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terça-feira, 5 de março de 2013

Neymar apático



Por Luiz Felipe Fogaça

Mais repetitivo do que pergunta lá no posto Ipiranga é o assunto Neymar na Europa, como bem disse outro dia o querido amigo Felipe Pugliesi. É bem verdade que o assunto já encheu o saco e, tirando os santistas, a grande maioria acha que o prodígio deveria ir logo para o velho continente amadurecer e melhorar ainda mais o seu futebol. O que é consenso entre todos é que o atacante não atravessa um bom momento.

Para os mais maldosos a equação é simples: Neymar + Marquezine = pouco futebol. Relacionamento a parte, o palpite desse que vos escreve é de que Neymar atingiu um status muito alto e muito rapidamente e já não se vê mais com desafios pela frente. Em outras palavras, perdeu o tesão.

Se antes acompanhávamos um jovem com alegria de jogar e querendo provar a toda hora que era o melhor, a cara do jovem jogador agora reflete a apatia que passa seu futebol e por consequência a equipe do Santos.

Obviamente que lampejos, bons momentos e um jogo aqui, outro ali ele sempre vai decidir, até por que ele continua tendo grande qualidade técnica, só parece não querer mais desfilar isso nos gramados.

O craque parece mais motivado em viver sua vida fora das quatro linhas, do que fazer seu trabalho dentro dela, o que é perfeitamente normal, mesmo com toda blindagem, suporte e assessoria existente em torno dele.

Mais do que o eventual amadurecimento, a Europa traria o TESÃO de volta à vida do jogador, que é inquestionável desses lados e ganhou tudo o que podia vestindo a camisa do peixe.

Talvez a crítica seja muito ríspida e em parte injusta para alguns, tudo de acordo com a esperança que botamos no jogador para desempenharmos um bom papel na Copa do ano que vem. O que não dá mais é para passar a mão na cabeça e botar a culpa de tudo que acontece com Neymar nos outros. Por mais difícil que seja estar sempre no auge, Messi e Cristiano estão a muito mais tempo que o santista entre os tops.

domingo, 18 de novembro de 2012

Superações e o Hepta brasileiro no Futsal

Por Luiz Felipe Fogaça

A história de superação de Falcão, melhor jogador do mundo em tantas oportunidades, seria o suficiente para nortear, qualquer crônica, qualquer texto, qualquer relato, sobre o sétimo título mundial do Brasil, no Futsal.

No final do jogo, com recorrente humildade, o camisa 12 brasileiro, dedicou a conquista para todos os companheiros, para todos os brasileiros e pouco se importou com a não indicação de seu nome como possível melhor jogador do mundial.

Chega de falar de Falcão, até por que, este assunto já foi abordado com primazia pelo Paixão, eu apenas não poderia deixar de fazer a minha menção.

A final, teve todos os ingredientes de uma decisão. Virada, prorrogação, goleiro linha, gol no final e muita emoção para todo lado.

O jogo começou com muita marcação e com os espanhóis melhores. Com tabelas rápidas, os europeus  envolviam o time brasileiro e por muito pouco não abriram o placar.

No segundo tempo foi à vez do Brasil voltar melhor e iniciar os trabalhos, com Neto. Com o gol, o Brasil foi para cima, mas nãoo conseguiu ampliar e ai entrou em campo o velho ditado, quem não faz toma.

Depois de rebote de Thiago, Torras empatou e deixou tudo igual e para piorar, um minuto depois, Aicardo virou para a Fúria.

Se a virada deixou nossa Seleção perdida, a vontade, a garra e o coração prevaleceram e Falcão, mais uma vez mostrou sua estrela, empatando o jogo.

A Espanha ainda meteu uma bola no travessão, ainda do final do tempo regulamentar. Bola essa que mostrou que o dia era nosso.

Em uma prorrogação com os dois lados se respeitando, o time canarinho teve sua chance em tiro direto, com Rodrigo que saiu do banco para bater, entretanto, o goleiro espanhol brilhou.

Quando tudo se encaminhava para os pênaltis, o cronômetro corria seus segundo derradeiros, Neto, o vilão de outrora, que havia perdido um pênalti  em 2004 contra a própria Espanha, apareceu.

Como mais um capítulo, mais uma história, que só o futebol pode escrever, Neto virou herói. Faltando 19 segundos, o brasileiro fez linda jogada individual e com uma bomba acertou o gol espanhol, fez seu segundo gol no jogo e deu número finais a partida.

