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sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Informação não combina com circo




Felipe Pugliese


Ouvir, checar e informar. Qualquer estudante de jornalismo, por mais alienado que seja, ao menos ouviu a importâncias das três ações na apuração de uma notícia. Para quem trabalha com futebol a responsabilidade é maior. Muita gente usa a mídia como carapuça para aumentar uma proposta, ter o aumento tão aguardado pelo jogador.... e por aí vai. 


Fiz a introdução para dizer que algo tem deixado este que vos escreve muito inquieto. 


Ex-jogadores ganham cada vez mais espaço na mídia. Aprovo a iniciativa de vê-los comentando jogos, até porque já viveram dentro daquela magia  Contudo, alguns têm passado dos limites na "liberdade" que é vos dada. 


O compromisso com a informação não existe. São usados como "papagaios" e divulgam especulações como informações certeiras. ENGANAM O TORCEDOR! 


Neste semana, na Fox Sports, o ex-lateral Athirson cravou Felipe no Fluminense. "Já está certo". Por enquanto nada. No dia seguinte veio Ronaldo Giovanelli, na Band, dizer que Kaká já é jogador das Laranjeiras. Por enquanto também nada. E aí?


A negociações podem acontecer, claro. Todavia, o que indigna é o fato que - se estiverem equivocados - nada acontecerá. Quem não lembra do dia que Neto  exibiu uma camisa do Corinthians com o nome de Seedorf? 


A tendência é piorar. Certo estão os programas que ignoram especulações. Informação não combina com circo. 

domingo, 18 de novembro de 2012

Superações e o Hepta brasileiro no Futsal

Por Luiz Felipe Fogaça

A história de superação de Falcão, melhor jogador do mundo em tantas oportunidades, seria o suficiente para nortear, qualquer crônica, qualquer texto, qualquer relato, sobre o sétimo título mundial do Brasil, no Futsal.

No final do jogo, com recorrente humildade, o camisa 12 brasileiro, dedicou a conquista para todos os companheiros, para todos os brasileiros e pouco se importou com a não indicação de seu nome como possível melhor jogador do mundial.

Chega de falar de Falcão, até por que, este assunto já foi abordado com primazia pelo Paixão, eu apenas não poderia deixar de fazer a minha menção.

A final, teve todos os ingredientes de uma decisão. Virada, prorrogação, goleiro linha, gol no final e muita emoção para todo lado.

O jogo começou com muita marcação e com os espanhóis melhores. Com tabelas rápidas, os europeus  envolviam o time brasileiro e por muito pouco não abriram o placar.

No segundo tempo foi à vez do Brasil voltar melhor e iniciar os trabalhos, com Neto. Com o gol, o Brasil foi para cima, mas nãoo conseguiu ampliar e ai entrou em campo o velho ditado, quem não faz toma.

Depois de rebote de Thiago, Torras empatou e deixou tudo igual e para piorar, um minuto depois, Aicardo virou para a Fúria.

Se a virada deixou nossa Seleção perdida, a vontade, a garra e o coração prevaleceram e Falcão, mais uma vez mostrou sua estrela, empatando o jogo.

A Espanha ainda meteu uma bola no travessão, ainda do final do tempo regulamentar. Bola essa que mostrou que o dia era nosso.

Em uma prorrogação com os dois lados se respeitando, o time canarinho teve sua chance em tiro direto, com Rodrigo que saiu do banco para bater, entretanto, o goleiro espanhol brilhou.

Quando tudo se encaminhava para os pênaltis, o cronômetro corria seus segundo derradeiros, Neto, o vilão de outrora, que havia perdido um pênalti  em 2004 contra a própria Espanha, apareceu.

Como mais um capítulo, mais uma história, que só o futebol pode escrever, Neto virou herói. Faltando 19 segundos, o brasileiro fez linda jogada individual e com uma bomba acertou o gol espanhol, fez seu segundo gol no jogo e deu número finais a partida.

Vitoria mais que merecida, para o Brasil, que almoça sorrindo depois deste jogo.  E um viva para o esporte, que nos dá tanta alegria.


terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Falta ideia na cachola


Por Felipe Pugliese
Muitos dizem que o futebol está chato. Concordo em partes. Realmente o esporte hoje é menos jogado e muito mais truncado, muito mais falado e, principalmente, muito mais chorado. A palavra chororô é titular no dicionário da bola. Nada pode e tudo não pode. Digam o que for, justifiquem suas teorias como quiserem. Eu, porém, sinto uma falta danada das comemorações
personalizadas.

Pelé socava o ar como ninguém, ou melhor: Pelé socava o ar como um Pelé. O dedo de Ronaldo, quando levantava, era para delirar o brasileiro. Marcelinho Carioca girava os braços para trás como uma criança. Donizete virou pantera graças as suas comemorações animalescas. O que dizer então dos “papais” Bebeto, Romário e Mazinho. Joelhos cravados no gramado com o braço erguido para a Fiel, esse era Neto. Raí tinha o seu jeito tímido, mas que alucinava o são-paulino. Paulo Nunes era mais atrevido, abusado...e por aí segue a lista dos alegres mortais do momentos mais extasiante do futebol.
Enfim, a lista é grande e muita gente criativa faltou. Contudo, minha pergunta é a seguinte: onde estão as comemorações marcantes hoje em dia?
É coraçãozinho para cá, aviãozinho para lá... sem falar nas dancinhas bem sem tempero. Falta ideia na cachola e personalidade na hora de comemorar.
Realmente, por este lado, o futebol está mais chato que política.
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