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quinta-feira, 16 de maio de 2013

Brasileiros contra tudo e contra todos - A difícil missão de manter a supermacia no continente




Por Luiz Felipe Fogaça

De 2005 para cá o futebol brasileiro esteve presente em todas as finais da Libertadores. Sendo em 2005 e 2006  decisões entre clubes  do País. Dessas 8 finais seguidas disputadas, os brasileiros faturaram 5.

São esses números que começaram a incomodar a Conmebol e isso só não enxerga quem não quer. Desde que o São Paulo decidiu seguidamente com Atlético-PR e Internacional as finais de 2005 e 2006, que a entidade adotou uma medida no mínimo controversa de que times do mesmo país devem se enfrentar em fases anteriores para evitar uma decisão entre compatriotas.

Ainda com essa decisão, não foi possível frear a supremacia brasileira nos últimos anos. Este ano a coisa começou a tomar outras medidas e cabe questionar. São muitos fatores questionáveis que cabe pensar se é o velho complexo de vira-lata, se é muita teoria da conspiração ou se realmente tem algo de podre no reino da Dinamarca.

Para ficar nos exemplos que lembrei aqui, no jogo contra o Arsenal na primeira fase no Pacaembu o juiz deu um pênalti no mínimo questionável para o time argentino terminada a partida Luis Fabiano foi expulso e pegou um gancho de 4 jogos por reclamação, algo nunca visto em 53 edições do torneio.  Luxemburgo é agredido, provavelmente provocou, mas nada que justifique 8 jogos de suspensão.

Nas quartas de finais lances questionáveis nos jogos de Palmeiras, Corinthians e Fluminense. Somado a isso esta uma entidade que tem sua imagem completamente arranhada e com seu antigo presidente afastado por envolvimento em casos de corrupção.

O pior é que o excesso de rigor com brasileiros e azar por assim dizer, não se vê na contramão. É torcida que briga e não toma nada, jogador violento que nem amarelo toma, lances de sorte. Fica complicado acreditar.

Que o futebol brasileiro seja unido como um todo para protestar contra esse tipo de coisa e não que ache normal e ria do seu companheiro prejudicado.

Aguardemos cenas do próximo capítulo. Se não tivermos interferências externas o campeão deve novamente ser brasileiro. 

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

A chatice do chororô sem fim

Por Gabriel Duque

Que chatice as reclamações do Atlético-MG e de outros clubes em relação aos árbitros. Nesta quarta, Cuca veio de novo falar de pênalti não marcado, que o juiz deixou seus jogadores irritados e blá blá blá. Todos sabem da incapacidade, incompetência e falta de preparação dos árbitros, mas todos reconhecem também que os times são beneficiados em uma partida e prejudicados em outra.


Treinadores, é hora de mudar o discurso! Falem sobre o desempenho técnico de seus atletas, seus esquemas táticos e qualquer outra coisa. Chega de arbitragem! O que adianta chorar o leite derramado. Querem mudar o cenário patético dos apitos no Brasil? Peçam uma reunião na CBF para se discutir os critérios, a participação do juiz que fica no fundo do campo, o porquê de tantos erros de bandeirinhas em impedimentos, o uso da tecnologia...

É muito fácil colocar a culpa do resultado não satisfatório em seis homens do apito e se eximir de responsabilidade. Falta vontade não só à Confederação Brasileira, mas também aos clubes. Todos precisam ajudar para a melhora do nível da arbitragem e para a evolução do futebol no país. Se cada treinador orientar seus jogadores a não simularem faltas e pênaltis, a evitarem reclamações e pressões nos juízes, já ajudaria.

Todos os clubes querem levar vantagem, não importa como. Por isso tamanha pressão nos árbitros. Querem impugnar o resultado de um jogo por ter um gol de mão anulado. Reclamam de pênalti, mas, em toda partida em sua casa, um adversário é expulso de campo. “Campeonato do STJD, da arbitragem horrível”, diz Cuca. Ele tem razão nessa fala, mas não precisa reclamar todo santo jogo.

Nada contra o treinador atleticano - que é o exemplo do dia -, mas do outro lado também houve reclamação pelas expulsões de Wellington Silva e de Dorival Jr. O comandante do Flamengo detonou o árbitro da vez Sandro Meira Ricci, o excesso de autoridade dos juízes que não dialogam e nem explicam o motivo de certas decisões. Ótimo, mais um ponto para a reunião entre clubes e CBF. Vamos pensar em como melhorar e não em reclamar. Razão tem o Fred, que, após o jogo entre Fluminense e Atlético-MG, mandou um recado para o Cuca: "Tá chato para c......"