Vitoria mais que merecida, para o Brasil, que almoça sorrindo depois deste jogo.  E um viva para o esporte, que nos dá tanta alegria.


terça-feira, 13 de novembro de 2012

A Colômbia vem aí...

Por Gabriel Duque

Embalada por seis vitórias seguidas e três goleadas (8 a 0 na China, 6 a 0 no Iraque e 4 a 0 no Japão), a Seleção Brasileira ganhou confiança e agora parece ter encontrado um esquema ideal de jogo com dois meias de criação - Kaká e Oscar - e dois atacantes de movimentação - Neymar e Hulk. No entanto, no último amistoso do ano, vem o maior desafio do momento para o time de Mano Menezes: a Colômbia, atual oitava colocada no ranking da Fifa, cinco postos à frente da equipe canarinho.

Nesta quarta, em New Jersey, ao enfrentar o selecionado pentacampeão mundial, Falcao Garcia e companhia terão o teste de fogo para provar que são a melhor geração colombiana da história - e o retrospecto recente é animador. Na tabela das Eliminatórias Sul-Americanas para o Mundial de 2014, a Colômbia ocupa o terceiro lugar e supera Uruguai, Paraguai e Chile, que estiveram presentes na Copa de 2010.

Na última rodada de datas Fifa, em 12 de outubro, em Barranquilla, o Paraguai não viu a cor da bola e foi derrotado por 2 a 0, com dois lindos gols de Falcao (veja os gols abaixo). Cinco dias depois, poupando alguns atletas, o time comandado pelo argentino José Pékerman venceu Camarões por 3 a 0 em amistoso e teve como destaque o avante Jackson Martínez, do Porto.


A torcida colombiana aposta nesta geração para voltar a disputar um Mundial, o que não acontece desde 1998, quando a seleção foi eliminada na primeira fase e viu o fim da equipe de Rincón, Asprilla, Aristizábal e Valderrama. No torneio anterior, em 1994, a expectativa era ainda maior em cima do time sul-americano, mas o fiasco acabou resultando no assassinato de Escobar, autor de um gol contra que contribuiu para a desclassificação.

De lá para cá, a única alegria foi a conquista da Copa América de 2001, em casa, com Aristizábal ainda na equipe. Mas agora os ânimos estão renovados. Seu treinador é experiente e comandou a Argentina na Copa de 2006 até a queda nas quartas de final. O atual elenco colombiano está fortalecido, contando com dois laterais experientes como Yepes, de passagens por PSG e Milan, e Armero, ex-Palmeiras e hoje na Udinese. O meio-campo é formado por Valencia, do Fluminense, Guarín, da Inter de Milão, e pelos meias Macnelly Torres, várias vezes especulado por clubes brasileiros, e Zúniga, do Napoli.

No ataque, James Rodríguez, apontado como grande promessa, vem se destacando no Porto e Falcao Garcia, após fazer grande dupla com Hulk também no Porto e ganhar todos os títulos, tem sido o principal nome do Atlético de Madri. O colombiano voador marcou 24 gols na temporada passada no Campeonato Espanhol e ficou atrás só de Messi e Cristiano Ronaldo na lista de artilheiros. Agora, a Colômbia está pronta para encarar um desafio maior e Mano Menezes que se cuide.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Será que achamos o time ideal?



Por Rafael Hornblas

A Seleção Brasileira enfrentou na manhã desta terça feira mais um amistoso em busca do time ideal para a Copa do Mundo de 2014. A equipe sul-americana estava empolgada após uma belíssima vitória sobre a frágil seleção do Iraque e a sequência de cinco jogos sem perder - a última derrota foi na final das Olimpíadas. Hoje o Brasil jogou contra um adversário de nível muito maior, o Japão, que na semana passada venceu nossos eternos rivais franceses.

A equipe foi a campo com um time ofensivo e ao mesmo tempo consistente. Mano Menezes parece que encontrou seus volantes, Ramires e Paulinho formam uma dupla de altíssimo nível, fica fácil visualizar isto dentro da partida. Paulinho novamente deixou sua marca e por muito pouco não fez o seu 2º gol no jogo e o 3º com a amarelinha. Ramires também chegou a guardar o seu, mas foi anulado pelo bandeirinha que viu a bola sair. Ao mesmo tempo que estes volantes saem para o jogo, sabem se reposicionar e arrumar o time nos contra-ataques. Além da belíssima dupla, o Brasil contou com uma bela zaga que dispensa comentários, Thiago Silva e David Luiz são dois "monstros" da defesa.

