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quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Melhor preparo e menos punição


Por Luiz Felipe Fogaça

Na contramão da luta de milhões de brasileiros pelo direito à liberdade de expressão, o STJD parece não tolerar nenhum tipo de manifestação contra o órgão, arbitragens e os profissionais envolvidos nessa esfera.

Se existia alguma dúvida, isso ficou claro com o simples fato do procurador Paulo Schimitt oferecer denúncia para o Atlético-MG pelo ato de sua torcida. No jogo contra o Fluminense a torcida do Galo fez um mural escrito CBF de cabeça para baixo e com as cores do clube carioca. Os atleticanos protestavam contra os erros da arbitragem, que beneficiaram o Flu na briga pelo título.


Para o procurador, que é o único do STJD inteiro com propriedades para exercer a função, já que realmente é formado em direito, diferente dos outros membros, o que acontece é que “esta manifestação, levantando a hipótese que existe corrupção na CBF, ela tem de ser levada ao Tribunal pelo menos. Não vou defender que tenha absolvição ou condenação, mas a Corregedoria tem de levar para o conhecimento do Tribunal”.

Não vou entrar nem no mérito se a arbitragem é tendenciosa ou não, mas que muitos erros vem acontecendo e o nível da arbitragem esta em franco declínio, isso é nítido para qualquer um dos apaixonados que acompanham o esporte.


Vale lembrar que rodadas antes o Naútico teve de obrigar sua torcida a tirar uma faixa com os dizeres “ Não irão nos derrubar no apito” para poder ver o jogo começar. Isso é um absurdo, pela lógica daqui a pouco não poderemos gritar no estádio mandando o juiz pra ou simplesmente xingando o homem de preto.

Prego sim o respeito por todos os profissionais, sem duvidar da honra de nenhum deles, mas as manifestações tem que ser livres, por que futebol é liberdade, arquibancada é democracia e assim tem que seguir o jogo.

Ao invés de coibir manifestações populares que prepare-se melhor os árbitros, profissionalize-os e prepare-se também os homens que manda na arbitragem.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Uma vergonha para o país do futebol



Por Arthur Quezada


O anúncio do fim da equipe feminina de futebol do Santos, feito esta semana pelo presidente do clube, Luis Álvaro de Oliveira, foi mais uma punhalada no peito das futebolistas brasileiras. As sereias da vila, como outrora foram apelidadas, não existem mais. Para a diretoria do Santos uma atitude que não significa muito, mas para o futebol feminino brasileiro foi mais um passo para trás rumo a profissionalização das equipes femininas nacionais.

Quando se fala em futebol feminino no Brasil sempre escutamos a mesma ladainha: “Falta investimento”, “falta apoio”, “falta comprometimento dos cartolas”... E de fato é de impressionar o descaso das entidades de futebol quanto às jogadoras nacionais. Creio que impressionar não é a palavra certa, mais apropriada mesmo seria “envergonhar”...

Sinto vergonha do que é o futebol feminino no Brasil.

Mesmo tendo uma das melhores seleções do mundo, mesmo tendo Marta (a melhor jogadora do mundo), mesmo estando presente nas finais dos principais campeonatos mundiais - não temos a capacidade de criar uma liga de futebol feminino no Brasil. Obviamente essas meninas, que insistem em suar a camisa pela seleção brasileira, estão cansadas deste descaso. É claro que elas fazem milagres chegando tão longe sem nenhum apoio.

No caso do Santos, mais uma vez presenciamos esse descaso. Respeito o trabalho que vem sendo feito pelo atual presidente santista, mas as alegações dele para encerar a história das sereias da vila são mesquinhas e repetitivas. Dizer que não consegue patrocínio e dizer que falta apoio é chover no molhado. Mas o pior foi envolver o futebol masculino nesta história e dizer que os custos o time principal do Santos é um dos responsáveis por tal situação. Pior ainda é citar o salário de Neymar como justificativa.