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Futebol e Tecnologia

Por Tuca Veiga

O dia era 27 de junho de 2010, oitavas-de-final da Copa do Mundo. Argentina e México se digladiavam na Cidade do Cabo. Jogo duro. Eis que Carlitos Tevez recebe uma bola cara a cara com o goleiro, que sai desesperado. Os dois dividem a rendonda, que sobra para Messi. O melhor do mundo dá um toque, devolve para Carlitos, que cutuca de cabeça para o filó e corre para o abraço. Festa Argentina.

O juiz aponta para o centro, enquanto o bandeirinha Stefano Ayrold é cercado por mexicanos. Em um ato de desespero, ele olha para o telão, que repetia o lance e vê a besteira que fez. Ayrold chama o árbitro italiano Roberto Rosetti e informa que acabara de ver no telão que errou. E cá entre nós, errou muito. Ciente da maneira como seu assistente descobriu o equívoco, Rosetti não teve dúvidas, apontou para o meio e validou o gol, afinal, o replay não pode ser usado no futebol.

A Argentina classificou-se com uma vitória por 3 a 1, ainda não engolida pelos mexianos. Confira no vídeo abaixo os melhores momentos deste jogo e veja, logo de cara, o gol absurdo de Tevez.



A história lembra um pouco o que aconteceu com o Palmeiras neste final de semana. Diferente dos mexicanos, que ficaram putos pelo gol ilegal validado, os também alviverdes, só que brasileiros, ficaram loucos que o gol de mão foi invalidado pelo quarto árbitro. Eis outra diferença entre as histórias. Na Copa, foi o próprio bandeira que sacou a besteira que fez.

Lances como estes trazem à tona uma discussão que a Fifa ainda não descobriu como fazer: a inserção da tecnologia para ajudar os homens do apito. O jogo da Copa evidencia que o grande medo da Fifa, que a pausa para ver o replay deixe o jogo parado, é conversa pra boi dormir. Antes de chegar ao meio do campo, o bandeira viu que tinha errado. O replay, aliás, costuma ser gerado muito rápido, principalmente os que mostram lances de impedimento.

Perguntados nesta segunda-feira na página do Paixão no Facebook, 45 das 55 pessoas são favoráveis à entrada da tecnologia no esporte bretão. 31 delas em lances não interpretativos, como impedimentos ou bolas que entram ou não no gol. Outras 14 gostariam do uso do replay em todos os lances polêmicos. Já dez de nossos leitores acreditam que isso estragaria o bate papo sobre as polêmicas no dia seguinte.

E você, o que acha disso? Esportes como tênis e futebol americano desenvolveram métodos para inserir a tecnologia no auxílio de um jogo mais justo e com menos erros. Nos dois esportes, os times têm um limite de desafios à arbitragem, número mantido caso o time tenha razão. Passou da hora do futebol descobrir como melhorar isso. Afinal, colocar chip na bola, opção que será testada pela Fifa no Mundial de Clubes, me parece a ideia mais lunática.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Melhor preparo e menos punição


Por Luiz Felipe Fogaça

Na contramão da luta de milhões de brasileiros pelo direito à liberdade de expressão, o STJD parece não tolerar nenhum tipo de manifestação contra o órgão, arbitragens e os profissionais envolvidos nessa esfera.

Se existia alguma dúvida, isso ficou claro com o simples fato do procurador Paulo Schimitt oferecer denúncia para o Atlético-MG pelo ato de sua torcida. No jogo contra o Fluminense a torcida do Galo fez um mural escrito CBF de cabeça para baixo e com as cores do clube carioca. Os atleticanos protestavam contra os erros da arbitragem, que beneficiaram o Flu na briga pelo título.


Para o procurador, que é o único do STJD inteiro com propriedades para exercer a função, já que realmente é formado em direito, diferente dos outros membros, o que acontece é que “esta manifestação, levantando a hipótese que existe corrupção na CBF, ela tem de ser levada ao Tribunal pelo menos. Não vou defender que tenha absolvição ou condenação, mas a Corregedoria tem de levar para o conhecimento do Tribunal”.

Não vou entrar nem no mérito se a arbitragem é tendenciosa ou não, mas que muitos erros vem acontecendo e o nível da arbitragem esta em franco declínio, isso é nítido para qualquer um dos apaixonados que acompanham o esporte.


Vale lembrar que rodadas antes o Naútico teve de obrigar sua torcida a tirar uma faixa com os dizeres “ Não irão nos derrubar no apito” para poder ver o jogo começar. Isso é um absurdo, pela lógica daqui a pouco não poderemos gritar no estádio mandando o juiz pra ou simplesmente xingando o homem de preto.

