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terça-feira, 15 de janeiro de 2013

A Copa Nordeste está chegando. Em quem você aposta?



Por Felipe Pugliese

É para a terra que chora, festeja, relaxa e atropela que o Paixão Clubística vai dedicar o texto do dia. É lá de cima - Norte e Nordeste - que o Mercado da Bola será analisado. 

Poucas contratações de impacto (como já se era de imaginar), mas algumas peças que se destacaram em 2012 mantidas. A começar pelo Náutico... 

Apesar de correr o risco de rebaixamento, o Timbu foi muito temido no ano que passou. Seria inevitável manter, mas fizeram o possível. Gallo permanece no comando e Martinêz segue como capitão. Souza (joga muito) retornou ao Palmeiras, a revelação Rhayner vai defender o Fluminense e Araújo enfiou a peixeira nas costas do torcedor ao se transferir para o Galo. Cléber Santana interessa...

Ainda em Recife, vamos para a turma da Fuzaca. O rebaixado Sport apostou numa dupla paulista. Vadão de técnico e Roger de centroavante. O veloz Marcos Aurélio também pode sar um caldo (de mocotó, é claro).  Uma coisa é imprescindível: manter Hugo. 

No Santinha, a experiência é a opção. Nas laterias os lendários Dutra, Eduardo Arroz e Diogo marcam presença. Marcelo Martellote é o dono da prancheta. Na frente nada mais nada menos que o abusado, mas ultrapassado, Carlinhos Bala.  

Ah, não podemos esquecer do Boa Esporte, que terá como craque Marcelinho Paraíba.

Mudamos de estado. Chegamos à boa terra. O Vitória subiu, mas já erra feio. Perdeu Pedro Ken, Tartá, Elton, William... chegou o zagueiro Fabrício, novato e rodado. 

O Bahia perdeu sua grande estrela, mas a saída era inevitável. Gabriel joga muito e o Flamengo investiu um valor justo. O Tricolor tem que parar com a mania de ressuscitar defunto. 

A Copa Nordeste está chegando. Em quem você aposta? 

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Conheçam a epopeia que levou o Tupi à Série C


Por Henrique Hallack, o convidado apaixonado da semana.

Juiz de Fora é terra de exilados quando se lembra de futebol. São milhares de fanáticos, carentes de uma arquibancada próxima. Flamengo, Botafogo, Corinthians, Fluminense, São Paulo, Vasco, Palmeiras, Cruzeiro e Atlético são nomes fáceis de serem ouvidos em uma rápida volta pelo centro da cidade. Discussões mais do que vivas, entusiasmadas, entre torcedores que não perdem um jogo e apesar da distância, sabem tudo do seu time.

Por aqui também temos gritos entre vizinhos, pessoas que faltam à aula no dia seguinte de derrotas, ansiedade e tensão antes dos jogos, torcidas organizadas na cidade, caravanas pros estádios...

E no meio desse ‘auê’ todo, tem também o Tupi. Time querido pela cidade, podemos dizer que é um órfão abraçado por todos os torcedores. Claro, temos os fanáticos pelo Tupi e mais nada. Tribo Carijó, Império Alvinegro e Tupinga são algumas das organizadas.

E em meio à essa reta final  emocionante de Brasileirão, vimos o Tupi chegar às decisões da Série D. Creio que a reviravolta que culminou com o título e o consolidado acesso à Série C começou nas oitavas de final, quando o galo Carijó enfrentou o Volta Redonda, considerado um dos melhores times da competição até o momento. Primeiro jogo em Volta Redonda: 1 a 0 Voltaço aos 47 do segundo tempo. Tarefa difícil para o Tupi (os critérios do mata-mata são idênticos aos da Copa do Brasil). Jogo da volta em Juiz de Fora: Volta Redonda vence o Tupi no estádio Helenão por 2 a 1 até meados do segundo tempo, até que com direito a golaço de voleio, acontece o improvável. Final de jogo e o placar mostrava: 4 a 2 Carijó!