Foram desculpas e esquivas no mínimo estranhas que camuflam a incompetência da diretoria santista em manter vivo o futebol feminino dentro do clube. Foi incapacidade e um resultado do trabalho mal feito. Mas não é mérito apenas do Santos e sim de muitos clubes nacionais e da CBF.

Bater no peito e dizer: “Esse é o país do futebol” é fácil, mas se somos o país do futebol precisamos começar a agir como tal.




quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Clássicos garantem emoção até o último milésimo do Brasileirão

Por Arthur Quezada

Podemos dizer que este ano não foi um dos melhores para a Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Escândalos, denúncias e muita desconfiança por parte da mídia, e da população, retrataram as mazelas e a insatisfação de muitos com da atual gestão de Ricardo Teixeira, presidente da entidade.

Mas neste Post falaremos sobre uma das poucas decisões acertadas, tomada pela CBF nos últimos tempos. No dia 14 de março de 2011, a entidade divulgou a tabela de jogos do Campeonato Brasileiro deste ano – revelando uma surpresa: as duas últimas rodadas do Brasileirão seriam recheadas de clássicos regionais.

Com a medida, a CBF esperava evitar escalações de equipes reservas por parte de clubes que não brigam mais pelo título. Em 2009, as derrotas de Corinthians e Grêmio para o campeão Flamengo causaram polêmica, já que os dois últimos adversários do Mengão não entraram em campo com força máxima. O Fla disputava o título daquele ano com Internacional e São Paulo. Situação parecida aconteceu em 2010, quando São Paulo e Palmeiras tiveram suas atuações contra o campeão Fluminense contestadas pelo Corinthians, que brigava pelo título.

No âmbito das ideias, a iniciativa foi fantástica. E como estamos no final do campeonato podemos constatar que a idéia realmente deu certo. Vamos aos fatos:

Corinthians e Palmeiras - Valendo o título nacional para os alvinegros e valendo o gostinho alviverde de impedir o rival de ser campeão.

Vasco e Flamengo – Além de influenciar diretamente na disputa do título pelo lado Cruzmaltino, vale também uma vaga na Libertadores de 2012 para o Mengão.

Coritiba e Atlético Paranaense – Este talvez um confronto épico, porque vale vaga na Liberta para o Coxa e do outro lado pode ser último suspiro do Furacão.

Cruzeiro e Atlético Mineiro – Rivalidade a flor da pele que vale a salvação da degola para a Raposa e vale o gostinho do Galo em rebaixar o rival.

Grêmio x Internacional - Jogo emocionante que vale vaga na Libertadores para o Colorado e vale ao Grêmio impedir que o rival gaúcho participe da competição sul-americana em 2012.

Fora outros clássicos que poderíamos citar aqui. Portanto uma coisa é certa, as famosas “entregadas” não estão acontecendo e nem irão acontecer este ano. Para quem gosta de um campeonato com decisões, esta é uma maneira inteligente de fazer com que um campeonato de pontos corridos tenha “finais” emocionantes. Como já dizia Jardel, ex-atacante do Grêmio e Seleção Brasileira, "Clássico é clássico e vice-versa..."

E será emocionante até o último sobro do árbitro no apito!

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Da Lama ao Caos

Por Lucas Bueno

A música de Chico Science & Nação Zumbi, que dá o título deste post, resume bem o amistoso da seleção brasileira nesta quinta-feira. No Brasil 2 x 0 "Lamão", ou melhor Gabão, primeiramente enunciaremos alguns raros destaques dessa pelada caça niqueis. 


Hernanes. Foi o melhor em campo pela amarelinha. Atuando como um meia adiantado, como joga na Lazio, fez um gol e merece, há um tempo, uma vaga entre os onze titulares do Brasil. Outro destaque é muito mais uma constatação. Neymar é sim conhecido nos quatro cantos do mundo, ou alguém duvida que aquela cabeleira do esforçado camisa 9 do Gabão, não foi inspirada no "pequeno Deus" da Vila Belmiro. Mas agora vamos falar sério.