Prego sim o respeito por todos os profissionais, sem duvidar da honra de nenhum deles, mas as manifestações tem que ser livres, por que futebol é liberdade, arquibancada é democracia e assim tem que seguir o jogo.

Ao invés de coibir manifestações populares que prepare-se melhor os árbitros, profissionalize-os e prepare-se também os homens que manda na arbitragem.

domingo, 14 de outubro de 2012

Um escândalo


Brilhante campanha do Fluminense pode ser manchada pela arbitragem
Por Felipe Pugliese



É muito difícil contestar uma liderança como a do Fluminense. 

Melhor campanha, melhor ataque, melhor defesa, artilheiro do campeonato... enfim, argumentos para qualificar o time de Abel Braga não faltam.

Se é ou não o melhor do Brasil é outra questão. O fato que me incomoda é a participação ativa dos erros de arbitragem nos jogos do tricolor carioca.  A vitória diante da Ponte Preta foi um escândalo. Um escândalo!


Já diante do Bahia, o trio de arbitragem comandado pelo paulistano Raphael Claus (alto nível) errou feio ao anular gol legal de Lulinha. No lance seguinte o Flu abriu o marcador e construiu mais uma vitória.


Sou daqueles que repudio e tenho nojo do discurso que no futebol “tudo é acertado. Marmelada pura”. Defendo a ideia que tal sujeito pare de acompanhar e vá pentear macaco com piolho.


Não existe algo mais irritante que o a pergunta “você não lembra da final da Copa de 98?”.


Trago tais exemplos porque não quero que uma campanha tão regular como a do Fluminense fique manchada, assim como a do Corinthians em 2005.


Porém, caro leitor, é inegável que 2012 fica marcado como o pior ano da arbitragem brasileira na história recente. Não me lembro de tantas críticas como as atuais. 


O que está acontecendo? O nível realmente é péssimo ou bater no homem do apito virou lei?


terça-feira, 26 de julho de 2011

A Série C não é tão ruim assim

Casa cheia para jogo da Série C: Fortaleza 1 x 3 América-RN
Do enviado especial a Fortaleza

Tarde quente em Fortaleza. Sábado, 23 de julho de 2011. É dia de jogo do Leão na Série C. Para comprar o ingresso, não tive nenhuma dificuldade. Há vários pontos de venda e adquiri a minha entrada, sem fila ou burocracia, numa loja do Fortaleza dentro de um shopping da cidade. O adversário era o América-RN.

Na loja e nas ruas, os torcedores pareciam confiantes. Todos tinham certeza de que o elenco do Tricolor de Aço tem capacidade de colocar o time na Série B no ano que vem. E foi isso mesmo que se viu quando a bola começou a rolar. Pelo menos durante os 15 primeiros minutos de jogo.

O estádio Presidente Vargas estava tomado pelas cores vermelha, azul e branca. Aliás, aqui um parênteses: belíssima arena. Após a reforma, o PV ficou monumental e bastante confortável. Voltando ao confronto, a torcida empurrava o time da casa para o ataque. Tanto que logo aos 6min, Wesley recebeu na entrada da área e soltou um torpedo no ângulo. Golaço na Série C! Era o primeiro e único gol do Fortaleza na partida. O time cearense era melhor e dominava as ações.

A equipe de Natal só assustava na bola parada. E o empate saiu após escanteio. Wanderley subiu sozinho e testou pro fundo das redes. A redonda chegou a tocar a trave antes de entrar. Depois disso, só deu América. O Fortaleza parecia uma equipe sem poder de reação e completamente sem criatividade. Nos contra-ataques o América era muito perigoso. Num deles, já na segunda etapa, Max (lembra dele, torcedor palmeirense???) tocou na saída do goleiro para virar o duelo. "Vergonha, vergonha, vergonha, time sem vergonha", entoava em coro a torcida do Fortaleza.

A crise estava instaurada! Confesso que deu até saudade de momentos em que o meu time de coração não ia bem. Como é gostoso xingar e extravasar no estádio. Mandar todos aqueles atletas pra um lugar melhor do que o Planeta Terra. E já no fim da partida, o volante Val fez fila, driblou até o goleiro Lopes e bateu para fechar o placar. Fortaleza 1 x 3 América-RN.

A marca que fica da Série C é que os jogos são bastante disputados, há muita briga no meio de campo e o juiz é absurdamente caseiro. O árbitro Robson Martins Ferreira, do Maranhão, inventava faltas a favor do Fortaleza e não dava nada para o América-RN. E, mesmo assim, o time de Natal conseguiu uma bela vitória fora de casa.

Assista aos gols da partida:


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