Se o sistema defensivo parece ter encontrado sua fórmula perfeita, o sistema ofensivo não está longe disso, com Kaká, Oscar, Hulk e, principalmente, Neymar, o Brasil tem criado diversas jogadas de ataque - sempre com muito perigo. O craque santista vem mostrando na Seleção o que consegue jogar no Santos, não só em contra-ataques rápidos e dribles bonitos. O jovem atacante tem armado algumas jogadas, dados passes milimétricos e, como sempre, vem deixando sua marca - hoje foram mais dois gols para sua coleção. Em paralelo a isto, Kaká vem jogando o futebol refinado que estávamos acostumados a ver como antigo camisa 10. Kaká é um jogador fundamental para os planos do Mano, além de ser um líder dentro de campo, ser um craque, ele joga para a equipe e faz com que todos joguem com um único objetivo, a vitória.

Mano Menezes vem se tornando adepto do esquema sem um camisa 9 de ofício e o Brasil está indo bem assim. No entanto, acredito que se o treinador escalasse Lucas, do São Paulo, no lugar de Hulk, esse sistema se tornaria mais eficaz ainda, pois teríamos Oscar e Kaká na armação e Lucas e Neymar na frente. O time teria mais mobilidade e um poder de ataque muito maior.

Agora é esperar o próximo amistoso que irá acontecer em novembro contra a Colômbia, nos EUA, e ver as novidades da nossa tão querida Seleção.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Uma vergonha para o país do futebol



Por Arthur Quezada


O anúncio do fim da equipe feminina de futebol do Santos, feito esta semana pelo presidente do clube, Luis Álvaro de Oliveira, foi mais uma punhalada no peito das futebolistas brasileiras. As sereias da vila, como outrora foram apelidadas, não existem mais. Para a diretoria do Santos uma atitude que não significa muito, mas para o futebol feminino brasileiro foi mais um passo para trás rumo a profissionalização das equipes femininas nacionais.

Quando se fala em futebol feminino no Brasil sempre escutamos a mesma ladainha: “Falta investimento”, “falta apoio”, “falta comprometimento dos cartolas”... E de fato é de impressionar o descaso das entidades de futebol quanto às jogadoras nacionais. Creio que impressionar não é a palavra certa, mais apropriada mesmo seria “envergonhar”...

Sinto vergonha do que é o futebol feminino no Brasil.

Mesmo tendo uma das melhores seleções do mundo, mesmo tendo Marta (a melhor jogadora do mundo), mesmo estando presente nas finais dos principais campeonatos mundiais - não temos a capacidade de criar uma liga de futebol feminino no Brasil. Obviamente essas meninas, que insistem em suar a camisa pela seleção brasileira, estão cansadas deste descaso. É claro que elas fazem milagres chegando tão longe sem nenhum apoio.

No caso do Santos, mais uma vez presenciamos esse descaso. Respeito o trabalho que vem sendo feito pelo atual presidente santista, mas as alegações dele para encerar a história das sereias da vila são mesquinhas e repetitivas. Dizer que não consegue patrocínio e dizer que falta apoio é chover no molhado. Mas o pior foi envolver o futebol masculino nesta história e dizer que os custos o time principal do Santos é um dos responsáveis por tal situação. Pior ainda é citar o salário de Neymar como justificativa.

Foram desculpas e esquivas no mínimo estranhas que camuflam a incompetência da diretoria santista em manter vivo o futebol feminino dentro do clube. Foi incapacidade e um resultado do trabalho mal feito. Mas não é mérito apenas do Santos e sim de muitos clubes nacionais e da CBF.

Bater no peito e dizer: “Esse é o país do futebol” é fácil, mas se somos o país do futebol precisamos começar a agir como tal.




quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Uma vida sem limites



Por Arthur Quezada


Imagine passar dificuldades na infância em uma favela carioca, imagine alimentar o sonho de ser um dia jogador de futebol, imagine realizar esse sonho, imagine jogar na nos principais clubes do Brasil e atuar em alto nível na Europa, imagine ser ídolo com a camisa verde e amarela da seleção, imagine ganhar tanto dinheiro e poder fazer o que bem entender de sua vida...

Pois é, caro leitor do Paixão Clubistica, essa é a situação do atacante Adriano.