Quando parecia que o time ia embalar, disputas no STJD fazem o Tupi ter que esperar três semanas pelo próximo adversário, com quem o time iria disputar a sonhada vaga para a Série C. Muitos pensaram que o time iria perder o ritmo de jogo, mas na verdade esse tempo serviu para recuperar o que viria a ser o principal jogador do time nesta reta final: Ademílson.

O Pantera Negra da Zona da Mata, cidadão honorário de Juiz de Fora, marcou nada menos do que sete gols entre quartas de final até a decisão.

O adversário do Galo por uma vaga na série C seria o Anapolina, time de Goiás com força nos bastidores e um bom apoio financeiro. Foram três gols de Ademílson na primeira partida entre Tupi e Anapolina e dois na partida de volta – selando o acesso.

Muitos pensaram: “tá ótimo, subir já é mais do que o suficiente”. Mas não, o Tupi não parou por aí. Assegurada a vaga na C, o Carijó passou fácil pelo Oeste nas semifinais e se viu frente a frente com o Santa Cruz, time com maior média de publico do Brasil.

Primeiro jogo da decisão em Juiz de Fora. Estádio Helenão lotado, mesmo com os times da série A jogando no mesmo horário. Resultado: 1 a 0 gol de… Ademílson! Em Recife, com Arrudão lotado, Tupi segura o time do Santa Cruz e no final do jogo faz 2 a 0. Festa em Juiz de Fora!

Esse time fez a alegria dos juizforanos, principalmente porque em 2012 é certo: as arquibancadas do Estádio Radialista Mário Heleno não ficarão solitárias.

Não podemos deixar de lembrar algumas das peças importantes deste título histórico: o zagueiro Wesley Ladeira (autor do golaço de voleio contra o Volta Redonda), o goleiro Rodrigo, o meia Luciano Ratinho (aquele mesmo que já jogou no Corinthians) e Allan, o taxista de Juiz de Fora, oriundo dos campeonatos de várzea.

Veja abaixo os gols do jogo de volta contra o Volta Redonda, e os três gols de Ademílson contra o Anapolina.



terça-feira, 6 de setembro de 2011

CBF deixa calendário e cofres vazios na Série D

Três semanas atrás, escrevi sobre a devoção do torcedor do Santa Cruz pelo seu time. A presença maciça da torcida coral no Paixão Clubística serviu apenas para comprovar o que o texto dizia – e, até hoje, ele está na galeria dos mais lidos.
Além de se interessarem pelo texto, os leitores ainda participaram, deram sugestões e me fizeram acompanhar mais de perto o Santa e o blog Torcedor Coral. Pautas e mais pautas passaram em minha cabeça, mas uma delas me chamou mais atenção.
Como é de se imaginar, as equipes que disputam as divisões de acesso têm um rombo do tamanho do Arruda em suas contas, e precisam se desdobrar para superar essa barreira. O Santa Cruz tem na bilheteria a principal forma de arrecadar um cascalho e, no mínimo, pagar salário dos jogadores e funcionários. E aí está o X da questão.
Na série D, os jogos acontecem somente aos finais de semana. Com isso, as equipes atuam apenas duas vezes em casa por mês, e deixam, assim, de arrecadar mais, o que ocorreria se houvesse mais partidas na competição. Para entender melhor, o Santa atuou dia 14/08, contra seu xará do Rio Grande do Norte, e só voltou a jogar no Arruda neste final de semana: 21 dias depois.
Mas como é de se imaginar, a CBF, que pouco se preocupa com o calendário da divisão principal, não dá a menor atenção para a Série D.
Com o caixa vazio, muitos são os reflexos: venda de jogadores, queda de rendimento, descontentamento do elenco, dos funcionários do clube e, principalmente, não sobra nada para investir na estrutura e na qualificação do grupo. Os clubes na Série D estão à deriva, largados à própria sorte.
Santa Cruz em campo
Os mesmos 21 dias que ficou sem jogar em seu campo é o tempo que o torcedor coral ficou sem ver uma vitória do tricolor pernambucano. Como gato escaldado tem medo de água fria, a torcida já estava com os bigodes em pé. Mas a vitória deste final de semana, por 1 a 0, contra o Porto, de Caruaru, deixou o time na liderança do grupo e a um passo da próxima fase.
A principal reclamação da torcida é que o time vive da raça e das bolas paradas, tanto que o zagueiro Thiago Matias, ex-Palmeiras, é o artilheiro do time na temporada, com 14 gols. Thiago, entretanto, se ofereceu para jogar no Ceará, onde foi apresentado esta semana, e agora é visto como ‘persona non grata’ por ampla maioria da torcida do Santa.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Torcida do Santa Cruz dá mais uma prova de amor ao time