Presidente da CBF, senhor Ricardo Teixeira, não se brinca com o futebol brasileiro desta maneira! Olha a situação que nossa seleção passou no Gabão. Antes do jogo começar dois apagões no estádio. (Fiquei pensando quantos milhares de africanos ficaram sem energia durante a partida para existir luz no campo.) O gramado era um pasto. Um verdadeiro campo minado. Não bastasse isso, nas linhas de fundo existiam  degraus perigosíssimos que separavam o barro com grama da pista de atletismo. Ninguém se machucou por pouco. Então, por que marcar um amistoso nessas condições?

Essa é a verdadeira lama

O Gabão é um país onde o dono do futebol brasileiro vê sua realidade espelhada nele. O país africano vivencia uma ditadura de 42 anos e Teixeira, mais de vinte anos à frente da CBF. Ali Bongo, líder do desconhecido país, ainda prega um dos mais antigos e eficientes modelos políticos criados na história, o Pão e Circo. O picadeiro foi garantido com os nossos palhaços vestidos de verde-amarelo. Já o pão, acredito que muitos moradores do Gabão não saboreiam isso há um bom tempo.

Não havia a necessidade de levar uma partida nessas condições por um milhão de reais. Nem por dinheiro algum. Ricardo Teixeira, tenho plena convicção de que o senhor conseguiria uma quantia muito maior para a SUA seleção sem sair do escritório no Rio de Janeiro, com uma simples canetada ou abrindo seus caixas extras.

Ei, abre o olho, Peixe. Sua batata está assando Teixeira. E cuidado com o baixinho Romário, pois ele pode marcar o gol mais bonito de sua carreira. Como? Te DERRUBANDO.


terça-feira, 6 de setembro de 2011

CBF deixa calendário e cofres vazios na Série D

Três semanas atrás, escrevi sobre a devoção do torcedor do Santa Cruz pelo seu time. A presença maciça da torcida coral no Paixão Clubística serviu apenas para comprovar o que o texto dizia – e, até hoje, ele está na galeria dos mais lidos.
Além de se interessarem pelo texto, os leitores ainda participaram, deram sugestões e me fizeram acompanhar mais de perto o Santa e o blog Torcedor Coral. Pautas e mais pautas passaram em minha cabeça, mas uma delas me chamou mais atenção.
Como é de se imaginar, as equipes que disputam as divisões de acesso têm um rombo do tamanho do Arruda em suas contas, e precisam se desdobrar para superar essa barreira. O Santa Cruz tem na bilheteria a principal forma de arrecadar um cascalho e, no mínimo, pagar salário dos jogadores e funcionários. E aí está o X da questão.
Na série D, os jogos acontecem somente aos finais de semana. Com isso, as equipes atuam apenas duas vezes em casa por mês, e deixam, assim, de arrecadar mais, o que ocorreria se houvesse mais partidas na competição. Para entender melhor, o Santa atuou dia 14/08, contra seu xará do Rio Grande do Norte, e só voltou a jogar no Arruda neste final de semana: 21 dias depois.
Mas como é de se imaginar, a CBF, que pouco se preocupa com o calendário da divisão principal, não dá a menor atenção para a Série D.
Com o caixa vazio, muitos são os reflexos: venda de jogadores, queda de rendimento, descontentamento do elenco, dos funcionários do clube e, principalmente, não sobra nada para investir na estrutura e na qualificação do grupo. Os clubes na Série D estão à deriva, largados à própria sorte.
Santa Cruz em campo
Os mesmos 21 dias que ficou sem jogar em seu campo é o tempo que o torcedor coral ficou sem ver uma vitória do tricolor pernambucano. Como gato escaldado tem medo de água fria, a torcida já estava com os bigodes em pé. Mas a vitória deste final de semana, por 1 a 0, contra o Porto, de Caruaru, deixou o time na liderança do grupo e a um passo da próxima fase.
A principal reclamação da torcida é que o time vive da raça e das bolas paradas, tanto que o zagueiro Thiago Matias, ex-Palmeiras, é o artilheiro do time na temporada, com 14 gols. Thiago, entretanto, se ofereceu para jogar no Ceará, onde foi apresentado esta semana, e agora é visto como ‘persona non grata’ por ampla maioria da torcida do Santa.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Será que cabe tanto dinheiro assim no Brasil?