Não gosto de criticar atletas que extravasam em seu dia de folga. Acho que é direito de qualquer pessoa sair um pouco da rotina, beber com os amigos, dançar e se divertir. Mas o caso de Adriano é diferente, o jogador coloca à prova a confiança dos que apostam nele a todo momento.

Não é de hoje que Adriano é capa dos jornais por problemas extracampo. O jogador que outrora foi apelidado de Imperador conseguiu ser tachado, de maneira definitiva, como garoto problema.
Precisamos ser sensatos e admitir: Adriano conseguiu transformar uma carreira brilhante em pó. Fico me perguntando se outros meninos que passaram dificuldades na infância desperdiçariam uma chance na vida como a que Adriano está tendo.


As cifras milionárias e a bajulação de “amigos” fazem com que o ex-Imperador sinta uma sensação de poder absoluto. A farra dentro do carro que acabou com uma mulher baleada é fruto desta sensação. Adriano não se preocupa com a lei, nem com as pessoas que pagam seu salário e até mesmo com o próprio futuro.

Uma pena. Uma vida sem limites que não tem hora para acabar.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

E hoje o dia amanheceu mais branco!

Por Fausto Monteiro, convidado apaixonado da semana.

Por volta das seis horas da manhã, o tempo amanhecia chuvoso nesta quarta-feira na capital paulista. Gotas começavam a cair e o torcedor santista saía de sua cama para se preparar para assistir/ouvir/acompanhar o jogo, seja por qual meio de comunicação ou transporte.

A tensão era grande e o medo da repetição do mico do Internacional contra o Mazembe em 2010 pairava no ar. Afinal, o Kashiwa Reysol tem um time melhor que o congolês que derrotou o Inter.

Todos preparados para partida e eis que por volta das oito horas, raios solares começam a surgir e a chuva dá lugar para o sol neste escaldante verão de final de ano. E o jogo começa. O Santos, um pouco nervoso no início da partida, deixou o time japonês com maior posse de bola.

Mas foi apenas para dar um apetite e uma sensação de que o jogo poderia se complicar.
Antes dos 25 minutos, Neymar (sempre ele) e Borges deram o ar da graça, com dois verdadeiros golaços em chutes de fora da grande área.

A torcida se acalmou e o Brasil respirou mais tranquilo, afinal, muitos podem torcer contra o Santos, mas a grande maioria queria ver um show de Neymar. E ele fez questão de se mostrar para o mundo inteiro.

Os mais apaixonados começaram a cogitar um troco do Santos em cima de Nelsinho Baptista, hoje técnico do time japonês, que foi apontado como principal culpado da goleada sofrida por 7 a 1 contra o Corinthians em 2005. Mas, o clube paulista acabou tirando um pouco o pé no final do primeiro tempo e acabou levando um gol de cabeça logo no início da etapa final, em uma falha da zaga santista.

Quem achou que uma nuvem negra iria pairar novamente sobre o Brasil e o Toyota Stadium estava muito enganado, pois após cerca de dez minutos Danilo ampliou o placar para 3 a 1, em uma cobrança de falta muito bem batida e, é claro, de fora da grande área. E o Brasil respirou aliviado apesar das tentativas sem sucesso (com erros grotescos) do time japonês de diminuir o placar.

Agora? Que venha o Barcelona. Amanhã (quinta-feira), eles jogam contra o Al Sadd do Qatar. Se nenhuma zebra acontecer (o que seria talvez a maior da história), no domingo o time catalão e o Santos se enfrentarão valendo o título mundial. E aí amigo, parafraseando nosso querido (?!) Galvão Bueno, haja coração! É Santos x Barcelona! É Brasil x Espanha! É América do Sul x Europa! E é, claro, Neymar x Messi! Que vença o melhor, mas o show não pode parar!

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Da Lama ao Caos

Por Lucas Bueno

A música de Chico Science & Nação Zumbi, que dá o título deste post, resume bem o amistoso da seleção brasileira nesta quinta-feira. No Brasil 2 x 0 "Lamão", ou melhor Gabão, primeiramente enunciaremos alguns raros destaques dessa pelada caça niqueis. 


Hernanes. Foi o melhor em campo pela amarelinha. Atuando como um meia adiantado, como joga na Lazio, fez um gol e merece, há um tempo, uma vaga entre os onze titulares do Brasil. Outro destaque é muito mais uma constatação. Neymar é sim conhecido nos quatro cantos do mundo, ou alguém duvida que aquela cabeleira do esforçado camisa 9 do Gabão, não foi inspirada no "pequeno Deus" da Vila Belmiro. Mas agora vamos falar sério.