Embora pareça incompreensível para muitos de nós, há um pessoal que não se cativa pelo futebol, não fica envolvido por um jogo movimentado, por uma decisão eletrizante ou um gol no apagar das luzes. Mais estranho ainda é a turma que até curte um futzinho, mas só se importa mesmo se o time ganha títulos.

Pois é, caro leitor do Paixão Clubística, tem gente que não sabe o que realmente é o amor por um time.

Não é o caso da torcida fanática do Santa Cruz. O time pernambucano, neste final de semana, venceu o seu homônimo do Rio Grande de Norte (por 1 a 0), e colocou o maior número de torcedores dentro do estádio em todo o país – 35 mil – e segue mostrando, em plena série D, que a paixão clubística não tem divisão.

Abaixo, temos dois vídeos, o primeiro com a entrada do time em campo. Nele, o autor dá uma geral pelas arquibancadas, que mesmo não estando totalmente tomadas, estão cheias, coloridas e em festa (desculpem a qualidade do som). No segundo, que até vale mais a pena, o hit da torcida coral, no ritmo da música do Esporte Espetacular. Confere aí.



terça-feira, 17 de maio de 2011

Os campeões estaduais de 2011 e a boa música

A música entra em campo mais uma vez. Agora, viajando o Brasil para homenagear os campeões estaduais com belas composições ou interpretações de seus torcedores ilustres.



O Flamengo foi quem comemorou primeiro e, por isso, abre a lista musical. O Samba Rubro-Negro foi composto por Wilson Batista e Jorge de Castro nos anos 50 e embalou o tricampeonato do clube de 53/54/55. Em 1979, João Nogueira substituiu “Rubens, Dequinha e Pavão” por “Zico, Adílio e Adão” e regravou o samba exaltação ao clube de coração. Uma verdadeira Paixão Clubística do carioca.




Já que falei em Wilson Batista, não vou deixar Noel Rosa – seu adversário na polêmica musical- de fora. É que Paulo Miklos, torcedor do Santos, Campeão Paulista, está com um trabalho junto ao Quinteto em Branco e Preto revisitando a obra do gênio. Então, aos santistas, Paulo Miklos cantando o que restou da faculdade de medicina de Noel, o “Samba Anatômico – Coração” e “Feitio de Oração”, composto junto ao paulista Vadico.




Para fechar as homenagens aos campeões da região Sudeste, o cruzeirense deve se orgulhar por ter um torcedor como Milton Nascimento. Quando a grande mídia colocaria o Samuel Rosa com o Skank para cantar “Uma Partida de Futebol”, o Paixão Clubística vem com Bituca – apelido do compositor- e “Canção do Sal”, gravada por Elis Regina em 1966.




Lá nos pampas o campeão foi o Inter. Acontece que eu não gosto do Internacional e, para piorar, não achei nenhum compositor Colorado. A homenagem fica mesmo para o Grêmio com o grande Lupicínio Rodrigues, autor do hino tricolor, cantando “Nervos de Aço” no programa Sambão, em 1973.