As manchetes esportivas dos últimos dias refletem o momento de mudança que o futebol brasileiro atravessa.

Corinthians oferece 90 milhões de reais para ter o argentino Tevez”

Para tentar segurar Neymar, salário do craque pode chegar a um milhão de reais mensal”

Outrora inimagináveis, esses inúmeros zeros existentes nos contracheques dos clubes surgem, principalmente da ascensão econômica que o país atravessa. Ações de marketing inovadoras, patrocínios rompendo o patamar dos 30 milhões de reais anuais e os novos contratos firmados pelos direitos de transmissão dos jogos, fizeram com que a “importação” de jogadores fosse muito maior que a “exportação” deles. Vieram Alex, Renato, Denílson, Adriano, Luís Fabiano, além de argentinos e paraguaios e quem saiu? Conca, de mais relevante.
 



O sonho de termos um campeonato equiparado ao espanhol, alemão e francês é possível, mas ainda há uma enorme distância para a Premier League dos ingleses. Infraestrutura, estádios, ingressos, leis para os torcedores são alguns dos problemas. Mas, acredito que o grande abismo entre o modo inglês e o brasileiro seja a gestão.

Enquanto tivermos um Ricardo Teixeira no principal cargo de comando do futebol brasileiro, alterando horários dos jogos do Brasileirão para favorecer a TV, escolhendo adversários para a seleção brasileira, digo seleção Teixeira, conforme o cachê pago.

Aos leitores do Paixão Clubística aconselho a lerem a entrevista que Teixeira concedeu para Daniela Pinheiro, jornalista da revista Piauí, para entendermos até onde vai o poder de uma pessoa.

Não esquecendo de citar que o presidente da CBF também é o mandachuva (ou para-raios) da Copa 2014. Orlando Silva, Gilberto Kassab, Geraldo Alckimin e outros tantos disseram, lá atrás, que não haveria nem um centavo de dinheiro público nos estádios para o Mundial. E agora governador paulistano, como se explica 70 milhões de reais do Estado serem doados ao Corinthians para a construção dos vinte mil lugares necessários para o Itaquerão abrigar a abertura da Copa?

Desde 2003, quando o Brasileirão passou a ser pontos corridos, os gramados verde-amarelos não viam um desfile atrativos de bons jogadores. Atletas voltando do exterior para atuarem em grande nível, e não apenas para encerrarem carreira perto da família. Temos tudo para dar certo, mas os engravatados, com suas canetas Mont Blanc cismam, independentemente do formato do campeonato ou da situação econômica, em arruinar com o futebol nacional.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

CBF complica de novo e altera calendário do Brasileirão

O horário de Palmeiras x Flamengo ainda não foi definido pela CBF
Tudo estava programado para as partidas do fim de semana do Brasileirão. Mas a vitória da Seleção Brasileira sobre o Equador fez com que a CBF armasse mais uma vez uma confusão na agenda de alguns clubes que disputam a Série A. O time de Mano Menezes avançou às quartas de final da Copa América, joga contra o Paraguai às 16h de domingo e as partidas Palmeiras x Flamengo, Botafogo x Corinthians, Ceará x América-MG e Figueirense x Grêmio foram adiadas para a próxima quarta-feira. 

E pior: ainda em horário indefinido. Isso porque, caso o Brasil passe para as semifinais da competição, os jogos do Brasileirão serão realizados na quarta, às 19h30. Já se a Seleção for eliminada, as partidas serão às 21h50. Tudo isso pelo interesse da TV na transmissão de pelo menos um dos jogos.

