que é mais gostoso. Pelos lados do Parque São Jorge sabe-se que quando Liédson balança a rede, a fiel comemora. Mas é fato que o Levezinho precisa de companhia. O Sheik chega com o desafio de ser garçom e coadjuvante de Liédson e Adriano. Já Willian Xororó evidenciou que é um típico jogador de segundo tempo.

Assim como os rivais, o São Paulo também contou com seus principais nomes para superar o atual campeão brasileiro. Dagoberto e Lucas, um ataque que dará muita canseira nas defesas adversárias, fizeram os seus e exploraram a lentidão da dupla Gum e Leandro Eusébio. Sem os três zagueiros – contundidos – o Tricolor jogou cheio de remendos e saiu esbanjando união de São Januário.

O Trio de Ferro ganhou de times de nome, mas não há como negar que Flu, Fogo e Grêmio estão com equipes bem razoáveis. O Fluzão ainda tem Conca e Fred, mas os demais terão um Brasileirão um tanto sofrido. Nesse campeonato em que somente cinco times têm outra competição para se dedicar, a temperatura começou morna, mas não deve demorar muito para esquentar.

Destaque da rodada: A melhor atuação de Ronaldinho desde que retornou ao país foi o ponto mais positivo da largada do Brasileirão. Além do belo gol, capaz de fazer os mais exaltados compararem aos dos tempos de Barça, o R10 deu caneta, passe para gol, mostrou vontade e pareceu querer dar uma resposta à ausência na lista de Mano e nas manchetes dos jornais.


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