Esse vídeo não estava no planejamento, mas confesso torcer para o Santa Cruz em Pernambuco e curtir bastante o som das alfaias do maracatu. A homenagem vem com essa gravação de Chico Science – torcedor Coral- e Nação Zumbi em 1994, interpretando “Monólogo ao pé do ouvido” e “Banditismo por uma questão de classe”.




Para finalizar, não tem como deixar de homenagear o Bahia de Feira de Santana e o campeonato baiano. Como não conheço nenhum compositor que seja torcedor do campeão do estado citado, mas gosto muito dos sambistas de lá, vamos com Riachão e o samba “Eu Vou Chegando” que, com certeza, agradará a todos.




Um abraço e até a próxima semana quando conheceremos o dia em que o mestre do samba de breque, Kid Morengueira salvou o rei Pelé!

segunda-feira, 16 de maio de 2011

A magia do futebol que sempre encantou o Brasil

Dentro e fora do alçapão, o Santos mostrou que o futebol arte além de agradar a todos pode sim ser vencedor. E não dá para negar que a Vila mais famosa do Brasil merecia há tempos a glória de uma final de campeonato, da conquista, da comemoração inflamada de mais uma geração de garotos que brilha à luz de seus holofotes.

A segunda conquista em três finais seguidas mostra que o Peixe sabe valorizar o Paulistão e tem feito dele combustível para outras conquistas. No caso, a Libertadores. O Santos segue forte na luta pela terceira estrela e muito em breve podemos acompanhar algo que se anuncia como a tônica dos próximos anos: Neymar dando show, levantando a taça e celebrando feito um moleque. Tomara que assim seja – principalmente com a camisa da Seleção.

Por não ser o maior rival de nenhuma equipe no país, o alvinegro da Vila Belmiro sempre contou com a simpatia do Brasil inteiro. O Santos de Pelé levava multidões aonde quer que fosse, tanto que preferiu ser campeão Mundial de 1963 no Maracanã lotado – feito igualado apenas por dois times, o Uruguai em 1950 e o Corinthians em 2000.

Primeiro nos tempos de Robinho e agora com Neymar, o Peixe está novamente nas graças do brasileiro, acostumado a ver brotar craques no solo fértil da baixada santista. Parabéns ao Santos, por alegrar os domingos de futebol e pelo bi campeonato Paulista, vencido com méritos.

Outros Estaduais

Enquanto muitos vão contra os estaduais, sigo sendo favorável a preservação dos campeonatos. Por fazer parte da cultura futebolística nacional e por colocar os rivais cara a cara. Os estaduais trazem para dentro de campo a rivalidade da padaria, da escola, do trabalho, aquela que faz a derrota ser amarga, a segunda-feira ser ainda mais difícil de acordar.

E como doeu o timbre do despertador na manhã dos atleticanos e dos tricolores gaúchos, ambos com a vantagem na mão após a primeira partida. No Sul, o Gre-Nal dos desesperados terminou com festa colorada em pleno Olímpico. Um pouco de ar para o técnico Falcão. Em Minas, a festa cruzeirense amenizou por ora a dor da queda precoce na Libertadores. Sorte do Roger, que festejou como se fosse um Copa do Mundo, esquecendo do cartão vermelho logo na primeira etapa do jogo da eliminação do Cruzeiro.

Em Goiás e na Bahia deu Davi contra Golias. Atlético-GO e Bahia de Feira derrubaram Goiás e Vitória, respectivamente. Mas nenhuma festa foi tão bonita quanto a do Santa Cruz. Na Série D há algum tempo, o torcedor do Santa contou as horas para o grito de campeão, e ele dentro do Arruda lotado. Festa inesquecível para os tricolores comandada pelo técnico Zé Teodoro, ex-jogador do São Paulo, e pelo centroavante Gilberto, que chegou a falar no canal Sportv como reforço corintiano, mas que está próximo de acertar com o Internacional.

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