Tratando-se de CBF, não me espanta. Mas o calendário deveria ser mantido. Isso prejudica o planejamento dos clubes e dos torcedores. As equipes que jogariam no domingo e teriam uma semana para treinar até a próxima rodada ficam com menos tempo de recuperação (um confronto na quarta e outro no fim de semana). O torcedor que se programou, por exemplo, para viajar e assistir ao seu time de coração terá que repensar, adiar ou até mesmo cancelar a ida ao jogo.

A pergunta que fica é: por que a CBF não adiou em apenas algumas horas essas partidas? Jogos às 18h30 são realizados todos os domingos. Ouvi ainda pessoas que gostariam de um teste. Imaginem essas disputas do Brasileirão às 10h. Mais uma vez o interesse comercial determina o rumo do futebol no Brasil.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Próximo assunto, por favor...





Seleções de volêi masculino, futebol feminino, Sub-17 e profissional...Ah, tem também clube sem técnico no Campeonato Brasileiro, claro. Esta sexta-feira coleciona uma grande porção de temas a serem discutidos. Contudo, o escolhido por este blogueiro que vos escreve é vergonhoso, indignante e chama-se pelo nome de Ricardo Teixeira.

Não há mais o que fazer, pois nada e ninguém pode tirar este traste(perdão pela palavra) do comando do futebol brasileiro. Sim, ele manda e desmanda...faz o que quer e o que não quer. Ora, mas isso até o mais leigo torcedor já sabe. O problema, caros leitores, é que parece que o cidadão faz questão de deixar claro isso não apenas em suas atitudes, mas também nas palavras.

Desta vez foi em uma entrevista na revista Piauí. Uma das várias atrocidades dita pelo presidente da CBF foi a seguinte: “Em 2014, posso fazer a maldade que for. A maldade mais elástica, mais impensável, mais maquiavélica. Não dar credencial, proibir acesso, mudar horário de jogo. E sabe o que vai acontecer? Nada. Sabe por quê? Por que eu saio em 2015. E aí, acabou”.

Futebol é negócio. Negócio sujo! Ele diz o que quer e nem ao menos é alertado? Próximo assunto, por favor...

terça-feira, 7 de junho de 2011

A valorização da Copa do Brasil está nas mãos da CBF

Desde o surgimento, a Copa do Brasil é vista como o caminho mais fácil para chegar à Libertadores. Hoje, a Copa Sul-Americana assumiu este posto. A Copa do Brasil, entretanto, subiu de patamar nos últimos anos, após conquistas de grandes times – não apenas nos nomes, mas também na escalação de 1 a 11.

O Santos, de Neymar, Robinho e Ganso, e o Corinthians, de Ronaldo e cia, foram muito importantes para a valorização da competição. Os dois esquadrões citados conseguiram superar os campeões da Libertadores, cujos vencedores não tinham um futebol tão vistoso quanto.

Mas para a Copa do Brasil dar o salto que merece, a CBF precisa pensar um pouco no calendário e no futebol nacional em si. Só que é difícil contar com a patota de Ricardo Teixeira. O mandatário parece só ter olhos para a seleção, para os lucros e para os jogo de lobbys dentro da FIFA. Aliás, esse parece ser o jogo predileto de Ricardo 'Corleone' Teixeira.

Acredito que seria um tanto benéfico para o torneio se os times que jogam a Libertadores não fossem excluídos da Copa do Brasil. Outro ponto que ajudaria, e mais um exemplo vindo da Europa que poderia ser seguido, é a competição durar até o final do ano, ou ao menos até outubro/novembro.

Assim, as equipes que dividem a atenção com outros campeonatos poderiam mesclar seus times para avançar na Copa do Brasil enquanto a disputa ainda não pegou fogo. E, na hora do vamos ver, escalarem os times principais. Na minha opinião, esse é o avanço necessário para que a Copa do Brasil deixe de ser vista como um campeonato de acesso. Afinal, cá entre nós, o mata-mata é muito mais emocionante do que os pontos corridos. Acorda, CBF!!!

quinta-feira, 2 de junho de 2011

É pá vê ou pá comê?