Presidente da CBF, senhor Ricardo Teixeira, não se brinca com o futebol brasileiro desta maneira! Olha a situação que nossa seleção passou no Gabão. Antes do jogo começar dois apagões no estádio. (Fiquei pensando quantos milhares de africanos ficaram sem energia durante a partida para existir luz no campo.) O gramado era um pasto. Um verdadeiro campo minado. Não bastasse isso, nas linhas de fundo existiam  degraus perigosíssimos que separavam o barro com grama da pista de atletismo. Ninguém se machucou por pouco. Então, por que marcar um amistoso nessas condições?

Essa é a verdadeira lama

O Gabão é um país onde o dono do futebol brasileiro vê sua realidade espelhada nele. O país africano vivencia uma ditadura de 42 anos e Teixeira, mais de vinte anos à frente da CBF. Ali Bongo, líder do desconhecido país, ainda prega um dos mais antigos e eficientes modelos políticos criados na história, o Pão e Circo. O picadeiro foi garantido com os nossos palhaços vestidos de verde-amarelo. Já o pão, acredito que muitos moradores do Gabão não saboreiam isso há um bom tempo.

Não havia a necessidade de levar uma partida nessas condições por um milhão de reais. Nem por dinheiro algum. Ricardo Teixeira, tenho plena convicção de que o senhor conseguiria uma quantia muito maior para a SUA seleção sem sair do escritório no Rio de Janeiro, com uma simples canetada ou abrindo seus caixas extras.

Ei, abre o olho, Peixe. Sua batata está assando Teixeira. E cuidado com o baixinho Romário, pois ele pode marcar o gol mais bonito de sua carreira. Como? Te DERRUBANDO.


sexta-feira, 7 de outubro de 2011

O esquenta NÃO TÃO QUENTE da balada

Chega a ser injusto, no atual momento do futebol brasileiro, a seleção nacional querer disputar preferência com o Campeonato Brasileiro. O torcedor que outrora esperava ansiosamente pelos jogos da amarelinha, às vésperas de uma Copa no Brasil, não faz mais tanta questão assim.

O que temos pra hoje? Começa pelo fim da tarde a corrida dos jovens para encontrar um lugar para se divertirem na noite de sexta, começo do final de semana. VIPs, música e amigos são as opções. Certamente, se todos os planos fracassarem ainda existe um joguinho da seleça às onze da noite pra distrair ou para anteceder a balada (o esquenta).

Mais um jogo da seleção, o décimo primeiro no ano. E esse contra a fraca Costa Rica, terá o primeiro tempo jogado na sexta-feira e o segundo no sábado, horário de Brasília. O jeito é combinar a partida com o bar.

Júlio César, Fábio, David Luiz, Thiago Silva e Adriano; Ralf, Luiz Gustavo e Ronaldinho Gaúcho; Neymar, Lucas e Fred.

Analisando a escalação da seleção, percebo que Mano ainda não encontrou uma espinha dorsal, tão importante neste período de renovação, para estruturar seu time. Acredito que apenas três possuem o "vale night" na balada do Mano, Thiago Silva, David Luiz, e Neymar. Daniel Alves e Lucas Leiva têm grandes chances de aumentar esse trio seleto para compor os titulares em 2014.


A situação de Ronaldinho Gaúcho, o 10 e capitão verde-amarelo é de um substituto emergencial, vejo-o como um tapa buraco deixado por Ganso. Seu jogo não se encaixa com o de velocidade e contra-ataques do Brasil. O futebol tupiniquim mudou. Ele não é mais o protagonista, e acertadamente, reconhece isso. A cadência de seu jogo, os excessos de lançamentos destoam da velocidade de Lucas e do “pequeno Deus”, Neymar. Voltou à seleção pelas belas atuações com a camisa rubro-negra, quem não se lembra do jogo do ano, onde o gaúcho colocou Neymar e companhia em segundo plano? Mas defendendo o Brasil persiste em não convencer.

A renovação é um processo delicado, ainda mais quando um treinador não possui a melhor seleção do mundo. Hoje somos os sétimos, com justiça. Temos que acordar e não se preocupar apenas com os estádios da Copa. Precisamos de um time, urgente!

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