Preparem-se para a notícia: estamos em época de Copa do Mundo. Melhor: vivemos dias de uma tentativa de (des)organizar a tal Copa aqui no Brasil, que, sim, já bate às portas do patropi. Não duvidem: 2014 é logo ali adiante.

Em tempos assim, de tanta euforia e cofres - os nossos? - tão abertos, vemos coisas boas e ruins. Vemos, claro, as listas de convocados para a seleção brasileira cada vez mais com a presença de jogadores que atuam em casa. Vemos estádios serem erguidos, outros não serem implodidos, outros nem sequer com um tijolo de pé. Mas, felizmente, também vemos craques. Às vezes, vemos Ronaldinho Gaúcho e Fred. Por enquanto, ainda vemos Neymar, Ganso e Lucas. E, quem sabe, ainda veremos Luis Fabiano.

E, por mais incrível que possa parecer, vimos a seleção vice-campeã da Copa do Mundo da África do Sul treinando no Rio de Janeiro. (Sim, o Flamengo - quem diria -, recebeu os jogadores da Holanda em sua sede e, cordialmente, cedeu o campo da Gávea para os treinamentos dos gringos.) Vimos então, e portanto, o subcetêzinho rubro-negro se internacionalizando. Será?

Inclusive, há poucos dias, vimos a divulgação do projeto oficial do megacetêzão do Flamengo, com direito a hotel, campos para ninguém colocar defeito, vestiários modernos, salas de musculação, ambulatórios, sala de ortopedia... Um verdadeiro centro de treinamento.

Mas quando a torcida verá o tão desejado CT do Flamengo de pé e funcionando? Disse a presidente Patrícia Amorim que, em um ano, o lugar estará minimamente servindo ao clube. Será assim: sem estádio mas com lugar para treinar.

- Colé que é... Cês têm CT, rapá? - Assim, daqui a "um ano", ironicamente, e com toda marra que Romário ensinou, perguntará um flamenguista a um vascaíno ao se lembrar das piadas que ouviu sobre o rubro-negro não ter lugar para treinar.

Em São Paulo, a dupla de letras C e T, hoje, não se fazem ouvir tanto quanto um grupinho de sete letras que o trio C, B e F vem amando: E-S-T-Á-D-I-O. Os times que o têm se gabam, inflam o peito e apontam o queixo ao céu.

- Mano, cê é fiel? Né nada! E nóis? Ham... Véio, nóis tem o Fielzão! Cabô! - Assim, daqui a... (alguém sabe quanto tempo?), dirá um corintiano aos amigos santistas, palmeirenses e são-paulinos depois de uma vitória inconteste do Corinthians no seu novo estádio, sede da abertura da Copa de 14. Será?

Quando vamos ver afinal a infraestrutura ganhar importância e espaço na cabeça dos que tem mais tinta na caneta? Futebol é planejamento, com contas minimamente em dia, já diria uma dupla paranaense, torcedores do Furacão e do Coxa. Que nada, futebol é negócio, ter sócios e suas mensalidades, falaria um gaúcho colorado. Um torcedor do Goiás e outro do Cruzeiro diriam que, sim, um CT, e às vezes mais de um, é tudo na vida de um clube. Um caldeirão, isso é importante para um time, falaria um santista e um palmeirense mais apressado. Que nada, Maracanã basta, bradaria um flamenguista.

Achar todo mundo acha, opinar também, dizer então... E ver? Quando veremos um pensamento único para criar estrutura para o futebol do Brasil? Lugar para treinar e estádio para jogar, os dois melhores centroavantes que um ataque consciente pode ter. Simples assim. De resto, ficam copas, cumbucas e pratos com pavês para inglês comer.
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